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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Optimo Climático do Holoceno

Alguns leitores escreveram-me a respeito da posta das palmeiras do Árctico de ontem, questionando o seu interesse. É preciso que se perceba que a mensagem actual dos alarmistas asenta no facto de que as temperaturas que hoje experimentamos são as mais elevadas de sempre. Al Gore, no filme "A Verdade Inconveniente", ilustra esse facto, subindo a um monta-cargas, para mostrar onde supostamente estão as temperaturas e para onde vão. O que eles temem é que o Zé Povinho mundial saiba que as temperaturas já foram muito mais elevadas no passado, pois isso desmonta imediatamente a teoria do Aquecimento Global antropogénico!

Como o passado climático de há 50 milhões de anos confunde muita gente, hoje abordarei o óptimo climático do Holoceno, que ocorreu sensivelmente entre os anos 7000 a.C. e 3000 a.C. Nesse período, nomeadamente no Árctico, verificavam-se temperaturas superiores às que hoje são observadas, sendo que tal é uma evidência em 120 localizações de 140 localizações estudadas. Nesse período, os estudos chegam a demonstrar temperaturas superiores até 3ºC, em relação às temperaturas actuais. Consequentemente, o gelo sobre o Oceano Árctico era naturalmente muito menor.

Curiosamente, esta verdade é suportada em múltiplos estudos, quase todos anteriores a 2004. Desde então para cá, os cientistas não são pagos para dizerem verdades inconvenientes, como a de que as temperaturas actuais não são, de facto, historicamente muito elevadas!

Alguns desses estudos estão referenciados nos links abaixo. Deles foram extraídas as imagens acima, que convergem no facto de que o Óptimo Climático do Holoceno registou temperaturas superiores às actuais, assim anulando completamente as tretas de Al Gore e companhia...

http://faculty.eas.ualberta.ca/wolfe/eprints/Wolfe%20et%20al%20QSR%202000.pdf
http://faculty.eas.ualberta.ca/wolfe/eprints/Kaplan%20et%20al%20QR%202002.pdf
http://faculty.eas.ualberta.ca/wolfe/eprints/Joynt&Wolfe%20CJFAS%202001.pdf
http://faculty.eas.ualberta.ca/wolfe/eprints/Wooller%20et%20al%20JOPL%202004.pdf
http://www.gi.ee/pdfid/10616.pdf
http://imars.usf.edu/~cmoses/PDF_Library/Gagan%20et%20al%201998.pdf
http://esp.cr.usgs.gov/research/alaska/PDF/KaufmanAger2004QSR.pdf
http://bprc.osu.edu/Icecore/masson.pdf

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Menos gelo no Árctico no Holoceno

O que os alarmistas mais temem são os artigos peer-reviewed que colocam em causa a excepcionalidade dos números presentes. Para eles saiu mais um, "Holocene fluctuations in Arctic sea-ice cover: dinocyst-based reconstructions for the eastern Chukchi Sea", de McKay et al., no "Canadian Journal of Earth Sciences".

A leitura do abstract, não deixa qualquer dúvida. Dados do mar de Chukchi, no Alaska, demonstram um decréscimo na área de gelo marítimo, e um aumento de temperaturas de Verão nos últimos 9000 anos. Essas temperaturas mais elevadas e de menor gelo marítimo ocorrem em ciclos milenares, tendo variado claramente durante o Holoceno.

A pergunta que fica no ar, é como sobreviveram os ursos polares à falta de gelo há milhares de anos? Porque a causa deste aquecimento no passado, já sabem os leitores do blog, deve-se às fogueiras dos homens das cavernas...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Por mares nunca de antes navegados

A história dos nossos antepassados tem muito de histórico, e muitos dos seus descendentes renegam tais feitos. Por estes dias, em Copenhaga, uma das consequentes desgraças mais repetidas é a do potencial subida do nível das águas do mar. O exemplo de Tuvalu já aqui foi referido.

Voltando à nossa história, já aqui nos referimos ao processo da subida que se vem verificando nos últimos milhares de anos. Aliás, as maiores taxas de subida foram observadas há alguns milénios, no Óptimo Climático do Holoceno.

Estes segredos encontram-se aparentemente bem escondidos dentro da comunidade académica. Da nossa comunidade académica portuguesa. Vejam este relatório, produzido num seminário organizado na Universidade do Porto a 19 de Setembro de 2005, intitulado "Sea Level Changes". Nele se encontram várias evidências de níveis do mar mais elevados na costa portuguesa, no Período Quente Medieval e no Óptimo Climático do Holoceno. Para além de evidências muito mais antigas na História. Que não aproveitamos, ao contrário de outros.

Ora, se assim é, como se pode invocar que é a actividade do Homem que está a levar à subida dos mares no presente? A menos que se justifique isto com o facto de que foram as fogueiras dos Homens das Cavernas, ou talvez da Inquisição, que levaram à subida dos mares no passado?

http://web.letras.up.pt/asaraujo/Trabalhos/Sea%20level%20changes.pdf

sábado, 19 de novembro de 2011

História do Clima da Terra

Antón Uriarte é um geógrafo espanhol, que tenho referenciado no Ecotretas, e cujo blog CO2 está incluído na lista de blogs de cépticos internacionais. Antón editou uma compilação online da História do Clima da Terra, e que é de leitura obrigatória para todos aqueles que desejam saber como foram as Alterações Climáticas do passado. Mesmo sendo em Espanhol, a sua leitura é muito fácil.

Abaixo se reproduzem a lista de capítulos do livro, para referência rápida dos leitores. Adicionalmente, abaixo encaixo um vídeo onde ele explica diversas questões associadas ao CO2.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Doggerland

Judith Curry colocou no seu blog, o primeiro de uma série de três artigos de Tony Brown. Nele se abordam as variações históricas do nível do mar, desde o Holoceno até ao tempo dos Romanos. Seguir-se-ão os períodos até ao período quente medieval, e na terceira parte, de 1700 até ao presente.

O artigo documenta muito dos aspectos que temos abordado aqui no passado, relativamente à subida dos mares. Mas têm referências para mim desconhecidas, como a de Doggerland. Apesar de saber que dantes o Reino Unido estava ligado ao Continente, desconhecia que tivesse um aspecto de cão! O artigo tem ainda referências muito interessantes a St_Michael's Mount e ao castelo de Tintagel.

Não deixem de ler na íntegra, pois é fascinante perceber como o alarmismo actual da subida dos mares é uma ninharia em termos históricos. Quando sairem os restantes dois artigos, aqui darei deles conta.

Actualização: Apesar da parecença, precipitei-me ao atribuir o nome Doggerland à face de um cão. Aparentemente deriva do holandês Doggersbank, que por sua vez deriva de "dogger", uma antiga palavra holandesa para um barco de pesca, tipicamente ao bacalhau.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A História repete-se...

No blog Sol e Mudanças Climáticas abordou-se no início desta semana a importância do clima, no contexto da queda do Império Romano. Tais factos são relativamente conhecidos, sendo que o aquecimento e o arrefecimento condicionaram muito a História passada. O artigo propriamente dito, de Buntgen et al., intitula-se "2500 Years of European Climate Variability and Human Susceptibility", e saiu na Science no passado mês de Janeiro. Vários artigos na Internet abordam a forma como o calor conduziu ao desenvolvimento civilizacional, enquanto os períodos mais frios significaram um retrocesso no desenvolvimento humano...

Para um apaixonado de História, como eu, nada de novo! Já sabemos que o Planeta foi mais quente no passado, e que agora estamos a descobrir coisas que o gelo cobriu num passado mais quente. Porque o Holoceno, e sobretudo o seu Óptimo Climático, significaram o surgimento das primeiras grandes civilizações. E depois verificaram-se igualmente o Período Quente Romano e o Período Quente Medieval, com este último a contribuir, entre outros, para o surgimento de um pequeno grande país, a oeste da Europa...

Infelizmente, os calhamaços da História são hoje praticamente proscritos, pois revelam verdades bem inconvenientes para a Religião Verde! Por isso da minha biblioteca saco este pequeníssimo excerpto, do livro "Climate, history and the modern world", de H. H. Lamb, já depois de virar um troca-tintas, e que revela que não há nestes novos papers peer-reviewed, nada de novo:

Roman horticultural writers in Pliny's time, and in the previous century, drew attention to the fact that the vine and the olive could then be cultivated farther north in Italy than had been the custom in earlier centuries. This agrees with the general indications of various kinds of fossil or proxy climatic data that there was a continued tendency towards recovery of warmth in Europe through Roman times, and of increasing dryness, until about AD 400. A gradual, global warming up to AD 400 would, of course, be consistent with the evidence of rising sea level...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Metano às toneladas e megadigestões

Os leitores habituais sabem que eu costumo gozar com as causas dos Aquecimentos Globais do passado. A mais habitual foi a de que as fogueiras dos Homens das Cavernas foram as responsáveis pelo Óptimo Climático do Holoceno... Mas há outras teorias, estas de cientistas estúpidos. Veja-se o caso do seguinte estudo de Felisa A. Smith, et al., referenciado ante-ontem no DN:

Há 12 500 anos, a chegada do 'Homo sapiens' ao Novo Mundo levou à extinção de grandes herbívoros, como os mastodontes ou os mamutes, diminuindo as emissões de metano.

Ou seja, os homens das cavernas não fizeram fogueiras, mas mataram os grandes herbívoros, e reduziram assim as emissões de metano? Grande combinação! Note-se o entusiasmo da jornalista Filomena Naves:

Há 13 400 anos o continente americano era um paraíso para mais de uma centena de espécies de herbívoros gigantes, que produziam metano às toneladas com as sua megadigestões.

E eu a pensar que se ía falar da Europa, Ásia ou África... Mas não! Os culpados foram os Índios Americanos:

Mas, com a chegada dos primeiros Homo sapiens ao Novo Mundo por essa altura, isso mudou. A caça intensiva que a espécie humana fez a esta megafauna contribuiu para o seu desaparecimento. E a quebra na produção de metano que isso implicou ter-se-á repercutido também numa alteração climática abrupta (de arrefecimento súbito do planeta) que então ocorreu (durou um milénio) e ficou conhecida por Younger Dryas.

Vejam lá o que os humanos podem fazer! Hoje somos biliões e não conseguimos aquecer o planeta como deve ser. Mas há uns milhares de anos, para aqueles lados eram certamente menos de um milhão (valor provável para todo o planeta na altura), e conseguiram ter um impacto maior que nós, no presente??? Francamente!

Mas como não conseguem provar a influência antropogénica no clima actual, prova-se no passado:

De acordo com os investigadores, a influência dos seres humanos no clima terá assim começado bem antes do recente capítulo da revolução industrial, com as suas emissões de gases com efeito de estufa devido à queima dos combustíveis fósseis.

Não tive ainda oportunidade de ler o artigo original, mas é certamente um óptimo exemplo da Ciência da Treta que os cientistas do nosso planeta produzem! Não devem ter visto o Manny na Idade do Gelo...