A apresentar mensagens correspondentes à consulta Francisco Ferreira ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Francisco Ferreira ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de dezembro de 2011

A desinformação a partir de Durban

Parece um puto pequeno que descobriu um Mundo Novo... É assim Francisco Ferreira em Durban! O seu relato da chegada à África do Sul, à boleia da delegação Portuguesa, e portanto paga por todos nós (e não integrado nas respectivas ONG), até mete dó...

Mas pior é o que vem a seguir... Num post de ontem sobre Cabo Verde, Franicsco Ferreira espalha um misto de desinformação e mentiras geográficas, em duas curtas frases:

Assim, países como Cabo Verde, desaparecerão primeiro porque são pequenos, pobres e precisam de ajuda, mas os maiores também não irão muito mais longe. Se não fizermos nada desde já para salvar as ilhas Africanas, Cabo Verde terá o mesmo destino de Kiribati e Tuvalu.

Francisco Ferreira não faz mesmo a menor ideia do que se passa neste Planeta! Kiribati é um dos locais do planeta onde o nível do mar mais tem baixado nos últimos anos. Gráficos de longo prazo evidenciam que está tudo absolutamente normal para aqueles sítios, nas últimas décadas! A situação de Tuvalu é a mesma, e a única coisa que se consegue fazer para aquele lado é esconder a descida do nível do mar... Dados actualizados evidenciam como as preocupações do Chico relativamente a Tuvalu são igualmente um completo disparate!

Bem, se Cabo Verde tiver a mesma sorte dessas duas ilhas, será que terá um futuro risonho? Da última vez que andamos a investigar, Cabo Verde estava um espectáculo... Os relatos mais recentes indicam a felicidade dos agricultores com a chuva, com colheitas fartas, com a única excepção das favas, "por causa do excesso de humidade"??? A única certeza dos Cabo Verdianos é que se isto é culpa do Aquecimento Global, então queremos ainda mais! E se o Chico pensa que a subida no nível do mar é um problema para os Cabo Verdianos, deve primeiro ir consultar a orografia de Cabo Verde, para perceber que esse é o último problema dessas ilhas montanhosas!

No post seguinte, Francisco Ferreira volta à carga com mais duas ilhas. Desta vez com as ilhas de Grenada (Chico: escreve-se com "e") e Nauru. Grenada foi uma surpresa para mim, porque nunca tinha ouvido referências suas... O risco de inundação destas ilhas montanhosas (3% apenas ao nível do mar) não existe... O que será que eles querem? Depois de mais alguns minutos descobri o problema deles: passou por lá o furacão Ivan em 2004... Mas o problema da população de Grenada é que já havia esquecido furacões anteriores, como o Janet de 1955, que matou cerca de 500 pessoas, ao contrário das 39 pessoas do Ivan... E todos sabemos que a actividade dos furacões está em mínimos! Quando nos focamos no CO2 e no Aquecimento Global, e nos esquecemos do que a História nos tem para dizer, dá nisso...

Nauru é uma ilha mais familiar. Pertence à Micronésia, e conforme evidenciei neste post, são ilhas que também andam entretidas a esconder a descida do nível do mar... Na altura não mostrei o gráfico do nível do mar de Nauru, mas a sua visualização permite perceber que é mais um local do planeta onde absolutamente nada de anormal se passa, pelo menos em relação ao nível do mar!

Com esta desinformação a partir de Durban, continuam assim os tiros nos pés, por parte da Quercus... Em vez de andar a fazer alguma coisa de jeito, anda mas é nas manifs... Já são tantos os tiros, que já mais parece metralha!

Actualização às 20:58: Francisco Ferreira garante-nos que é a Quercus que paga integralmente a deslocação. Continua todavia a ser estranha a presença de uma ONG na delegação oficial de Portugal, quando isso não acontece noutros países (só vi por enquanto Espanha e França), e quando existe uma listagem separada para as ONGs presentes.

sábado, 3 de março de 2012

Francisco Ferreira e a Quercus?

Um leitor interessado apontou-me para uma pequena passagem da Grande Investigação e que me escapou. Neste artigo do DN, não são as palavras de Francisco Ferreira que interessam, mas um pequena referência sobre o próprio Francisco Ferreira:

Foi presidente da Quercus de 1996 a 2001 e membro da direção até fins de 2011

Neste post de início do mês havia referido que algo não batia certo na lista dos Órgãos Sociais da Quercus. Agora temos uma pequena nota que evidencia que Francisco Ferreira não faz parte da direcção, desde finais do ano passado, apesar de referenciado como Vice Presidente há cerca de um mês...

É mais uma gralha dos jornalistas, ou há aqui um gato escondido com rabo de fora? Se já não faz parte da direcção, e isso é evidenciado pelo próprio site da Quercus, o que é que aconteceu? Foi demitido/afastado? Demitiu-se? Haverá outras hipóteses, que não me ocorrem?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O circo de Durban

Começou este semana o circo de Durban. A classificação não é minha, mas do principal negociador norte-americano europeu, Artur Runge-Metzger, que considerou o evento um circo viajante. Não admira, pois são mais de 15 000 os palhaços que vão estar presentes nessa cidade da África do Sul...

A palhaçada vai durar uns eternos 12 dias, nos quais se tentará negociar mais umas extorsões de dinheiros, para continuar a sustentar circos futuros. Mas desta vez, a coisa vai correr ainda pior que nos anteriores circos de Copenhaga e Cancun, dado que parece que apenas a União Europeia, e alguns indignados parecem ainda levar a sério esta palhaçada. Na verdade, os Estados Unidos, Rússia, Canadá, China, Japão, e muitos outros países, têm todas as razões para boicotarem, de uma forma ou doutra, as pretensões irrealistas que se foram amontoando ao longo dos últimos anos...

Mas, o que me custa mais é perceber como 15 000 palhaços não compreendem que esta festa parola vai contra os seus princípios mais básicos. Quase todos eles se deslocaram meio-mundo, em vorazes aviões, produzindo assim milhares de toneladas de CO2, para assistirem a este festim. De Portugal, é dada como certa a presença dos seguintes artistas:

NamePositionOrganization
H.E. Ms. Assunção CristasMinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Nuno Sanchez LacastaCoordinator Climate Change CommissionMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Alexandra Ferreira de CarvalhoDirector for the Office for International AffairsOffice for International Affairs Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Madalena Callé LucasAdvisor to the Minister Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Miguel Moreira da SilvaAdvisor to the MinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Daniel FonsecaPress Advisor to the MinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
H.E. Mr. João Nugent Ramos PintoAmbassadorDiplomatic Mission of Portugal to South Africa
Mr. Elias António de SousaConsulConsulate of Portugal to Durban
Mr. António Vasco Alves MachadoDirectorate-General for Technical and Economic AffairsMinistry of Foreign Affairs
Mr. João Carlos Bezerra da SilvaDirectorate-General for Technical and Economic AffairsMinistry of Foreign Affairs
Ms. Maria do Carmo FernandesPortuguese Institute for Cooperation and Development AssistanceMinistry of Foreign Affairs
Mr. Eduardo Jorge Ferreira SantosSenior Officer, Climate Change CommissionClimate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Pedro Martins BarataSenior Adviser, Climate Change CommissionClimate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Paulo José Tavares CanaveiraClimate Change CommissionMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Ana Cristina da Silva CarreirasPolicy Officer Climate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Elsa LopesOffice for International AffairsMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Marisa Isabel Santos MatiasMember - European ParliamentEuropean Parliament
Ms. Maria da Graça Martins da Silva CarvalhoMember, European ParliamentEuropean Parliament
Mr. Francisco Manuel Freire Cardoso FerreiraDirectorQuercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
Mr. Manuel Alexandre Gomes Mota Pinto de Abreu

Ms. Maria Constança Marques Stracquadanio
International Air Transport Association
Mr. António Leitão AmaroPortuguese ParliamentPortuguese Parliament
Mr. Fernando Manuel JesusMemberPortuguese Parliament

Nota particular para a inclusão de Francisco Ferreira, da Quercus, que vai à boleia dos contribuintes. Eles nem sequer escondem:

A Quercus fará parte da delegação oficial de Portugal como organização não governamental de ambiente e estará presente entre 1 e 10 de Dezembro através do Vice-Presidente, Francisco Ferreira.

E quanto é que custa a festa? Bem, para além do tempo perdido, uma viagem de ida e volta, de Lisboa para Durban, via a nossa TAP, não parece custar menos de 2000 euros por pessoa. Isto em classe económica. Noutras companhias internacionais, o custo parece ser mais baixo. Em termos de alojamento, segundo o site oficial de marcações do COP17, a permanência mínima é de 11 noites, mas já não há nada! Para estes artistas, os hoteis sul-africanos prepararam um roubinho à maneira, mas como são os contribuintes que pagam, nós que nos desenrasquemos! Como é óbvio, está tudo cheio, tendo sido vendidas pelo menos 160 000 dormidas...

Para terem o custo total, é só fazer umas contas de multiplicação. Muito dinheiro, para nada! Nem sequer para tomarem banho na praia, o melhor que se pode fazer em Durban...

Actualização: Os palhaços ainda vão a caminho, mas já se lamentam...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Emigrar para a Costa Rica

No mesmo artigo do DN em que se descobre que Francisco Ferreira já não é dirigente da Quercus, descobrem-se mais umas pérolas surpreeendentes. Para Francisco Ferreira, o paraíso na Terra está na Costa Rica! Vejam porquê:

Só há um país, a Costa Rica, que está acima do limiar de desenvolvimento humano e, ao mesmo tempo, tem uma pegada ecológica sustentável. Se vivêssemos todos como a Costa Rica chegaria um mundo.

O que é que tem a Costa Rica, que eu não saiba? Tem crocodilos. 80% da energia que produzem vem das barragens, coisa que eles detestam cá, mas que é aceitável no paraíso? Por isso, muita da energia é renovável, o que explica os cortes de energia e subidas expressivas dos preços. A Costa Rica tem também outras histórias ecológicas interessantíssimas...

Resumindo, o Francisco Ferreira que vá para a Costa Rica, e que nos deixe em paz! E que leve os restantes ecochatos com eles, que até já conhecem o sítio, que não nos fazem cá falta... E levem também os médicos lá do sítio, que cá apreenderam o que é trabalhar de forma sustentável!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Acordar da Sociedade Civil



Aos poucos, a Sociedade Civil vai acordando para a farsa do Aquecimento Global. E nesse aspecto, esta semana foi uma semana determinante em Portugal. Dois eventos públicos marcaram a exposição dos argumentos daqueles que vão desmascarando a farsa...

O primeiro deles ocorreu justamente no programa da RTP2, Sociedade Civil, que podem ver acima, e opôs em forma de debate o Francisco Ferreira, da Quercus, o físico Filipe Duarte Santos, o Prof. Delgado Domingos, e o Eng. Rui Moura, editor do Mitos Climáticos. Foi muito interessante ver o Francisco e o Filipe a serem encostados à corda, coisa que raramente lhes ocorre. Um dos momentos altos do debate ocorreu cerca das 1:10:10, quando Francisco Ferreira avança com "Tomara eu acreditar no que diz". A resposta de Rui Moura foi elucidativa: "A Ciência não é de acreditar e não é, digamos, uma Religião. Na Religião é que há quem acredite e quem não acredite. Isto aqui tem que se provar!"

No dia seguinte, no Greenfest, no Estoril, Bjorn Lomborg e novamente Filipe Duarte Santos, estiveram a esgrimir argumentos sobre "O Mundo Está Cheio de Problemas. É o Aquecimento Global o Maior de Todos? Ou Apenas o Que Gasta Mais Dinheiro?". Bjorn Lomborg esteve absolutamente imparável, e deu mesmo espectáculo, conforme foi referido no twitter. A argumentação utilizada é de deixar qualquer ambientalista/activista absolutamente corado!

Não deixem de ver os dois despertares nos links abaixo, apesar da sua extensão.

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23283
www.greenfestival.pt/2009/conferenciasDirecto.aspx

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Toca a acordar

No mesmo suplemento do Diário Económico a que nos referimos aqui, vem um artigo muito interessante sobre as queixas que o ruído das eólicas origina, e que provoca mesmo a paragem dos parques eólicos, como antecipadamente havíamos referido neste post emblemático. A jornalista Raquel Carvalho começa o artigo todavia com outro caso:

A empresa de electricidade EDA (Electricidade dos Açores) viu-se obrigada a desmantelar o parque eólico na Lomba dos Frades, na ilha do Faial, nos Açores e construir um novo mais longe das habitações. Tudo porque a população resolveu bater o pé e queixar-se do ruído. Inicialmente a reinvindicação obrigou a EDA a desligar o parque todos os dias entre as duas e as sete da manhã. Mas a viabilidade da estrutura acabou por ficar em causa e a empresa decidiu retirar os aerogeradores e aproveitá-los para ampliar os parques nas ilhas do Pico, Graciosa e Santa Maria, situados longe de habitações.
Já no Faial foi decidido construir-se um novo parque na freguesia do Salão, com maior produção que o actual e localizado num sítio que não prejudique a população.

Depois de referenciar o caso de Torres Vedras, Francisco Ferreira, vice-presidente da Quercus, refere mais alguns casos:

Francisco Ferreira relata ainda a mobilização das populações que vivem perto de três moinhos eólicos junto ao Pico, Alto, sítio da freguesia de Messines, do Parque Eólico de Silves, na aldeia de Gandromar, na Serra da Lousã, e na aldeia de Chãos, situado perto do Parque Eólico da Serra dos Candeeiros, em Rio Maior. Se neste último caso, a luta da população ainda não teve frutos, nos outros, foi decidida a paragem dos parques durante a noite.

O primeiro caso também conhecia, pela publicação desta carta de um dos afectados. Os restantes dois não conhecia. Mas não há como dar-lhes voz. No primeiro caso, Gandromar, não encontrei uma única referência, nem sequer parece existir o local, sendo Gondramaz o que mais se aproxima da mais que certa gralha da jornalista. No caso do Parque Eólico da Serra dos Candeeiros, da leitura da exposição de um professor primário da região, Júlio Ricardo, fica-nos uma ideia clara dos impactos, e o facto da luta ser já antiga.

Por isso, é sempre muito bom saber que as populações começam a acordar. Infelizmente, acontece porque lhes dão conta do sono. Mas é um toca a acordar para todos aqueles que ainda têm receio de afrontar estes interesses instalados!

sábado, 1 de novembro de 2008

Gasóleo melhor do que híbridos

O jornal Expresso, na sua edição de hoje, tem esta notícia na capa. Para o jornalista é um resultado inesperado e uma autêntica surpresa. Ainda bem que eles começam a acordar... Mais vale tarde do que nunca...

A notícia é baseada num estudo do Departamento de Transportes, Energia e Ambiente do IST. Tiago Farias, o coordenador do departamento resume: "O conceito de híbrido é excelente.. mas temos de reconhecer que o resultado prático actual não é brilhante". Os carros a diesel consomem muito menos energia que os híbridos, com os carros a gasolina praticamente ao mesmo nível dos híbridos. Para não variar, Francisco Ferreira da Quercus, tem dúvidas em relação a estas conclusões, argumentando que "as estimativas mais conhecidas quanto ao consumo de combustível dizem que os híbridos têm uma vantagem de 20% em relação aos carros a gasolina e andam a par nos carros a diesel".

O problema do estudo do IST, que é um estudo teórico, do Francisco Ferreira e de todos os outros, com relevância para os fabricantes dos híbridos, é não haver testes práticos e reais. Os poucos que são conhecidos, e já aqui relatados no passado, dão resultados ainda mais surpreendentes! Ou então vejam o Top Gear:

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/441645
www.youtube.com/watch?v=4YwxXBCeSh4

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Futuro Comum?

Na RTP-N estreou hoje o Futuro Comum. Um debate sobre questões do ambiente, com convidado residente o Professor Viriato Soromenho Marques, e com presenças adicionais de Filipe D. Santos e Francisco Ferreira. Estava-se mesmo a ver no que ia dar o programa...

O programa começou praticamente com uma lei: todas as questões sobre as alterações climáticas são leis que já não estão em discussão pública! As barbaridades continuaram com afirmações como as do Filipe D. Santos: "clima é algo bem definido em ciência".

O Francisco Ferreira continuou com "ondas de calor que têm vindo a aumentar nos últimos anos" e que "alguma coisa está a mudar". O "ártico teve o seu maior degelo" este ano, mas a convicção é de que o clima se define com tendências de 30 anos...

Desisti de ver. Programas destes são um extremo mau contributo para o esclarecimento público. É vergonhoso que a televisão pública (RTP) tenha este comportamento e que a Fundação Calouste Gulbenkian alinhe nisto...

http://tv1.rtp.pt/EPG/tv/epg-janela.php?p_id=23610&e_id=&c_id=7

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Viver à custa das alterações climáticas

Há tretas que não conseguem estar calados. Francisco Ferreira, da Quercus, é um desses. Na Visão do passado 19 de Outubro, ele começa por impôr o "consenso":

A ciência, através do último relatório de mais de três mil cientistas, considerou, como factos inequívocos, que as alterações climáticas e a sua causa estão na atividade humana. Há quem conteste a relação entre os extremos meteorológicos cada vez mais frequentes e a mudança do clima, de uma forma mais lata. Mas quando a sua frequência e intensidade estão muito longe do normal, estes sintomas tornam-se mais significativos.

Ele continua depois com as habituais confusões entre tempo e clima. Ele está confuso porque, ora está calor, ora está frio:

Em 2011, Portugal Continental teve a sua segunda Primavera mais quente desde 1931 (a mais quente foi 1997), com três ondas de calor, uma em Abril e duas em Maio. Aliás, o mês de Maio foi o mais quente desde 1931. Março, porém, foi mais frio e chuvoso do que o normal. Em contrapartida, nos Açores Maio foi o mês mais frio desde 2000, com muito pouca precipitação, e no Funchal não choveu durante o mês de Junho.

À minha avó também lhe fazia confusão isso das alterações climáticas. Ora estava calor, ora estava frio. Tal como o Chiquinho, que descobriu que houve por aí uns temporais:

O Inverno de 2010/11 (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) foi caracterizado pela ocorrência de fenómenos extremos: um tornado que atingiu os concelhos de Torres Novas, Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, em Dezembro; episódios de neve nas regiões do Norte e Centro; duas ondas de frio (em Janeiro e Fevereiro); chuva forte com ocorrência de queda de granizo, em Dezembro e Fevereiro; e vento forte, em Fevereiro.

Posso-vos garantir que neste Inverno também haverá mais temporais! E continuarão a existir ano após ano, tal como têm acontecido no passado. O problema do Chico é que ele tem memória curta... Para ele, importante é que tenha havido um extremo na Anadia:

Na primeira quinzena de Outubro do presente ano foram ultrapassados os extremos históricos para este mês em locais como Lisboa, Bragança ou Anadia. Neste período, registaram-se mais duas ondas de calor e não houve chuva em Portugal continental, um cenário que já vinha desde início de Setembro. Temos atualmente 1/3 do território continental em situação de seca severa e extrema.

Mas, o que ele quer sei eu! O que ele quer é continuar a viver à grande e à Francesa, à custa das Alterações Climáticas:

Apesar da crise, e para garantir que o futuro não nos sairá mais caro, integrar o impacte das alterações climáticas no planeamento e nas diversas políticas de forma a minimizá-lo deve ser, claramente, uma prioridade fundamental.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quercus passadus


O palhaço-mor da Quercus, Francisco Ferreira, em parceria com a RTP e o dinheiro dos contribuintes, veio vociferar para os Media, sobre a pegada ecológica da Campanha Eleitoral. Eu nem sequer lhe ligaria aqui, mas já que alguns, poucos, medias lhes deram alguma atenção, vale a pena esmiuçar aqui as fedorentas imbecilidades vociferadas! Para quem ainda não sabe, o comunicado da Quercus afirma que as "Caravanas dos líderes percorreram em 12 dias um total de 27500 Km e emitiram mais de 37 toneladas de CO2".

Comecemos por aqui. O que são 37 toneladas de CO2? Verificando no segundo link abaixo, Portugal emite por ano 60.001.000 toneladas de CO2. Ora, o impacto da campanha é de 6.16x10-5% nas emissões anuais! Eu consigo viver com isso... E o leitor?

Continuemos com a metodologia. A Quercus definiu um índice com os níveis "MUITO BOM", "BOM", "MÉDIO", "FRACO" e "MUITO FRACO". Mas mais abaixo no comunicado refere: "De uma forma geral, a atribuição dos valores “MUITO BOM” e “BOM” foi excluída pelo facto de muito poder ser feito de modo a reduzir custos económicos e ambientais associados à campanha". Elucidativo, não?

Alguns dos indicadores utilizados são ridículos. Porque contaram eles apenas os quilómetros percorridos "em automóvel, autocarro, comboio e avião pela comitiva principal da campanha"? E então os que participaram, e que certamente foram de camioneta ou de carro para os comícios? Como é possível acreditar que ao PS tenham sido imputados apenas um camião e 14 viaturas ligeiras???

O segundo indicador é igualmente de pasmar! Então, é suposto os partidos compensarem as emissões de dióxido de carbono que efectuam? Partidos esses, que nem sequer limpam o lixo que deixam para trás, obrigando outros a limpar a escumalha que fica um pouco por todo o lado? Porque não faz a Quercus um levantamento daqui a umas semanas dos cartazes que ainda estão na via pública???

A Quercus refere que a recolha de informação foi efectuada pelos voluntários da Quercus. Dava jeito perceber quais foram as emissões efectuadas para produzir esta análise da treta, mas isso não é convenientemente referido. O que eles queriam era falar com os partidos, com as intenções inteligentes que os leitores estão a imaginar, mas o que eles levaram foi uma monumental tampa de todos os partidos, devendo-se destacar a CDU, que tem uma coligação com Os Verdes.

Razão tem a Manuela Ferreira Leite, quando nos fala de asfixia. Para além da democrática, é também a carbónica! E o José Sócrates, que tanto refere que não podemos regressar ao passado, e que até tem razão, porque eu não quero regressar à Idade Média... E o Louça coitado, que até teve um dos melhores furos da campanha, ao mostrar do ar as pedreiras da Arrábida, é chumbado, pois era dispensável na óptica da Quercus...

Fica por isso provado que este gang não deve merecer qualquer atenção da parte dos Portugueses. Por acções como estas, deviam ser corridos a pontapé por todos os democratas!

www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=2970
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_carbon_dioxide_emissions

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O que se passa na Quercus?

Alertado por um leitor, constatei que há alguma coisa estranha a passar-se na Quercus! Nas últimas eleições, Susana Fonseca, a anterior Presidente, passou a Vice-Presidente. E assim tem sido referenciada ao longo de 2011. Mas olhando para a lista dos Órgãos Sociais, não aparece lá! E procurando bem, Francisco Ferreira, também anunciado como Vice-Presidente, nomeadamente na conferência de Durban, também não faz parte das listas dos Órgãos Sociais?

Ocorre-me que é um problema de actualização do site da Quercus. Mas a bota não bate com a perdigota. O Presidente está correcto, mas os Vice-Presidentes que passam para a imprensa não são os que estão no site? Algo de muito estranho se passa na mais importante organização ecologista deste País...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fechar a auto-estrada, por 3 anos?

Agora que os fogos florestais estão quase a acabar, os abutres já se posicionam. Aliás, como diz o motto do blog, eles interessam-se por coisas menores, como os mexilhões ou uns quantos sobreiros. É claro que ninguém gosta que um dos seus desapareça, mas esta fixação devia ser extensível aos milhares e milhares de árvores que desaparecem todos os anos em Portugal...

Os abutres vieram agora dizer que os incêndios, até 15 de Agosto, representam 1.1 milhões de toneladas de CO2. Os Media, que adoram estes abutres, papaguearam rapidamente a notícia. E para compreendermos a inacção dos ecologistas, medite-se por exemplo na comparação, que eles próprios efectuam, com a deslocação de 29 milhões de carros entre Lisboa e Porto. Segundo os dados da Brisa já de 2010, o TMD (Tráfego Médio Diário) da A1 foi 29317 veículos, pelo que contas aproximadas apontam para emissões de CO2 próximas de 3 anos de auto-estrada Lisboa Porto. Em vez de fecharmos a auto-estrada Lisboa-Porto, também podíamos cortar nos cafés... É que as emissões dos fogos foram tão grandes quanto o consumo de 52380952380 cafés, o que a dividir por 10 milhões de Portugueses, 1 café por dia, significaria que ninguém (bébés incluídos) tomaria café durante mais de 14 anos...

Perante estas aberrações, Francisco Ferreira da Quercus ainda consegue ter a lata de dizer que "não é muito". Pessoalmente, prefiro olhar para quem tenta fazer o cálculo dos custos. O DN admite que "Incêndios já custaram mais de 358 milhões de euros", com uma contabilização interessante. Outros fazem cheque-mate aos políticos, com um "Fazer pior que Sócrates é difícil". Em qualquer caso, a contabilização final será muito maior, porque ninguém conta tudo, como o tempo dos automobilistas que foram obrigados a parar no meio da auto-estrada, porque a indústria dos fogos fez lá aterrar um helicóptero, duas vezes sem necessidade...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Fé do Aquecimento Global

No seguimento do post da última quarta-feira, sobre Espiritismo e Ecologia, começo aqui uma série de posts sobre a doutrina do Aquecimento Global. Embora não sendo um especialista sobre Religiões, farei uma aproximação às evidencias de proximidade entre os dois conceitos.

Um conceito central nas religiões é o da . A Fé é um conceito bem expresso pelas palavras de Francisco Ferreira, na entrevista com o saudoso Rui Moura, em que o primeiro debita um "Tomara eu acreditar no que diz", que mereceu de Rui Moura pronta resposta: "A Ciência não é de acreditar e não é, digamos, uma Religião. Na Religião é que há quem acredite e quem não acredite. Isto aqui tem que se provar!"

Os alarmistas gostam de utilizar o nome da ciência, mas não gostam do seu método. Proclamam o Aquecimento Global, assim como proclamaram o Arrefecimento Global há umas décadas atrás. Para eles não há lugar ao cepticismo; para os restantes, há que acreditar no Aquecimento Global, e ponto final. Mesmo para o clero, o que interessa é existir uma forte convicção de que algo seja verdade, como o demonstra, por exemplo, a activista do Greenpeace nesta célebre reportagem.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Falta de oportunidade do "Minuto Verde"









O "Minuto Verde" da Quercus, que passa todas as manhãs na RTP1, é quase sempre patético! Mas hoje a patetice foi extraordinária! Francisco Ferreira, voltou hoje a demonizar os veículos que todos os dias temos que levar para os centros das cidades. E a tentar impingir-nos as virtudes dos transportes públicos.

O que é extraordinário num dia em que a CP esteve em greve, e em que amanhã se prepara uma mega-greve em todas as empresas de transportes.

Fica-lhes bem, parecerem estúpidos! O que vale é que já ninguém deve levar o "Minuto Verde" a sério, mas ele continua lá. Quanto será que pagam os contribuintes por estas baboseiras?