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quinta-feira, 3 de maio de 2012

A sucata eólica

Um leitor fez-me chegar há umas semanas uma interessante notícia sobre o que fazer às torres eólicas em fim de vida? O artigo refere a existência, em Portugal, de mais de 53 mil toneladas de sucata eólica, dentro de alguns anos! Nada que se preveja muito diferente das eólicas assombradas noutros países. Ainda mais grave é o facto de não existirem ressalvas contratuais a obrigarem os promotores a se livrarem dessa sucata de uma forma ambientalmente correcta. É apenas efectuada uma alusão à necessidade de serem desmantelados, o que nas palavras de Luís Mira Amaral, «só mostra a ligeireza e o facilitismo com que foram feitos os contratos».

Mas como o artigo era de 2009, o problema deve já estar a colocar-se! Efectivamente, há dias, outro leitor, fez-me chegar a confirmação desse facto. Este artigo explica como se fez um desmantelamento de um parque eólico em Portugal, o parque eólico de Vila do Bispo. O parque eólico ainda nem sequer 14 anos tinha, não tendo atingido o limite de 15 anos que se considera a vida útil mínima de um parque eólico. Ou pelo menos o período a que habitualmente se tem direito às tarifas feed-in. Se se juntar a esse facto o incremento de potência de 20%, que visam certamente tirar partido do sobrequipamento, começa logo a cheirar a marosca... Entretanto, a brincadeira parece ter custado uns 13 milhões de euros, a pagar pelos mesmos do costume. E agora que se reforça o facto de que as eólicas provocam Aquecimento Local, talvez a sucatização esteja mais próxima...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Poluição na China

Os alarmistas estão sempre tão preocupados com o CO2, seu impacto no clima, e nas formas de reduzir as emissões. Mas quando se fala da China para eles, toca a ajoelhar, porque é um tabu sagrado! Já várias vezes abordei o tema da poluição na China aqui, como por exemplo neste caso da poluição associada aos minerais verdes, ou nestes casos associado à poluição de chumbo ou de mercúrio.

Alarmistas como James Hansen, que ontem recebeu a medalha de Edinburgo, equipara a questão moral das alterações climáticas à da escravatura. Ele está preocupado com uma central na Eslovénia, mas nunca se lhes viu nenhuma preocupação com as mais de uma central que os Chineses activam por semana! Na verdade, Hansen mais não é que um escravo dos Chineses. Mas estes, indiferentes à palhaçada do escravo, estão conscientes dos problemas com a poluição, que afinal eles respiram em primeiro lugar, e por isso têm uma estratégia energética apropriada para o futuro.

Mas enquanto as centrais nucleares, a gás e as novas barragens não chegam, a poluição continuará a ser muito significativa. Nesta página, podem ver como é a desgraça da poluição na China, donde as duas imagens seguintes foram retiradas:


Nas duas imagens seguintes, retiradas deste site da NASA, temos imagens de satélite do início do ano, que mostram como a poluição chinesa é visível do espaço, e como as condições variam de um dia para o outro. Nada que não tenha sido já observado no passado. No presente, há mesmo informação em tempo real sobre a poluição em Pequim, que está disponível no Twitter.


Enfim, da próxima vez que ouvirem um ambientalista, alarmista, ou outro qualquer a falar de CO2, perguntem-se porque não falam eles da poluição Chinesa?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os Pontos Negros do Ambiente em Portugal

O Diário de Notícias, durante os últimos dias, divulgou o que eles entendem como uma "Grande Investigação" do Ambiente em Portugal. Quando soube desta iniciativa, há mais de uma semana, ainda pensei que fosse um conjunto de verdadeiras revelações, como o foram no passado investigações aqui referenciadas, como O estado do Crime, A Máfia Lusitana ou uma ou outra reportagem do Biosfera.

Mas não devia ter esperado tanto de um jornal alarmista como o Diário de Notícias. No primeiro dia a coisa começou logo mal, quando foram enumerados os 10 pontos negros do Ambiente em Portugal. Os iluminados do costume produziram a seguinte lista aberrante:
  1. Pedreiras: Serra D'Aire e Candeeiros
  2. Pedreiras: Serra da Arrábida
  3. Desordenamento do território: Costa de Caparica
  4. Desordenamento do território: Funchal
  5. Desordenamento do território: Armação de Pêra
  6. Barragem: Foz Tua
  7. Barragem: Alqueva
  8. Minas abandonadas: Canal Caveira
  9. Erosão da costa: Esmoriz (Costa de Aveiro/Ovar)
  10. Incêndios: Serra da Estrela

É isto o que de pior se faz pelo Ambiente em Portugal? De tal forma fiquei descansado com tanta superficialidade, que praticamente não voltei a olhar para as extensas reportagens do DN, ao longo dos últimos dias. Mas os incansáveis leitores foram-me enviando vários exemplos dos dislates destas grandíssimas reportagens.

Um dos mais sugestivos que recebi foi o de que as Más condições ambientais matam 45 portugueses por dia. Infelizmente, não tenho acesso ao documento completo, para perceber a base desta argumentação, mas são 16425 pessoas por ano, o que não é brincadeira! É claro que uma percentagem dessas mortes, pequenina, deriva dos acidentes eólicos, mas estes não devem ter sido incluídos! Pelo que tive que ir procurar dados no Pordata, para perceber do que se morre realmente em Portugal (valores 2010):
  • Doenças do aparelho circulatório: 33693
  • Tumores malignos: 24917
  • Diabetes: 4744
  • Acidentes, lesões, envenenamentos e suicídios: 4488
  • Doenças do aparelho respiratório: 11776
  • Doenças do aparelho digestivo: 4627
  • Doenças infecciosas e parasitárias excluindo SIDA e tuberculose: 1816
  • Tuberculose: 205
  • SIDA: 638
  • Suicídio: 1098

A análise de dados mais precisos da DGS (eg. página 52 do documento) evidencia que as contas devem estar realmente muito engatadas, para se poder sustentar o título acima...

Mas é claro que estas grandes investigações deram com aquilo que os mais alarmistas dos alarmistas nacionais queriam que o DN descobrisse. Assim, descobriram a barragem do Tua, e as contas fraudulentas dos ambientalistas. Descobriram agora que o mar está a avançar para os lados de Aveiro, coisa que está a acontecer há pelo menos 150 anos...

Os grandes jornalistas do DN descobriram ainda que a Serra da Estrela tem ardido! Admira-me que não tenham descoberto que nos outros lados arde tanto, ou mais... E descobriram que o maior lago artificial da Europa fora dos roteiros turísticos é um extraordinário problema do Ambiente??? E os títulos estapafúrdios continuam, com pérolas como Nasce uma cidade de Coimbra todos os anos e A Caveira que envenena o ecossistema.

Com grandes investigações como estas, não admira que o Diário de Notícias caminhe para o abismo! Na verdade, segundo dados do jornal I, o DN vendia menos 5465 jornais por dia o ano passado, o que se compreende, quando se fazem investigações da treta, como esta...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Poluição solar com chumbo

Um leitor chamou-nos a atenção para um artigo de Perry Gottesfeld e Christopher Cherry, da Universidade de Tennessee, que apareceu na edição de Setembro passada da revista Energy Policy. Eles evidenciam aquilo que já repetidamente aqui referimos: que a energia solar não é tão verde quanto isso!

Nesse artigo, eles referenciam que a energia solar que depende da existência de baterias, tem o potencial de libertar mais de 2.4 milhões de toneladas de poluição de chumbo, na China e Índia. Segundo o artigo, em 2022 a poluição de chumbo pode ser equivalente a um terço da actual produção de chumbo!

O estudo refere ainda que nos países referidos, China e Índia, a quantidade de chumbo que resulta em poluição é absolutamente assustadora, com 34% na China e 22% na Índia! Tal deriva das actividades de mineração, manufactura e reciclagem, entre outras, como é visível na imagem acima. Não admira pois que estejam a ser fechadas muitas dessas instalações...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Exemplo de energia limpa

O vídeo abaixo mostra-nos um exemplo de energia limpa. Tão limpa que não precisaram de andar a fazer Photoshop das imagens! Enfim, da próxima vez que ouvirem falar de energias alternativas, não poluentes, limpas, etc., podem pensar nas seguintes imagens:

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ar puro da Guarda

Ao ver um dos noticiários das 13 de hoje, nem queria acreditar numa das notícias que passou! Falava-se da venda de "ar puro da Guarda", mas como estava ocupado, não pude ouvir com atenção a notícia...

Agora fui investigar, e atribuo a ela a Ecotreta de 2011 (menção agora instituída!). Então não é que se lembraram de enfrascar um bocado do ar puro da Guarda, e vendê-lo??? A um preço de 5 euros por frasco, tenho a certeza que ninguém de juízo comprará tal embuste!

O embuste é da responsabilidade do Teatro Municipal da Guarda e da empresa municipal Culturguarda! É para estas brincadeiras que afinal servem os nossos impostos??? Parece que para aqueles lados muita gente não tem mais nada de útil para fazer...

Segundo o director artístico do TMG, Américo Rodrigues, o produto inclui ainda «aroma de queijo da Serra da Estrela, essência de morcela e fragrância de giesta». O mesmo vendedor de banha da cobra, recordemos pago pelos contribuintes, refere que os principais destinatários da fraude são os emigrantes, que poderão abrir os frascos "quando sentirem um forte apelo das raízes ou uma forte saudade", mas também pode "ser utilizado livremente", sempre que o comprador "estiver em contacto com focos de poluição e se sentir deprimido ou com saudades da Guarda". Os mesmos aldrabões sugerem que no momento de abrir o frasco, o utilizador deve "inalar profundamente até sentir os pulmões vibrarem de emoção" e alertam para suspender o seu uso caso "lhe provocar um desejo intenso de voar".

Haveria ainda mais embuste a desmontar, como a da investigação do cientista russo associado, e o prémio "The Best Air in the World". Na pesquisa pela qualidade de ar das cidades, um bom recurso parece ser este, da Organização Mundial da Saúde. Nem uma referência à Guarda! Mas tem um bom mapa da qualidade do ar a nível do planeta. Não se fica surpreendido com os resultados:

sábado, 10 de dezembro de 2011

Resultados de Durban

Depois de mais escaramuças ontem, tão típicas deste circo, está a terminar mais uma cimeira do Clima, em Durban. Para terminar em grande estilo, até um documento falso andou a circular, tendo sido levado a sério!!! Não vai ser agradável o que se vai seguir. Neste aspecto, até o tretas Pachauri tem, por vezes, momentos de lucidez. Vejam só o que ele disse, transcrito daqui:

Actually, to be honest, nobody over here is paying any attention to science.

É impressionante como todos culpam os Estados Unidos e se ajoelham perante a China. Sobretudo os ecologistas! Sabendo-se que são os maiores emissores de CO2 do Mundo, ninguém se atreveu a dar-lhes um fóssil do dia em Durban!!! É a prova provada da forma como os ecologistas são manobrados, e o que realmente está em causa. Temos aqui exposto repetidamente as Verdades Inconvenientes dos Chineses (eg. este vídeo elucidativo), mas o que vemos e temos acesso, é apenas a ponta do icebergue. Vejam por exemplo este artigo, que nos mostra imagens à la Terminator, mas que não impressionam os ecologistas...

Enfim, o que resulta deste enorme desperdício de recursos é assustador! As propostas em cima da mesa são uma loucura... Tendo terminado agora a reunião do AWG-KP, é evidente que algum texto de compromisso vai ser aprovado. Tinha que ser, pois era inconcebível saírem de lá sem nada. Mas não tenham dúvidas: o regresso dos cães raivosos não vai ser bonito!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Perigos das lâmpadas economizadoras

Já aqui me referi extensamente ao problema das lâmpadas economizadoras. Enquanto os árbitros assobiam para o ar, e os ecologistas chutam para canto, descobri este documento da IKEA, que todos devem ler, porque infelizmente é difícil fugir à praga das novas lâmpadas que por aí andam... É de louvar a atitude da IKEA, na forma como informa os consumidores, transcrevendo-se abaixo aquelas partes que são mais relevantes para todos nós:

Como deitar fora uma LFCi quando esta já não funciona.
Estas lâmpadas não devem ser colocadas no lixo doméstico. Em vez disso, devem colocar-se no ponto de recolha correspondente, de acordo com a legislação ambiental local referente à eliminação de resíduos.
Enquanto cliente, o que significam estas medidas para mim?
Ao garantir que as LFCi são colocadas no lugar adequado e que são correctamente recicladas estará a evitar algumas consequências nefastas para o ambiente e para a saúde humana. Por exemplo, todas as lâmpadas contêm mercúrio, que se for libertado no fluxo normal de resíduos, pode ser prejudicial à saúde humana e ao ambiente.
Como sei que uma LCFi não deve ser colocada juntamente com o lixo doméstico e que deve ser reciclada?
Como todos os produtos eléctricos e electrónicos da gama IKEA, as LFCi estão assinaladas com o símbolo de um caixote de lixo com uma cruz vermelha por cima. Este é um símbolo europeu para a Directiva WEEE (Waste of Electric and Electronic Equipment) e significa que quando um produto chega ao seu final de vida deve ser entregue para reciclagem, no local adequado.
Quebra
Ao partir uma lâmpada fria, é libertada uma pequena quantidade de mercúrio em forma de gotas. As gotas caem rapidamente no chão, juntamente com os pedaços da lâmpada partida, por exemplo, vidro partido. Se partir uma lâmpada quente, é libertado para o ar algum mercúrio em estado gasoso.
Recomendações para quando se parte uma lâmpada fria.
Recolha os pedaços da lâmpada partida, usando, por exemplo, um bocado de papel duro ou cartão, e coloque-os num frasco de vidro com tampa. De seguida, limpe o chão com um pano húmido. Coloque o pano num frasco de vidro, feche bem e coloque uma etiqueta com a devida informação, por exemplo: "poderá conter mercúrio de uma lâmpada de baixo consumo". Coloque o frasco em instalações de reciclagem adequadas para resíduos prejudiciais ao ambiente.
Não utilize o aspirador. Existe o risco do aspirador vaporizar as gotas de mercúrio para o ar, aumentando o risco de inalação.
Recomendações para quando se parte uma lâmpada quente.
Feche as portas da divisão onde a lâmpada se partiu. Abra as janelas da divisão e abandone o espaço. A Federação Europeia dos Produtores de Lâmpadas (ELC) recomenda que ninguém permaneça na divisão durante 20-30 minutos.
Mais tarde, recolha os pedaços da lâmpada partida usando, por exemplo, papel duro ou cartão, e limpe o chão ou outras superfícies com um pano húmido. Coloque o pano num frasco de vidro, feche bem e coloque uma etiqueta com a devida informação, por exemplo: "poderá conter mercúrio de uma lâmpada de baixo consumo". Coloque o frasco em instalações de reciclagem adequadas para resíduos prejudiciais ao ambiente.
Não utilize o aspirador. Existe o risco do aspirador vaporizar as gotas de mercúrio para o ar, aumentando o risco de inalação.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Quercus de cabeça perdida

A Quercus, com toda a sua insensibilidade social, queixou-se hoje nos Media, que a teta do negócio das emissões de CO2 vai deixar de alimentar as políticas das Alterações Climáticas... Fica evidente pelas últimas notícias que a chucha está a secar, pelo que a Quercus deve estar a pensar como é que vai deixar de snifar dos 2.1 mil milhões de euros que aparentemente estariam disponíveis para a Religião Verde entre 2013 e 2020...

O Governo já veio desmentir a notícia, e dizer que vai aplicar tal dinheiro nas Energias Renováveis... O que não está correcto! O que estaria correcto era cortar nos elevados subsídios que essa energia recebe, como está a acontecer em diversos páises europeus. Ainda assim, aquele dinheiro dificilmente aparecerá. O protocolo de Kyoto já era, e os valores de negociação de CO2 continuam a cair a um ritmo alucinante!

Mas não há que nos preocuparmos muito. Estes tiros no pés por parte da Quercus são já insuportáveis para os Portugueses. Basta ler os comentários do Público, habitualmente infestado por melancias, para perceber que, mesmo estas, estão a acordar! E que estes ambientalistas se deviam preocupar é com os problemas que realmente nos afligem, como são os casos de poluição.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

More fresh water

Fresh water is a major issue that Humanity is facing. We use a lot of fresh water, most of the times, too much. And it is important that we preserve this valuable resource. But when very good news about fresh water arise, they are normally not valued by the alarmists.

This is what has happened in Brazil. Two major fresh water discoveries were made, but little has been said about it. The Verde blog brought it to my attention. Maybe, Al Gore will mention it from Rio de Janeiro, in his Climate Reality stunt?

The first discovery refers to an underground "river" that flows beneath the Amazons River, named the Hamza River. A visual representation can be seen on the image on the left, obtained here. The Hamza is a very slow flowing river, at around 10 to 100 metres/year, and is 6000 kilometres long. The flow rate is much lower that that of the Amazon, but it is much wider, at 400 kilometres. The discovery is the work of Elizabeth Pimentel, a PhD student supervised by Valiya Hamza, for whom the river was named. The good news were presented at the 12th International Congress of the Brazilian Geophysical Society, last Aug 17th.



The second discovery is related to the first, but is older. Milton Matta, and his team at LARHIMA (Laboratory of Water Resources and Environment), announced last year the discovery of the size of the Alter do Chão aquifer, believed to be bigger than the Guarani Aquifer, in terms of volume. Despite being smaller in size than the Guarani (both pictured left), the Alter do Chão aquifer is believed to have 86000 km3 of water, against Guarani's 45000 km3. This is due to a bigger thickness in Alter do Chão, which is also nearer the surface. There is enough water in this aquifer to fill Lake Superior, the third-largest freshwater lake by volume, seven times!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os problemas da agricultura urbana

Dois leitores mais exaltados perguntaram-me na última semana se tinha algum problema contra a agricultura biológica... Tudo isto por causa da divulgação em primeira mão, da associação entre a agricultura biológica e o surto de Escherichia coli que grassa pela Alemanha. Respondi-lhes que sim, sempre que isso colocasse em perigo a saúde pública! E parece confirmar-se em definitivo que a contaminação advém mesmo da agricultura biológica, como as últimas notícias o provam... Para mim, continua a ser surpreendente como ainda se tenta manter o elefante por debaixo do tapete, mas tal é compreensível, numa Alemanha, em que o poder está ajoelhado aos pastores desta Religião Verde...

Um perigo que há muito está na minha lista de posts pendentes, está nos problemas da agricultura urbana, mais conhecidas por hortas urbanas. Seja em Lisboa, Coimbra ou Porto, são sempre apresentadas como casos evidentes de sustentabilidade. Delas, as hortas do IC19 são porventura as mais conhecidas, recomendando uma visita ao blog O Rouxinol de Pomares, donde retirei a imagem acima e onde há várias fotoreportagens, de há uns anos atrás, e mais recentes. Mas é preciso ir um pouquinho mais a norte para compreender melhor o problema...

Rute Pinto, concluiu na Universidade do Minho, em 2007, um mestrado que teve por título "Hortas urbanas : espaços para o desenvolvimento sustentável de Braga". A tese é muito interessante porque enaltece as hortas urbanas. O problema é que lá no meio do resumo, pode ler-se:

Como forma de avaliar as condições ambientais foram realizadas análises químicas de amostras de alfaces e de solos em algumas hortas. Assim, os resultados analíticos das amostras de alfaces e de solos mostraram que existem níveis preocupantes de contaminação e poluição pelos metais pesados Cádmio, Chumbo e Zinco, em hortas dentro do perímetro urbano de cidade. Portanto, a principal conclusão do presente trabalho é a escassa viabilidade ambiental, sobretudo como espaços de alimentação, para o uso das hortas urbanas enquanto importantes espaços de agricultura urbana no perímetro urbano de cidade de Braga.

A leitura do resto da tese, especialmente do ponto 5.4, levanta os cabelos a qualquer mortal. Vejam por exemplo este trecho:

Contudo, para além de contaminação ambiental existe também poluição urbana pois nas 5 hortas localizadas dentro do perímetro urbano de cidade as concentrações limite, sobretudo de Chumbo e de Cádmio, são intensamente ultrapassadas, podendo vir a traduzir-se em graves problemas para a saúde publica pois a alface é um vegetal muito consumido e com frequência na dieta alimentar das pessoas.

A leitura da tese fornece muitas pistas úteis para a abordagem da problemática da poluição em ambiente urbano. Um problema que nos afecta de forma muito séria, mas do que os ambientalistas gostam pouco de falar. Da próxima vez que um deles vos tentar vender a ideia das hortas urbanas, ou sempre que ouvirem alguém falar do paladar dos seus produtos urbanos, lembrem-se do tempero de cádmio ou chumbo...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Radiações e Cancro

A pretensa novidade começou a circular por aí, ontem. Numa conferência realizada em Lyon, em França, um grupo de cientistas sob os auspícios da Agência Internacional para a Investivação sobre o Cancro , determinou que os nossos amigos telemóveis são agentes possivelmente cancerígenos para os humanos.

Para quem tem seguido este tema há alguns anos, nada disto é novo. Bem como as sucessivas tentativas de esconder o problema. As pressões são tão grandes que até as Verdades Inconvenientes desaparecem da Internet, praticamente sem deixar rasto... Mas para este problema, há quase sempre o Arquivo da Internet.

A melhor referência, que já conheço há quase uma década, já só pode ser consultada nesta cópia aqui. Esta compilação é absolutamente assombrosa, sendo muito difícil encaixar toda a informação aí referida. E para aqueles que acham que isto é pouco, há ainda do mesmo autor, um documento sobre as influências na saúde dos campos electro-magnéticos e das linhas de transporte de energia. Guardem uma cópia, esqueçam o que Fukushima pode fazer pela vossa saúde, e protejam-se...

sábado, 28 de maio de 2011

Alguém anda irritado...

As notícias do ambientalismo da treta irritam-me e tiram-me frequentemente do sério. Mas não sou o único! Os meus leitores habituais também o sentirão... Mas parece que quem mais sofre recentemente é o Henrique Pereira dos Santos, a cujo estado já nos referimos repetidamente! Mas, agora confessa que está mesmo irritado, e que o tiraram do sério... Por causa de uma notícia da secção da Ecosfera, esse canto escuro e hipócrito do Público, que refere a morte de mais de 150 golfinhos no Golfo do México, desde o início do ano. Verifiquemos como a irritação de HPS é genuína:

O título da notícia é "Mais de 150 golfinhos morreram este ano por causa da maré negra no Golfo do México". É um título claro que diz que mais de 150 golfinhos morreram por causa da maré negra.

A notícia começa logo a desmentir o título no primeiro parágrafo: "Os mais de 150 golfinhos encontrados mortos no Golfo do Mexido desde o início do ano, número anormalmente elevado". Ou seja, pelos vistos todos os anos há golfinhos mortos, mas os números deste ano são anormalmente elevados. Quanto? Não sabemos, a notícia é omissa nesse ponto, só ficamos a saber que não é verdade que tenham morrido mais de 150 golfinhos por causa da maré negra, o que é verdade é que morrerram mais de 150, menos o habitual que não se diz quanto é, por causa da maré negra.
“O petróleo e os dispersantes afectaram a cadeia alimentar. Isso poderá ter impedido as mães golfinhos de se alimentarem de maneira adequada e assim desenvolver a camada de gordura necessária”. Pode? Então não era "morreram ... por causa da maré negra"?

Mas o que me tirou do sério foi o grande final:

"De acordo com Worthy, as temperaturas anormalmente baixas deste Inverno, conjugadas com as consequências da maré negra no organismo destes mamíferos levaram ao “desastre do século”, a morte de muitos golfinhos".

Como disse? Temperaturas anormalmente baixas no Inverno? Mas afinal não tinha sido a maré negra? Ou seja, talvez a cadeia alimentar esteja contaminada, talvez esta contamização tenha diminuído a camada de gordura e de certeza que as temperaturas foram anormalmente baixas, portanto conclui-se no título da notícia que a maré negra matou mais de 150 golfinhos.

Está bem, abelha.

Mas HPS ficaria ainda mais farto e irritado se tivesse feito uma investigaçãozinha de 10 minutos, como eu fiz... Então, na press-release da Universidade da Flórida, a justificação original é:

The cold was a very unusual circumstance, but one which dolphins can normally survive, but we may also be seeing an indirect effect stemming from the BP oil spill.

Conseguem ver como a declaração original já vai muito deturpada? É claro que não sabemos por quantas fontes intermédias passou a notícia até chegar ao Público... A pista do frio é clara, mas a investigação que a refere apenas é encontrada nos Media locais, porque a nível global, a censura Verde impera, como o demonstra o acto da administração de Obama, que proibiu os cientistas de falar sobre estas mortes? Mas a coisa pode ainda piorar, como na lei de Murphy. Então, não é que três dos golfinhos mortos este ano, foram mortos pelos próprios investigadores da NOAA? E que a vida marinha floresceu depois do acidente do Deep Water Horizon, porque a pesca foi proibida... É claro que não é preciso ser cientista para perceber porquê! Mas é preciso perceber os golfinhos, para perceber que eles não são santos... O Santos vai ficar ainda mais irritado quando souber disto tudo!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Escherichia coli e a agricultura orgânica

Na Alemanha, país onde o movimento Verde tem ganho notória dimensão, o futuro está ensombrado por nuvens muito negras. Depois de no fim de semana ter dado conta dos problemas de botulismo que grassam no suposto paraíso Verde, agora, também via NoTricksZone, descobrimos que a nova praga é a de Escherichia coli (E-coli).

A E-coli é uma bactéria muito frequente nas fezes, pelo que a sua presença em água ou alimentos é indicativa de contaminação. A quantidade de bactérias E-coli na água é um dos principais indicadores utilizados para verificar a qualidade da água que consumimos. Por isso, com duas mortes, e centenas de infectados, os alemães estão em pânico. E a principal fonte parece ser a agricultura orgânica, aquela que supostamente é muito melhor que a outra... E da qual os Alemães tanto gostam!

Actualização: Numa combinação surpreendente, descobri que num dos episódios do CSI Miami, a Escherichia coli e Clostridium botulinum são as culpadas da fita...
Actualização II: Dois leitores mandaram-me links que confirmam a pista da agricultura biológica: 1, 2, 3

domingo, 22 de maio de 2011

Botulismo verde

Via NoTricksZone, damo-nos conta de mais uma Verdade Inconveniente, que anda a ser escondida pelos ecologistas e defensores da Economia Verde. Então, não é que a produção de biogás, esse gás verde, está a contaminar os campos dos Alemães, matando milhares de cabeças de gado, e já infectando humanos?

O problema chama-se botulismo. É causado por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, a qual prolifera em ambientes anaeróbicos, como são os digestores de biogás. Os restos dessas centrais são muitas vezes utilizados como fertilizante, devolvendo assim à Terra grandes quantidades destas bacteriazinhas... Só para terem uma ideia, esta toxina natural é a mais potente que se conhece, bastando 160g para aniquilar toda a população humana da Terra. Por isso, as implicações ao nível do terrorismo até já foram estudadas, sendo igualmente bem conhecida como a base do Botox.

A questão põe-se agora novamente na Alemanha, em função da aposta nestes tipos de energia, em detrimento do nuclear. A revista Wild und Hund equaciona porque é que um problema que aparentemente é conhecido há 10 anos, ainda não foi discutido publicamente. Neste momento, na Alemanha, um milhão de hectares de cultivo de milho é utilizado para a produção de biogás, o que para além do problema da subida do preço dos alimentos, sabemos agora contribuir para outros males! E os alemães querem cultivar até 6 milhões de hectares...

Na investigação efectuada pela revista, só em Vogtland, na Saxónia, 600 vacas, e o próprio dono da exploração, estão infectados de botulismo crónico. Segundo o professor Helge Böhnel, da Universidade de Göttingen, a quantidade de animais infectados é pelo menos uma ordem de grandeza maior, e pode infectar outros mamíferos e aves. Já há também relatos em animais domésticos... Entretanto, as vaquinhas vão passando pelos talhos!

Como acontece isto? Na colheita dos ingredientes das centrais de biogás, animais geralmente de pequeno porte acabam sendo incluídos, juntamente com os vegetais. Outros produtos de carne, como galinhas, bem como estrumes, são também adicionados. A uma temperatura de 40ºC, as bactérias reproduzem-se freneticamente, levando à produção, neste caso, de esporos muito resistentes, da nossa Clostridium botulinum... Estes esporos sobrevivem facilmente a um processo de higienização, que é efectuado apenas a 70ºC. Este resto é depois utilizado como fertilizante da agricultura... Mais cedo ou mais tarde voltam à alimentação dos animais/humanos. Quando ingeridos, os esporos transformam-se na bactéria, que produz a toxina que provoca o botulismo!

Entretanto, para quem dominar o Alemão, no primeiro vídeo abaixo, dum canal alemão, podem ver uma reportagem de vacas com botulismo. Aliás, não é preciso perceber alemão, basta ver as imagens... O segundo vídeo mostra também o desespero de vários criadores, afectados pelo mesmo problema, sem que ninguém os acudisse. Até porque o botulismo não é uma doença da pecuária reconhecida na Alemanha...

Cá pelo burgo, entre 2000 e 2008 foram declarados 83 casos, havendo na literatura científica análises específicas de alguns casos, incluindo um pela própria pessoa. A promoção do biogás existe em vários documentos oficiais, e até em experiências relatadas. Repare-se que aqui não estão em causa as centrais de biogás em si, mas o retorno dos resíduos ao Ambiente, sobre a forma de fertilizantes, das quais até a nossa Quercuszinha é defensora...



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Verdades sobre lâmpadas economizadoras

Via NoTricksZone, descobri a excelente reportagem abaixo. Embora em Alemão, ela cobre a realidade alemã das lâmpadas economizadoras. É importante termos consciência que o combate a esta Religião Verde se desenvolve aí com características martirizantes. Na primeira parte, podemos ver a Philips, que recentemente referenciamos como a principal interessada nestas lâmpadas, a efectuar uma migração de lâmpadas na ilha de Nordeney, do mar do norte, para estas lâmpadazinhas da treta. Apesar das perguntas dos habitantes, a Philips limita-se a neglicenciar, e mesmo mentir acerca dos riscos.

No segundo vídeo podemos observar como as lâmpadas recolhidas são transportadas ao longo de centenas de quilómetros, com muitas a serem mesmo partidas, e a deixarem atrás um rasto de mercúrio. Para este problema, a Philips tem uma solução: não é ela que é responsável por isso, antes as empresas de reciclagem... Por isso, o repórter segue essas empresas, e o resultado é horrível!

As lojas que vendem as lâmpadas, recolhem-nas correctamente. O problema começa no transporte para um centro de recolha. Lâmpadas partidas e condições de trabalho muito expostas ao mercúrio são claras. Não existem os contentores adequados para o armazenamento e transporte, no centro de recolha, da ilha exemplo: Nordeney. Até um trabalhador a lidar com mercúrio responde que utiliza luvas, e que foi imunizado!

Depois de sairem da ilha, não é difícil encontrar cada vez mais lâmpadas partidas... Continua a saga de trabalhadores a lidar directamente com o mercúrio: serão portugueses? Nenhuma reciclagem é efectuada: apenas as lâmpadas partidas são agrupadas. Numa terceira localização, a saga continua exactamente igual. Apenas na quarta localização é presumivelmente efectuada a reciclagem, em Bad Oeynhausen, a centenas de quilómetros de distância de Nordeney, mas longe da câmara do repórter! As lâmpadas continuam todavia a sua viagem para Essen, sendo presumível que a electricidade que pouparam esteja agora a ser consumida...

Finalmente, no terceiro vídeo, vemos as condições de trabalho na empresa de reciclagem final, a quinta da série. As lâmpadas são introduzidas num sistema de trituração à mão, sem que os trabalhadores sequer utilizem máscaras. Para o responsável, há uma sucção dos vapores de mercúrio... O resultado é enfiado nuns sacos, donde sai montes de pó! E depois, consome-se ainda mais energia para o processo de reciclagem, tanto, que aparentemente ninguém sabe muito bem quanto...

Talvez isto inspire as nossas televisões?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Grande Lixeira de Plástico do Pacífico

Não há nada como um grande susto! Desde que foi "revelada" em 1997, por Charles Moore, que a suposta grande lixeira de plástico do Pacífico tem crescido de dimensão. Exponencialmente. Uma pesquisa rápida pela Internet revela dimensões assustadoras! O nosso alarmista Público estima a área da lixeira em duas vezes o tamanho dos Estados Unidos! A Quercus estima que a área seja superior a sete vezes da superfície de Portugal.

O problema é que a investigação mais recente revela que o problema é muito menor que o propagandeado. Da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, podemos ver alguns dos extractos de uma press release, relativa a investigação efectuada neste domínio (realces da minha responsabilidade):

There is a lot of plastic trash floating in the Pacific Ocean, but claims that the “Great Garbage Patch” between California and Japan is twice the size of Texas are grossly exaggerated, according to an analysis by an Oregon State University scientist.

The studies have shown is that if you look at the actual area of the plastic itself, rather than the entire North Pacific subtropical gyre, the hypothetically “cohesive” plastic patch is actually less than 1 percent of the geographic size of Texas.

Ou seja, do dobro do Estado do Texas, passou para menos de 1% do tamanho desse estado? É so um erro de 200 vezes! Ou como o coloca um comentador do NoTricksZone, onde descobri esta notícia, as reivindicações dos ecologistas são 99.5% lixo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

O mercúrio das lâmpadas

Já há muito tempo que alertamos aqui no blog para o problema das lâmpadas economizadoras, e em particular o problema do mercúrio. Agora, políticos alemães querem também banir estas lâmpadas, depois de terem estado entretidos a banir as lâmpadas incandescentes... Só agora descobriram que quando uma lâmpada se quebra, a contaminação por mercúrio é 20 vezes superior ao limite permitido!

Herbert Reul é um desses políticos, mas também Silvana Koch-Mehrin, Vice Presidente do Parlamente Europeu, está preocupada como mãe! Mas a Comissão Europeia faz ouvidos moucos... E pior que nós estão os trabalhadores chineses, os grandes fabricantes deste tipo de lâmpadas, que estão a ser contaminados de forma muito significativa nas suas fábricas... É também por estas razões que a poluição por mercúrio, na China, é tão significativa!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fraldas reutilizáveis

Via Cabalas, chegamos à notícia de que a Quercus e o Ministério do Ambiente andam a impingir fraldas reutilizáveis às mães que deram à luz esta semana. É o chamado projecto Fraldinhas, sendo que segundo a Quercus, a "utilização de fraldas reutilizáveis evita a produção de 1 tonelada de resíduos por bebé"

O que nós sabemos destes ecologistas da treta é que eles gostariam de se livrar dos bebés... E reduzir o número de seres humanos. Como não querem admitir isto à primeira, vão atacando o problema devagarinho. Inflacionam-se uns números e diz-se que os bebés são os culpados pelas lixeiras que temos. Passa-se a mensagem aos Media, que propagam as "3,5 toneladas de resíduos de fraldas que as famílias colocam por hora no lixo" ou "a tonelada de fraldas descartáveis que um bebé produz, durante dois anos e meio".

A notícia do Público vai mais longe e cita João Figueiredo, da Valorsul (entidade que trata dos resíduos sólidos urbanos de 19 municípios, que serve um milhão e meio de habitantes). O João diz que "recebem cem mil toneladas de fraldas usadas por dia"... O João deve ser mais um dos que não sabem fazer contas: 100000 toneladas são 100 milhões de quilos. Se todos esses milhão e meio de habitantes usarem fraldas, cada um gasta 66.6 Kg de fraldas por dia? Ora, eu não uso, e aposto que o leitor da região de Lisboa, também não. Estão a ver quantos quilos de fraldas gasta cada bebé por dia???

E embora seja um problema bem real o das lixeiras, já estou habituado a que a Quercus apenas aborde uma pequena parte do problema. E quando eles começam a justificar com poupanças monetárias, fico logo com a certeza que há cabala!

Realmente, não é difícil topá-la! Na página do Wikipedia sobre fraldas, há um link para o estudo mais completo sobre o assunto, que compara fraldas descartáveis e reutilizáveis. A primeira conclusão é surpreendente!

Na página 35 do PDF, nas conclusões, observa-se que as fraldas descartáveis têm um impacto equivalente a 550Kg de dióxido de carbono, ao longo dos dois anos e meio, de utilização média de fraldas por um bebé. Para as fraldas reutilizáveis, o impacto médio é de aproximadamente 570Kg de dióxido de carbono. Mas este último valor depende ainda da forma como se lavam e secam as fraldas reutilizáveis. Se as fraldas forem lavadas a 90ºC, em vez dos 60ºC, há um acréscimo de 31% a esse valor, e se todas as fraldas forem secas na máquina de secar, então pode somar mais 43%!

E agora Quercus, em que ficamos? Não se lavam as fraldas e propagam-se os micróbios? Contrata-se uma pessoa a tempo inteiro para lavar e secar as fraldas, um trabalho a tempo inteiro, como faziam as nossas avós? Conta-se ou não os custos ambientais decorrentes, por exemplo, do cultivo do algodão, provavelmente a cultura que mais pesticidas, fertilizantes e mais água consome no mundo inteiro? Bem, há sempre a poupança monetária, mas mesmo assim, admito que as contas estejam igualmente engatadas! Qualquer um que já foi mãe/pai, e sobretudo os que já são avós, não têm qualquer dúvida sobre a opção correcta para os nossos bebés!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dar banho ao cão

Um leitor atento enviou-nos um apontador absolutamente estonteante. Tem passado na RTP2 um programa absolutamente abjecto sobre o ambiente, que dá pelo nome "Desafio Verde". Atentem na sua descrição:

DESAFIO VERDE é um programa inovador e educativo que demonstra como é possível ser amigo do ambiente sem ser extremista.

Da lista de emissões do programa, resulta que a edição deste passado fim-de-semana, que se encontra abaixo, parece ser a de um "best-of". O problema como certamente constatarão está na forma de passar a mensagem. Eu, pessoalmente, concretizo algumas, e muitas mais, das dicas divulgadas. Mas, a forma como são passadas, é de fazer queixa imediatamente. Vejamos algumas, com indicação do período do filme em que aparecem:
  • 1:20 Confrontam-se os "eco-criminosos"
  • 3:35 família vai esgotar com toda a água do planeta?
  • 3:50 família é CULPADA por dizer que as lâmpadas incandescentes são mais baratas?
  • 4:05 combate-se o eco-crime, despejando o lixo na rua...
  • 6:20 marcha militar a favor do Ambiente
  • 11:40 são todos culpados!
  • 12:05 Luis Filipe Borges coagido a aceitar o Desafio Verde! Claro que teve que aceitar...
  • 25:30 Reduzir a velocidade nas auto-estradas para 100Km/h
  • 34:40 Toca a beber a água do poço, que a Claudia não sabe a diferença entre a água da torneira e a água do poço...
  • 36:25 Mais marcha militar, para esquecer a garrafa...

Se fosse só isto, a gente ria-se da estupidez da Claudia e companhia. O problema é quando entramos por outros domínios... Aos 16:40, Paulo Fernandes, o co-apresentador, não se faz rogado e entra por uma casa de banho ao som dos tiros, a apontar para um miúdo, o Salvador, que dá banho a uma cadela... A sentença é rápida: Salvador é um eco-criminoso, e é "abatido" pela pistola de plástico do Paulo! Aos 31:05, a família Pinto, nomeadamente a Lucinda, é prontamente catalogada como terrorista! Na família Perdigão, aos 31:55 as crianças não são eco-criminosas, jamais, mas o Pai sim! Mas há sempre a possibilidade de passarem de terroristas a militantes da causa Ambiental, como podem ver pela mensagem da Claudia aos 42:10.

Este desafio verde é baseado no formato Wa$ted. Ainda não vi, mas deve ser a mesma porcaria. A mesma mensagem terrorista é passada no blog do programa, ou na página do Facebook, onde podemos avaliar se somos eco-criminosos, mas primeiro dizendo que gostamos do desafio verde? Arre! Vou queixar-me a algum lado!