Muita gente anda surpreendida com a descoberta de Ricardo Augusto Felício. Tal foi especialmente verdade para dois alarmistas nacionais, que tiveram a gentileza de me enviar emails a questionar a qualidade científica do Ricardo. Eles não estão habituados a que as ideias contrárias à sua religião sejam abordadas em televisão, quanto mais em programas de grande divulgação.
Para perceber as qualidades do Ricardo é preciso mais que a quase meia hora em que esteve no programa do Jô. É preciso assistir à enumeração clara das falsidades que a Religião Verde nos tenta impingir. No vídeo abaixo, que tem uma duração de mais de duas horas, Ricardo enumera de forma clara essas falsidades. Para todos os leitores de língua portuguesa, não é preciso procurar documentários internacionais, que já os há em grande quantidade e qualidade, para descobrir os podres da Religião Verde. É só preciso assitir a esta palestra, da qual o Ecotretas gosta particularmente, pois é directamente referenciado no slide sobre os recursos disponíveis na Internet. Para quem quiser aprofundar ainda mais o assunto, nada como aceder ao canal do Youtube do FakeClimate, onde podem ver muitos mais vídeos!
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Facturas de Betão
A TVI, que tem dado um contributo muito importante para expor o que vai mal no domínio de ambiente (ver eg. o "Estado do Crime" e a "Máfia Lusitana"), superou-se ontem com o Repórter TVI, e a reportagem "Facturas de Betão". A reportagem aborda as contas do PNBEPH, mas não é por isso que se destaca das restantes reportagens que já vi na televisão portuguesa.
Carlos Enes, o repórter de serviço, fez o que um bom jornalista deve fazer: colocou as perguntas difíceis! E foi ver os entrevistados jogar na retranca! Particularmente impressionante foi a forma como Carlos Enes conseguiu encostar Nuno Ribeiro da Silva às cordas, sendo que António Sá da Costa foi mesmo vencido por KO.
Os leitores do Ecotretas sabem que eu sou a favor das barragens. Agora que temos excesso de eólicas, precisamos delas. Apesar dos problemas que têm, são uma melhor opção do que aventuras como o nuclear, e ainda servem para outros fins. O que há agora a fazer é envergonhar estes parasitas, e obrigar especialmente o sector da energia eólica a ser eficiente e a concorrer directamente no mercado. Eles estão a sentir a pressão e prova disso é a publicidade da APREN que anda no ar; afinal, eles agora sentem que a mama está a acabar, e esta reportagem de Carlos Enes muito contribui para isso!
Carlos Enes, o repórter de serviço, fez o que um bom jornalista deve fazer: colocou as perguntas difíceis! E foi ver os entrevistados jogar na retranca! Particularmente impressionante foi a forma como Carlos Enes conseguiu encostar Nuno Ribeiro da Silva às cordas, sendo que António Sá da Costa foi mesmo vencido por KO.
Os leitores do Ecotretas sabem que eu sou a favor das barragens. Agora que temos excesso de eólicas, precisamos delas. Apesar dos problemas que têm, são uma melhor opção do que aventuras como o nuclear, e ainda servem para outros fins. O que há agora a fazer é envergonhar estes parasitas, e obrigar especialmente o sector da energia eólica a ser eficiente e a concorrer directamente no mercado. Eles estão a sentir a pressão e prova disso é a publicidade da APREN que anda no ar; afinal, eles agora sentem que a mama está a acabar, e esta reportagem de Carlos Enes muito contribui para isso!
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
Climate Realism in Brazilian television
Jô Soares is a Brazilian comedian and talk show host. In his talk show, Programa do Jô, on Rede Globo, the fourth-largest public TV commercial network in the world, last Wednesday he interviewed Ricardo Augusto Felício. Ricardo Felício has a PhD in Geography, by the University of São Paulo, Brazil, based on study of dynamic climatology in Antarctica, between 2001 and 2006.
Ricardo stated that the AGW is not a theory, but an hypothesis. He stated that climate change is a 3000 year-old story, when ancient Greece was already debating the issue. These were later followed by the Romans, who were associating climate change then with aqueduct construction, and has continued until today. The alarmed Jô pushed the main alarmist issues, but Ricardo Felício was quick refuting and explaining all of them.
Ricardo explained, in an easy language, the differences between local and global climate. He explained that ice melts, but then freezes again. And he knows about what he is talking about, as he has been to Antarctica in the timeframe where ice has been gaining area. Please remember that Brazil is in the southern hemisphere, so they talked more about Antarctica.
Sea level was another topic. He talked about the IPCC projections, and compared those to the El Niño variations, which has bigger variations in a small period, while the IPCC projections are for a whole century.
They both joked with all the alarmism surrounding the end of the World. The greenhouse effect was another joke, with Ricardo explaining concepts like temperature, pressure and volume, and explaining why people are so wrong when relating Venus's warming with CO2.
The ozone hole was another interesting issue, with Ricardo explaining the history since Dobson. He talked about the CFC patents expiring, the HCFC replacement, and the new measures being taken to replace it. Sustainability is certainly not an option when all these refrigeration equipments will be replaced, again.
Ricardo answered two questions from the audience, and also exposed a joke involving catastrophic warming from deep sea oil exploration, as is currently being done in Brazil.
Ricardo also joked with the Amazon being the Earth's lung. Ricardo explained that it's the climate that drives the Amazon rain-forest, and not the other way around. One of the best moments of the interview was when Ricardo explained that "the rain-forest is there because it rains; it doesn't rain because there's a forest there". Ricardo explained the importance of the oceans in the climate. After all, they are 3/4 of the Earth's surface.
This interview is having a great impact in Brazil, and in the Portuguese speaking world, the seventh most spoken language in the World. Ricardo Felício was a bright challenge for Jô's humor, whose program is seen by almost 5 million viewers daily. This will have an even bigger impact, in a country that is preparing for the Rio summit later this year, but where realism is alive and kicking.
The interview will be aired again this Sunday on GNT, May 6th, 9 PM.
Ricardo stated that the AGW is not a theory, but an hypothesis. He stated that climate change is a 3000 year-old story, when ancient Greece was already debating the issue. These were later followed by the Romans, who were associating climate change then with aqueduct construction, and has continued until today. The alarmed Jô pushed the main alarmist issues, but Ricardo Felício was quick refuting and explaining all of them.
Ricardo explained, in an easy language, the differences between local and global climate. He explained that ice melts, but then freezes again. And he knows about what he is talking about, as he has been to Antarctica in the timeframe where ice has been gaining area. Please remember that Brazil is in the southern hemisphere, so they talked more about Antarctica.
Sea level was another topic. He talked about the IPCC projections, and compared those to the El Niño variations, which has bigger variations in a small period, while the IPCC projections are for a whole century.
They both joked with all the alarmism surrounding the end of the World. The greenhouse effect was another joke, with Ricardo explaining concepts like temperature, pressure and volume, and explaining why people are so wrong when relating Venus's warming with CO2.
The ozone hole was another interesting issue, with Ricardo explaining the history since Dobson. He talked about the CFC patents expiring, the HCFC replacement, and the new measures being taken to replace it. Sustainability is certainly not an option when all these refrigeration equipments will be replaced, again.
Ricardo answered two questions from the audience, and also exposed a joke involving catastrophic warming from deep sea oil exploration, as is currently being done in Brazil.
Ricardo also joked with the Amazon being the Earth's lung. Ricardo explained that it's the climate that drives the Amazon rain-forest, and not the other way around. One of the best moments of the interview was when Ricardo explained that "the rain-forest is there because it rains; it doesn't rain because there's a forest there". Ricardo explained the importance of the oceans in the climate. After all, they are 3/4 of the Earth's surface.
This interview is having a great impact in Brazil, and in the Portuguese speaking world, the seventh most spoken language in the World. Ricardo Felício was a bright challenge for Jô's humor, whose program is seen by almost 5 million viewers daily. This will have an even bigger impact, in a country that is preparing for the Rio summit later this year, but where realism is alive and kicking.
The interview will be aired again this Sunday on GNT, May 6th, 9 PM.
Ricardo Augusto Felício no Jô
Via Espectador Interessado, demo-nos conta de uma entrevista de Jô Soares a Ricardo Augusto Felício, professor doutorado da Universidade de São Paulo. O Ricardo, para além de cientista na área da climatologia, tem muito mais humor que os nossos. Precisamos de mais cientistas como este! Não percam por nada deste Mundo:
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Podia mudar-lhe a opinião
O canal de televisão australiano ABC emitiu há uns dias um documentário interessante, "I Can Change Your Mind About..Climate", com a presença do céptico Nick Minchin e da alarmista Anna Rose. O programa é bem esgalhado, tendo entrevistado um conjunto de pessoas de ambos os lados do debate. Como de costume, é sempre um momento alto quando se tropeça em Marc Morano. Vejam como ele deixou a inexperiente Anna completamente sem palavras:
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
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terça-feira, 27 de março de 2012
Paulo Pinho demolidor
No Fiel-Inimigo já surgiram os vídeos da intervenção de Paulo Pinho no Olhos nos Olhos. Foi demolidor, conforme já havíamos previsto ante-ontem. Quem não viu ontem, não perca:
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domingo, 25 de março de 2012
Paulo Pinho no Olhos nos Olhos
O professor universitário Paulo Pinho, da Universidade Nova de Lisboa, vai participar amanhã no "Olhos nos Olhos" da TVI24. Este programa televisivo, que tem apresentação de Judite de Sousa, e participação permanente de Medina Carreira, vai para o ar amanhã, segunda-feira, pelas 21:30.O programa vai abordar o tema das rendas excessivas na electricidade. Encaro a participação de Paulo Pinho com muita expectativa, até porque as suas posições públicas nesta matéria são de enorme crueldade. E essas posições vem de trás, como já abordei nestes dois artigos anteriores. E ao contrário de muitos comentadores, este ex-adminstrador da REN fez tais comentários em plena ditadura do Trocas-te. Não deixem de ver este programa, porque quem nele vai estar presente escreveu o seguinte, a propósito da visão da Troika sobre o sector da Energia (realces da minha responsabilidade):
| Onde o Memorando de Entendimento se revela mais ambicioso é no desafio que levanta relativamente à redução dos sobrecustos resultantes de opções de política energética pagos por todos os consumidores – estejam no mercado livre ou regulado – através das tarifas de acesso às redes. Estes custos representam cerca de 50% da factura energética de um consumidor doméstico. Uma leitura atenta desta secção do Memorando revela uma crítica demolidora às opções de política energética dos últimos anos. Prevê que se repensem as opções sobre os investimentos em energias renováveis “não maduras” – leia-se solar fotovoltaico, energia das ondas, entre outras. E para toda a área das renováveis – incluindo a eólica e a cogeração – prevê a descida das tarifas a pagar em futuros empreendimentos, assim como (e aqui entra uma corajosa iniciativa) a renegociação das que são pagas aos centros electroprodutores já existentes. Haja coragem para o fazer. O Memorando prevê igualmente a renegociação dos CAE (contratos de aquisição de energia) e CMEC (custos de manutenção de equilíbrio contratual). Na prática, estes contratos colocam uma componente substancial da produção eléctrica ordinária num regime de (elevada) rendibilidade garantida, sem risco. Mesmo que se encontre obsoleta e redundante. A sua existência importa um custo elevado para todos os consumidores. As empresas invocam direitos adquiridos para evitar tal renegociação. Por seu lado, os cidadãos perdem com este acordo um sem número de direitos adquiridos, pelo que não se percebe porque haverá de ser diferente no caso das empresas. Mas quando se procedeu à substituição de CAE’s por CMEC no maior produtor nacional, este obteve uma garantia de cash-flows futuros maior do que a que resultava dos contratos iniciais. Tudo por causa do exercício, a custo irrisório, da opção de extensão da operação das centrais hidroeléctricas que ali foi discretamente introduzida. Veremos se o Estado português terá sabedoria para aproveitar esta oportunidade que lhe é dada para estimular a competitividade da economia, quebrando os “lucros excessivos” da componente regulatória e economicamente mais arcaica do sector: a produção. |
sexta-feira, 23 de março de 2012
O caduco e extinto Instituto de Meteorologia
Quando os alarmistas portugueses falam, os estúpidos Medias portugueses papagueiam. O Instituto de Meteorologia, para todos os efeitos extinto, por altura da celebração do Dia Mundial da Meteorologia, entendeu mandar cá para fora mais uns sustos. O papaguear foi nauseabundo (1) (2) (3) (4) (5) (6).O mais papagueado, e que merece maior atenção na análise, é o parágrafo seguinte:
| Com efeito, este número que era inferior a 100 na década de setenta do século passado, tornou-se superior a 450 na última década. Igualmente os prejuízos relacionados com estes desastres eram na década de setenta inferiores a 10 mil milhões de dólares/ano, tendo na última década o valor médio anual estimado sido superior a 80 mil milhões. |
Não se lhes ocorrerá que as tecnologias de detecção e relato de desastres melhorou significativamente ao longo das últimas décadas? Para quem tiver dúvidas, não deixem de consultar esta excelente lista no WUWT.
Não se lhes ocorre que estes supostos desastres, que eles ficam a saber pelos populares, tenham subido substancialmente porque os populares têm mais máquinas fotográficas e de filmar, ligações à Internet, ou mesmo estações meteorológicas? Não se lhes ocorre que no passado eram sobretudo relatados os eventos em apenas locais de maior dimensão, escapando completamente os das populações isoladas?
E não ocorre a ninguém ir observar os números? Na lista dos maiores desastres naturais do Wikipedia, por mortes, nos cinco primeiros com mais mortes, o mais recente é justamente de 1970, quando o ciclone Bhola matou cerca de meio milhão de pessoas! Será que esse não contou para a década de 70? E nos dez primeiros da lista só aparece um da última década, o tsunami de 2004, que manifestamente nada teve a ver com o Clima! Se se olhar apenas para a lista de ciclones, então na última década apenas aparece um nos primeiros dez, e olhando para as outras sub-listas, as poucas presenças da década anterior são insignificantes face às reais tragédias da História!
O IM depois entusiasma-se com a onda de calor de 2003, durante a qual se estima que o número de mortos tenha ultrapassado os dois mil. Errado! Segundo o estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, cuja análise rigorosa abordamos aqui, o excesso global de óbitos foi de 1953, o que na minha matemática continua a ser inferior a 2000. O IM não refere, pela sua inconveniência, que já em 1981 havia ocorrido uma onda de calor semelhante, que matou na altura cerca de 1900 pessoas (página 33 do mesmo estudo anterior). Porque esconde esses factos? Porque não refere as mais de 4000 mortes em excesso que ocorrerem em função da onda de frio do mês passado?
E continua com as cheias da Madeira, que havíamos contextualizado aqui. Uma referência muito oportuna, até porque a tragédia teve os custos que teve, sobretudo por culpa do próprio Instituto de Meteorologia, que foi incapaz de prever o que quer que fosse, conforme as referências no link anterior. Mesmo em termos históricos são uma nódoa, sendo muito mais interessante o blog de José Lemos, que havíamos também referenciado...
Enfim, um caduco Instituto a querer sobreviver...
Actualização I: Parece que o próprio IM nem sequer olha para os documentos da Organização Meteorológica Mundial. Na página 21 estão os gráficos abaixo, onde é claro que o número de mortes desceu significativamente, embora tenham aumentado os custos, perfeitamente normal em função de vários indicadores económicos (valor dos bens, inflação, etc.). Sintomático é o que a própria OMM diz:
| Are disasters increasing? Climate change has to an extent, created a public perception that the number of natural disasters is rising. The truth is more complex. While scientific studies of meteorological data are starting to show increases in the occurrence of some weather extremes, an important component lies in the exposure of communities. |
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Os Pontos Negros do Ambiente em Portugal
O Diário de Notícias, durante os últimos dias, divulgou o que eles entendem como uma "Grande Investigação" do Ambiente em Portugal. Quando soube desta iniciativa, há mais de uma semana, ainda pensei que fosse um conjunto de verdadeiras revelações, como o foram no passado investigações aqui referenciadas, como O estado do Crime, A Máfia Lusitana ou uma ou outra reportagem do Biosfera.Mas não devia ter esperado tanto de um jornal alarmista como o Diário de Notícias. No primeiro dia a coisa começou logo mal, quando foram enumerados os 10 pontos negros do Ambiente em Portugal. Os iluminados do costume produziram a seguinte lista aberrante:
- Pedreiras: Serra D'Aire e Candeeiros
- Pedreiras: Serra da Arrábida
- Desordenamento do território: Costa de Caparica
- Desordenamento do território: Funchal
- Desordenamento do território: Armação de Pêra
- Barragem: Foz Tua
- Barragem: Alqueva
- Minas abandonadas: Canal Caveira
- Erosão da costa: Esmoriz (Costa de Aveiro/Ovar)
- Incêndios: Serra da Estrela
É isto o que de pior se faz pelo Ambiente em Portugal? De tal forma fiquei descansado com tanta superficialidade, que praticamente não voltei a olhar para as extensas reportagens do DN, ao longo dos últimos dias. Mas os incansáveis leitores foram-me enviando vários exemplos dos dislates destas grandíssimas reportagens.
Um dos mais sugestivos que recebi foi o de que as Más condições ambientais matam 45 portugueses por dia. Infelizmente, não tenho acesso ao documento completo, para perceber a base desta argumentação, mas são 16425 pessoas por ano, o que não é brincadeira! É claro que uma percentagem dessas mortes, pequenina, deriva dos acidentes eólicos, mas estes não devem ter sido incluídos! Pelo que tive que ir procurar dados no Pordata, para perceber do que se morre realmente em Portugal (valores 2010):
- Doenças do aparelho circulatório: 33693
- Tumores malignos: 24917
- Diabetes: 4744
- Acidentes, lesões, envenenamentos e suicídios: 4488
- Doenças do aparelho respiratório: 11776
- Doenças do aparelho digestivo: 4627
- Doenças infecciosas e parasitárias excluindo SIDA e tuberculose: 1816
- Tuberculose: 205
- SIDA: 638
- Suicídio: 1098
A análise de dados mais precisos da DGS (eg. página 52 do documento) evidencia que as contas devem estar realmente muito engatadas, para se poder sustentar o título acima...
Mas é claro que estas grandes investigações deram com aquilo que os mais alarmistas dos alarmistas nacionais queriam que o DN descobrisse. Assim, descobriram a barragem do Tua, e as contas fraudulentas dos ambientalistas. Descobriram agora que o mar está a avançar para os lados de Aveiro, coisa que está a acontecer há pelo menos 150 anos...
Os grandes jornalistas do DN descobriram ainda que a Serra da Estrela tem ardido! Admira-me que não tenham descoberto que nos outros lados arde tanto, ou mais... E descobriram que o maior lago artificial da Europa fora dos roteiros turísticos é um extraordinário problema do Ambiente??? E os títulos estapafúrdios continuam, com pérolas como Nasce uma cidade de Coimbra todos os anos e A Caveira que envenena o ecossistema.
Com grandes investigações como estas, não admira que o Diário de Notícias caminhe para o abismo! Na verdade, segundo dados do jornal I, o DN vendia menos 5465 jornais por dia o ano passado, o que se compreende, quando se fazem investigações da treta, como esta...
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Épica queda de neve nos Alpes
Confesso que isto me ultrapassou. Tinha ouvido falar de umas tempestades de neve na Europa, mas já sabemos como são os Media: há que esconder a todo o custo o Arrefecimento Global! Por isso, quando tropecei nesta notícia de hoje do Telegraph, não pude deixar de sorrir! E fui ao meu site de eleição da neve, skiinfo.com, e deparo-me com a notícia da queda épica de neve nos Alpes!
Segundo esta última notícia, no último mês há regiões dos Alpes que acumularam quase 6 metros de neve! Algumas estâncias dizem que este é já o Janeiro com mais neve em 60 anos! Como o EU Referendum nota, isto não pode estar a acontecer! Isto não pode estar a afectar mais partes do Planeta... Por isso, como os Media não gostam destas notícias, deixo-vos as minhas três imagens preferidas desta pequena busca, para refrescarem os vossos pensamentos:
Segundo esta última notícia, no último mês há regiões dos Alpes que acumularam quase 6 metros de neve! Algumas estâncias dizem que este é já o Janeiro com mais neve em 60 anos! Como o EU Referendum nota, isto não pode estar a acontecer! Isto não pode estar a afectar mais partes do Planeta... Por isso, como os Media não gostam destas notícias, deixo-vos as minhas três imagens preferidas desta pequena busca, para refrescarem os vossos pensamentos:
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade
O essencial do artigo online é uma crítica, novamente, à garantia de potência. Culpa-se as hidroeléctricas, mas esquece-se convenientemente que este esquema existe por causa do excesso de eólicas. A leitura das páginas interiores do jornal é ainda mais triste. Valha-nos o facto de que há três parágrafos com a opinião de Pinto de Sá... Nalguns casos referencia o programa do Biosfera, que abordamos há dois meses e meio atrás, neste post. É muito triste ver este tipo de jornalismo requentado, mas por aqui se percebem várias coisas, nomeadamente a redução de tiragem deste jornal, e o despedimento dos seus trabalhadores. Como é evidente por este artigo, não será que eles merecem?
Esta é, aliás, uma sequência ao melhor estilo de Joseph Goebels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler, que proferiu a célebre frase "uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade". Na verdade, os jornalistas ambientais enveredaram pela pior das estratégias, que é a da sujeição à Religião Verde. No mesmo dia 27 saiu a notícia de que um dos mais notórios correspondentes ambientais da BBC, Roger Harrabin, também anda a toque de caixa, neste caso dos pseudo-cientistas do Climategate...
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Gases diabólicos da TSF
Um leitor enviou-me uma referência para umas pérolas da TSF, e da forma como esta estação emissora relatou os sucessos de Durban. No noticiário de ontem, pelas 8 da manhã, foi possível ouvirem-se autênticas barbaridades, sendo a seguinte apenas uma amostra, a partir do minuto 11:11 (realces da minha responsabilidade):| A principal conquista ou marco estabelecido nesta reunião de Durban, o facto de todos os países presentes se terem comprometido até 2020 a definirem um roteiro para travar os gases diabólicos. |
A TSF continuou a dar-lhe com os "cowboys do carbono", numa reportagem de José Milheiro, envolvendo a temática dos REDD. Não admira que todos percamos a nossa confiança nos Media, quando se utiliza esta abordagem totalmente estupidificante! São mais uns a pregar os Mandamentos da Religião Verde, contra os Diabos e os cowboys...
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O agitador Stefan Rahmstorf
Há quase um mês contamos aqui a história da jornalista Irene Meichsner (foto da esquerda), e do que ela sofreu nas mãos do alarmista alemão Stefan Rahmstorf. Rahmstorf é um cientista do PIK (Potsdam Institute for Climate Impact Research), conselheiro governamental da Srª Merkel, e um dos membros envolvidos no Climategate, e também do site alarmista realclimate.org.Ontem, o Der Spiegel voltou à carga, num artigo escrito por Jana Hauschild. O artigo refere o escândalo que representa o ataque de um cientista aos jornalistas, bem como a atitude do jornal (Frankfurter Rundschau) onde Irene escreveu um resumo do seu artigo original, publicado no Stadt-Anzeiger em 7 de Fevereiro de 2010. Irene levou o cientista a tribunal, e ganhou a causa, com Rahmstorf a ter que pagar à jornalista 511.58 euros, mais juros, e dois terços dos custos judiciais. As leituras dos blogs de Roger Pielke, Jr., P Gosselin e Luboš Motl dão uma visão complementar sobre estas mentiras do Rahmstorf.
Rahmstorf, que neste artigo (visão detalhada da questão, em inglês) da WPK, uma associação de jornalistas alemã, do início deste ano, é equacionado como "agitador político", continua empenhado em fazer com que o nível do mar suba mais do que as próprias previsões do IPCC, quando os dados reais apontam para uma pequena subida, ou mesmo estagnação...
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Jornalistas climáticos na mó de baixo
Um leitor trouxe-me ao conhecimento mais um daqueles eventos sui-generis da Religião Verde. Este intitulou-se "As alterações climáticas nos media e na opinião pública", e decorreu no passado dia 21, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.Da leitura do notícia do alarmista Público, o único que referenciou o evento, depreende-se que estiveram lá os actores e responsáveis pelas notícias hard-core do alarmismo climático em Portugal, quase todos já conhecidos dos leitores habituais do Ecotretas.
As constatações foram de lamento. Queixam-se que a Sociedade não os ouve! Luísa Schmidt, investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa queixa-se de que as alterações climáticas "são um assunto demasiado distante das pessoas, uma questão de grandes acordos internacionais que é decidida longe e com poucos reflexos a nível nacional". As lamúrias continuam com um "vivemos um momento extremamente complicado, quando a crise económica obscurece tudo". Do que ela não se queixa é do dinheirinho que recebe para dizer estas barbaridades...
Anabela Carvalho, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, também se queixa: "A escala regional e local têm referências praticamente ausentes" nos jornais. Pudera, pois os jornalistas funcionam melhor com copy&paste dos evangelhos da Religião Verde, do que puxando pela cabecinha! O que ela anda realmente a fazer é a publicitação do seu recente livro, editado em Setembro de 2011. O seu livrinho foi até financiado por um projecto de investigação, dotado de 30 000 €, pago portanto por todos nós...
Mas realmente, do que interessa, não falam eles... Alguém viu alguma referência ao Climategate 2.0 em Portugal?
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O Ambiente nas mãos da máfia verde
A capa de hoje do Jornal I não deixa dúvidas: Negócios de milhões nas mãos da máfia verde. O Jornal I junta-se assim a um cada vez maior número de Media (eg. TVI, TVI, SIC) que descobriram as Verdades Inconvenientes que se escondem atrás do Ambiente e da Ecologia.A Religião Verde contra-atacou imediatamente. No blog Ambio, Henrique Pereira dos Santos (ex Vice-Presidente do Instituto de Conservação da Natureza), logo de manhazinha, escreveu uma carta aberta para a jornalista. Com ameaças veladas claras, como se verifica pelas linhas seguintes:
- O que gostaria de lhe perguntar com esta carta é se dorme bem de noite.
- Se consegue olhar as pessoas comuns olhos nos olhos depois de escrever, o que é o menos, e publicar, o que é extraordinário
- Francamente, acha normal o que escreveu?
- É que quando os transitórios donos do poder já de lá tiverem saído, a Senhora ainda terá de escrever para jornais.
- (...) a conduzem a parvoíces como as que escreveu que, infelizmente para si, só a prejudicam.
Infelizmente, esta perseguição a quem se mete com a Religião Verde está em alta. No outro dia referia como os alarmistas gostariam de realizar uns autos-de-fé. No passado fim de semana, eu próprio fui expulso do Facebook. Em termos internacionais, há ainda o caso da jornalista alemã Irene Meichsner, premiada em jornalismo científico, e que no rescaldo do Climategate, escreveu umas verdades inconvenientes sobre o IPCC. Foi assediada e achincalhada por um dos mais reconhecidos alarmistas alemães, Stefan Rahmstorf. A jornalista levou-o a tribunal, e ganhou a causa...
Esperemos que Isabel Tavares mantenha a coragem que revelou, e que não se veja obrigada a seguir as pisadas de Irene Meichsner.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Nilton diz que vai chover
No seu artigo de hoje do Diário Económico, Nilton refere:
As más notícias para o Nilton é que ninguém lhe vai devolver dinheiro, pela passagem do furacãozinho. Que foi um valente flop, a que pessoalmente assisti em directo ontem de manhã na CNN. Os repórteres andavam literalmente à procura do furacão, mas não o encontraram... Filmavam as sarjetas, os bordos do rio Hudson, enfim, lá conseguiram mostrar uns charcos de água, umas árvores caídas, e um rio mais elevado no pico da maré alta.
Para mim, era evidente desde o início que o Irene não iria ser grande coisa. Afinal, nem sequer o nosso Instituto de Meteorologia lhe deu ouvidos, ao contrário do Emily de há menos de um mês atrás! Mas como o comandante Obama estava ao controlo, num centro de comando estratégico, não se podia dizer que este era uma tempestade tropical. Aliás, a NOAA foi aguentando o barrete enquanto podia, e ontem pelas 13 horas portuguesas, reafirmava tratar-se de um furacão, quando os ventos das estações meteorológicas nem metade do limite, para ser um furacão, atingiam! Enfim, o Irene é o primeiro furacão a atingir os Estados Unidos em três anos! E a lista dos furacões que já atingiram Nova Iorque no passado parece interminável... Nada pior para os alarmistas, que esperavam uma coisa histórica!
Mas voltando ao Nilton, e ao cómico da situação, deixo-vos quatro vídeos memoráveis. No primeiro, Tucker Barnes na reportagem a partir de Ocean City, nem se dá conta que está metido no meio da m*rda. No segundo, outro repórter é gozado à brava em directo! No terceiro vídeo temos um excerpto da emissão da CNN, e como Anderson Cooper se diverte desancando na ausência do prometido furacão! Mas o melhor é mesmo o quarto, visto no WUWT, e que é uma boa rábula à forma como os Media se aproveitam duns ventozitos da treta...
Actualização: Bónus vídeo número 5: este eu vi em directo e mostra como o Anderson Cooper dá conta de uma meteorologista:
Actualização II: Está confirmado que o Irene nunca foi um furacão quando chegou a solo firme.
| O preço dos combustíveis deve subir hoje devido às preocupações do impacto do furacão Irene sobre as refinarias dos EUA. As perguntas são: é suposto pagarmos as preocupações dos Srs. do petróleo? E já agora, qual impacto? Pagar adiantado por algo que ainda não aconteceu é o mesmo que pagar o arranjo antes de bater com o carro. Se o Irene provar ser apenas uma tempestade com mau feitio e não um furacão a sério, devolvem-nos o dinheiro? |
As más notícias para o Nilton é que ninguém lhe vai devolver dinheiro, pela passagem do furacãozinho. Que foi um valente flop, a que pessoalmente assisti em directo ontem de manhã na CNN. Os repórteres andavam literalmente à procura do furacão, mas não o encontraram... Filmavam as sarjetas, os bordos do rio Hudson, enfim, lá conseguiram mostrar uns charcos de água, umas árvores caídas, e um rio mais elevado no pico da maré alta.
Para mim, era evidente desde o início que o Irene não iria ser grande coisa. Afinal, nem sequer o nosso Instituto de Meteorologia lhe deu ouvidos, ao contrário do Emily de há menos de um mês atrás! Mas como o comandante Obama estava ao controlo, num centro de comando estratégico, não se podia dizer que este era uma tempestade tropical. Aliás, a NOAA foi aguentando o barrete enquanto podia, e ontem pelas 13 horas portuguesas, reafirmava tratar-se de um furacão, quando os ventos das estações meteorológicas nem metade do limite, para ser um furacão, atingiam! Enfim, o Irene é o primeiro furacão a atingir os Estados Unidos em três anos! E a lista dos furacões que já atingiram Nova Iorque no passado parece interminável... Nada pior para os alarmistas, que esperavam uma coisa histórica!
Mas voltando ao Nilton, e ao cómico da situação, deixo-vos quatro vídeos memoráveis. No primeiro, Tucker Barnes na reportagem a partir de Ocean City, nem se dá conta que está metido no meio da m*rda. No segundo, outro repórter é gozado à brava em directo! No terceiro vídeo temos um excerpto da emissão da CNN, e como Anderson Cooper se diverte desancando na ausência do prometido furacão! Mas o melhor é mesmo o quarto, visto no WUWT, e que é uma boa rábula à forma como os Media se aproveitam duns ventozitos da treta...
Actualização: Bónus vídeo número 5: este eu vi em directo e mostra como o Anderson Cooper dá conta de uma meteorologista:
Actualização II: Está confirmado que o Irene nunca foi um furacão quando chegou a solo firme.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
A voz do cepticismo
Christine Rice é uma meio-soprano, mas uma física de formação. Via Biased BBC, descobrimos que ela foi entrevistada na BBC Radio 4. Num momento da entrevista, averigua-se sobre o seu passado no âmbito do Aquecimento Global, mas com uma resposta destas, qualquer alarmista da BBC fugia do tema, como o Diabo foge da cruz:| I was amazed really by the inadequacy of what we had, because we're talking about climate change which is over tens of thousands of years as opposed to the twenty years of data that we had. So in a way we were putting out a lot of ideas and not really having concrete scientific research to support it, and I suppose at that point I did lose a little bit of my spark, thinking well I could propose an idea and I could probably draft a thesis that would support it and yet I wouldn't really convince myself necessarily. |
É engraçado verificar que estas opiniões dela nem são uma novidade! Numa entrevista à Physics World de Janeiro de 2009, já ela afirmara:
| I started a DPhil in the atmospheric physics department at Oxford because I had some idealistic notion of contributing to the world’s knowledge of global warming and its potential dangers. I was rather dismayed to discover how fervently scientists on both sides of the climate-change argument could argue their particular thesis and manipulate the data to prove their conclusions. It seemed a little like religious faith — if you believed a thing to be true, then it could be — and I got the distinct impression that I was about to embark on the same process. Once I got stuck into being at the computer every day, I knew this was not the right place for me. |
São afirmações corajosas, mas interessantes numa semana em que se vem a saber que o CERN colocou uma rolha na boca dos seus cientistas, justamente no domínio da investigação que Rice perseguia. Aproveito também para referenciar um vídeo, The Cloud Mystery, enviada por uma leitora atenta, e que aborda igualmente o tema, seguindo o trabalho de Henrik Svensmark. Aos raios cósmicos já nos havíamos referido anteriormente, mais que uma vez... As peças começam a encaixar! A ideia de que existe um consenso científico nesta matéria do Aquecimento Global, definitivamente desapareceu...
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sábado, 28 de maio de 2011
Alguém anda irritado...
As notícias do ambientalismo da treta irritam-me e tiram-me frequentemente do sério. Mas não sou o único! Os meus leitores habituais também o sentirão... Mas parece que quem mais sofre recentemente é o Henrique Pereira dos Santos, a cujo estado já nos referimos repetidamente! Mas, agora confessa que está mesmo irritado, e que o tiraram do sério... Por causa de uma notícia da secção da Ecosfera, esse canto escuro e hipócrito do Público, que refere a morte de mais de 150 golfinhos no Golfo do México, desde o início do ano. Verifiquemos como a irritação de HPS é genuína:| O título da notícia é "Mais de 150 golfinhos morreram este ano por causa da maré negra no Golfo do México". É um título claro que diz que mais de 150 golfinhos morreram por causa da maré negra. A notícia começa logo a desmentir o título no primeiro parágrafo: "Os mais de 150 golfinhos encontrados mortos no Golfo do Mexido desde o início do ano, número anormalmente elevado". Ou seja, pelos vistos todos os anos há golfinhos mortos, mas os números deste ano são anormalmente elevados. Quanto? Não sabemos, a notícia é omissa nesse ponto, só ficamos a saber que não é verdade que tenham morrido mais de 150 golfinhos por causa da maré negra, o que é verdade é que morrerram mais de 150, menos o habitual que não se diz quanto é, por causa da maré negra. “O petróleo e os dispersantes afectaram a cadeia alimentar. Isso poderá ter impedido as mães golfinhos de se alimentarem de maneira adequada e assim desenvolver a camada de gordura necessária”. Pode? Então não era "morreram ... por causa da maré negra"? Mas o que me tirou do sério foi o grande final: "De acordo com Worthy, as temperaturas anormalmente baixas deste Inverno, conjugadas com as consequências da maré negra no organismo destes mamíferos levaram ao “desastre do século”, a morte de muitos golfinhos". Como disse? Temperaturas anormalmente baixas no Inverno? Mas afinal não tinha sido a maré negra? Ou seja, talvez a cadeia alimentar esteja contaminada, talvez esta contamização tenha diminuído a camada de gordura e de certeza que as temperaturas foram anormalmente baixas, portanto conclui-se no título da notícia que a maré negra matou mais de 150 golfinhos. Está bem, abelha. |
Mas HPS ficaria ainda mais farto e irritado se tivesse feito uma investigaçãozinha de 10 minutos, como eu fiz... Então, na press-release da Universidade da Flórida, a justificação original é:
| The cold was a very unusual circumstance, but one which dolphins can normally survive, but we may also be seeing an indirect effect stemming from the BP oil spill. |
Conseguem ver como a declaração original já vai muito deturpada? É claro que não sabemos por quantas fontes intermédias passou a notícia até chegar ao Público... A pista do frio é clara, mas a investigação que a refere apenas é encontrada nos Media locais, porque a nível global, a censura Verde impera, como o demonstra o acto da administração de Obama, que proibiu os cientistas de falar sobre estas mortes? Mas a coisa pode ainda piorar, como na lei de Murphy. Então, não é que três dos golfinhos mortos este ano, foram mortos pelos próprios investigadores da NOAA? E que a vida marinha floresceu depois do acidente do Deep Water Horizon, porque a pesca foi proibida... É claro que não é preciso ser cientista para perceber porquê! Mas é preciso perceber os golfinhos, para perceber que eles não são santos... O Santos vai ficar ainda mais irritado quando souber disto tudo!
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Met Office sabia?
A forma como os alarmistas fogem com o rabo à seringa é realmente surpreendente! Nos últimos dias, eles têm sugerido que o frio se deve ao Aquecimento Global! Mas eles já perceberam que nem os mais estúpidos crentes da Religião Verde engolem uma destas! Agora, de um dos países mais afectados, o Reino Unido, surge a notícia inspiradora de que o Met-Office afinal sabia que vinha aí o frio, mas não disse nada a ninguém, excepto ao Governo Inglês... Parece um puto apanhado, a falar...É claro que esta lavagem da imagem de uma das agências conspiradoras na teoria do Aquecimento Global, não vai ir longe. Os seus créditos passados são do pior que há, e por isso não tardaram a aparecer as evidências. No Autonomous Mind surge a constatação de que, ao mesmo tempo que afirmavam que davam conhecimento ao Governo desta intempérie, publicavam no seu site a previsão, na imagem acima (visível também aqui, ou a partir deste link), de um Inverno quentinho, a que já nos havíamos também referido indirectamente neste post. Aliás, se observarem com atenção, só era suposto fazer mais frio que o habitual muito a norte da Islândia, já próximo do polo norte!
Claro, no meio desta lavagem aparecem os jornalistas corruptos do costume, e que no Reino Unido são encabeçados por Roger Harrabin, da BBC, o alarmista de serviço para esta pseudo-notícia. O pior é que Harrabin é um alvo fácil, conforme podem ler neste post do Biased BBC.
Resumindo, isto tem tudo de uma notícia à Wikileaks: o Governo sabia, mas não disse nada. Os comuns dos mortais, esses aguentam com a aldrabice, e passam frio! Aqueles que consultaram as previsões do Met Office, que se queixem... As autoridades locais, que não se previniram, e a quem o Governo central não disse nada, que se aguentem também! Talvez, o Governo Inglês venha dizer que isto é mentira... Mas afinal, o que é verdade no meio disto tudo?
Actualização: Um blogger francês fez uma análise das previsões, para França. De 14 previsões, 8 das quais de amadores, apenas o Met Office previu calor para França, em Dezembro. 12 previram, correctamente, que Dezembro iria ter temperaturas abaixo do normal... Há dúvidas?
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O papel dos Media
O leitor habitual António Lopes enviou-me mais uma referência para um artigo demolidor na imprensa. Desta vez no Correio da Manhã, Mira Amaral volta a desancar no excesso de eólicas, e faz comparações com o novo aeroporto. Pessoalmente, gosto mais da comparação com submarinos, porque o novo aeroporto nunca se sabe quanto custará, mas será certamento o dobro do previsto, e as receitas menos de metade... Via Espectador Interessado, descobrimos mais um artigo de Mira Amaral, desta vez no Público. Entretanto, o Beijokense fez-nos chegar um artigo da Sábado, deste fim de semana, na página 38, que é visível na imagem ao lado, e onde se verifica que as investigações do Ecotretas se estão a infiltrar nos Media.. E embora ficasse bem aos jornalistas referirem a fonte, a verdade é que a mim, o que interessa é que a opinião pública comece a perceber como anda enganada!
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