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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pela calada dos gabinetes

A notícia vi-a primeiro na Agência Angola Press. Depois no nosso alarmista Público. Numa época de crise, em que todos somos obrigados a apertar o cinto, a Ministra Dulce Pássaro e a Ministra do Ambiente de Angola, Fátima Jardim, assinaram um memorando de entendimento no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre alterações climáticas. Este memorando vem na sequência das decisões de Copenhaga, e visa supostamente a redução de emissões de gases... São três milhões de euros para os Angolanos, por ano!

Este tipo de subsídios a países que estão a lucrar desmesuradamente do preço do petróleo, é simplesmente inaceitável para os contribuintes portugueses! Estamos a pagar os nossos impostos, para a coberto de um não problema, subsidiarmos um país, que provavelmente aproveitará para reforçar as suas participações financeiras em importantes empresas da Economia Nacional. Por isso, interessa que rapidamente Dulce Pássaro explique porque anda a estoirar assim o dinheiro dos contribuintes! Será para coisas deste género que se sobe o Orçamento do Ministério do Ambiente???

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nada será como dantes!

As eleições de ontem nos Estados Unidos dão-nos a garantia de que nada será como dantes, naquela que ainda é a maior potência mundial. As políticas socialistas de Obama estão a levar a grande potência à falência, e os Americanos há muito que o toparam... A Câmara dos Representantes foi tomada, literalmente, pelos Republicanos, o que garantirá certamente que as propostas loucas, no domínio climático, não passarão!E mesmo que os alarmistas cantem vitória, na derrota da Prop. 23 da California, a verdade é que cerca de 40% dos votantes (decorridos 60% da contagem), ou seja mais de 2 milhões de pessoas, não se deixaram enganar, como dantes. Estas pessoas todas passaram a ser pessoas informadas, que é um seguro valiosíssimo! Estas pessoas não se deixaram enganar perante a publicidade enganosa, nos quais os oportunistas ambientais tiveram que investir alguns dos subsídios que vêm recebendo dos contribuintes...

Actualização: Foram mais de 2.8 milhões aqueles que votaram SIM à Prop. 23.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É o petróleo, senhores!

Alguns dos mais estúpidos apoiantes de Lula, como Daniel Oliveira, neste artigo do Expresso, saem-se com justificações comunas sobre o segredo de sucesso do Brasil:

O governo de esquerda de Luís Inácio Lula foi provavelmente o melhor da história do Brasil. E se, por esse mundo, com a receita da destruição do papel redistributivo do Estado, tudo falhou, o seu oposto deu certo no Brasil. Com todos os erros, o Brasil é hoje uma história de sucesso.

O que estes medíocres e tendenciosos analistas não querem perceber é que o sucesso do Lula, é o sucesso da extracção de petróleo no Brasil. Essa extracção tem vindo a aumentar significativamente ao longo da sua história. Segundo dados da Wikipedia, o Brasil era em 2008 o 14º produtor mundial. Mas estes dados são de 2008, porque em 2009 a produção de petróleo subiu 6.3%. E as perspectivas são de que se multipliquem por 3x até 2035!

É por isto, e por muitas outras, que não iremos a lado nenhum com estes Danieis, Sócrates e Obamas. Para começar, estes não têm petróleo, como Lula e, agora, Dilma, têm!

sábado, 30 de outubro de 2010

Abram os olhos!

Via Espectador Interessado, tomei conhecimento das palavras de um artigo do Público, de Campos e Cunha, ex Ministro das Finanças. O mesmo artigo parece estar disponível integralmente aqui, e saiu ontem, sob o título "A década perdida". Campos e Cunha é, portanto, mais uma destacada personalidade portuguesa a abrir os olhos. Outros se seguirão... Aqui está o extracto relevante para os leitores deste blog:

(...)depois foi a moda, politicamente correcta, das renováveis, com especial destaque para os últimos 5 anos. A aposta nas energias alternativas - vento e sol - saíu caríssima às famílias e às empresas, que já estão a pagar a factura, com perdas acrescidas de bem-estar e competitividade.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Défice energético essencial para resolver dívida externa???

Os leitores enviam-me muitas notícias interessantes, e elas têm-se estado a acumular, devido a alguma investigação que tenho efectuado nos últimos tempos. As notícias envolvendo o disparate da energia eólica são as que se acumularam em maior quantidade...

A energia eólica atingiu a dimensão que tem, tendo como justificação a redução a nível de gases de efeito de estufa. Há apenas aqui um problema: tal não é verdade! Todas estas supostas vantagens da energia eólica são na verdade um castelo de cartas...

No Reino Unido, onde o vento sopra com muito maior intensidade que em Portugal, e onde a penetração das ventoinhas é muito menor, eles já perceberam há muito que isto é negócio que não lhes interessa. Nesta notícia podem ler como as revoltas contra as ventoinhas são às centenas, com apenas um terço a passarem a nível local, devido à fúria das populações! E a nível de Inglaterra, a taxa de aprovações ao nível do planeamento baixou 50% nos últimos doze meses!

Entretanto, na Vestas, o maior fabricante de ventoinhas, o futuro são os despedimentos. E são feitos na Dinamarca, onde mais dói! As suas acções estão em valores mínimos de 4 anos, e o caminho é para baixo...

Por cá, tivemos o fim de semana passada, o ditador Chavez a falar daquilo que não sabe, na visita à nossa fábrica do vento. Talvez lhe estejam a vender banha da cobra; mesmo assim, diz que sim, mas depois o negócio é outro, seja em casas, soja, obras-públicas, etc. Infelizmente, nesta visita, não consta que a Joana Cruz se tenha aproximado...

Adicionalmente, a ordem é avançar com os projectos o mais rapidamente possível, antes que a população se porte como a Inglesa, ou seque a têta do Estado. Já em desespero de argumentação, o nosso inarrável Ministro da Economia motiva, pelo seu discurso anti-económico, títulos absolutamente impossíveis, como o seguinte: "Vieira da Silva considera défice energético essencial para resolver dívida externa".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O buraco sem fim

No dia de hoje, a analogia gráfica que melhor se enquadra é a que referencio ao lado. Sobre Sócrates, já todos sabemos que cada dia que passa em São Bento, só contribuiu para a nossa infelicidade colectiva. Esta cambada que nos desgoverna já lá não devia estar, mas nós Portugueses gostamos de sofrer! Gostamos dos aumentos do ano passado, e não escutamos a Velha. Agora, pagamos!

Mas o PSD não está propriamente melhor! Este mês lançou o site www.cortardespesas.com. Como era minha obrigação, coloquei lá a sugestão de cortar nas tarifas feed-in. É uma opção muito mais realista do que aumentar o IVA ou cortar nos salários, e ainda tornaria a Economia Portuguesa mais competitiva. E sempre vão ser 700 milhões de euros este ano... O PSD lançou depois o Relatório Síntese das propostas recebidas, mas a minha proposta, apesar da sua dimensão, nem sequer lá apareceu. Ainda pedi uma explicação por escrito, mas obviamente posso continuar à espera!

Nada que não me admire! Afinal o PSD, e especialmente Pedro Passos Coelho, também se alimentam das energias renováveis... A Fomentinvest é um dos players nesta área, sendo bem conhecida a ligação anterior de Pedro Passos Coelho. Aliás, já aqui no passado tínhamos observado que Pedro estava passado com as suas inspirações! Conseguem topar onde ele está no filme?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Chucha da Utilidade Pública

Enquanto todos estamos a apertar o cinto, o Público descobriu ontem que há umas quantas organizações/associações a quem foi dada pelo Governo o benefício de serem declaradas de utilidade pública. Segundo a notícia do Público, "os benefícios fiscais atribuídos a estas entidades estendem-se a vários impostos. De acordo com as suas características e funções, as organizações em causa podem usufruir de isenções em sede de IRC (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas), IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e IMT (Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), que substituiu a antiga sisa.". Rapidamente meti mãos à obra para ver quem anda a chuchar na área do Ambiente. Aqui ficam algumas das que encontrei, numa pesquisa rápida, no Diário da República online:
  • O TAGIS — Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, pessoa colectiva de direito privado n.º 506770311, com sede na freguesia de São Mamede, concelho de Lisboa, presta, desde 2004, relevantes e continuados serviços à comunidade onde se insere através da promoção e do desenvolvimento de actividades de carácter cultural e científico, designadamente, da promoção do conhecimento da natureza, realizando acções e projectos nas áreas da educação ambiental e da investigação científica.
  • A ATRIAG — Associação para Tratamento de Resíduos Industriais de Águeda, pessoa colectiva de direito privado n.º 503627860, com sede na freguesia de Borralha, concelho de Águeda, presta, desde 1996, relevantes serviços à comunidade regional onde se insere, na área do ambiente, designadamente, através da promoção do tratamento e eliminação dos resíduos industriais.
  • A Campo Aberto — Associação de Defesa do Ambiente, pessoa colectiva de direito privado n.º 505093278, com sede na freguesia de Águas Santas, concelho da Maia, presta, desde 2000, relevantes e continuados serviços à comunidade onde se insere visando a defesa do ambiente e conservação da natureza, designadamente, através da edição de publicações, intervenções públicas, participações e promoção de debates.
  • A ASPAFLOBAL — Associação de Produtores Florestais do Barlavento Algarvio, pessoa colectiva de direito privado n.º 501829881, com sede na freguesia e concelho de Monchique, presta, desde 1985, relevantes serviços à comunidade onde se insere através da promoção da protecção da floresta, quer pela introdução de novas técnicas de exploração que permitam criar bases de sustentabilidade da floresta algarvia quer pela criação e manutenção de uma equipa de sapadores florestais. Coopera com as mais diversas entidades privadas e públicas, nomeadamente ao nível da administração local, com as Câmaras Municipais de Monchique e Portimão, na prossecução dos seus fins.
    Não obstante, a entidade deverá abster -se de fazer uso do estatuto para exercer actividades susceptíveis de reduzir a capacidade competitiva dos demais agentes económicos e assegurar que nos documentos enviados a autonomização dos custos e receitas relativos às actividades que não possam ser abrangidas pelos benefícios que o estatuto de utilidade comporta sem que se verifique a violação das regras da concorrência. Deve ainda, demonstrar, anualmente, a manutenção da situação de
    estabilidade e suficiência financeira.
  • A Associação Florestal e Ambiental do Concelho de Chaves, pessoa colectiva de direito privado n.º 504961934, com sede em Chaves, presta, desde 2000, relevantes serviços à comunidade onde se insere. Tem vindo a desenvolver um meritório trabalho na defesa e na gestão ambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentado dos recursos florestais e dos espaços a ele associados. Coordena uma equipa de sapadores florestais. Tem protocolos de cooperação celebrados com várias entidades oficiais, designadamente com a Câmara Municipal de Chaves.
  • A ADAPTA — Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa, pessoa colectiva de direito privado n.º 505068281, com sede na freguesia de São Martinho de Bougado, concelho da Trofa, presta, desde 2001, relevantes serviços à comunidade onde se insere através da defesa, da conservação e da melhoria do ambiente e do património natural e construído na região da Trofa, numa perspectiva da promoção do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida das populações, segundo as vertentes da educação, de informação, de formação e de intervenção, bem como da realização de acções para a resolução de problemas ambientais específicos.
  • A AGROBIO — Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, associação de direito privado n.º 501632484, com sede na freguesia de Alcântara, concelho de Lisboa, é uma organização não governamental de ambiente de âmbito nacional e registada, desde 10 de Janeiro de 1988, no Registo Nacional das ONGA e equiparadas, preenchendo os requisitos da Lei n.º 35/98, de 18 de Julho. Dedica -se à divulgação da agricultura biológica em Portugal através da sensibilização, da formação e do apoio ao desenvolvimento técnico e comercial deste tipo de agricultura no nosso país.

domingo, 24 de outubro de 2010

O hipócrita James Cameron

James Cameron é um tretas que já abordamos aqui várias vezes. Agora, os realizadores de "Not Evil Just Wrong" realizaram o filme abaixo, que expõe o hipócrita James Cameron. Cameron, que disse ao LA Times que tínhamos que viver com menos (We're going to have to live with less), poderia começar por dar o exemplo. Podia dar estas casinhas à sociedade e ir para longe, para o meio da verdalhada, por exemplo!

O filme abaixo é ainda parte da luta que se trava na California em torno do logro da Economia Verde. Hipócritas como James Cameron, que fugiram de Hollywood para realizar Avatar, devido a questões de impostos, deixando atrás os desempregados, tentam agora compensar com uns milhões. Enquanto os consumidores e contribuintes desse Estado, quase exterminado, vão sentindo o peso dos impostos, das taxas e do desemprego, os outros farsantes (Obama, Al Gore, Bill Gates, etc.) tentam forçar a tecla... Se estes vencerem, os californianos que paguem a factura!

Entretanto, e felizmente, os irmãos brasileiros dão-lhe o tratamento adequado!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pegada do Ministério do Ambiente

O Diário Económico lançou hoje uma notícia bombástica: o Ministério do Ambiente tem a maior pegada "imobiliária" dos vários Ministérios do Governo. Segundo a notícia, que só é completamente acessível na versão em papel, cada funcionário da Sede do Ministério do Ambiente tem uma pegada de 53.6 m2, contra os 15.4 m2 do Ministério da Justiça, no extremo inferior. No total, o Ministério do Ambiente ocupa 11256 metros quadrados, com 210 postos de trabalho. A sede do Ministério do Ambiente localiza-se na Rua de O Século, sendo a entrada a que é visível na foto.

O estudo destes valores foi efectuada pela empresa inglesa de consultoria IPD - Investment Property Databank, depois de encomendado em 2008, e entregue ao Governo no ano passado. O estudo revela ainda que cada funcionário público tem um custo médio de ocupação de 8376 euros/ano, o que quer dizer que o valor do Ministério do Ambiente será certamente muito maior... O estudo estima ainda que o Governo pode poupar mais de 1.25 mil milhões de euros com edifícios!

Actualização: Um leitor atento apontou-me um link de um documento que parece conter os dados referenciados pelo Diário Económico.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Custos de Interesse Económico Geral

O termo "Custos de Interesse Económico Geral" é um palavrão, de que a maioria dos consumidores de energia eléctrica nunca ouviram falar, mas que lhes toca de perto... O primeiro gráfico acima, retirado do mesmo documento da ERSE que havia referido aqui, dá-nos uma ideia precisa de como andamos todos aldrabados.

Veja-se o aumento exponencial dos "Custos de Interesse Económico Geral", cada vez maior. Veja-se também a interrupção em 2009, que para os mais distraídos significa apenas a realização de eleições, e a necessidade de canalizar o dinheiro para outros fins... Mas que custos são estes? A consulta deste documento da ERSE, nas páginas 206 e 207, relativo às tarifas para 2010, revela para onde vai este dinheiro:
  • Diferencial de custos com a aquisição de energia eléctrica a produtores em regime especial (PRE) mediante fontes de energia renovável e não renovável (cogeração), imputados à parcela II da tarifa de Uso Global do Sistema.
  • Rendas de concessão pela distribuição em baixa tensão.
  • Custos com o Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de energia eléctrica.
  • Custos com os Planos de Promoção do Desempenho Ambiental.
  • Custos com os terrenos afectos ao domínio público hídrico (amortização e remuneração).
  • Custos com as sociedades OMIP, S.A. e OMI Clear, S.A.
  • Custos com a Autoridade da Concorrência (AdC).
  • Custos com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
  • Custos com a convergência tarifária na Região Autónoma dos Açores.
  • Custos com a convergência tarifária na Região Autónoma da Madeira.
  • Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).
  • Amortização e juros do défice tarifário, relativo aos custos com a convergência tarifária na Região Autónoma dos Açores em 2006 e 2007 não repercutidos nas tarifas.
  • Amortização e juros do défice tarifário, relativo aos custos com a convergência tarifária na Região Autónoma da Madeira em 2006 e 2007 não repercutidos nas tarifas.
  • Amortização e juros do défice tarifário das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão, relativo a 2006.
  • Amortização e juros do défice tarifário das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal, relativo a 2007.
  • Custos inerentes à actividade de gestão dos CAE remanescentes, pelo Agente Comercial, não recuperados no mercado.
  • Tarifa Social.
  • Custos com a Gestão das Faixas de Combustível no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (limpeza de corredores de linhas aéreas).

A segunda imagem acima dá-nos o detalhe da distribuição dos cerca de dois mil milhões de euros para este ano de 2010. Note-se como mais de 40% vai direitinho para o sobrecusto da PRE, que aqui no blog temos vindo repetidamente a assinalar. Mas a isto voltaremos novamente...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O logro das renováveis

Já tinha reparado no texto no blog Vamos Salvar Sortelha. Mas não tinha conseguido encontrar o Expresso, para ler na íntegra. Hoje apareceu online o texto de Clara Ferreira Alves, intitulado "Foi importante ser ministro, se foi", publicado na revista Única de 2 de outubro de 2010. Junto apenas algumas frases do texto (realces da minha responsabilidade), que recomendo vivamente:

Como este país do sul da Europa não é constituído por parolos e como uma boa parte desses espertalhões também adorasse viver em NY, o ex-ministro Pinho recebeu uma carrada de comentários online: jocosos, odiosos e sérios com algumas verdades à mistura, devidamente noticiadas e que eu, como tantos parolos sulistas, não li. Juro que acreditei que o ex-ministro tinha mesmo sido convidado dada a sua proverbial esperteza em renováveis. E de renováveis também não percebo nada, pago-as, com o resto dos parolos, na fatura da EDP. De resto, toda a gente acha que são muito boas para a saúde e o ambiente. O pior é que, curiosa de uns tantos comentários, fui pesquisar na net, e pesquisando fui parar a uns blogues onde a discussão sobre renováveis e o seu custo me pareceu cientificamente descrita por gente que percebia do assunto; e onde fiquei a saber como é que o ex-ministro foi parar a NY.

O texto é delicioso e não deixa dúvidas que a Clara nos visitou. Mas quando viu a produção da eólica do Primeiro Ministro, deve ter pensado que a unidade do Wh não existe, e achou por bem substituir pelo mais familiar "KW por hora". Vou ter que alertá-la para a dimensão das unidades de energia... O logro ficará ainda mais claro para ela!

domingo, 26 de setembro de 2010

Para que servem os milhões da EDP?

Já aqui nos referimos à incursão de Manuel Pinho nas Américas. Ante-ontem, uma notícia concertada, em vários órgãos de comunicação social, revela como Manuel Pinho foi convidado para dar aulas nas Universidade de Columbia. Uma sumidade, que não sabe sequer como alguém tinha posto o seu telemóvel pessoal no silêncio e não encontrava forma de sair desta opção para pôr um toque bem audível no aparelho. Talvez tenha que pedir ajuda aos alunos...

O que muitos portugueses, e jornalistas, não sabem é que quem pagou para Pinho ir para a Columbia foi a EDP! Como ainda não se sabe exactamente se a prenda da EDP é de 3 milhões, ou mais, vale a pena ver como estão a ser investidos os dinheiros dos consumidores da EDP e contribuintes portugueses. Neste vídeo, (atenção, são mais de 500MB) vemos como a prenda deve ter sido tão boa, que até o responsável da Universidade exagera nos três primeiros minutos. Na palestra, fica evidente que o que Nobuo Tanaka defende é um preço da energia mais elevado: mais impostos, taxas e taxinhas. Pois claro, para depois ter dinheiro para pagar aos seus amiguinhos das eólicas e solar, e poderem viver à grande e à francesa (nova-iorquina, no caso do Pinho).

Este, concerteza só volta a Portugal, para organizar a Ryder Cup, na sua herdade da Comporta. Como dizia o Insurgente, "faltou escrever que a Herdade da Comporta é um projecto PIN do BES, que vem do tempo do Ministro Manuel Pinho que, por sua vez, preside à comissão de candidatura à Ryder Cup 2018". Até lá, tem tempo de ir vendendo a ideia...

Actualização: O Insurgente tem mais um exemplo do apoio da EDP: o "bad English" do nosso primeiro ministro...
Actualização II: No 31 da Sarrafada, o "bad English" é ainda mais evidente!
Actualização III: O Correio da Manhã confirmou finalmente os 3 milhões...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os exemplos eólicos do nosso Primeiro Ministro


Por esta altura, José Sócrates deverá estar a falar sobre as maravilhas das energias renováveis em Portugal. Como o exemplo da T.Urban, uma turbina eólica desenvolvida pelo INETI, e que teve como primeiro cliente o Palácio de São Bento.

Entretanto, uma visita à página do Governo, relativa ao Primeiro Ministro, revela verdades muito inconvenientes. Segundo os dados mais detalhados da sua produção energética, desde a sua instalação, já foram produzidos pela T.Urban 201.43 kWh (na verdade eles confundem kW com kWh), o que desde a sua instalação em Novembro de 2007 significa que tem estado a produzir à média de 8 Wh. Ou seja, nem sequer dá para alimentar continuamente uma lâmpada eléctrica economizadora!

Já aqui havíamos referenciado que as eolicazinhas são um completo desperdício de dinheiro, na ausência das tarifas feed-in. Mas como este valor (201.43) permanece inalterado há vários dias, cheira-me que a ventoinha não deve girar, mas não pela falta de vento. Provavelmente, avariou, e ninguém sequer reparou. Os paineis solares, ao lado, continuam a bombar, muito lentamente, pelo que o problema não parece ser do site.

Em qualquer um dos casos, será certamente um case-study para o novo MBA do Pinho... Vejam o vídeo acima, e notem como ela nem sequer se move!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O crescimento do desastre Português

O blog A ciência não é neutra já tinha dado a notícia em Junho: o grande especialista internacional em renováveis, Manuel Pinho, tinha concebido um MBA no ISCTE e na Universidade de Columbia.

As trapalhadas ainda só há pouco começaram. Mas terão um grande impulso amanhã, com a intervenção do amigo José Sócrates na ...Universidade de Columbia! Pinho, que já lá arranjou um tacho, verá certamente o especialista de energia a expandir a notícia plantada no New York Times. A lição será intitulada "Energy Policy and the Portuguese New Growth Agenda", mas não abordará certamente as nossas verdades mais inconvenientes! Pode ser todavia que esta experiência lhe dê ânimo a acabar o seu mestrado, justamente no ISCTE, nem que seja numa nova oportunidade...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Carros eléctricos a fuel

A hipocrisia das teorias verdes tem destas coisas: quando se descobrem, tornam-se verdadeiramente negras. E esta é muito simples de contar. O Governo regional dos Açores decidiu promover a mobilidade eléctrica no arquipélago. Melhor, a massificação!

O problema é que a energia eléctrica nos Açores é essencialmente produzida a partir do fuel... Segundo os dados mais recentes da EDA, durante os sete primeiros meses deste ano, 64.2% da energia eléctrica foi produzida a partir de fuel, e 8.1% a partir de gasóleo!!! Perante este cenário, compreende-se talvez porque nunca mais se ouviu falar do grupo de trabalho nomeado para o efeito, o qual devia ter proposto um quadro legislativo e regulamentar de suporte à implementação do Programa para a Mobilidade Eléctrica nos Açores. Talvez se tenham apercebido a tempo da estupidez da proposta...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mais buracos e a Agenda Digital

A notícia de hoje é o anúncio, pelo Governo, da Agenda Digital. Resumindo, vamos ter fibra óptica, mais serviços, mais conteúdos, explicações virtuais de Matemática (que tanto precisamos, como veremos já a seguir), e mais ... do mesmo. Para além de um crescimento de 1.8% do PIB, da criação de 15 a 20000 empregos, o Governo promete a redução de 1.4 milhões de toneladas de CO2?

Analisando a declaração, verifica-se que as conclusões são de um estudo designado "The Economic and Social Impact of Next Generation High Speed Broadband", da BCG. A análise do estudo revela algumas verdades inconvenientes, como o facto de sermos o país da Europa com menos produtividade (pag. 11). As propostas são discutíveis, como a da videovigilância (pag. 46), considerada durante o dia de hoje como uma paranóia, que visa "transformar isto num imenso campo de concentração". Ou o que pensar do regresso da tele-escola (pag. 48)?

Mas, nos cálculos do CO2, as barbaridades são ainda maiores. Os valores financeiros tomam o custo de um litro de combustível por 1 euro (pag. 101), mas não sei se eles terão ido abastecer a Espanha? Propõe-se cortar 8 mil milhões de quilómetros de viagens profissionais (pag. 101), mas depois dizem que Portugal vai receber muitos mais congressos (pag. 110). Pelo meio, não se encontram referências às retro-escavadoras: como pensarão eles abrir os buracos neste país, sem galerias técnicas (excepto na Expo), para enfiar toda essa fibra óptica? E quem alimentará de energia todas as set-top boxes que vão surgir??? Será que alguém ainda sabe fazer contas? Se não, o Programa também tem solução para isso, com umas explicações de Matemática, agora designadas por Tutor Virtual de Matemática (pag. 6)!

Adenda: Os estimados leitores não se fazem rogados, e enviaram-me um exemplo de como baixar a pegada ecológica e dispensar o Tutor.

domingo, 19 de setembro de 2010

Porquê votar nos Verdes?



É uma amostra à "boca das urnas" na Austrália. Por cá deve ser mais ou menos parecido...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O barrete das mini-hídricas vem aí!

Foi com enorme surpresa que li hoje uma notícia do Diário Económico, sobre um plano do Governo sobre novas barragens, que permitirá encaixar 500 milhões de euros. Ainda pensei que pudesse ser relativa à história do mexilhão, mas não! A notícia era relativa a mini-hídricas.

Mas como podiam as mini-hídricas justificar um valor de 500 milhões de euros? Quem no seu bom juízo poderia desembolsar esse dinheiro? Mas depois compreendi: o Estado propõe pagar a esses produtores de energia eléctrica 95€ por MWh. Mais do que paga neste momento aos produtores de energia eólica, facto que tenho exposto repetidamente neste blog... E propõe-se pagar esta tarifa durante 25 anos, num total de 45 anos de contrato?

Não há dúvidas de que a especialidade deste Governo é hipotecar completamente o futuro deste país. Pretende meter ao bolso 500 milhões de euros agora, à custa desta e da próxima geração, obrigando os contribuintes e consumidores a arcarem com este negócio ruinoso durante 25 anos!!! E ainda arruma os pequenos produtores, que não têm possibilidades de avançar com esse dinheiro inicial, para beneficiar os amiguinhos do costume? No processo, afunda a economia... E depois vai aparecer nas notícias como um grande feito! Acho que vou vomitar...

Actualização: Os termos do barrete estão definidos na Resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2010.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O comboio real

O Príncipe Carlos é um dos maiores tretas da Religião do Aquecimento Global. Já aqui nos referimos às suas previsões, e segundo a minha interpretação das suas contas, faltam 82 meses antes da destruição ser irreversível, em Julho de 2017. Vimos depois como o bocejo é até uma reacção animada aos seus discursos...

Carlos tornou-se tão eco-chato, que até agora os ecologistas puro e duros o criticam! Não é que o Carlos sacou do seu comboio real para ir pregar como se devia andar a pé ou de bicicleta??? Ele conseguiu arranjar oito carruagens, para levar 14 pessoas, por um périplo pelo Reino Unido.

Os ecologistas até já fizeram as contas: Carlos tem uma pegada ecológica cem vezes superior ao de outras pessoas do Reino Unido! Porque não irá ele de bicicleta? Sérá que sabe andar nelas...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Portugal & The New York Times

Portugal made it to the front page of the New York Times. Strangely, an incorrect vision of what is happening in Portugal was given. In this post, we will alert international readers to incorrect information given in the article. The article starts with something interesting:

Nearly 45 percent of the electricity in Portugal’s grid will come from renewable sources this year, up from 17 percent just five years ago.

The 17 percent figure is given through an Eurostat reference. More recent data from DGEG (Portuguese Institution that tracks energy statistics in Portugal) gives a different view. Considering data from page 6 of the above report, one can see in table "Quadro B.1", that 2005 was cherry-picked because of it's very low value. If 2001 (35.4%) was chosen, or 2003 (37.3%), the results wouldn't be so impressive!

Please remember that the values I've mentioned are real values, and that corrected values may appear, as European Directive 2001/77/CE values are given considering hydro electricity production. Now, these values are compared with 1997 values, when a lot of hydroelectricity was produced in Portugal. In the last 10 years, only 2003 surpassed the 1997 hydro production, so that year was the year with the biggest renewable energy sources production (in percentage: 37.3%). But when considering the directive values, it comes with one of the lowest values, with 33.9%. Getting confused? Take a look at the following graphs (originally shown here), where the graph on the left side represents the corrected version, being the right graph the real graph.



Now, the value for 2010 stands at 48.3% in May. If we dig into the statistics, the hydroelectricity produced in the first five months of 2010 is already bigger than the other years following 2003. And it is approaching the 1997 value. That means that the bigger percentage for this year will have to do essentially with rainfall, which fell in great quantity the past Winter, and little with political strategy.

The New York Times also comments on the fact that Portugal has become a net power exporter. That has in fact occurred, but at a high cost! Portugal has been exporting this energy when the wind is stronger, with it occurring when wind is also strong in Spain. A lot of this exported energy was exported at zero cost, which means Portugal is offering energy to other countries, while consumers/taxpayers are paying almost 93.74 euros per MWh for wind energy feed-in tariffs. According to my calculations, these exports have cost the country 50M euros, only in the first trimester of 2010. Indeed, if no wind energy existed, Portugal would have benefited 216M euros in the same first trimester.

Economic benefits have not been carefully studied, yet. Green jobs are few, and more related to construction. Even EDP Renováveis, a Portuguese company, which owns Horizon Wind Energy, did not consider job creation in Portugal, with it's record Vestas order, to much frustration of the Prime Minister, who couldn't avoid smiling for the NY Times interview. The NW Times is right on the energy costs, and they have had a very big impact on the Portuguese economy, which has been stalling for years...