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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O frenesim das baratas tontas

Como seria de esperar, os alarmistas andam em actividade frenética, porque sabem que depois de Durban, provavelmente terão de hibernar por uns tempos. Por cá, Filipe Duarte Santos é como uma barata tonta, tal é a enxorrada de meias verdades, e mentiras descaradas, que profere!

Por altura da reunião em Sintra, do XI Congresso Mundial da Organização das Cidades Património Mundial, sob o tema das alterações climáticas nos locais classificados pela UNESCO, o conhecido alarmista português, disparatou em todas as direcções! O disparate é tanto que até mete dó! Para ele, o Alto Douro Vinhateiro está em perigo, por causa dos incêndios... O problema é que são normalmente os matos e as florestas que ardem, e não os campos de vinha! Aliás, como já vimos, o vinho do Porto adora o CO2! Depois, o centro histórico de Évora também vai ter problemas de abastecimento de água. Os arredores, esses fica-se na dúvida... Depois, o mar vai subir, e para ele Veneza é um caso exemplar, quando todos os restantes alarmistas fogem de Veneza, como o Diabo foge da cruz! E depois dá a calinada final, dizendo que no final do século o nível do mar terá subido mais de um metro. Na verdade, a estimativa máxima da Bíblia do IPCC é de 59cm... E na realidade, como sabemos, não sai da cêpa-torta!

Uns dias depois, lá estava ele a ludibriar a Associação Portuguesa de Seguradores. Parece que são eles a pagar o estudo, mas eu cá tenho as minhas dúvidas; no mínimo, pagará quem tem seguros, ou seja, todos nós... Um estudo realizado por 15 investigadores, durante 3 anos, de várias entidades da Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Aveiro chegaram, aparentemente, à brilhante conclusão que a costa desde Viana do Castelo até Peniche, está em perigo! Especialmente, dizem eles, em locais como a Praia da Vagueira e Praia da Cortegaça... Mas, os leitores do Ecotretas sabem que o avanço do mar para aqueles lados, vem dos tempos da Pequena Idade do Gelo... Mas os estudos supostamente incorporam cenários climáticos futuros, ou seja mais advinhice, num contexto de "fenómenos meteorológicos extremos mais intensos", daqueles que estes investigadores da treta já não se lembram...

domingo, 28 de agosto de 2011

Seca ... onde sempre existiram secas!

Filipe Duarte Santos é o tretas-mor do Ambiente em Portugal. Sempre que há uma oportunidade, o abutre aparece a reclamar a presa. Desta vez, a propósito da seca no chifre de África, o nosso especialista climático debitou o seguinte conjunto de aldrabices, num obscuro site comuna:

“Há indicações de que as secas naquelas regiões estão a se tornar mais frequentes e mais severas devido às alterações climáticas provocadas por algumas atividades humanas. Esta seca insere-se numa tendência, que se verifica por todo o mundo, de maior intensidade e frequências de secas nas regiões onde sempre existiram secas. Mas agora elas são mais prolongadas e mais severas”, disse.

Onde sempre existiram secas, há hoje secas? Até um parvalhão bêbado conseguia debitar uma conclusão destas! E agora são mais prolongadas porque duram dois anos??? E mais severas??? Bem, um sítio onde existiu seca durante duas décadas (não dois anos...) foi o Sahel.

Conforme já aqui referimos no blog, parece que tem chovido mais para aqueles lados. Um estudo recente, muito aprofundado, dá conta exactamente dos mesmos resultados... Será que esta chuva é também provocada pelas actividades humanas? O principal problema é que os Media continuam a dar cobertura a estes pseudo-cientistas da treta. Que nem sequer chegam aos calcanhares da minha avó, que sabia que não era possível esperar Sol na eira e chuva no nabal. É claro que continuará a haver secas em África, como sempre houve. Hoje no chifre, um dia novamente no Sahel... Tão prolongadas e severas como sempre foram. E tal como no passado, com os mesmos feiticeiros do tempo!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Regra de Três Simples à la IPCC

No Correio da Manhã, do passado Sábado, o tretas-mor do clima português, e próximo "review editor" do Quinto Relatório do IPCC, Filipe Duarte Santos, sai-se com esta mini-entrevista (realce da minha responsabilidade):

DISCURSO DIRECTO
"EM 10 ANOS COSTA RECUA 4 MILÍMETROS", Filipe Duarte Santos, Especialista em erosão costeira
Correio da Manhã - Qual é a taxa de recuo da costa?
Filipe Duarte Santos - Em 10 anos a costa portuguesa terá recuado cerca de quatro milímetros, o equivalente a 40 centímetros em 100 anos.
- Como se consegue inverter este fenómeno?
- É muito difícil porque há cada vez menos sedimentos a serem transportados até às praias.
- Que zonas inspiram mais cuidados?
- A zona entre a Foz do Douro e o cabo Carvoeiro é das mais vulneráveis do País, tal como o Algarve.

Espero que o leitor tenha pelo menos a quarta classe (penso que é aí que se apreende a regra de três simples) e saiba fazer melhor contas que este físico da treta... Ou então, que entenda melhor o português e/ou o sistema métrico que este jornalista. Qualquer que seja o caso, é esta a ciência da treta que aborda os temas do clima, e que grassa pelos nossos Media!

terça-feira, 31 de maio de 2011

O CO2 e o lobo

Um leitor enviou-me um link para mais uma daquelas notícias que se espalham à velocidade da luz. É do Público, relata que as emissões mundiais de CO2 atingiram um valor histórico em 2010, mas está em muitos mais locais, bem como na fonte original. Como os comentários aí, e noutros locais relatam, o pessoal está cheio de ouvir gritar Lobo!, pelo que já ninguém liga... Mesmo a oportunistas como o Filipe Duarte Santos, para o qual o limite de segurança climática "está a tornar-se utopia".

Como compreender estes tretas? Bem, tendo em conta a natureza da press-release, bem menos elaborada que outros documentos que temos tido oportunidade de analisar da mesma IEA, resulta imediatamente que esta é uma resposta rápida à fuga dos Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá, ao protocolo de Kyoto... Aliás, o gráfico actualizado dos níveis de CO2, primeiro abaixo, não revela nenhuma alteração de tendência.

Por mim, até vale a pena chegar rapidamente ao limite que eles tanto temem. Porque, com o clima da Terra a arrefecer, será muito mais rápido o ridículo! Como se pode ver no segundo gráfico abaixo, enquanto o CO2 tem vindo a subir, as temperaturas tem vindo a baixar??? E, esperemos que não tenhamos a mesma sorte o mesmo azar que os Vikings, conforme um estudo muito recente volta a evidenciar...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Que grande seca

Um dos grandes alarmismos dos ecologistas da treta é a seca. Um tema que temos abordado repetidamente ao longo dos últimos anos. Particularmente relevante foi a criação, pelo Instituto de Meteorologia, do Observatório de Secas. Tudo isto baseado nas afirmações dos tretas-mor, como é o exemplo de Filipe Duarte Santos ("Períodos de seca deverão ser mais frequentes no futuro").

No dia em que o FMI começou a tratar da nossa saúde, ficamos a saber pela TSF que pelo menos a seca acabou (realces da minha responsabilidade):

A TSF conversou com o presidente do Instituto Nacional da Água, Orlando Borges, que explicou que a elevada precipitação nos últimos anos contribuiu para que o nível de armazenamento das barragens superasse o valor médio.
O que acontece pela primeira vez deste a seca de 2005, dispensando as autoridades, que vigiam o caudal das barragens, de emitirem qualquer orientação para a gestão das albufeiras.
Em alguns casos, o nível de armazenamento atinge mesmo os 80 a 90 por cento. Por isso, Orlando Borges revela a sua satisfação.

Por isso, há mais uns Observatórios e uns tretas que podem ser dispensados... A bem do País!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Invernos mais quentinhos

Hoje vamos entrar oficialmente no Inverno. Antes que tenha começado, já se pode dizer que este Inverno é frio. Lá fora, para variar, a explicação para este frio é a do Aquecimento Global! Das previsões dos Invernos quentes, no passado, os tretas internacionais agora querem-nos enfiar o argumento de que o Aquecimento Global é o que explica estes Invernos frios? Não é díficil provar que eles nos andam a enganar...

Por isso, fui ver as previsões dos tretas nacionais. Comecei por um documento de referência, o SIAM. Liderados por Filipe Duarte Santos, o capítulo relevante para este post é o Capítulo 2. Na vertente específica do Inverno, comecemos pela Fig. 2.45, na página 38 do PDF, e visível acima. Resumindo: vai deixar de haver frio. Nas próprias palavras dos autores do estudo (realces da minha responsabilidade):

The minimum temperature in December/January/February (DJF, winter season) obtained in the HadRM control and increasing CO2 simulations is presented in Fig. 2.45b and c respectively. The control run is to be compared with 1961-90 climate observations (Fig. 2.45a) and results are found to be reasonably close, with similar regional gradients, but in this case with a small warm bias that is more visible in the northeast. The climate change run produces a much warmer climate, with significant increases in the average minimum temperature in the winter season.

O estudo tem muitos mais gráficos para malhar. Na Fig. 2.54, visível abaixo, da página 43 do PDF, podemos reparar que os dias com geada vão também praticamente desaparecer. Não estamos a falar de neve, mas de geada! Nas palavras dos supostos cientistas (realces da minha responsabilidade):

On the other hand, the average annual number of "frost days" (days with minimum temperature below 0ºC, Fig. 2.54) is bound to almost disappear due to climate warming. The interior centre of Portugal, where observations indicate over 20 frost days per year (Fig. 2.54a), is likely to have significantly less than 6 days per year, with the south being frost free.


É tempo de pedir explicações a estes supostos cientistas. Dado que andam a espalhar esta pseudo-ciência, ainda por cima com retoques de brincalhões. Vejam por exemplo o que andaram a vender à Câmara de Cascais, retirado deste link (realces da minha responsabilidade):

Invernos mais quentinhos e verões tórridos virão

É muito provável que as alterações climáticas reduzam o número de dias com stress térmico (extremo, forte e moderado) devido ao frio nos meses de Inverno. Por outro lado, espera-se um aumento significativo dos dias com calor forte e extremo nos meses de Verão. Assim, recomenda-se que sejam direccionadas informações aos turistas e estabelecidos sistemas de alerta para garantir a satisfação e a saúde dos visitantes.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Políticos não fazem bem ao ambiente

De vez em quando tropeço em artigos absolutamente estupidificantes! Como este, que saiu no Jornal de Notícias, intitulado "Políticos não fazem bem ao ambiente". A desconhecida cronista Paula Ferreira divaga sobre o insucesso de Cancún, não parecendo perceber o que por lá se passou. Depois passa ao ataque (realces da minha responsabilidade):

Não há tempo para mais hesitações. Nós, portugueses, estamos aí para o provar. Há poucos dias, milhares das pessoas da região centro ficaram praticamente sem nada, e ouvimos o insuspeito Filipe Duarte Santos explicar, de novo, aquilo que se sabe: fenómenos como o tornado que varreu Tomar e Ferreira do Zêzere serão cada vez mais frequentes.

Sim, todos os leitores do blog sabem que o físico Filipe Duarte Santos é insuspeito. E sabem que os tornados não são propriamente uma novidade. Mas estes tretas sabem muito bem que sempre foi assim; a diferença é que agora há televisão para relatar a coisa!

Mas a Paulinha reforça:

Como frequentes serão as inundações e os Verões tórridos. Afinal, de que estamos à espera para fazer alguma coisa antes que seja tarde? Os cidadãos parecem cada vez mais conscientes na defesa de formas de vida compatíveis com a natureza. Mas que adianta o gesto se os políticos ignoram essa realidade?

E a frequência do frio, que se sente por estes dias, por quase todo o Planeta? A tretas Paula tem razão: os políticos têm ignorado a realidade, e por isso é que os militares ingleses tiveram que sair dos quartéis (e vão continuar a sair) e por isso também que cá em Portugal bastou a queda de uns poucos centímetros de neve, para tudo parar. Só para citar dois pequenos exemplos.

E conclui com:

Mesmo quando não as ignoram - alguma da política energética do Governo de Sócrates é um bom exemplo disso - , há sempre alguém, tocado pelo populismo, pretende acabar com ela. Basta estar atento a uma certa corrente de opinião que questiona os subsídios às renováveis. O argumento é este: os portugueses que não beneficiam desses subsídios têm de os pagar. E será que não subsidiamos todos o petróleo? São os mesmos, afinal, que advogam, com poucos escrúpulos, que a crise é culpa dos beneficiários do rendimento social de inserção.

Tocado pelo populismo? Rebater esta religião é tudo menos popular! Mas as coisas estão a mudar, e devaraginho as pessoas começam a iluminar-se. Chegará também o dia para a Paulinha... E que argumento é aquele? Confesso que fiquei confuso, até porque o argumento insinua que quem não paga a energia é que beneficia? E do petróleo? Deve ser mais uma das que continua às escuras...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alterações Climáticas: os Desafios e as Respostas

Amanhã realiza-se na Sala do Senado da Assembleia da República, a Conferência Internacional - Alterações Climáticas: os Desafios e as Respostas. Da leitura do programa percebe-se que é internacional, porque vem cá três estrangeiros. Como o objectivo é engrupir os deputados, vão lá estar os piores alarmistas nacionais, como o Filipe Duarte Santos. Podem participar porque é livre, mas não percam o vosso tempo!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Faça sol, ou faça chuva, o abutre está lá

Todos os leitores habituais do blog sabem que o tretas-mor nacional é o Filipe Duarte Santos. Sabendo isso, um leitor atento enviou-me mais uma pérola do abutre das catástrofes:

Correio da Manhã – Como será o tempo no Outono e no Inverno?
Filipe Duarte Santos – A ciência não tem formas de fazer previsões sobre como será o tempo durante uma estação próxima como o Outono ou Inverno. O que existem são modelos estatísticos, ainda muito pouco fiáveis.
Vamos continuar a registar fenómenos extremos?
A tendência dos últimos anos em Portugal e também no Mundo é para uma maior intensidade dos fenómenos meteorológicos e climatéricos extremos.
É de esperar a ocorrência de tornados de baixa intensidade?
É muito provável que isso aconteça, tal como já se verificou em outros anos.

Depois de uma chuvada, que recorda vagamente chuvas do antigamente, o que fazem Santos sem memória? Acenam com os fenómenos extremos. Mas não era este o mesmo Filipe que dizia que ia haver periodos sem precipitação mais longos? Ou que em 2025 vamos ficar sem água potável?

Não foi também este oportunista que pôs à venda em 30 de Janeiro de 2006, o livro SIAM II? Onde se fazem previsões miserabilistas? O que vale é que a Mãe Natureza lhe deu uma valente lição, brindando-o com um nevão na véspera, coisa pouco vista em Lisboa... E que o obrigou a mais umas reacções estapafúrdias...

Estes oportunistas têm que ser expostos! Tanto falam, como se pode ver acima, em "modelos estatísticos, ainda muito pouco fiáveis", como a seguir retocam com um "é muito provável que isso aconteça", quando lhe convém... Se o tretas e o jornalista, e os leitores, quiserem saber o que são fenómenos extremos, vão até Ponte de Lima, e observem com atenção a Torre de São Paulo. Também na imagem acima é visível o marco das cheias de 1909, bem como as de 1987. Ou que leiam outros exemplos de cheias de 1909, isso sim um fenómeno extremo, nunca comparável ao que se passou este fim de semana!

domingo, 15 de agosto de 2010

Agosto em Portugal

Os alarmistas portugueses andam por aí a pavonear-se. Filipe Duarte Santos é o que mais se desdobra por aí, e conjuntamente com Viriato Soromenho Marques, aparecem por exemplo num artigo vergonhoso do Jornal de Notícias. Alguém lhes explique por favor as diferenças entre tempo e clima?

Os alarmistas andam activos em Portugal, e no Mundo inteiro, por causa da Rússia. A razão é fácil de perceber, porque realmente fez calor para os lados da Rússia. Por cá, toda a indústria do Turismo, e os estrangeiros no Algarve, se regozijam. Tirando os fogos, tema ao qual voltaremos, temos todos razão para sorrir. Ao contrário do resto do Mundo, onde uma grande parte tem experimentado um frio significativo, conforme se pode ver na imagem acima (clicar para ampliar), retirada de um site da NASA. Pode-se perguntar porque ninguém fala do frio da Rússia central, onde o gelo do Árctico não tem derretido? Ou então da Europa? Em grande parte da Eurásia, norte de África e Alaska, numa análise do Watts Up With That, há 43% mais pontos abaixo da temperatura normal, que acima...

Resumindo: muita sorte teve quem escolheu Portugal para estas férias do início de Agosto. E esperemos que assim continue na segunda metade!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Estudos parasitas a engordar

Depois de termos evidenciado a parasitagem científica portuguesa no domínio das Alterações Climáticas, primeiro em contos, e depois já em euros, prosseguimos agora com mais um episódio desta saga. Se os leitores repararem, os projectos parasitas mais recentes conseguem sacar cerca do dobro dos anteriores, já sendo difícil fazer alguma coisa por menos de 150000 euros! Os nomes dos parasitas não são muito diferentes, e se verem os detalhes de cada um dos projectos, verão que os sub-parasitas são cada vez mais!

Resumindo, já vamos em 4.4 milhões de euros, de estudos climáticos da treta!

ReferênciaInvestigador ResponsávelProjectoExtorsão
POCI/CLI/58348/2004Filipe Duarte SantosClima Costeiro Presente e Futuro de Portugal e seus impactos nas comunidades biológicas (PORTCOAST)90000
PTDC/CTE-GEX/65789/2006Maria da Conceição Pombo de FreitasEvolução paleoambiental da planície litoral a sul da Nazaré desde o Tardiglaciar (PaleoNaz)160000
PTDC/CLI/67910/2006Maria Julia Fonseca SeixasMALVEO - Vulnerabilidade ao vector da malaria a partir de dados de observação da Terra: Mapas de densidade do mosquito Anopheles atroparvus em cenários de alterações climáticas para o Sul de Portugal108612
PTDC/CLI/68488/2006Tomasz BoskiEVOLUÇÃO DO VALE ESTUARINO DURANTE A SUBIDA EUSTÁTICA DO NÍVEL DO MAR - AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ATRAVÉS DA CONFRONTAÇÃO DE DADOS PALEOAMBIENTAIS COM DOIS TIPOS DE MODELOS – EVEDUS153997
PTDC/CLI/70020/2006Gonçalo Brito Guapo Teles VieiraPermafrost e Variações Climáticas na Antárctida Marítima (PERMANTAR)180000
PTDC/ENR/70767/2006Paulo Manuel Cadete FerrãoEstratégias para emissões nulas na utilização de combustíveis fósseis em Portugal192905
PTDC/AAC-AMB/098163/2008Miguel AraujoRange Shift - Redução de incertezas nos modelos de distribuição de espécies face às alterações climáticas187226
PTDC/CS-SOC/100376/2008Maria Luísa de Carvalho de Albuquerque SchmidtMudanças Climáticas, Costeiras e Sociais - erosões glocais, concepções de risco e soluções sustentáveis em Portugal168000
PTDC/CTE-GIX/101466/2008Susana CostasReconstituição da posição da linha de costa Portuguesa nos últimos 6000 anos - Análise da estrutura e estratigrafia de barreiras arenosas (SCARPS)195000
PTDC/AAC-CLI/103110/2008Carla Patrícia Cândido de Sousa SantosRios Portugueses Atlânticos e Mediterrânicos sob o efeito das alterações climáticas: demografia actual e histórica e filogeografia comparada de peixes como instrumento para a conservação de espécies criticamente ameaçadas136392
PTDC/AGR-AAM/104562/2008José Paulo Mourão de Melo e AbreuFUTUROLIVE - Efeitos das alterações climáticas na cultura, produção e economia do olival199172
PTDC/AAC-CLI/105164/2008Maria Julia Fonseca SeixasHybCO2 - Abordagens híbridas para avaliar o impacto económico, ambiental e tecnológico de cenários de redução de carbono de longo prazo - o caso de estudo Português185588
PTDC/AAC-CLI/105296/2008Paulo José Relvas AlmeidaVariabilidade de Longo Período do Sistema de Alfloramento da Corrente das Canárias (LongUp)81454
PTDC/CTE-GIX/105370/2008Francisco Manuel Falcão FatelaWesTLog - Evolução recente dos estuários da costa oeste portuguesa: estudo do registo geológico dos sapais em alta resolução.150000

domingo, 27 de junho de 2010

Portugal no Quinto Relatório do IPCC

Depois de nenhum português ter contribuído, como autor ou editor, para o quarto relatório do IPCC (1)(2)(3), a lista para o quinto relatório do IPCC inclui dois portugueses. São eles, o já nosso muito conhecido Filipe Duarte Santos, e Pedro Viterbo, um colaborador do Instituto de Meteorologia. Do pouco que descobri na Internet sobre este último, praticamente desconhecido, realço algumas afirmações neste artigo do Público, que são mesmo adequadas para o presente ano de 2010:

A temperatura de conforto para ir à praia, que é de 21 ou 22 graus, está a registar-se em mais dias do ano.
(...)
Como a variação entre Maio e Junho é de um grau a um grau e meio, pode dizer-se que a temperatura de conforto para ir à praia está a ser antecipada.
(...)
A transição do Inverno para a Primavera [a 21 Março] tem acontecido mais cedo, cerca de dez dias a meio mês.
(...)
Uma das diferenças entre o Inverno e a Primavera é precisamente a precipitação. O final do Inverno tem registado menos chuva, logo pode dizer-se que há uma antecipação da Primavera em uma ou duas semanas.

Ambos são "Review Editors", o que segundo o IPCC, têm como função:

Review Editors will assist the Working Group/Task Force Bureaux in identifying reviewers for the expert review process, ensure that all substantive expert and government review comments are afforded appropriate consideration, advise lead authors on how to handle contentious/controversial issues and ensure genuine controversies are reflected adequately in the text of the Report.

Nos conjunto dos grupos, (1), (2) e (3), mais de 60% dos peritos são novos, como os dois portugueses. Confesso que isto transmite uma mensagem, não muita abonatória para os anteriores. Mas os novos escolhidos não prometem ser melhores, dado o exemplo dos dois portugueses... Por isso, acompanharemos de perto este processo, e especialmente o contributo destes dois.

domingo, 20 de junho de 2010

Parasitagem em euros, até 2004

Depois do primeiro post, sobre a parasitagem antes do Euro, neste evidenciamos os projectos que se socorreram dos temas do Aquecimento Global e Alterações Climáticas, para obterem subsídios até 2004. Acrescentei uma coluna sobre a descrição do projecto, que inclui um extracto do resumo do projecto, acessível na totalidade através do link providenciado para cada projecto:

ReferênciaInvestigador ResponsávelProjectoExtorsãoDescrição
POCTI/MGS/34883/99Helder José Perdigão GonçalvesAmbiente Construído, Clima Urbano e Utilização Racional da Energia (ACLURE)74819.68O consumo de energia está directamente relacionado com problemas ambientais tais como alterações climáticas à escala global e local
POCTI/MGS/37970/ 2001Maria Júlia Fonseca de SeixasGeneticLand: Descobrir paisagens futuras sob cenários de alterações climáticas usando Algoritmos Genéticos99475As alterações climáticas têm reprecurssões na paisagem. Algumas podem ser benéficas, outras podem ter implicações negativas para o ambiente e para a economia. Assim, é importante estudar como a paisagem irá evoluir em função das alterações climáticas.
POCTI/CTA/39607/ 2001Filipe Duarte SantosCLIVAR - Variabilidade e Mudança Climática: Padrões e Impactos à Escala Regional85000O Projecto CLIVAR propõe-se a clarificar alguns aspectos do clima regional ibérico que são em importantes tanto para a regionalização de previsões sasonais do clima como para a avaliação do impacto das mudanças climáticas.
POCTI/ESP/42532/ 2001Maria Amélia Afonso GrácioEfeitos do aquecimento global sobre potenciais hospedeiros intermediários e vectores de parasitas causandodoença no homem e animais em Portugal30000A migração em larga escala de populações de áreas em que as doenças transmitidas por H.I. e vectores são endémicas, associada com o aquecimento global, pode tornar receptivas á transmissão daquelas doenças algumas zonas na Europa.
POCTI/CTA/42917/ 2001Ana Maria Guedes de Almeida e SilvaDetecção Espaço-Temporal das Propriedades Ópticas dos Aerossóis e do seu Transporte por Advecção110000Contudo a falta de informação sobre as propriedades e a dinâmica dos aerossóis, particularmente na troposfera, constitui uma das maiores incertezas na previsão das alterações climáticas e na elaboração de cenários climáticos regionais.
POCTI/AGG/47275/ 2002Manuela Rodrigues Branco SimõesAdaptação de Tomicus spp à fisiologia do hospedeiro num cenário de alteração climatica80000Alterações na fisiologia das árvores em resultado de temperaturas mais elevadas e secura estival, previstos pelo cenário das alterações climáticas, serão favoráveis a estes insectos, por uma maior susceptibilidade do hospedeiro, quer por redução na produção de compostos secundários defensivos, quer por alterações na composição do floema.
POCTI/BSE/48918/ 2002Rui Orlando Pimenta SantosEfeito de alterações globais na flora marinha portuguesa numa escala temporal longa94020É actualmente reconhecido que as alterações climáticas têm influenciado a distribuição geográfica das espécies marinhas através dos limites fisiológicos de temperatura, que são específicos para cada espécie.
POCTI/MGS/49210/ 2002Celeste de Oliveira Alves CoelhoAvaliação dos impactes das alterações climáticas sobre os recursos hídricos e a fixação de CO2 por povoamentos florestais de crescimento rápido em P.150392Trabalhos recentes referem que o impacte das alterações climáticas sobre a evapotranspiração das florestas portuguesas e, sobre os recursos hÌdricos poderá ser importante, nomeadamente se se verificarem os cenários mais recentes quer de emissões quer de circulação geral da atmosfera que se traduzirão por uma diminuição da quantidade de precipitação no sul da Europa (Parry, 2000).
POCI/BIA-BDE/55596/ 2004José Carlos Alcobia Rogado de BritoO papel das barreiras ecológicas na estrutura genética dos viperídeos: uma aproximação a multi-escalas85000Eventos paleogeológicos e alterações climáticas desde o último máximo glaciar contribuíram, provavelmente, para eventos de isolamento, refúgio populacional e processos de contracção/expansão. Não é conhecido, no entanto, como é que os factores ambientais afectam a área de distribuição nem a estrutura da variabilidade genética.
POCI/CLI/56269/ 2004Elsa Maria Vila Maior CasimiroAlterações Climaticas e Turismo em Portugal: Impactos Potencias e Medidas de Adaptação (CLITOP)75000Muitos estudos já se debruçaram sobre os impactos das Alterações Climáticas globais nos diversos sectores da actividade humana nas várias regiões do Globo. É contudo surprendente que os estudos destinados ao Turismo – a maior indústria ao nível global – sejam tão poucos, já que é evidente que este tipo de actividade não apenas deverá receber fortes impactos, dado a sua nítida ligação ao clima, como também é um dos sectores cuja intensidade carbónica é maior, dada a sua ênfase em viagens de longa distância e elevado conforto, e portanto um alvo previligiado para medidas de adaptação e mitigação.
POCI/MAR/56296/ 2004JOSÉ FORTES LOPESEstudo do impacte das mudanças climáticas na costa portuguesa - o ecossistema costeiro de Aveiro –SIMCLAVE76500Prevê-se que, nos próximos séculos algumas zonas costeiras oceânicas poderão observar alterações climáticas, tais como a variações, dos padrões do vento e da temperatura do ar, o que poderá provocar mudanças nos eco-sistemas costeiros, nomeadamente, a temperatura das águas costeiras, o possível crescimento anormal de algas tóxicas, ou mudanças nas taxas de nutrientes ou na composição e distribuição do fitoplâncton.
POCI/CLI/56371/ 2004Amilcar de Oliveira SoaresBioAridRisk - Avaliação Espacio-Temporal dos Riscos de Alterações Climáticas Baseada num Índice de Aridez50000A desertificação é um processo persistente, abrangente e quase irreversível de degradação da terra, que afecta regiões sub-húmidas, semi-áridas e áridas do Planeta. A UNCCD (Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação) aponta a variabilidade climática e algumas actividades humanas como as principais causas da desertificação.
POCI/AGR/57279/ 2004Maria Margarida Branco de Brito Tavares ToméSimulação do efeito de diferentes estratégias de gestão e de alterações climáticas na produção de madeira/cortiça e no sequestro de carbono para as principais espécies da floresta portuguesa85500Em consequência do protocolo de Kyoto, entre os vários serviços que são hoje esperados da floresta, o sequestro de carbono pelas florestas desempenha um papel muito importante. Um outro paradigma com que a gestão florestal do presente se depara é o facto, já assumido por todos, de que as alterações climáticas esperadas terão impactos significativos no crescimento das florestas.
POCI/CLI/57597/ 2004Maria Amélia Afonso GrácioFactores climáticos/ambientais afectando a dinâmica das populações de Lymnaea truncatula e a transmissão de Fasciola hepatica em Portugal.95000No entanto, o acesso ao modo como as alterações climáticas afectam a transmissão da doença em Portugal é difícil porque a relação entre a dinâmica da transmissão e os factores ambientais específicos não está completamente compreendida.
POCI/ENR/59323/ 2004Carlos Manuel Lopes FrancoProdução de H2 por Gasificação de Biomassa45000A sociedade moderna por todo o mundo tem que lidar com grandes problemas. Entre os mais importantes temos: as mudanças climáticas, o tratamento dos resíduos produzidos e as necessidades energéticas.
POCI/AMB/60267/ 2004Teresa Filomena Vieira NunesCaracterização química do aerossol urbano PM2.5 e PM1070965Actualmente o interesse no aerossol atmosférico é elevado devido principalmente aos seus efeitos na saúde humana e nas alterações climáticas.
POCI/CLI/60421/ 2004António José Dinis FerreiraAvaliação do risco de cheia e mobilização de poluentes como resultado de alterações globais90000É esperado que as alterações globais (combinação das alterações climáticas e dos usos do solo), produzam alterações significativas ao nível dos processos climáticos e hidrológicos em áreas urbanas. O resultado são picos de cheia rápidos e catastróficos, que produzem perdas devastadoras sobre bens e propriedades, e colocando mesmo em risco a vida dos cidadãos, além de alterarem os mecanismos de transporte dos poluentes.
POCI/AMB/60646/ 2004Maria Julia Fonseca SeixasE2POL - abordagem integrada de política ambiental e energética na gestão da produção e consumo de electricidade74969Actualmente existe uma multiplicidade de instrumentos de política (IP) em actuação sobre os diferentes agentes que integram oferta e procura de electricidade. Estes instrumentos resultam da implementação de directrizes de política energética (decorrentes essencialmente de objectivos económicos) e de política ambiental (em particular política de alterações climáticas). Considerando apenas o campo da política ambiental é possível identificar conflitos entre objectivos de IP. Ao considerar também IP de energia, a complexidade aumenta.
POCI/BIA-BDE/60911/ 2004Maria Raquel Barata GodinhoGenealogias nucleares, genética da paisagem e SIGs: desenvolvimento de uma abordagem integrada para testar hipóteses sobre a biogeografia da herpetofauna ibérica89500Por outro lado, a modelação da distribuição das espécies na Península Ibérica feita através da utilização de dados climáticos e ambientais mostrou enormes potencialidades na previsão de distribuições futuras em cenários de aquecimento global ou na simulação de paleoclimas e identificação de potenciais refúgios.
POCI/CLI/61605/ 2004José Carlos Fernandes AntunesVariações em latitude na biologia de espécies-chave estuarinas como indicadores para a previsão de efeitos das alterações climáticas50000Como todos os ecossistemas costeiros, os estuários sofrem consequências das alterações climáticas globais. Estas afectam os organismos vivos não apenas ao nível individual, mas também ao nível da organização das cadeias tróficas e do funcionamento do estuário. Deste modo, a compreensão das interacções entre espécies é importante para prever os efeitos das alterações climáticas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Parasitagem em contos

A parasitagem dos ecologistas traduz-se em boa medida na quantidade de fundos públicos que conseguem extorquir. Os políticos, fracos como se sabe, não hesitam em apoiar projectos mirabolantes, como o caso do francelhos da RAVE, que recentemente referi. Na altura encetei um esforço em perceber quão longe consegue isto da extorsão ir. Neste primeiro post, referencio apenas alguns (poucos) relativos ao tema do Aquecimento Global/Alterações Climáticas, que conforme podem ver, ainda tinha pouca expressão no final do século XX:

ReferênciaInvestigador ResponsávelProjectoExtorsão
PRAXIS/C/MGS/11048/98Filipe Duarte Santos Alterações climáticas em Portugal, cenários, impactes e medidas de adaptação (SIAM)32157 Contos
3/3.2/EMG/1949/95Carlos Alberto Diogo Soares BorregoImpacte das Alterações Climáticas Globais no Ambiente Atmosférico do Atlântico Norte e Península Ibérica30000 Contos
3/3.2/EMG/70/94 Filipe Duarte Santos Mudança Climática em Portugal nos Últimos 15 Mil Anos20000 Contos
2/2.1/MAR/1743/95 João Manuel Alveirinho DiasRiscos Naturais Associados a variações do Nível do Mar - Estudo de Causas e Efeitos (RIMAR)40000 Contos

Depois, haverá mais em euros...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tragédia na Madeira

Num dia que é de luto para muitos Madeirenses, pela tragédia que se abateu sob a forma de dilúvio sobre a ilha, interessa saber como a comunidade meteorológica se comportou neste domínio. Afinal, se eles são capazes de prever o Aquecimento Global, deviam ser capazes de alertar adequadamente a população e os responsáveis.

No Diário de Notícias do Funchal, na quinta-feira, o delegado do Instituto da Meteorologia na Madeira, Vítor Prior, avançou com "O pior já passou, em termos de precipitação". Quanto a previsões para hoje, nada! A edição de hoje, que saiu para as bancas, está exposta acima à esquerda. Dá para perceber o que falhou!

No Jornal da Madeira, ontem, falava-se dos valores especiais de quinta-feira. Previsão para hoje: "Depois, no sábado, voltam os aguaceiros, com o vento a soprar forte". Todavia, a edição de hoje trazia na primeira página uma notícia mais adequada, conforme se pode ver pela segunda imagem acima. O texto assume que existia algum conhecimento para a situação, pelo que quem ainda conseguiu hoje ler o jornal ficou avisado, pelo menos para a parte da tarde: "Face às previsões meteorológicas para hoje, que apontam para chuva e vento muito forte em toda a ilha a partir da madrugada, mas com particular incidência à tarde (entre as 12 e as 18 horas)".

No site do Instituto de Meteorologia, um comunicado saído hoje às 18:59 (só é válido até dia 23?), enuncia aquilo que já se havia topado: colocaram o alerta vermelho, depois de terem reparado que tinham caído 52mm na hora anterior:

Esta situação determinou a emissão de avisos de precipitação pelo Instituto de Meteorologia, I.P., a partir do dia 19, às 19h25, elevando-se o nível de severidade ao longo da evolução do fenómeno, tendo sido emitido aviso vermelho ? o nível mais severo na escala de avisos utilizada pelo IM - às 10 h do dia 20.
Os valores mais elevados de precipitação acumulada numa hora registados nas estações Funchal-Observatório e Pico do Areeiro foram respectivamente 52 mm (entre as 9 e as 10 h) e 58 mm (entre as 10 e as 11 h). Entre as 6 e as 11h registaram-se 108 mm e 165 mm nas estações mencionadas. O valor acumulado em 6 horas na estação Funchal-Observatório foi superior ao valor normal de 30 anos (1961-1990).

Já neste Domingo, o Diário de Notícias dá uma ideia mais clara das desprevisões do Instituto de Meteorologia:

Pelas 19.25 de sexta-feira foi emitido o aviso amarelo de precipitação que corresponde à queda de dez milímetros de chuva por hora (mm/h). Entretanto, o satélite permitiu aos técnicos antever um agravamento da situação, pelo que às 08.52 de ontem o aviso mudou para laranja (queda de chuva entre 20 a 40 mm/h), passando às 10.00 para vermelho (queda de chuva acima dos 40 mm/h). Mas, na realidade, entre as 09.00 e as 10.00 choveram 52 mm/h; ou seja; bastante mais do que o previsto.

Até os amadores fizeram melhor, como é visível num fórum nacional de meteorologia, onde o primeiro alerta é de ontem às 22:25.

Entretanto, já andam a desconversar, com a excepcionalidade do dilúvio. Diz Costa Alves, no Diário de Notícias:

Os valores ainda não estão confirmados pelo Instituto de Metereologia, mas os dados das estimativas são arrasadores: "No Pico do Arieiro, os valores recolhidos foram de 185 litros por metro quadrado", diz ao DN Costa Alves. O meteorologista diz que nunca se viu coisa assim em Portugal. "Lembro-me de alguns registos até 120 litros, mas nada deste género".

Uma simples consulta no site do Instituto de Meteorologia determina que os valores até estão longe dos recordes nacionais:
  • Madeira: 277,0 mm em Encumeada em 9/12/1976
  • Açores: 276,0 mm em Furnas/S.Miguel em 03/10/1974
  • Continente: 220,0 mm em Penhas da Saúde em 14/01/1977
A compilação dos dados históricos é algo pouco habitual. Por isso, deve registar-se o trabalho de José Lemos, que tem uma página excepcional sobre os Desastres Naturais no Arquipélago da Madeira, no seu blog Madeira Gentes e Lugares.

Também recorrente nas notícias é a ideia de que tudo teria sido evitado se houvesse um radar meteorológico na ilha.

Segundo o presidente do IM, "ainda não foi adquirido um radar para a Madeira por falta de orçamento". Porém, equipamento, que custa dois milhões de euros, está instalado nos Açores e em dois locais do continente - Coruche e Loulé - e vai ser colocado um em Arouca, para fazer cobertura no Norte do País. Já segundo o governador civil de Lisboa, este não é o momento para apontar falhas, mas sim para socorrer. "Isto faz- -nos pensar que temos de ter outra atitude face às alterações climáticas, mas não é o momento para fazer crítica à falta de meios.

Fica-se a saber que o dito custa 2 milhões de euros, pelo que interessa saber que outras prioridades foram satisfeitas antes desta. Não me admirava que os orçamentos para os Aquecimentos Globais e Alterações Climáticas fossem muito superiores. Mas nós não precisamos de previsões para 2100, como agora fica evidente. Precisamos delas de um dia para o outro!

Por isso, não é de admirar que os abutres do Aquecimento Global já tenham chegado ao terreno, depois da hibernação deste Inverno. Como é o caso de Filipe Duarte Santos ontem para a Antena 1:

O professor Filipe Duarte Santos considera que o fenómeno meteorológico que causou a tragédia deste fim de semana na Madeira tende a tornar-se mais frequente. O climatologista, ouvido pelo jornalista da Antena1 Walter Medeiros, chama a atenção para a necessidade de minorar os efeitos destrutivos das alterações climáticas

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Acordar da Sociedade Civil



Aos poucos, a Sociedade Civil vai acordando para a farsa do Aquecimento Global. E nesse aspecto, esta semana foi uma semana determinante em Portugal. Dois eventos públicos marcaram a exposição dos argumentos daqueles que vão desmascarando a farsa...

O primeiro deles ocorreu justamente no programa da RTP2, Sociedade Civil, que podem ver acima, e opôs em forma de debate o Francisco Ferreira, da Quercus, o físico Filipe Duarte Santos, o Prof. Delgado Domingos, e o Eng. Rui Moura, editor do Mitos Climáticos. Foi muito interessante ver o Francisco e o Filipe a serem encostados à corda, coisa que raramente lhes ocorre. Um dos momentos altos do debate ocorreu cerca das 1:10:10, quando Francisco Ferreira avança com "Tomara eu acreditar no que diz". A resposta de Rui Moura foi elucidativa: "A Ciência não é de acreditar e não é, digamos, uma Religião. Na Religião é que há quem acredite e quem não acredite. Isto aqui tem que se provar!"

No dia seguinte, no Greenfest, no Estoril, Bjorn Lomborg e novamente Filipe Duarte Santos, estiveram a esgrimir argumentos sobre "O Mundo Está Cheio de Problemas. É o Aquecimento Global o Maior de Todos? Ou Apenas o Que Gasta Mais Dinheiro?". Bjorn Lomborg esteve absolutamente imparável, e deu mesmo espectáculo, conforme foi referido no twitter. A argumentação utilizada é de deixar qualquer ambientalista/activista absolutamente corado!

Não deixem de ver os dois despertares nos links abaixo, apesar da sua extensão.

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23283
www.greenfestival.pt/2009/conferenciasDirecto.aspx

quarta-feira, 25 de março de 2009

Alterações climáticas provocam incêndios ?

O melhor jornalismo anda por aí. Aparecem un fogos... Pergunta-se porquê, tão cedo? A resposta fácil é a das Alterações Climáticas. A TSF pegou no assunto e toca de perguntar aos alarmistas. Xavier Viegas, professor na Universidade de Coimbra, diz que estamos a viver uma situação excepcional, que tende a repetir-se nos próximos anos. A afirmação é bombástica: "Infelizmente temos que nos habituar a esta mudança climática, à extensão da chamada época de incêndios, que vai ser cada vez maior. Há dias estive a olhar para as estatísticas e vi que numa semana se tinham registado mais de 1300 incêndios e em alguns dias mais de 300, o que são valores muito altos e típicos dos piores dias de Verão". É, concerteza, mais um dos ratos de laboratório que não consegue encontrar o caminho do exterior do seu recinto.

Um dos maiores especialistas portugueses em alterações climáticas da TSF, Filipe Duarte Santos, é mais contundente, lembrando que este Inverno atípico vem dar razão aos alertas dos especialistas. Completa com "É uma tendência que se irá agravar no futuro, ou seja, temperaturas médias mais elevadas, periodos sem precipação mais longos".

Gostava de saber onde ele passou o Inverno! Nas Caraíbas não foi, porque fez frio e choveu muito... Em Portugal, de certeza que também não foi... A menos que tenha estado enfiado também no seu laboratório! Não anda concerteza informado, porque não lê isto, isto, aquilo e aqueloutro...

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1180860

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Alarmistas chumbam






A Voz do Cidadão transmitiu, como referenciado aqui há dias, um programa sobre o tratamento insuficiente dado às teorias alternativas ao Aquecimento Global. Aqui anotam-se as pequenas barbaridades dos intervenientes que chumbaram.

Filipe Duarte Santos
Quase com positiva, mas preocupado em defender a sua dama...
-"As alterações climaticas, com origem antropogénica, são hoje em dia um tema de uma preocupação considerável no seio da União Europeia e dos seus órgãos e em particular da Comissão Europeia. A cobertura que tem sido feita pela RTP parece-me que tem sido equilibrada."
-"Aquela experiência que tenho de participação em programas da RTP tenho encontrado que há uma preocupação em ir à natureza científica dos assuntos."

Carlos Pimenta
Negativa evidente. Outra coisa não seria de esperar de um radical da área.
-"Eu não tenho duvidas que a mudança climatica é uma crise muito maior, mais profunda do que a actual crise financeira e economica que estamos a viver e que vamos viver nos próximos anos."
-"Numa sociedade livre, todas as opiniões são válidas agora temos que ponderar o que é a ciência e o que é pensamentos completamente criativos."
-"Temos que aumentar a cobertura do problema porque o problema está-se a agravar de dia para dia. Todos os dias aquilo que era previsto pelos cientistas há 10 anos está a acontecer mais depressa e com mais intensidade. Por exemplo, a libertação de metano, que é o gás natural, que estava preso debaixo das terras geladas da Sibéria na Rússia ou do Árctico nunca foi pensado que viesse tão depressa, tão cedo e que terá um efeito mais devastador, ainda maior que ao do CO2."

Jose Alberto Carvalho
Negativa surpreendente. A falar de um tema que não domina minimamente. Precisa de ler as lições aqui do blog...
-"O aquecimento global tem a visibilidade que neste momento se traduz numa enorme preocupação para a Humanidade. Deixou de ser um problema discutido em congregação com a comunidade científica para passar a ser uma preocupação Humanitária. É evidente que essa preocupação teve uma enorme visibilidade com o filme do ex vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, e com o prémio Nobel que lhe foi atribuído."
-"Não conheço nenhum Estado que não considere o Aquecimento Global uma preocupação e nem percebo como é que se fosse assim o Comité Nobel teria atribuído o prémio ao Al Gore se não fosse uma evidência científica. De resto ele próprio menciona os negacionistas no seu documentário dizendo que são pessoas que negam as evidências."
-"Os estudos disponibilizados sistemáticos que existem indicam que é uma evidência científica e essa é a versão aceite pela esmagadora maioria da comunidade científica de que estamos perante um problema."
-"Há jornalistas que tendencialmente abordam questões científicas como o Aquecimento Global, quando há dúvidas telefonamos, tentamos descodificar aquilo que não entendemos. É uma matéria muito fechada que implica um conhecimento concreto significativo e portanto é compreensivo que se recorra à opinião de cientistas exteriores à RTP."
-"Os negacionistas, como são também conhecidos alguns desses cientistas, são pessoas que se têm uma mensagem para transmitir, não a tem conseguido fazer passar de uma forma perceptível para o senso comum e para a comunidade científica."

http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/

sábado, 4 de outubro de 2008

Filipe Duarte Santos com azar

Filipe Duarte Santos alvitrou há uns poucos dias: "Daqui a 50 anos, em vez de dois ou três meses de Verão, vamos ter cinco ou seis". Ele está com azar, porque provavelmente este Inverno vai durar mais de seis meses, e não vai ser preciso esperar 50 anos!

Porquê? Porque a neve começou a cair aqui ao lado em Espanha, um acontecimento surpreendente. E é só fazer contas: Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril. Cheira-me a sete meses de Inverno e de esqui...

Bora lá esquiar!

www.diariodelaltoaragon.es/index.php?mod=noticias&mem=detalle&relcategoria=1006&idnoticia=312886

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Verão da treta!

Estes ecologistas andam como as moscas neste tempo. Peganhentos. Volta e meia estão-nos a picar. O "especialista" Filipe Duarte Santos é dos mais irritantes: "Daqui a 50 anos, em vez de dois ou três meses de Verão, vamos ter cinco ou seis". E o Público continua: "O período legal de época balnear, que começa a 1 de Junho e termina terça-feira, pode ser forçado a uma revisão por causa do aumento da temperatura e da diminuição da chuva"

Por onde é que esta gente anda? Não é pelo Algarve certamente. Senão tinham levado com umas chuvadas como deve ser, e estariam agora a curar uma constipação! E onde é que esta gente passou o Verão? Também não pode ter sido por estas paragens...

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344200