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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Venda de banha da cobra

Um leitor habitual fez-nos chegar mais um apontador, que me faz sentir vergonha enquanto português. O nosso primeiro ministro esteve recentemente na Líbia, na cimeira entre a União Europeia e a União Africana. José Sócrates fez um discurso que pretende fazer chorar as pedras da calçada, mas que é de morrer de riso, tal a quantidade de asneiras que reflecte. Analisemos o início do discurso de venda de banha da cobra:

O binómio energia-alterações climáticas é um dos principais desafios que enfrenta a humanidade neste início do século XXI. Mas é também uma das maiores oportunidades, com um papel determinante no crescimento económico, na criação de emprego e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a médio e longo prazo.

Aqui, ele não se refere a Portugal, de certeza! Crescimento económico é uma miragem... Emprego verde, também nem vê-lo! Melhoria da qualidade de vida?

Os parceiros africanos podem beneficiar da experiência europeia no desenvolvimento de tecnologias e de quadros regulamentares que são apropriados à mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Apostar nesta área contribuirá, de forma especialmente eficaz, para a realização da nossa visão conjunta que projecta África como um continente de oportunidades, de desenvolvimento e de futuro.

O que ele quer dizer é que os Africanos podem comprar a sua banha da cobra... Mas eles não são estúpidos, como os portugueses! Então, quanto mais investimos, mais alterações climáticas há? Essas oportunidades são para o Mexia: depois de enganar os portugueses, quem enganará ele a seguir?

A estratégia portuguesa passa pela aposta inequívoca nas fontes de energia renovável - hídrica, eólica e solar. Desenvolvemos um plano nacional de barragens, temos o maior parque eólico em operação na Europa e um dos maiores parques foto-voltaicos do mundo. Estamos na vanguarda da promoção dos veículos eléctricos e respectivos sistemas de abastecimento. A modernização do sector energético português levou à capacitação das empresas e das pessoas que trabalham nesta área, criando emprego e gerando know-how indispensável à competitividade e à internacionalização. No curto espaço de 5 anos fizemos uma grande reforma neste domínio. E uma reforma de sucesso - Portugal é hoje considerado um dos dez países do mundo mais atractivos para o investimento em energia.

A aposta portuguesa funciona quando chove muito, como foi o caso deste ano! E Portugal é visto como atractivo, porque têm consumidores que pagam a energia e calam. Mas com as últimas notícias, Portugal vai descer neste ranking, de certeza, e ainda bem!

No primeiro semestre de 2010 foram evitadas, em média, importações de 100 milhões de euros mensais de combustíveis fósseis.

Será que eles também acreditam no que ele diz? É que a banha da cobra é fácil de desmentir... Talvez o Sócrates pense que uma mentira repetidamente dita passe a ser verdade?

domingo, 29 de março de 2009

A negra realidade dos empregos verdes

Já aqui nos havíamos referido ao impacto económico extremamente negativo das energias verdes em Espanha. Havíamos igualmente observado o impacto dos empregos verdes num estudo americano. Agora, saiu um estudo que nos alerta para os problemas sociais em Espanha relacionados com os empregos verdes.

Segundo um estudo de Gabriel Calzada, difundido pela Bloomberg, por cada emprego criado dependente dos subsídios das energias verdes, pelo menos 2.2 empregos em outras indústrias desaparecem... De acordo com as estimativas europeias, cada emprego verde em Espanha custou meio milhão de euros em apoios. Assim, também eu criava emprego!!! A leitura do artigo da Expansión é uma autêntica delícia, a que não escapam as referências aos interesses convenientes de certos políticos, sindicalistas, e obviamente ecologistas.

www.expansion.com/2009/03/26/opinion/1238105213.html
www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&sid=a2PHwqAs7BS0

domingo, 27 de novembro de 2011

Emprego zero

No jornal Diário Económico da passada sexta-feira, saiu um suplemento sobre as 250 maiores empresas do distrito de Leiria. Fui ver as tabelas das maiores e melhores empresas, para verificar quem eram. E surpresa das surpresas, a "PECF - Parque Eólico de Chão Falcão, Lda." ([1] [2] [3]) ocupava a sexta posição na tabela das empresas com maiores VAB, e em oitavo nas empresas com maiores resultado líquido. Nos restantes indicadores não marcava presença, pelo que fui ver a listagem completa, que abaixo se observa, para chegar a algumas brilhantes conclusões. A principal das quais é que a "PECF - Parque Eólico de Chão Falcão, Lda." não tem um único trabalhador!!!


Ontem, na revista das "1000 Maiores", do Expresso, que inclui publicidade lastimável à EDP (eg. notícia reciclada da Windfloat), o cenário descoberto foi o mesmo. Um conjunto de empresas que sugam os contribuintes e os consumidores, no âmbito dos CIEG, e que ninguém empregam, com a pequeníssima excepção da EDP Renováveis:

RankNomeVN 2010VN 2009VN 2008ACTIVOC. PROP.R. LIQN. EMP
186ENERPULP14404811406910921121849402139610
218EDP RENOVÁVEIS1255319816974641755714720133390863
295SINECOGERACAO997772043409041914096109460
477EUROPA&C ENERGIA VIANA652034970954218441991058870181
583VENTOMINHO56277499973042233378414700135611
737IBERWIND II PRODUÇÃO45370408340381030389-11324-3810
753SPCG - SOC. PORT. DE CO-GERAÇÃO ELÉCTRICA44445151680899467600856442
994SOPORGEN3466841472026352772912770

Com esta ilusão da Economia Verde, temos assim a prova provada do que já repetimos ad nauseam. Que a Economia Verde não gera empregos e mata tudo o que está à sua volta! É para isto que servem os subsídios, e aquela componente que supera os 50% da factura eléctrica... Felizmente, as restantes empresas da área da energia vão contribuindo com verdadeiro emprego...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Economia Verde destrói empregos

A BBC referenciou neste artigo de ontem, um artigo sobre o balanço na criação do emprego, resultante da Economia Verde. Como é óbvio, os resultados apurados para a Escócia são muito semelhantes aos observados noutros países, como os que já referenciamos aqui e ali.

O estudo referenciado, elaborado pela Verso Economics, conclui que 3.7 postos de trabalho são destruídos, por cada emprego verde criado. Obviamente, o governo da Escócia diz que o estudo é enganador, e acena com 60000 novos postos de trabalho até 2020. Tal significa que essa política destruirá mais de 200 mil outros postos de trabalho. Quanto mais, pior!

O resumo executivo do estudo intitulado Worth the Candle? merece uma leitura atenta. Na Escócia e Reino Unido foram transferidos 330 milhões de libras por ano, sendo que o sector está completamente dependente dos subsídios. O esquema lá do sítio chama-se "Renewables Obligation" e custou aos Ingleses 1100 mil milhões de libras, com mais 100 milhões de libras aos Escoceses. E não estão contados diversos subsídios! Por isso, está na hora de malhar nesta Economia que nos destrói!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Obama solar

O grande Obama anunciou há uns dias um apoio de quase 2 biliões de dólares na área de energia. Este apoio todo vai apenas para duas empresas, incluindo a espanhola Abengoa. O apoio visa construir centrais de aproveitamento de energia solar, para abastecer de energia eléctrica umas quantas milhares de casas. Com isso criam-se cerca de 5000 empregos, mas apenas 1600 são permanentes, o que quer dizer que cada emprego tem um subsídio de bem mais de 1 milhão de dólares!!!

É claro que os espanhóis da Abengoa estão todos contentes! Para construir uma central de uns 250MW, vão receber apoios de cerca de um bilião de euros! Para quem não sabe, a potência instalada de 250MW é o equivalente a cerca de 5 Amarelejas, mas inferior às potências instaladas da maior barragem portuguesa, da maior central de gás combinado ou das centrais de carvão de Sines. A central da Abengoa criará 85 postos de trabalho permanentes, o que significa um subsídio de mais de 13 milhões de euros por trabalhador!!!

Várias análises na Internet têm dificuldade em compreender a crueza destes números. Até eu tenho! Com esse dinheiro todo, eu criava pelo menos 100 vezes mais emprego! Facilmente...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pobres Italianos

Depois dos estudos que revelam a catástrofe que representa a Economia Verde em Espanha, Dinamarca e Alemanha, um leitor atento indicou-nos uma nova direcção. Um novo estudo, agora sobre a realidade italiana, é uma nova machadada nos defensores da Economia Verde. Da autoria de Luciano Lavecchia e Carlo Stagnaro, membros do Instituto Bruno Leoni, o estudo desanca essencialmente na componente do emprego associado repetidamente à Economia Verde.

No caso de Itália, as conclusões são ainda mais dramáticas, até porque aquele país nem é produtor de tecnologias nesta área, nem tão pouco exportador. Numa conclusão que não surpreende, dadas as características do país, a mesma quantidade de capital utilizada para criar um emprego verde, daria para criar 6.9 empregos na indústria ou 4.8 empregos na economia em geral!

Pobres italianos, também!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Chéché Soares

Já todos sabemos que o Mário Soares está completamente chéché. Já o havíamos aqui constatado, no primeiro dia deste ano, com as previsões de algumas desgraças naturais, função dos "excessos climáticos" [sic]. Agora, via Beijokense, damo-nos conta que o Soares actualizou a sua lista de desgraças... No artigo de opinião no DN, destacamos estes disparates:

A natureza e a humanidade desencadearam os seus respectivos demónios, que parecem estar, cada vez mais, à solta. A natureza, nos diferentes lugares da Terra, tem-nos trazido, sucessivamente, tsunamis, ciclones, maremotos, inundações, ventos ciclópicos, tremores de terra e, agora, erupções de vulcões, na distante Islândia, que paralisaram os aeroportos da Europa do Norte, e não só. Um espectáculo triste e nunca visto.

Começou bem. O homem admite mais à frente que é velho. Não diz é que não percebe nada de História! Senão, podia ir a uma qualquer enciclopédia (ele Internet não deve usar...) e investigar as desgraças de Krakatoa, o Tambora ou o Laki, só para citar os mais recentes! Estes últimos são vulcões, mas tremores de terra também os há para todos os gostos... Porque isto do nunca visto é tudo menos verdade!

São fenómenos naturais normais, dirão alguns, mais desatentos. Para aqueles que já vivem há mais de oito décadas, como eu, e nunca viveram nem tiveram conhecimento de nada semelhante, pela conjugação sucessiva de tantas catástrofes naturais, é prudente interrogarmo-nos: será que a mão inconsciente e desastrada do homem, que agride e maltrata o planeta e compromete os seus equilíbrios naturais, não terá nestes factos a sua dose de responsabilidade?

Ora, cá está! Ele é velho e ainda por cima senil. Que ele não tenha tido conhecimento de nada semelhante é mesmo demência, ou então estupidez! Mas qual será a teoria da conspiração de que ele é adepto? A de que foram os Americanos que puseram uma bomba nuclear por baixo do Eyjafjallajokull?

Não sou cientista nem tenho conhecimentos bastantes para poder ser ouvido e responder. Limito-me a pôr a questão.

Este frase até é admirável! Está chéché, senil, e não percebe nada do assunto!!! Porque lhe pagam (ainda por cima) para escrever estas baboseiras???

A recente Cimeira de Copenhaga, que devia condenar o aquecimento global, foi um fracasso, como se sabe, em virtude do acordo suspeito estabelecido, à última hora, entre os Estados Unidos e a China, que, por coincidência ou talvez não, são os dois maiores poluidores mundiais. A verdade é que conseguiram paralisar, por uns meses, a Europa - à qual não atribuíram a menor importância - e várias delegações vindas de outros continentes...

É o que eu digo: teoria da conspiração no seu melhor! Querem ver que ele pensa que o presidente americano, ao regressar de Copenhaga, passou pela Islândia, e deixou lá tudo preparado?


Pior do que isso. Apareceram cientistas que contrariaram abertamente o pensamento da esmagadora maioria dos ecologistas, afirmando que o aquecimento global não é provocado pelo homem nem pelo abuso excessivo do emprego de combustíveis derivados do petróleo. É um facto natural, disseram e repetiram. Portanto, não há responsáveis. A ganância dos homens é capaz de prosseguir, em defesa dos seus interesses imediatos, sem sequer afectar as suas boas consciências, se as tiverem...

Esta linha de raciocínio é enviesada... O abuso excessivo do emprego de combustíveis derivados do petróleo talvez tenha resultado numa qualquer cavidade, que desencadeou a fúria da Mãe Natureza? Não tinha pensado nesta hipótese...

Acredito que, no próximo encontro internacional ecológico, a verdade científica seja reposta e as grandes potências sejam obrigadas a respeitar as regras que visam limitar radicalmente o aquecimento global.

Este senhor percebe muito bem como estas reuniões da ONU funcionam. São os políticos que vão repôr a verdade científica! Nesse encontro internacional ecológico (nunca se sabe em qual deles o Mário está a pensar), as grandes potências vão ser doutrinadas por quem? Pelo Chavez? Mas este, coitado, quer é vender mais petróleo...

Mas o mundo não está só perigoso por causa das catástrofes naturais que se sucedem, com indubitável maior frequência. O terrorismo global continua a fazer estragos, desde 2001. Vários países (excessivos, a meu ver) dispõem da bomba atómica. É preciso limitá-los.

Pois claro, a teoria da bomba tinha que voltar. O Mário Soares deve estar a pensar num tratado mundial que vise impôr a proibição da sua colocação debaixo de vulcões...


Realmente, não é só a economia que está desregulada e a política incerta e insegura, à espera de melhores dias - não sabemos quantos - para vencer a crise. É também a natureza, com tantas catástrofes sucessivas. É tempo de a cidadania global abrir os olhos e reagir.

É isso! A cidadania global procurará abolir o Aquecimento Global! No mundo de trevas que se seguirá, uma Nova Ordem Mundial reinará!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Empregos Verdes

Quando em 2006, Arnold Schwarzenegger, governador da California, assinou uma lei que regulava o Aquecimento Global, tudo era sorrisos. Os Verdes adoraram as suas ideias de taxar as emissões, e os restantes tiveram que se curvar perante a promessa de muitos empregos verdes.

Em vez disso, a California tem liderado nos Estados Unidos a perca de emprego. A taxa de desemprego atingiu 9.3% em Dezembro, quase o dobro dos 4.9% dois anos antes. Numa das maiores economias do mundo, 1.5 milhões de Californianos perderam o seu emprego. Lidera igualmente na quantidade de empresas perdidas nos últimos anos, e tem um deficit de 40 biliões de dólares. E só vai piorar!

http://online.wsj.com/article/SB123336500319935517.html

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Biquini no emprego

Em nome dos novos costumes, despir é a nova palavra de ordem. Porquê? Porque a indumentária formal prejudica as emissões de dióxido de carbono. Assim pensa a ONU, com a sua iniciativa "Cool UN", que visa reduzir as emissões de CO2 por via da redução do uso de ar condicionado. Ainda tentam justificar com a diminuição de custos, mas o que é uma poupança de 100000 dólares num investimento de 1900000000 de dólares? É 0.005%!

A temperatura na sede da Secretaria da ONU vai subir dos 22.2 para os 25º centígrados, enquanto nas salas de conferência vai subir de 21.1 para 23.9º centígrados. O resultado: menos 300 toneladas de CO2. Só?

As ideias peregrinas deste género, que tiveram origem no Japão há um par de anos, e que já fizeram alarido com nuestros hermanos este mês, vão chegar a Portugal. Mas vamos ter que ser mais originais ainda. Talvez possamos ir de biquini para o emprego...

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1337135
www.elmundo.es/mundodinero/2008/06/30/economia/1214853209.html

quinta-feira, 29 de março de 2012

O Pimentinha

O enfant terrible do ambiente em Portugal, Carlos Pimenta, aliás o Pimentinha, foi dizer das suas ante-ontem na Rádio Renascença. Fui alertado por um leitor atento, que me apontou na direcção desta entrevista concedida a José Pedro Frazão. Este mostrou querer fazer as perguntas certas, mas foi constantemente enrolado pelas manobras habituais do Pimentinha. Ainda assim, mostrou-se mais preparado que a maioria dos entrevistadores das melancias. A entrevista na sua totalidade pode ser ouvida aqui.

Mas o Pimentinha esteve no seu pior! Começou logo a atacar, aos 2:40, com o seguinte:

Olhe, o que se tem feito no País de incendiar as pessoas contra as renováveis eu posso dizer que é quase um crime contra a Economia nacional, o crime contra a nossa continuidade enquanto Nação.

Quem não argumenta, e sabe que está a aldrabar os seus concidadãos, tem que atirar esta areia para os olhos dos Portugueses! Mas ele é um dos que mama da microgeração, como aliás refere aos 23:54, e que nós sabemos ser a forma mais anti-social de geração de energia em Portugal! Sabemos também que é o responsável máximo pela "EDF EN Portugal", o que significa que, muito simplesmente, os enormes subsídios que mamam dos contribuintes/consumidores portugueses vão direitinhos para a empresa francesa. Como José Pedro Frazão diz aos 10:20, saem do lombo do contribuinte! E não geram sequer emprego em Portugal, como já evidenciamos neste post, a não ser os de presidentes de empresas estrangeiras, e provavelmente mais uns quantos assessores. Portanto, é fácil concluir quem é que está a cometer crimes contra a Economia nacional...

O Pimentinha só quer é mamar mais! Aos 25:30 surge mais uma pérola. Já havíamos visto na peixeirada que ninguém quer assumir como se pode baixar o custo da electricidade. Vejam o embuste do Pimentinha:

José Pedro Frazão: Como é que se pode baixar a factura da electricidade?
(...)
José Pedro Frazão: O que é que propunha??? Realisticamente para baixar a factura da electricidade?
(...)
Carlos Pimenta: Mas, repare, você está a fazer um erro! E se eu lhe responder assim? (...)

A entrevista está cheia desta lógica nonsense, mas que o Pimentinha verborreia sistematicamente. Como a do Inverno deste ano, com muito calor, como ele disse aos 37:40. Em que País esteve ele este Inverno? Em Portugal, onde se fartaram de morrer pessoas de frio, não foi de certeza... Enfim, dá para perceber que ele está cada vez mais gago. José Pedro Frazão contribuiu muito para isso, e esteve quase a ponto de calá-lo. Faltou-lhe o quase...

domingo, 18 de setembro de 2011

Sente-se o pânico...

Na passada quinta-feira, o Diário Económico lançou mais um Suplemento Verde, intitulado "O futuro da economia verde em Portugal". O Diário Económico consegue superar neste momento o alarmista Público, e percebe-se porquê ao folhear as suas páginas: a publicidade verde está por todo o lado... Da leitura dos vários artigos, sente-se o pânico no ar! O pânico da xuxa acabar... Irina Marcelino, no Editorial, mostra porquê:

E as empresas estão na expectativa. Principalmente as do sector eólico. O seu futuro em Portugal poderá estar mesmo dependente, em muitos casos, dos apoios que vão ou não continuar a existir.

Vejamos como é o caso da ENEOP. Vejam como tudo isto é artificial, segundo o próprio Aníbal Fernandes, presidente da ENEOP:

A modalidade de financiamento acordada no contrato assinado em Outubro de 2006 era o 'project finance', sendo que os accionistas só teriam de colocar capitais próprios no montante equivalente entre 15% a 20% do valor do investimento. Foi o que aconteceu no primeiro lote financiado pelo BEI e uma série de bancos comerciais. Como a partir de Dezembro de 2010 não mais foi possível encontrar soluções de financiamento, os accionistas, para evitar que o projecto parasse, substituiram-se aos bancos nesse montante de 500 milhões de euros. (...)
Este esforço que está a ser feito por todos os accionistas está a tornar-se incomportável.

Tal como o Al Gore, a culpa de isto não estar a correr bem é dos cépticos. Vejam bem o último parágrafo do artigo (realces da minha responsabilidade):

Também Aníbal Fernandes confessa os seus receios: "Pela primeira vez vejo uma nuvem negra no horizonte". O responsável acusa ainda os críticos das energias renováveis como caluniadores, defendendo, ao contrário, que se devia "conjugar esforços a todos os níveis para encontrar soluções", já que "este projecto é um contributo líquido para o Estado". E sublinha: "nos últimos anos, este foi um dos poucos sectores industriais que criou emprego em Portugal", estando por isso convicto de que "perdurará o bom senso".

João Carvalho, vice-presidente para o fotovoltaico da Associação Portuguesa da Indústria Solar, resume a coisa da forma óbvia:

No sector solar fotovoltaico a bonificação à tarifa é fundamental. Sem ela, o período de retorno do investimento tornaria estes investimentos pouco interessantes para os promotores.

Resumindo, são como os bébés: tira-se-lhes a xuxa e começam a chorar!

domingo, 19 de junho de 2011

Cervantizando

Em "A Causa foi Modificada" saiu esta semana um post em resposta a este post do Jugular, e a cujo autor, Tiago Julião Neves, já havíamos respondido aqui. O post em A Causa foi Modificada tem o título interessante de "Cervantizar o país", e dele extraio duas partes, com realces da minha responsabilidade:

A espaços, a ciência económica é como a ciência geofísica da previsão sísmica: compreende e conhece que as merdas vão acontecer, só não sabe dizer quando. Acresce que, neste caso, também não se sabe exactamente como. Daí que nos questionemos: porquê tentar adivinhar? O engenheiro José Sócrates e defensores como o Tiago Julião Neves, misteriosamente, afirmam não só que sabem quando vai acontecer (proximamente, muito proximamente), como como vai acontecer. E vai daí, hipotecam uma parte dos recursos deste abastado país numa raspadinha de contornos ecológicos erotizada com tecnologia de ponta e inovação.

Porque ao se comprar e subsidiar, por exemplo, uma torre eólica ou um painel solar com as tecnologias ineficientes de hoje, o que se está efectivamente a fazer é a impôr a um país pobre uma tecnologia mais cara do que as alternativas disponíveis, tecnologia essa que será ultrapassada no futuro próximo por outras que, então sim, transformarão o vento e o sol em energias rentáveis, tudo isto ao preço de ficarmos a pagar durante anos e anos em dominó os juros de termos pedido financiamento para uma tecnologia que entretanto ficou obsoleta. É bonito, não é? Mas, pergunto de outra maneira: porque não esperar?

Por esta altura o Tiago Julião Neves insiste no que me parece ser um argumento desmedidamente falacioso, para não dizer pior: a de que esta política tem a seu lado vantagens como "a geração de emprego, criação de riqueza, redução de importações, fomento de exportações, redução de emissões, apoio à inovação e desenvolvimento tecnológico". Mas esta merda faz algum sentido, caralhos ma'fodam? Não se poderá diagnosticar estas mesmas vantagens sempre que se injecta artificialmente (quero dizer: suprindo o seu deficit em relação ao respectivo mercado natural) dinheiro na criação de uma industria, qualquer que ela seja, desde a produção de patinhos de plástico amarelos até à produção de dildos de plástico vermelhos?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Desemprego Verde

Um leitor fez-me chegar um artigo interessante sobre a forma como o Emprego Verde é afinal Desemprego Verde. A Evergreen Solar é uma empresa americana que fabrica paineis solares, sendo o terceiro maior fabricante nos Estados Unidos. Mas só vai fabricar durante mais dois meses nos Estados Unidos, porque o que está a dar é a China...

A fábrica de Devens, no Massachusetts, foi inaugurada com grande pompa há 3 anos, tendo tido apoios de cerca de 43 milhoes de dólares. Devido a vários factores, o preço dos paineis solares baixou dramaticamente, pelo que a empresa diz que não é rentável a sua produção nos Estados Unidos... Entretanto, o desemprego verde passará a ser uma realidade para 800 trabalhadores!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vendedor de automóveis

Que o nosso Primeiro Ministro anda feito vendedor, já ninguém tem dúvidas. Já o Henrique Neto dizia que "este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis". E foi isso, mais uma vez, o que o nosso Primeiro Ministro foi hoje. E porque todos, ou quase todos, os Portugueses estão cheios deste vendedor, inundaram-me a caixa de correio com múltiplas variantes, que explicam como isto dos carros eléctricos é uma gigantesca fraude para o nosso País.

Um dos leitores enviou-me um artigo da Auto Hoje, de 21 de Outubro, visível na imagem ao lado (com um clique torna-se legível). Imediatamente se destaca a matrícula espanhola do carro de testes, o que evidencia realmente como Portugal está na liderança, neste domínio. O jornalista depois é pormenorizado: o Leaf consegue andar 114.8 Km. Mas ele anota que depois de percorridos apenas 6.8 quilómetros, a autonomia tinha descido dos 160 Km para os 115 Km! E quando o jornalista se mete na A5 a caminho de Cascais, o carro é uma lesma e a autonomia desce para 47Km... No regresso pela Marginal, a bateria começou a ficar fraca... Pouco depois entra em funcionamento o modo tartaruga...

Depois, prometeu-se uma fábrica de baterias para Aveiro, para dar emprego a umas duas centenas de pessoas. Que começaria a ser construída até ontem (o Outono acabou), mas de cujo lançamento não ouvi falar. Seria muitíssimo mais interessante ver o Primeiro ministro a lançar mais uma empresa, do que a receber as chaves de um popó eléctrico. Mas parece que não fui o único a dar por ela, e um deputado do PSD até descobriu que serão provavelmente as empresas LG Chem e NEC a fabricar tais baterias... E parece que tem razão, pois eles andam-se a gabar desse grande negócio há já uns meses!

A maioria dos emails referencia a barbaridade da afirmação de José Sócrates, de que os carros eléctricos "não tem emissões". Ai se ele soubesse! Por tudo isto, nunca estive tão alinhado com as palavras do Henrique Neto:

Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis. Mas ele é primeiro-ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ponferrada

40000 mineiros manifestaram-se em Espanha, há menos de uma semana, na localidade de Ponferrada. Já havíamos referenciado o porquê aqui. Já todos sabemos que a Economia Verde é uma verdadeira destruidora de emprego, mas a notícia não é essa...

A notícia é a de que isto não é notícia. Como o observou Antón Uriarte no seu blog. E é verdade: uma pesquisa na Internet apenas revela a notícia do Diario de Leon. A religião Verde a isso obriga: é preciso não revelar as Verdades Inconvenientes... Mas se fôr para relatar uma Mentira Conveniente dos Ecologistas, os Media aparecem logo a correr...

domingo, 25 de julho de 2010

Lavagem de painéis solares

Na sequência do post Obama solar, tenho recebido algumas mensagens criticando as contas efectuadas, sobretudo pelo facto de não se contabilizar a energia gratuita que o Sol gera. A ideia de que a energia solar é gratuita é um mito. Neste post destacarei o problema da lavagem dos painéis, já depois de ter aqui registado o problema da limpeza de neve nos mesmos.

Um dos melhores sítios para começar é neste link, em que ambientalistas puro e duros lhe explicam como lavar painéis solares. Na verdade, não é uma tarefa muito diferente da de lavar vidros, pelo que alguns dos empregos fixos dessas instalações devem aceitar profissionais da limpeza... Para terem uma noção de como isto é importante, nada como ver o que o Google tem a dizer da sua própria instalação fotovoltaica... Da primeira vez que lavaram os painéis solares, alguns deles passaram a registar o dobro da produção de energia! Agora, passaram a fazê-lo mais frequentemente, o que quer dizer que o emprego verde aumentou para aqueles lados...

terça-feira, 16 de março de 2010

José Trocas-te


Hoje de manhã havia referenciado
a apresentação que José Sócrates faria hoje sobre a Estratégia Nacional para a Energia. Eu sei que o primeiro-ministro se embrulha nisto da energia e alterações climáticas; todavia, nem imaginava que fosse possível apresentá-lo como ele é neste domínio: José Trocas-te...

O conhecido boneco da Contra-Informação, da RTP, não teria certamente esta política. O verdadeiro conta o emprego criado, mas não o destruído. Ele promete energia solar em quantidades 10 vezes superior, mas esquece-se de incorporar as últimas tendências. Segundo o Expresso, para além de tudo o resto, a diferença desta vez "é que em vez de entusiasmo acrescentou raiva, muita raiva, às palavras do seu discurso". Por isso, do dia de hoje rezará certamente apenas a seriedade do speaker, e não o plano Novas Energias...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Abandonar barco!

Yvo de Boer demitiu-se hoje do cargo de secretário executivo da Convenção da ONU para as alterações climáticas. É um dos primeiros comandantes a abandonar o barco. Curioso é o facto de ir trabalhar para a esfera privada, na empresa de consultoria KPMG, enquanto conselheiro global para o clima e sustentabilidade. Ele até admitiu que começou a procurar emprego no final de 2009. Mais um que vai ganhar dinheiro à custa do Planeta! Talvez os exemplos vindos a lume de Pachauri o tenham motivado! E talvez agora Pachauri lhe retribua, demitindo-se também?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ciclista ressuscitada

O Reino Unido, um dos países, que por via do seu Governo autista, mais tem insistido na tecla do Aquecimento Global, teve uma visitinha da Mãe Natureza. Até o alarmista Guardian tenta encontrar palavras suaves, mas não há como esconder a triste realidade das escolas fechadas, aeroportos fechados, comboios praticamente bloqueados, carros atolados, e até o Metro com atrasos...

Mas os eco-xiitas lá do sítio tem sempre sugestões inovadoras para ultrapassar a neve, como ir de bicicleta para o emprego! Infelizmente, estas sugestões estupidificantes levam a problemas sérios, como o de Sarah Archdale, que utilizou essa estratégia, e ia morrendo. Despistou-se e ficou enterrada na neve, na estrada, e foi sendo coberta por ela... Valeu-lhe o facto do condutor Colin Dodds ter visualizado o farol da sua bicicleta, e tendo-a encontrado inconsciente, sem respirar, lhe devolver a vida, com ajuda de outro condutor!

Felizmente, ainda há finais felizes para sugestões estupidificantes...

sábado, 11 de abril de 2009

Escândalo em Inglaterra

Para fazer esquecer as pessoas do que foi a má experiência de 2 de Fevereiro deste ano, em Inglaterra, a Procuradoria da Coroa Britânica entendeu premiar os empregados que apareceram ao serviço nesse dia com 250 libras! O simples acto de aparecer no local de trabalho passou a ser merecedor de prémio, o que está a causar um sentimento de revolta em Inglaterra. Isto porque são os contribuintes a pagar, os mesmos que também tiveram que aparecer ao emprego nesse dia...

Mas o que aconteceu nesse dia? Vale a pena recordar aqui o que foi dito aqui no blog. O pior nevão em 18 anos! Será que estes fiéis súbditos de sua Majestade aprovarão a teoria do Aquecimento Global, ou desejarão mais uns fortes nevões? E os outros? Será que preferem mais um calorzinho, ou contribuir com os seus impostos para os que aparecem no trabalho?

www.dailymail.co.uk/news/article-1169131/Slush-money-Civil-servants-250-bonus-just-struggling-work-snow.html