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domingo, 26 de setembro de 2010

Para que servem os milhões da EDP?

Já aqui nos referimos à incursão de Manuel Pinho nas Américas. Ante-ontem, uma notícia concertada, em vários órgãos de comunicação social, revela como Manuel Pinho foi convidado para dar aulas nas Universidade de Columbia. Uma sumidade, que não sabe sequer como alguém tinha posto o seu telemóvel pessoal no silêncio e não encontrava forma de sair desta opção para pôr um toque bem audível no aparelho. Talvez tenha que pedir ajuda aos alunos...

O que muitos portugueses, e jornalistas, não sabem é que quem pagou para Pinho ir para a Columbia foi a EDP! Como ainda não se sabe exactamente se a prenda da EDP é de 3 milhões, ou mais, vale a pena ver como estão a ser investidos os dinheiros dos consumidores da EDP e contribuintes portugueses. Neste vídeo, (atenção, são mais de 500MB) vemos como a prenda deve ter sido tão boa, que até o responsável da Universidade exagera nos três primeiros minutos. Na palestra, fica evidente que o que Nobuo Tanaka defende é um preço da energia mais elevado: mais impostos, taxas e taxinhas. Pois claro, para depois ter dinheiro para pagar aos seus amiguinhos das eólicas e solar, e poderem viver à grande e à francesa (nova-iorquina, no caso do Pinho).

Este, concerteza só volta a Portugal, para organizar a Ryder Cup, na sua herdade da Comporta. Como dizia o Insurgente, "faltou escrever que a Herdade da Comporta é um projecto PIN do BES, que vem do tempo do Ministro Manuel Pinho que, por sua vez, preside à comissão de candidatura à Ryder Cup 2018". Até lá, tem tempo de ir vendendo a ideia...

Actualização: O Insurgente tem mais um exemplo do apoio da EDP: o "bad English" do nosso primeiro ministro...
Actualização II: No 31 da Sarrafada, o "bad English" é ainda mais evidente!
Actualização III: O Correio da Manhã confirmou finalmente os 3 milhões...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pesada herança

Anda meio mundo anestesiado com as notícias que andam por aí, quais zombies sem pensar, que nem se dão conta como estão a ser enganados. Vários leitores insurgiram-se contra o post de 2 de Julho, relativo à demissão do Manuel Pinho, papagaiando a propaganda do Governo, de que o Ministro Manuel Pinho até foi um grande ministro, nomeadamente na área da energia.

Por isso, vale a pena ler alguns mais elucidados. Como o artigo de opinião de Paulo Soares de Pinho, no Diário Económico de hoje, das quais retiro algumas pérolas:

"A promessa inicial era a de criar mais concorrência. Atribuídas as oito novas licenças para grupos de ciclo-combinado (...) Hoje constatamos que dos oito grupos anunciados apenas dois, os da EDP, foram efectivamente construídos. Ou seja, em vez de mais concorrência temos reforço da posição do operador incumbente."

"Consequentemente, foram sendo gerados gigantescos 'deficits tarifários' cujo montante será pago, com juros, por todos os consumidores nos anos mais próximos."

"Fala-se de sucesso nas renováveis. Quem teve de lidar com planos de negócio nessa área sabe bem que a rendibilidade desses projectos em Portugal é muito apelativa graças às elevadas tarifas oferecidas aos produtores e que os consumidores têm de pagar."

"Não é por acaso que temos o despautério fotovoltaico de Moura: que outro país pagaria tarifas tão elevadas a uma central?"

"Mas para os consumidores a pesada herança que este deixa para as próximas décadas é a de baixa concorrência, assim como um sobrecusto exagerado associado a tarifas elevadas nas renováveis, más apostas tecnológicas e ‘déficits' do passado, distorções que serão repercutidas nas tarifas futuras a pagar por todos nós."

http://economico.sapo.pt/noticias/pesada-heranca_14626.html

domingo, 7 de novembro de 2010

A história da Carochinha

Via 31 da Sarrafada, tomamos conhecimento de mais uma notícia plantada pelo Manuel Pinho, desta vez na CNN. À primeira vista, todos os portugueses e carochinhas ficam contentes, e os sarrafeiros satisfeitos.

As mentiras são as do costume. Destacam-se, por exemplo, empresas que pouco mais facturam que os subsídios que recebem, e que, como de costume, fabricam lá fora. É preciso ler o artigo na totalidade, para perceber, felizmente, que os jornalistas não acreditam apenas na história da Carochinha, aliás do Pinho. E por isso referem a nossa dependência no crédito, para a subsidiação. E dos ambientalistas a queixarem-se de tudo. E dos grupos multi-nacionais a tomarem conta do negócio. Obviamente, da subida de preços da electricidade, que aqui tanto temos referido. E somos catalogados como os pobres da Europa, que emigram da sua terra, Verde. Porque será? É a história da carochinha!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O crescimento do desastre Português

O blog A ciência não é neutra já tinha dado a notícia em Junho: o grande especialista internacional em renováveis, Manuel Pinho, tinha concebido um MBA no ISCTE e na Universidade de Columbia.

As trapalhadas ainda só há pouco começaram. Mas terão um grande impulso amanhã, com a intervenção do amigo José Sócrates na ...Universidade de Columbia! Pinho, que já lá arranjou um tacho, verá certamente o especialista de energia a expandir a notícia plantada no New York Times. A lição será intitulada "Energy Policy and the Portuguese New Growth Agenda", mas não abordará certamente as nossas verdades mais inconvenientes! Pode ser todavia que esta experiência lhe dê ânimo a acabar o seu mestrado, justamente no ISCTE, nem que seja numa nova oportunidade...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

APETRO vs Pinho

Ontem, o estranho José Horta, presidente da APETRO, Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, no seu estilo inigualável, vociferou algumas frases interessantíssimas à TSF:

-"Os preços, se tiverem de baixar em função da média semanal da semana passada, baixarão, quando cada uma das nossas associadas achar que deve baixar".
-"Os associados não deram resposta nem tinham nada que dar, porque quem fez essa reivindicação" (ANAREC) "não tem realmente o estatuto requerido para fazer uma reivindicação de abaixamento de preços."

Hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho, é muito mais sensato: "É desejável que os combustíveis que usamos nos nossos carros baixem o mais rapidamente possível. Seria positivo que descessem o mais rapidamente possível. É só isso que quero dizer."

Mas é só o Ministro da Economia. O seu amigo Teixeira dos Santos arregala os olhos com o ISP e o IVA, e restantes impostos...

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1013684
www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=331456

sábado, 21 de maio de 2011

Gás Natural do Algarve

Depois de uma mensagem do leitor, que se manifestava surpreendido pela referência que fiz ao gás natural ao largo do Algarve, é que me dei conta de que ainda não tinha abordado esta questão no Ecotretas. A notícia não é nova, e conta-se em poucas linhas.

Em 2002, a Repsol ganhou um concurso internacional para exploração do gás natural ao largo do Algarve. O mesmo concurso foi interrompido em 2003 por decisão do ex-ministro da Economia Carlos Tavares. Em 2006, Manuel Pinho prometeu assinar o contrato, mas nada. Pelo meio, os defensores do Turismo ficaram preocupados, mas incapazes de perceberem que a exploração de gás natural não causa derrames de petróleo...

As reservas de gás estão a cerca de 40 quilómetros da costa algarvia. Há aí reservas estimadas que cobririam o consumo total de Portugal durante 15 anos! Segundo António Costa da Silva, administrador da Partex, o gás natural do Algarve pouparia ao país entre 1400 e 1500 milhões de euros por ano", o que equivale a cerca de 3 submarinos, por ano!

Mas, pior é o facto de os espanhóis estarem a tirar partido deste gás desde 1976, nomeadamente ao largo de Huelva, na plataforma Poseidón, a 30 Km da costa. A plataforma, visível acima, tem todavia uma capacidade de produção reduzida, estimando-se que a capacidade ao largo do Algarve seja cerca de 20 vezes superior às reservas encontradas no golfo de Cádiz. Não é impossível que algum do nosso gás esteja aí a ser extraído... Enquanto isso, eles vão descobrindo novos tesouros debaixo do mar...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Novas concessões penalizam consumidores

Um leitor habitual alertou-me para um artigo surpreendente, ainda por cima assinado pela Lurdes Ferreira, em que o alarmista Público chega à brilhante conclusão de que as novas concessões nas renováveis penalizam consumidores domésticos. Tudo em primeira página, como a imagem ao lado documenta. É claro que a Lurdes poderia ter proposto um título mais correcto, e esse seria: "Novas e antigas concessões nas renováveis penalizam consumidores, e toda a Economia". Mas há que dar pequenos passos de cada vez. E enfim, mais vale tarde do que nunca...

O que o Público diz estamos fartos de o dizer aqui. Da subida das tarifas que poderia ser uma descida. Da vergonha das novas concessões. Do défice tarifário gigantesco. Do esquema da garantia de potência. Dos esquemas do Manuel Pinho. Enfim, um artigo incompleto, é verdade, mas muito inconveniente!

E depois há o artigo do Carlos Zorrinho. A ensaiar uma monumental cambalhota, conforme este artigo. O problema porventura não é dele, mas da dupla Sócrates/Teixeira dos Santos, a verem onde conseguem extorquir mais uns cobres aos Portugueses, os actuais e os do futuro! E depois, sim há novidades. Como a desta outra notícia do Público, onde se constata que o fundo das eólicas foi o que pagou o pavilhão português na Expo de Xangai! Vale de tudo para salvar o planeta! E constatamos que, sem dúvida, estamos entregues à bicharada...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Subsídios solares

Nuns tempos em que a actividade solar anda pelas ruas da amargura, surge a notícia de que o nosso Primeiro, numa campanha típica do melhor comercial, disse: "Se querem dar um contributo para o seu país, para haver mais emprego, por favor instalem painéis solares nas suas casas." A trapalhada da energia solar é tão grande em Portugal, enquanto a confusão é ainda mais interessante, como o Blasfemias oportunamente aborda e mais tarde o Público tratou...

Mas o que abordarei aqui tem a ver com a dimensão da pedinchice neste caso. Em Dezembro, Luís Rocha não foi de modas e encostou o Governo às cordas: Uma proposta de um grupo Espanhol, "muito tentadora", "de valor bastante elevado", que "com certeza venderia o negócio se a fábrica não fosse deslocalizada". Prossegue com "temos um espaço muito vasto para crescer, mas para isso temos que ter algum reconhecimento do Governo", desgostoso porque "foram anunciados 60 milhões de euros de ajudas para a indústria das energias alternativas, mas nunca temos conhecimento disso". Quando assim é, o Manuel Pinho vai a correr, porque "mal soube dessa notícia tentou eliminar essa possibilidade".

Luís Rocha deve ter pensado: aprendam que não vos duro sempre...

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370525&idCanal=57
http://blasfemias.net/2009/03/23/magalhaes-ii/
www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=345682

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Subidas nos combustíveis

Hoje os preços do petróleo deram uma queda significativa. Dois motivos, correspondentes a reservas americanas superiores ao previsto, e a uma recuperação do dólar. Cá em Portugal, deu-se mais um aumento dramático do preço dos combustíveis. Pela 14ª vez este ano! O ministro da Economia, o incrível Manuel Pinho, promete investigar!

Mas investigar o quê? As contas são muito simples. A subida do preço do petróleo tem-se observado em dólares, mas a descida do dólar, tem feito com que expresso em euros, a subida seja muito inferior.
O que o ministro não diz é que quanto mais sobe o preço do petróleo, melhor para o Estado e para a GALP. Como o ISP e os lucros são funções de percentagens, quanto mais elevado fôr o valor de base, maior será a percentagem para a GALP e para o Estado!

Para se perceber a importância do ISP, é preciso referir que ele representa 9,3 por cento do total da receitas em Portugal, enquanto em Espanha representa apenas 3,6 por cento e na União Europeia 4,8 por cento. O resto são cantigas...

www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=946640&div_id=1730

domingo, 2 de agosto de 2009

Os ecotópicos

Num rasgo de novidade na blogosfera nacional, Pinto de Sá, no seu blog, lançou um manifesto anti-ecotópico. A combinação agrada-me: o ecologismo utópico, ou também ecotopia. O manifesto, que subscrevo, de seguida:

A ecotopia fantasia um futuro romântico que combina a vida frugal e saudável com a magia tecnológica.
A ecotopia visiona um quotidiano bucólico, cheio de pastos verdes com ovelhinhas "biológicas" e painéis fotovoltaicos nos telhados das casas rurais, acolhedoras e floridas.
A ecotopia imagina multidões a deslocarem-se calmamente de bicicleta pelas ruas das cidades coloridas a caminho dos escritórios.
A ecotopia devaneia com as paredes das suas futuras casas rurais decoradas com gravuras de torres eólicas em horizontes verdes, muito verdes e soalheiros.
Na ecotopia, não haverá engarrafamentos de automóveis, porque a magia tecnológica e a reformatação do homem novo terão abolido a necessidade de deslocações de automóvel.
Na ecotopia não haverá doenças, porque "a vida saudável" eliminará a poluição, os pesticidas e os adubos que as causam.
A ecotopia tem uma utopia: um mundo ecológico. Verde. Muito verde e feliz.

Os ecotópicos querem-nos cobrir os telhados das casas com painéis solares, mesmo que a electricidade daí resultante seja 10 vezes mais cara que a que actualmente pagamos e os painéis deixem de funcionar ao fim de 3 anos.
Para os ecotópicos só haverá energias renováveis: sol, vento e água.
Os ecotópicos querem-nos fazer comprar carros eléctricos para depois os deixarmos em casa a carregar e a descarregar as baterias para estabilizar a energia eléctrica que só haverá quando houver sol, ou vento, ou água nos rios.
Os ecotópicos depois vendem-nos as baterias desses carros eléctricos que teremos de mudar de 3 em 3 anos, mas retomam as baterias velhas para reciclar.
Os ecotópicos vão proibir a circulação de carros nas cidades, pelo menos a quem não possa pagar os altos preços dos parquímetros, por causa das alterações climáticas.
Os ecotópicos querem-nos fazer levar os nossos filhos à escola de metro.
Os ecotópicos querem-nos instalar contadores de energia "smart" com tarifas variáveis a cada momento e que estarão sempre mais caras à hora em que precisarmos de ligar a máquina de lavar roupa, ou as luzes do escritório à noite, ou a torradeira de manhã. Para nos encorajar a sermos homens novos.
Os ecotópicos já mandam no Mundo Ocidental e estão a proibir que se estudem outras soluções contra a emissão de CO2, como o nuclear seguro e o carvão limpo.

Os ecotópicos são fortes e conseguiram chegar subrepticiamente ao poder. Surgiram nos anos 80 e têm a sua base principal na Alemanha, mas os herdeiros dos hippies americanos também são ecotópicos.
Todos os dias vários canais da TV nos martelam programas de propaganda ecotópica dizendo-nos que é o que já se faz "lá fora".
Os ecotópicos apresentam-se sempre com propagandistas jovens, para nos fazerem sentir que é com eles que está o futuro.

Os ecotópicos querem fazer de nós homens novos compatíveis com os amanhãs que cantam com que eles sonham.
Para nos mudar, os ecotópicos precisam de nos vigiar.
Os contadores "smart" vão saber tudo sobre os nossos hábitos caseiros de consumo energético.
E os chips que vamos ter nos carros vão permitir saber tudo sobre as nossas deslocações.
O que se vai somar ao que já sabem sobre como, onde e em quê gastamos o nosso dinheiro.
E quem não for ecotópico não terá direito a nada por parte do Governo.
E tudo o que se fizer dependerá da concordância do Governo.
E isso será verdadeiramente o Admirável Mundo Novo, mas em verde!

O Governo é ecotópico e tem nisso a sua melhor bandeira.
A oposição critica o Governo em muitas coisas, mas concorda que ele age bem no que diz respeito "ás energias renováveis e às tecnologias", ou seja, à ecotopia.
Marcelo Rebelo de Sousa elogia no Governo a ecotopia.
O "Compromisso Portugal" elogia no governo a ecotopia.
Até Pacheco Pereira já louvou no Governo a ecotopia.

As empresas também são todas ecotópicas, agora.
A EDP é ecotópica e tem como seu grande projecto tecnológico o que o Governo lhe mandou fazer: o Inovgrid ecotópico.
A EFACEC é ecotópica porque o Governo lhe deu a construção dos pontos de abastecimento dos ecotópicos carros elécticos.
A Novabase é ecotópica porque vai desenvolver o sistema de gestão desses pontos de abastecimento.
A Critical software também lá está e por isso é ecotópica.
Os "empresários do norte" almoçam com o ex-ministro da Ecotopia Manuel Pinho, e são todos ecotópicos também.
Por causa da Martifer e das fábricas de componentes eólicos de Viana do Castelo.
E da força que foi dada ao INESC-Porto na justificação da política ecotópica do Governo.
E de outras razões com que o Governo, ecotopicamente, escolhe a quem distribuir as receitas dos impostos que pagamos.

As Universidades também são todas ecotópicas, agora.
Há dinheiro a rodos para I&D em temas ecotópicos, como as "smart grids".
E há muitas revistas onde publicar temas ecotópicos.

E os media também são ecotópicos, ou porque estão a mando, ou porque simplesmente há muito que deixaram de ter gente conhecedora a escrever lá.

Por isso, não há uma única voz que se erga a questionar a ecotopia. Exceptuando uma curta coluna quinzenal no Expresso do cavaleiro solitário Mira Amaral...

Mas os ecotópicos não mandam e jamais mandarão na China!
Nem na Índia!
Nem na África!
E haverá sempre quem resista à ecotopia.


http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/07/contra-o-pos-modernismo-energetico.html