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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Palhaçada de Esclarecimento

Há cerca de um mês havíamos referido a estranheza acerca de um espectáculo concebido por David Marçal, Aquecimento Esclarecido. Agora, um leitor apontou-nos na direcção de dois vídeos que resumem o espectáculo. Os meus receios iniciais saíram muito reforçados, tal é a quantidade de disparate dito. Para se perceber o que vai na mente destes cientistas, tentem ver até ao final os dois vídeos. Eu só vi mesmo para me certificar de que é uma palhaçada completa, de início ao fim!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O desatino Alemão

Os Alemães andam desatinados! É nisto que dá o gelo do Aquecimento Global. Em Portugal, isso tem sido notório nos últimos dias, com as críticas de Angela Merkel à Madeira, mas que nem são as mais graves, porque até se pode concordar com a argumentação. Hoje soube-se que o presidente do Parlamento Europeu, o também alemão Martin Schulz, critica as relações de Portugal com Angola, pelo facto de eles estarem a investir em Portugal.

O problema dos Alemães é que começam a perceber que nós, ao contrário da Grécia, temos outras alternativas. Sempre fomos, ao longo da História, um povo mais preparado para a globalização, de que praticamente todos os povos da Europa. Um bom exemplo do problema dos Alemães é que a E.ON, que queria comprar a nossa EDP, não tinha o dinheiro dos Chineses, e pior, por causa da decisão louca da Merkel, de encerrar as centrais nucleares, está a despedir 11000 pessoas por via dessa decisão. Decisão que afecta directa e indirectamente muitas empresas alemãs, e que tem um custo brutal, conforme cálculos da própria Siemens.

O problema dos Alemães é que, na verdade, ninguém gosta deles, nem sequer os vizinhos. Neste momento, as poucas razões para se gostar dos Alemães são alguns dos seus produtos, como é o exemplo dos carros. Que estão a ser comprados em grande quantidade pelos Chineses, que assim estão a manter a economia alemã. Mas Schulz não vê certamente problema aí...

Mas o grande problema dos Alemães são eles próprios. Agora que eles estão a descobrir que andaram a ser enganados pelos Verdes e alarmistas ecologistas, que têm uma forte implantação naquele país, e ainda pelos políticos submissos à Religião Verde, é que vai ser lindo!

P Gosselin tem referenciado no seu blog exemplos extraordinários de como os Media estão a reagir. O golpe de misericórdia foi a feliz coincidência do lançamento do livro "Die kalte Sonne: Warum die Klimakatastrophe nicht stattfindet", de Fritz Vahrenholt e Sebastian Lüning, com a vaga de gelo que assola especialmente a Europa central.

A importância do livro está no facto de que Fritz Vahrenholt é um alarmista revoltado. Vejam esta entrevista que deu à Der Spiegel, numa tradução para português do colega blogger Maurício Porto. Vahrenholt é um especialista em energias renováveis, e um dos pais da Religião Verde moderna da Alemanha. Mas parece que é um dos que sabe fazer contas, e há dois anos, ao rever um relatório do IPCC na área das energias renováveis, descobriu numerosos erros. Ele perguntou a si próprio se o mesmo se verificaria no domínio do Clima? O que ele descobriu deixou-o indignado, ao ponto de ter concluído:

I couldn’t take it any more. I had to write this book.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aquecimento Esclarecido

"Aquecimento Esclarecido" é o nome de um espectáculo concebido pelo nosso conhecido David Marçal. O artigo que saiu no De Rerum Natura não é claro nos seus motivos. Foi um leitor atento que me apontou na direcção correcta. A estupidez é bem evidente quando se propõe uma peça com a motivação de "satirizar a falta de fundamentação científica daqueles que negam a influência humana no aquecimento global":

Com criatividade e humor à mistura, a história insinua que são as árvores que provocam o efeito de estufa, que os furacões são causados pelos geradores eólicos e que uma boa camada de dióxido de carbono pode ser o nosso melhor protector solar.

O David Marçal devia saber melhor! É com isto que pretende promover a cultura científica? O químico devia saber que as árvores adoram o Aquecimento Global, especialmente a parte do CO2 acrescido, aliás como já demonstraram cientistas portugueses... O David devia saber que a intensidade dos furacões está em níveis mínimos; será que isso é causado pelas eólicas, que estarão a retirar a energia do vento? E por insistir no CO2, talvez o Marçal queira, em Coimbra, dar um pulito ali ao lado ao Coimbra Shopping, à secção da restauração, e verificar como 950 ppm de CO2 são considerados uma qualidade do ar excelente...

Enfim, a prova provada de como a Ciência hoje em dia é uma palhaçada. O que eu não sabia é que a Exxon-Mobil Oil tinha oferecido dez mil dólares a cientistas que encontrassem erros e imprecisões no relatório do IPCC. Como eu já fiz a minha parte com o Horngate, vou ver se o prémio ainda estará de pé...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pachauri openly defends killing skeptics

When leaders are unable to deal with reality, they just get the critics sent somewhere else. 500 years ago, the Inquisition would do that burning the infidels at the stake. Some decades ago, Hitler was sending the Jews to concentration camps. This week, Pachauri has gotten to the next level: send the climate skeptics to outer space!

Grist.org has gotten so enthusiastic with the idea that they have previewed the future with the image on the left! The unforgivable phrase from Pachauri was given to the audience of the "Extreme Climate Risks and California's Future" conference, organized by California's Governor, Jerry Brown. According to Grist, what happened was:

More laughter came when Pachauri joked that Branson could give climate deniers tickets on the aviation mogul's planned flights into outer space. "Perhaps it could be a one-way ticket," Pachauri said, smiling, "though I'm not sure space deserves them."

It is time for this man to step down! And to apologize for what he has said. One cannot accept that the IPCC is being run by someone that openly suggests people being killed! These are unacceptable terms, and not even suitable for the baddest of criminals. But given what has happened in Durban, this is only one of the first demonstrations on how this Green Religion is feeling!

Update: Grist.org has corrected the news. Revkin, from NY Times, has also weighed in, and agrees that Pachauri should step down... The video is also available online now, but not at the time this post was published. The two relevant parts are visible below:

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O circo de Durban

Começou este semana o circo de Durban. A classificação não é minha, mas do principal negociador norte-americano europeu, Artur Runge-Metzger, que considerou o evento um circo viajante. Não admira, pois são mais de 15 000 os palhaços que vão estar presentes nessa cidade da África do Sul...

A palhaçada vai durar uns eternos 12 dias, nos quais se tentará negociar mais umas extorsões de dinheiros, para continuar a sustentar circos futuros. Mas desta vez, a coisa vai correr ainda pior que nos anteriores circos de Copenhaga e Cancun, dado que parece que apenas a União Europeia, e alguns indignados parecem ainda levar a sério esta palhaçada. Na verdade, os Estados Unidos, Rússia, Canadá, China, Japão, e muitos outros países, têm todas as razões para boicotarem, de uma forma ou doutra, as pretensões irrealistas que se foram amontoando ao longo dos últimos anos...

Mas, o que me custa mais é perceber como 15 000 palhaços não compreendem que esta festa parola vai contra os seus princípios mais básicos. Quase todos eles se deslocaram meio-mundo, em vorazes aviões, produzindo assim milhares de toneladas de CO2, para assistirem a este festim. De Portugal, é dada como certa a presença dos seguintes artistas:

NamePositionOrganization
H.E. Ms. Assunção CristasMinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Nuno Sanchez LacastaCoordinator Climate Change CommissionMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Alexandra Ferreira de CarvalhoDirector for the Office for International AffairsOffice for International Affairs Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Madalena Callé LucasAdvisor to the Minister Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Miguel Moreira da SilvaAdvisor to the MinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Daniel FonsecaPress Advisor to the MinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
H.E. Mr. João Nugent Ramos PintoAmbassadorDiplomatic Mission of Portugal to South Africa
Mr. Elias António de SousaConsulConsulate of Portugal to Durban
Mr. António Vasco Alves MachadoDirectorate-General for Technical and Economic AffairsMinistry of Foreign Affairs
Mr. João Carlos Bezerra da SilvaDirectorate-General for Technical and Economic AffairsMinistry of Foreign Affairs
Ms. Maria do Carmo FernandesPortuguese Institute for Cooperation and Development AssistanceMinistry of Foreign Affairs
Mr. Eduardo Jorge Ferreira SantosSenior Officer, Climate Change CommissionClimate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Pedro Martins BarataSenior Adviser, Climate Change CommissionClimate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Paulo José Tavares CanaveiraClimate Change CommissionMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Ana Cristina da Silva CarreirasPolicy Officer Climate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Elsa LopesOffice for International AffairsMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Marisa Isabel Santos MatiasMember - European ParliamentEuropean Parliament
Ms. Maria da Graça Martins da Silva CarvalhoMember, European ParliamentEuropean Parliament
Mr. Francisco Manuel Freire Cardoso FerreiraDirectorQuercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
Mr. Manuel Alexandre Gomes Mota Pinto de Abreu

Ms. Maria Constança Marques Stracquadanio
International Air Transport Association
Mr. António Leitão AmaroPortuguese ParliamentPortuguese Parliament
Mr. Fernando Manuel JesusMemberPortuguese Parliament

Nota particular para a inclusão de Francisco Ferreira, da Quercus, que vai à boleia dos contribuintes. Eles nem sequer escondem:

A Quercus fará parte da delegação oficial de Portugal como organização não governamental de ambiente e estará presente entre 1 e 10 de Dezembro através do Vice-Presidente, Francisco Ferreira.

E quanto é que custa a festa? Bem, para além do tempo perdido, uma viagem de ida e volta, de Lisboa para Durban, via a nossa TAP, não parece custar menos de 2000 euros por pessoa. Isto em classe económica. Noutras companhias internacionais, o custo parece ser mais baixo. Em termos de alojamento, segundo o site oficial de marcações do COP17, a permanência mínima é de 11 noites, mas já não há nada! Para estes artistas, os hoteis sul-africanos prepararam um roubinho à maneira, mas como são os contribuintes que pagam, nós que nos desenrasquemos! Como é óbvio, está tudo cheio, tendo sido vendidas pelo menos 160 000 dormidas...

Para terem o custo total, é só fazer umas contas de multiplicação. Muito dinheiro, para nada! Nem sequer para tomarem banho na praia, o melhor que se pode fazer em Durban...

Actualização: Os palhaços ainda vão a caminho, mas já se lamentam...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Realidade Climática nos cartoons do Josh

De todos os excelentes cartoons que o Josh tem colocado online (colecção completa aqui), o da esquerda dirá mais aos leitores habituais do Ecotretas. O escândalo do Horngate, que tenho vindo a investigar e a revelar nos últimos dias, está a ter uma divulgação cada vez maior! São milhares os visitantes que já viram esse e o outro post que dediquei ao tema. Ele está a ser propagado em vários sites da Internet, e hoje no WattsUpWithThat, e pelas mensagens de feedback que tenho recebido, são absolutamente escandalosas as previsões que se fizeram para o leste de África, que vive uma enorme tragédia!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Horngate: how contamination has been going on

Following the exposure of Horngate, I've investigated how bad science and projections from IPCC, regarding more rainfall in Eastern Africa, have contaminated other studies and planning from international organizations. What one finds is terrifying! The following pointers are probably only the tip of the iceberg. If readers know of more interesting cases, please let me know, and I'll add them further down.

I could start in many places. Take a look at Christian Aid, a registered charity in the UK. They are asking for money for East Africa right now (left side image is from their site), but what were they saying in 2009?

In eastern Africa, rainfall could increase and water supplies may therefore improve. Somalia, for example, is expected to see a 20 per cent rise in rainfall, boosting the water it receives from rivers by ten times the current supply (de Wit y Stankiewicz, 2006). A negative impact of higher rainfall may be that it creates conditions for mosquitoes to breed, exacerbating the incidence of malaria.

Collier et al., in Climate Change and Africa, are also optimistic, but their percentage is lower (sort of, because it can be more...):

In eastern Africa, including the Horn of Africa, and parts of central Africa average rainfall is likely to increase (by 15% or more).

In 2010, International Livestock Research Institute published a report intitled Climate variability and climate change and their impacts on Kenya’s agricultural sector, by Herrero et al. Following the Executive Summary, their first main observation is:

Kenya might get wetter. In Kenya, as in most of East Africa, there are very few places where rainfall means are likely to decrease. The increase in rainfall in East Africa, extending into the Horn of Africa, is robust across the ensemble of GCMs, with 18 of 21 models projecting an increase in the core of this region, east of the Great Lakes.

In this report to the World Bank from 2010, Bryan et al., try a more conservative approach. It is not the timeframe that is important, but also the "mean", referencing the above Herrero report:

In East Africa, there are very few places where rainfall means are likely to decrease, however, increases in rainfall are not likely to lead to increases in agricultural productivity as a result of poor spacing and timing of precipitation increase.

In an impressive report, in January this year, the Institute for Environmental Security also had some "good news" for the Horn of Africa:

The good news is that the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) suggests that in the long term in East Africa the average rainfall is expected to increase. Water stress will therefore possibly decrease in large parts of the Horn. Although large variations in rainfall (e.g. floods) can have a destructive effect on crops this climatic change may generally have positive effects for agricultural development and food security in the region. So, although temperatures are expected to have an adverse effect, rainfall patterns may positively affect food security in the Horn of Africa.

And people start talking about this stuff. Dr Mark Collins, a Director of the Commonwealth Foundation, gave a speech in the opening plenary of the Commonwealth Youth Forum in Kampala, Uganda, in November 2007. I would expect that the boys and girls there won't remember what he said:

In the short-term the most obvious impacts arising from climate change concern the global redistribution of water resources. Severe reduction in rainfall is expected in the Caribbean, Central and South America, Southern Africa and Australia. Increases in rainfall are expected across the Sahel, the Horn of Africa, and the Indian sub-continent.

Modeling over bad models, gives bad results. Doherty et al., in a paper intitled Implications of future climate and atmospheric CO2 content for regional biogeochemistry, biogeography and ecosystem services across East Africa say that a wetter East Africa is good:

Overall, our model results suggest that East Africa, a populous and economically poor region, is likely to experience some ecosystem service benefits through increased precipitation, river runoff and fresh water availability.

For those who say that the rain will only come in 2080, Doherty shows us some pretty neat graphics from the global models. Sure, in the first image below, temperatures are going to rise. In the second image, we can see the precipitation anomalies with respect to the 1981–2000 period (mmday-1). Finally, in the last image, one can see the vegetation carbon anomalies. Quite clear that we shouldn't be waiting for 2080 to expect some quick results...


While the drought is underway, they just keep publishing. The most recent on the list was published in the July edition of the Journal of Climate. Intitled Projected Changes in Mean and Extreme Precipitation in Africa under Global Warming. Part II: East Africa, also available here, in the abstract it is also clear that it should be getting wetter now, not in some decades:

There is substantial evidence in support of a positive shift of the whole rainfall distribution in East Africa during the wet seasons. The models give indications for an increase in mean precipitation rates and intensity of high rainfall events but for less severe droughts. Upward precipitation trends are projected from early this (twenty first) century.

From the Grantham Institute for Climate Change, of the Imperial College of London, you get another fabulous document from 2009: The science of climate change in Africa: impacts and adaptation. In the first page, the only "good" news is:

In eastern Africa, including the Horn of Africa, and parts of central Africa average rainfall is likely to increase.

These conclusions then get included into official documents. Like this one from UN CC-­DARE. And I could go on and on... But if I can do these discoveries in an hour of dedication, imagine what more time could do... So, if you've got till the end of this post, and you know more of them, let me know (email on the top left of the blog)...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Horngate

African droughts are a well known and historical problem. The Sahel (left map), the vast territory south of the Sahara, for instance, has a long record of past droughts. So, every time you hear Al Gore talking about droughts, you should suspect some inconvenient truths are being omitted.

And that is the case with the Sahel droughts mentioned in the Climate Reality site above. It talks about the great Sahel drought, best known because of the "Do They Know It's Christmas" song. What it does not mention is that since then, the Sahel has been getting greener! The Global Warming Policy Foundation did an excellent briefing paper on this. But this is no news today, and National Geographic was already trying to explain the unexplainable two years ago!

Al Gore should know about it, so he will probably be switching his focus to the Horn of Africa, where a severe drought is underway. As can be seen by the map on the left (detail here), several areas of Somalia, Kenya and Ethiopia are experiencing famine or severe food shortage. The UNHCR has a special site on the issue.

While these droughts have caused some tens of thousands of deaths, and some 750 000 could die in the next four months, one would imagine that the IPCC would have predicted it. Think again! If you go to the IPCC page regarding the fractional change in precipitation changes over Africa in this century, you might find something shocking:


Now, if you're not familiar with Africa's geography, check it out again: the IPCC, in the Fourth Assessment Report, which gave them the Nobel Prize, is predicting a major rainfall increase, in the exact same region where the drought is underway! And I just can't get it, because these are predictions for a warming world. So, something must be wrong, very wrong, inside the IPCC and their 21 models... In Page 850, in the Chapter 11 Executive Summary, they summarize it:

There is likely to be an increase in annual mean rainfall in East Africa.

Then, in Page 869, in Chapter 11.2.3.2, things are even more clear:

The increase in rainfall in East Africa, extending into the Horn of Africa, is also robust across the ensemble of models, with 18 of 21 models projecting an increase in the core of this region, east of the Great Lakes.

Where did they get these predictions? AR4 references the work of Hulme et al. (2001) and Ruosteenoja et al. (2003). The first one is intitled African climate change: 1900-2100, and has a pretty interesting Figure 13, adapted in the first graph below. It shows a nice wetting trend for East Africa, for almost all the model simulations, and for the next decades (starting immediately). The second one is a Finnish report intitled Future Climate in World Regions: And Intercomparison of Model-Based Projections for the New IPCC Emissions Scenarios. It presents an intercomparison of climate changes projected for 32 regions on Earth, including Eastern Africa. Results are presented for seasonal temperature and precipitation changes between 1961–1990 and three time periods in the future centered on the 2020s, 2050s and 2080s. In the second graph below, for the period 2010-2039, most of the models show an increase in precipitation.


It gets worse. FEWS (Famine Early Warning Systems Network), which also has some very interesting data, was concluding last year:

The observed drying tendency is the opposite predicted by the 4th Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC ) assessment.

Further down the document, more detail is provided:

The observed rainfall tendencies are substantially different from the results presented in the most recent (4th) Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) assessment (Christensen and others, 2007). Chapter 11 (Regional Climate Projections, Christensen and others, 2007) of the IPCC Working Group I report indicates that eastern Africa will likely experience a modest (5–10 percent) increase in June-July-August precipitation, a result our work, although not looking at the same months, suggests is unlikely.

Chris Funk, who works with FEWS, saw it coming, along with La Niña last year. In an article in Nature (registry needed) last month, intitled We thought trouble was coming, Chris gives an idea why this was mishandled:

The global climate models used by the Intergovernmental Panel on Climate Change were never intended to provide rainfall trend projections for every region. These models say that East Africa will become wetter, yet observations show substantial declines in spring rainfall in recent years. Despite this, several agencies are building long-term plans on the basis of the forecast of wetter conditions. This could lead to agricultural development and expansion in areas that will become drier. More climate science based on regional observations could be helpful in addressing these challenges.

This is the most important part. Not only has IPCC been useless in the last decade, but has been committing severe errors. But now, Horngate clearly shows us that IPCC has been contributing to several tens of thousands of deaths, because of inferior climate investigation, and misleading guidance. It is the time to shutdown an UN agency, that is doing more harm than good! And maybe, Al Gore will talk about all this inconvenience in a week...

[Edited 2011/09/09 to include citations from IPCC AR4 WG1 Chapter11]
[Edited 2011/09/09 to include citations from Hulme et al. (2001)]
[Edited 2011/09/09 to include citations from Ruosteenoja et al. (2003)]

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A entropia da AAAS

Um leitor enviou-me uma nota para o facto do alarmista Público propagar o comunicado ínfame da AAAS. E anda por aí disseminado, porque interessa criar entropia, quando a principal reunião dos cépticos está a decorrer. É reconfortante ver nos comentários, que há cada vez mais portugueses informados sobre a verdadeira extensão desta fraude da suposta ciência climática.

O artigo do Público começa com as supostas perseguições que se estão a fazer aos cientistas. Talvez se refiram à proposta dos cépticos serem tatuados. Ou da proposta dos cépticos serem gaseados, tal como se fazia nos campos de concentração Nazis. Estas ameaças foram públicas, e não privadas, que a existirem devem ser evidentemente também investigadas e julgadas.

O que a AAAS e o Público confundem, são as ameaças que referi anteriormente, com os pedidos de FOIA, que são acções claramente enquadradas em termos jurídicos. O que acontece é que esses supostos cientistas passam o seu tempo, pago genericamente pelos contribuintes, a distorcer a ciência! E depois tentam defender o Mann, o mais ilustre manipulador da ciência climática, que referi na passada terça-feira, e que nesse artigo mantém a perpetuação da sua ciência invertida...

É claro que o Mann é apenas parte do puzzle. E que está a atingir figuras mais acima, como o Hansen. Mas este é apenas o início! Onde isto vai parar é mais acima, quando retirarem o Nobel ao Gore e ao IPCC... O problema deste clero é que o povinho está a acordar, e que reuniões como as do ICCC (podem ver em directo neste momento) começam a ter uma visibilidade que os incomoda...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Regra de Três Simples à la IPCC

No Correio da Manhã, do passado Sábado, o tretas-mor do clima português, e próximo "review editor" do Quinto Relatório do IPCC, Filipe Duarte Santos, sai-se com esta mini-entrevista (realce da minha responsabilidade):

DISCURSO DIRECTO
"EM 10 ANOS COSTA RECUA 4 MILÍMETROS", Filipe Duarte Santos, Especialista em erosão costeira
Correio da Manhã - Qual é a taxa de recuo da costa?
Filipe Duarte Santos - Em 10 anos a costa portuguesa terá recuado cerca de quatro milímetros, o equivalente a 40 centímetros em 100 anos.
- Como se consegue inverter este fenómeno?
- É muito difícil porque há cada vez menos sedimentos a serem transportados até às praias.
- Que zonas inspiram mais cuidados?
- A zona entre a Foz do Douro e o cabo Carvoeiro é das mais vulneráveis do País, tal como o Algarve.

Espero que o leitor tenha pelo menos a quarta classe (penso que é aí que se apreende a regra de três simples) e saiba fazer melhor contas que este físico da treta... Ou então, que entenda melhor o português e/ou o sistema métrico que este jornalista. Qualquer que seja o caso, é esta a ciência da treta que aborda os temas do clima, e que grassa pelos nossos Media!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Limite: Dois graus?

O Professor Luiz Carlos Molion elaborou mais um artigo muito interessante. Intitulado "Limite: Dois Graus?", e que reproduzimos abaixo, merece uma atenção especial, sobretudo na analogia que utiliza, e que achei muito interessante, do CO2 dos refrigerantes. A sua referência ao sucesso civilizacional ao longo da História é igualmente uma visão da qual partilho, e que já é familiar dos leitores assíduos do Ecotretas:

"Temos que controlar as emissões de carbono para manter a temperatura do planeta abaixo de 2°C", é a voz corrente, frase dita até pelo Presidente Lula e por muita gente preocupada com o aquecimento global, gente essa que não sabe de onde tal frase surgiu. Sob o ponto de vista da Física do Clima, essa afirmação é absolutamente ridícula! O IPCC criou uma fórmula com base no "ajuste" ("fitting") à curva de crescimento do CO2. A fórmula é

DelF = 5,35 ln (C/Co)   Eq. [1]

onde Del F é a variação da forçante devido ao CO2 (baseada no que se crê que se sabe sobre absorção de radiação infravermelha pelo CO2), dada em W/m2; Co = 280 ppm, é a concentração de CO2 que, assume-se, tenha sido a pré-industrial; ln = logaritmo natural e C= concentração de CO2 futura. A variação de temperatura correspondente (Del T) seria dada por

Del T = const. Del F   Eq. [2]

onde a "constante" seria o parâmetro de sensibilidade climática que, para o IPCC, é const=0,75°C/W/m2, um valor muito alto! Ou seja, para cada 1 W/m2 de radiação infravermelha à superfície, provocada pelo CO2 adicional, a temperatura média global do planeta aumentaria de 0,75°C. Então, basta inverter as contas, adotar o valor de 2°C na Eq. [2], e calcular Del F = 2,656 W/m2 . Entra-se com esse valor na Eq. [1] e obtém-se a nova concentração de CO2, ou seja, C=460 ppm, um aumento de 65%, com relação ao valor pré-industrial (???) e que seria a "concentração limite, o objetivo a ser alcançado" . Como se o clima do planeta fosse tão simples quanto isso, controlado apenas pela concentração de CO2. A concentração de CO2 na atmosfera é controlada basicamente pelos oceanos (Lei de Henry) e depende da temperatura da água. Se essa aumenta, os oceanos emitem mais CO2 para a atmosfera. Esse é o mesmo processo que controla a concentração do CO2 num refrigerante. Se a temperatura do liquido aumenta, ele expulsa o CO2 que está dissolvido e “fica sem gás”. A contribuição humana , 6 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a), é muito pequena, desprezível, em face dos fluxos naturais que somam 200GtC/a, ou seja, apenas 3%, contra uma incerteza nos fluxos de 20%!

Quanto mais leio e estudo, mais me convenço que o problema é exclusivamente financeiro-economico e não climático. Não há “crise climática”. É um problema de segurança energética dos países industrializados que já não possuem uma matriz energética própria e dependem da importação, como é o caso da Inglaterra, país de onde provêm a maior parte do terrorismo climático e manipulação de dados. Certamente, o maior problema que a humanidade vai enfrentar num futuro próximo é o aumento populacional, amplificado pelo resfriamento global nos próximos 20 anos. A História mostra que, toda vez que o clima se aqueceu, as civilizações, como Amoritas, Babilônios, Sumérios, Egípcios e Romanos, progrediram. O resfriamento do clima, ao contrário, sempre causou desaparecimento ou retrocesso. Atualmente, um resfriamento global, com geadas severas, tanto antecipadas quanto tardias, seria muito ruim para a agricultura, pois acarretaria frustrações de safras e desabastecimento mundial com a população crescente. O Brasil não seria exceção. No último resfriamento, 1947-1976, o cultivo do café foi erradicado do oeste do Paraná em face das frequentes e severas geadas. É indispensável que o país se prepare para esse período ligeiramente mais frio, de 2010 a 2030.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Biomassa 50 vezes mais importante que eólica em 2008

Muitas notícias surgiram por aí a dizer que três quartos, ou mesmo mais, da energia pode ser assegurada a partir das energias renováveis, até 2050. Este jornalismo de bosta não se dá conta do que está a dizer, simplesmente porque o IPCC, que foi quem fez o documento, não quer que se saiba como se pode chegar aí!

No documento original novo link podemos perceber que os valores propagados pelos Media são a melhor previsão de um total de 164 cenários. Mas ainda mais interessante é observar a situação actual, visível na imagem ao lado. Do total de energia primária consumida em 2008, 12.9% foi relativa a energia renovável. Mas quando se desagrega este componente, verifica-se que a energia solar é responsável por 0.1% da energia consumida, a energia eólica 0.2%, e a energia hidráulica uns mais substanciais 2.3%.

Então, e o resto? 10.2% da energia primária total, 50 vezes mais que a eólica, é dada pela biomassa! Porque ainda há muita gente em África (e também em Portugal) a cozinhar a lenha, e porque muitos ainda se aquecem da mesma forma, o IPCC deve, e pensa, que isso será o futuro? Ou será porque isto foi dito porque dois dos quatro autores principais (um de Cuba e outro da Etiópia) sabem desta triste realidade?

Actualização: Há realmente organizações com gorduras a mais. Como o caso do nosso Instituto de Meteorologia, que se saiu hoje com uma referência a esta notícia. Realmente, em vez de andarem preocupados com a meteorologia, andam entretidos com alguma coisa que não lhes diz respeito. Mais um sítio onde se pode cortar na gordura pública!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chuchalistas

O Expresso publicou este fim de semana um artigo de Jorge Oliveira, que tem contribuído significativamente para o Ecotretas. O artigo intitula-se "A fraude global", e aborda a relação política entre o Aquecimento Global e o socialismo. Jorge Oliveira começa por abordar o sucesso das previsões de Piers Corbyn sobre o Met Office. Jorge Oliveira enquadra de seguida o problema:

Com efeito, há fortes razões para não acreditar nas teses do global warming propaladas por Al Gore, pelo IPCC e pelos alarmistas seus seguidores. Uma teoria que se suporta, de forma obsessiva, num componente residual da atmosfera (o teor em volume do dióxido de carbono é inferior a 0,04%...) para justificar quer as ondas de calor, quer as vagas de frio, arrisca-se a não ser uma teoria, mas sim um embuste.

Jorge Oliveira faz a ponte da pseudo-ciência para a política. A influência das melancias (verdes por fora, vermelhas por dentro) é bem conhecida (realces da minha responsabilidade):

Uma teoria que alimenta um dos mais insidiosos ataques à economia dos Estados Unidos apenas pode subsistir se for patrocinada por um poderoso adversário. Esse adversário existe e chama-se socialismo, a ideologia política com maior implantação no mundo ocidental e visceralmente avessa ao livre pensamento e à liberdade de expressão vigentes nos Estados Unidos e países anglo-saxónicos, nos quais, apesar de igualmente implantada, tem muito menor sucesso.

Interessante é atentar como Jorge Oliveira consegue enquadrar várias das vertentes da Religião Verde com as políticas chuchalistas, que nos vão chuchando até ao tutano:

Por isso não surpreende que o socialismo tenha adoptado o global warming como uma das suas bandeiras. Uma tese com aura científica, que procura comprometer o sucesso económico dos Estados Unidos, que tem o poder de amedrontar as populações, assim permitindo condicionar a vida e as decisões dos cidadãos, que serve de pretexto para negociatas com as energias renováveis e para o infame comércio de direitos de emissão de dióxido de carbono, faz o pleno para os socialistas. Dificilmente prescindirão de tal recurso.

O que mais me impressionou no artigo de Jorge Oliveira foi a sua oportunidade. Umas horas depois da saída do Expresso, chega-nos a notícia de que a Câmara dos Representantes votou favoravelmente o término do financiamento dos EUA ao IPCC. Uma notícia que dificilmente verão nos Media portugueses, tal como Jorge Oliveira antecipa no seu parágrafo final...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coup d'état em Cancún?

Via Espectador Interessado, chegamos a mais um alerta de Christopher Monckton, que está neste momento em Cancún. Tendo por base as piores estratégias burocráticas, parece estar a preparar-se um golpe de teatro. Um documento da ONU circula no sentido de ser aceite pelos países desenvolvidos, que representará uma capitulação às exigências dos restantes países.

O Governo Mundial não tardará muito! Sob o espectro do Aquecimento Global, existem duas opções em cima da mesa, conforme poderão constatar na página 16 do PDF da proposta da ONU:

Option 1: Developed country Parties commit, in the context of meaningful mitigation actions and transparency on implementation, to a goal of mobilizing jointly USD 100 billion dollars per year by 2020 to address the needs of developing countries;
Option 2: Developed country Parties and other parties included in Annex II to the Convention commit to provide 1.5% of their GDP per year by 2020 to address the needs of developing countries;

A primeira opção significa um balúrdio de dinheiro. Na segunda opção, e para o caso português, as contas são fáceis de fazer: O valor do PIB português é de cerca de 160 mil milhões de euros, pelo que 1.5% é qualquer coisa como o valor de 5 submarinos por ano, só para nós portugueses!!! Se quiserem fazer as contas de outra maneira, considerem que o PIB per capita é de cerca de 15000 euros. Tal significa que cada português, criança ou velhinho, terá que arrotar 225 euros por ano para este peditório... Mas pode ser que, com a força de todos nós, os nossos e outros submarinos torpedeiem estes burocratas de Cancún!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Wikileaks first climate cables

Reading through the few Wikileaks cables related to climate, the tip of the iceberg becomes visible. The most interesting seems to involve the usual pressures related to top level nominations: in this case, the nomination for the IPCC Group II organization comes to light. The original cable is still not known visible here, but it is said to state that Christopher Field had no opposition; the other proposed position for co-chair, Mostafa Jafari, an Iran scientist, was not acceptable, although a qualified scientist. The cable apparently states that Rajendra Pachauri, head of the IPCC, promised background collaboration, and non-identification of the US pressures. The Austrian delegate, which lead the selection process, also agreed on the veto on Jafari.

In other cables, we can see the unreal demands being made by some countries in the World. The developed countries, pressured by alarmists, are "falling all over itself to browbeat them into taking money to go along with a plan to give them more money". But this is starting to change: "The Danes said they are "fed up"" because the reasons behind the show are no longer climate: "Gisela Ulloa, a member of Bolivian delegations to earlier COP meetings told us the GOB's position is aimed at creating an alternative development model consistent with Morales's anti-capitalist philosophy."

Another profound cable relates to Saudi Arabia. One only has to read the following, to understand what is really happening (bold is my responsibility):

Is Al-Naimi the Problem?
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9. (S) Minister Al-Naimi has consistently been rational and practical in talking with western delegations about climate change, noting that Saudi Arabia had to address its development concerns, but conceding that the world needs to work together to address climate change. These reassuring statements stand in sharp contrast to Al-Sabban's public comments, such as questioning the science behind climate change just before Copenhagen, and his often obstructionist behavior, as reported by a number of Embassies in Riyadh, during working-level negotiations. Senior Ministry of Petroleum officials have reassured us after each of Al-Sabban's public outbursts over the last six months that he has been "tamed" and brought back onto the reservation. The frequency and number of times that Al-Sabban steps out of line, and the apparent lack of any sanction, raises questions about the real Saudi position on climate change.

And than we see "that Pope Benedict had firmly established his "green" reputation", which "even if discreetly, is significant because the Vatican is often reluctant to appear to compromise its independence and moral authority by associating itself with particular lobbying efforts". Religion, at it's best.

What really strikes us is the fact that all this Copenhagen/Cancun stuff has nothing to do with the Climate, or saving the World. It's about political positioning, money, and plain old fascism cult promotion. But as referred before, this is only the tip of the iceberg. More is to come, and I wouldn't be surprised if we're going to be answered about who is behind Climategate, or Al Gore's Nobel nomination, or the facts behind all the IPCC mess. Stay tuned...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pachauri em Fátima

Um leitor acaba de me enviar uma mensagem que deixou a minha alma parva. O tretas do Rajendra Pachauri foi a Fátima! Sou todo a favor do diálogo inter-religioso, e adoro estar em Fátima, mas o que é que faz um Hindu lá? E porque dá uma organização Católica destaque a uma obra pornográfica? Ainda por cima a acender uma velinha??? Então, ele não sabe que as velinhas produzem CO2???

Mas, eu imagino que ele foi lá pedir qualquer coisinha. Que o mantenham como presidente do IPCC durante mais uns aninhos... Mas não saberá ele que a Religião Católica não é como a religião Verde?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bjorn Lomborg

Anda por aí uma notícia, propagada aparentemente pela LUSA, de que Bjorn Lomborg advoga a criação de um fundo de 100 biliões de dólares por ano, para salvar o planeta do Aquecimento Global. Estas notícias tentam sobretudo transmitir a ideia de que Lomborg é um céptico convertido aos alarmistas...

Mas Bjorn Lomborg não é um céptico sequer. Ele é um cientista político, bem falante, como já nos referimos aqui. É um vegetariano, esquerdista e homossexual assumido, sendo que antes de ser conhecido nunca tinha publicado um artigo científico sequer nas áreas do Ambiente, e até era apoiante da Greenpeace, com o objectivo de salvar o Mundo. E acredita piamente no Aquecimento Global, conforme afirmou no seu livro "Cool It" de 2007: "Global warming is happening. It's a serious and important problem..."

Um dia, Lomborg viu na Wired um artigo sobre Julian Simon, a quem já aqui nos referimos no blog. Lomborg, que também era professor de Estatística na altura, nem queria acreditar na história. E deu uma tarefa aos seus alunos: eles analisariam o trabalho do economista de direita, Julian Simon, e "provariam" que ele havia manipulado e distorcido os dados estatísticos, por forma a provar que o Mundo não estava efectivamente a ficar melhor da perspectiva ambiental, conforme Simon advogava.

Para grande surpresa de Lomborg, os seus alunos provaram o contrário: que Simon havia tratado correctamente os dados! Os alunos provaram ainda que quem havia manipulado os dados eram essencialmente as ONGs, que Lomborg tanto admirava! Daí até escrever o livro "The Skeptical Environmentalist" foi um passo. O livro desencadeou a fúria dos ecologistas, e ele foi agredido, investigado e julgado, mas sobretudo vítima de inúmeros ataques ad-hominem nos Media e na Internet.

Até Pachauri detesta o homem. Numa entrevista de 20 de Abril de 2004, ao jornal dinamarquês Jyllands-Posten, Pachauri comparou Lomborg a Adolf Hitler:

What is the difference between Lomborg’s view of humanity and Hitler’s? You cannot treat people like cattle. You must respect the diversity of cultures on earth. Lomborg thinks of people like numbers.

No dia seguinte, as reacções aos termos de Pachauri foram de condenação, embora Lomborg levasse na mesma tabela. Do episódio pouco reza a história... Pachauri negou depois a responsabilidade por tais afirmações, mas o repórter Lars From, do jornal dinamarquês confirmou as afirmações.

Resumindo, Bjorn Lomborg é uma voz muito inconveniente. Mas numa altura em que o IPCC está debaixo de fogo, esta notícia serve para divergir as atenções. Na verdade, nem sequer os ecologistas querem acreditar, mas que dá jeito, dá!

Actualização: Surpreendentemente, depois de o comparar a Hitler, Pachauri agora até o incentiva: "This book provides not only a reservoir of information on the reality of human-induced climate change, but raises vital questions and examines viable options on what can be done"

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O problema do IPCC

Finalmente, uma avaliação independente, mesmo que encomendada, dá uma visão como deve ser do IPCC. A auditoria foi pedida pelo próprio Rajendra Pachauri, que pediu para que fosse o IAC (Inter-Academy Council) a fazê-la. Julgava ele, e julgavam os cépticos, que o resultado seria o normal processo de esconder as monumentais fraudes científicas que por aí grassam.

Todavia, o relatório é um verdadeiro assombro! Até o lugar de Pachauri é questionado! Os seus conflitos de interesse são explorados. A notícia, que está já a ser divulgada por meios alarmistas como o New York Times, evidencia a necessidade de incorporação de visões alternativas. Por cá, os alarmistas do costume devem estar a engolir em seco, perante as evidências... Mas a procissão ainda vai no adro!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Amazongate

Vários leitores têm-me enviado, nos últimos dias, apontadores sobre o Amazongate. Esta é uma novela que tenho vindo a acompanhar há meses, com avanços e recuos na argumentação dos vários participantes na polémica. Tudo começou quando Richard North e Christopher Booker chamaram à atenção para o seguinte parágrafo do quarto relatório do IPCC:

Up to 40% of the Amazonian forests could react drastically to even a slight reduction in precipitation; this means that the tropical vegetation, hydrology and climate system in South America could change very rapidly to another steady state, not necessarily producing gradual changes between the current and the future situation (Rowell and Moore, 2000).

James Delingpole resumiu a gigantesca trapalhada de forma concisa:

The IPCC made a false claim in its most recent assessment report, passing off the propaganda of environmental activists as peer-reviewed science. Instead of admitting the truth and retracting its false claim, the IPCC and its sympathisers went into entirely characteristic cover-up mode. Activist scientists like Daniel Nepstad obfuscated; other activist scientists like Dr Simon Lewis of Leeds University exploited the ignorance and pro-Warmist bias of the Press Complaints Commission to bully an entirely unnecessary retraction of a true story on the subject by the Sunday Times; activist journalists like George Monbiot then boasted that they had been vindicated – a claim that was excitedly repeated throughout the ecotard blogosphere and among ecotard cheerleaders like the BBC. All of this energy in defence of a great, stinking lie.

Como se pode ver, as teias urdidas por organizações ambientalistas, como é o caso nomeadamente da WWF neste exemplo, são propagadas por outros cientistas, acabando por ser aceites como religião pelo IPCC! Durante o fim de semana, Christopher Booker fez um relato mais significativo, enquanto Richard North dá uma visão complementar no seu blog. Em qualquer um dos casos, dá para perceber que o que está nos relatórios do IPCC não pode ser, definitivamente, levado a sério...

Actualização: Reacção de alguém da WWF quando confrontado com a notícia: "essentially tried to tell me that this is all too complex for my pretty little head"