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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ainda mais Aquecimento Local

Ele há alarmistas que deliram, mas não interiorizam as consequências das suas visões delirantes. Henk Feith, do blog Ambio, é um deles; no seu mais recente post, ele propõe que a água aquecida no Verão, seja armazenada para o Inverno, talvez no sub-solo...

Não há muito a fazer, a não ser encontrar formas de armazenar energia térmica no verão para consumo no inverno. Essa forma podia ser através do armazenamento no subsolo e se calhar um dia o investimento nessas soluções terá um rendimento que o justifique, atualmente o preço de energia elétrica continua de tal forma baixo que não é o caso. O resultado é que algum consumo energia elétrica no inverno que podia ser evitado, usando a água aquecida verão.

Talvez ele queira implementar a visão de Al Gore, que referia que a temperatura era de vários milhões de graus no sub-solo! Ou então propôr um pipeline entre o hemisfério Norte e o Sul, distribuindo o calor quando faz Verão num lado, para o Inverno do outro lado... O que a visão entorpecida de Henk não lhe permite alcançar é que os seus painéis solares estão a reter a energia solar no nosso planeta, com uma intensidade muito superior à dos gases com efeito de estufa. Estudos recentes determinam mesmo que uma das formas mais eficientes de reduzir a absorção de radiação solar é aumentar a reflectividade (albedo) a nível urbano, precisamente o contrário dos sonhos de Henk...

Das duas uma, ou Henk está convencido que vem aí o Arrefecimento Global, e aí está a agir correctamente, ou então deveria pintar o seu telhado de branco!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pintando montanhas

Já tínhamos aqui referido tentativas de proteger glaciares envolvendo-os com cobertores. Agora, no Peru, a ideia é tentar salvar um glaciar pintando a montanha de branco! A ideia é tão pateta, mas isso não excluiu o Banco Mundial de ajudar com 200000 dólares.

A ideia original partir de Eduardo Gold, que não tem quaisquer qualificações científicas... Mas leu uns livros... E toca a pintar o pico Chalon Sombrero, que atinge os 4756 metros. A pintura é feita com três ingredientes ecológicos: calcário, ovo e água! Em duas semanas já caiaram dois hectares, pretendendo atingir 70 hectares. Curiosamente, parece que já caiu alguma neve, o que para eles tem uma causa óbvia!

Se a moda pega, talvez venham a pintar o Kilimanjaro. Ou a Serra da Estrela... Ou talvez voltem a fazer como os nossos ante-passados, caiando as casas do Alentejo. O problema é se vem aí frio: depois, teremos que voltar a pintar tudo!

domingo, 14 de setembro de 2008

A arte de caiar vs. o aquecimento global

Todos nós portugueses sabemos pelo menos uma das razões pelas quais os nossos antepassados caiavam de cal branca as casas. Essa arquitectura típica, sobretudo do sul do país, ainda hoje é levada a sério em terras como Óbidos.

Uma casa caiada é naturalmente mais fresca no Verão! Porque o branco reflecte a luz solar, que aquece a Terra. Porque o albedo destas superfícies é muito elevado, a luz solar é reflectida de volta para o espaço. Sou um forte apoiante da utilização de cor branca em diversas superfícies, e nós portugueses somos mesmo exímios nesta técnica. Outro bom exemplo é a calçada portuguesa, e o leitor já terá certamente experimentado como uma calçada à portuguesa é outro excelente exemplo de reflexão da luz solar.

Mas agora, o impacto de empregar superfícies brancas foi contabilizado! Hashem Akbari, na apresentação abaixo, refere que a pintura de branco de 100 cidades do mundo equivaleria a diminuir a emissão de 44 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano. Ou seja, por um método simples, sem necessidade de Kyoto e sistemas de compensação, estaria o problema resolvido! Com uma vantagem: com a Terra a arrefecer, poderíamos voltar facilmente aos telhados mais escuros daqui a uns anos!

www.climatechange.ca.gov/events/2008_conference/presentations/2008-09-09/Hashem_Akbari.pdf
http://en.wikipedia.org/wiki/Albedo

sábado, 12 de abril de 2008

Fórmulas de feedback do IPCC inflacionadas

Análises efectuadas por dois importantes investigadores internacionais parecem convergir para o facto de que as fórmulas do IPCC envolvendo o cálculo do factor de feedback, estão erradas. O vapor de água e as nuvens, que causam um efeito de estufa muito supeior ao CO2, estão metidas no barulho.

Um dos cientistas, Roy W. Spencer, é um importante investigador da NASA. O seu trabalho nos satélites Aqua está a permitir conhecer melhor o impacto das nuvens no clima, incluindo factores importantes como o albedo. A análise de seis anos de dados permitiu estabelecer as relações entre as chuvas, o tipo de nuvens e a quantidade de luz e energia solar que é devolvida ao espaço. Os resultados são surpreendentes!

Ou muito me engano, ou estão a soar as campainhas no IPCC...

www.weatherquestions.com/Roy-Spencer-on-global-warming.htm
http://climatesci.org/2008/04/08/has-the-ipcc-inflated-the-feedback-factor-a-guest-weblog-by-christopher-monckton/
www.energytribune.com/articles.cfm?aid=828