A apresentar mensagens correspondentes à consulta Pereira dos Santos ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Pereira dos Santos ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de abril de 2010

50 milhões de euros

O debate sobre a exportação de energia a custos baixos, ou mesmo nulos, para o estrangeiro, é antiga aqui no Ecotretas. No início do ano verificamos como estavamos a trabalhar para aquecer, tendo depois verificado que a má gestão era a característica dominante da importação/exportação de energia. Há pouco mais de duas semanas, na sequência do Manifesto por uma nova política energética em Portugal, voltamos à carga para evidenciar a validade das afirmações inscritas no Manifesto.

Entretanto, os defensores das energias renováveis, sentiram o toque. Como o que se verificou no blog Ambio, nos últimos dias, e que se tem intensificado. Ainda hoje, Henrique Pereira dos Santos teve um ataque saudosista, com insinuações de aldrabice à mistura, talvez motivado pelo comentário que fiz no post anterior, relativo aos dois terços do Alqueva que foram por água abaixo. Eu sei que eles têm dificuldades em fazer contas, por isso aqui vão mais umas verdades inconvenientes.

Neste primeiro artigo vamos calcular quanto dinheiro foi deitado fora na exportação de energia eléctrica. Todos os dados aqui utilizados foram retirados dos sites da OMEL e da REN. O dinheiro mais mal gasto é quando se está a exportar energia para Espanha, e se está a pagar dinheiro aos produtores fotovoltaicos. Acreditamos que este cenário não terá um impacto significativo, mas a ele voltaremos. No caso da eólica, o cenário é diferente, e será o analisado aqui

A energia eólica produzida em Portugal, como sabemos, tem tarifas feed-in. Ou seja, tudo o que eles produzirem tem que ser comprado pela EDP. Aliás, um dos argumentos bacocos dos ambientalistas é que a energia eólica não é exportada no contexto da OMEL. Pois claro! A EDP tem que comercializar aos Portugueses a energia mais cara, e vende a mais barata, que é a restante, aos estrangeiros.

Em 2009, a tarifa média para as eólicas foi de 93.74 €/MWh. Quase sempre a tarifa praticada foi inferior à das eólicas, e em apenas 6.895% dos períodos horários do primeiro trimestre se verificou uma produção eólica efectivamente inferior à exportada. Por isso, para cada período horário escolheu-se o menor dos valores, ou a energia eólica produzida nessa hora, ou a energia efectivamente exportada. Em qualquer um dos casos, seria sempre preferível não pagar aos produtores eólicos, do que pagar-lhes e receber uma quantidade inferior de dinheiro dos estrangeiros. Multiplando cada um desses valores de energia exportados, pelo diferencial entre o preço pago às eólicas e o preço de energia praticada no âmbito do OMEL, verificamos que se perdeu no primeiro trimestre a módica quantia de 50893224.12 €!

Estas contas continuarão a ser complementadas. Para que os Portugueses percebam a factura que estão a pagar... Para este peditório do primeiro trimestre, cada Português já entrou com 5 euros!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tretas e mais tretas de incêndios

Os leitores mais habituais já terão estranhado a ausência de mais referências à problemática dos fogos florestais, que estão este ano de volta e em força, na minha opinião sobretudo por via do Inverno muito chuvoso que tivemos. As muitas tretas que se ouvem por aí esquecem que a grande maioria do território não está ainda em situação de seca, como o próprio Instituto de Meteorologia refere (realces da minha responsabilidade):

Em 31 de Julho de 2010 verifica-se o aparecimento de seca meteorológica fraca em alguns locais de Portugal Continental, mantendo-se, no entanto, um índice de “chuva fraca” na maior parte do Continente.

Desta forma, em termos de percentagem do território o ( índice de seca meteorológica PDSI ) apresenta a seguinte distribuição: 2% em chuva moderada, 53% em chuva fraca, 23% em situação normal e 21% em seca fraca e 1% em seca moderada.

Como facilmente se depreende da imagem acima, as plantinhas e o mato têm encontrado ingredientes para crescerem, facto que parece ter escapado à maior parte dos analistas na temática. Nada que fosse muito difícil de prever, dado o Inverno chuvoso que tivemos!

O melhor que os políticos conseguem fazer é comparar este ano com os de 2003 e 2005, em que grandes fogos existiram, mas com condições completamente distintas das de este ano. Rui Pereira, é um actor surdo no meio da tragédia. O ministro da Agricultura, António Serrano, não se lhe ficou atrás, e ontem propôs a "nacionalização" das propriedades mal cuidadas. Como pode um Ministro propôr isto, quando é o Governo que não cumpre, como se pode inferir, entre outras, pelo conteúdo da seguinte notícia (realces da minha responsabilidade):

São 23 os fiscais no Parque Nacional da Peneda-Gerês que agora passam os dias em casa, sem condições de vigiar mais de 280 mil hectares.
A falta de dinheiro tem justificado que a viatura fique parada e, consequentemente, que não haja fiscalização. As saídas eram feitas, ainda há meses, por transportes públicos, algo que já não acontece por falta o dinheiro, como confirmou à TSF o presidente do conselho directivo dos baldios de Vilar da Veiga.
(...)
Para além disso, até para sair de casa, a pé, os fiscais precisam de uma autorização do director do parque. Trata-se de uma prisão domiciliária, comentou à TSF, com ironia, um dos guardas.
(...)
O ano passado, o Ministério do Ambiente aprovou um plano de prevenção que previa uma vigilância feita por 23 pessoas e com meios, que nunca foram usados.
Só esta semana é que foi requisitada uma viatura para Castro Laboreiro, mas porque, em breve, o parque recebe a visita da Comissão Parlamentar da Agricultura.

Outros políticos são mais atinados. Um autarca do PS descreve como são afectas as prioridades nos combates aos incêndios (realces da minha responsabilidade):

"Estou desesperado. Quando vejo os meios a serem canalizados para uma área protegida em que está a arder mato e nós temos casas a arder há dois dias e ninguém nos manda apoio, gera indignação", afirmava o autarca do PS, José Maria Costa.

Destaque para o Henrique Pereira dos Santos, do blog Ambio, que tem feito um trabalho notável a desmascarar as tretas deste negócio do fogo. Temos tido divergências no passado, mas neste aspecto, ultrapassou-me na quantidade de tretas expostas! Finalmente, devemos lamentar as mortes humanas, que este devaneio dos políticos e outros responsáveis provocam...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Padroeiro dos meteorologistas

Henrique Pereira dos Santos, há pouco mais de uma semana atrás, no blog Ambio, proferia este comentário:

Seconseguires provar este teu parágrafo passas a ser o padroeiro dos meteorologistas de certeza:
"No início de Janeiro, era evidente que a barragem ia encher. Devia ter-se iniciado o turbinar, e não activar o bombar. Isso teria permitido evitar as descargas que se fizeram entre 12 e 17 de Janeiro. Passado esses dias, devia ter-se continuado a turbinar, para depois encaixar as águas, que começaram a ser descarregadas outra vez a 17 de Fevereiro."

Eu não tenho interesse nenhum em ser o padroeiro dos meteorologistas, mas pelo menos vou passar a sê-lo para o HPS. Uma pesquisa rápida revela que, mesmo antes de Janeiro, havia alertas de elevada precipitação, um pouco por todo o lado nos media. Isto deveria ser suficiente para já saber, em Dezembro, que vinha aí chuva, e em quantidade! Mas o HPS pode argumentar que isto não era suficiente para constituir uma previsão, e começar desde logo a turbinar.

O que o HPS precisa é de previsões a sério. Como a imagem ao lado, obtida a partir do site da NOAA, facilmente mostra, as previsões de médio prazo eram claramente de muita chuva para o início de 2010. A imagem é apenas de um dos cenários previstos, com todos os restantes a convergirem nesse domínio.

Mas os verdadeiros artistas da meteorologia são, muitas vezes, os amadores. Como se pode ver neste forum sobre meteorologia, já há muito que era previsível que viria aí chuva, em quantidade. HPS pode não os conhecer, mas os verdadeiros padroeiros disseram (realces da minha responsabilidade), nas respectivas datas:

irpsit 10-11-09
Um Novembro relativamente quente/seco seguido dum Inverno bem chuvoso, e com temperaturas abaixo da média.
Para a Europa um Inverno frio e com muita neve.
São estas as previsoes do Joe Bastardi no www.accuweather.com

Aurélio: 23-11-09
mais uma excelente actualização dos modelos que apontam para uma anomalia de pressão e precipitação para o sul da Europa e em especial para a PI em especial o tão carenciado centro e sul de Portugal !!
O actor da proeza foi o IBIMET que indica uma forte anomalia de precipitação e pressão para a PI e em particular o tão carenciado centro e sul de Portugal !!
Neste momento já existe goleada do tipo Benfica - V. SEtubal a favor da chuva !!
"Morreria de desgosto" se as coisas se invertessem
Os cenários são tão bonitinhos como nunca tinha visto esta década ainda

algarvio1980: 23-11-09
Realmente, os modelos estão tão bons tão bons. tão bons se não se concretizar só pode ser o suicídio Aurélio. Que venha os 400 mm em Dezembro ou Janeiro como nos velhos tempos. Se for mentira vão sentir a ira dos algarvios não vai haver modelo que vá resistir à nossa ira.

É ainda mais engraçado ler, no thread referenciado, que as previsões das organizações alarmistas (leia-se Met Office, etc.) saem quase sempre furadas. Recordemos que no caso específico do Met Office, as previsões são mesmo ao contrário, às quais já nos referimos anteriormente, aqui, ali, e acolá!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os eco-terroristas

Um leitor assíduo enviou-me uma referência para uma luta de galos, que se tem travado na lista ambio. De um lado, o mais conhecido eco-terrorista português, e do outro o nosso conhecido Henrique Pereira dos Santos (HPS). O currículo do primeiro, Gualter Barbas Baptista, é bastante resumido, sendo bolseiro de doutoramento da Universidade Nova de Lisboa, mas mais conhecido por liderar o acto criminoso de destruição de um campo de milho em 2007. Para terem uma ideia deste tretas, vejam como foi "tratado" pelo Mário Crespo, no vídeo abaixo.

Agora, Gualter Baptista, sente-se inspirado para defender as acções de Barbara Van Dyck, também investigadora universitária, que teve o mesmo papel de Gualter, na destruição de um campo de batatas... HPS deixou-lhe uma mensagem de resposta (todos os realces da minha responsabilidade):

Percebo a tua solidariedade Gualter: a senhora fez exactamente o mesmo que tu na fantochada de Silves, adoptando a mais indigna das posições. Participa mas finge que não, é porta-voz mas não toca nas plantas. É uma sonsice e é indigno.

Meu caro, acho muito bem que uma Universidade despeça todos os investigadores que se entretêem a destruir a investigação das universidades ao lado com base em convicções pessoais e noções completamente distorcidas de intervenção cívica legítima (e digo legítima, não digo legal) e de respeito por terceiros.

O tretas Gualter ainda tentou fugir com o rabo à serinha. Mas HPS voltou a espetá-la:

Gualter, percebes muito bem que indigno é participar e fingir que participar através da voz não é participar. Tu, como a cientista em causa, participaste na acção, o resto é conversa ínvia a fazer dos outros parvos.

"Quanto à ciência e à universidade, ela é mesmo um espaço privilegiado para o confronto de opiniões e posições."

A destruição de experiências científicas de outros investigadores não é nenhum confronto de opiniões, é uma acto ilegítimo de coação de terceiros.

"E ainda assim, demitir alguém de uma universidade porque defende uma posição - ou acção - que rompe com a posição dominante na ciência ou na sociedade, é, no mínimo, um acto típico de inquisição"

A senhora não foi demitida porque defendeu uma posição, a senhora foi demitida, e bem, porque destruiu ilegitimamente o trabalho científico de terceiros, o que a universidade, e qualquer pessoa de bom senso, considera uma acção inaceitável num investigador.

O tretas continuou a estrebuchar, mas HPS deu a estocada final:

Meu caro, imaginemos que eu acho que o Amilcar diz (ou faz) algumas coisas contra o bem comum e que dou aulas noutra universidade que não a sua. Assumo que parar a sua intervenção é um dever cívico. Espero-o numa esquina com uns amigos, e enquanto aos meus amigos lhe vão aos fagotes, eu vou relatando e explicando para as televisões as razões pelas quais está a levar uma sova monumental, argumentando que a sua actuação na Universidade é contra o interesse público e que é um dever defender a sociedade dos efeitos perniciosos da sua actuação.

A minha Universidade fala comigo escandalizada e eu repito a argumentação, dizendo que não lhe peço desculpa nenhuma e que acho muito bem que as pessoas como o senhor tenham regularmente os dentes metidos para dentro porque estão metidas com o capital e as grandes corporações, usando o conhecimento universitário para os defender contra o bem público. A minha Universidade expulsa-me.

O caro Amilcar Duarte faz uma petição protestando contra o facto da Universidade me estar a expulsar com base na minha intervenção cívica (que no caso foi ir-lhe aos fagotes mas que poderia ter sido a destruição dos campos onde o Amilcar, legalmente e pensando estar num país livre, fazia a sua experimentação).

Está bem abelha.

E andamos nós a gastar o dinheiro dos nossos impostos para manter estes investigadores anormais!

sábado, 24 de abril de 2010

Dois terços do Alqueva pelo Guadiana abaixo

Henrique Pereira dos Santos (HPS), escreveu ontem no blog ambio, as tretas que o Ecotretas têm revelado. A história é longa, mas tivera um antecedente directo na quinta-feira, noutro post do HPS sobre o Manifesto, e do qual transcrevo uma passagem importante:

Esta falácia tem vindo a ser repetida vezes sem conta sem que nem por uma única vez alguém diga qual a percentagem de energia vendida a preço zero, nem quanta energia potencial se perdeu com a abertura das comportas de Alqueva (que é determinada pela quantidade de chuva e não pela bombagem entretanto feita, pelo menos em quantidade significativa)

O Ecotretas nunca se acobarda perante insinuações de diminuição da importância dos argumentos aqui apresentados. Também não me esquivo a correcções, que felizmente têm sido muito poucas. Neste primeiro de dois posts relacionados, tratarei a questão da energia potencial perdida no Alqueva. A segunda, relativa ao import/export, pela sua complexidade ficará para mais tarde...

Segundo os dados da REN, durante o primeiro trimestre de 2010 foram gastos em bombagem no Alqueva, 33.995 GWh. No mesmo período, foram efectuadas descargas de 2769.83 hm3. Estes valores são um grande avanço sobre os dados que havia aqui relatado a 27 de Fevereiro. Para que o HPS tenha uma noção destes números, as descargas representam dois terços (2769.83/4150 => 66.743%) da capacidade de armazenamento total do Alqueva! E os 33.995 GWh gastos em bombagem dão para abastecer energia suficiente para 11300 famílias durante um ano completo, o equivalente a quase 4 meses e meio de produção da central solar da Amareleja!

Quanta energia potencial se perdeu dá uma conta ainda maior! É que enquanto esteve a bombar, o Alqueva não esteve a turbinar! Portanto, para além dos 34GWh perdidos em bombagem, o Alqueva podia ter estado verdadeiramente a produzir energia!!! Quanta energia se poderia ter produzido com 2769.83 hm3 é uma conta apenas um pouquinho mais complexa. Cada um dos dois grupos do Alqueva turbina 200m3/s, pelo que o valor dos 2769.83 hm3 daria para turbinar mais de 80 dias sem parar! Como o Alqueva consegue produzir mais de 5500MWh num único dia (ver dados de eg. 3 de Março de 2010), perderam-se 440.8 GWh pelo rio abaixo!!! Somando este valor ao do desperdício de bombagem, a energia potencial perdida é de cerca de 5 anos de produção da central solar da Amareleja... Mas o HPS pode argumentar que nem toda a energia potencial seria aproveitada, porque não há tantos dias num trimestre. Resumindo, o valor real mais concreto é de um desperdício de produção de cerca de 200 GWh (entre o máximo teórico para o trimestre e o efectivamente produzido no primeiro trimestre), a que se deve somar os tais 34 GWh desperdiçados na bombagem. Ora isso dá para quase dois dias de consumo de energia eléctrica em Portugal!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Limpar Portugal

A partir da excelente iniciativa que é o Limpar Portugal, na qual vou participar, Henrique Pereira dos Santos, do excelente blog ambio, equaciona as razões de falhas de mobilização do movimento ambientalista:

Esta iniciativa é o resultado do esforço de três amigos (três praticantes de todo o terreno) em meia dúzia de meses.
(...)
O que isto parece querer dizer é que a sistemática invocação da impossibilidade de mobilizar pessoas como explicação para a fragilidade do movimento ambientalista em Portugal parece carecer de demonstração.
O que me parece é que o movimento ambientalista ficou preso nos fantasmas ideológicos dos mais activos e barulhentos dos seus dirigentes e membros. O que torna o movimento ambientalista hostil a praticantes de todo o terreno, a caçadores, a empresas e seus quadros, a comedores de carne compulsivos, a gastadores de combustiveis fósseis, enfim, a todos os que não cabem na estreita definição do verdadeiro ambientalista.

Curiosamente, um artigo saído recentemente, dos psicólogos canadianos Nina Mazar e Chen-Bo Zhong, intitulado "Do Green Products Make Us Better People", ajuda a compreender as perplexidades do Henrique. Note-se o abstract do paper, com realces da minha responsabilidade:

Consumer choices not only reflect price and quality preferences but also social and moral values as witnessed in the remarkable growth of the global market for organic and environmentally friendly products. Building on recent research on behavioral priming and moral regulation, we find that mere exposure to green products and the purchase of them lead to markedly different behavioral consequences. In line with the halo associated with green consumerism, people act more altruistically after mere exposure to green than conventional products. However, people act less altruistically and are more likely to cheat and steal after purchasing green products as opposed to conventional products. Together, the studies show that consumption is more tightly connected to our social and ethical behaviors in directions and domains other than previously thought.

Por isso, não admira que os ecologistas verdes nos queiram impôr as suas ideias, supostamente superiores. Como o artigo o refere, o que eles nos querem é enganar e roubar! Por isso, interessa estar ao lado do comum dos mortais, como neste caso o Nuno, o Paulo e o Rui: Vamos limpar Portugal!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A estupidez dos fogos

O tema dos fogos florestais é recorrente no Verão, neste blog. Há muito que os especialistas defendem que o combate aos fogos florestais não é a solução para este problema. Outros, constatam o óbvio, como Henrique Sousa, que constata a estupidez disto tudo. Aparentemente a brincadeira custa 300 milhões de euros por ano! Até alarmistas como o Henrique Pereira dos Santos tem massacrado a corrente oficial dos Media, com sucessivos posts elucidativos (1)(2)(3).

Em vez de alertarem para o verdadeiro problema, os Media andam entretidos a contar bombeiros. Enquanto a PJ investiga o óbvio, o exército manda cerca de 150 militares para o teatro de operações. Como esta política falhada não leva a lado nenhum, mandamos vir estrangeiros, nomeadamente italianos. E esperamos que o vento leste afrouxe, o que está já a acontecer...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Manietação ecológica

O post da passada quarta-feira, sobre o buraco da BP, colocou-me uma questão pertinente: Como é que um buraco que está a poluir todo o Golfo do México, claramente um dos maiores desastres ambientais de sempre, que ameaça agora chegar ao Atlântico, não merece uma resposta mais arrojada dos ambientalistas?

Os leitores poderão advogar que o tema já é bastante retratado nos Media. Mas eu acho que é pouco. Eles fazem manifestações importantes, até no nosso Cais do Sodré... Mas virarem-se contra a BP? Pouco! É preciso lembrar que o acidente ocorreu a 20 de Abril (há 45 dias!!!), e que desde o início se sabia da sua gravidade!

JoNova havia evidenciado o problema num artigo de há uns meses atrás. Tudo se resume ao "Follow the money". Ela refere como os cépticos são muitas vezes criticiados por receberem financiamento da indústria petrolífera. Infelizmente, esquecem-se que muitos como nós não recebem um cêntimo que seja, de lado nenhum. E que eles recebem montes de dinheiro, conforme até já havia referido antes.

A BP é uma empresa supostamente verde. Já num artigo de 2006, a Time questionava esse facto. Mas como se vem a saber, esses ecologistas recebem mesmo muito dinheiro das petrolíferas. E esse é um tema que os media não exploram, com poucas excepções. Como o caso do Washington Post, que num artigo do mês passado, explora como diversas organizações estão agora manietadas pelo apoio anterior da BP, ao ponto dos seus associados estarem perplexos. Como Henrique Pereira dos Santos aborda indirectamente num post no blog Ambio de ontem, há muitas associações que vivem à custa destes dinheiros, afundando-se, concluo eu, no processo...

Actualização: Mais manietação aqui.

sábado, 28 de maio de 2011

Alguém anda irritado...

As notícias do ambientalismo da treta irritam-me e tiram-me frequentemente do sério. Mas não sou o único! Os meus leitores habituais também o sentirão... Mas parece que quem mais sofre recentemente é o Henrique Pereira dos Santos, a cujo estado já nos referimos repetidamente! Mas, agora confessa que está mesmo irritado, e que o tiraram do sério... Por causa de uma notícia da secção da Ecosfera, esse canto escuro e hipócrito do Público, que refere a morte de mais de 150 golfinhos no Golfo do México, desde o início do ano. Verifiquemos como a irritação de HPS é genuína:

O título da notícia é "Mais de 150 golfinhos morreram este ano por causa da maré negra no Golfo do México". É um título claro que diz que mais de 150 golfinhos morreram por causa da maré negra.

A notícia começa logo a desmentir o título no primeiro parágrafo: "Os mais de 150 golfinhos encontrados mortos no Golfo do Mexido desde o início do ano, número anormalmente elevado". Ou seja, pelos vistos todos os anos há golfinhos mortos, mas os números deste ano são anormalmente elevados. Quanto? Não sabemos, a notícia é omissa nesse ponto, só ficamos a saber que não é verdade que tenham morrido mais de 150 golfinhos por causa da maré negra, o que é verdade é que morrerram mais de 150, menos o habitual que não se diz quanto é, por causa da maré negra.
“O petróleo e os dispersantes afectaram a cadeia alimentar. Isso poderá ter impedido as mães golfinhos de se alimentarem de maneira adequada e assim desenvolver a camada de gordura necessária”. Pode? Então não era "morreram ... por causa da maré negra"?

Mas o que me tirou do sério foi o grande final:

"De acordo com Worthy, as temperaturas anormalmente baixas deste Inverno, conjugadas com as consequências da maré negra no organismo destes mamíferos levaram ao “desastre do século”, a morte de muitos golfinhos".

Como disse? Temperaturas anormalmente baixas no Inverno? Mas afinal não tinha sido a maré negra? Ou seja, talvez a cadeia alimentar esteja contaminada, talvez esta contamização tenha diminuído a camada de gordura e de certeza que as temperaturas foram anormalmente baixas, portanto conclui-se no título da notícia que a maré negra matou mais de 150 golfinhos.

Está bem, abelha.

Mas HPS ficaria ainda mais farto e irritado se tivesse feito uma investigaçãozinha de 10 minutos, como eu fiz... Então, na press-release da Universidade da Flórida, a justificação original é:

The cold was a very unusual circumstance, but one which dolphins can normally survive, but we may also be seeing an indirect effect stemming from the BP oil spill.

Conseguem ver como a declaração original já vai muito deturpada? É claro que não sabemos por quantas fontes intermédias passou a notícia até chegar ao Público... A pista do frio é clara, mas a investigação que a refere apenas é encontrada nos Media locais, porque a nível global, a censura Verde impera, como o demonstra o acto da administração de Obama, que proibiu os cientistas de falar sobre estas mortes? Mas a coisa pode ainda piorar, como na lei de Murphy. Então, não é que três dos golfinhos mortos este ano, foram mortos pelos próprios investigadores da NOAA? E que a vida marinha floresceu depois do acidente do Deep Water Horizon, porque a pesca foi proibida... É claro que não é preciso ser cientista para perceber porquê! Mas é preciso perceber os golfinhos, para perceber que eles não são santos... O Santos vai ficar ainda mais irritado quando souber disto tudo!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Francelhos da RAVE

O blog ambio têm-nos surpreendido por uma visão cada vez mais realista, do Ambiente e Sociedade em que vivemos. Num post de hoje, reflecte sobre a realidade do francelho (um pequeno falcão). No post faz-se referência a um artigo do Público de hoje, que se congratula pelo nascimento de umas quantas crias de francelho em cativeiro.

Como Henrique Pereira dos Santos aborda, o problema nem é este. O problema é que a brincadeira custa 250.000 euros!!! E quase todo esse dinheiro vem dos nossos impostos... Até a RAVE apoia, provavelmente esperando que o falcão possa ajudar, imagino eu, na caça dos ratos da linha de alta velocidade? Uma enorme estupidez, quando o próprio artigo do Público refere que "a colónia mais próxima de Évora tem 42 casais e fica numa propriedade privada, a oito quilómetros do centro da cidade".

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quanto custam as eólicas?

Na sequência do post de ontem sobre o impacto das eólicas, Henrique Pereira dos Santos, no blog ambio, deu-me uma ideia interessante: quanto custaria deixar de ter as eólicas todas? Ora aqui está uma pergunta interessante, com uma resposta não muito difícil. Todos os dados são relativos ao primeiro trimestre de 2010, e têm como base os dados obtidos a partir da REN e do OMEL.

Primeiro, ao abolir a produção de eólicas, deixava-se de ter que pagar aos produtores eólicos. Segundo o valor médio do ano de 2009, 93.74 €/MWh, e tendo em conta a geração de 2872.2476 GWh, foram pagos aos produtores eólicos um pouco mais de 269 milhões de euros!

Segundo, a energia adicional necessária ao consumo teria que ser adquirida. Para os efeitos do presente cálculo, vou utilizar os preços do OMEL. O valor a adquirir por hora seguiu o seguinte algoritmo: se a produção eólica foi inferior à energia exportada, então não seria necessário importar energia adicional; nos restantes casos, teria que ser comprada o diferencial entre o total de energia eólica produzida e a o total de energia exportada, ao preço praticado no OMEL. Fazendo as contas, seria necessário efectuar compras de energia num valor ligeiramente superior a 52 milhões de euros.

Resumindo, se não existissem eólicas, o país teria poupado no primeiro trimestre de 2010 a módica quantia de 216667527.70 €. É claro que a brutalidade deste número tentará ser diminuída, não pela verdade dos números, mas pelos factos colaterais. Pela via das percas da economia verde, uma miragem em Portugal, especialmente depois desta semana a EDPR ter encomendado um conjunto recorde de turbinas, não ao consórcio nacional, mas à Vestas. Outros factores até seriam benéficos, como seja a optimização dos sistemas de turbinagem/bombagem, que seriam melhor geríveis na ausência das eólicas...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mais uma árvore pró fogo

Assunção Cristas continua a inventar à fartazana. Ela até admitiu o óbvio no início, mas isso não a impediu de começar logo a inventar com a questão das gravatas. Dessa invenção continuamos à espera de saber quanto foi a poupança, mas isso deve ser um segredo de Estado!

Agora, Assunção Cristas entendeu anunciar uma iniciativa chamada "Vamos Plantar Portugal". Ela até disse que se cada português plantasse uma árvore, o PIB aumentaria, a nossa riqueza aumentaria e a nossa contribuição para a diminuição das alterações climáticas aumentaria.

Mas a Ministra está enganada e continua muito mal assessorada. Quando plantamos uma árvore, o PIB não aumenta. Quando utilizamos os seus frutos, tiramos partido dela, ou a cortamos, aí sim o PIB pode aumentar! Quando a plantamos, só estamos a ter custos... Acresce que, depois de as plantarmos, nada fazemos para cuidar delas! O nemátodo apareceu há uns anos atrás, mas nada se faz para resolver o problema, tendo-se considerado que a luta na erradicação está perdida!

E depois, há os fogos florestais... De vez em quando há uns anos em que não acontece nada. Mas na maioria dos anos andam uns milhares a tentar apagar o fogo, uma Missão Impossível à Portuguesa, para esturricar mais um bocado do PIB. E as asneiras somam e seguem! Entretanto, as florestas nacionais e internacionais ao arder, emitem 30% do CO2 mundial!

São poucos os que têm ideias claras sobre a matéria. Vejam as posições de Paulo Fernandes e Henrique Pereira dos Santos. Mas sobre uma coisa não há dúvidas: estar a plantar árvores nestas condições e neste País, é uma grande asneira, não aumenta o PIB, nem a nossa riqueza, e apenas aquece o Planeta!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Ambiente nas mãos da máfia verde

A capa de hoje do Jornal I não deixa dúvidas: Negócios de milhões nas mãos da máfia verde. O Jornal I junta-se assim a um cada vez maior número de Media (eg. TVI, TVI, SIC) que descobriram as Verdades Inconvenientes que se escondem atrás do Ambiente e da Ecologia.

A Religião Verde contra-atacou imediatamente. No blog Ambio, Henrique Pereira dos Santos (ex Vice-Presidente do Instituto de Conservação da Natureza), logo de manhazinha, escreveu uma carta aberta para a jornalista. Com ameaças veladas claras, como se verifica pelas linhas seguintes:
  • O que gostaria de lhe perguntar com esta carta é se dorme bem de noite.
  • Se consegue olhar as pessoas comuns olhos nos olhos depois de escrever, o que é o menos, e publicar, o que é extraordinário
  • Francamente, acha normal o que escreveu?
  • É que quando os transitórios donos do poder já de lá tiverem saído, a Senhora ainda terá de escrever para jornais.
  • (...) a conduzem a parvoíces como as que escreveu que, infelizmente para si, só a prejudicam.

Infelizmente, esta perseguição a quem se mete com a Religião Verde está em alta. No outro dia referia como os alarmistas gostariam de realizar uns autos-de-fé. No passado fim de semana, eu próprio fui expulso do Facebook. Em termos internacionais, há ainda o caso da jornalista alemã Irene Meichsner, premiada em jornalismo científico, e que no rescaldo do Climategate, escreveu umas verdades inconvenientes sobre o IPCC. Foi assediada e achincalhada por um dos mais reconhecidos alarmistas alemães, Stefan Rahmstorf. A jornalista levou-o a tribunal, e ganhou a causa...

Esperemos que Isabel Tavares mantenha a coragem que revelou, e que não se veja obrigada a seguir as pisadas de Irene Meichsner.

sábado, 14 de maio de 2011

Novos ambientalistas

Confesso que sou um herege do ambientalismo. Dantes aceitava essa farsa, mas no dia da ante-estreia de A Verdade Inconveniente em Portugal, passei a ter ideias próprias... Rapidamente verifiquei que muita mais bota não dava com a perdigota!

Ultimamente, parece que se está a fazer luz em alguns ambientalistas conhecidos. É o caso de Monbiot, um habitué do blog, que nalguns dos seus artigos mais recentes, como este, deve pôr os seus seguidores com os cabelos em pé! A sua conversão está, por isso, em movimento...

No caso nacional, Henrique Pereira dos Santos é o meu favorito, com o qual tenho travado umas interessantes argumentações no passado. Ultimamente, está cada vez mais caústico, com os seus dois mais recentes posts a constituirem autênticos tratados heréticos.

Mas é assim que o ambientalismo poderá ir mais longe. Deixando cair ideologias velhas e separando-se essencialmente da política. Resolvendo os verdadeiros problemas do Ambiente, e esquecendo aqueles problemas que foram inventados, apenas por interesses obscuros. Assim, o futuro poderá ser melhor, com estes novos ambientalistas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pouca terra, pouca terra

Os leitores mais antigos do blog sabem que o Ecotretas e o Henrique Pereira dos Santos têm tido alguns desacordos, no passado. Mas cada vez mais os seus artigos na Ambio se parecem aos escritos pelo Ecotretas, dado o seu conteúdo. É o caso do seu recente artigo, o mito do comboio, em que se enumera um conjunto de argumentos, que destroem por KO os saudosismos de um conjunto de ecologistas e loucos, que infelizmente abundam neste país! É claro que já ninguém defende o transporte de burro, e de coche, e a evolução da Sociedade não se pode fazer à custa da manutenção de comboios que andam às moscas, e que de repente levam efectivamente alguém, subindo a média para três ou três ou quatro passageiros por comboio...

Mas atentemos nas palavras de Henrique, no seu artigo (realces da minha responsabilidade):

Confesso que não pensava escrever tanto sobre comboios e transportes.
Mas a quantidade de comentários aqui, e artigos noutros lados, sem o menor resquício de racionalidade na discussão do problema, faz-me voltar ao assunto.

O comboio não é importante em si mesmo (como pretende muita da gente do sector ferroviário), o importante é a mobilidade. Por isso discutir o comboio é discutir, em primeiro lugar, mobilidade.

As circunstâncias em que o comboio serve são aquelas em que existe um dimensão suficiente no volume potencial de transporte de pessoas e bens para quem o preço é mais importante que a flexibilidade. Defender linhas de comboio que não se encaixam nestas condições é contribuir para a perda de competitividade do comboio face às alternativas nas áreas em que o comboio poderia ser útil, económica, social e ambientalmente.

Discutir o comboio com base em patetices como as que mais uma vez vi hoje escritas no Público é diminuir a possibilidade de discutir seriamente as opções de mobilidade em Portugal. Dois exemplos das patetices que são muito edificantes: Beja não quer ser subalternizada em relação e Évora e não ter intercidades directo é uma desconsideração pelos Bejenses, ou o preço e o tempo de ir de comboio de Castelo de Vide para Coimbra é muito menor que ir de autocarro, sem discutir quantas pessoas por ano querem (ou mesmo podem vir a querer) ir de Castelo de Vide para Coimbra .

O que isto quer dizer é simples: deixemo-nos de lérias e olhemos desapaixonadamente para o assunto, pondo o comboio no seu lugar e discutindo o transporte ferroviário como deve ser discutido.

O que significa, sobretudo para o movimento ambientalista, abandonar a diabolização do automóvel (principalmente onde ele é inegavelmente insubstituível) e o romantismo dos comboios pitorescos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Os pardais do Barão de S. João

No fim de semana foi inaugurado o Parque Eólico do Barão de S. João. Como de costume, a intoxicação foi extensa. No artigo do Público linkado atrás, a quantidade de asneiras é impressionante, destacando as três seguintes:
  • "Os estudos apontam para um cenário de produção de 153 gigawatts por hora": Obviamente, o jornalista não percebe muito de medidas!
  • "Para uma cidade que em 2008 tinha pouco mais de 28 mil habitantes, (...), o parque ontem inaugurado é quase uma promessa de uma população inteiramente abastecida com energia renovável.": Como será nos dias sem vento?
  • "contando a partir de agora com aquele que é o maior parque eólico do país, segundo descreveu o ministro da Economia, Vieira da Silva, durante a inauguração.": Com 25 aero-geradores, fica longe de todos os que já reclamaram no passado o mesmo título.

Mas há coisas ainda piores! Parece que há tecnologias como GPS e radars envolvidas, para proteger as aves migratórias. Parece que elas estão preparadas para travar "as gigantescas pás sempre que se aproxima uma águia, cegonha, abutre ou um simples pardal". Talvez lá para o Verão passe por lá e largue um pombo, para ver se funciona mesmo... Para "Miguel Repas, da empresa STRIX, responsável pelo desenvolvimento desta nova tecnologia para parques eólicos, calcula que os aerogeradores deverão parar cerca de 150 horas por ano".

Também a história deste parque é sinistra. Henrique Pereira dos Santos conta-a de uma forma desconcertante, e de quem lidou directamente com os vários interessados. Parte da história relatada pelo HPS está devidamente relatada nas páginas 53 e seguintes, desta edição do Diário da República.

Dá para perceber como o caldo está todo entornado! Ainda mais interessante é perceber que são espanhóis os interessados, que o cluster eólico nacional nada beneficia dele, que as tarifas continuam a não ser referenciadas, e que quem sai mais prejudicado são os consumidores/contribuintes, em vez dos pardais.

domingo, 2 de maio de 2010

Jogar na antecipação

Vale a pena ler o mais recente post de Henrique Pereira dos Santos (HPS), no blog ambio. Tudo a propósito das contas que efectuei relativamente aos dois terços do Alqueva que foram pelo Guadiana abaixo.

No post, HPS (ou alguém por ele) fez finalmente uns gráficos catitos, misturou os vários conceitos relativos à barragem do Alqueva, no sentido de confundir o leitor do seu blog, e o levar a acreditar que as contas que eu fiz estavam mal feitas. Curiosamente, não rebate um dos únicos números que eu apresentei.

Mas, com esta gente, não há nada como jogar na antecipação. Fui o que fiz, no link referenciado, e que resume o post do HPS:

Mas o HPS pode argumentar que nem toda a energia potencial seria aproveitada, porque não há tantos dias num trimestre. Resumindo, o valor real mais concreto é de um desperdício de produção de cerca de 200 GWh (entre o máximo teórico para o trimestre e o efectivamente produzido no primeiro trimestre), a que se deve somar os tais 34 GWh desperdiçados na bombagem. Ora isso dá para quase dois dias de consumo de energia eléctrica em Portugal

terça-feira, 11 de agosto de 2009

As alterações climáticas da silly season


Agora que finalmente chegaram uns dias de calor, é refrescante ler as notícias da silly season. Atente-se nas duas notícias referenciadas abaixo, uma do Público e outra do Correio da Manhã. Que nos deliciam com umas pérolas enormes.

O Correio da Manhã abriu as hostilidades, com uma constatação interessante: Julho e Agosto não registam ondas de calor pelo terceiro ano consecutivo. É claro que Agosto ainda mal começou, mas esta semana já não o irá ser... O jornalista tenta meter o La Niña ao barulho, mas uma fonte do Instituto de Meteorologia anula essa ligação. Mas Costa Alves, meteorologista, é esclarecedor, quando lhe perguntam por uma explicação para a ausência de ondas de calor nestes últimos três anos, em Julho e Agosto: "Não conseguimos explicar." Mas insiste: "Talvez resulte de uma maior interacção entre o Oceano Atlântico e a atmosfera." Finalmente, quando questionado sobre se este arrefecimento coloca em causa o Aquecimento Global, debita um intrigante "Não, este resulta da poluição, mas não é linear na progressão."

O Público não ficou atrás. A eloquência começa logo no título: "Este Verão está menos quente, mas o país aqueceu e tornou-se menos chuvoso" Mas a melhor parte da notícia do Público está guardada no final, com a seguinte citação "Dizem os nossos lavradores que as estações estão mudadas, porque a época das grandes chuvas - a dos frios rigorosos - e a dos grandes calores já não condizem com as de outros tempos". Foi feita há 122 anos, pelo Visconde de Monte-São (Manuel dos Santos Pereira Jardim, 1818-1887), numa publicação de 1887 da Universidade de Coimbra!

Benditas Alterações Climáticas!

www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=F93082CC-788E-4261-885F-5FD0CC08F391
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395410

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Inconveniência eólica

Há aquelas pessoas que não enxergam! Henrique Pereira dos Santos (HPS) é uma dessas pessoas. Na lista de correio electrónica ambio, de acesso restrito, HPS enviou hoje um email, em resposta a outro e-mail de Raquel Leitão, que incluía o seguinte extracto (destaquei resposta do HPS):

“Há mais vento à noite”

Tenho ouvido este argumento vezes sem conta, mas nunca vi a sua demonstração
(não estou a dizer que não exista, estou simplesmente a dizer que gostava de
ver, para ter a noção do que isto significa na realidade).

Lá porque é restrita, não quer dizer que o Ecotretas não veja! Obviamente, HPS continua a não querer fazer contas/gráficos muito fáceis. Por isso, peguei nos dados publicamente disponíveis, e que serviram de base para a contabilização do custo da energia eólica no primeiro trimestre, e produzi o gráfico ao lado, em menos de 5 minutos. Ele mostra como no primeiro trimestre existiu sobretudo produção de energia eólica durante a madrugada, o que serviu sobretudo para exportá-la a custo zero, ou valores próximos. Quando ela era realmente necessária, o vento inconvenientemente eclipsou-se!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ciência climática da treta, em 2009

O ano passado havia falado da parasitagem de fundos públicos de investigação, justificados com o alarmismo do Aquecimento Global, Alterações Climáticas, CO2, etc. Nos vários posts, havia referenciado 4.4 milhões de euros para umas dezenas de investigadores parasitas. Agora, dei-me conta que já estão disponíveis os projectos de 2009, conforme tabela abaixo. São mais 2.6 milhões, o que dá um total de 7 milhões de euros desperdiçados nesta ciência da treta. É fácil, por isso, perceber porque é que esta Religião, e o seu Clero, continua em alta!

ReferênciaInvestigador ResponsávelProjectoExtorsão
PTDC/AAC-AMB/110331/2009Lúcia Maria das Candeias GuilherminoSIGNAL - Effects of pollution on estuarine zooplankton-zooplanktivorous fish ecological interactions in relation to climate changes199000.00
PTDC/AAC-AMB/111349/2009Carlos Silva netoConsequences of past and present climatic changes on biodiversity patterns of peat-rich environments: from genes to communities79819.00
PTDC/AAC-AMB/111675/2009Maria Cristina Amaral Penas Nabais dos SantosMediterranean climate control on tree-ring growth dynamics: towards a mechanistic model and its applications in dendroclimatology (ONE RING)177000.00
PTDC/AAC-AMB/112438/2009Nelson José Cabaços AbrantesVITAQUA - Climate change: an additional threat to aquatic systems under intensive pressure from agricultural diffuse pollution162369.00
PTDC/AAC-AMB/113639/2009José Luis Monteiro TeixeiraEvaluation of climate changes impacts on irrigated systems and definition of adaptation measures.98256.00
PTDC/AAC-CLI/111706/2009Isabel Maria Cunha Antunes LopesSALTFREE- Previsão de efeitos da salinização em ecossistemas costeiros dulçaquícloas e edáficos devido às alterações climáticas160255.00
PTDC/AAC-CLI/111733/2009Alfredo Moreira Caseiro RochaClimate change of precipitation extreme episodes in the Iberian Peninsula and its forcing mechanisms - CLIPE81702.00
PTDC/AAC-CLI/112189/2009Cristina Isabel Coelho Dias LopesPast Analogs for Future Climate: tomorrow's predictions from North Pacific Ocean Pleistocene/Pliocene reconstructions154572.00
PTDC/AAC-CLI/112735/2009Joana Barcelos e RamosResponses of phytoplankton communities from the Subtropical North Atlantic Gyre to increasing CO2 concentrations and consequent carbonate chemistry changes in the ocean - Azores (ROPICO2)146000.00
PTDC/AAC-CLI/112936/2009Nuno Miguel Pinto de Sousa MonteiroSex at the edge: How temperature influences sexual selection175800.00
PTDC/AAC-CLI/114031/2009Daniele BortoliMATAGRO - Monitoring of Atmospheric Tracers in Antarctica with Ground -based Remote sensing Observations193108.00
PTDC/AAC-CLI/114512/2009Ana Maria Branco BarbosaRemote sensing of phytoplankton variability patterns off South-Western Iberia: a sentinel for climate change? (PHYTOCLIMA)134800.00
PTDC/AGR-ALI/110877/2009José Manuel Moutinho PereiraShort-term climate change mitigation strategies for Mediterranean vineyards (ClimVineSafe)163582.00
PTDC/AGR-CFL/112996/2009Glória Catarina Cintra da Costa PintoEcophysiolyptus: Physiological and gene expression profiles for early selection of Eucalyptus globulus in a climate change context190546.00
PTDC/ECM/113115/2009Carla Maria Duarte da Silva e CostaECO-Zement: Reuse of fluid catalytic cracking waste from oil refineries in cement-based materials156486.00
PTDC/MAR/111223/2009Iacopo BertocciRAP - Responses to Anthropogenic Perturbations: climatic and nutrient effects on rock pool assemblages68088.00
PTDC/MAR/114380/2009Helena Maria Leitão Demigné GalvãoPHYTORIA - Environmental regulation of phytoplankton in the Ria Formosa coastal lagoon125536.00
PTDC/MAR/115789/2009João Miguel Sousa da SilvaMäerl calcification, photosynthesis and metabolism in an acidified ocean193027.00