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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Os exemplos eólicos do nosso Primeiro Ministro
Por esta altura, José Sócrates deverá estar a falar sobre as maravilhas das energias renováveis em Portugal. Como o exemplo da T.Urban, uma turbina eólica desenvolvida pelo INETI, e que teve como primeiro cliente o Palácio de São Bento.
Entretanto, uma visita à página do Governo, relativa ao Primeiro Ministro, revela verdades muito inconvenientes. Segundo os dados mais detalhados da sua produção energética, desde a sua instalação, já foram produzidos pela T.Urban 201.43 kWh (na verdade eles confundem kW com kWh), o que desde a sua instalação em Novembro de 2007 significa que tem estado a produzir à média de 8 Wh. Ou seja, nem sequer dá para alimentar continuamente uma lâmpada eléctrica economizadora!
Já aqui havíamos referenciado que as eolicazinhas são um completo desperdício de dinheiro, na ausência das tarifas feed-in. Mas como este valor (201.43) permanece inalterado há vários dias, cheira-me que a ventoinha não deve girar, mas não pela falta de vento. Provavelmente, avariou, e ninguém sequer reparou. Os paineis solares, ao lado, continuam a bombar, muito lentamente, pelo que o problema não parece ser do site.
Em qualquer um dos casos, será certamente um case-study para o novo MBA do Pinho... Vejam o vídeo acima, e notem como ela nem sequer se move!
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Eólicas queimam electricidade
- Controlo Yaw: Um aero-gerador tem que estar orientado por forma a tirar o máximo partido do vento. Para isto ser conseguido, motores eléctricos posicionam a cabina e as pás no sentido correcto. Para isso é preciso bastante energia, essencialmente devido ao peso da estrutura a ser movida. Há que somar ainda alguns movimentos para desenlace dos cabos de energia.
- Controlo de potência: Há várias formas de o fazer, mas o controlo do pitch do rotor (que possibilita a rotação da pá em torno do seu eixo longitudinal) exige obviamente um consumo de energia.
- Em ambientes frios, como são o topo das serras, e em climas mais frios que o nosso, é necessário aquecer as pás, e a cabina. Chegam a requerer 10% a 20% da potência nominal dos aero-geradores, como em circunstâncias de formação de gelo.
Há lá mais exemplos até hilariantes, como o caso de fazerem girar as pás durante as visitas guiadas! Ou então pô-las a girar para não entortarem...
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Dom Quixote de la India
Tal como cá, bancos estrangeiros procuram fazer de tudo para passar uma imagem verde. Na Holanda, o Rabobank comprou, em 2008, 175000 toneladas de offsets de carbono, no sentido de tornar o banco neutro em termos de carbono. Foi mesmo considerado um dos três melhores bancos na área da sustentabilidade.Mas há uns meses, Bouwe Taverne, responsável pelo desenvolvimento da sustentabilidade dentro do banco, recebeu uma notícia que não queria ouvir: o esquema de compensação era uma fraude miserável!
Do outro lado do planeta, Yashwant Malche, tal como seu pai e antepassados, os Adivasi, têm amanhado as suas terras isoladas da civilização. Mas em 2007, uns estrangeiros apareceram a oferecer $4000 pelas suas terras, para construir um parque eólico. Malche declinou a oferta, mas os estrangeiros garantiram que o parque eólico seria construído à mesma... E o parque de Dhule, com 550 aero-geradores, promovido pela Suzlon, foi mesmo avante. Pelo meio vieram os confrontos, com vários feridos e múltiplas detenções.
Numa questão de dias, antes de erguerem as torres, 25000 árvores foram cortadas. Enquanto as mulheres da zona são perseguidas por arrancarem alguns galhos às árvores, à Suzlon deram ainda autorização para cortarem 11000 mais árvores!
Homens como Malche já não conseguem subsistir da terra, e agora têm que imigrar para outras zonas da Índia durante parte do ano. Bouwe Taverne, e o Rabobank, em vez de promoverem a sustentabilidade, estão a promover a miserabilidade destas pessoas. Estão tristes com o resultado, mas não é isso que dá de comer a estas pessoas. E já agora, onde estão os ecologistas??? Valham-nos pessoas como Doug Struck, o jornalista que investigou a fraude, e que recebeu um justo prémio por isso.
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sábado, 11 de setembro de 2010
As verdades subliminares da energia eólica
A IEA Wind, uma ramificação da Agência Internacional de Energia, publicou o seu relatório anual. Naturalmente, celebra o triunfo da tecnologia eólica, sobre diversos prismas. Mas as verdades que são possíveis recolher no relatório serão quase subliminares para a maioria dos seus leitores...Nas muitas tabelas e gráficos, procurei primeiro pelos valores dos apoios e tarifas feed-in. Não encontrei! Estão dispersos pelo texto, como o valor de 93.74 €/MWh para Portugal (pag. 133), mas a comparação directa com outros países não existe! Que conveniente... Dá contudo para perceber que pagamos bastante mais que os Espanhóis, que registaram um valor médio de 78.183 €/MWh em 2009 (pag. 140).
14 dos 20 membros da IEA, incluindo Portugal, utilizam tarifas feed-in (pag. 9). Segundo este esquema, que os leitores habituais do blog conhecem bem, as companhias de distribuição de electricidade são obrigadas a comprar toda a energia eólica produzida, a valores muito mais elevados que os normais. Os países que não utilizavam em 2009 este esquema eram, entre outros, o Japão (excepção a pequeno produtores), Reino Unido (em 2010), Finlândia (terá em 2010?), Coreia (terá em 2012), Mexico e Noruega. Cruzemos os dados da página 6, relativa à percentagem do consumo de energia proveniente do vento (ordenados por ordem decrescente), com os dados da página 9, realçando a sublinhado aqueles que tinham tarifas feed-in:
19.30% Denmark
15.00% Portugal
14.40% Spain
10.50% Ireland
6.50% Germany
4.40% Greece
4.00% Netherlands
3.00% Austria
2.10% Italy
1.90% United States
1.80% Canada
1.80% Sweden
1.70% United Kingdom
1.60% Australia
0.80% Norway
0.40% Japan
0.30% Finland
0.20% Korea
0.20% Mexico
0.04% Switzerland
A mensagem subliminar assim é perfeitamente visível. A energia eólica só existe onde é escandalosamente subsidiada! Depois de mais de 98000 torres eólicas em funcionamento (apenas nos países da IEA), esta é ainda uma indústria fortemente subsidio-dependente! E com montes de problemas, como são o exemplo das turbinas que não atingem o seu período expectável de vida e que tem que ser substituídas ou reparadas a custos elevados (pag. 11), ou o exemplo impressionante do Japão (pag. 111)
Finalmente, uma referência a Portugal. Parece sair-se bem das estatísticas, mas estamos a pagar para isso, como repetidamente aqui vimos referindo. Somos todos tão aldrabados: As pessoas que contribuíram para o documento, deviam estar tão em êxtase perante os seus pares internacionais, que colocaram Viana do Castelo em Espanha (pag. 134):
| In 2007, the technological complex of the German company Enercon GmbH, a member of the wind energy consortium Eólicas de Portugal, SA., began construction in the north of Spain (Viana do Castelo). |
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Contas à Quercus
A Quercus fez ontem um balanço do consumo de electricidade até Agosto. Não sei qual o esforço envolvido em traduzir a página da REN sobre o mês de Agosto, mas vou começar a cronometrar quanto tempo vai demorar a resposta.A primeira ideia é a de que há "muitas renováveis". Pois houve e isso foi à custa de muita energia hidraúlica produzida! Segundo os dados da REN, produziram-se 6562 GWh de barragens em fio de água, 4873 GWh de Albufeiras e 1000 GWh de hidraúlica no PRE (essencialmente mini-hídricas). Um total de 12435 GWh de energia renovável, que representa mais de dois terços (67.50%) do total de energia renovável gerada no país (juntar 5867 GWh de eólica e 121 GWh de solar). Se a Quercus se congratula com isto, porque está então contra as barragens?
Uma ideia seguinte é a do grande aumento do consumo. Que aumentou 5.5% em relação ao ano anterior. Um "aumento de forma avassaladora" e "crescimento insustentável"! A Quercus tem a lata até de destacar o mês de Março, onde o aumento em relação ao mês homólgo foi de 12.3%. Porque terá sido? Será que foi porque esse mês, bem como o de Fevereiro, tiveram valores de temperatura bem abaixo da média, conforme se pode ver pelos dados do Instituto de Meteorologia? É caso para se dizer: volta Aquecimento Global, que estás perdoado!
A Quercus mete-se ainda pela congratulação da exportação de energia, sem fazer as contas. Nem a quanto está a custar esta brincadeira das eólicas e solar.
Resumindo, um comunicado estéril, que se pode rebater ponto por ponto. E de forma muito rápida: este post, com todos os detalhes foi feito em 12 minutos...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A borboleta e a energia eólica
Entretanto saiu mais um estudo na "Atmospheric Chemistry and Physics" que evidencia a questão. Em "Weather response to a large wind turbine array", Barrie et al., simularam o impacto de um gigantesco parque eólico, tendente a ocupar 23% da área dos Estados Unidos. Esta é claramente uma área sobre-dimensionada, com o estudo a deixar claramente subentendido que essa área não será atingida rapidamente.
O estudo revela, nessas circunstâncias, um impacto significativo ao nível das anomalias atmosféricas, especialmente do Atlântico Norte, como facilmente se observa nas conclusões do estudo:
| The study presented here depicts a strong downstream impact caused by a large surface roughness perturbation in a GCM. We have assumed that the active control of turbine orientation could produce a time-dependent change in surface roughness. Atmospheric anomalies initially develop at the wind farm site due to a slowing of the obstructed wind. The anomalies propagate downstream as a variety of baroclinic and barotropic modes, and grow quickly when they reach the North Atlantic. |
Sabendo-se das grandes dimensões dos parques eólicos de Portugal e Espanha, poder-se-á facilmente perguntar como isto nos afecta? Como ninguém parece ter querido abordar esta questão, o Ecotretas vai procurar descobrir...
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
90 euros por consumidor
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Mais taxas na electricidade
A notícia de hoje do Diário Económico, relativa à subida de um ponto percentual no custo da energia eléctrica, só deverá surpreender os incautos. Os leitores habituais já sabem que a energia terá que subir ainda mais, sobretudo por via do enorme défice tarifário. Este está a ser agravado pelo custo da energia eólica, que conjuntamente com a energia solar, representou um custo acrescido de 367 milhões de euros, na primeira metade de 2010.É claro que o editorial do DE tenta desculpabilizar o Governo, e culpar Espanha. Mas o problema, lá como cá, é o excesso de eólicas, e a sua fraca produção em muitos momentos ao longo do ano. Na imagem acima podem ver a produção eólica num desses dias, 26 de Junho de 2010, podendo essa informação ser consultada também no site da REN. Nesse dia, entre as 10 e as 11 horas produziu-se 8.8 MWh de energia eólica, o que correspondeu a 0.16% do consumo de electricidade nessa hora. Nesse dia, como em tantos outros, foram aquelas centrais "más", que geram CO2, que permitiram que houvesse electricidade neste país...
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Ainda o custo das eólicas e da solar
A propósito do post de anteontem, relativo ao custo das renováveis no segundo trimestre, Henrique Sousa, do blog HorAbsurda.org, fez hoje um post equacionando algumas das minhas afirmações. O Ecotretas adora esta troca de argumentações, porque o resultado final é ainda melhor! Aliás, recomendo vivamente este blog e congratulo o seu autor, pela natureza extremamente pedagógica que apresenta!Em primeiro lugar, há que reconhecer que o título do post de anteontem é erróneo. As renováveis são mais que as eólicas e solar, e inclui nomeadamente as hídricas, que nada tinham a ver com o conteúdo do post. Por isso, o custo referenciado é relativo à produção de energia solar, mas sobretudo eólica.
Henrique Sousa equaciona sobretudo o conceito de custo. O custo que eu mencionei não é o custo de produção para os promotores, mas o custo deste modelo de tarifas feed-in, que são claramente um custo para os consumidores/contribuintes portugueses. A ser pago com juros elevados! Disto ninguém tenha dúvidas.
Da análise do post, e dos comentários de Jorge Pacheco de Oliveira, ressalta também interessante concluir que os números que apresento confirmam as previsões efectuadas para o défice tarifário de 2010, que segundo as contas da ERSE apontam para um valor de 700 milhões de euros.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Custo das renováveis no segundo trimestre
No primeiro trimestre calculei quanto custavam as energias renováveis aos Portugueses. Numa primeira fase, calculei quanto custou a exportação da energia eólica, que redundou nums impressionantes 50 milhões de euros. Acicatado pelos ecologistas da treta, calculei quanto custaram as eólicas no primeiro trimestre: as contas revelaram então uma factura de cerca de 216 milhões de euros! Por fim, calculei quanto tinha custado a energia solar, para uns mais modestos 8.7 milhões de euros.Entretanto, meti novamente mãos à obra, para calcular o prejuízo do segundo trimestre. A metodologia utilizada é idêntica à do primeiro trimestre, pelo que os valores são imediatamente comparáveis. A exportação de energia eólica custou cerca de 18 milhões de euros, enquanto que, se não existisse eólica de todo, o país teria poupado cerca de 126 milhões de euros. A produção de energia solar teve um sobrecusto de 15.9 milhões de euros.
Como é fácil de ver, o custo das exportações foi bem menor. Tal resulta de uma muito menor produção de energia eólica, que desceu de cerca de 2872 GWh para 1876 GWh, mas também da subida do preço médio no OMEL, que subiu de 2.511 cêntimos/kWh no primeiro trimestre para 3.473 cêntimos/kWh no segundo trimestre. Em função da muito menor produção de energia eólica, há naturalmente também um valor muito inferior do seu custo directo. Como seria igualmente de esperar, o custo da energia solar subiu muito significativamente, em função do aumento de produção, associado a um aumento da duração da exposição solar.
Resumindo, os contribuintes e consumidores portugueses ficaram mais pobres em cerca de 142 milhões de euros no segundo trimestre, o que somando aos valores do primeiro trimestre, dá um custo de 367 milhões de euros para esta primeira metade de 2010, por conta das eólicas e energia solar... Enquanto isso, os Tios Patinhas da economia verde vão engordando!
Actualização: O conteúdo deste post é equacionado, sobretudo na referência ao termo renováveis, neste post subsequente.
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sábado, 14 de agosto de 2010
Caluda
As tácticas utilizadas pelos promotores das energias alternativas, e neste caso específico, da energia eólica, dão que pensar. No estado do Oregon, nos Estados Unidos, o silêncio dos moradores está a ser comprado por $5000 cada. Patricia Pilz da Caithness Energy, uma empresa de Nova Iorque, entrega um cheque nesse valor a todos os residentes que aceitarem assinar um documento onde se lê que não se queixarão, no futuro, do ruído excessivo!Alguns aceitaram alegremente o cheque. Incluindo George Griffith, de 84 anos de idade, que deverá estar mais interessado em apressar-se a aproveitar os cinco mil dólares. Outros recusam, criando um interessante cenário especulativo. Outros já avançaram para acções legais, até porque o estado do Oregon tem leis específicas que limitam o barulho permitido. Um dia, vai-se virar o bico ao prego, por aqueles lados...
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Vento ao largo
A exploração de energia eólica offshore é a sequência natural para aqueles que já não conseguem sacar mais dinheiro em terra. E se a energia eólica não é competitiva em terra, como esperam que o seja ao largo? E mesmo quando conseguem instalar umas quantas, já aqui observamos que os problemas são o que se segue...P Gosselin, no seu blog, dá-nos mais umas ideias de como as coisas podem correr mal, à la lei de Murphy. O parque eólico Alpha Ventus é um exemplo. A brincadeira custou 250 milhões de euros, contra os 189 milhões inicialmente previstos; se a coisa derrapa assim na Alemanha, imaginem se chega cá... E isto tudo para alimentar de energia apenas 50000 casas?
No final do Verão de 2008, o mau tempo impossibilitou a instalação das primeiras seis turbinas. Depois descobriram que o equipamento para instalar os enormes geradores não estava disponível. Depois seguiram-se problemas nos transformadores. Entretanto, depois da inauguração, os problemas continuaram. Gosselin relata que dois dos doze aerogeradores foram desligados por várias semanas. As temperaturas atingiram valores elevados, obrigando a que fossem desligados. Agora as turbinas têm que ser removidas de uma altura de cerca de 150 metros. Estima-se que o trabalho não esteja terminado até ao final do Verão.
Nos outros parques offshore da região, os problemas também se acumulam... No parque Bard Offshore 1, colisões entre as fundações e o barco de construção obrigam a mais atrasos. Os custos aqui estão a disparar de forma ainda mais significativa, dos 500 milhões estimados inicialmente, passou-se para os esperados 1.2 biliões de euros!
E na Dinamarca, Gosselin enumera mais uns quantos desastres. Mas como ele refere, enquanto estas empresas estiverem a ser suportadas por Governos esbanjadores, não haverá problemas para elas...
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sábado, 12 de junho de 2010
O livro sobre a fraude eólica
Para todos aqueles que ainda acreditam que a energia eólica nos pode levar a algum lado, sugiro-vos uma leitura do livro "The Wind Farm Scam". Ainda não o li todo, mas todos os comentários lidos definem o livro como extraordinário! Talvez alguém queira fazer chegar um exemplar ao nosso primeiro ministro, e já agora ao líder da oposição. Mas é possível ler um pouco online na Amazon, donde extraí o início do primeiro capítulo:| Like Concorde, a modern wind turbine is a remarkable feat of ingenuity and it is surprising to find such outer limits of civil engineering described as elegant - even beautiful. (...) As with Concorde there should be a couple of wind turbines in a museum. |
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sábado, 29 de maio de 2010
Sobreequipamento
O Decreto-Lei n.º 51/2010 de 20 de Maio passou despercebido, excepto obviamente para os interessados. A leitura de partes da introdução explica rapidamente porque ninguém ouviu falar de mais esta negociata:| Através da instalação limitada de novos aerogeradores, designada por sobreequipamento, destinados a aumentar a potência instalada em centrais eólicas é possível incrementar a respectiva capacidade instalada, com menores impactes sobre o ambiente e o território do que a instalação de novas centrais eólicas, ao mesmo tempo que se racionaliza a utilização das infra -estruturas existentes da Rede Eléctrica de Serviço Público (RESP). |
| Neste contexto, o Decreto -Lei n.º 225/2007, de 31 de Maio, estabeleceu, entre outras medidas, o sobreequipamento de centrais eólicas licenciadas ou em licenciamento, até ao limite de 20 % da capacidade de injecção licenciada. |
| Assim, o presente decreto -lei mantém a possibilidade de sobreequipamento até ao limite de 20% da capacidade de injecção de potência na RESP previamente atribuída e, ao mesmo tempo, obriga à instalação em todos os aerogeradores de equipamentos destinados a suportar cavas de tensão e fornecimento de energia reactiva durante essas cavas para reforçar a segurança da RESP e a qualidade de serviço. |
Resumindo, o défice tarifário, que já é grande, vai ficar maior! Para além disso, os promotores eólicos podem instalar muitas mais torres por aí, mesmo em zonas sensíveis, sem grandes dificuldades:
| 5 — Considera -se que o sobreequipamento não tem impacte negativo importante no ambiente e não é susceptível de afectar o sítio onde se pretende efectuar essa instalação de forma significativa, não estando sujeito a avaliação de impacte ambiental ou a avaliação de incidência ambiental, nos seguintes casos: a) Quando, em áreas não sensíveis, o sobreequipamento não implique a instalação de 20 ou mais torres e a distância de outro parque similar não passe a ser inferior a 2 km; b) Quando, em áreas sensíveis, o sobreequipamento não implique a instalação de 10 ou mais torres e a distância de outro parque similar não passe a ser inferior a 2 km. |
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Buraco de todo o tamanho
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terça-feira, 18 de maio de 2010
Os pardais do Barão de S. João
No fim de semana foi inaugurado o Parque Eólico do Barão de S. João. Como de costume, a intoxicação foi extensa. No artigo do Público linkado atrás, a quantidade de asneiras é impressionante, destacando as três seguintes:- "Os estudos apontam para um cenário de produção de 153 gigawatts por hora": Obviamente, o jornalista não percebe muito de medidas!
- "Para uma cidade que em 2008 tinha pouco mais de 28 mil habitantes, (...), o parque ontem inaugurado é quase uma promessa de uma população inteiramente abastecida com energia renovável.": Como será nos dias sem vento?
- "contando a partir de agora com aquele que é o maior parque eólico do país, segundo descreveu o ministro da Economia, Vieira da Silva, durante a inauguração.": Com 25 aero-geradores, fica longe de todos os que já reclamaram no passado o mesmo título.
Mas há coisas ainda piores! Parece que há tecnologias como GPS e radars envolvidas, para proteger as aves migratórias. Parece que elas estão preparadas para travar "as gigantescas pás sempre que se aproxima uma águia, cegonha, abutre ou um simples pardal". Talvez lá para o Verão passe por lá e largue um pombo, para ver se funciona mesmo... Para "Miguel Repas, da empresa STRIX, responsável pelo desenvolvimento desta nova tecnologia para parques eólicos, calcula que os aerogeradores deverão parar cerca de 150 horas por ano".
Também a história deste parque é sinistra. Henrique Pereira dos Santos conta-a de uma forma desconcertante, e de quem lidou directamente com os vários interessados. Parte da história relatada pelo HPS está devidamente relatada nas páginas 53 e seguintes, desta edição do Diário da República.
Dá para perceber como o caldo está todo entornado! Ainda mais interessante é perceber que são espanhóis os interessados, que o cluster eólico nacional nada beneficia dele, que as tarifas continuam a não ser referenciadas, e que quem sai mais prejudicado são os consumidores/contribuintes, em vez dos pardais.
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domingo, 16 de maio de 2010
Inconveniência eólica II
Vem isto a propósito de um contributo enviado por um leitor interessado. Ele apontou-me para o documento "Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico". Se os assíduos provocadores do Ambio não gostaram da minha linguagem, o que acharão eles do seguinte (in pag 23/24 do documento, com realces da minha responsabilidade):
| A produção eólica varia igualmente ao longo do dia, tendendo a ser maior durante a noite do que durante o dia. Na figura 1.2.5 apresenta-se a produção horária média observada em 2005, 2006 e 2007 nas segundas semanas dos meses de Janeiro e Junho. Como se pode verificar, nota-se que a produção eólica tende a ser maior durante a noite, quando os consumos são menores, tendendo a reduzir-se durante o dia, quando os consumos são maiores. Esta excentricidade da produção diária, ligada à variabilidade de dia para dia coloca evidentes problemas à gestão da rede de transporte, uma vez que implica a existência de equipamentos geradores de reserva capazes de, rapidamente, poderem entrar ou sair de serviço de forma a complementarem a produção eólica. Tal rapidez dificilmente poderá ser igualada pelos equipamentos térmicos actualmente utilizados, os quais têm tempos de arranque e paragem longos e reduzida flexibilidade de variação da produção. |
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Inconveniência eólica
| “Há mais vento à noite” Tenho ouvido este argumento vezes sem conta, mas nunca vi a sua demonstração (não estou a dizer que não exista, estou simplesmente a dizer que gostava de ver, para ter a noção do que isto significa na realidade). |
Lá porque é restrita, não quer dizer que o Ecotretas não veja! Obviamente, HPS continua a não querer fazer contas/gráficos muito fáceis. Por isso, peguei nos dados publicamente disponíveis, e que serviram de base para a contabilização do custo da energia eólica no primeiro trimestre, e produzi o gráfico ao lado, em menos de 5 minutos. Ele mostra como no primeiro trimestre existiu sobretudo produção de energia eólica durante a madrugada, o que serviu sobretudo para exportá-la a custo zero, ou valores próximos. Quando ela era realmente necessária, o vento inconvenientemente eclipsou-se!
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domingo, 2 de maio de 2010
Afinal o roubo eólico é ainda maior
A crítica principal que tem sido feita aos posts sobre quanto custam as eólicas e o impacto do desperdício na exportação de energia, é a de que os custos da energia eólica estão a baixar.O valor que está em causa é o do valor médio do ano de 2009, 93.74 €/MWh. Este valor, conforme podem ver no link apresentado, é de Fevereiro de 2010, e é portanto extremamente recente. Procurar valores mais actuais nem sequer se revelou difícil, e na página da ERSE sobre a Informação Mensal sobre a Produção em Regime Especial podemos ver no relatório mais recente, relativo a Março de 2010, queo valor actual é de 97.20 €/MWh, um aumento de 3.69% relativamente aos valores do ano anterior, que temos aqui utilizado!
NOTA: Um leitor atento chama-me a atenção para o facto dos valores serem ajustados no final do ano, em função da produção global do ano. A este tema voltarei com novo post.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Bons ventos de Espanha
O que para muitos parecia impossível, acabou de acontecer aqui ao lado em Espanha: uma machadada nas energias renováveis! Aos problemas dos Espanhóis já nos referimos várias vezes, incluindo recentemente na vertente solar, e ainda mais recentemente ao seu monstruoso défice tarifário.Pois bem. No meio desta grave crise económica, o governo Espanhol, entre outras coisas, resolveu equacionar definitivamente a palhaçada dos apoios efectuados às energias renováveis. O Ministério da Indústria, de Miguel Sebastián, mandou elaborar estudos detalhados para confirmar a insustentabilidade do modelo actual. Um deles, referenciado neste link, enumera muitas verdades inconvenientes:
- Espanha deixou de ter um custo de electricidade inferior à media europeia, para ter um valor superior;
- Entre 1998 e 2009, as tarifas para os lares registou um aumento de 36.8%, enquanto para a Indústria, a subida foi de 77.1%
- Para além dos custos directos envolvendo as renováveis, há os custos indirectos, nomeadamente de 10% adicionais no custo das redes de transporte.
- Em 2009, as subvenções às renováveis foram equivalentes ao total dos valores públicos gastos em Investigação e Desenvolvimento!
- Se nada for feito, nos próximos 25 anos, o total de custos com as renováveis ascenderá a 126 mil milhões de euros!
O documento é uma autêntica bofetada de luva branca. E reparem que parte do Governo, o que é extraordinário. Os ventos de mudança estão a levantar-se! As opiniões, algumas até anteriores a este documentos, são já mais que muitas, mas muitas mais se somarão!
Quando chegarão a Portugal estes ventos de mudança?
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