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sábado, 28 de maio de 2011

Alguém anda irritado...

As notícias do ambientalismo da treta irritam-me e tiram-me frequentemente do sério. Mas não sou o único! Os meus leitores habituais também o sentirão... Mas parece que quem mais sofre recentemente é o Henrique Pereira dos Santos, a cujo estado já nos referimos repetidamente! Mas, agora confessa que está mesmo irritado, e que o tiraram do sério... Por causa de uma notícia da secção da Ecosfera, esse canto escuro e hipócrito do Público, que refere a morte de mais de 150 golfinhos no Golfo do México, desde o início do ano. Verifiquemos como a irritação de HPS é genuína:

O título da notícia é "Mais de 150 golfinhos morreram este ano por causa da maré negra no Golfo do México". É um título claro que diz que mais de 150 golfinhos morreram por causa da maré negra.

A notícia começa logo a desmentir o título no primeiro parágrafo: "Os mais de 150 golfinhos encontrados mortos no Golfo do Mexido desde o início do ano, número anormalmente elevado". Ou seja, pelos vistos todos os anos há golfinhos mortos, mas os números deste ano são anormalmente elevados. Quanto? Não sabemos, a notícia é omissa nesse ponto, só ficamos a saber que não é verdade que tenham morrido mais de 150 golfinhos por causa da maré negra, o que é verdade é que morrerram mais de 150, menos o habitual que não se diz quanto é, por causa da maré negra.
“O petróleo e os dispersantes afectaram a cadeia alimentar. Isso poderá ter impedido as mães golfinhos de se alimentarem de maneira adequada e assim desenvolver a camada de gordura necessária”. Pode? Então não era "morreram ... por causa da maré negra"?

Mas o que me tirou do sério foi o grande final:

"De acordo com Worthy, as temperaturas anormalmente baixas deste Inverno, conjugadas com as consequências da maré negra no organismo destes mamíferos levaram ao “desastre do século”, a morte de muitos golfinhos".

Como disse? Temperaturas anormalmente baixas no Inverno? Mas afinal não tinha sido a maré negra? Ou seja, talvez a cadeia alimentar esteja contaminada, talvez esta contamização tenha diminuído a camada de gordura e de certeza que as temperaturas foram anormalmente baixas, portanto conclui-se no título da notícia que a maré negra matou mais de 150 golfinhos.

Está bem, abelha.

Mas HPS ficaria ainda mais farto e irritado se tivesse feito uma investigaçãozinha de 10 minutos, como eu fiz... Então, na press-release da Universidade da Flórida, a justificação original é:

The cold was a very unusual circumstance, but one which dolphins can normally survive, but we may also be seeing an indirect effect stemming from the BP oil spill.

Conseguem ver como a declaração original já vai muito deturpada? É claro que não sabemos por quantas fontes intermédias passou a notícia até chegar ao Público... A pista do frio é clara, mas a investigação que a refere apenas é encontrada nos Media locais, porque a nível global, a censura Verde impera, como o demonstra o acto da administração de Obama, que proibiu os cientistas de falar sobre estas mortes? Mas a coisa pode ainda piorar, como na lei de Murphy. Então, não é que três dos golfinhos mortos este ano, foram mortos pelos próprios investigadores da NOAA? E que a vida marinha floresceu depois do acidente do Deep Water Horizon, porque a pesca foi proibida... É claro que não é preciso ser cientista para perceber porquê! Mas é preciso perceber os golfinhos, para perceber que eles não são santos... O Santos vai ficar ainda mais irritado quando souber disto tudo!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Taxas para os carros eléctricos!

Por vezes, farto-me de rir. Desta vez, daqueles que dizem que os carros eléctricos vão ser um grande sucesso, porque a energia eléctrica é barata... Já havia desmontado uma série desses argumentos. O professor Pinto de Sá também tem vindo a fazer pedagogia nesta área... Mas há muita gente que continua iludida!

Para esses, há agora mais uma facada pelas costas. Para além da energia, vão pagar taxas, pois claro! De acordo com a Portaria n.º 180/2011, de 2 de Maio, para além do pagamento da electricidade, vão-se pagar as seguintes taxas, conforme Artigo 8º da referida portaria (todos os realces da minha responsabilidade):

Tarifas de serviço durante a rede piloto da mobilidade eléctrica
1 — Nos termos do disposto no artigo anterior, até 31 de Dezembro de 2012, as tarifas de serviço máximas para remuneração da actividade de operação de pontos de
carregamento, quanto ao carregamento normal em locais públicos de acesso público, são as seguintes:
a) Tarifa de serviço de carregamento normal para o período fora de vazio: € 0,07/kilowatt-hora;
b) Tarifa de serviço de carregamento normal para o período de vazio: € 0,03/kilowatt-hora.

2 — Quanto ao carregamento em pontos de carregamento rápido, até 31 de Dezembro de 2012, as tarifas de serviço máximas para remuneração da actividade de operação de pontos de carregamento são de € 0,20/kilowatt-hora, independentemente do período horário em que seja efectuado o carregamento.

Com um preço de energia de cerca de 0.1326€ + IVA por KWh, um carregamento rápido custará bem mais em taxas do que em electricidade. Ou seja, lá se vão os argumentos dos iludidos para metade? É claro que a MOBI.E pôs cá fora um comunicado a garantir que, mesmo assim, ainda são custos "50 por cento mais barato do que o abastecimento de um veículo a gasolina"... Mas há mais pérolas! Reparem o que vai acontecer nos vossos prédios urbanos (artigo 3º):

1 — Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 18.º do Decreto -Lei n.º 39/2010, de 26 de Abril, os comercializadores de electricidade para a mobilidade eléctrica são responsáveis pelo pagamento, aos operadores de pontos de carregamento, da remuneração devida pelos utilizadores de veículos eléctricos como contrapartida pela utilização dos pontos de carregamento de acesso público, bem como pelo montante a auferir pela actividade de manutenção de pontos de carregamento de acesso privativo em locais de estacionamento em prédios urbanos para fins residenciais.

E pensavam que se safavam de mais taxas? Então toca a pagar também o estacionamento, custo que não será desprezível, porque os carros não carregam assim tão rapidamente:

3 — O eventual custo do estacionamento associado à utilização do espaço físico destinado ao carregamento de baterias de veículos eléctricos não é considerado para efeitos de determinação da remuneração do operador de pontos de carregamento, constituindo um encargo do utilizador do veículo eléctrico, ainda que possa ser liquidado através do comercializador de electricidade para a mobilidade eléctrica.

As taxas continuam, quando se esquecer onde deixou o carro, ou se adormecer dentro dele (artigo 9º):

A ocupação de pontos de carregamento sem efectivo carregamento de baterias eléctricas durante tempo de permanência excessivo é sancionada através do pagamento de uma compensação, considerando -se tempo excessivo a permanência no ponto de carregamento por período equivalente a mais de 50 % do tempo despendido para efeitos de carregamento a plena carga de baterias eléctricas ou, em alternativa, consoante a decisão do operador, a utilização do ponto de carregamento por mais de trinta minutos, no caso de pontos de carregamento normal, e por mais de dez minutos, no caso de pontos de carregamento rápido, após a plena carga da bateria eléctrica.

Para os utilizadores residenciais, volta-se à carga no artigo 10º:

Até 31 de Dezembro de 2012, o operador de pontos de carregamento de acesso privativo que se encontrem em locais de estacionamento em prédios urbanos para fins residenciais, em especial em condomínios privados, pode auferir um montante máximo de € 48 por ano para compensar os custos associados à operação e manutenção do equipamento instalado, incluindo actualizações tecnológicas e qualidade de serviço.

Mais à frente, já em anexo, vejam como se extraiu pelo menos uma hora ao período de vazio, quando comparado com os horários da EDP:

a) «Período fora de vazio» o período compreendido entre as 6 e as 24 horas;
b) «Período de vazio» o período compreendido entre as 24 e as 6 horas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Extinção em massa?

Um dos nossos académicos alarmistas, o Miguel Araújo, conseguiu que um artigo para o qual contribuiu fosse publicado na revista Nature. O Miguel, contribuinte assíduo do blog ambio, bem como os seus co-autores, utilizam uma estratégia bem conhecida de publicação cruzada, associada à empolação dos factos, que tenho referenciado várias vezes no passado. Agora, segundo o papaguear do alarmista Público, a Terra estará a viver a sexta extinção em massa por causa das alterações do clima...

O grande problema destes tristes cientistas é que não se comprometem. Apenas anunciam uma desgraça de perspectivas históricas, e é isso que lhes garantiu a publicação. E que seca as publicações seguintes, pois agora que isto foi definida como a sexta maior extinção de sempre, a próxima terá de ser de cinco para baixo! Eles não dizem qual o número de espécies que irá desaparecer. Falam de extinção de espécies, mas esquecem-se de dizer se aparecerão novas espécies, por exemplo. O azar de Miguel Araújo é tanto, que no mesmo dia em que saía o artigo do Público acima, saía outra notícia no mesmo jornal alarmista, a anunciar "Duas novas espécies de plantas descobertas em Espanha".

Na verdade, também em Portugal se vão descobrindo mais espécies. Alguns exemplos rápidos podem ser vistos aqui e ali. Mas estas notícias não aparecem nos jornais ou nas revistas de maior prestígio... Isso está reservado para os alarmistas...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Rapagão é um aldrabão!

No início da semana falava sobre os dois portugueses já aldrabados com os carros eléctricos. Mas olhando para uma notícia do Público, onde se vê mais detalhe da história, podemos chegar à conclusão que nos andam a aldrabar. Vejamos um dos parágrafos da notícia (realces da minha responsabilidade):

É que a poupança em combustível pode atingir as centenas de euros mensais. "Costumava gastar à volta de 600 euros em diesel todos os meses. Agora, desde que comprei este carro, nem me lembro disso", explica José Rapagão, 62 anos, que mora em Lisboa e todos os dias cumpre o trajecto de ida e volta até ao Carregado, onde se situa a sua loja. Todas as noites carrega a bateria do i-MiEV e nunca teve problemas de autonomia.

A notícia continua com o seguinte parágrafo (realces da minha responsabilidade):

"Ando mais ou menos 150 quilómetros por dia, sempre com este carro. Tenho o cuidado de andar devagar, para não estragar a média, mas, se o deixarmos, ele vai aos 130 km/h com facilidade. Para evitar exageros, não sigo pela auto-estrada [a A1], vou pela estrada nacional." Uma breve interrupção para consultar o painel de bordo e José Rapagão anuncia que já fez 1433 quilómetros.

Vamos a contas! Na reportagem do Expresso, o Rapagão diz que tem o carro "vai fazer um mês". Como já fez 1433 quilómetros, isso dará uma média ligeiramente superior a 48 quilómetros por dia. Muito inferior aos 150 quilómetros por dia que ele refere. Com um consumo de 6 litros por 100 Km, que será o razoável para o tipo de percurso que o Rapagão faz, e a 1.40€ por litro de gasóleo, o custo mensal com combustível, para fazer esses 1433 quilómetros, seria de cerca de 120 euros. Muito longe dos 600 € badalados pelo Rapagão! Ou então, feitas de outra maneira, será que o carro dele tinha um consumo de cerca de 29.9 litros por 100Km?

Por isso, tudo isto é, concerteza, uma grande aldrabice. Ele que continue a ir pela estrada nacional: assim, contribui de uma forma positiva para com os restantes, libertando a A1 para quem dela efectivamente precisa...

Actualização: Um leitor chama-me a atenção para o facto do Público referir três semanas como o tempo em que os eléctricos estão na posse dos seus donos. Para além da discrepância com o Expresso, as contas mantêm-se engatadas: A média diária sobe para 68Km, ainda menos de metade do que anuncia o Rapagão. O custo mensal que teria com gasóleo sobe para os 172 euros, pouco mais de um quarto do que ele dizia gastar...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pouca terra, pouca terra

Os leitores mais antigos do blog sabem que o Ecotretas e o Henrique Pereira dos Santos têm tido alguns desacordos, no passado. Mas cada vez mais os seus artigos na Ambio se parecem aos escritos pelo Ecotretas, dado o seu conteúdo. É o caso do seu recente artigo, o mito do comboio, em que se enumera um conjunto de argumentos, que destroem por KO os saudosismos de um conjunto de ecologistas e loucos, que infelizmente abundam neste país! É claro que já ninguém defende o transporte de burro, e de coche, e a evolução da Sociedade não se pode fazer à custa da manutenção de comboios que andam às moscas, e que de repente levam efectivamente alguém, subindo a média para três ou três ou quatro passageiros por comboio...

Mas atentemos nas palavras de Henrique, no seu artigo (realces da minha responsabilidade):

Confesso que não pensava escrever tanto sobre comboios e transportes.
Mas a quantidade de comentários aqui, e artigos noutros lados, sem o menor resquício de racionalidade na discussão do problema, faz-me voltar ao assunto.

O comboio não é importante em si mesmo (como pretende muita da gente do sector ferroviário), o importante é a mobilidade. Por isso discutir o comboio é discutir, em primeiro lugar, mobilidade.

As circunstâncias em que o comboio serve são aquelas em que existe um dimensão suficiente no volume potencial de transporte de pessoas e bens para quem o preço é mais importante que a flexibilidade. Defender linhas de comboio que não se encaixam nestas condições é contribuir para a perda de competitividade do comboio face às alternativas nas áreas em que o comboio poderia ser útil, económica, social e ambientalmente.

Discutir o comboio com base em patetices como as que mais uma vez vi hoje escritas no Público é diminuir a possibilidade de discutir seriamente as opções de mobilidade em Portugal. Dois exemplos das patetices que são muito edificantes: Beja não quer ser subalternizada em relação e Évora e não ter intercidades directo é uma desconsideração pelos Bejenses, ou o preço e o tempo de ir de comboio de Castelo de Vide para Coimbra é muito menor que ir de autocarro, sem discutir quantas pessoas por ano querem (ou mesmo podem vir a querer) ir de Castelo de Vide para Coimbra .

O que isto quer dizer é simples: deixemo-nos de lérias e olhemos desapaixonadamente para o assunto, pondo o comboio no seu lugar e discutindo o transporte ferroviário como deve ser discutido.

O que significa, sobretudo para o movimento ambientalista, abandonar a diabolização do automóvel (principalmente onde ele é inegavelmente insubstituível) e o romantismo dos comboios pitorescos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Grande Lixeira de Plástico do Pacífico

Não há nada como um grande susto! Desde que foi "revelada" em 1997, por Charles Moore, que a suposta grande lixeira de plástico do Pacífico tem crescido de dimensão. Exponencialmente. Uma pesquisa rápida pela Internet revela dimensões assustadoras! O nosso alarmista Público estima a área da lixeira em duas vezes o tamanho dos Estados Unidos! A Quercus estima que a área seja superior a sete vezes da superfície de Portugal.

O problema é que a investigação mais recente revela que o problema é muito menor que o propagandeado. Da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, podemos ver alguns dos extractos de uma press release, relativa a investigação efectuada neste domínio (realces da minha responsabilidade):

There is a lot of plastic trash floating in the Pacific Ocean, but claims that the “Great Garbage Patch” between California and Japan is twice the size of Texas are grossly exaggerated, according to an analysis by an Oregon State University scientist.

The studies have shown is that if you look at the actual area of the plastic itself, rather than the entire North Pacific subtropical gyre, the hypothetically “cohesive” plastic patch is actually less than 1 percent of the geographic size of Texas.

Ou seja, do dobro do Estado do Texas, passou para menos de 1% do tamanho desse estado? É so um erro de 200 vezes! Ou como o coloca um comentador do NoTricksZone, onde descobri esta notícia, as reivindicações dos ecologistas são 99.5% lixo!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O papel dos Media

O leitor habitual António Lopes enviou-me mais uma referência para um artigo demolidor na imprensa. Desta vez no Correio da Manhã, Mira Amaral volta a desancar no excesso de eólicas, e faz comparações com o novo aeroporto. Pessoalmente, gosto mais da comparação com submarinos, porque o novo aeroporto nunca se sabe quanto custará, mas será certamento o dobro do previsto, e as receitas menos de metade... Via Espectador Interessado, descobrimos mais um artigo de Mira Amaral, desta vez no Público. Entretanto, o Beijokense fez-nos chegar um artigo da Sábado, deste fim de semana, na página 38, que é visível na imagem ao lado, e onde se verifica que as investigações do Ecotretas se estão a infiltrar nos Media.. E embora ficasse bem aos jornalistas referirem a fonte, a verdade é que a mim, o que interessa é que a opinião pública comece a perceber como anda enganada!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Péssimo jornalismo

A confrontação já a havia observado ontem no WattsUpWithThat. Não a tencionava mencionar aqui, porque evito repetir-me ao Anthony Watts, mas sobretudo porque era uma não notícia. Mas, o nosso alarmista Público, resolveu dar-lhe destaque...

O que a infeliz jornalista, Susana Almeida Ribeiro, não percebe é que a mensagem de Bill Sammon, da Fox News, é uma inspiração para qualquer jornalista que se preze! Porque a sua mensagem é um exemplo de imparcialidade, a que os jornalistas deviam estar obrigados. Mas, mesmo reconhecendo as naturais diferenças editoriais, claramente assumidas nos Estados Unidos, como não deixar de ficar sensibilizado pelo conselho de imparcialidade, expresso por exemplo, na seguinte frase:

Não é da nossa competência, como jornalistas, aferirmos estas noções como factos, especialmente enquanto este debate se intensifica.

A triste Susana equaciona depois o momento da mensagem, por se tratar do momento em que "os líderes de cerca de 200 países se encontraram em Copenhaga para tentarem chegar a um acordo sobre as alterações climáticas"... Não saberá ela que os jornalistas não se devem deixar condicionar por momentos de inconveniência? E que o Climategate havia revelado, apenas dias antes, finalmente a marosca da pseudo-ciência climática?

O que a Susana verdadeiramente revela é o péssimo jornalismo a que o alarmista Público nos habituou! Revela que já deve ter esquecido o que aprendeu na Faculdade há não muito tempo, o Código Deontológico dos Jornalistas, e toda a ética e normas associadas a esta nobre profissão. E como a Susana delira sobre estas mensagens, o que realmente a gente precisava era de um Wikileaks no Público... Enquanto não as temos, o melhor que me ocorre para este comportamento jornalístico, é a imagem acima!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Fretes ao Governo

Os Media têm estado a dar-se conta das consequências da errada política energética do nosso desGoverno, e que se traduz por mais uns inaceitáveis aumentos da electricidade. Têm sido tantas as barbaridades que tenho lido hoje, que teria matéria para posts e posts! Claramente, muitas dessas notícias e mesmo editoriais, são fretes ao Governo. Quase todos os argumentos já foram desmontados aqui no passado; todavia, ainda é compreensível, porque muitos jornalistas ainda não conhecem o Ecotretas.

Mas uma das mais interessantes veio, como de costume, do Público:

Os dados baralham a ideia tradicional de que os países com energia nuclear vendem energia mais barata, já que se verifica que na UE parte deles tem preços mais competitivos que Portugal e parte tem mais elevados. Em relação à média europeia, os portugueses pagam menos 2,6 por cento (domésticos) e menos 7,4 por cento (indústria).

Eu bem sei que a Lurdes Ferreira, cujas iniciais assinam o artigo, anda permanentemente baralhada... E os leitores habituais do blog sabem que eu sou contra o nuclear, em Portugal. Porque pensa a Lurdes que em Espanha, a subida dos preços foi devida ao nuclear? E esconde convenientemente a referência a França, país por excelência do nuclear na Europa? Por isso, volto a colocar o gráfico de há duas semanas atrás (leiam o post para perceber que há um gato), dos dados do Eurostat que a Lurdes menciona, para que todos percebam que a subida de tarifas em Espanha foi devida, tal como cá, à recente política das renováveis (eólica + solar), enquanto em França o preço é, neste momento, bem inferior ao dos países ibéricos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Escalonamento dos custos

Na senda das deambulações anteriores, e nomeadamente depois das notícias de ontem do Público, apresento mais um gráfico interessante aos leitores. Este foi obtido num extenso documento da ERSE, sobre as tarifas para este ano de 2010. No gráfico ao lado, obtido a partir da página 68 do PDF, podem-se observar os proveitos a recuperar nos próximos anos. Vejamos, nas palavras da ERSE, porque isso é necessário:

Para além dos custos anuais e dos ajustamentos referentes a anos anteriores, é necessário ainda incorporar nos proveitos (a recuperar anualmente) valores que não foram incluídos nos proveitos a recuperar com as tarifas de 2006, 2007 e 2009 e ainda os custos para a manutenção do equilíbrio contratual das centrais da EDP Produção que cessaram os contratos de aquisição de energia com a REN.

Agora, cliquem na imagem, para obter uma em mais alta definição. Vejam como durante 8 anos estão 266 milhões de euros anuais escondidos. Depois mais sete anos, cada um com 226 milhões de euros! Todos os valores relacionados com custos que foram varridos para debaixo do tapete, nos últimos anos. Todos os valores cedidos a terceiros, a uma taxa de juro desconhecida. Todos a serem pagos por quem cá estiver, anualmente até 2027!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Novas concessões penalizam consumidores

Um leitor habitual alertou-me para um artigo surpreendente, ainda por cima assinado pela Lurdes Ferreira, em que o alarmista Público chega à brilhante conclusão de que as novas concessões nas renováveis penalizam consumidores domésticos. Tudo em primeira página, como a imagem ao lado documenta. É claro que a Lurdes poderia ter proposto um título mais correcto, e esse seria: "Novas e antigas concessões nas renováveis penalizam consumidores, e toda a Economia". Mas há que dar pequenos passos de cada vez. E enfim, mais vale tarde do que nunca...

O que o Público diz estamos fartos de o dizer aqui. Da subida das tarifas que poderia ser uma descida. Da vergonha das novas concessões. Do défice tarifário gigantesco. Do esquema da garantia de potência. Dos esquemas do Manuel Pinho. Enfim, um artigo incompleto, é verdade, mas muito inconveniente!

E depois há o artigo do Carlos Zorrinho. A ensaiar uma monumental cambalhota, conforme este artigo. O problema porventura não é dele, mas da dupla Sócrates/Teixeira dos Santos, a verem onde conseguem extorquir mais uns cobres aos Portugueses, os actuais e os do futuro! E depois, sim há novidades. Como a desta outra notícia do Público, onde se constata que o fundo das eólicas foi o que pagou o pavilhão português na Expo de Xangai! Vale de tudo para salvar o planeta! E constatamos que, sem dúvida, estamos entregues à bicharada...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A verdadeira poupança em combustíveis fósseis

Depois da contra-informação à Zorrinho, calculamos as poupanças em carvão. Depois, metemos mãos à obra, para calcular a poupança em gás natural, utilizado nas centrais de ciclo combinado. A tarefa foi bem mais demorada, porque os dados são difíceis de obter.

O problema principal foi obter os custos do gás. A ERSE utiliza essencialmente os valores de Zeebrugge, dados pela Reuters. O problema é que esses dados não são públicos. A ERSE tem alguns gráficos disponíveis, nomeadamente neste relatório (pag. 22 do PDF), bem como valores recentes, nesta página. Esses valores, para além disso, tinham ainda o problema de se saber qual a quantidade de gás natural consumido, que podia ser obtido do site da DGEG, tal como fiz com o consumo de carvão.

Optei, todavia, por utilizar os dados da Comissão Europeia, cujo relatório mais recente do Observatório do Gás, está disponível neste link. Na página 9 do PDF encontramos o custo do gás, expresso convenientemente em €/MWh. O problema, mais uma vez, foi obter os dados concretos, pelo que tive de os calcular a olhómetro. Para os dados do segundo trimestre de 2010, tive que calculá-los a partir da página da ERSE já referenciada, tomando como referência os valores de Janeiro de 2008. Dos cálculos que fiz, é possível um erro de 5%.

Depois, foi só pegar nos valores de produção de energia eléctrica, a partir do gás natural, disponíveis no site da REN, neste caso unicamente a partir de 2007. O resultado é o gráfico acima, onde podemos comprovar que a poupança em gás natural, no primeiro semestre de 2010, quando comparado com igual período de 2009, é de cerca de três milhões de euros! A poupança é maior em relação a 2008, mas comparativamente com 2007, o que se observa é um custo bastante maior...

Resumindo, e tal como previa, as poupanças derivadas das energias renováveis, no consumo de gás, foram muito pequenas no primeiro semestre. Se somarmos à poupança de carvão, pouparam-se 80 milhões no primeiro semestre. Faltam ainda as poupanças de fuelóleo, que deverão ser ainda inferiores às do gás natural. Portanto, os 800 milhões de Zorrinho são uma absoluta miragem, e desta vez, é mesmo o Sócrates que deverá ter os valores correctos. Os tais 100 milhões de euros, referenciados na Universidade de Columbia...

Actualização: Segundo esta notícia do Público, José Sócrates diz que, afinal, os 100 milhões de poupança de combustíveis fósseis, aconteceram no primeiro semestre. Ainda acima do valor correcto. E, mais uma vez, as verdades dizem-se fora do país, neste caso na Líbia. Aposto que o Zorrinho não estava lá para o ouvir! E como a poupança no segundo semestre deve ser muito pequena, vamos mesmo ficar perto de uma poupança de 100 milhões. Como o custo das renováveis vai ser superior a 800 milhões de euros, o sobrecusto vai ficar muito próximo dos 700 milhões de euros, como previsto pela ERSE, e repetidamente referenciado aqui no Ecotretas.

Actualização II: Um leitor atento alertou-me para o pormenor de que José Sócrates tenha referido que a poupança dos 100 milhões de euros foi mensal, durante o primeiro semestre. A minha alma está completamente parva! É um erro de uma ordem de magniutude... Coisa pouca, para quem não faz ideia do que anda a pregar!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fraldas reutilizáveis

Via Cabalas, chegamos à notícia de que a Quercus e o Ministério do Ambiente andam a impingir fraldas reutilizáveis às mães que deram à luz esta semana. É o chamado projecto Fraldinhas, sendo que segundo a Quercus, a "utilização de fraldas reutilizáveis evita a produção de 1 tonelada de resíduos por bebé"

O que nós sabemos destes ecologistas da treta é que eles gostariam de se livrar dos bebés... E reduzir o número de seres humanos. Como não querem admitir isto à primeira, vão atacando o problema devagarinho. Inflacionam-se uns números e diz-se que os bebés são os culpados pelas lixeiras que temos. Passa-se a mensagem aos Media, que propagam as "3,5 toneladas de resíduos de fraldas que as famílias colocam por hora no lixo" ou "a tonelada de fraldas descartáveis que um bebé produz, durante dois anos e meio".

A notícia do Público vai mais longe e cita João Figueiredo, da Valorsul (entidade que trata dos resíduos sólidos urbanos de 19 municípios, que serve um milhão e meio de habitantes). O João diz que "recebem cem mil toneladas de fraldas usadas por dia"... O João deve ser mais um dos que não sabem fazer contas: 100000 toneladas são 100 milhões de quilos. Se todos esses milhão e meio de habitantes usarem fraldas, cada um gasta 66.6 Kg de fraldas por dia? Ora, eu não uso, e aposto que o leitor da região de Lisboa, também não. Estão a ver quantos quilos de fraldas gasta cada bebé por dia???

E embora seja um problema bem real o das lixeiras, já estou habituado a que a Quercus apenas aborde uma pequena parte do problema. E quando eles começam a justificar com poupanças monetárias, fico logo com a certeza que há cabala!

Realmente, não é difícil topá-la! Na página do Wikipedia sobre fraldas, há um link para o estudo mais completo sobre o assunto, que compara fraldas descartáveis e reutilizáveis. A primeira conclusão é surpreendente!

Na página 35 do PDF, nas conclusões, observa-se que as fraldas descartáveis têm um impacto equivalente a 550Kg de dióxido de carbono, ao longo dos dois anos e meio, de utilização média de fraldas por um bebé. Para as fraldas reutilizáveis, o impacto médio é de aproximadamente 570Kg de dióxido de carbono. Mas este último valor depende ainda da forma como se lavam e secam as fraldas reutilizáveis. Se as fraldas forem lavadas a 90ºC, em vez dos 60ºC, há um acréscimo de 31% a esse valor, e se todas as fraldas forem secas na máquina de secar, então pode somar mais 43%!

E agora Quercus, em que ficamos? Não se lavam as fraldas e propagam-se os micróbios? Contrata-se uma pessoa a tempo inteiro para lavar e secar as fraldas, um trabalho a tempo inteiro, como faziam as nossas avós? Conta-se ou não os custos ambientais decorrentes, por exemplo, do cultivo do algodão, provavelmente a cultura que mais pesticidas, fertilizantes e mais água consome no mundo inteiro? Bem, há sempre a poupança monetária, mas mesmo assim, admito que as contas estejam igualmente engatadas! Qualquer um que já foi mãe/pai, e sobretudo os que já são avós, não têm qualquer dúvida sobre a opção correcta para os nossos bebés!

domingo, 14 de novembro de 2010

Família modelo dos ecologistas

A família de Paula Sousa e Pedro Marques vai, certamente, passar a ser a família modelo dos ecologistas. Na página 18 do Expresso de ontem, Joana Bastos dá-nos a conhecer a família de Vila Franca de Xira:

A partir do próximo mês, quando Paula perder o subsídio de desemprego, vão prescindir da electricidade. "A água e o gás são mais importantes para fazer a comida", dizem.

Todo o artigo é muito emocianante. A verdade é que há muitas famílias como a de Sousa & Marques, que andam a passar dificuldades para suportar os prémios do Mexia, as subidas de energia por causa das renováveis, e a pagar taxas e taxinhas, como as que suportam a RTP. E a causar a emissão de gases de efeito de estufa... Esta família vai, portanto, aumentar a sua eficiência energética ao máximo, e os ecologistas admirarão esta decisão. No futuro, para estes, todos deveríamos ser como esta família!

Este é um cenário que só agora chegou ao Expresso. Neste artigo do Público de início de 2009 temos mais exemplos de pessoas que cortaram também nas suas emissões. Mas, parece que a fé das pessoas é outra... Mas tal como nos telemóveis, provavelmente vem ai o pre-pagamento da electricidade, tal como já existe noutros países (eg. Reino Unido). Assim, pensará o Mexia, continuará a haver justificação para a sua economia Verde...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pela calada dos gabinetes

A notícia vi-a primeiro na Agência Angola Press. Depois no nosso alarmista Público. Numa época de crise, em que todos somos obrigados a apertar o cinto, a Ministra Dulce Pássaro e a Ministra do Ambiente de Angola, Fátima Jardim, assinaram um memorando de entendimento no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre alterações climáticas. Este memorando vem na sequência das decisões de Copenhaga, e visa supostamente a redução de emissões de gases... São três milhões de euros para os Angolanos, por ano!

Este tipo de subsídios a países que estão a lucrar desmesuradamente do preço do petróleo, é simplesmente inaceitável para os contribuintes portugueses! Estamos a pagar os nossos impostos, para a coberto de um não problema, subsidiarmos um país, que provavelmente aproveitará para reforçar as suas participações financeiras em importantes empresas da Economia Nacional. Por isso, interessa que rapidamente Dulce Pássaro explique porque anda a estoirar assim o dinheiro dos contribuintes! Será para coisas deste género que se sobe o Orçamento do Ministério do Ambiente???

sábado, 30 de outubro de 2010

Abram os olhos!

Via Espectador Interessado, tomei conhecimento das palavras de um artigo do Público, de Campos e Cunha, ex Ministro das Finanças. O mesmo artigo parece estar disponível integralmente aqui, e saiu ontem, sob o título "A década perdida". Campos e Cunha é, portanto, mais uma destacada personalidade portuguesa a abrir os olhos. Outros se seguirão... Aqui está o extracto relevante para os leitores deste blog:

(...)depois foi a moda, politicamente correcta, das renováveis, com especial destaque para os últimos 5 anos. A aposta nas energias alternativas - vento e sol - saíu caríssima às famílias e às empresas, que já estão a pagar a factura, com perdas acrescidas de bem-estar e competitividade.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Chucha da Utilidade Pública

Enquanto todos estamos a apertar o cinto, o Público descobriu ontem que há umas quantas organizações/associações a quem foi dada pelo Governo o benefício de serem declaradas de utilidade pública. Segundo a notícia do Público, "os benefícios fiscais atribuídos a estas entidades estendem-se a vários impostos. De acordo com as suas características e funções, as organizações em causa podem usufruir de isenções em sede de IRC (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas), IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e IMT (Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), que substituiu a antiga sisa.". Rapidamente meti mãos à obra para ver quem anda a chuchar na área do Ambiente. Aqui ficam algumas das que encontrei, numa pesquisa rápida, no Diário da República online:
  • O TAGIS — Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, pessoa colectiva de direito privado n.º 506770311, com sede na freguesia de São Mamede, concelho de Lisboa, presta, desde 2004, relevantes e continuados serviços à comunidade onde se insere através da promoção e do desenvolvimento de actividades de carácter cultural e científico, designadamente, da promoção do conhecimento da natureza, realizando acções e projectos nas áreas da educação ambiental e da investigação científica.
  • A ATRIAG — Associação para Tratamento de Resíduos Industriais de Águeda, pessoa colectiva de direito privado n.º 503627860, com sede na freguesia de Borralha, concelho de Águeda, presta, desde 1996, relevantes serviços à comunidade regional onde se insere, na área do ambiente, designadamente, através da promoção do tratamento e eliminação dos resíduos industriais.
  • A Campo Aberto — Associação de Defesa do Ambiente, pessoa colectiva de direito privado n.º 505093278, com sede na freguesia de Águas Santas, concelho da Maia, presta, desde 2000, relevantes e continuados serviços à comunidade onde se insere visando a defesa do ambiente e conservação da natureza, designadamente, através da edição de publicações, intervenções públicas, participações e promoção de debates.
  • A ASPAFLOBAL — Associação de Produtores Florestais do Barlavento Algarvio, pessoa colectiva de direito privado n.º 501829881, com sede na freguesia e concelho de Monchique, presta, desde 1985, relevantes serviços à comunidade onde se insere através da promoção da protecção da floresta, quer pela introdução de novas técnicas de exploração que permitam criar bases de sustentabilidade da floresta algarvia quer pela criação e manutenção de uma equipa de sapadores florestais. Coopera com as mais diversas entidades privadas e públicas, nomeadamente ao nível da administração local, com as Câmaras Municipais de Monchique e Portimão, na prossecução dos seus fins.
    Não obstante, a entidade deverá abster -se de fazer uso do estatuto para exercer actividades susceptíveis de reduzir a capacidade competitiva dos demais agentes económicos e assegurar que nos documentos enviados a autonomização dos custos e receitas relativos às actividades que não possam ser abrangidas pelos benefícios que o estatuto de utilidade comporta sem que se verifique a violação das regras da concorrência. Deve ainda, demonstrar, anualmente, a manutenção da situação de
    estabilidade e suficiência financeira.
  • A Associação Florestal e Ambiental do Concelho de Chaves, pessoa colectiva de direito privado n.º 504961934, com sede em Chaves, presta, desde 2000, relevantes serviços à comunidade onde se insere. Tem vindo a desenvolver um meritório trabalho na defesa e na gestão ambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentado dos recursos florestais e dos espaços a ele associados. Coordena uma equipa de sapadores florestais. Tem protocolos de cooperação celebrados com várias entidades oficiais, designadamente com a Câmara Municipal de Chaves.
  • A ADAPTA — Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa, pessoa colectiva de direito privado n.º 505068281, com sede na freguesia de São Martinho de Bougado, concelho da Trofa, presta, desde 2001, relevantes serviços à comunidade onde se insere através da defesa, da conservação e da melhoria do ambiente e do património natural e construído na região da Trofa, numa perspectiva da promoção do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida das populações, segundo as vertentes da educação, de informação, de formação e de intervenção, bem como da realização de acções para a resolução de problemas ambientais específicos.
  • A AGROBIO — Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, associação de direito privado n.º 501632484, com sede na freguesia de Alcântara, concelho de Lisboa, é uma organização não governamental de ambiente de âmbito nacional e registada, desde 10 de Janeiro de 1988, no Registo Nacional das ONGA e equiparadas, preenchendo os requisitos da Lei n.º 35/98, de 18 de Julho. Dedica -se à divulgação da agricultura biológica em Portugal através da sensibilização, da formação e do apoio ao desenvolvimento técnico e comercial deste tipo de agricultura no nosso país.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pegada do Ministério do Ambiente

O Diário Económico lançou hoje uma notícia bombástica: o Ministério do Ambiente tem a maior pegada "imobiliária" dos vários Ministérios do Governo. Segundo a notícia, que só é completamente acessível na versão em papel, cada funcionário da Sede do Ministério do Ambiente tem uma pegada de 53.6 m2, contra os 15.4 m2 do Ministério da Justiça, no extremo inferior. No total, o Ministério do Ambiente ocupa 11256 metros quadrados, com 210 postos de trabalho. A sede do Ministério do Ambiente localiza-se na Rua de O Século, sendo a entrada a que é visível na foto.

O estudo destes valores foi efectuada pela empresa inglesa de consultoria IPD - Investment Property Databank, depois de encomendado em 2008, e entregue ao Governo no ano passado. O estudo revela ainda que cada funcionário público tem um custo médio de ocupação de 8376 euros/ano, o que quer dizer que o valor do Ministério do Ambiente será certamente muito maior... O estudo estima ainda que o Governo pode poupar mais de 1.25 mil milhões de euros com edifícios!

Actualização: Um leitor atento apontou-me um link de um documento que parece conter os dados referenciados pelo Diário Económico.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Custos de Interesse Económico Geral

O termo "Custos de Interesse Económico Geral" é um palavrão, de que a maioria dos consumidores de energia eléctrica nunca ouviram falar, mas que lhes toca de perto... O primeiro gráfico acima, retirado do mesmo documento da ERSE que havia referido aqui, dá-nos uma ideia precisa de como andamos todos aldrabados.

Veja-se o aumento exponencial dos "Custos de Interesse Económico Geral", cada vez maior. Veja-se também a interrupção em 2009, que para os mais distraídos significa apenas a realização de eleições, e a necessidade de canalizar o dinheiro para outros fins... Mas que custos são estes? A consulta deste documento da ERSE, nas páginas 206 e 207, relativo às tarifas para 2010, revela para onde vai este dinheiro:
  • Diferencial de custos com a aquisição de energia eléctrica a produtores em regime especial (PRE) mediante fontes de energia renovável e não renovável (cogeração), imputados à parcela II da tarifa de Uso Global do Sistema.
  • Rendas de concessão pela distribuição em baixa tensão.
  • Custos com o Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de energia eléctrica.
  • Custos com os Planos de Promoção do Desempenho Ambiental.
  • Custos com os terrenos afectos ao domínio público hídrico (amortização e remuneração).
  • Custos com as sociedades OMIP, S.A. e OMI Clear, S.A.
  • Custos com a Autoridade da Concorrência (AdC).
  • Custos com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
  • Custos com a convergência tarifária na Região Autónoma dos Açores.
  • Custos com a convergência tarifária na Região Autónoma da Madeira.
  • Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).
  • Amortização e juros do défice tarifário, relativo aos custos com a convergência tarifária na Região Autónoma dos Açores em 2006 e 2007 não repercutidos nas tarifas.
  • Amortização e juros do défice tarifário, relativo aos custos com a convergência tarifária na Região Autónoma da Madeira em 2006 e 2007 não repercutidos nas tarifas.
  • Amortização e juros do défice tarifário das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão, relativo a 2006.
  • Amortização e juros do défice tarifário das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal, relativo a 2007.
  • Custos inerentes à actividade de gestão dos CAE remanescentes, pelo Agente Comercial, não recuperados no mercado.
  • Tarifa Social.
  • Custos com a Gestão das Faixas de Combustível no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (limpeza de corredores de linhas aéreas).

A segunda imagem acima dá-nos o detalhe da distribuição dos cerca de dois mil milhões de euros para este ano de 2010. Note-se como mais de 40% vai direitinho para o sobrecusto da PRE, que aqui no blog temos vindo repetidamente a assinalar. Mas a isto voltaremos novamente...

domingo, 17 de outubro de 2010

Desgoverno no Ambiente

Enquanto que todos vamos ser sacrificados, nos impostos, na Educação, na Saúde, o Ministério do Ambiente vai ter mais dinheiro para estourar em 2010!!! São uns 400 milhões de euros, que Dulce Pássaro e companhia, poderão distribuir pelos seus... Segundo esta notícia do Público, há mais 20% para gastar no próximo ano!

E para onde vai esse dinheiro todo? O maior aumento, de 325%, vai para o Fundo Português de Carbono, o que quer dizer dinheiro para ser entregue aos estrangeiros... Andamos nós a apertar o cinto para entregar o dinheiro aos outros??? No resto, as propostas são de encanar a perna à rã...

Mas para que serve afinal este Ministério do Ambiente? Não haja ilusões; para além dos exemplos que já evidenciamos anteriormente no link atrás, podemos ver os exemplos seguintes, retirados da página do Twitter, do próprio Ministério do Ambiente:
  • Seia, Ministra do Ambiente participa na abertura do 16º CineEco, Festival Internacional de Cinema. Casa Municipal da Cultura. Sábado, 12h00
  • Amanhã, Humberto Rosa, na inauguração do novo pólo de actividade ambiental da Fundação Serralves “Espaço Parque”, Porto, 10h00.
  • 5 de Outubro, secretária de Estado Fernanda do Carmo inaugura Centro Escolar Bela Vista, Gondomar, 12h00 e Centro Escolar de Sabrosa, 15h30
  • 5 de Outubro, Lisboa, secretário de Estado do Ambiente inaugura Escola Secundária Gil Vicente, 12h00.
  • 5 de Outubro, Coimbra, Ministra do Ambiente inaugura Escolas Secundária Avelar Brotero, 12h00, e Secundária Infanta D. Maria, 12h35.

Palavras, para quê? Acabem com esta palhaçada, e deixem lá um Secretário de Estado, que é mais que o suficiente!