Depois de cerca de quatro anos e meio, e mais de 1500 posts depois, está na hora do Ecotretas se reformar. Com um novo projecto aliciante e irrecusável em mãos, passarei a não ter nenhum tempo para prosseguir com este Serviço Público. Foi muito tempo que dediquei à exposição das muitas Verdades Inconvenientes, sem nunca ter recebido qualquer recompensa financeira por isso. Mas fica o enorme reconhecimento que recebi de muitos leitores.
Compreendo a desilusão que isto possa constituir para muitos desses leitores. Sei que são muitos, quer pelas estatísticas, quer pelos muitos emails que recebo diariamente. Hoje o cenário é muito melhor que há uns anos atrás, quando comecei, e a prova são os múltiplos blogs que abordam este tema, e que podem ver na lista à esquerda. Para quem quiser seguir isto em termos internacionais, referência incontrolável é o WUWT, do Anthony Watts.
Felizmente, as notícias dos últimos tempos ajudam. A Mãe Natureza, depois de um dos seus muitos interregnos, parece estar de volta com tempos mais fresquinhos. E que parecem poder intensificar-se nos próximos tempos. Depois de esturricarem dinheiro nas renováveis, os países esbanjadores como o nosso já não têm mais que estoirar. Até já a Comissão Europeia percebeu que têm que acabar rapidamente com a subsidiação das energias renováveis! E onde não há dinheiro, não há vícios!
Mas a maior mudança observa-se nas pessoas. O cepticismo e repúdio desta ciência fraudulenta já estão firmemente cimentados. O Zé Povinho já não come e cala o que a Religião Verde nos tenta impingir. Há todavia muito por fazer. Da minha parte, infelizmente, muitos projectos ficam pendurados. Apenas dois posts que já estavam preparados serão publicados nos próximos dias. Mas outros projectos novos germinarão! Entretanto, não se esqueçam que a Religião Verde continuará a querer endoutrinar-nos, seja com o Aquecimento Global, Alterações Climáticas, ou o que quer que seja que eles vão inventar a seguir. Permaneçam atentos, porque os melancias continuarão a estrabuchar na sua tentativa de imporem uma Nova Ordem Mundial...
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Público ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
PNAER/PNAEE: Contributo aberto
Há três semanas alertava os leitores para a disponibilização online da nova proposta do PNAER e PNAEE, que se designa de “Linhas de orientação para a revisão dos Planos Nacionais de Ação para as Energias Renováveis e para a Eficiência Energética”. Entretanto, o documento deixou de estar disponível no site da DGEG, e até hoje não voltou a aparecer! Entretanto, enviei o documento para múltiplos leitores que mo pediram (quem quiser pode continuar a pedir por email). No site da DGEG, a própria notícia que referenciava a consulta pública desapareceu, sem qualquer indicação do ocorrido, e o desaparecimento já chegou aos Media.Como o prazo da consulta pública é até 18 de Maio, não tendo sido cancelado, e como prometido, deixo abaixo os meus comentários, que submeterei à DGEG na próxima semana. Encorajo os leitores a enviarem também os seus comentários para o endereço de email disponibilizado pela DGEG, consultapublica2012@dgge.pt. Para isso, podem pescar ideias abaixo, mas a intenção não é fazerem copy&paste... Mas, na lógica que a Troika sugere, há que envergonhar o status quo actual, pelo que o vosso comentário contribuirá para um planeamento mais regrado para os próximos anos.
Exmos. Senhores,
No âmbito do processo de revisão dos PNAER e PNAEE, em consulta pública até 18 de Maio, junto os meus contributos.
O documento tem algumas boas medidas, com as quais necessariamente se concorda. Mesmo alterações ao PNAER/PNAEE anterior vão no bom sentido, como sejam a eliminação de medidas como a E8M4 (Escola Microprodutora), RS6M1 (Microprodução), ou a recente decisão de suspensão todos os novos licenciamentos da PRE. Assim sendo, os comentários subsequentes são respeitantes a dúvidas acerca das propostas efectuadas, ou então de propostas com as quais não podemos concordar. Nestas últimas, avançamos com propostas alternativas.
- Pressupostos macroeconómicos pouco ajustados à realidade
Não deixa de ser preocupante que os pressupostos assumidos pareçam estar pouco ajustados à nossa realidade. Em termos de evolução macroeconómica, dificilmente o País conseguirá crescer ao ritmo anunciado depois de 2013, sabendo-se à partida das enormes dívidas contraídas em termos das PPPs, e mais especificamente na área da energia, no enorme défice tarifário e tarifas feed-in contratualizadas até ao final da década. - Pressuposto pouco provável de evolução do preço de petróleo
Em termos da evolução do preço de petróleo, as previsões de estabilidade são ainda menos fundamentadas! Por um lado, os conceitos de peak-oil defendem valores bastantes superiores do preço de barril, enquanto a utilização de novas fontes (eg. shale-oil) proporcionarão porventura preços inferiores. Assumir preços de barril de petróleo de 112 USD em 2020 é, no mínimo, arriscado. - Evolução de preços deveria estar em Euros, e não em dólares
Mas mais preocupante é assumir valores em dólares americanos, sendo que um documento desta importância deveria ter expresso os valores em EUROS, a moeda do nosso País! - Previsões de evolução de gás natural não equacionam cenários recentes
Igualmente preocupante são as previsões para a evolução do preço do gás natural, onde manifestamente não se equaciona o impacto da extracção de gás de xisto, que já fez baixar o preço do gás nos Estados Unidos para valores próximos dos mínimos das últimas duas décadas! - Não se equacionam prováveis reservas de gás natural
A propósito do gás natural, é preocupante que a DGEG não tenha equacionado as potenciais reservas de gás natural que parecem existir em Portugal! Por um lado, não levam em linha de conta a recente licença atribuída para prospecção de gás natural no Algarve, nem as potenciais reservas de gás de xisto, que relatórios internacionais apontam existir em Portugal. Porque não é feita nenhuma referência a este aspecto no PNAER/PNAEE? - Improvável e pouco realismo dos preços das licenças de CO2
A evolução dos preços das licenças de CO2 é igualmente pouco realista. Primeiro, porque o abandono dos grandes países do Protocolo de Quioto forçou em baixa o seu preço. Mesmo o preço no Mercado Europeu tem estado em queda livre! Depois, porque o abandono do nuclear por algumas potências mundiais vai-se traduzir em maiores emissões de CO2, e esses países vão ser os primeiros a não querer que esse mercado funcione, com nomeadamente a Alemanha à cabeça em termos europeus. Some-se o facto provado de que o Mercado de Emissões tem existido apenas para subsidiar alguns sectores (eg. cimenteiro), promovendo mesmo a retirada de competitividade às indústrias europeias, bem como um sem número de fraudes. Tudo isto faz com que o Mercado Europeu de Licenças de CO2 vá ter o mesmo destino do equivalente mercado americano: encerramento! - Evolução irrealista da capacidade do sistema electroprodutor
Os pressupostos relativos à evolução da capacidade do sistema electroprodutor são ainda mais criticáveis. Por um lado, já temos potência a mais. Isso é válido quer em termos de suportar os valores de ponta, onde a potência já suporta mais do dobro do requerido, quer em termos de suportar o consumo anual, onde a capacidade instalada é mais de três vezes superior à necessária. Por isso, a recente suspensão de mais licenciamentos é de louvar, apesar da capacidade do sistema electroprodutor continuar a aumentar no domínio da microprodução, que urge igualmente suspender o mais rapidamente possível. Por outro lado, a serem cumpridas as acções do PNAEE, na verdade é suposto que as suas consequências sejam a da diminuição do consumo de energia, e não do seu aumento! Por isso, é incompreensível que se aumente em mais 20% a potência total do sistema electroprodutor até 2020. Em particular, caso esse aumento venha efectivamente a existir, é muito importante que essa energia seja vendida em mercado aberto, sem qualquer subsidiação pública ou dos consumidores, nomeadamente através de tarifas feed-in. - Retirada perigosa da PRO Térmica
Em termos de PRO Térmica, a retirada das centrais de carvão afigura-se problemática. Em anos em que os recursos hídricos e eólicos sejam diminutos, como o foram simultaneamente este ano, é indesejável não existir capacidade térmica. Apostar unicamente em gás natural é colocar todos os ovos no mesmo cesto, o que é manifestamente arriscado. Tal decisão deveria ficar condicionada, nomeadamente, à prova e capacidade de utilização de reservas de gás natural em Portugal. - Evolução indesejada da cogeração não-FER
A estimativa de evolução da PRE estabelece um aumento reduzido mas prolongado, da cogeração não-FER. Num cenário de excesso de potência, tal não é desejável. Sendo certo que é conhecido que muita da produção em cogeração não cumpre os requisitos legais, o natural seria verificar-se uma diminuição nesta vertente. O facto de muita da cogeração não-FER ser ainda baseada em fuel-oil, devia levar a medidas de retirada de subsidiação, em vez do seu incremento. É incompreensível que se tenha feito um esforço de retirada do uso de fuel-oil, no Continente, para produção de electricidade, e se continue a subsidiar principescamente a sua utilização nos domínios da cogeração. - Crescimento das eólicas é indesejável
A estimativa de crescimento das eólicas no PRE é indesejável. O país já tem um excesso de eólicas, que desfiguram negativamente a paisagem de Portugal. Num cenário de excesso de capacidade instalada, e de uma maior eficiência energética, acrescentar ainda mais eólicas não tem justificação económica. Acresce o facto de que novos locais para instalação de eólicas serão necessariamente menos competitivos, em função da actual ocupação dos locais com maior potencial de vento. Qualquer cenário de sobreequipamento deverá significar a saída desses parques do PRE, directamente para o mercado livre. A eventual implementação de eólicas off-shore não deverá igualmente ser alocada no âmbito do PRE, devendo concorrer directamente em termos de mercado. - Crescimento do solar fotovoltaico e termo-eléctrico é indesejável
A estimativa de crescimento do solar fotovoltaico e solar termo-eléctrico no PRE é indesejável. Os custos são absolutamente astronómicos, e não deverá ser permitido que esses custos transitem para os consumidores/contribuintes. Ainda que seja cortada em mais de metade o crescidmento da capacidade neste domínio, é desejável que qualquer nova capacidade adicional nestes domínios não seja enquadrada no PRE, podendo eventualmente ser comercializada em mercado. Tal fomentará o desenvolvimento da tecnologia, ao contrário da massificação da subsidiação actual. - Introdução da energia das ondas é indesejável
A estimativa de crescimento da energia das ondas é igualmente indesejável. Depois do falhanço repetido desta tecnologia em Portugal, e noutros países, não faz sentido a utilização de uma tecnologia enquanto não estiver madura. Qualquer nova capacidade adicional nestes domínios não deverá ser enquadrada no PRE, podendo eventualmente ser comercializada em mercado. - Perigo na promoção da cogeração
Em relação à cogeração, mesmo que FER, e mesmo que como medida de backup, deve se ter especial cuidado na promoção desta tecnolgia, dado que é um dos factores que mais condiciona negativamente, neste momento, a evolução dos preços da electricidade. O documento refere, e bem, que tais medidas exigiriam algum grau de investimento público, pelo que não é certamente uma solução, de momento. - Conflito na evolução do consumo de electricidade
As previsões do consumo de Eletricidade, apontam para um crescimento de cerca de 7,4% entre 2010 e 2020. Com objectivos tão ambiciosos a nível do PNAEE, não é esta meta de crescimento anual demasiado elevada, especialmente a esperada entre 2015 e 2020? - Estratégia perigosa de biocombustíveis
A estratégia de aposta em biocombustíveis tem-se revelada um fracasso assinalável. A sua produção não é ambientavelmente e economicamente sustentável. A nível mundial, tem revelado igualmente um forte impacto na produção de alimentos, contribuindo para a criação de mais problemas, do que aqueles que efectivamente resolve. Em Portugal, a estratégia deveria passar primeiro por nos tornarmos auto-suficientes em termos alimentares, e só depois pensarmos em ocupar a agricultura a produzir ineficientemente este tipo de combustível. - Eliminar microprodução
Os subsídios efectuados no âmbito da microprodução são a forma mais anti-social de geração de energia eléctrica em Portugal. A microgeração é apenas para uma classe alta, com capacidade para suportar os custos de instalação, ou então empresas que se estão a aproveitar das tarifas feed-in escandalosas existentes. Os licenciamentos de microprodução subsidiada deveriam ser imediatamente suspensos. - Promoção dos veículos eléctricos é anti-social
A medida T1, relativa à promoção da aquisição de veículos eléctricos não é desejável. Os carros eléctricos são uma tecnologia ineficiente, cara, sem incorporação nacional, e destinados a uma classe média-alta, que não deveria ser subvencionada pelos restantes contribuintes. O reduzido potencial da medida, de apenas 2 ktep, significa que o retorno da medida, pura e simplesmente, não existirá. Igualmente anti-social seria autorizar a circulação de veículos eléctricos em faixas de rodagem reservadas a transportes públicos (BUS) ou faixas específicas, dado que mais uma vez estes carros só podem ser adquiridos por uma classe média-alta. O mesmo se aplica para a isenção do ISV e IUC, mais uma medida extremamente anti-social!
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Podia mudar-lhe a opinião
O canal de televisão australiano ABC emitiu há uns dias um documentário interessante, "I Can Change Your Mind About..Climate", com a presença do céptico Nick Minchin e da alarmista Anna Rose. O programa é bem esgalhado, tendo entrevistado um conjunto de pessoas de ambos os lados do debate. Como de costume, é sempre um momento alto quando se tropeça em Marc Morano. Vejam como ele deixou a inexperiente Anna completamente sem palavras:
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
Nós já sabemos que estes tretas não fazem a menor ideia da ciência! Ela disse que não argumentava com Morano, porque ele não era um cientista climático; ela, todavia, é formada em Direito e Artes!? Eu até gosto especialmente de activistas como Anna, que fazem figuras de parvas, e cuja expressão idiota perante Morano me fez lembrar a da activista da Greenpeace com Christopher Monckton.
Particularmente interessante foi também a presença de Jonova. Ela e o marido têm uma forma extraordinária de evidenciar quão podre está esta ciência, e prometem divulgar a lição não editada da malhação que deram na Anna. Enquanto não chega o vídeo, a transcrição efectuada pela ABC dá-nos uma ideia de que Anna terá aprendido mais ciência em casa do David e Jo, do que em todo o tempo anterior!
Recomenda-se o visionamento do episódio na sua totalidade, no link do site da ABC, ou abaixo, cortesia do Fiel Inimigo. Os cientistas desta ciência fraudulenta ficaram ofendidos, mas o público teve outra opinião! Se quiserem, podem preencher o inquérito que a ABC fez, para perceberem qual é o vosso perfil neste debate, e perceber que mais de metade do público acha que isto das Alterações Climáticas é uma grande treta!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Portela + 1 = Alverca
Anda por aí a grassar, novamente, a polémica do aeroporto de Lisboa. Já havíamos abordado a polémica há dois anos, mas está na altura de voltar ao tema. Como é evidente, os lobbies procuram fazer vingar as suas teses, esperando mamar do erário público.Em primeiro lugar, como referi no artigo de há dois anos, a Portela ainda tem muito para dar. É só fazer as duas obras minúsculas referenciadas então. Com a Easyjet a estrear hoje a sua base em Lisboa, e com a Ryanair a querer trazer milhões de passageiros, o que é perfeitamente possível, dado que para o Porto transportaram mais de 2 milhões de passageiros em 2011, há que todavia fazer uma outra aproximação.
Como não podemos ficar à espera, nem temos dinheiro para a megalomania de um novo aeroporto, há que adaptar um, e depressa. As alternativas que se colocam em cima da mesa são Alverca, Sintra e Montijo. Para todos aqueles que defendem que Beja e Monte Real são uma alternativa, só posso dizer que estarão bêbados de qualquer coisa, provavelmente regionalismo. Basta ver a aberração mais recente de Beja , para perceber a estupidez e alucinação em que vivem os mentores desse aeroporto...
Das três alternativas, defendo claramente a de Alverca. É aquela que tem todas as características adequadas para resolver o problema. Monta-se um barracão (inspiração: barracão do Terminal 2 do aeroporto de Malpensa em Milão) e umas passadeiras rolantes até ao comboio, a 150 metros! Recordemos que a Linha do Norte tem justamente do Oriente até Alverca quatro vias de circulação, pelo que não há quaisquer limitações na introdução de um shuttle rápido até ao Oriente (vel. máxima de 200 Km/h de Alverca até Moscavide, praticamente a totalidade do trajecto), ao contrário do que dizem alguns mal-informados. Tudo num tempo inferior a 10 minutos! Junta-se o equipamento técnico, e está feito! Tal simplicidade é impossível de imaginar para Sintra ou Montijo. E não alimenta os lobbies, como seria o caso da Lusoponte e Ascendi! E não tem o historial de casos do Montijo 1 2 3.
Ademais, tal como nas outras duas opções, não é preciso serviço de fronteiras, limitando-se os voos ao espaço Schengen. Serviço de bagagens é básico, dado os voos serem ponto a ponto, e a grande maioria dos passageiros transportar a sua própria bagagem. É ainda possível fazer a saída dos aviões pelos seus próprios meios, sem push-back, e colocar os passageiros nos aviões pelos seus próprios pés, tudo para gaúdio de todos!
É claro que depois há as supostas incompatibilidades com o aeroporto da Portela... Na verdade, as incompatibilidades, são muito maiores no caso do aeroporto do Montijo. No enfiamento da 08/26, temos o Cristo Rei, e o enfiamento da 03/21 da Portela. Acresce não estar orientada em função dos ventos dominantes, um problema que também afecta, em menor grau, a pista 14/32 de Sintra. A 01/19 do Montijo é melhor, mas mais curta que a de Alverca, sem grande capacidade de crescimento, e interfere na 17/35 da Portela.
Como pode então funcionar Alverca? Há tantas hipóteses. Exige apenas planeamento! E não nos esqueçamos que vai ser um aeroporto secundário, pelo que a quantidade de movimentos não vai ser naturalmente muito elevada!
Quando o vento é o dominante, de norte, o problema não se coloca nas descolagens. Como Alverca irá servir praticamente apenas a Europa (excepções: low-costs para as ilhas), os aviões descolam daí normalmente, enquanto a descolagem da Portela se faz igualmente de forma normal, privilegiando porventura os voos que levantem e voltem à esquerda (especialmente ilhas e continente americano). Adicionalmente, a pista 35 da Portela pode perfeitamente ser utilizada em simultâneo. O problema coloca-se nas aterragens. Note-se que o enfiamento das duas pistas, dada a pequena diferença de ângulos, é evidente. O problema é agravado pelo facto de Alverca estar a uma cota 100 metros inferior à da Portela. Todavia, os aviões que serão destinados a Alverca não são propriamente A340s/747s, tendo muita maior capacidade de manobra, e menores restrições. Existindo limitações, não são substanciais.
Quando o vento é de sul, a Portela utiliza as pistas 21 e 17. Aqui o problema é essencialmente simétrico, mas não totalmente, derivado das limitações associadas a uma aterragem abortada em Alverca. Esta possibilidade, que tem sempre que ser considerada, reduz marginalmente a capacidade de operação da Portela. Nas descolagens, há igualmente limitações, mas mais uma vez as características técnicas dos aviões a operar em Alverca, associado ao facto de transitarem na sua grande maioria para a Europa, praticamente não cria problemas.
Enfim, as justificações para "enterrar" Alverca servem apenas para esconder o facto de que com muitos poucos milhões de euros se resolve o problema. Sem benefício dos lobbies. É por causa destes lobbies que os técnicos encontram problemas, em vez de soluções! Então se compreenderá que Alverca constitui claramente o melhor complemento para o Aeroporto da Portela, e uma solução que agradará certamente à Ryanair & companhia.
Actualização I: Um leitor enviou-me um link interessante para fotos de aviões em Alverca, a maioria suponho que do Museu do Ar.
Actualização II: Outro leitor alertou-me para o facto de que, já hoje, os comboios directos entre Alverca e Lisboa demoram apenas 10 minutos. A consulta da página da CP revela que há hoje, 2012-04-20, 15 ligações directas de 10 minutos, num total de 87 ligações diárias entre Alverca e Lisboa. No sentido contrário há 90!!!
Actualização III: Um terceiro leitor enviou-me referências para dois vídeos do Youtube. O primeiro é de um Airbus a aterrar em Alverca, e o outro é de um pequeno jacto a levantar da Portela e a aterrar em Alverca. Dá para perceber perfeitamente o voltar inicial para a direita, e depois para a esquerda, bem como a exequibilidade de voos simultâneos, desde que nas condições referenciadas no post.
Actualização IV: Um leitor atento alertou-me para a troca nas referências às pistas 17 e 35, entretanto corrigida. Tinha-me baseado na elaboração deste post no mapa deste documento, que também está errado...
Actualização V: Um leitor evidenciou que o Aeroporto de Alverca ficará quase tão perto do centro de Lisboa, quanto o da Portela, se considerarmos a deslocação por Metro. Na verdade, a linha do aeroporto da Portela levará cerca de 5 minutos a chegar ao Oriente, apenas um pouco menos que um shuttle rápido de Alverca. A continuação da linha de Metro entre o Aeroporto e o Campo Grande está apenas prevista. Este é ademais uma evidência que Alverca será claramente a melhor posicionada, quando se considerar o tempo necessário para interligar os dois aeroportos, e que em cenários óptimos, poderá permitir a um passageiro colocar-se no outro aeroporto em 20 minutos!
Actualização VI: Ao contrário do que se possa pensar, a Portela está longe do esgotamento. Vejam a disponibilidade de slots disponíveis neste site, e comparem com outros aeroportos... Carreguem em "Runway Availability", depois em "Week", escolham o aeroporto "LIS", e introduzam uma data. Escolham, por exemplo, uma das piores semanas, "23JUL". O resultado é a primeira imagem abaixo. A segunda imagem abaixo, à direita, mostra o que é um aeroporto verdadeiramente congestionado, o de Heathrow, em Londres (clique para ver melhor):
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Actualização VII: Um leitor enviou-me mais uma desvantagem de Alverca: é que o pessoal do aeromodelismo gosta de se divertir para aqueles lados, e não vão querer perder direitos adquiridos... E não é que uma pesquisa pelo Youtube revela inúmeros exemplos, como revela o primeiro vídeo abaixo? Já agora, no segundo vídeo abaixo, podemos ver um desses modelos a filmar a área envolvente... Não admira que não queiram libertar o espaço!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Preços electricidade OMIE em 2011
Os preços de electricidade praticados no âmbito do MIBEL, e que estão acessíveis no site do OMIE, dão-nos uma perspectiva clara dos preços praticados em termos de um mercado que se pretende aberto. Tenho sido desafiado por vários leitores, e mesmo críticos, e porque mais ninguém parece querer investigar, a divulgar publicamente estes dados. Por isso, cá segue o início de mais um exercício de serviço público gratuito.
No primeiro gráfico abaixo podemos observar a distribuição do custo da electricidade no mercado, para cada um dos períodos horários do ano de 2011. São um total de 8760 pontos, que se concentram essencialmente em torno dos 40 a 60 €/MWh. Para uma contextualização da importância destes dados, foi inserida na imagem uma linha nos 93.50 €/MWh, o valor médio pago às eólicas em 2011. Tal significa uma coisa muito simples: a mais competitiva das energias alternativas, foi apenas competitiva em termos de mercado numa hora do ano! Tal feito histórico, ocorreu entre as 20 e 21 horas de 12 de Janeiro de 2011.
No segundo gráfico abaixo podemos observar todos os pontos ordenados por ordem crescente de preço. Também aqui se verifica que durante a grande maioria dos períodos horários do ano se verificaram preços entre os 40 e 60 €/MWh, com 95% dos períodos horários a registarem um valor inferior a 65.81 €/MWh. Comparando com um gráfico de 2010, o primeiro neste post emblemático, verifica-se muito menos electricidade de borla, em função da maior produção hídrica dos primeiros meses de 2010, e também menos períodos horários com valores superiores aos dos valores médios pagos aos produtores eólicos. Nota-se também uma subida dos valores médios significativa, e que a ERSE contabilizou como preço de referência do mercado regulado em 38.74 €/MWh para 2010, e de 51.84 €/MWH em 2011. Ainda assim, 2011 acabou por ser o terceiro ano com electricidade mais barata desde 2002!
No primeiro gráfico abaixo podemos observar a distribuição do custo da electricidade no mercado, para cada um dos períodos horários do ano de 2011. São um total de 8760 pontos, que se concentram essencialmente em torno dos 40 a 60 €/MWh. Para uma contextualização da importância destes dados, foi inserida na imagem uma linha nos 93.50 €/MWh, o valor médio pago às eólicas em 2011. Tal significa uma coisa muito simples: a mais competitiva das energias alternativas, foi apenas competitiva em termos de mercado numa hora do ano! Tal feito histórico, ocorreu entre as 20 e 21 horas de 12 de Janeiro de 2011.
No segundo gráfico abaixo podemos observar todos os pontos ordenados por ordem crescente de preço. Também aqui se verifica que durante a grande maioria dos períodos horários do ano se verificaram preços entre os 40 e 60 €/MWh, com 95% dos períodos horários a registarem um valor inferior a 65.81 €/MWh. Comparando com um gráfico de 2010, o primeiro neste post emblemático, verifica-se muito menos electricidade de borla, em função da maior produção hídrica dos primeiros meses de 2010, e também menos períodos horários com valores superiores aos dos valores médios pagos aos produtores eólicos. Nota-se também uma subida dos valores médios significativa, e que a ERSE contabilizou como preço de referência do mercado regulado em 38.74 €/MWh para 2010, e de 51.84 €/MWH em 2011. Ainda assim, 2011 acabou por ser o terceiro ano com electricidade mais barata desde 2002!
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Jorge Moreira da Silva
Jorge Moreira da Silva era, até ao último congresso do PSD, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD. Agora, Jorge Moreira da SIlva passa na prática a número dois do PSD, passando a ser o novo coordenador político do PSD. O País já se tinha safado no passado de o ver como Ministro do Ambiente, que só não foi por uma questão de quotas...Mas quem é este Jorge Moreira da Silva, um completo desconhecido do público? Sempre foi basicamente um burocrata associado ao que de pior podemos imaginar da fraude do Aquecimento Global e Alterações Climáticas. Veja-se o que ele dizia em 2002, enquanto relator, negociador e autor da Directiva que estabeleceu o novo Sistema Europeu de Comércio de Emissões (todos os realces da minha responsabilidade):
| conditions are created that Climatic Change and the Kyoto Protocol are no longer only theoretical items but will constitute in future an important pillar in economic and environmental politics. The Carbon Economy is born. Those who are able to produce with less greenhouse gas emission will be the winners. |
É claro que ele se enganou redondamente! Quem está a ganhar são aqueles que mais CO2 emitem, com a China naturalmente à frente, e a Europa justamente no final dessa lista, e com Portugal na última posição! Quase tudo o que ele defende é de meter repulsa. Veja-se outro caso bastante evidente, do que Jorge Moreira da Silva dizia em 2003:
| Jorge Moreira da Silva, who is steering a bill through the parliament which will cap industrial emissions of carbon dioxide (CO2), said Europe would have to pay to cut the emissions seen as a contributor to global warming but the EU could show the world it can be done without bankrupting the economy. "In the short term we will pay. Our products will have the environmental costs included in the price," the centre-right politician from Portugal told Reuters in an interview at the Brussels-based assembly. (...) Moreira da Silva said if the scheme can be made cost-effective and credible, it could eventually help convince the United States to come back to the international climate change table. "If we can prove that this scheme will remove emissions at lower cost, if we prove it works in Europe and it works in the rest of the world when we link it to other (emissions trading) schemes, I guess the U.S. administration might find a reason to ratify Kyoto," he said. Moreira da Silva believes that, as the climate change problem becomes more evident, eventually all countries will have to reduce CO2 emissions and those that learn how to do so earlier, like the EU, will be at a competitive advantage. "It might not be now, not in five or 10 years, but some day we will all be obliged to (cut emissions)," he said. |
Todas estas afirmações foram desmentidas pelos factos. Não só os Estados Unidos não aceitaram Kyoto, como outros saltaram fora. Obviamente, a única coisa que se provou com o esquema das emissões europeu, foram as incontáveis fraudes que proliferaram no mercado de carbono. E que finalmente o está a afundar à Titanic... E obviamente no problema das alterações climáticas, o que é cada vez mais comum é os ratos saltarem fora do barco.
É provavelmente o que aconteceu a Jorge Moreira da Silva. Saltou fora do cargo de director-geral das Nações Unidas da área de Economia das Alterações Climáticas, no Grupo de Energia e Ambiente, para aturar agora, entre outros, os caciques locais, preparando nomeadamente as próximas eleições autárquicas. Sempre são novos ares, mais perigosos que os do CO2. E como nas eleições os eleitores começam a gostar de desancar naqueles que lhes trouxeram taxas de carbono, talvez o Jorge Moreira da Silva comece a piar mais fino...
Actualização: Um leitor mandou-me vários apontadores recentes que confirmam a análise do salta-fora. A China saltou fora da encomenda de umas dezenas de aviões Airubus europeus. A Q-Cells, outrora o maior fabricante de paineis solares fotovoltaicos, saltou fora do mercado, declarando insolvência. E para comemorar o meu post, o mercado de carbono deu um trambolhão de 14%!
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terça-feira, 27 de março de 2012
Rendas da electricidade
O que é verdadeiramente extraordinário na tabela é o facto das energias mais caras aparecerem primeiro, e as mais baratas no final. Então, a do fotovoltaico é escandalosa! Reparem ainda nos valores negativos das três primeiras, na coluna Diferença, a indiciar que são, coitadinhas, as mais prejudicadas?
Se foi esta a análise com que Mexia se insurgiu, há que dar-lhe toda a razão! Se estas são as bases que estão a ser tidas em conta pelo Governo, vem aí merda da grande!
O custo do capital é um tema financeiro muito complexo, a que a ERSE dedica extensos relatórios. Em termos muito simples, é a taxa de juro a que a empresa se consegue financiar. E de uma forma também simples, quanto maior é o risco, tipicamente maior é o custo do capital. Já uma taxa de remuneração significa o lucro que uma empresa consegue gerar em função do investimento, sendo de uma forma simples calculada pela divisão do lucro pelo capital investido.
Voltando a olhar para a tabela chegamos à conclusão óbvia: nem com subsídios escandalosos as energias alternativas são financeiramente interessantes! E as taxas efectivas de remuneração são baixas, porque também são tecnologias ineficientes! Só a mamar à custa dos consumidores/contribuintes é que conseguem sobreviver...
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Climigra
O Instituto de Meteorologia divulgou ontem que vai coordenar o projecto Climigra, que visa estudar o impacto das variações climáticas nos movimentos migratórios em Portugal continental e Regiões Autónomas. Pretende dar uma visão histórica das variações climáticas, utilizando-se "o legado histórico da informação climática em Portugal existente no IM, enquanto única informação climática validada para o território nacional". Para além do IM, participam "algumas Universidades, Centros de Investigação e Institutos Públicos nacionais, no continente e Região Autónoma dos Açores".Mas, o que eles querem sei eu! O que eles querem é martelar os dados, para que seja reconhecido que as Alterações Climáticas, ou o Aquecimento Global, são piores do que se imaginava! Se eles estivessem verdadeiramente interessados na temática, libertavam esse legado histórico para o público, e comunidade científica, e garanto-vos que também eu participava! Assim, a minha primeira participação neste domínio, vai ser a de desmontar os interesses instalados neste projecto.
Pouca mais informação existe na Internet. O Governo Regional dos Açores antecipou-se uma semana na divulgação deste projecto fraudulento. Ao invés do IM, diz lá que muitos mais coordenam! E diz lá também que a História Climática vai começar, neste País com muitos séculos de existência, apenas em meados do século XIX!
Por isso, vou começar o projecto Climentiras. Ele visa conhecer as verdadeiras alterações climáticas, ao longo de toda a História de Portugal, mesmo anterior à nossa Independência em 1143. Para expor as mentiras que se propagam por aí, e que se vão intensificar com este projecto. Alguns dos posts anteriores podem ser aproveitados, como a investigação sobre David Melgueiro, a referência à Real Fábrica do Gelo, e muitas outras que estão agrupadas na etiqueta História. Conto também para isso com o contributo dos leitores, que possam sugerir pistas, ou mesmo escrever parte desta nossa História desconhecida, e esquecida...
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Greve dos príncipes e fidalgos
Amanhã, é garantido que mais uns poucos, vão infernizar a vida de muitos! Os muito poucos são os trabalhadores públicos do sector dos transportes públicos. Os príncipes são de tal forma importantes, que o Metropolitano vai fechar. São estas estratégias que têm enterrado esta empresa pública, que devia em 2010 qualquer coisa como 3800 milhões de euros. Cada um de nós deve cerca de 380 € por causa das mordomias destes fidalgos do Metropolitano de Lisboa.
Mas não é só no Metropolitano que se notará a greve. Em todos os locais onde mais se chucha os contribuintes, é garantido que a greve será mais sentida. Para somar à dívida do Metro, na CP e Refer deve-se mais de 10000 milhões de euros, ou seja 1000 euros para o leitor, e outros 1000 para mim, e para cada um dos Portugueses, crianças e velhinhos incluídos! E como se isto fosse pouco, também não pagam aos fornecedores, aumentando ainda mais a dívida encapotada...
É por isto que todos nós nos temos que insurgir contra estes grevistas que apenas visam manter as regalias de muitos poucos, em detrimento de todos nós. Que pagamos para manter esta boa vida destes trabalhadores, que mal agradecidos, ainda nos brindam com mais um dia de miséria! Por isso, estes serviços têm que ser privatizados o mais rapidamente possível. As suas regalias principescas têm que acabar imediatamente, pois não é aceitável que quem aufere rendimentos baixos, e que são a maioria dos Portugueses, andem a alimentar estes príncipes que ganham milhares de euros por mês!
Porque nunca ouvi falar disto nos jornais, deixo aos leitores um gráfico que ilustra de forma eloquente porque são sempre os mesmos a fazer greve. Reparem no gráfico abaixo (cliquem para ver melhor), retirado deste documento do Banco de Portugal, e confirmem como os salários do sector público eram muito mais elevados que os dos privados, em 2005. Reparem como a função de densidade do sector público se deslocou muito mais para a direita desde 1996, e como a diferença de valores médios (dados pelas linhas verticais) aumentou entre o público e o privado. E vejam como os elevados salários praticados nas empresas públicas, nomeadamente de transportes, ainda acabam por compensar a curva dos salários dos privados! Imaginem, finalmente, onde estas funções se encontram hoje, e perguntem porque são sempre os mesmos a fazer greve?

Actualização: A notícia teve que ser editada relativamente à dívida da CP e Refer. O link que havia providenciado está manifestamente incorrecto, como se pode confirmar por notícias de anos anteriores, onde o valor já era manifestamente superior. Obrigado ao Rui Rodrigues pela correcção.
Actualização II: O sector público mencionado no estudo do Banco de Portugal, referenciado no último parágrafo, é entendido pelos autores como o conjunto da Administração Local, Regional e Central do Estado. As empresas públicas foram enquadradas no sector privado. O último parágrafo foi, por isso, ligeiramente alterado.
Mas não é só no Metropolitano que se notará a greve. Em todos os locais onde mais se chucha os contribuintes, é garantido que a greve será mais sentida. Para somar à dívida do Metro, na CP e Refer deve-se mais de 10000 milhões de euros, ou seja 1000 euros para o leitor, e outros 1000 para mim, e para cada um dos Portugueses, crianças e velhinhos incluídos! E como se isto fosse pouco, também não pagam aos fornecedores, aumentando ainda mais a dívida encapotada...
É por isto que todos nós nos temos que insurgir contra estes grevistas que apenas visam manter as regalias de muitos poucos, em detrimento de todos nós. Que pagamos para manter esta boa vida destes trabalhadores, que mal agradecidos, ainda nos brindam com mais um dia de miséria! Por isso, estes serviços têm que ser privatizados o mais rapidamente possível. As suas regalias principescas têm que acabar imediatamente, pois não é aceitável que quem aufere rendimentos baixos, e que são a maioria dos Portugueses, andem a alimentar estes príncipes que ganham milhares de euros por mês!
Porque nunca ouvi falar disto nos jornais, deixo aos leitores um gráfico que ilustra de forma eloquente porque são sempre os mesmos a fazer greve. Reparem no gráfico abaixo (cliquem para ver melhor), retirado deste documento do Banco de Portugal, e confirmem como os salários do sector público eram muito mais elevados que os dos privados, em 2005. Reparem como a função de densidade do sector público se deslocou muito mais para a direita desde 1996, e como a diferença de valores médios (dados pelas linhas verticais) aumentou entre o público e o privado. E vejam como os elevados salários praticados nas empresas públicas, nomeadamente de transportes, ainda acabam por compensar a curva dos salários dos privados! Imaginem, finalmente, onde estas funções se encontram hoje, e perguntem porque são sempre os mesmos a fazer greve?
Actualização: A notícia teve que ser editada relativamente à dívida da CP e Refer. O link que havia providenciado está manifestamente incorrecto, como se pode confirmar por notícias de anos anteriores, onde o valor já era manifestamente superior. Obrigado ao Rui Rodrigues pela correcção.
Actualização II: O sector público mencionado no estudo do Banco de Portugal, referenciado no último parágrafo, é entendido pelos autores como o conjunto da Administração Local, Regional e Central do Estado. As empresas públicas foram enquadradas no sector privado. O último parágrafo foi, por isso, ligeiramente alterado.
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domingo, 11 de março de 2012
Previsões de petróleo
Rui Rodrigues, um dos autores do maquinistas.org, têm mantido comigo uma troca interessante de emails. Na sua boa vontade, chamou-me a atenção para um artigo que escreveu no Público, em vésperas das eleições legislativas de 2011. Obviamente, o seu objectivo na altura era ainda culpar o cavaquismo pela desgraça que sabemos herdada do Sócrates, e seus compinchas.
Rui Rodrigues referencia no artigo um obscuro, mas interessante livro designado "Energia 1995-2015. Estratégia para o Sector Energético", editado em Março de 2006 pela Direcção Geral de Energia, do então Ministério da Indústria e Energia. Dizia-se aí que o preço do petróleo seria de 23, 28 e 28 dólares, para os anos de 2000, 2005 e 2015, respectivamente. Note-se que as previsões não bateram certo com a evolução verificada.
Rui Rodrigues, infantilmente, prosseguiu com a premissa de que todos os erros da política de transportes derivavam dos dados nesse documento, como se alguém lhe tivesse dado a mínima importância. E como defensor da ferrovia, Rui Rodrigues critica então o maior investimento na rodovia.
Porque é esta abordagem infantil? Primeiro, porque quem mais estimulou as auto-estradas em Portugal, e mais concretamente as SCUTs, foram os governos do PS, e especialmente de António Guterres. Como se pode ver na imagem seguinte, com a evolução dos quilómetros de auto-estrada em Portugal, com dados do Eurostat (nota para a ausência de valores entre 2003 e 2005, mas irrelevante neste contexto), atribuir ao governo de Cavaco, aos seus ministros e secretários de estado, o desvario das PPPs, SCUTs e auto-estradas é, pura e simplesmente, ridículo!

Este raciocínio tem-se espalhado devagar, dada a sua infantilidade. Veja-se todavia o recente exemplo de António Cerveira Pinto, que lamentavelmente não faz a menor ideia de quem e como nos desgovernaram nos últimos 15 anos:
Mas, enfim, eles ainda se poderiam gabar de ter descoberto que afinal o problema destes anos todos, não foi de quem nos efectivamente enterrou, mas sim uma previsão num livro obscuro, com tiragem limitada, e que praticamente ninguém terá lido! Para estes tretas, a recomendação de leitura pode ser muito diversa. Podem começar por estas previsões justamente de 1995. Noutro documento podemos igualmente ver como as previsões passadas, mesmo num cenário mais estável, não saíram grande espingarda. Muitos mais haverá na Internet...
Mas onde eles deveriam ir é ao International Energy Outlook de 2001, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, de onde retirei o quadro abaixo, da página 41 do documento (53 do PDF). Em pleno pântano de António Guterres, mais de cinco anos depois do obscuro livro de 1995, estão aqui visíveis as projecções do preço do petróleo até 2020 (clicar para ver melhor):

Note-se como entidades como a Standard & Poor's, a Agência Internacional da Energia, Deutsche Bank, e o próprio Departamento de Energia, dão valores inferiores aos da previsão portuguesa! Pasme-se! Para estas grandes instituições internacionais, o preço mais elevado do barril de petróleo que poderíamos esperar para 2020 seria de 28.42 dólares americanos!
De quem é a culpa afinal?
Rui Rodrigues referencia no artigo um obscuro, mas interessante livro designado "Energia 1995-2015. Estratégia para o Sector Energético", editado em Março de 2006 pela Direcção Geral de Energia, do então Ministério da Indústria e Energia. Dizia-se aí que o preço do petróleo seria de 23, 28 e 28 dólares, para os anos de 2000, 2005 e 2015, respectivamente. Note-se que as previsões não bateram certo com a evolução verificada.
Rui Rodrigues, infantilmente, prosseguiu com a premissa de que todos os erros da política de transportes derivavam dos dados nesse documento, como se alguém lhe tivesse dado a mínima importância. E como defensor da ferrovia, Rui Rodrigues critica então o maior investimento na rodovia.
Porque é esta abordagem infantil? Primeiro, porque quem mais estimulou as auto-estradas em Portugal, e mais concretamente as SCUTs, foram os governos do PS, e especialmente de António Guterres. Como se pode ver na imagem seguinte, com a evolução dos quilómetros de auto-estrada em Portugal, com dados do Eurostat (nota para a ausência de valores entre 2003 e 2005, mas irrelevante neste contexto), atribuir ao governo de Cavaco, aos seus ministros e secretários de estado, o desvario das PPPs, SCUTs e auto-estradas é, pura e simplesmente, ridículo!

Este raciocínio tem-se espalhado devagar, dada a sua infantilidade. Veja-se todavia o recente exemplo de António Cerveira Pinto, que lamentavelmente não faz a menor ideia de quem e como nos desgovernaram nos últimos 15 anos:
| O cavaquismo tardio planeou a nossa euforia económica e felicidade cultural apostando num cenário macro-económico assente em futuros barris de petróleo a custarem, em 2015, 28 dólares! Autoestradas, pontes e aeroportos, barragens inúteis e assassinas, estádios impagáveis e rotundas estúpidas, seriam o mato ideal para engordar as ratazanas e os populistas de serviço. Acontece que o dito ouro negro ultrapassou as 100 notas verdes e tudo indica que não só não voltará a ser barato, como será cada vez mais caro. Portugal, dada a ignara irresponsabilidade de economistas, engenheiros e políticos (e a sempre avidez das ratazanas), precisa de 120 milhões de barris de petróleo por ano para manter o seu imprevidente e inviável estilo de vida. Na previsão irrealista do último governo de Cavaco Silva e dos que lhe seguiram as pisadas, o país deveria estar a gastar em 2015 qualquer coisa como 3.360.000.000 de dólares em importações de petróleo. No entanto, a verdade dos factos em 2012 andará certamente acima dos $12.000.000.000! |
Mas, enfim, eles ainda se poderiam gabar de ter descoberto que afinal o problema destes anos todos, não foi de quem nos efectivamente enterrou, mas sim uma previsão num livro obscuro, com tiragem limitada, e que praticamente ninguém terá lido! Para estes tretas, a recomendação de leitura pode ser muito diversa. Podem começar por estas previsões justamente de 1995. Noutro documento podemos igualmente ver como as previsões passadas, mesmo num cenário mais estável, não saíram grande espingarda. Muitos mais haverá na Internet...
Mas onde eles deveriam ir é ao International Energy Outlook de 2001, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, de onde retirei o quadro abaixo, da página 41 do documento (53 do PDF). Em pleno pântano de António Guterres, mais de cinco anos depois do obscuro livro de 1995, estão aqui visíveis as projecções do preço do petróleo até 2020 (clicar para ver melhor):
Note-se como entidades como a Standard & Poor's, a Agência Internacional da Energia, Deutsche Bank, e o próprio Departamento de Energia, dão valores inferiores aos da previsão portuguesa! Pasme-se! Para estas grandes instituições internacionais, o preço mais elevado do barril de petróleo que poderíamos esperar para 2020 seria de 28.42 dólares americanos!
De quem é a culpa afinal?
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quarta-feira, 7 de março de 2012
A negociata das eólicas
As Verdades Incovenientes associadas aos interesses obscuros que manietam o movimento verde, têm permanecido obscurecidas e ocultas, longe dos olhares e ouvidos da população em geral. Tudo com a conivência dos Media, mais interessados em receber a publicidade desses grandes interesses, que assim conseguem manter a lealdade à Causa, dos meios de comunicação social. Mas neste navio em marcha, começam a surgir brechas, um pouco por todo o lado. Mesmo na Imprensa, como é o caso deste artigo de opinião, particularmente duro, do Eng. Francisco Gouveia, no Notícias do Douro. Veja-se o enquadramento inicial (todos os realces da minha responsabilidade):| Um dia destes, as nossas serras levantam voo de tanta ventoinha que lá andam a pôr! São as eólicas, um tipo de energia renovável que tem por detrás poderosos interesses do grande “lobi verde”, um bando de oportunistas que se encostou ao movimento ambientalista, e quer transformar uma solução saudável em mais um modo de assaltar o erário público. Lobi que de verde não tem nada, a não ser a cor do dinheiro com que enchem os bolsos à nossa custa! |
O artigo prossegue com uma excelente identificação donde está o problema. Note-se a correcta separação da EDP e da "gente das eólicas":
| O movimento sério a que me refiro, é o movimento ambientalista, também conhecido por “verde”, que segue valores de proteção patrimonial e de não degradação do meio ambiente, que todos devemos respeitar se queremos um planeta onde se possa viver amanhã. Os tais “sempre alguém”, são os oportunistas do costume, que em tudo encontram maneira de fabricar capital, de preferência à custa do erário público, onde ele “pinga” com mais certeza e segurança. E é esta gente das eólicas que, colando-se ao movimento ambientalista como a lapa ao rochedo, nos quer continuar a atirar areia para os olhos e a viver à custa dos 30 e tal% que arrecadam na fatura que a EDP nos cobra. |
Francisco Gouveia aborda outros temas interessantes, como a da obsolescência eólica, que temos abordado pouco (eg. aqui e aqui), mas da qual prometo voltar à carga:
| Em abono da verdade, a indústria eólica é de rentabilidade muito duvidosa. Ou seja: se atendermos só ao custo do material e da sua instalação (já não contando com alugueres de terrenos, custos de manutenção, transporte, etc.) e à rentabilidade, descobre-se isto: quando passar o período de amortização do investimento e as eólicas começarem a dar dinheiro ao investidor, este depara-se com o seguinte problema: tem que investir novamente porque parte do material componente das turbinas, pás, engrenagens, etc., já se degradou e tem que ser substituído. Este é o primeiro grande problema. Motivo pelo qual não há nenhuma empresa que se arrisque a investir dinheiro nesta indústria, sem ter a garantia de que o Estado lhe proporcionará uma “renda” (no nosso caso ela vem na fatura da EDP). São os tais “direitos adquiridos” de que tanto falam os empresários das eólicas. Porque eles sabem que se não receberem este subsídio do Estado, o investimento não é rentável. No fundo, estamos a falar de privados que pretendem ser compensados pelo Estado dos prejuízos, em nome do ambientalismo a que se colaram e para o qual se estão marimbando. |
Francisco Gouveia evidencia parte do problema económico. Só tem um pequeno problema: é que o consumidor/contribuinte paga mais que duas vezes:
| As eólicas produzem energia dependente do vento, e, como tal, não é contínua estando dependente de haver ou não vento, e da velocidade deste. Há necessidade de a armazenar. É o que as barragens também fazem. Armazenam a energia elétrica das eólicas. Mas como nós subsidiamos as eólicas, estas vendem-na a preço baixo à EDP. E esta, depois, vende-a aos consumidores a um preço altíssimo (ao preço que quiser porque é monopolista). Então, o consumidor paga a eletricidade duas vezes: a primeira através do subsídio que o Estado concede às eólicas e que resulta dos nossos impostos, para depois a irmos pagar novamente, e mais cara, na fatura da EDP! |
Francisco Gouveia continua a evidenciar as Verdades Inconvenientes que as "lapas" não querem que se saiba. São precisas mais pessoas como Francisco Gouveia:
| Por isso investir nas eólicas é tão rentável, sem riscos, pois a cobertura destes riscos é garantida pelo Estado. Por isso, desde que o atual Governo decidiu recentemente não subsidiar a instalação de mais eólicas, todos os processos para novas licenças, pararam! Vejam o que eu disse a princípio sobre a rentabilidade das eólicas! |
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Reincidência de Jorge Vasconcelos
O antigo presidente da ERSE, Jorge Vasconcelos, deu uma entrevista ao Público na passada segunda-feira, onde defende que o preço da electricidade vai subir 20% a 30% até 2030. Uma reincidência, dado que é mais do mesmo daquilo pelo qual ficou conhecido. Agora, é todavia mais um vidente daqueles que atira números, sem perceber realmente o que poderá acontecer! Na verdade, a manter-se a política vergonhosa no sector, tenho a certeza que o valor será bem superior!O problema é que o futuro não vai ser o que vai na cabeça deste ex-alto responsável, na Comissão Europeia, ou na imaginação dos alarmistas verdes. O Jorge invoca múltiplas razões, mas elas vão sair quase todas furadas. Uma delas, a da utopia dos custos das emissões de CO2 está a implodir. Depois, há a tenebrosa e contínua associação ao preço de petróleo. Nos Estados Unidos, onde a aposta no gás shale é uma realidade, ao contrário da opção estúpida da Europa, os preços de electricidade têm sofrido cortes, que já chegam aos 50% na produção!
Depois, o Jorge parece estar feliz porque "a partir de 2020 há produtores eólicos que deixarão de ter essa garantia e passar a vender no mercado com custos de produção muito baixos, tendencialmente zero". Mas, porque é que isso não acontece, JÁ? Porque temos que engordar o porco durante estes anos todos?
O que o Jorge não percebe, ou não quer perceber, tal como todos aqueles que ainda estão a tentar defender este sistema, é que a liberalização deve significar uma coisa simples. Eu poder comprar o que quero, e não comprar aquilo que não quero. É simples:
- Eu não quero pagar energia fotovoltaica cara, como a da Amareleja. Não quero que essa tarifa apareça na minha factura.
- Eu não me importo de consumir energia nuclear espanhola, porque o custo de produção é baixo. Pagaria um pouco pelo seu transporte até minha casa...
- Eu não quero energia eólica em minha casa; prefiro comprar energia à central de Sines ou às térmicas a gás
Segunda esta regras, Jorge, o mercado da electricidade funcionaria muito bem. Os produtores adaptar-se-iam, e seriam abandonados os projectos megalómanos! Os Verdes, esses verdadeiramente poucos, poderiam pagar as tarifas principescas das eólicas e do Solar. Se assim fosse, ficaria outro problema rapidamente resolvido, pois os adeptos das energias caras diminuiríam muito rapidamente!
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Peixeirada no Prós e Contras
A Fátima Campos Ferreira, no Prós e Contras de ontem, debateu com vários participantes, o tema do "Insustentável Custo da Energia". O vídeo do programa está disponível nestes links, primeira parte, e segunda parte. Também já está disponível no youtube, com a primeira de dez sequências abaixo.
O programa foi uma verdadeira peixeirada. O pior de todos foi o habitual Carlos Pimenta, que chegou a gritar e exaltar-se na parte final do programa (a partir do minuto 56:05 do segundo vídeo). Quem assim faz perde toda a credibilidade! Também exibiu os gráficos do costume, já aqui no blog completamente descredibilizados. Tal é o exemplo do custo dos MWh da energia eólica, nos 74 €/MWh (minuto 21:11 do primeiro vídeo), que desmontamos aqui, e que actualizamos aqui.
Particularmente mal esteve também Patrick Monteiro de Barros! Nem sequer iniciou a defesa da sua dama, o nuclear, com medo da mesa oposta... Ele, como todos os restantes, já perceberam que o nuclear seria igualmente um erro enorme em Portugal! No meio, por diversas vezes, a Fátima Campos Ferreira ainda tentou puxar umas palmas da audiência, para as renováveis... Mas ninguém bateu palmas!!! Mas quem deve ter ficado com as orelhas a arder foi o António Mexia, sucessivamente referido, mas convenientemente ausente...
Resumindo, o que ninguém explicou mesmo é como se baixa a factura! E como se pode ver pela reacção do público, ao minuto 36:36 do segundo vídeo, o que o Zé e a Maria queriam era baixar a tarifa da electricidade! Mas era tão fácil explicar essa parte... Considerando que há cerca de 6 milhões de consumidores de energia doméstica, devia-se:
Estas três simples medidas dão um total de poupança mensal de 11.97 €, em média para cada consumidor. E como se pode ver aos 40:20 do segundo vídeo, os Portugueses estão perfeitamente de acordo que estes "direitos adquiridos" têm igualmente que acabar! Na factura exemplo dada no Prós e Contras, no valor de 84.76 €, tal representaria uma poupança de mais de 14%. Era assim tão difícil explicar isto???
Nota: A ERSE resolveu apagar o documento que referencio neste artigo... O que terão eles a esconder??? Podem ver que ele até ainda é referenciado nesta pesquisa do Google, sendo ainda visível um previsualização desse PDF, podendo-se igualmente confirmar a sua referência noutros sites da Internet... Se alguém precisar, tenho cópia.
O programa foi uma verdadeira peixeirada. O pior de todos foi o habitual Carlos Pimenta, que chegou a gritar e exaltar-se na parte final do programa (a partir do minuto 56:05 do segundo vídeo). Quem assim faz perde toda a credibilidade! Também exibiu os gráficos do costume, já aqui no blog completamente descredibilizados. Tal é o exemplo do custo dos MWh da energia eólica, nos 74 €/MWh (minuto 21:11 do primeiro vídeo), que desmontamos aqui, e que actualizamos aqui.
Particularmente mal esteve também Patrick Monteiro de Barros! Nem sequer iniciou a defesa da sua dama, o nuclear, com medo da mesa oposta... Ele, como todos os restantes, já perceberam que o nuclear seria igualmente um erro enorme em Portugal! No meio, por diversas vezes, a Fátima Campos Ferreira ainda tentou puxar umas palmas da audiência, para as renováveis... Mas ninguém bateu palmas!!! Mas quem deve ter ficado com as orelhas a arder foi o António Mexia, sucessivamente referido, mas convenientemente ausente...
Resumindo, o que ninguém explicou mesmo é como se baixa a factura! E como se pode ver pela reacção do público, ao minuto 36:36 do segundo vídeo, o que o Zé e a Maria queriam era baixar a tarifa da electricidade! Mas era tão fácil explicar essa parte... Considerando que há cerca de 6 milhões de consumidores de energia doméstica, devia-se:
- Acabar com as tarifas feed-in das eólicas e solar. Representaram cerca de 556 milhões de euros em 2011. Dá uma poupança média de 7.72 euros por mês.
- Acabar com as tarifas feed-in para a Microgeração, a forma mais anti-social de geração de electricidade. Custa cerca de 16 milhões de euros por ano (pag. 33 deste documento da ERSE), o que dá 0.22 euros por mês de poupança média.
- Acabar com as tarifas feed-in para a Cogeração não renovável. É uma poupança de mais 290 milhões de euros (pag. 33 deste documento da ERSE), o que daria a cada consumidor uma poupança mensal de 4.03 euros.
Estas três simples medidas dão um total de poupança mensal de 11.97 €, em média para cada consumidor. E como se pode ver aos 40:20 do segundo vídeo, os Portugueses estão perfeitamente de acordo que estes "direitos adquiridos" têm igualmente que acabar! Na factura exemplo dada no Prós e Contras, no valor de 84.76 €, tal representaria uma poupança de mais de 14%. Era assim tão difícil explicar isto???
Nota: A ERSE resolveu apagar o documento que referencio neste artigo... O que terão eles a esconder??? Podem ver que ele até ainda é referenciado nesta pesquisa do Google, sendo ainda visível um previsualização desse PDF, podendo-se igualmente confirmar a sua referência noutros sites da Internet... Se alguém precisar, tenho cópia.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Gore na Antárctida
Soube-se há cerca de duas semanas que o profeta Gore iria visitar a Antárctida, na presença dos seus apóstolos seguidores. Os padres e aprendizes também vão...É neste contexto que se fazem outras expedições, como as dos jornalistas alarmistas do Público, que relatam a pouca vergonha da investigação nacional que se faz neste domínio, e que nenhuma vantagem traz para o nosso País, para além de permitir umas espectaculares férias a uns quantos "cientistas"! Vejam o seguinte exemplo:
| Por outro lado, o voo foi aberto a investigadores de outros países, que podem usá-lo nos seus trânsitos, o que foi possível devido ao financiamento de quase cem mil euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) destinado ao aluguer do avião. |
É fácil perceber o que Al Gore vai fazer. Na Antarctida nem tudo é gelado, como se pode ver pelo exemplo da ilha de Deception, onde se podem tomar uns banhos de sauna... Basta ele enquadrar uma paisagem sem neve para logo um Planeta estúpido ficar aflito!
A realidade da Antárctida é contudo muito diferente, como este relato de uma expedição australiana confirma. E os próprios cientistas confirmam que não há aquecimentos para aqueles lados... A visualização da extensão de gelo confirma que está bem acima da média, e pior, que tem estado a subir ao longo das últimas décadas! Enfim, vamos ver se não haverá uma re-edição da história do MS Explorer. Por enquanto, fiquem com uma lista de alguns dos 116 religiosos que se sabe irem a bordo:
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domingo, 22 de janeiro de 2012
Dragar os recursos públicos
Mas uma coisa é o que é suposto nós fazermos. Outra coisa é o que fazem os políticos da esquerda ecosocialista. O Correio da Manhã de hoje relata o grande exemplo da deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago, que não tem carro nem carta. Vai daí, e numa acção de endoutrinação dos nossos jovens, o Parlamento dos Jovens, deslocou-se a Guimarães de carro e chauffer, tudo à nossa custa!
A página do Parlamento diz que a acção até terá sido em Braga, na EB João de Meira, mas para o efeito é a mesma coisa. Quanto mais pequeninos, melhor se torcem os pepinos. E tanto faz Braga como Guimarães, porque ambas as cidades são bem servidas pela CP. No caso de Guimarães há 9 horários ao longo das segundas-feiras, com Alfa Pendular até ao Porto, e serviço urbano até Guimarães. No caso de Braga, a oferta é ainda maior, incluindo quatro Alfas Pendulares directos! Porque não fazem eles o que defendem, e utilizam os transportes públicos???
Actualização: Obviamente esta análise vai ser percepcionada mesmo pelas melancias. Vejam este exemplo do Ambio...
Actualização II: Alertado por um leitor, reformulei o texto, porque os Alfas Pendulares não são directos para Guimarães, e só alguns o são para Braga.
Actualização III: A referência no site do Parlamento a Braga deve estar errada, porque todas as referências a uma escola intitulada "João de Meira" remetem efectivamente para Guimarães.
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sábado, 14 de janeiro de 2012
Mais dados sobre a Linha do Tua
Depois do nosso último post sobre a barragem/linha do Tua, recebi mais um conjunto de mensagens, a maioria delas implicando com os meus conhecimentos da realidade da linha do Tua. Todavia, hoje em dia, é fácil perceber o que está a acontecer através da Internet. E apesar dos dados serem filtrados, muitas vezes pelas entidades locais, a Verdade vem sempre à tona...
O nosso conhecido Daniel Conde não gosta de revelar os verdadeiros dados sobre a linha do Tua e o Metro de Mirandela, do qual é funcionário. Mas ele é o editor do Blogue oficial do Metro de Mirandela. Aí se confirma como o Metro de Mirandela é essencialmente um transporte para alunos:
Para aqueles que dizem que o transporte ferroviário é mais amigo do ambiente, pensem igualmente duas vezes! As locomotivas utilizadas no Metro de Mirandela são a diesel, e portanto nada mais eficientes que um simples autocarro!
Igualmente interessante é olhar para os horários da linha do Tua, no site da CP. Note-se que tipo de serviço a CP presta (realces da minha responsabilidade):
O percurso entre o Porto e Mirandela leva 5 horas e meia durante o dia, e 5 horas à noite! No sentido contrário o tempo é ligeiramente inferior. Comparem com os tempos de autocarro: cerca de duas horas e meia, mas de apenas duas horas para os directos! Com muitos mais horários! Mas quem é que no seu perfeito juízo vai do Porto para Mirandela de comboio/taxi, sabendo que vai demorar o dobro do tempo, mais de duas horas a mais???
E quanto é que custa a viagem de taxi? É só consultar a tabela de preços da CP, para perceber que o custo é de menos de 5 euros entre a estação do Tua e Mirandela! São mais de 60 quilómetros! Quem me dera que a CP tivesse um serviço público a minha casa! Mas quanto custa à CP esta brincadeira do taxi? Segundo a reportagem seguinte da RTP, a brincadeira ficava em 10500 euros/mês há um ano atrás, e ainda se explica como viajar de borla:
Adicionalmente, a segurança da linha ainda funcional deixa igualmente muito a desejar. Há um ano atrás, um acidente entre uma automotora e um automóvel chamou a atenção para os problemas constantes da sinalização, com um morador a exagerar um pouco, dizendo que "isto demora muito tempo, às vezes estamos aqui parados às duas e três horas".
Quanto mais se escava neste problema, mais se percebe que os defensores da linha do Tua, tal como está, não vivem neste Planeta! Pelo meio, continuam-se com ameaças vãs. Por isso, continuaremos a expor as evidências daquilo que está verdadeiramente em causa, por via da barragem de Foz-Tua.
O nosso conhecido Daniel Conde não gosta de revelar os verdadeiros dados sobre a linha do Tua e o Metro de Mirandela, do qual é funcionário. Mas ele é o editor do Blogue oficial do Metro de Mirandela. Aí se confirma como o Metro de Mirandela é essencialmente um transporte para alunos:
| No último ano lectivo, o Metro de Mirandela serviu com orgulho como transportadora para dezenas de milhares de estudantes, tanto no eixo Tua - Mirandela, como no eixo Mirandela - Carvalhais. |
Para aqueles que dizem que o transporte ferroviário é mais amigo do ambiente, pensem igualmente duas vezes! As locomotivas utilizadas no Metro de Mirandela são a diesel, e portanto nada mais eficientes que um simples autocarro!
Igualmente interessante é olhar para os horários da linha do Tua, no site da CP. Note-se que tipo de serviço a CP presta (realces da minha responsabilidade):
| A - Os percursos Tua - Cachão - Tua e Ribeirinha - Cachão - Ribeirinha são efectuados por táxi. As paragens em Brunheda, Abreiro e Vilarinho efectuam-se no cruzamento da Estrada Nacional para a estação. As paragens em Castanheiro, São Lourenço, Tralhão, Codeçais e Ribeirinha efectuam-se respectivamente em Castanheiro do Norte, Pombal, Pinhal do Norte, Codeçais e Ribeirinha. |
O percurso entre o Porto e Mirandela leva 5 horas e meia durante o dia, e 5 horas à noite! No sentido contrário o tempo é ligeiramente inferior. Comparem com os tempos de autocarro: cerca de duas horas e meia, mas de apenas duas horas para os directos! Com muitos mais horários! Mas quem é que no seu perfeito juízo vai do Porto para Mirandela de comboio/taxi, sabendo que vai demorar o dobro do tempo, mais de duas horas a mais???
E quanto é que custa a viagem de taxi? É só consultar a tabela de preços da CP, para perceber que o custo é de menos de 5 euros entre a estação do Tua e Mirandela! São mais de 60 quilómetros! Quem me dera que a CP tivesse um serviço público a minha casa! Mas quanto custa à CP esta brincadeira do taxi? Segundo a reportagem seguinte da RTP, a brincadeira ficava em 10500 euros/mês há um ano atrás, e ainda se explica como viajar de borla:
Adicionalmente, a segurança da linha ainda funcional deixa igualmente muito a desejar. Há um ano atrás, um acidente entre uma automotora e um automóvel chamou a atenção para os problemas constantes da sinalização, com um morador a exagerar um pouco, dizendo que "isto demora muito tempo, às vezes estamos aqui parados às duas e três horas".
Quanto mais se escava neste problema, mais se percebe que os defensores da linha do Tua, tal como está, não vivem neste Planeta! Pelo meio, continuam-se com ameaças vãs. Por isso, continuaremos a expor as evidências daquilo que está verdadeiramente em causa, por via da barragem de Foz-Tua.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Erro trágico de António Costa Silva
Vários leitores alertaram-me para uma entrevista de António Costa Silva, presidente executivo da Partex Oil and Gas, petrolífera da Fundação Calouste Gulbenkian, ontem no Público, e que teve referência na capa do jornal mais alarmista de Portugal. O António foi já referenciado aqui no passado, e enquanto fala daquilo que sabe, mostra-se uma pessoa lúcida. Volta à carga com o desperdício que constitui o não aproveitamento do gás natural do Algarve, com a prospecção que está a ser feita ao largo de Peniche, e fala naturalmente do gás shale que está a revolucionar países como os Estados Unidos e a China, mas que tarda em chegar à Europa, e a Portugal, que misteriosamente ele nem sequer referencia, quando se sabe das nossas possibilidades de extracção desse gás.O problema está quando Costa Silva se mete por aquilo que não domina. As duas alarmistas jornalistas do Público destacam para título do artigo a seguinte frase do presidente da Partex Oil and Gas: "É um erro trágico se o país agora destruir o cluster das energias renováveis". O erro trágico de António Costa Silva é que parece não saber fazer as contas: diz que as renováveis representam apenas 15% dos CMECs, mas esse é um valor retirado das mentiras do estudo da APREN. Mas todos sabemos que a miríade de custos de suporte das eólicas, que incluem pelo menos a garantia de potência e o custo das novas barragens, se ficam a dever ao excesso que temos de eólicas! Até o Mexia reconhece que o valor é pelo menos de 21%, pelo que sabemos que é muito maior, quando se somam todas as parcelas que lhe são imputáveis.
O António fala ainda de muitas meias verdades, e pelo que diz percebe-se que as referências a questões como as dos enormes subsídios dos combustíveis em determinados países, carros eléctricos, cimeiras do Clima, subidas dos mares, etc., são de uma pessoa que apenas debita soundbytes... Neste último aspecto revela-se a incultura científica deste personagem. Interessa perguntar-lhe quando pensa ele que o que ele diz vai acontecer (realces da minha responsabilidade)?
| A maioria dos cientistas é clara quanto ao que se está a passar com o clima. Não podemos esquecer que 1/3 da população mundial vive entre o nível do mar e os nove metros do degelo da Gronelândia e da Antártida são suficientes para fazer subir o mar em seis metros. E depois na altura, fazemos o quê? Arranjamos uma jangada para salvar as coisas? |
Quando os estudos dos cientistas que ele refere afirmam que a subida dos mares será no máximo de 59 cm este século, e quando se sabe que a subida está a desacelerar, e que os cientistas andam entretidos a esconder esse facto, percebe-se logo quanto valem as afirmações deste António...
Entretanto, verdadeiramente mais interessante foi a entrevista de Henrique Gomes ao Jornal de Negócios. Não está integralmente online, mas o resumo disponível não deixa margens para dúvidas:
| Henrique Gomes quer cortar ganhos dos produtores eléctricos. Negociar "é uma via". Mas Estado pode tomar "uma decisão unilateral e soberana". O secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, faz um balanço "muito positivo" dos primeiros seis meses em funções. Em entrevista ao Negócios, indica que a privatização da EDP não impedirá o Governo de tomar medidas para cortar "margens excessivas" no sector. |
No resto do artigo, Henrique Gomes, faz a previsão do terramoto energético que aí vem. A energia ao serviço da economia e famílias, não pode ser como actualmente, em que a energia está por exemplo a prejudicar a indústria exportadora.... Mesmo contra a imposição dos produtores, parece que o Estado vai impor o interesse público, mesmo que sejam precisas decisões unilaterais e soberanas. E ele promete abalo até ao final do mês!
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Windfloat: mais detalhes da fraude
Já me referi, há mais de dois meses, à fraude que constitui o Windfloat. Desde então fui reunindo informação escondida através da Internet, e que revela mais sobre esta fraude/esquema. Se o projecto é assim tão interessante, seria de esperar que existisse interesse em mostrá-lo. Mas é exactamente o contrário: tudo parece ser feito para o esconder do público, para que não se descubram as Verdades Inconvenientes sobre ele.Um dos documentos mais interessantes disponíveis na Internet é este artigo do Journal of Renewable and Sustainable Energy, de Roddier et al. Sendo um paper submetido em Janeiro de 2010, o primeiro aspecto interessante a registar é que não tem qualquer referência à EDP, e apenas uma vez se refere a Portugal. Isto apesar da assinatura de um Memorandum of Agreement quase um ano antes, com a EDP! Em vez disso, referenciam repetidamente os estudos ao largo dos Estados Unidos! Noutro documento uns meses antes, a referência a Portugal e EDP é marginal e restrita ao último parágrafo. Da equipa da EDP alocada ao projecto, nem se ouve falar...
Uma das conclusões mais importantes do estudo de Roddier et al., referenciada em pormenor na página 14 e nas Conclusões, é o facto que a distância entre o local de construção da estrutura Windfloat, e o local do parque eólico offshore, ter que ser a menor possível. Compreende-se, dado que a velocidade de reboque é muito lenta, e porque para um parque minimamente importante teriam que ser efectuadas várias dezenas de rebocamentos, naturalmente uma por cada estrutura. Por isso é fácil de perceber que não terá qualquer impacto na designada Economia do Mar de Portugal, e apenas serviria para esturricar dinheiro nosso.
O projecto também não é assim tão pioneiro quanto a EDP, e os papagaios dos Media nacionais, o querem fazer parecer. Há mais de 60 parques eólicos offshore neste momento, dos quais apenas 7 tem um gerador. Destes, apenas um tem potência inferior! Desses que têm apenas um, há um que tem um gerador de 4.5MW e outro com 5MW de potência, portanto muito melhores que a tecnologia Windfloat. Do total dos parques, apenas cerca de 10% tem carácter de demonstração, como o Windfloat, o que demonstra como não somos também pioneiros neste domínio! Uma visualização no Google Maps revela que a quase totalidade dos parques eólicos offshore se situa no norte da Europa, e no extremo Oriente, entre o Japão e a China. Para mais referências sobre as diferentes tipos de estruturas, esta é uma boa introdução.
Começam também a surgir algumas reportagens sobre a construção da Windfloat. No primeiro vídeo abaixo podemos ver uma sequência de imagens relativa à construção, enquanto no segundo vídeo se pode observar mais alguma informação complementar:
O que vai acontecer daqui para a frente também é essencialmente desconhecido. Neste documento, percebe-se que vai decorrer um período de 12 meses de monitorização, testes e optimização do protótipo. Depois desse período está prevista uma fase pré-comercial, com uma turbina de pelo menos 5MW. A fase comercial está prevista para um total de 150 MW. Continuaremos, pois, a acompanhar este elefante branco...
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Parques eólicos suspensos
Um leitor fez-me chegar uma notícia agradável, em que se afirma que o Governo suspende atribuição de licenças para novos parques eólicos. Antes de mais, o Comunicado do Conselho de Ministros é:| 3. O Governo decidiu suspender, com efeitos imediatos, a atribuição de potências de injeção na Rede Eléctrica de Serviço Público (RESP), ressalvando a possibilidade de poderem ser excepcionados casos de relevante interesse público, em situações a regulamentar por resolução do Conselho de Ministros. Esta decisão decorre das orientações de política energética previstas no Programa do Governo e que apontam para a necessidade de ponderar e reavaliar o enquadramento legal da produção de eletricidade em regime especial. |
Tudo isto decorre, em meu entender, de uma profunda revolução, que está em curso. Na segunda revisão do memorando de entendimento com a Troika, ficou definido que até ao final do mês de Janeiro, será analisado o regime de apoio aos produtores de energia em regime especial, bem como possíveis reduções na tarifa. E ao contrário do título da notícia, são muitos os produtores afectados, incluindo pelo menos também a energia solar, cogeração, biomassa e microgeração... Tudo parece indicar que isto vai endireitar! Entretanto, no mesmo comunicado do Conselho de Ministros, houve um outro ponto que me chamou a atenção. Deve ser tema para próxima investigação do Ecotretas:
| 2. O Conselho de Ministros decidiu também declarar a resolução, por incumprimento, de seis contratos de investimento e de concessão de benefícios fiscais celebrados pelo Estado Português e as seguintes empresas: Itarion Solar, Lda., e Agni Inc - Desenvolvimento de Sistemas para Energias Alternativas, S.A., Faurecia - Sistemas de Escape Portugal, Lda., Peugeot Citroen Automóveis Portugal, S.A., Têxtil Manuel Gonçalves, S.A., Itarion Solar, Lda., Agni Inc - Desenvolvimento de Sistemas para Energias Alternativas, S.A., e Globe Motors Portugal - Material Eléctrico para a Indústria Automóvel, Lda. |
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