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sábado, 26 de maio de 2012

Eólicas e fogos florestais

O seguinte texto ocorre frequentemente no nosso Diário da República:

Os graves prejuízos para o ambiente e para a economia nacional decorrentes do elevado número de incêndios que têm deflagrado em terrenos com povoamentos florestais e o facto de, em muitos casos, tais ocorrências se encontrarem ligadas à posterior ocupação dessas áreas para fins urbanísticos e de construção justificou que, por meio do Decreto-Lei n.o 327/90, de 22 de Outubro, alterado pela Lei n.o 54/91, de 8 de Agosto, e pelos Decretos-Leis n.os 34/99, de 5 de Fevereiro, e 55/2007, de 12 de Março, se viesse a estabelecer, pelo prazo de 10 anos a contar da data do incêndio, a proibição de, nesses terrenos, ser realizada uma série de acções, nomeadamente obras de construção de quaisquer edificações e, ainda, no caso de terrenos não abrangidos por planos municipais de ordenamento do território, a proibição de realizar operações de loteamento, obras de urbanização e obras de reconstrução ou de ampliação de edificações existentes.

Acontece que, muitos desses exemplos ocorrem para justificar a instalação de parques Eólicos. Já tinha ouvido referências à existência de fogos tendo em vista criar as condições para a existência de Parques Eólicos. Porque eram necessários para criar superfícies mais planas, tendentes a maximizar o fluxo do vento. Mas permanecia céptico em relação a essa argumentação. Mas, a quantidade de diplomas que consegui descobrir em alguns minutos de pesquisas fez-me mudar de ideias:

Assim, fica facilitada a instalação das ventoinhas! Noutros países, como na Alemanha, como as florestas não ardem, há que deitá-las abaixo... Aqui em Portugal, a tarefa é mais facilitada...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fechar a auto-estrada, por 3 anos?

Agora que os fogos florestais estão quase a acabar, os abutres já se posicionam. Aliás, como diz o motto do blog, eles interessam-se por coisas menores, como os mexilhões ou uns quantos sobreiros. É claro que ninguém gosta que um dos seus desapareça, mas esta fixação devia ser extensível aos milhares e milhares de árvores que desaparecem todos os anos em Portugal...

Os abutres vieram agora dizer que os incêndios, até 15 de Agosto, representam 1.1 milhões de toneladas de CO2. Os Media, que adoram estes abutres, papaguearam rapidamente a notícia. E para compreendermos a inacção dos ecologistas, medite-se por exemplo na comparação, que eles próprios efectuam, com a deslocação de 29 milhões de carros entre Lisboa e Porto. Segundo os dados da Brisa já de 2010, o TMD (Tráfego Médio Diário) da A1 foi 29317 veículos, pelo que contas aproximadas apontam para emissões de CO2 próximas de 3 anos de auto-estrada Lisboa Porto. Em vez de fecharmos a auto-estrada Lisboa-Porto, também podíamos cortar nos cafés... É que as emissões dos fogos foram tão grandes quanto o consumo de 52380952380 cafés, o que a dividir por 10 milhões de Portugueses, 1 café por dia, significaria que ninguém (bébés incluídos) tomaria café durante mais de 14 anos...

Perante estas aberrações, Francisco Ferreira da Quercus ainda consegue ter a lata de dizer que "não é muito". Pessoalmente, prefiro olhar para quem tenta fazer o cálculo dos custos. O DN admite que "Incêndios já custaram mais de 358 milhões de euros", com uma contabilização interessante. Outros fazem cheque-mate aos políticos, com um "Fazer pior que Sócrates é difícil". Em qualquer caso, a contabilização final será muito maior, porque ninguém conta tudo, como o tempo dos automobilistas que foram obrigados a parar no meio da auto-estrada, porque a indústria dos fogos fez lá aterrar um helicóptero, duas vezes sem necessidade...

domingo, 22 de agosto de 2010

Grandes incêndios florestais

As recentes referências aos fogos florestais ocorridas na Rússia, levou-me a pesquisar os grandes incêndios florestais da História. A lista abaixo não permite uma correlação com o Aquecimento Global, como facilmente se percebe. Aliás, já houve a preocupação dos cientistas afastarem tal relação. Lá, como cá, é a incompetência da gestão florestal que nos continua a levar a lado nenhum... Entretanto, se descobrir novas entradas, a lista será completada:

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Homens e tomates

Os homens com tomates no sítio são cada vez menos neste país. Já conhecemos o Alberto João para chamar as coisas pelos nomes. Há momentos ouvi outro na TSF, Martinho Araújo de seu nome, vereador da Protecção Civil de Arcos de Valdevez. Nesta notícia, já com uns dias, vemos o resumo do problema (todos os realces da minha responsabilidade):

O autarca frisou que o concelho está a arder há cerca de um mês, salientando que, além de Vilar de Suente, estiveram esta quinta-feira em risco as casas dos moradores das aldeias de Paradela, Iísuas e Cunhas, já que as chamas andaram muito perto.
(...)
A zona, uma das mais florestadas e bonitas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, fora já atingida em 2006 por uma vaga de incêndios que destruiu centenas de hectares, entre eles uma parte da Mata do Rabiscal, um dos tesouros da estrutura ambiental.

No Jornal de Notícias, ele já havia dado uma perspectiva do que realmente se passa:

As críticas da autarquia de Arcos são feitas a duas vozes. O vereador da Protecção Civil, Martinho Araújo, lamenta que não sejam feitos investimentos no parque e que há um "total desconhecimento por parte dos responsáveis da administração do PNPG do que se passa dentro das suas fronteiras".
O vereador destacou que o desinvestimento levou ao actual estado. "Há quatro anos, após um incêndio, também em Agosto, no Mezio, o parque procedeu à venda das madeiras que renderam centenas de milhares de euros. O resto da madeira ficou lá amontoado, o que originou uma manta morta de vários metros de altura, o que dificulta a actuação dos bombeiros e meios aéreos, até mesmo o acesso aos locais onde está arder, pois os caminhos estão bloqueados. O dinheiro, esse, foi para outros interesses", disse Martinho Araújo ao JN.
O vereador acrescenta que a única preocupação de quem dirige o PNPG é "manter os seus empregos". "O parque é uma instituição nacional que já não tem razão de existir porque deixaram exterminar toda a vegetação e não fizeram nada para a manter ou para que existissem reflorestações".
"Isto é administrado por pessoas de Lisboa que não sabem o que é o PNPG. Querem fazer disto uma reserva de "índios", põem todo tipo de entraves à população que reside no PNPG, e este sem população não é nada", sublinha o autarca, que prevê ainda consequências drásticas, "não há pasto para os animais", frisa.

Finalmente, a transcrição da notícia que ouvi, no noticiário de hoje das 18 horas (aos 09:48):

Tive notícias ali na freguesia de Carral Cova: estão os bombeiros a apagar por um lado e andam ali uns malandros, uns terroristas, a pegar fogo nas costas dos bombeiros. Deve ver em que Estado é que estamos a viver, não é? Foram detectados quatro indivíduos a pegar fogos nas costas dos bombeiros.
(...)
Já foi comunicado que estavam relativamente longe dos bombeiros. Já foi comunicado à GNR, que já se deslocou ao local para tentar apanhar esses vagabundos.

Alguém condecore imediatamente este senhor!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tretas e mais tretas de incêndios

Os leitores mais habituais já terão estranhado a ausência de mais referências à problemática dos fogos florestais, que estão este ano de volta e em força, na minha opinião sobretudo por via do Inverno muito chuvoso que tivemos. As muitas tretas que se ouvem por aí esquecem que a grande maioria do território não está ainda em situação de seca, como o próprio Instituto de Meteorologia refere (realces da minha responsabilidade):

Em 31 de Julho de 2010 verifica-se o aparecimento de seca meteorológica fraca em alguns locais de Portugal Continental, mantendo-se, no entanto, um índice de “chuva fraca” na maior parte do Continente.

Desta forma, em termos de percentagem do território o ( índice de seca meteorológica PDSI ) apresenta a seguinte distribuição: 2% em chuva moderada, 53% em chuva fraca, 23% em situação normal e 21% em seca fraca e 1% em seca moderada.

Como facilmente se depreende da imagem acima, as plantinhas e o mato têm encontrado ingredientes para crescerem, facto que parece ter escapado à maior parte dos analistas na temática. Nada que fosse muito difícil de prever, dado o Inverno chuvoso que tivemos!

O melhor que os políticos conseguem fazer é comparar este ano com os de 2003 e 2005, em que grandes fogos existiram, mas com condições completamente distintas das de este ano. Rui Pereira, é um actor surdo no meio da tragédia. O ministro da Agricultura, António Serrano, não se lhe ficou atrás, e ontem propôs a "nacionalização" das propriedades mal cuidadas. Como pode um Ministro propôr isto, quando é o Governo que não cumpre, como se pode inferir, entre outras, pelo conteúdo da seguinte notícia (realces da minha responsabilidade):

São 23 os fiscais no Parque Nacional da Peneda-Gerês que agora passam os dias em casa, sem condições de vigiar mais de 280 mil hectares.
A falta de dinheiro tem justificado que a viatura fique parada e, consequentemente, que não haja fiscalização. As saídas eram feitas, ainda há meses, por transportes públicos, algo que já não acontece por falta o dinheiro, como confirmou à TSF o presidente do conselho directivo dos baldios de Vilar da Veiga.
(...)
Para além disso, até para sair de casa, a pé, os fiscais precisam de uma autorização do director do parque. Trata-se de uma prisão domiciliária, comentou à TSF, com ironia, um dos guardas.
(...)
O ano passado, o Ministério do Ambiente aprovou um plano de prevenção que previa uma vigilância feita por 23 pessoas e com meios, que nunca foram usados.
Só esta semana é que foi requisitada uma viatura para Castro Laboreiro, mas porque, em breve, o parque recebe a visita da Comissão Parlamentar da Agricultura.

Outros políticos são mais atinados. Um autarca do PS descreve como são afectas as prioridades nos combates aos incêndios (realces da minha responsabilidade):

"Estou desesperado. Quando vejo os meios a serem canalizados para uma área protegida em que está a arder mato e nós temos casas a arder há dois dias e ninguém nos manda apoio, gera indignação", afirmava o autarca do PS, José Maria Costa.

Destaque para o Henrique Pereira dos Santos, do blog Ambio, que tem feito um trabalho notável a desmascarar as tretas deste negócio do fogo. Temos tido divergências no passado, mas neste aspecto, ultrapassou-me na quantidade de tretas expostas! Finalmente, devemos lamentar as mortes humanas, que este devaneio dos políticos e outros responsáveis provocam...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A estupidez dos fogos

O tema dos fogos florestais é recorrente no Verão, neste blog. Há muito que os especialistas defendem que o combate aos fogos florestais não é a solução para este problema. Outros, constatam o óbvio, como Henrique Sousa, que constata a estupidez disto tudo. Aparentemente a brincadeira custa 300 milhões de euros por ano! Até alarmistas como o Henrique Pereira dos Santos tem massacrado a corrente oficial dos Media, com sucessivos posts elucidativos (1)(2)(3).

Em vez de alertarem para o verdadeiro problema, os Media andam entretidos a contar bombeiros. Enquanto a PJ investiga o óbvio, o exército manda cerca de 150 militares para o teatro de operações. Como esta política falhada não leva a lado nenhum, mandamos vir estrangeiros, nomeadamente italianos. E esperamos que o vento leste afrouxe, o que está já a acontecer...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estado da floresta

Um leitor atento enviou-me um artigo do Expresso, de há mais de dois anos, mas que vale a pena ler na íntegra. É uma análise ao estado da nossa floresta, que se tem agravado ano após ano. Atententemos nas palavras de Paulo Fernandes, presidente da Altri:

Após os incêndios, por exemplo, muita gente não replanta. Tenho a certeza que a indústria da celulose estava disponível para replantar se houvesse condições.

O Estado tem terras em baldio e não tem capacidade de investimento. O ministro da Agricultura tem dito que vai concessionar as florestas do Estado. Isso seria fantástico, porque o Estado não tem dinheiro para investir, o que tem é o que já lá está. Se arde não planta.

As folhas da árvore, a casca, o cepo e o resto dos resíduos florestais são aproveitados para fazer biomassa. Nós não perdemos nada. Temos um ciclo integrado. Antigamente a casca ficava na floresta e alimentava fogos. Hoje temos uma filosofia que é integrar o ciclo todo da floresta.

Temos agora um grande problema na floresta que é o nemátodo, e que o Governo devia ver como uma oportunidade. A área do nemátodo é tão grande que se devia olhar e dizer: temos aqui 300 mil hectares, vamos fazer 100 mil de eucalipto, 100 mil em pinheiro bravo e mais 100 nas folhosas de baixo crescimento. vamos ordenar este território.

Não podemos ficar de braços cruzados. O que não pode acontecer é o que acontece agora: baldios e áreas queimadas abandonadas. E se agora a área de floresta com nemátodo também não for plantada, é um descalabro.

domingo, 15 de novembro de 2009

Batota com CO2

Os políticos actuais são especialistas na arte de batotar. São múltiplos os exemplos em que os números e as estatísticas são manipulados para dar a entender que tudo vai bem no Reino. Agora, Portugal teve a ideia peregrina de descontar o CO2 emitido pelos fogos florestais, que como já vimos é responsável por uma larga percentagem das emissões de CO2.

É claro que não são todos os fogos que se procuram isentar, mas apenas aqueles que são catastróficos. Ou seja, os que mais CO2 emitiram no processo! Para Nuno Lacasta, coordenador da Comissão para as Alterações Climáticas, "Trata-se de eventos extremos, que não podem ser atribuídos às actividades humanas". É claro que esta frase encerra uma falácia imediata, na medida em que a maioria dos fogos florestais, em Portugal, são de origem criminosa, e logicamente humana...

Ou seja, em vez de se procurar resolver o problema dos fogos florestais, e efectivamente diminuir uma das maiores parcelas de emissões de CO2, fazem-se contas de enganar. Isto demonstra claramente como toda esta discussão das emissões está inquinada, e tenho a certeza que Portugal não foi precursor nesta estratégia!

www.publico.clix.pt/Sociedade/portugal-quer-descontar-co2-de-fogos-florestais-catastroficos_1409615

sábado, 1 de agosto de 2009

Aldrabice nas contas dos fogos florestais

Até hoje, existia a noção de que havia um problema com os criminosos que ateavam fogos florestais, um pouco por todo o país. As teorias abundam, desde os madeireiros à indústria do fogo. Mas segundo uma notícia de hoje do Público, parece que o que conhecemos dos fogos florestais pode nem sequer corresponder à verdade.

Segundo a notícia, a GNR acusa que os dados dos incêndios e da área ardida em 2007 e 2008, inscritos no Sistema de Gestão de Informação dos Incêndios Florestais (SGIF) foram alterados "por desconhecidos". Num relatório da GNR lê-se, também, que a "Autoridade Florestal Nacional tentou substituir ocorrências no SGIF, passando-as para queimadas". O Ministério da Agricultura, defende que "os alertas são registados pela estrutura da GNR e são completamente fiáveis", além de que "no Sistema são introduzidos dados sucessivos pelas entidades responsáveis pelos três pilares do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios".

Uma leitura mais atenta pode explicar a coisa: de acordo com o relatório "Floresta Segura 2008", no sistema encontram-se "registadas várias ocorrências que não são consideradas incêndio florestal, por terem ocorrido em espaços urbanos ou porque o que ardeu é irrisório". A GNR presume que "tal aconteça para se tentar justificar as saídas dos meios de combate", uma vez que, em incêndios florestais em espaço urbano, "não há lugar a pagamento do serviço".

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394227&idCanal=62

domingo, 28 de junho de 2009

Alfa, Bravo e Charlie

Ainda não começou a fase Charlie, no combate aos fogos florestais, e já os resultados estão à vista. Numa primavera em que tem apenas havido alguns dias de calor, e ainda menos de muito calor, a área ardida já é maior que a de todo o ano de 2008. Até 15 de Junho já tinham ardido 17262 hectares, contra os 17244 de 2008.

Não há dúvidas que continua tudo a preparar-se para um Verão explosivo! Todos pensam que esta chuvinha é uma ajuda preciosa, mas promete ser exactamente o contrário. A grande quantidade de combustível florestal só se torna ainda maior com estas preciosas gotas. E quando vier o calor, mesmo que em quantidade normal, vai ser ver tudo a arder...

Se ao menos os milhares de homens dispostos para a fase Charlie ainda fizessem alguma coisa pela prevenção. Mas não! São apenas forças de reacção rápidas...

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389083&idCanal=62

sábado, 16 de maio de 2009

Bravo e Charlie

Já estamos na época de incêndios. Começou ontem. Com pompa e circunstância! Com 6000 elementos, 1600 veículos, 24 meios aéreos no terreno e 66 postos de vigia da responsabilidade da GNR. Daqui a 6 semanas, vão estar operacionais 9830 elementos, a maioria dos quais bombeiros, 2276 viaturas, 56 meios aéreos e 236 postos de vigia da GNR.

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, assegura: "Posso garantir ao país que estamos em condições de responder aos incêndios florestais como respondemos no ano passado e há dois anos", acrescentando que "tudo foi feito do ponto de vista dos meios disponibilizados, recursos financeiros, humanos e técnicos".

O problema é que continua tudo na mesma. Quer dizer, não. Este Inverno choveu mais, hoje chove no norte, e por isso o Secretário de Estado deve estar todo contento do primeiro dia de resultados. E entretanto os níveis de biomassa florestal estão de regresso aos de 2005! Por isso, se este arrefecimento não persistir, alguns vão ter muito trabalho no Verão. Incluindo o secretário de Estado, nessa altura em pré-campanha eleitoral...

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1380774&idCanal=62
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1233985

quarta-feira, 25 de março de 2009

Alterações climáticas provocam incêndios ?

O melhor jornalismo anda por aí. Aparecem un fogos... Pergunta-se porquê, tão cedo? A resposta fácil é a das Alterações Climáticas. A TSF pegou no assunto e toca de perguntar aos alarmistas. Xavier Viegas, professor na Universidade de Coimbra, diz que estamos a viver uma situação excepcional, que tende a repetir-se nos próximos anos. A afirmação é bombástica: "Infelizmente temos que nos habituar a esta mudança climática, à extensão da chamada época de incêndios, que vai ser cada vez maior. Há dias estive a olhar para as estatísticas e vi que numa semana se tinham registado mais de 1300 incêndios e em alguns dias mais de 300, o que são valores muito altos e típicos dos piores dias de Verão". É, concerteza, mais um dos ratos de laboratório que não consegue encontrar o caminho do exterior do seu recinto.

Um dos maiores especialistas portugueses em alterações climáticas da TSF, Filipe Duarte Santos, é mais contundente, lembrando que este Inverno atípico vem dar razão aos alertas dos especialistas. Completa com "É uma tendência que se irá agravar no futuro, ou seja, temperaturas médias mais elevadas, periodos sem precipação mais longos".

Gostava de saber onde ele passou o Inverno! Nas Caraíbas não foi, porque fez frio e choveu muito... Em Portugal, de certeza que também não foi... A menos que tenha estado enfiado também no seu laboratório! Não anda concerteza informado, porque não lê isto, isto, aquilo e aqueloutro...

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1180860

sábado, 21 de março de 2009

Fogo no terreno

As pessoas no terreno tem uma visão clara do que se passa. Não é enfiados nos gabinetes, laboratórios ou ministérios que vamos a algum lado. Já aqui nos referimos há pouco mais de um mês, sobre o que aí vem. Entretanto, atente-se nos comentários de Paulo Fernandes, nos blogs Estrago da Nação e Ambio, dos quais não tenho razão para desconfiar (os realces são meus):

Hoje percorri todo o perímetro do incêndio do Marão. Em condições meteorológicas relativamente suaves cerca de 200 homens (e mulheres) faziam o que sempre fazem, ou seja esperar o fogo à beira da estrada (por vezes deitados gozando o sol da tarde). O Kamov ia largando uns litros de água inconsequentes. Uma equipa GAUF que estava a fazer contra-fogo por 3 vezes o viu apagado pelo Kamov (parece que nada mudou no que toca à coordenação ar-terra). Em áreas tratadas com fogo controlado há 3-4 anos a reduzida intensidade do incêndio era notória, mas as equipas com ferramenta manual que o poderiam apagar facilmente não se encontravam lá. Nalgumas secções do fogo fazia-se o mais acertado, ou seja deixá-lo arder porque no balanço do ganhar e do perder ambiental o 1º sai claramente vantajoso com fogos que ocorrem em matos nestas condições. Mas noutras áreas o "dispositivo" foi incapaz de impedir a floresta de arder. Centenas (ou km?) de estreitas (5-10 m) faixas limpas por sapadores florestais junto às estradas e caminhos mostraram pela enésima vez a sua inutilidade. Noutra secção do incêndio a arborização absurda efectuada dois anos atrás com grande esforço de homens e máquinas em declives insanos teve o destino merecido (ardeu completamente). E os jornalistas, por telefone ou no teatro de operações, fizeram as perguntas do costume às quais eles próprios dão a resposta do costume ... Não é no fogo (ou nestes fogos invernais) que está a desgraça mas sim em todo este circo que ingloriamente desperdiça o erário público.

http://estragodanacao.blogspot.com/2009/03/fogos-invernais.html
http://ambio.blogspot.com/2009/03/so-para-lembrar.html

sábado, 28 de fevereiro de 2009

buuuu!

As investidas do Tomás de Montemor, na revista Notícias Magazine, são um dos motivos pelos quais deixei de a ler. Mas de vez em quando, lá tropeço nela algures. No último fim de semana, lá tropecei outra vez, na seguinte discorrência:

Os australianos estão agora convencidos de que o clima está a mudar. Neste último mês foram assolados pelos piores dilúvios, ciclones e incêndios (em que arderam mais de três milhões de hectares e morreram cerca 200 pessoas) de que há história. É por estas e por outras que há muito que aviso que ser céptico quanto aos efeitos dos gases estufa é o mais próximo da estupidez... de que há história.


O que motivou o seguinte e-mail de protesto para faca.ouvir@noticiasmagazine.com.pt:

Na edição 874 da Notícias Magazine, de 22 de Fevereiro, Tomás de Montemor investe na associação entre o gases de estufa e os incêndios ocorridos recentemente na Austrália. Tal associação tem ainda implícita os conceitos de Alterações Climáticas e Aquecimento Global. O que pessoas como o Tomás de Montemor descohecem, é que tais fogos tiveram outras origens, especialmente uma gestão criminosa da floresta australiana, influenciada pelos pensamentos ecologistas. Não sou eu que o digo, são os australianos bem informados!

Para perceber do assunto, é preciso primeiro verificar que no passado houve fogos bem maiores. Nomeadamente em 1851, 1939 e 1944, em que a área ardida chegou a ser várias vezes superior à deste mês. E não havia notícias de Aquecimento Global nessa altura. Depois, perceber que a política Verde australiana impede as pessoas de se protegerem, nomeadamente criando uma área de segurança à volta de suas casas. Que o diga Liam Sheahan, que pagou uma multa de 50000 dólares australianos por ter cortado árvores em 2002, para proteger a sua casa. Hoje, é a única que permanece de pé na zona, pelo que o valor da multa teve finalmente o seu retormo. No final de contas, o resultado desta política Verde é uma Natureza negra!

Curiosamente, não há consciência que este cenário está prestes a repetir-se em... Portugal. A gestão florestal tem sido desastrosa, e ainda não apreendemos com os fogos de 2003 e 2005. Em vez de nos preocuparmos com a gestão dos combustíveis florestais, temos investido em meios de combate, e os governantes congratulam-se com os resultados! Este ano, com a precipitação já verificada, bastarão uns dias de calor para que os Kamovs, e companhia, de nada valham!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Recompensa da multa

Muitas são as notícias que tem vindo a lume sobre os incêndios recentes da Austrália. Sobre as desgraças humanas, ecológicas e outras, já muito se falou. Sobre as causas, pouco, quase todas atribuídas ao Aquecimento Global.

O que poucos sabem é que a Austrália tem políticas muito fortes de protecção da Natureza. A proibição do corte de árvores e mesmo de mato são uma imposição da política Verde, deste e de anteriores Governos. O resultado desta política Verde é uma natureza negra!

No link abaixo podemos nos congratular com a história de uma família. Liam Sheahan, em 2002, pegou num bulldozer e arrancou 250 árvores na sua propriedade, para proteger a sua casa do fogo. Foram perseguidos e acabaram por ter de pagar cerca de 100.000 dólares australianos de multas e custas judiciais. Agora chegou a recompensa: Todas as casas à volta da sua arderam, em vários quilómetros. Mas a sua ficou incólume, bem como o terreno à volta.

O mesmo está prestes a acontecer em Portugal. Como Henrique Santos refere no seu blog ambio, "ficou nessa altura (fogos de 2003/2005) claro que a questão da gestão de combustíveis é central na matéria.". E tudo o que está a ser feito está a sê-lo no sentido errado.

Por isso, preparem-se! O próximo Verão em Portugal pode ser muito parecido. Especialmente depois destas últimas semanas de chuva, que muito vão contribuir para o crescimento da massa florestal.

www.smh.com.au/national/fined-for-illegal-clearing-family-now-feel-vindicated-20090212-85bd.html

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Desproporção de meios

Acabou a fase Charlie, dos fogos florestais. Estiveram mobilizados durante vários meses (pelos menos três no terreno), 9642 elementos, 2266 veículos e 56 meios aéreos. Até 15 de Setembro arderam 10105 hectares.

Façam-se contas. Um elemento (homem) quase por hectar ardido, 1 veículo por 5 hectares e um meio aéreo por 200 hectares. Pergunta: quanto é que estes meios não poderiam fazer na limpeza das matas do país?

Em vez disso, passaram umas ricas férias... Para o ano, no início do ano, comecem é a limpar o mato...

www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=57DD5193-0889-4F40-B872-F63A0B692539

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Veículo da treta

É mais uma invenção portuguesa. A SIC classifica-o como veículo inovador. Na verdade, é um veículo da treta. Luis Nunes, um empresário de Vila Real, criou o MSM, derivado de um veículo militar inglês. Permite uma aproximação mais directa aos fogos, onde as pessoas não chegam. Quais as suas virtudes? Tem 260 cavalos, vidros à prova de fogo, controlo remoto. Tem um depósito de 500 litros de gasóleo, que lhe garantem uma boa autonomia.

O governador civil de Vila Real gostou do que viu. "Merece um apoio, é um investimento muito grande. O apoio não está garantido, tem de ser trabalhado", disse. Bem pudera! O empresário já investiu cerca de 250 mil euros no MSM. Miguel Fonseca, comandante dos bombeiros Cruz Verde, de Vila Real, é mais atinado: "Pela realidade dos bombeiros, seria muito complicado sustentar uma máquina destas"

Por esse dinheiro arranjam muitos tractores para cortar mato. Muito maior eficiência!

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/Veiculo+inovador+apresentado+esta+semana.htm?wbc_purpose=baMODEld%25C2%25A2

sábado, 12 de julho de 2008

Kamovs não servem para quase nada

Não tem havido incêndios. Até tem chovido. E os helicópteros adquiridos pelo Estado não servem para transportar brigadas. Nem doentes. Ou seja, não servem para quase nada... O cenário é tão mau, que foram alugar os Bell dos anos anteriores!

Um comandante da ANPC (Autoridade Nacional de Protecção Civil) disse ao DN que "tem existido uma enorme controvérsia com estes aparelhos, que não foram concebidos para transportar pessoal, mas apenas carga suspensa" e que a situação "é do conhecimento da ANPC, que a considera sensível e reservada pelo que o assunto não se tem discutido".

http://dn.sapo.pt/2008/07/09/nacional/helicopteros_kamov_transportam_doent.html

sexta-feira, 21 de março de 2008

Floresta: Cuidar em vez de arborizar

Em pleno Dia Mundial da Floresta, é reconfortante ver um artigo com uma visão correcta do que deve ser a gestão das florestas. Como se dizia num dos primeiros posts deste blog, importante não é plantar árvores, mas evitar que elas ardam. No artigo do Diário de Notícias, um professor do Instituto Superior de Agronomia resume: "Nas últimas décadas arborizou-se mas o homem foi-se embora das zonas rurais e das florestas, votando-as ao abandono. E ardeu tudo".

É por isso que é interessante ver como os políticos continuam a investir contra o touro de lado. O Ministro da Administração Interna, hoje, no seu melhor: "Temos hoje um exército bem preparado para fazer frente a este fenómeno" dos fogos florestais. E continua com "56 meios aéreos, cerca de 2300 viaturas, e que abrange mais de 9600 homens e mulheres". Nenhum deles na prevenção, apenas no combate...

http://dn.sapo.pt/2008/03/21/centrais/floresta_cuidar_vez_arborizar.html
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1323330

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

30% de CO2 derivado de fogos florestais

No filme da Verdade Inconveniente, o Al Gore refere perto do final do filme que 30% das emissões de CO2 derivam dos fogos florestais. 30%! E mais nada refere...

Há duas hipóteses: ou é verdade, ou é mentira. Como não consegui encontrar uma resposta, há que analisar cientificamente a afirmação:

Se é verdade, porque não se faz algo por diminuir os fogos florestais? 30% parece-me um valor significativo! Porque é que durante o filme não há uma única referência adicional a este aspecto?

Se é mentira, então é mais uma do filme...