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sábado, 31 de julho de 2010

Obras da treta em Foz Côa

A história do que se passou em Foz Côa nos últimos 20 anos é um exemplo do melhor que se faz em Portugal. Um conjunto de rabiscos, muito mais rudimentares que os da foto ao lado, feitos provavelmente por uns homens bêbados do Paleolítico, suspendeu a construção de uma barragem. As motivações políticas foram claramente superiores às da arqueologia, mas a tomada do poder por parte dos socorristas das gravuras só trouxe problemas às gentes daquela terra, obviamente iludidas...

Primeiro prometeram-se mundos e fundos. 200000 visitantes anuais tornaram-se em apenas 16592 visitantes mais de 10 anos depois, em 2007. A população obviamente não compreende o barrete. Infra-estruturas de acesso estão quase como que há 15 anos, e é bem provável que o visitante enjoe duas vezes no processo, primeiro nas curvas antes de chegar, e depois ao ver as gravuras... No meio disto tudo, os novos autarcas entenderam que até era interessante fazer uma mini-hídrica (Catapereiro), mas planeamentos da treta obviamente nem para pagar ao banco dão... Para além da parede da mini-hídrica, os autarcas que entretanto já foram despedidos, pareciam especialistas em outros muros da treta! Mesmo a actual Ministra da Cultura revela a insensatez de outros tempos, na forma como defende a barragem do Tua...

Tudo isto nos vem à memória, no dia em que o nosso Socras declarou que "este museu é a gravura que nós deixamos às futuras gerações". Depois de se enterrarem 18 milhões de euros neste mamarracho, vou ficar de olho nas estatísticas de visitantes, que terão que pagar 5 euros para verem não sei o quê... Daqui a umas centenas de anos, tal como hoje, nada recordará o estado de embriaguez mental dos autores de ditas gravuras!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O grande Obama

Já aqui nos referimos muitas vezes ao grande Obama. Em particular, o presidente americano tem o dom de enfurecer os ambientalistas, que o esperavam como um salvador! O Andrew Revkin escreve no New York Times aquilo que já havíamos referenciado (realces da minha responsabilidade):

Clearly there are many forces impeding congressional action on climate besides a lack of presidential assertiveness, but here are some things that Obama has not done:

- He has not given a substantial speech focused on the responsibility of the world’s greatest emitter of greenhouse gases to face up to the long-term risks posed by the rising human influence on the climate system and pursue the opportunities that lie in a sustained “energy quest.” There is a path toward action that can avoid the paralysis around the cap-and-trade concept that has become the best friend of stasists seeking status-quo energy policy. Perhaps after the November elections, the path toward a new framing on the climate issue is possible. We’ll see.

- He has not invited a variegated stream of researchers and analysts of climate science and policy to the White House. Whatever you think of the climate policies of President George W. Bush, at least he did this in his first year, forcing his cabinet — not lower functionaries — to sit through something like a dozen sessions of what amounted to “Climate 101.”
(...)
- Obama has also failed to challenge fossilized foes of meaningful action on energy and climate change, from Senator James Inhofe to the many conservative columnists — along with some liberals — who’ve distorted the American discourse on climate into an either-or debate over beliefs little different than that on abortion or gun rights.

Os alarmistas mais radicais falam do falhanço da presidência de Obama. A revista Rolling Stone já efectuou as condolências à legislação climática, declarando que descanse em paz! Muitos mais artigos são de leitura obrigatória, para perceber como eles estão aflitos! Mas, será que, será que o Obama é um céptico?

sábado, 10 de julho de 2010

Contas, como deve ser, do ministro

Ouvi ontem o ministro António Mendonça na rádio e gostei. Mas fiquei logo a pensar como iria um país reagir a contas como deve ser. As palavras do ministro foram cruas e cruéis (realces da minha responsabilidade):

Depois de começar a sua intervenção na Comissão Parlamentar das Obras Públicas a dizer que, tendo em conta o custo de passageiro/ano da Linha do Tua (que atinge os 29 mil euros) "quase mais vale dar um carro a cada um" dos utentes, António Mendonça considerou que "é preciso encontrar sistemas de transportes adaptados às necessidades de cada época, numa base objectiva, que deve ter uma referência económica, ambiental e energética".

Já no passado observamos aqui (1)(2)(3)(4) a barraca que é a linha do Tua. O problema dos ambientalistas não é a linha do Tua, onde aliás a grande maioria deles nunca pôs, nem porá, os pés. O que eles pretendem evitar é a construção da barragem. Aliás, as contas do Mendonça deviam ser feitas para outras barracas nacionais, sabendo por exemplo quanto custou cada utente do Parque Arqueológico do Vale do Côa, nomeadamente em função da energia não produzida?

É por isso que os Media praticamente não deram cobertura a esta notícia. É inconveniente. É difícil interpretar contas tão simples! Mas, se alguém colocar uns mexilhões lá no rio, podem apostar que vão noticiar com grandes parangonas...

terça-feira, 22 de junho de 2010

O estado do crime

Uma das queixas recorrentes que faço dos Media portugueses é a falta de jornalismo de investigação. Tal é especialmente verdade nos Media públicos, que não são supostos investigarem o que quer que seja, senão divulgar a propaganda oficial. Por isso, a reportagem "O estado do Crime" da TVI, via Blasfémias, do jornalista Rui Aráujo, com imagem de Rui Pereira e montagem de Carlos Lopes, é de louvar! Depois da brilhante reportagem da "Máfia Lusitana", também do mesmo jornalista da TVI, não deixem de perder esta! E perguntar por onde andam as ONGs do Ambiente?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Deixem-se de conversa

O novo primeiro-ministro inglês David Cameron, e o primeiro-ministro sueco Fredrik Reinfeldt, num artigo conjunto no Financial Times de ontem, começam por relatar como se conheceram:

We first met in Stockholm three years ago. Our discussions were all about issues such as education and climate change. The economy barely came up.

Re-encontraram-se esta semana em Bruxelas. Parece que a conversa foi outra:

So when we meet in Brussels today, the economy will dominate discussions. We are agreed there are four clear steps we need to take to ensure that Europe thrives and prospers.

Dessas quatro medidas, certamente a educação e as alterações climáticas se encaixarão numa delas:

First we need to get a grip on our debts. (...)

Second, we need to fix our financial sector. (...)

The third step is creating the conditions for growth. (...)

The fourth step to a prosperous Europe is to fight protectionism. (...)

Mas, nem uma palavra sobre os temas que os reuniu inicialmente! O que eles sugerem é que nos deixemos de conversas, nomeadamente sobre as alterações climáticas, e que passemos à acção naquilo que realmente é importante:

The time has come for the EU to stop talking and start taking action - on debt, on fixing the banks, on creating the conditions for growth, on promoting free trade.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Défice Tarifário em Espanha

A electricidade vai subir significativamente em Espanha. Tudo função do monstruoso défice tarifário de nuestros hermanos, do qual falamos recentemente, mas que entretanto parece ter engordado ainda mais. Segundo o diário El Mundo, o monstrozinho é actualmente de 18 mil milhões de euros, o que significa quase 400€ por cada espanhol!

O tema ganhou relevância política em Espanha, por ter sido debatido ontem no Congresso lá do sítio. Perante as evidências, e a necessidade de aumentar o preço da electricidade, Zapatero culpou Aznar da necessidade dessa subida! Os políticos são assim, e não tardará Sócrates a seguir a culpabilização do seu grande amigo espanhol.

Mas olhando para os gráficos, a história é outra. Atente-se no gráfico acima, retirado deste excelente documento, que evidencia apenas a evolução do monstro até 2008. Para quem não sabe, Zapatero tomou cargo como primeiro-ministro de Espanha em Abril de 2004...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ecologia à muçulmana

Já há mais de meio ano que não falavamos aqui do Príncipe Carlos. Mas como ele não tem noção das barbaridades que diz, ao ponto de já nem a assistência militante o levar a sério, como a foto documenta, é preciso continuar a expôr estes príncipes da treta.

Na semana passada, o príncipe de Gales sugeriu aos ecologistas que levassem uma vida à maneira dos muçulmanos. É preciso seguir os seus princípios espirituais para proteger o ambiente... Até porque as outras religiões também o sugerem, mas para Carlos, cristão praticante, e futuro líder da Igreja de Inglaterra, o Islão é o melhor exemplo... Até porque Carlos andou a estudar recentemente o Alcorão, afirmou ele no Centro de Estudos Islâmicos de Oxford. Mas olhando para partes do discurso, é díficil perceber se isso está de acordo com o Alcorão:

Many of Nature's vital, life-support systems are now struggling to cope under the strain of global industrialization. How they will manage if millions more people are to achieve Western levels of consumption is highly disturbing to contemplate. The problems are only going to get much worse. And they are very real.

Segundo Carlos, não só devemos obrigar o terceiro mundo a continuar pobre, como a culpa é do Galileo:

This imbalance, where mechanistic thinking is so predominant, goes back at least to Galileo's assertion that there is nothing in Nature but quantity and motion. This is the view that continues to frame the general perception of the way the world works and how we fit within the scheme of things. As a result, Nature has been completely objectified – “She” has become an “it” – and we are persuaded to concentrate on the material aspect of reality that fits within Galileo’s scheme.

Mas o que mais impressiona são as múltiplas referências às teorias catastróficas de Malthus, pouco islâmicas, e que estão por todo o lado no discurso, como é o exemplo seguinte:

The experts suggest that, in theory, the Earth could support 9 billion people, but not if a vast proportion is consuming the world’s resources at present Western levels. So the changes have to be essentially two-fold. It would certainly help if the acceleration slowed down, but it would also help if the world reduced its desire to consume.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O exemplo de Rosa Coutinho

Hoje morreu Rosa Coutinho. Quem conhece a realidade sobre o que se passou em Angola nos anos 70, deve saber que este foi um dos portugueses mais baixos de que rezará a História. A carta expressa ao lado é um exemplo crasso da dignidade deste "Almirante". Para que a História não seja esquecida, junto a parte mais esclarecedora da carta, uma forma reconhecidamente cruel de baixar a pegada ecológica, dos portugueses, na altura:

Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, afim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à Terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. O FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e de sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruine toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A separação de Gore

Al Gore e Tipper Gore eram casados há 40 anos. Tinham quatro filhos, já todos adultos. Separaram-se, soube-se hoje. Não se sabe se Al fica agora mais livre para espalhar as suas mentiras, ou se Tipper o topou... Nada que não se venha a saber proximamente. Entretanto, residências com pegadas de carbono elevadas não lhes faltam...

domingo, 30 de maio de 2010

20 Motoristas do primeiro

Uma notícia do outro dia, no Correio da Manhã, evidencia como estratégias públicas contribuem para que o desemprego não seja maior em Portugal. De acordo com a notícia, só o primeiro-ministro contratou 12 motoristas. Fui procurar no Diário da República online a confirmação da notícia, e verdade, ela aqui está!

Mas uma pesquisa rápida no Google revela mais motoristas do primeiro-ministro. Neste exemplo há mais seis motoristas, com mais um aqui, e outro aqui. Ao todo 20 motoristas, só para o primeiro-ministro, um contraste significativo com outros exemplos, como o do novo Governo inglês, que conforme esta notícia do Público, dá o exemplo doutro modo:

Os ministros deixarão ter um motorista particular para conduzir o seu carro, salvo em "circunstâncias muito excepcionais". O secretário do Tesouro britânico, David Laws, que quando assumiu o cargo abdicou do seu Jaguar com motorista, disse mesmo esperar que os ministros vão para o trabalho "a pé ou de transporte público sempre que possível".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Copenhaga como realmente foi


Já tinha visto a versão em alemão, mas com subtitles é muito melhor! O mais elucidado parece ser Barack Obama, aos 6:30 do vídeo, quando já preparava as suas férias no quentinho Hawai:

"We're not staying until tomorrow. I'm just letting you know. Because all of us obviously have extraordinarily important other business to attend to."

terça-feira, 20 de abril de 2010

Chéché Soares

Já todos sabemos que o Mário Soares está completamente chéché. Já o havíamos aqui constatado, no primeiro dia deste ano, com as previsões de algumas desgraças naturais, função dos "excessos climáticos" [sic]. Agora, via Beijokense, damo-nos conta que o Soares actualizou a sua lista de desgraças... No artigo de opinião no DN, destacamos estes disparates:

A natureza e a humanidade desencadearam os seus respectivos demónios, que parecem estar, cada vez mais, à solta. A natureza, nos diferentes lugares da Terra, tem-nos trazido, sucessivamente, tsunamis, ciclones, maremotos, inundações, ventos ciclópicos, tremores de terra e, agora, erupções de vulcões, na distante Islândia, que paralisaram os aeroportos da Europa do Norte, e não só. Um espectáculo triste e nunca visto.

Começou bem. O homem admite mais à frente que é velho. Não diz é que não percebe nada de História! Senão, podia ir a uma qualquer enciclopédia (ele Internet não deve usar...) e investigar as desgraças de Krakatoa, o Tambora ou o Laki, só para citar os mais recentes! Estes últimos são vulcões, mas tremores de terra também os há para todos os gostos... Porque isto do nunca visto é tudo menos verdade!

São fenómenos naturais normais, dirão alguns, mais desatentos. Para aqueles que já vivem há mais de oito décadas, como eu, e nunca viveram nem tiveram conhecimento de nada semelhante, pela conjugação sucessiva de tantas catástrofes naturais, é prudente interrogarmo-nos: será que a mão inconsciente e desastrada do homem, que agride e maltrata o planeta e compromete os seus equilíbrios naturais, não terá nestes factos a sua dose de responsabilidade?

Ora, cá está! Ele é velho e ainda por cima senil. Que ele não tenha tido conhecimento de nada semelhante é mesmo demência, ou então estupidez! Mas qual será a teoria da conspiração de que ele é adepto? A de que foram os Americanos que puseram uma bomba nuclear por baixo do Eyjafjallajokull?

Não sou cientista nem tenho conhecimentos bastantes para poder ser ouvido e responder. Limito-me a pôr a questão.

Este frase até é admirável! Está chéché, senil, e não percebe nada do assunto!!! Porque lhe pagam (ainda por cima) para escrever estas baboseiras???

A recente Cimeira de Copenhaga, que devia condenar o aquecimento global, foi um fracasso, como se sabe, em virtude do acordo suspeito estabelecido, à última hora, entre os Estados Unidos e a China, que, por coincidência ou talvez não, são os dois maiores poluidores mundiais. A verdade é que conseguiram paralisar, por uns meses, a Europa - à qual não atribuíram a menor importância - e várias delegações vindas de outros continentes...

É o que eu digo: teoria da conspiração no seu melhor! Querem ver que ele pensa que o presidente americano, ao regressar de Copenhaga, passou pela Islândia, e deixou lá tudo preparado?


Pior do que isso. Apareceram cientistas que contrariaram abertamente o pensamento da esmagadora maioria dos ecologistas, afirmando que o aquecimento global não é provocado pelo homem nem pelo abuso excessivo do emprego de combustíveis derivados do petróleo. É um facto natural, disseram e repetiram. Portanto, não há responsáveis. A ganância dos homens é capaz de prosseguir, em defesa dos seus interesses imediatos, sem sequer afectar as suas boas consciências, se as tiverem...

Esta linha de raciocínio é enviesada... O abuso excessivo do emprego de combustíveis derivados do petróleo talvez tenha resultado numa qualquer cavidade, que desencadeou a fúria da Mãe Natureza? Não tinha pensado nesta hipótese...

Acredito que, no próximo encontro internacional ecológico, a verdade científica seja reposta e as grandes potências sejam obrigadas a respeitar as regras que visam limitar radicalmente o aquecimento global.

Este senhor percebe muito bem como estas reuniões da ONU funcionam. São os políticos que vão repôr a verdade científica! Nesse encontro internacional ecológico (nunca se sabe em qual deles o Mário está a pensar), as grandes potências vão ser doutrinadas por quem? Pelo Chavez? Mas este, coitado, quer é vender mais petróleo...

Mas o mundo não está só perigoso por causa das catástrofes naturais que se sucedem, com indubitável maior frequência. O terrorismo global continua a fazer estragos, desde 2001. Vários países (excessivos, a meu ver) dispõem da bomba atómica. É preciso limitá-los.

Pois claro, a teoria da bomba tinha que voltar. O Mário Soares deve estar a pensar num tratado mundial que vise impôr a proibição da sua colocação debaixo de vulcões...


Realmente, não é só a economia que está desregulada e a política incerta e insegura, à espera de melhores dias - não sabemos quantos - para vencer a crise. É também a natureza, com tantas catástrofes sucessivas. É tempo de a cidadania global abrir os olhos e reagir.

É isso! A cidadania global procurará abolir o Aquecimento Global! No mundo de trevas que se seguirá, uma Nova Ordem Mundial reinará!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Falência tuga

A recente erupção do vulcão na Islândia, com todas as consequências que está a ter no tráfego aéreo, e que vai continuar a ter, levou-me a dar mais atenção a duas notícias envolvendo a política de transportes em Portugal: o novo aeroporto e o TGV. Os ecologistas da treta estão de mãos e pés atados, e não dão uma para a caixa. Sendo primariamente contra o progresso, é estranho não se fazerem ouvir...

Para o novo aeroporto, as ameaças de não construção já se fazem sentir. O problema é que o aeroporto actual seria mais que suficiente, com duas pequenas obras, conforme se pode ver aqui: um taxiway alternativo e uma limpeza de Figo Maduro, e já agora de parte do Prior Velho, da qual retirei a imagem acima.

Mesmo que isso fosse insuficiente, Alverca seria uma óptima alternativa, sobretudo para as lowcost: monta-se um barracão, como o fazem os espanhóis, e está um aeroporto prontinho para receber turistas! Ou porque acham que os turistas andam de low-cost? Será para admirar a sumptuosidade dos nossos aeroportos, dos seus magníficos lounges, ou do novo SPA? É claro que alguns vão dizer que Alverca não serve por estar no enfiamento da Portela, mas esse argumento é muito facilmente desmontado!

No TGV, a palhaçada é semelhante. Nas últimas notícias que li, sobre a aprovação do primeiro contrato do TGV, li com estupefacção, que para além das duas linhas do TGV, vai haver uma terceira linha, para mercadorias! A coisa, que anda bem escondida, ainda piora: a construção vai-se fazer em bitola ibérica, coisa com que os próprios espanhóis já estão a acabar! Para disfarçar a coisa ainda mais, prepara-se tudo para mudar para bitola europeia, com os custos obviamente acrescidos!!! E juntam-se aos comboios mais uns eixos telescópicos, com novo aumento de preço nestes... Dá para acreditar?

Regressando à duvida inicial. Esta corja de ambientalistas oportunistas está-se a alimentar. Todos sabemos que uma fera não constitui perigo quando se alimenta; assim são os ambientalistas. Assim que se acabarem os estudos e as avaliações destas mega-obras, os abutres regressarão esfomeados. Para se alimentarem com mais estudos e análises...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mais do mesmo


Em vésperas de ser publicamente confrontado com a sua política energética, Sócrates fez ema visita surpresa a Évora, para enaltecer o avanço português nos domínios da energia. Afinal somos os maiores, uma e outra vez, sendo supostamente reconhecidos lá fora, por sermos pioneiros das maiores aberacções energéticas, que ensinamos cá dentro.

Hoje Sócrates foi mais do mesmo, sobre o InovCity:
  • "Este é um dos projetos mais inovadores da Europa"
  • "A EDP, ao longo destes dois anos, foi capaz de chegar a este ponto, de fazer uma experiência piloto numa cidade de média dimensão como Évora"
Estes políticos que pensam assim não sabem que todos nós podemos utilizar a Internet, para provarmos rapidamente o ridículo das suas declarações. Reparem nos seguintes exemplos, extraídos da página do Wikipedia sobre contadores inteligentes, que até peca por falta de actualização:

Itália:
The world's largest smart meter deployment was undertaken by Enel SpA, the dominant utility in Italy with over 27 million customers. Between 2000 and 2005 Enel deployed smart meters to its entire customer base.

Reino Unido:
Smart meters were first introduced as a standard in the United Kingdom in September 2008 by First Utility, primarily for their customers in the East and West Midlands

Países Nórdicos:
Northern Europe became the hotspot for AMM in Europe in 2003 when Sweden announced the decision to require monthly readings of all electricity meters by 2009.

Canadá:
The Government of Ontario set a target of deploying smart meters to 800,000 homes and small businesses (i.e. small "general service" customers under 50 kW demand) by the end of 2007, which was surpassed

Estados Unidos:
Austin Energy, the nation's ninth largest community-owned electric utility, with nearly 400,000 electricity customers in and around Austin, Texas, began deploying a two-way RF mesh network and approximately 260,000 residential smart meters in 2008. More than 165,000 two-way meters have been installed by spring 2009

Nova Zelândia:
In November 2005, energy supplier Meridian Energy introduced the usage of smart meters in the Central Hawkes Bay area with over 1000 households participating. By late 2006, over 6,300 smart meters had been installed as part of the initial trial

terça-feira, 16 de março de 2010

José Trocas-te


Hoje de manhã havia referenciado
a apresentação que José Sócrates faria hoje sobre a Estratégia Nacional para a Energia. Eu sei que o primeiro-ministro se embrulha nisto da energia e alterações climáticas; todavia, nem imaginava que fosse possível apresentá-lo como ele é neste domínio: José Trocas-te...

O conhecido boneco da Contra-Informação, da RTP, não teria certamente esta política. O verdadeiro conta o emprego criado, mas não o destruído. Ele promete energia solar em quantidades 10 vezes superior, mas esquece-se de incorporar as últimas tendências. Segundo o Expresso, para além de tudo o resto, a diferença desta vez "é que em vez de entusiasmo acrescentou raiva, muita raiva, às palavras do seu discurso". Por isso, do dia de hoje rezará certamente apenas a seriedade do speaker, e não o plano Novas Energias...

terça-feira, 9 de março de 2010

España Gate

O Expresso fez eco este fim de semana de um estudo de Gabriel Calzada, já com um ano, atempadamente referenciado neste blog. Há muita gente encavacada neste domínio, e até o próprio Obama se referiu a Espanha, oito vezes, como o exemplo a seguir... Se as coisas estavam mal, o pior acabou de chegar!

O Competitive Enterprise Institute fez um pedido ao abrigo do FOIA (Freedom of Information Act), solicitando a informação sobre a forma como oficialmente os Estados Unidos responderam aos estudos de Calzada, e também doutro estudo dinamarquês, também aqui referenciado no blog há seis meses atrás. A documentação recolhida permitiu averiguar que a resposta governamental foi feita com a intervenção dos grupos de lobby que se batem pela energia eólica nos Estados Unidos.

Adicionalmente, foram divulgados emails, ao abrigo do FOIA, que mostram um cenário aterrador. Em vez de se concentrarem em defender os argumentos técnicos, e discutir os dados de Calzada, os emails concentram-se nas implicações políticas do estudo de Calzada, e como o desacreditar! Oportunamente, transcreveremos aqui excerptos destas pressões.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Areia para os olhos dos madeirenses

A história do radar meteorológico para a Madeira tem sido a forma que o IM arranjou para disfarçar o seu inqualificável falhanço na previsão do dilúvio que se abateu sobre a Madeira, no passado fim de semana. Como diz o DN, foi necessária a ocorrência de uma tragédia da dimensão da que agora aconteceu na Madeira para o Ministério da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, dar luz verde à instalação de um radar meteorológico no arquipélago.

O Ministro diz que o radar até foi anunciado antes da tragédia, na semana passada, no dia 16. Ele esquece-se é de dizer que já deu luz verde ao projecto em 2008, mas que se esqueceu de avançar com o financiamento. À TSF, Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia, afirmou que a instalação de um radar meteorológico na Madeira "entrou no quadro de preocupações" do IM, mas não quis precisar uma data para a colocação do aparelho pois esta implica "capacidade de financiamento". Mas para Victor Prior, delegado do IM na Madeira, a coisa não é bem assim, sendo que ele dizia antes da tragédia, na semana passada:

Seguramente que será um bom investimento, daqui por três a cinco anos. É algo em que o IM está empenhado e eu, como meteorologista, sinto também a falta desse equipamento que nos permite fazer uma vigilância à volta da Madeira de cerca de 200 quilómetros

Mas, para que serve o radar? Segundo o presidente do IM, a inexistência de um radar na ilha "dificulta a previsão destes fenómenos que poderiam ser antecipados entre quatro a cinco horas antes de tudo acontecer". Mas para o Ministro, que falava hoje na Assembleia da República, o radar permite "antecipar talvez em duas ou três horas o alerta emitido". O Delegado do IM na Madeira, esclarece:

O nosso interlocutor considera que as informações por radar são das mais importantes em termos de observação meteorológica, possibilitando acompanhar de 5 em 5 minutos a evolução de células conectivas, associadas a situações de precipitação intensa, em vez dos actuais 15 minutos através das imagens de satélite, com um atraso de 5 a 10 minutos.

Afinal, eles até têm imagens de satélite, que são actualizadas de 15 em 15 minutos!!! O radar permite acompanhar de 5 em 5 minutos. Ainda estão a seguir o raciocínio do Adérito e do Ministro?

E quanto é que custa? A maioria diz que são dois milhões de euros. No Jornal da Madeira, o investimento é de 3 a 4 milhões de euros. Não fiquem admirados se a coisa derrapar muito...

Pensando bem, os radares também não funcionam sozinhos. O problema parece ser diferente: o de tratar os dados de satélite, os tais que até estão disponíveis de 15 em 15 minutos. Será que há quem trate disto localmente na Madeira? Uma rápida observação ao "Plano de Actividades 2009" do Instituto de Meteorologia (o último disponível) revela (pag. 139 e seguintes) que são 20 os recursos humanos da Delegação Regional da Madeira (DRM). Repare-se na Memória Descritiva das Actividades da DRM, com especial destaque para as da DRM02:

DRM01Criar condições para uma maior frequência no referente às manutenções periódicas às estações (Estações Meteorológicas Automáticas e Clássicas).
Substituição de alguns equipamentos das Estações Clássicas com particular destaque para as estações dos Aeroportos da Madeira e Porto Santo.
Acções de formação nos locais de trabalho dadas por pessoal do COBE e do CMAE.
Promover conjuntamente com outras UO do IM a instalação de pelo menos mais duas Estações Meteorológicas Automáticas.
DRM02Centro Meteorológico do Aeroporto do Porto Santo: Substituição do pavimento em 2 salas, substituição de persianas das janelas, arranjos e pintura da vedação do parque meteorológico. Colocação de uma protecção no varandim que ladeia o Centro.
Centro Meteorológico do Aeroporto da Madeira: Substituição dos pavimentos, arranjo nas canalizações, loiças sanitárias.
Observatório do Funchal: Substituição dos pavimentos em 4 salas, arranjos e envernizamento do pavimento em 3 salas. Arranjo nos sanitários (homens), substituição de loiças, chão, azulejos de paredes e 2 portas interiores. Substituição da rede de água antiga (50 anos).

Resumindo, sem ovos não se fazem omoletes. Mas de que vale a pena ter os ovos, se não se têm quem os cozinhe???

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Abandonar barco!

Yvo de Boer demitiu-se hoje do cargo de secretário executivo da Convenção da ONU para as alterações climáticas. É um dos primeiros comandantes a abandonar o barco. Curioso é o facto de ir trabalhar para a esfera privada, na empresa de consultoria KPMG, enquanto conselheiro global para o clima e sustentabilidade. Ele até admitiu que começou a procurar emprego no final de 2009. Mais um que vai ganhar dinheiro à custa do Planeta! Talvez os exemplos vindos a lume de Pachauri o tenham motivado! E talvez agora Pachauri lhe retribua, demitindo-se também?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pedro passadus

O semanário Sol, na sua edição deste fim-de-semana, dá uma ideia da macacada em que vivemos. Mas não foi a leitura das primeiras páginas que mais me marcou. Antes, o artigo de José António Lima na última página impressionou-me muito mais. Então não é que Steven Chu é uma grande inspiração para o Pedro Passos Coelho? Ou seja, depois de Sócrates, ficamos a saber que, se Pedro Passos Coelho chegar a algum lado, no dia seguinte, tudo o que ele disser pode ser desdito!

A associação de ideias que Pedro Passos Coelho cita no último capítulo do seu livro é absolutamente confrangedora. Steven Chu havia afirmado em Setembro de 2008 que "Somehow we have to figure out how to boost the price of gasoline to the levels in Europe". Nessa altura, o galão de gasolina estava a 8 dólares na Europa... Mais tarde Chu até admitiu no Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos, a estupidez da sua argumentação:

REP. STEARNS: No. But somehow, your statement, “Somehow we have to figure out how to boost the price of gasoline to the levels in Europe,” doesn’t that sound a little bit silly in retrospect for you to say that?
SEC. CHU: Yes.

Chu é igualmente um vidente/astrólogo. Gosta muito de afirmar as certezas sobre como será a Terra daqui a 100 anos: "At no other time in the history of science have we been able to say what the future will be 100 years from now.". Nem Nostradamus foi tão assertivo!

E depois, ele é o cientista louco. Desde pintar os telhados de branco, passando pelos seus pesadelos carbónicos, até às seus assustadoras previsões sobre furacões e subida dos níveis dos mares, que todos sabemos não se estarem a verificar, Chu é um verdadeiro palhaço nesta discussão dos temas climáticos.

É claro que na Internet o gozo é geral. Depois do efeito Gore, descobriu-se o efeito Chu. Se ele diz qualquer coisa, o inverso começa rapidamente a acontecer. E é isto que inspira Pedro Passos Coelho???

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma casa branca para o Al Gore


Muitos leitores têm-me feito chegar notícias sobre a dimensão da tempestade de neve que nos últimos dias tem afectado a costa leste dos Estados Unidos. A coisa está tão branca que foram batidos recordes históricos da maior queda de neve num Inverno, na região de Baltimore-Washington, e que remontavam a 1898-99. Até o Obama está impressionado, e chamou a esta tempesatade um Snowmageddon...

Mas a parte que achei mais interessante foi o cancelamento de sessões no Senado envolvendo os impactos do Aquecimento Global! O gozo é geral, e anoto aqui as provocações mais interessantes:

Jim DeMint: It's going to keep snowing in DC until Al Gore cries "uncle"
Mitch McConnell: Where’s Al Gore when we need him?

Mas Al Gore tem razões para estar contente. Tem uma casa nova. Cortesia dos netinhos do Jim Inhofe!