Há notícias nas quais se tropeça e que parecem verdadeiramente impensáveis! O jornal suiço Tages-Anzeiger reportou que uma mulher morreu à fome, na sequência de uma dieta espiritual, que proibia a comida e bebida, e que passava por viver apenas à custa da luz solar!
A mulher, na casa dos cinquentas, da cidade de Wolfhalden, da parte leste da Suiça, decidiu esta terapia radical em 2010 depois de ver um documentário austríaco, sobre um guru indiano que invocava ter vivido assim durante 70 anos! O documentário intitulava-se "In the Beginning, There Was Light", e podem ver o trailer abaixo. Este não é o primeiro caso, com mais ocorrências na Alemanha, Reino Unido e Austrália... Ora aqui está um bom exemplo para os crentes na Religião Verde, um jejum ainda mais avançado que o veganismo, e com verdadeira poupança de emissões!
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Paul Ehrlich está de volta!
Um dos maiores tretas de sempre da Ecologia está de volta. Paul Ehrlich escreveu em 1968 o livro "Population Bomb", e desde então os seus disparates não têm parado! Mas este tretas ficou sobretudo mais conhecido por ter perdido uma das mais humilhantes apostas económicas de todos os tempos com Julian Simon.Ehrlich está de volta com declarações dignas do Tribunal Penal Internacional. Numa entrevista ao Guardian, Ehrlich defende uma redução maciça dos seres humanos! Dos actuais 7 biliões de pessoas, segundo Ehrlich, 5 biliões estão a mais! Mas ele vai mais longe: tem que haver uma forma rápida de diminuir a população à face da Terra!
A leitura da entrevista é de deixar quase todas as pessoas a vomitar, embora algumas pessoas, como Hitler, pudessem ficar a salivar... Ele perspectiva uma praga mundial, ou umas guerras nucleares, para começar! Umas fomes generalizadas, ou algum vírus estranho que mutasse de animais para humanos, poderia também ajudar! Haverá paciência para pessoas loucas como Ehrlich?
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Podia mudar-lhe a opinião
O canal de televisão australiano ABC emitiu há uns dias um documentário interessante, "I Can Change Your Mind About..Climate", com a presença do céptico Nick Minchin e da alarmista Anna Rose. O programa é bem esgalhado, tendo entrevistado um conjunto de pessoas de ambos os lados do debate. Como de costume, é sempre um momento alto quando se tropeça em Marc Morano. Vejam como ele deixou a inexperiente Anna completamente sem palavras:
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Lóbis da Fátima Campos Ferreira
| A atual conjuntura social e económica de Portugal trouxe novos temas e problemas para discutir. Ainda há temas tabus? Há temas onde há muitos lóbis. Sou, atualmente, um grande observatório da nossa sociedade... Quais as áreas a que se refere? Há lóbis em todos os sectores. Acontece, por exemplo, na área ambiental e até na preservação do ambiente. |
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quinta-feira, 29 de março de 2012
O Pimentinha
O enfant terrible do ambiente em Portugal, Carlos Pimenta, aliás o Pimentinha, foi dizer das suas ante-ontem na Rádio Renascença. Fui alertado por um leitor atento, que me apontou na direcção desta entrevista concedida a José Pedro Frazão. Este mostrou querer fazer as perguntas certas, mas foi constantemente enrolado pelas manobras habituais do Pimentinha. Ainda assim, mostrou-se mais preparado que a maioria dos entrevistadores das melancias. A entrevista na sua totalidade pode ser ouvida aqui.Mas o Pimentinha esteve no seu pior! Começou logo a atacar, aos 2:40, com o seguinte:
| Olhe, o que se tem feito no País de incendiar as pessoas contra as renováveis eu posso dizer que é quase um crime contra a Economia nacional, o crime contra a nossa continuidade enquanto Nação. |
Quem não argumenta, e sabe que está a aldrabar os seus concidadãos, tem que atirar esta areia para os olhos dos Portugueses! Mas ele é um dos que mama da microgeração, como aliás refere aos 23:54, e que nós sabemos ser a forma mais anti-social de geração de energia em Portugal! Sabemos também que é o responsável máximo pela "EDF EN Portugal", o que significa que, muito simplesmente, os enormes subsídios que mamam dos contribuintes/consumidores portugueses vão direitinhos para a empresa francesa. Como José Pedro Frazão diz aos 10:20, saem do lombo do contribuinte! E não geram sequer emprego em Portugal, como já evidenciamos neste post, a não ser os de presidentes de empresas estrangeiras, e provavelmente mais uns quantos assessores. Portanto, é fácil concluir quem é que está a cometer crimes contra a Economia nacional...
O Pimentinha só quer é mamar mais! Aos 25:30 surge mais uma pérola. Já havíamos visto na peixeirada que ninguém quer assumir como se pode baixar o custo da electricidade. Vejam o embuste do Pimentinha:
| José Pedro Frazão: Como é que se pode baixar a factura da electricidade? (...) José Pedro Frazão: O que é que propunha??? Realisticamente para baixar a factura da electricidade? (...) Carlos Pimenta: Mas, repare, você está a fazer um erro! E se eu lhe responder assim? (...) |
A entrevista está cheia desta lógica nonsense, mas que o Pimentinha verborreia sistematicamente. Como a do Inverno deste ano, com muito calor, como ele disse aos 37:40. Em que País esteve ele este Inverno? Em Portugal, onde se fartaram de morrer pessoas de frio, não foi de certeza... Enfim, dá para perceber que ele está cada vez mais gago. José Pedro Frazão contribuiu muito para isso, e esteve quase a ponto de calá-lo. Faltou-lhe o quase...
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quinta-feira, 15 de março de 2012
Eólicas dão cabo da nossa água
Numa troca de palavras com Rui Rodrigues, ele apontou-me para uma reportagem da SIC (ver abaixo), que aborda a temática da qualidade da água nas barragens do PNBEPH. Ora, como as novas barragens são necessárias por causa do excesso de eólicas, aqui está mais um efeito nefasto dos excessos da política das ventoinhas, dos melancias deste país. Não bastava serem caras, vulneráveis, poluirem e matarem; agora podemos culpabilizá-las também pela diminuição da qualidade da água, que as futuras barragens tenderão a causar.
É conhecido o impacto que as barragens têm na qualidade da água. Água parada é diferente de água corrente. Mas, é claro que este domínio é complexo. Veja-se o exemplo da Quercus, que considerou que a "água do rio Guadiana, na zona de Serpa, passou de “boa” em 2008 para “excelente” em 2009". Ou seja, mesmo com o Alqueva, a qualidade da água é excelente... Mas nem tudo é assim tão simples. No Relatório Ambiental do PNBEPH, percursor à escolha definitiva das barragens do PNBEPH, já era referenciado de forma clara:
Curiosamente, o que os melancias e todos associados ao processo parecem querer esconder é que provavelmente o maior problema da água das novas barragens do PNBEPH, será igualmente a consequência da necessidade de bombear a água para as barragens a montante, com utilização da energia eólica. O próprio estudo da ARCADIS, para a Comissão Europeia, e que tanto júbilo incutiu nos melancias, não faz uma única referência ao problema! Em 400 páginas, não arranjaram sequer um parágrafo para falar do problema!!! Curiosamente, o estudo considera mesmo (Tabela 6, página 293) que a existência de bombagem é "mais favorável" em termos de impacto ambiental!
São muito os potenciais problemas de andar a bombear a água, com a energia do vento. Tal será mais frequente no Verão, que no Inverno. Uma miríade de problemas ocorrem-me em segundos, mas sem que se vejam referidos pelos melancias, porque eles sabem que todas estas consequências resultam unicamente da energia eólica:
Destes problemas derivam imediatamente outros. Outros problemas surgem com a localização de determinadas barragens reversíveis, como é o caso de Foz Tua, que vai passar a incorporar água do rio Douro. Toda a poluição que vem pelo Douro abaixo vai passar a ser bombeada para cima, para o rio Tua. Porque é que nenhum ecologista ainda falou nestes problemas? Porquê?
É conhecido o impacto que as barragens têm na qualidade da água. Água parada é diferente de água corrente. Mas, é claro que este domínio é complexo. Veja-se o exemplo da Quercus, que considerou que a "água do rio Guadiana, na zona de Serpa, passou de “boa” em 2008 para “excelente” em 2009". Ou seja, mesmo com o Alqueva, a qualidade da água é excelente... Mas nem tudo é assim tão simples. No Relatório Ambiental do PNBEPH, percursor à escolha definitiva das barragens do PNBEPH, já era referenciado de forma clara:
| Em termos de quantidade dos recursos hídricos, esta Directiva estabelece o seguinte: “Assegurar o fornecimento em quantidade suficiente de água de boa qualidade, conforme necessário para uma utilização sustentável, equilibrada e equitativa da água”, meta esta que o PNBEPH deverá ajudar a cumprir. O PNBEPH vai, em termos de qualidade da água, em sentido oposto aos objectivos da DQA, que tem como principal objectivo evitar a continuação da degradação e proteger e melhorar o estado dos ecossistemas aquáticos, e também dos ecossistemas terrestres e zonas húmidas directamente dependentes dos ecossistemas aquáticos. No entanto, de acordo com a mesma Directiva, esta não é violada desde que os empreendimentos sejam justificados como uma actividade necessária ao desenvolvimento humano e que “sejam tomadas todas as medidas exequíveis para mitigar o impacto negativo sobre o estado da massa de água”. (...) A criação de novos planos de água será equivalente à criação de novas reservas de água. Estas novas reservas de água poderão servir também para disponibilizar maiores caudais de água para acções de higiene, primeiros cuidados de saúde e salubridade. A sua mobilização poderá contribuir também para minimizar quaisquer doenças derivadas da menor qualidade da água e sobretudo da falta de fiabilidade de funcionamento dos sistemas de Águas de Abastecimento e de Águas Residuais. Contribuição para o cumprimento dos objectivos preconizados no domínio do aproveitamento de águas termais, desde que antes da construção das barragens se proceda ao estudo das águas termais existentes e se proceda à análise das suas possíveis utilizações no âmbito do PNAAS. |
Curiosamente, o que os melancias e todos associados ao processo parecem querer esconder é que provavelmente o maior problema da água das novas barragens do PNBEPH, será igualmente a consequência da necessidade de bombear a água para as barragens a montante, com utilização da energia eólica. O próprio estudo da ARCADIS, para a Comissão Europeia, e que tanto júbilo incutiu nos melancias, não faz uma única referência ao problema! Em 400 páginas, não arranjaram sequer um parágrafo para falar do problema!!! Curiosamente, o estudo considera mesmo (Tabela 6, página 293) que a existência de bombagem é "mais favorável" em termos de impacto ambiental!
São muito os potenciais problemas de andar a bombear a água, com a energia do vento. Tal será mais frequente no Verão, que no Inverno. Uma miríade de problemas ocorrem-me em segundos, mas sem que se vejam referidos pelos melancias, porque eles sabem que todas estas consequências resultam unicamente da energia eólica:
- maior aquecimento médio das águas, nas albufeiras, e a jusante;
- disrupção da estratificação térmica;
- maior turbulência em termos de sedimentos;
- mais frequentes e rápidas alterações de níveis de água;
- maior erosão devido às ondas criadas em ambos os reservatórios;
Destes problemas derivam imediatamente outros. Outros problemas surgem com a localização de determinadas barragens reversíveis, como é o caso de Foz Tua, que vai passar a incorporar água do rio Douro. Toda a poluição que vem pelo Douro abaixo vai passar a ser bombeada para cima, para o rio Tua. Porque é que nenhum ecologista ainda falou nestes problemas? Porquê?
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Emigrar para a Costa Rica
No mesmo artigo do DN em que se descobre que Francisco Ferreira já não é dirigente da Quercus, descobrem-se mais umas pérolas surpreeendentes. Para Francisco Ferreira, o paraíso na Terra está na Costa Rica! Vejam porquê:| Só há um país, a Costa Rica, que está acima do limiar de desenvolvimento humano e, ao mesmo tempo, tem uma pegada ecológica sustentável. Se vivêssemos todos como a Costa Rica chegaria um mundo. |
O que é que tem a Costa Rica, que eu não saiba? Tem crocodilos. 80% da energia que produzem vem das barragens, coisa que eles detestam cá, mas que é aceitável no paraíso? Por isso, muita da energia é renovável, o que explica os cortes de energia e subidas expressivas dos preços. A Costa Rica tem também outras histórias ecológicas interessantíssimas...
Resumindo, o Francisco Ferreira que vá para a Costa Rica, e que nos deixe em paz! E que leve os restantes ecochatos com eles, que até já conhecem o sítio, que não nos fazem cá falta... E levem também os médicos lá do sítio, que cá apreenderam o que é trabalhar de forma sustentável!
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Batalhas climáticas
A sua referência no Watts Up With That tinha-me passado despercebida. Mas o texto é tão bom, que todos os leitores assíduos devem perder uns largos minutos a ler este texto do blog Pointman! É um texto muito exigente, em Inglês, e de difícil terminologia. Mas garanto-vos que é a melhor análise estratégica que vi até hoje ao movimento céptico das teorias do Aquecimento Global e similares.A análise faz-me recuar aos tempos da leitura de A Arte da Guerra. Ou de histórias como as de David e Golias. Deste texto destaco os seguintes excerptos abaixo. Eles realmente reflectem o esforço da Resistência Climática, no passado, presente, e agora para o futuro.
| You have to find new ways of fighting, because the only way of surviving in that ring with them, is never to get into that ring with them. They’re simply too powerful. You’re going up against official government policy, every major politician, well-funded activist organisations, the scientific establishment, the big moneymen and every organ of the media. |
| The problem the alarmists had, was that there was never anything substantial to hit back at. They had the equivalents of the big guns and the massive air support but there never was a skeptic HQ to be pounded, no big central organisation, no massed ranks of skeptic soldiers or even any third-party backing the resistance. Every one of the skeptics was a lone volunteer guerilla fighter, who needed absolutely no logistical support of any kind to continue the fight indefinitely. The alarmists never understood this, preferring to think that there simply had to be some massive hidden organisation orchestrating the resistance. While they wasted time and effort attacking targets that only existed in their head, each of the guerillas chewed on them mercilessly in their own particular way. |
| From any rational viewpoint, Fakegate has turned out to be a disastrous event for the alarmists. When you’re patently losing a battle, you withdraw to conserve your forces to fight another day. Amazingly, they would rather battle on into a self-immolating quagmire of expensive litigation than simply admit they were wrong. It shows a childish petulance that plays exactly into the realist’s hands, who are clever enough to let them get on with it, needing nothing more than the odd prod to encourage their defiance. At some point in the not too distant future, the realists know the people who own those media outlets and employ those journalists, are going to get fed up of writing libel damage cheques to cover the self-righteous crusading of a few prima donna hacks. |
| I used to be able to predict what they’d do but that’s become impossible of late. All reason has fled. There’s a real feeling of April 1945, Berlin, der Fuhrerbunker and its mad occupants, barking unrealistic orders down phones and moving long ago destroyed units around on maps, as if it really meant something. It’s all basically becoming more and more hysterical and irrational. It’s not quite over yet but we’ve beaten them and will have to be satisfied with that. The bitter pill for me, is that none of them will ever stand in a court of law to answer charges of crimes against humanity for the deaths, starvation and poverty that their policies inflicted on the poor around the world. We must now move to get those policies reversed. |
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quarta-feira, 7 de março de 2012
A negociata das eólicas
As Verdades Incovenientes associadas aos interesses obscuros que manietam o movimento verde, têm permanecido obscurecidas e ocultas, longe dos olhares e ouvidos da população em geral. Tudo com a conivência dos Media, mais interessados em receber a publicidade desses grandes interesses, que assim conseguem manter a lealdade à Causa, dos meios de comunicação social. Mas neste navio em marcha, começam a surgir brechas, um pouco por todo o lado. Mesmo na Imprensa, como é o caso deste artigo de opinião, particularmente duro, do Eng. Francisco Gouveia, no Notícias do Douro. Veja-se o enquadramento inicial (todos os realces da minha responsabilidade):| Um dia destes, as nossas serras levantam voo de tanta ventoinha que lá andam a pôr! São as eólicas, um tipo de energia renovável que tem por detrás poderosos interesses do grande “lobi verde”, um bando de oportunistas que se encostou ao movimento ambientalista, e quer transformar uma solução saudável em mais um modo de assaltar o erário público. Lobi que de verde não tem nada, a não ser a cor do dinheiro com que enchem os bolsos à nossa custa! |
O artigo prossegue com uma excelente identificação donde está o problema. Note-se a correcta separação da EDP e da "gente das eólicas":
| O movimento sério a que me refiro, é o movimento ambientalista, também conhecido por “verde”, que segue valores de proteção patrimonial e de não degradação do meio ambiente, que todos devemos respeitar se queremos um planeta onde se possa viver amanhã. Os tais “sempre alguém”, são os oportunistas do costume, que em tudo encontram maneira de fabricar capital, de preferência à custa do erário público, onde ele “pinga” com mais certeza e segurança. E é esta gente das eólicas que, colando-se ao movimento ambientalista como a lapa ao rochedo, nos quer continuar a atirar areia para os olhos e a viver à custa dos 30 e tal% que arrecadam na fatura que a EDP nos cobra. |
Francisco Gouveia aborda outros temas interessantes, como a da obsolescência eólica, que temos abordado pouco (eg. aqui e aqui), mas da qual prometo voltar à carga:
| Em abono da verdade, a indústria eólica é de rentabilidade muito duvidosa. Ou seja: se atendermos só ao custo do material e da sua instalação (já não contando com alugueres de terrenos, custos de manutenção, transporte, etc.) e à rentabilidade, descobre-se isto: quando passar o período de amortização do investimento e as eólicas começarem a dar dinheiro ao investidor, este depara-se com o seguinte problema: tem que investir novamente porque parte do material componente das turbinas, pás, engrenagens, etc., já se degradou e tem que ser substituído. Este é o primeiro grande problema. Motivo pelo qual não há nenhuma empresa que se arrisque a investir dinheiro nesta indústria, sem ter a garantia de que o Estado lhe proporcionará uma “renda” (no nosso caso ela vem na fatura da EDP). São os tais “direitos adquiridos” de que tanto falam os empresários das eólicas. Porque eles sabem que se não receberem este subsídio do Estado, o investimento não é rentável. No fundo, estamos a falar de privados que pretendem ser compensados pelo Estado dos prejuízos, em nome do ambientalismo a que se colaram e para o qual se estão marimbando. |
Francisco Gouveia evidencia parte do problema económico. Só tem um pequeno problema: é que o consumidor/contribuinte paga mais que duas vezes:
| As eólicas produzem energia dependente do vento, e, como tal, não é contínua estando dependente de haver ou não vento, e da velocidade deste. Há necessidade de a armazenar. É o que as barragens também fazem. Armazenam a energia elétrica das eólicas. Mas como nós subsidiamos as eólicas, estas vendem-na a preço baixo à EDP. E esta, depois, vende-a aos consumidores a um preço altíssimo (ao preço que quiser porque é monopolista). Então, o consumidor paga a eletricidade duas vezes: a primeira através do subsídio que o Estado concede às eólicas e que resulta dos nossos impostos, para depois a irmos pagar novamente, e mais cara, na fatura da EDP! |
Francisco Gouveia continua a evidenciar as Verdades Inconvenientes que as "lapas" não querem que se saiba. São precisas mais pessoas como Francisco Gouveia:
| Por isso investir nas eólicas é tão rentável, sem riscos, pois a cobertura destes riscos é garantida pelo Estado. Por isso, desde que o atual Governo decidiu recentemente não subsidiar a instalação de mais eólicas, todos os processos para novas licenças, pararam! Vejam o que eu disse a princípio sobre a rentabilidade das eólicas! |
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sábado, 3 de março de 2012
Francisco Ferreira e a Quercus?
Um leitor interessado apontou-me para uma pequena passagem da Grande Investigação e que me escapou. Neste artigo do DN, não são as palavras de Francisco Ferreira que interessam, mas um pequena referência sobre o próprio Francisco Ferreira:Foi presidente da Quercus de 1996 a 2001 e membro da direção até fins de 2011
Neste post de início do mês havia referido que algo não batia certo na lista dos Órgãos Sociais da Quercus. Agora temos uma pequena nota que evidencia que Francisco Ferreira não faz parte da direcção, desde finais do ano passado, apesar de referenciado como Vice Presidente há cerca de um mês...
É mais uma gralha dos jornalistas, ou há aqui um gato escondido com rabo de fora? Se já não faz parte da direcção, e isso é evidenciado pelo próprio site da Quercus, o que é que aconteceu? Foi demitido/afastado? Demitiu-se? Haverá outras hipóteses, que não me ocorrem?
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
A bebedeira dos perus portugueses
Na mesma edição de ontem do Expresso, em que surgem os equívocos de Joanaz de Melo, há outro artigo verdadeiramente lamentável. É de Luísa Schmidt, uma socióloga do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e que tem tudo para passar a ser outra presença permanente do blog... No artigo do Joanaz levamos com a Terra Plana; no artigo da Luísa, levamos como o peru do Natal:| O debate sobre energia em Portugal lembra o peru do Natal nos tempos em que eram comprados vivos e embriagados para aceitarem docemente a degola. Hoje, no debate energético, a 'aguardente do peru' é o espetáculo da chicana. E, claro, quanto menor o conhecimento, maior o nível de manipulação. |
É mais um artigo que começa bem! Mas, já terá ocorrido à Luísa que são os ecologistas os que têm menor conhecimento, e os que nos andam a manipular? Veja-se como a manipulação começa imediatamente a seguir:
| A própria fatura da eletricidade já é um exemplo de péssima informação. Percebe-se mal o que se paga e menos ainda as razões do que se paga. Na conta da eletricidade, entre outras coisas, temos que pagar: o serviço de carga que nos chega a casa (transporte e distribuição); a segurança de haver sempre alternativa de abastecimento (é como ter um exército em estado de prontidão); e ainda a preparação do futuro para que um dia mais tarde possamos ter eletricidade mais saudável, mais constante e, se possível, mais barata. |
Então, a Luísa quer deixar de pagar o transporte da electricidade do topo dos montes, das ventoinhas eólicas, até onde o consumo se efectua? É que os sociólogos não fazem certamente a menor ideia por onde passa a electricidade verde. E nem é preciso fazer um boneco para perceber-se que a energia que é gerada no topo dos montes remotos, a horas inconvenientes, tem que ser transportada para as barragens reversíveis, onde grande parte da energia se perde... E essas barragens ficam igualmente fora de mão (Venda Nova II, Aguieira e Alqueva), pelo que transportá-la depois para as indústrias e grandes cidades é mais uma carga de trabalhos. Mas já sabemos que a Matemática e a Física não são o forte de qualquer sociólogo! Mas a Luísa parece não prezar a energia que consome lá em casa, mas a ideia de um exército em estado de prontidão agrada-me! É que é efectivamente um desperdício ter investido em eólicas, para depois se ter que manter toda a outra infra-estrutura a funcionar, de forma ineficiente e permanente, porque realmente o vento vai e vem quando lhe apetece! Mas o mais grave no raciocínio da Luísa é realmente admitir que a energia eólica possa ser no futuro mais barata; é uma fé ainda mais estupidificante que a fé da nossa Ministra da Agricultura! Mas eu quero energia mais barata, JÁ!, não daqui a 15 ou 20 anos...
| Vem tudo isto a propósito da algazarra à volta dos chamados 'subsídios às energias renováveis'. Como se eles fossem uma simples benesse e não uma necessidade indispensável e inevitável. A questão está de tal modo assanhada que convém ponderar alguns dados adquiridos. 1. Haja o que houver, pelo menos para o próximo meio século, teremos sempre de recorrer a um mix de fontes de energia. 2. Haja o que houver, convém que esse mix tenha cada vez menos fontes de energia vulneráveis, perigosas, poluentes e caríssimas. Conseguir isto prepara-se com muita antecedência e implica decidir gastar agora para obter mais tarde bons resultados. É como pagar os estudos aos filhos. |
A verborreia sociológica dá nisto: ela própria consegue definir e enterrar a energia eólica! A energia eólica é vulnerável! A energia eólica é perigosa! A energia eólica polui, de diversas maneiras! E são evidentemente caríssimas!!! A analogia com a educação é perfeita, e revela o estado sociológico do nosso ensino: os nossos estudantes são efectivamente uma geração perdida...
| Portugal gasta milhões a comprar combustíveis fósseis. Dependemos deles em 76% e, pelo que se vê, não poderemos pagar contas destas a muito curto prazo. Por isso, o país iniciou em 2000 uma grande mudança e apostou nas energias renováveis. Numa década criou-se um cluster reconhecido internacionalmente como modelar e que, só em 2011, nos poupou 824 milhões de euros em combustíveis fósseis e emissões. |
Este problema da Balança Comercial abordei-o recentemente. As contas que aí refiro, se forem lidas pela Luísa, causar-lhe-ão certamente um curto-circuito cerebral... Quanto aos 824 milhões, não faço a menor ideia como foram erradamente calculados, mas são já uma inflação dos 721 milhões que a APREN já mencionava no início do ano. Como é sabido, estes alarmistas começam por um valor, e vão inflacionando, inflacionando, até se tornarem números verdadeiramente estúpidos!
| Ora, agora que se construiu o navio, que ele foi lançado ao mar e iniciou a viagem, eis que chegam os 'tubarões' a pretender afundá-lo. Alegam que o contribuinte anda a ser roubado na conta da luz ao ser obrigado a pagar um subsídio às renováveis. Como se não soubessem muitíssimo bem que também o carvão, o petróleo, o gás ou o nuclear precisaram dele, porque o subsídio é uma incubadora de futuro para qualquer mudança de paradigma energético. Se os custos das faturas domésticas subiram recentemente de forma vertiginosa, não foi por causa dos 4,5% de apoio às renováveis, mas sobretudo porque o IVA passou de 6% para 23% e porque o preço dos combustíveis para as termoelétricas disparou. Chama-se a isto um debate? Seremos todos perus do Natal? |
Agora que o navio foi lançado ao mar, quero ver o que vai acontecer aos ratos a bordo. Será que vão saltar? Ou será que se vão afundar com o navio? Mas tubarões não afundam navios. O Titanic afundou-se por excesso de confiança do comandante e assistentes; o Costa Concordia por razões semelhantes... O navio da Luísa está a afundar-se pelas mesmas razões, e Luísa pressente-o. E o problema da Luísa, e dos ecologistas, é que os Portugueses estão a acordar da ressaca da bebedeira que nos enfiaram pelas goelas abaixo!
| Afinal o debate é capaz de ser sobre outras coisas bem diferentes da bolsa dos consumidores. Mas, seja o que for, não pode ser decidido pelos capitães dos grandes interesses. A diferença entre as democracias que funcionam e as que só fingem passa por decisões como estas: a tão liberal Inglaterra pôs em discussão pública quatro cenários de mix energético para serem debatidos durante um ano. Por cá, o Governo, dando boleia a um suspeito ânimo antirrenováveis, aprovou medidas e leis para cortar as pernas ao sector, curto-circuitando a sua dinâmica e arredando o assunto da consideração pública. A questão da energia e dos seus preços é sem dúvida complexa e exigente, tanto mais que os preços irão aumentar com a liberalização do mercado. Mas agir assim não é esclarecer; é apenas embriagar o peru... |
Ora aí está! Inglaterra é um bom exemplo, mas quando é que se pôs em discussão pública a nossa aposta nas renováveis? Quando é que as contas nos foram bem explicadas, nomeadamente durante quanto tempo é que iríamos pagar da electricidade mais cara da Europa? Mas ainda bem que se cortou em Portugal as pernas a este sector que enterrou este País. Enfim, agora o peru, todos nós, a acordar da ressaca da aguardente verde, talvez ainda sobrevivamos sem nos cortarem a cabeça. Quanto mais depressa acabarmos com as tarifas feed-in, mais rapidamente voltaremos a fazer glugluglu...
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Os equívocos de Joanaz de Melo
João Joanaz de Melo é uma referência habitual no blog. Pelas mais más razões. Asneiras atrás de asneiras são a garantia de que tem aqui um lugar de destaque! Hoje, foi no Expresso, que o Joãozinho deu lugar à sua verborreia habitual. O problema começa logo pelo título "Um equívoco impingido à sociedade portuguesa pela EDP - O mito do hidroelétrico". Ele devia saber que as barragens do PNBEPH, às quais se refere no seu texto, não são um exclusivo da EDP, sendo igualmente de destacar a Iberdrola, e em menor grau a Endesa... O Joãozinho começa com:| Parece óbvio que a energia hídrica é renovável e deve ser explorada ao limite. Óbvio, mas falso - como a crença ancestral de que a Terra é plana. O mito do potencial hidroeléctrico foi impingido à sociedade portuguesa pela propaganda da EDP, com a cumplicidade do Governo. Infelizmente, vale tudo nos negócios e na política. Preocupante é que fazedores de opinião supostamente bem informados e não alinhados façam eco deste mito, como vimos em artigos recentes de António Costa Silva ou Nicolau Santos. A causa desta crença vulgarizada parece residir em quatro equívocos. |
É a estratégia habitual do argumento estúpido: a Terra não é plana, mas o que eu digo é verdadeiro! E vai prová-lo, porque há quatro equívocos? Aposto que daqui a uma semana, tal é o seu hábito, vai haver mais equívocos!
| O primeiro equívoco é a diferença entre potência e energia. Numa central eléctrica, a electricidade gerada (GWh/ano) é igual à potência (GW) vezes o tempo de operação (h/ano). As nove grandes barragens propostas, com uma potência de 2,5 GW e uma produtibilidade de 1700 GWh/ano, seriam usadas apenas 680 h/ano (8% do tempo). Isto representa um acréscimo de 48% da potência hidroeléctrica instalada (parece muito), mas apenas 19% da produção hídrica, 3% da procura de electricidade e uns míseros 0,5% da energia primária do país. |
O primeiro equívoco do Joãozinho é que ele deveria estar-se a referir neste parágrafo às eólicas. Aquelas coisas que têm muita potência, mas só rodam de vez em quando, e quando o fazem é maioritariamente à noite e de madrugada. Ao menos, as barragens podem ser postas a rodar quando precisamos da energia... E quanto às míseras percentagens, ele não nos diz qual a mísera percentagem que produzem as milhares de ventoinhas plantadas no topo dos montes. Sim Joãozinho, porque estás a falar de energia primária!
| O segundo equívoco é a diferença entre potencial teórico e recurso utilizável. Só são relevantes os recursos economicamente exploráveis. Ora, o custo do kWh das novas barragens será altíssimo: duas vezes mais caro do que o atual custo médio de produção; cinco vezes mais do que se reforçar a potência em barragens existentes; 12 vezes mais do que o uso eficiente da energia. O potencial de poupança rentável é pelo menos dez vezes superior à capacidade das novas barragens. Por outras palavras, o Programa Nacional de Barragens é uma fraude - um favorecimento das grandes empresas da eletricidade, da construção e da banca, à custa dos consumidores/contribuintes e do tecido económico. |
Aqui já o Joãozinho está verdadeiramente enterrado. Como se sabe, as novas barragens são precisas por causa do excesso de eólicas. O custo das eólicas é o que nós sabemos. Ora se a este custo somarmos os custos altíssimos que o Joãozinho refere, vejam como fica o custo final das eólicas: uma barbaridade! Se o PNBEPH é uma fraude, é porque a energia eólica é uma TRIPLA FRAUDE em Portugal!
| O terceiro equívoco é a bombagem. Até certo ponto, é um método interessante de armazenar energia (de origem eólica). Acontece que bastariam 1,5 a 2 GW de bombagem. Ora, entre a potência operacional e as obras de reequipamento em curso já temos 2,5GW - de onde, para este efeito, não precisamos de nenhuma barragem nova. |
O que é um método interessante para justificar as eólicas do Joãozinho, é na verdade um desperdício gigantesco! É um aspecto muito conhecido. E as contas que o Joãozinho faz era tendo em conta valores anteriores de potência eólica; o problema é que estas reproduziram-se muito para além do que já estava previsto, e já começam até a crescer em alto-mar...
| O quarto equívoco é a 'energia renovável'. A água será renovável, mas o território afetado pelas barragens e albufeiras não é: perda de valores sócioculturais, degradação da qualidade da água e do potencial turístico, destruição dos solos, das paisagens e dos ecossistemas. Exemplos trágicos incluem a iminente destruição do vale e linha do Tua, com a provável perda da classificação do Douro Vinhateiro como património mundial. |
E então Joãozinho? O que é o território do topo dos montes? O que dizer da destruição que aí foi levada a cabo, quer em termos ambientais, quer paisagísticos? Quanto à linha do Tua, já sabemos como funciona, e para que serve...
| Em resumo, a Terra é redonda e o potencial hidroelétrico de Portugal é um mito: novas grandes barragens produziriam uma quantidade insignificante de eletricidade, caríssima e com impactes inaceitáveis. |
Enfim, em resumo, o Joãozinho tem uma cabeça oca! Só para terem uma ideia da parvoíce dos equívocos dele, substituam no texto as barragens pelas eólicas, e vejam como os equívocos são tal e qual!
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Os Pontos Negros do Ambiente em Portugal
O Diário de Notícias, durante os últimos dias, divulgou o que eles entendem como uma "Grande Investigação" do Ambiente em Portugal. Quando soube desta iniciativa, há mais de uma semana, ainda pensei que fosse um conjunto de verdadeiras revelações, como o foram no passado investigações aqui referenciadas, como O estado do Crime, A Máfia Lusitana ou uma ou outra reportagem do Biosfera.Mas não devia ter esperado tanto de um jornal alarmista como o Diário de Notícias. No primeiro dia a coisa começou logo mal, quando foram enumerados os 10 pontos negros do Ambiente em Portugal. Os iluminados do costume produziram a seguinte lista aberrante:
- Pedreiras: Serra D'Aire e Candeeiros
- Pedreiras: Serra da Arrábida
- Desordenamento do território: Costa de Caparica
- Desordenamento do território: Funchal
- Desordenamento do território: Armação de Pêra
- Barragem: Foz Tua
- Barragem: Alqueva
- Minas abandonadas: Canal Caveira
- Erosão da costa: Esmoriz (Costa de Aveiro/Ovar)
- Incêndios: Serra da Estrela
É isto o que de pior se faz pelo Ambiente em Portugal? De tal forma fiquei descansado com tanta superficialidade, que praticamente não voltei a olhar para as extensas reportagens do DN, ao longo dos últimos dias. Mas os incansáveis leitores foram-me enviando vários exemplos dos dislates destas grandíssimas reportagens.
Um dos mais sugestivos que recebi foi o de que as Más condições ambientais matam 45 portugueses por dia. Infelizmente, não tenho acesso ao documento completo, para perceber a base desta argumentação, mas são 16425 pessoas por ano, o que não é brincadeira! É claro que uma percentagem dessas mortes, pequenina, deriva dos acidentes eólicos, mas estes não devem ter sido incluídos! Pelo que tive que ir procurar dados no Pordata, para perceber do que se morre realmente em Portugal (valores 2010):
- Doenças do aparelho circulatório: 33693
- Tumores malignos: 24917
- Diabetes: 4744
- Acidentes, lesões, envenenamentos e suicídios: 4488
- Doenças do aparelho respiratório: 11776
- Doenças do aparelho digestivo: 4627
- Doenças infecciosas e parasitárias excluindo SIDA e tuberculose: 1816
- Tuberculose: 205
- SIDA: 638
- Suicídio: 1098
A análise de dados mais precisos da DGS (eg. página 52 do documento) evidencia que as contas devem estar realmente muito engatadas, para se poder sustentar o título acima...
Mas é claro que estas grandes investigações deram com aquilo que os mais alarmistas dos alarmistas nacionais queriam que o DN descobrisse. Assim, descobriram a barragem do Tua, e as contas fraudulentas dos ambientalistas. Descobriram agora que o mar está a avançar para os lados de Aveiro, coisa que está a acontecer há pelo menos 150 anos...
Os grandes jornalistas do DN descobriram ainda que a Serra da Estrela tem ardido! Admira-me que não tenham descoberto que nos outros lados arde tanto, ou mais... E descobriram que o maior lago artificial da Europa fora dos roteiros turísticos é um extraordinário problema do Ambiente??? E os títulos estapafúrdios continuam, com pérolas como Nasce uma cidade de Coimbra todos os anos e A Caveira que envenena o ecossistema.
Com grandes investigações como estas, não admira que o Diário de Notícias caminhe para o abismo! Na verdade, segundo dados do jornal I, o DN vendia menos 5465 jornais por dia o ano passado, o que se compreende, quando se fazem investigações da treta, como esta...
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Palhaçada de Esclarecimento
Há cerca de um mês havíamos referido a estranheza acerca de um espectáculo concebido por David Marçal, Aquecimento Esclarecido. Agora, um leitor apontou-nos na direcção de dois vídeos que resumem o espectáculo. Os meus receios iniciais saíram muito reforçados, tal é a quantidade de disparate dito. Para se perceber o que vai na mente destes cientistas, tentem ver até ao final os dois vídeos. Eu só vi mesmo para me certificar de que é uma palhaçada completa, de início ao fim!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O desatino Alemão
Os Alemães andam desatinados! É nisto que dá o gelo do Aquecimento Global. Em Portugal, isso tem sido notório nos últimos dias, com as críticas de Angela Merkel à Madeira, mas que nem são as mais graves, porque até se pode concordar com a argumentação. Hoje soube-se que o presidente do Parlamento Europeu, o também alemão Martin Schulz, critica as relações de Portugal com Angola, pelo facto de eles estarem a investir em Portugal.O problema dos Alemães é que começam a perceber que nós, ao contrário da Grécia, temos outras alternativas. Sempre fomos, ao longo da História, um povo mais preparado para a globalização, de que praticamente todos os povos da Europa. Um bom exemplo do problema dos Alemães é que a E.ON, que queria comprar a nossa EDP, não tinha o dinheiro dos Chineses, e pior, por causa da decisão louca da Merkel, de encerrar as centrais nucleares, está a despedir 11000 pessoas por via dessa decisão. Decisão que afecta directa e indirectamente muitas empresas alemãs, e que tem um custo brutal, conforme cálculos da própria Siemens.
O problema dos Alemães é que, na verdade, ninguém gosta deles, nem sequer os vizinhos. Neste momento, as poucas razões para se gostar dos Alemães são alguns dos seus produtos, como é o exemplo dos carros. Que estão a ser comprados em grande quantidade pelos Chineses, que assim estão a manter a economia alemã. Mas Schulz não vê certamente problema aí...
Mas o grande problema dos Alemães são eles próprios. Agora que eles estão a descobrir que andaram a ser enganados pelos Verdes e alarmistas ecologistas, que têm uma forte implantação naquele país, e ainda pelos políticos submissos à Religião Verde, é que vai ser lindo!
P Gosselin tem referenciado no seu blog exemplos extraordinários de como os Media estão a reagir. O golpe de misericórdia foi a feliz coincidência do lançamento do livro "Die kalte Sonne: Warum die Klimakatastrophe nicht stattfindet", de Fritz Vahrenholt e Sebastian Lüning, com a vaga de gelo que assola especialmente a Europa central.
A importância do livro está no facto de que Fritz Vahrenholt é um alarmista revoltado. Vejam esta entrevista que deu à Der Spiegel, numa tradução para português do colega blogger Maurício Porto. Vahrenholt é um especialista em energias renováveis, e um dos pais da Religião Verde moderna da Alemanha. Mas parece que é um dos que sabe fazer contas, e há dois anos, ao rever um relatório do IPCC na área das energias renováveis, descobriu numerosos erros. Ele perguntou a si próprio se o mesmo se verificaria no domínio do Clima? O que ele descobriu deixou-o indignado, ao ponto de ter concluído:
I couldn’t take it any more. I had to write this book.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O que se passa na Quercus?
Alertado por um leitor, constatei que há alguma coisa estranha a passar-se na Quercus! Nas últimas eleições, Susana Fonseca, a anterior Presidente, passou a Vice-Presidente. E assim tem sido referenciada ao longo de 2011. Mas olhando para a lista dos Órgãos Sociais, não aparece lá! E procurando bem, Francisco Ferreira, também anunciado como Vice-Presidente, nomeadamente na conferência de Durban, também não faz parte das listas dos Órgãos Sociais?Ocorre-me que é um problema de actualização do site da Quercus. Mas a bota não bate com a perdigota. O Presidente está correcto, mas os Vice-Presidentes que passam para a imprensa não são os que estão no site? Algo de muito estranho se passa na mais importante organização ecologista deste País...
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O Canadá é que sabe!
O Canadá é definitivamente um País na vanguarda da luta contra o alarmismo climático. Depois do abandono do protocolo de Kyoto, o Ministro do Ambiente canadiano, Peter Kent, começou a livrar-se do excesso de ciência da treta, despedindo no processo 60 cientistas. Ainda não se sabe exactamente em que domínios operam, mas não deve ser difícil imaginar...Entretanto, a Religião da treta tenta vingar-se dos seus, e contribui para a escalada da estupidez global neste domínio. Segundo a NASA, e o seu cientista Duane Walliser, é justamente no Canadá que se vão verificar das maiores alterações ecológicas massivas, lá para 2100... O mais interessante é que essas alterações massivas se vão verificar no local onde mais dói aos alarmistas: onde os Canadianos estão a extrair grandes quantidades de hidrocarbonetos. Até o Obama se meteu nesta guerra, mas os Canadianos já perceberam também que os Chineses estão disponíveis para receber uma fatia desses hidrocarbonetos... Outros dizem que o Canadá vai ser invadido por espécies alienígenas (preciso ler para perceber)!
É neste 8 ou 80 que estamos actualmente. De um lado, aqueles que tentam tirar partido dos seus recursos, agora e não em 2100, e que lutam contra aqueles que só querem que voltemos à Idade Média... Felizmente, os políticos começam a ganhar juízo, e a perder o medo à Religião Verde... Por cá é que ainda demora!
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Apostar no clima
Nunca fui de apostas. Mas há aqueles que gostam. No Ecotretas já relatamos algumas apostas neste domínio, que se tornaram particularmente famosas. A mais famosa, sem dúvidas, foi entre Julian Simon e Paul Ehrlich. Também relatei os resultados da aposta entre Matthew Simmons e John Tierney, e fui envolvido numa meia aposta com Miguel Madeira, que ele perdeu (eu não ganhei nada). As apostas são assim: só ganha/perde quem aposta...Vem isto a propósito de mais uma aposta no clima. David Whitehouse e James Annan apostaram em 2007 sobre a evolução das temperaturas. Neste artigo, o vencedor David Whitehouse conta como ganhou mais uma aposta imbecil de um alarmista viciado nisto das apostas... Tudo isto com a promoção da alarmista BBC, que transmitiu hoje o resultado.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Aquecimento Esclarecido
"Aquecimento Esclarecido" é o nome de um espectáculo concebido pelo nosso conhecido David Marçal. O artigo que saiu no De Rerum Natura não é claro nos seus motivos. Foi um leitor atento que me apontou na direcção correcta. A estupidez é bem evidente quando se propõe uma peça com a motivação de "satirizar a falta de fundamentação científica daqueles que negam a influência humana no aquecimento global":| Com criatividade e humor à mistura, a história insinua que são as árvores que provocam o efeito de estufa, que os furacões são causados pelos geradores eólicos e que uma boa camada de dióxido de carbono pode ser o nosso melhor protector solar. |
O David Marçal devia saber melhor! É com isto que pretende promover a cultura científica? O químico devia saber que as árvores adoram o Aquecimento Global, especialmente a parte do CO2 acrescido, aliás como já demonstraram cientistas portugueses... O David devia saber que a intensidade dos furacões está em níveis mínimos; será que isso é causado pelas eólicas, que estarão a retirar a energia do vento? E por insistir no CO2, talvez o Marçal queira, em Coimbra, dar um pulito ali ao lado ao Coimbra Shopping, à secção da restauração, e verificar como 950 ppm de CO2 são considerados uma qualidade do ar excelente...
Enfim, a prova provada de como a Ciência hoje em dia é uma palhaçada. O que eu não sabia é que a Exxon-Mobil Oil tinha oferecido dez mil dólares a cientistas que encontrassem erros e imprecisões no relatório do IPCC. Como eu já fiz a minha parte com o Horngate, vou ver se o prémio ainda estará de pé...
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade
O essencial do artigo online é uma crítica, novamente, à garantia de potência. Culpa-se as hidroeléctricas, mas esquece-se convenientemente que este esquema existe por causa do excesso de eólicas. A leitura das páginas interiores do jornal é ainda mais triste. Valha-nos o facto de que há três parágrafos com a opinião de Pinto de Sá... Nalguns casos referencia o programa do Biosfera, que abordamos há dois meses e meio atrás, neste post. É muito triste ver este tipo de jornalismo requentado, mas por aqui se percebem várias coisas, nomeadamente a redução de tiragem deste jornal, e o despedimento dos seus trabalhadores. Como é evidente por este artigo, não será que eles merecem?
Esta é, aliás, uma sequência ao melhor estilo de Joseph Goebels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler, que proferiu a célebre frase "uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade". Na verdade, os jornalistas ambientais enveredaram pela pior das estratégias, que é a da sujeição à Religião Verde. No mesmo dia 27 saiu a notícia de que um dos mais notórios correspondentes ambientais da BBC, Roger Harrabin, também anda a toque de caixa, neste caso dos pseudo-cientistas do Climategate...
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