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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Pegada de carbono da campanha do PS
Soube-se este fim de semana que as poucas pessoas que afinal se juntam para ouvir o Sócrates, têm uma pegada de carbono descomunal! Recrutados no Martim Moniz, e nos arredores de Lisboa, são enfiados nos autocarros, a troco de uns lanches, e enviados para os mais diversos comícios, para comporem o ambiente... Como o diz Carlos Botelho, no Cachimbo de Magritte, Sócrates é, realmente, uma personagem politicamente repugnante. Mais valia pegar nos poucos eleitores dispostos a votar Sócrates, e trazê-los até Lisboa. A pegada de carbono seria assim menor, e Sócrates não teria que andar a acelerar pelo país...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Eu também tenho um problema com o Sócrates!
O animal feroz, José Sócrates, foi encostado a um canto, por um empresário, numa conferência hoje do Diário Económico... José Sócrates disse que não gostou e ficou irritado! Pudera, pois um mentiroso compulsivo não gosta de ouvir, de forma tão clara, o desgoverno a que levou o País. Ele ainda falou das reformas, com a da Energia em segundo lugar, ao minuto 2:50, voltando a insistir ao minuto 4:50... Mas não perceberá ele que isso tem estado a afundar o País, nomeadamente na vertente da competitividade, como justamente invocou o empresário? Por entre mais uma série de barbaridades, nomeadamente a da crise internacional, das quais já quase todos sairam, e dos quais vamos ser o ÚNICO PAÍS DO MUNDO em recessão em 2012???
Não sei quem é o empresário, mas merece uma medalha, já! Também eu lhe digo, José Sócrates: O que vai mudar na sua política para voltar a fortalecer a competitividade do nosso País?
Actualização: O herói chama-se Peter Villax, e é presidente da Associação das Empresas Familiares e vice-presidente da Hovione.
Actualização: O herói chama-se Peter Villax, e é presidente da Associação das Empresas Familiares e vice-presidente da Hovione.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A Dark Economy - an inside perspective
Many of my international readers should know that Portugal is seeking a rescue package. The reason for the bailout? Strange as it may seem: a green economy that has gotten dark, so much darker... Portugal will be the ONLY country in the World, according to the IMF (check out Table 2.2), that will have a GDP negative growth in 2012! José Sócrates, Environment Minister between 1999 and 2002, and Prime Minister since 2005, is the person behind this tragedy. His green vision has brought Portugal some recognition amongst greenies, but mainly a dark future!Almost everything imaginable in this Green promise has gone wrong. Murphy's law at its best:
Portugal was the first country with wave power in the world, at Aguçadoura; it broke down only two months later. Portugal has one of the biggest solar photovoltaic power stations in the World, at Amareleja, owned by Acciona, a Spanish company. The huge feed-in tariffs being paid for this solar energy is being sent to our neighbors...
Wind power has been a big bet. Big promises included green jobs, but the truth is that they are only a few thousands... The reality is that the more the wind blows, the poorer we get. This is true because wind feed-in tariffs are much higher than energy prices in the spot market.
With such a high share of wind energy, dam construction has started, so that they can be used for energy storage. A double cost, which would not be needed, if wind energy was not so big. But it doesn't stop here: gas power stations had to be paid for being in standby, rising even more the indirect costs of wind power.
Portugal has boasted that it exported electricity energy for the first time in 2010. The truth is that most of that energy was exported at zero cost, a strange concept with an easy explanation: when wind blows, especially at night, energy consumption is low; the same does occur also in Spain, so they don't need the energy. Spain exports it through France, and gets our excess energy for free. Once again, Portuguese consumers and taxpayers are subsidizing other richer countries...
It isn't no surprise that electricity prices are very high in Portugal. Despite slightly above the European mean value, the low income means that energy is comparably much more expensive in Portugal. And this is only half of the picture, as the KWh energy price accounts for only about 40% of the electricity bill, the rest being taxes and subsidies...
Gasoline and Diesel also have very high prices in Portugal, amongst the biggest in the World. The reason: multiple taxes and subsidies paid at the gas pump. All this has a great impact on the Economy, and is the main reason behind fuel tourism to Spain, where prices are much lower. In fact, they are so much lower, that near the border, people drive 50Km or more just to fill the tank!
Lately, things have gotten even worse. Sócrates is pushing for electric cars, but nothing in those cars is being made in Portugal. Once again, we are effectively paying for R&D being made somewhere else, without any advantage for the country. Despite being one of the countries with the highest lithium reserves in the World, no value is added in Portugal.
Portugal also has some well proven gas reserves. Despite that, they are not being explored, with tourism fears being invoked. My view is that Sócrates wouldn't go this way, as it is not green... And despite potential shale gas reserves being pointed out, no one talks about it in Portugal!
And I could continue. Talk about CO2 compensations sent to other countries, projects involving offshore wind or even more expensive solar energy. The truth is that the green promise has brought us a dark future. Remember this the next time someone tries to sell you a green economy...
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
A verdadeira poupança em combustíveis fósseis
O problema principal foi obter os custos do gás. A ERSE utiliza essencialmente os valores de Zeebrugge, dados pela Reuters. O problema é que esses dados não são públicos. A ERSE tem alguns gráficos disponíveis, nomeadamente neste relatório (pag. 22 do PDF), bem como valores recentes, nesta página. Esses valores, para além disso, tinham ainda o problema de se saber qual a quantidade de gás natural consumido, que podia ser obtido do site da DGEG, tal como fiz com o consumo de carvão.
Optei, todavia, por utilizar os dados da Comissão Europeia, cujo relatório mais recente do Observatório do Gás, está disponível neste link. Na página 9 do PDF encontramos o custo do gás, expresso convenientemente em €/MWh. O problema, mais uma vez, foi obter os dados concretos, pelo que tive de os calcular a olhómetro. Para os dados do segundo trimestre de 2010, tive que calculá-los a partir da página da ERSE já referenciada, tomando como referência os valores de Janeiro de 2008. Dos cálculos que fiz, é possível um erro de 5%.
Depois, foi só pegar nos valores de produção de energia eléctrica, a partir do gás natural, disponíveis no site da REN, neste caso unicamente a partir de 2007. O resultado é o gráfico acima, onde podemos comprovar que a poupança em gás natural, no primeiro semestre de 2010, quando comparado com igual período de 2009, é de cerca de três milhões de euros! A poupança é maior em relação a 2008, mas comparativamente com 2007, o que se observa é um custo bastante maior...
Resumindo, e tal como previa, as poupanças derivadas das energias renováveis, no consumo de gás, foram muito pequenas no primeiro semestre. Se somarmos à poupança de carvão, pouparam-se 80 milhões no primeiro semestre. Faltam ainda as poupanças de fuelóleo, que deverão ser ainda inferiores às do gás natural. Portanto, os 800 milhões de Zorrinho são uma absoluta miragem, e desta vez, é mesmo o Sócrates que deverá ter os valores correctos. Os tais 100 milhões de euros, referenciados na Universidade de Columbia...
Actualização: Segundo esta notícia do Público, José Sócrates diz que, afinal, os 100 milhões de poupança de combustíveis fósseis, aconteceram no primeiro semestre. Ainda acima do valor correcto. E, mais uma vez, as verdades dizem-se fora do país, neste caso na Líbia. Aposto que o Zorrinho não estava lá para o ouvir! E como a poupança no segundo semestre deve ser muito pequena, vamos mesmo ficar perto de uma poupança de 100 milhões. Como o custo das renováveis vai ser superior a 800 milhões de euros, o sobrecusto vai ficar muito próximo dos 700 milhões de euros, como previsto pela ERSE, e repetidamente referenciado aqui no Ecotretas.
Actualização II: Um leitor atento alertou-me para o pormenor de que José Sócrates tenha referido que a poupança dos 100 milhões de euros foi mensal, durante o primeiro semestre. A minha alma está completamente parva! É um erro de uma ordem de magniutude... Coisa pouca, para quem não faz ideia do que anda a pregar!
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Bento XVI e Sócrates
O que é que o Papa e o nosso Sócrates tem em comum? Querem ter os maiores painéis solares! Bem, ao menos o Papa já só aspira a ter os maiores da Europa... E vai estoirar 500 milhões de euros para ter umas instalações fotovoltaicas de 100MW. O que dirá o Sócrates? Toca de dar uma esmolinha...www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601130&sid=aN2RJ9ob3OoY&refer=environment
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Apostar na miséria estética
O sociólogo Alberto Gonçalves tem na revista Sábado um artigo, em vídeo, que se disponibiliza abaixo, e que malha forte nas energias renováveis, especialmente nas eólicas. É mais um sinal claro de que a Sociedade, e especialmente os pensadores, começam a acordar do pesadelo Sócrates. É claro que estão atrasados, mas mais vale tarde do que nunca. Fiquem com um trecho da intervenção de Alberto Gonçalves:
| O legado do engenheiro Sócrates não se limitou ao descalabro ético. Por via, das dúvidas, resolveu igualmente apostar na miséria estética. Felizmente para ele, infelizmente para nós, apostou como de costume com o dinheiro alheio... |
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Vendedor de automóveis
Um dos leitores enviou-me um artigo da Auto Hoje, de 21 de Outubro, visível na imagem ao lado (com um clique torna-se legível). Imediatamente se destaca a matrícula espanhola do carro de testes, o que evidencia realmente como Portugal está na liderança, neste domínio. O jornalista depois é pormenorizado: o Leaf consegue andar 114.8 Km. Mas ele anota que depois de percorridos apenas 6.8 quilómetros, a autonomia tinha descido dos 160 Km para os 115 Km! E quando o jornalista se mete na A5 a caminho de Cascais, o carro é uma lesma e a autonomia desce para 47Km... No regresso pela Marginal, a bateria começou a ficar fraca... Pouco depois entra em funcionamento o modo tartaruga...
Depois, prometeu-se uma fábrica de baterias para Aveiro, para dar emprego a umas duas centenas de pessoas. Que começaria a ser construída até ontem (o Outono acabou), mas de cujo lançamento não ouvi falar. Seria muitíssimo mais interessante ver o Primeiro ministro a lançar mais uma empresa, do que a receber as chaves de um popó eléctrico. Mas parece que não fui o único a dar por ela, e um deputado do PSD até descobriu que serão provavelmente as empresas LG Chem e NEC a fabricar tais baterias... E parece que tem razão, pois eles andam-se a gabar desse grande negócio há já uns meses!
A maioria dos emails referencia a barbaridade da afirmação de José Sócrates, de que os carros eléctricos "não tem emissões". Ai se ele soubesse! Por tudo isto, nunca estive tão alinhado com as palavras do Henrique Neto:
| Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis. Mas ele é primeiro-ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos. |
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Venda de banha da cobra
Um leitor habitual fez-nos chegar mais um apontador, que me faz sentir vergonha enquanto português. O nosso primeiro ministro esteve recentemente na Líbia, na cimeira entre a União Europeia e a União Africana. José Sócrates fez um discurso que pretende fazer chorar as pedras da calçada, mas que é de morrer de riso, tal a quantidade de asneiras que reflecte. Analisemos o início do discurso de venda de banha da cobra:| O binómio energia-alterações climáticas é um dos principais desafios que enfrenta a humanidade neste início do século XXI. Mas é também uma das maiores oportunidades, com um papel determinante no crescimento económico, na criação de emprego e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a médio e longo prazo. |
Aqui, ele não se refere a Portugal, de certeza! Crescimento económico é uma miragem... Emprego verde, também nem vê-lo! Melhoria da qualidade de vida?
| Os parceiros africanos podem beneficiar da experiência europeia no desenvolvimento de tecnologias e de quadros regulamentares que são apropriados à mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Apostar nesta área contribuirá, de forma especialmente eficaz, para a realização da nossa visão conjunta que projecta África como um continente de oportunidades, de desenvolvimento e de futuro. |
O que ele quer dizer é que os Africanos podem comprar a sua banha da cobra... Mas eles não são estúpidos, como os portugueses! Então, quanto mais investimos, mais alterações climáticas há? Essas oportunidades são para o Mexia: depois de enganar os portugueses, quem enganará ele a seguir?
| A estratégia portuguesa passa pela aposta inequívoca nas fontes de energia renovável - hídrica, eólica e solar. Desenvolvemos um plano nacional de barragens, temos o maior parque eólico em operação na Europa e um dos maiores parques foto-voltaicos do mundo. Estamos na vanguarda da promoção dos veículos eléctricos e respectivos sistemas de abastecimento. A modernização do sector energético português levou à capacitação das empresas e das pessoas que trabalham nesta área, criando emprego e gerando know-how indispensável à competitividade e à internacionalização. No curto espaço de 5 anos fizemos uma grande reforma neste domínio. E uma reforma de sucesso - Portugal é hoje considerado um dos dez países do mundo mais atractivos para o investimento em energia. |
A aposta portuguesa funciona quando chove muito, como foi o caso deste ano! E Portugal é visto como atractivo, porque têm consumidores que pagam a energia e calam. Mas com as últimas notícias, Portugal vai descer neste ranking, de certeza, e ainda bem!
| No primeiro semestre de 2010 foram evitadas, em média, importações de 100 milhões de euros mensais de combustíveis fósseis. |
Será que eles também acreditam no que ele diz? É que a banha da cobra é fácil de desmentir... Talvez o Sócrates pense que uma mentira repetidamente dita passe a ser verdade?
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Mais do mesmo
Em vésperas de ser publicamente confrontado com a sua política energética, Sócrates fez ema visita surpresa a Évora, para enaltecer o avanço português nos domínios da energia. Afinal somos os maiores, uma e outra vez, sendo supostamente reconhecidos lá fora, por sermos pioneiros das maiores aberacções energéticas, que ensinamos cá dentro.
Hoje Sócrates foi mais do mesmo, sobre o InovCity:
- "Este é um dos projetos mais inovadores da Europa"
- "A EDP, ao longo destes dois anos, foi capaz de chegar a este ponto, de fazer uma experiência piloto numa cidade de média dimensão como Évora"
Itália:
| The world's largest smart meter deployment was undertaken by Enel SpA, the dominant utility in Italy with over 27 million customers. Between 2000 and 2005 Enel deployed smart meters to its entire customer base. |
Reino Unido:
| Smart meters were first introduced as a standard in the United Kingdom in September 2008 by First Utility, primarily for their customers in the East and West Midlands |
Países Nórdicos:
| Northern Europe became the hotspot for AMM in Europe in 2003 when Sweden announced the decision to require monthly readings of all electricity meters by 2009. |
Canadá:
| The Government of Ontario set a target of deploying smart meters to 800,000 homes and small businesses (i.e. small "general service" customers under 50 kW demand) by the end of 2007, which was surpassed |
Estados Unidos:
| Austin Energy, the nation's ninth largest community-owned electric utility, with nearly 400,000 electricity customers in and around Austin, Texas, began deploying a two-way RF mesh network and approximately 260,000 residential smart meters in 2008. More than 165,000 two-way meters have been installed by spring 2009 |
Nova Zelândia:
| In November 2005, energy supplier Meridian Energy introduced the usage of smart meters in the Central Hawkes Bay area with over 1000 households participating. By late 2006, over 6,300 smart meters had been installed as part of the initial trial |
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Freeport II
Os políticos da nossa praça não tem emenda. Depois de termos tido um Ministro do Ambiente, de seu nome José Sócrates, a realizar uma reunião tendo em vista o projecto Freeport, temos agora outro Ministro do Ambiente, de seu nome Nunes Correia, a reunir com ambientalistas e promotores, sobre PINs para o litoral alentejano, tudo em vésperas de eleições!Olhando para o comunicado que José Sócrates fez chegar aos media no início do ano, e para a notícia do Público de hoje, é revoltante assistir a um déjà-vu impressionante! O Ministro do Ambiente, que teve todo o tempo do mundo para resolver a questão, agora pretende resolvê-la numa semana, depois de ter tratado do assunto pela última vez em Março. Os ambientalistas da Quercus e da Geota, que tiveram todo o tempo do mundo a manifestar-se contra, agora manifestam-se receptivos a um acordo!
O país está verdadeiramente a saque! Valha-nos que o Nunes nunca chegará a Primeiro Ministro, mas quem sabe?
http://diario.iol.pt/politica/socrates-freeport-comunicado-justica-iol/1035864-4072.html
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1401732
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Sócrates continua a enganar, agora bloggers
Já enganou jornalistas, os portugueses, e muitos mais. Mas agora enganou bloggers, durante o fiasco que foi o Blogconf. Foi preciso esperar pelas imagens em diferido, para conseguir comprovar que os assessores do primeiro ministro ainda não lhe contaram a verdade.
O primeiro-ministro continua a enganar os mais imprudentes. Mas, felizmente, a Internet não engana. O José Sócrates afirma: "mas Portugal é hoje conhecido no mundo por ter a maior central fotovoltaica do mundo". Mas uma simples consulta ao site de referência na matéria confirma que a Amareleja nunca foi a maior no mundo, nem mesmo na altura da sua inauguração. É a terceira.
Não admira que a blogger que fez a pergunta não saiba. Aliás, num blog em que os temas do Ambiente são tão maltratados, a única acção a tomar é informá-la também...
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domingo, 11 de março de 2012
Previsões de petróleo
Rui Rodrigues, um dos autores do maquinistas.org, têm mantido comigo uma troca interessante de emails. Na sua boa vontade, chamou-me a atenção para um artigo que escreveu no Público, em vésperas das eleições legislativas de 2011. Obviamente, o seu objectivo na altura era ainda culpar o cavaquismo pela desgraça que sabemos herdada do Sócrates, e seus compinchas.
Rui Rodrigues referencia no artigo um obscuro, mas interessante livro designado "Energia 1995-2015. Estratégia para o Sector Energético", editado em Março de 2006 pela Direcção Geral de Energia, do então Ministério da Indústria e Energia. Dizia-se aí que o preço do petróleo seria de 23, 28 e 28 dólares, para os anos de 2000, 2005 e 2015, respectivamente. Note-se que as previsões não bateram certo com a evolução verificada.
Rui Rodrigues, infantilmente, prosseguiu com a premissa de que todos os erros da política de transportes derivavam dos dados nesse documento, como se alguém lhe tivesse dado a mínima importância. E como defensor da ferrovia, Rui Rodrigues critica então o maior investimento na rodovia.
Porque é esta abordagem infantil? Primeiro, porque quem mais estimulou as auto-estradas em Portugal, e mais concretamente as SCUTs, foram os governos do PS, e especialmente de António Guterres. Como se pode ver na imagem seguinte, com a evolução dos quilómetros de auto-estrada em Portugal, com dados do Eurostat (nota para a ausência de valores entre 2003 e 2005, mas irrelevante neste contexto), atribuir ao governo de Cavaco, aos seus ministros e secretários de estado, o desvario das PPPs, SCUTs e auto-estradas é, pura e simplesmente, ridículo!

Este raciocínio tem-se espalhado devagar, dada a sua infantilidade. Veja-se todavia o recente exemplo de António Cerveira Pinto, que lamentavelmente não faz a menor ideia de quem e como nos desgovernaram nos últimos 15 anos:
Mas, enfim, eles ainda se poderiam gabar de ter descoberto que afinal o problema destes anos todos, não foi de quem nos efectivamente enterrou, mas sim uma previsão num livro obscuro, com tiragem limitada, e que praticamente ninguém terá lido! Para estes tretas, a recomendação de leitura pode ser muito diversa. Podem começar por estas previsões justamente de 1995. Noutro documento podemos igualmente ver como as previsões passadas, mesmo num cenário mais estável, não saíram grande espingarda. Muitos mais haverá na Internet...
Mas onde eles deveriam ir é ao International Energy Outlook de 2001, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, de onde retirei o quadro abaixo, da página 41 do documento (53 do PDF). Em pleno pântano de António Guterres, mais de cinco anos depois do obscuro livro de 1995, estão aqui visíveis as projecções do preço do petróleo até 2020 (clicar para ver melhor):

Note-se como entidades como a Standard & Poor's, a Agência Internacional da Energia, Deutsche Bank, e o próprio Departamento de Energia, dão valores inferiores aos da previsão portuguesa! Pasme-se! Para estas grandes instituições internacionais, o preço mais elevado do barril de petróleo que poderíamos esperar para 2020 seria de 28.42 dólares americanos!
De quem é a culpa afinal?
Rui Rodrigues referencia no artigo um obscuro, mas interessante livro designado "Energia 1995-2015. Estratégia para o Sector Energético", editado em Março de 2006 pela Direcção Geral de Energia, do então Ministério da Indústria e Energia. Dizia-se aí que o preço do petróleo seria de 23, 28 e 28 dólares, para os anos de 2000, 2005 e 2015, respectivamente. Note-se que as previsões não bateram certo com a evolução verificada.
Rui Rodrigues, infantilmente, prosseguiu com a premissa de que todos os erros da política de transportes derivavam dos dados nesse documento, como se alguém lhe tivesse dado a mínima importância. E como defensor da ferrovia, Rui Rodrigues critica então o maior investimento na rodovia.
Porque é esta abordagem infantil? Primeiro, porque quem mais estimulou as auto-estradas em Portugal, e mais concretamente as SCUTs, foram os governos do PS, e especialmente de António Guterres. Como se pode ver na imagem seguinte, com a evolução dos quilómetros de auto-estrada em Portugal, com dados do Eurostat (nota para a ausência de valores entre 2003 e 2005, mas irrelevante neste contexto), atribuir ao governo de Cavaco, aos seus ministros e secretários de estado, o desvario das PPPs, SCUTs e auto-estradas é, pura e simplesmente, ridículo!

Este raciocínio tem-se espalhado devagar, dada a sua infantilidade. Veja-se todavia o recente exemplo de António Cerveira Pinto, que lamentavelmente não faz a menor ideia de quem e como nos desgovernaram nos últimos 15 anos:
| O cavaquismo tardio planeou a nossa euforia económica e felicidade cultural apostando num cenário macro-económico assente em futuros barris de petróleo a custarem, em 2015, 28 dólares! Autoestradas, pontes e aeroportos, barragens inúteis e assassinas, estádios impagáveis e rotundas estúpidas, seriam o mato ideal para engordar as ratazanas e os populistas de serviço. Acontece que o dito ouro negro ultrapassou as 100 notas verdes e tudo indica que não só não voltará a ser barato, como será cada vez mais caro. Portugal, dada a ignara irresponsabilidade de economistas, engenheiros e políticos (e a sempre avidez das ratazanas), precisa de 120 milhões de barris de petróleo por ano para manter o seu imprevidente e inviável estilo de vida. Na previsão irrealista do último governo de Cavaco Silva e dos que lhe seguiram as pisadas, o país deveria estar a gastar em 2015 qualquer coisa como 3.360.000.000 de dólares em importações de petróleo. No entanto, a verdade dos factos em 2012 andará certamente acima dos $12.000.000.000! |
Mas, enfim, eles ainda se poderiam gabar de ter descoberto que afinal o problema destes anos todos, não foi de quem nos efectivamente enterrou, mas sim uma previsão num livro obscuro, com tiragem limitada, e que praticamente ninguém terá lido! Para estes tretas, a recomendação de leitura pode ser muito diversa. Podem começar por estas previsões justamente de 1995. Noutro documento podemos igualmente ver como as previsões passadas, mesmo num cenário mais estável, não saíram grande espingarda. Muitos mais haverá na Internet...
Mas onde eles deveriam ir é ao International Energy Outlook de 2001, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, de onde retirei o quadro abaixo, da página 41 do documento (53 do PDF). Em pleno pântano de António Guterres, mais de cinco anos depois do obscuro livro de 1995, estão aqui visíveis as projecções do preço do petróleo até 2020 (clicar para ver melhor):
Note-se como entidades como a Standard & Poor's, a Agência Internacional da Energia, Deutsche Bank, e o próprio Departamento de Energia, dão valores inferiores aos da previsão portuguesa! Pasme-se! Para estas grandes instituições internacionais, o preço mais elevado do barril de petróleo que poderíamos esperar para 2020 seria de 28.42 dólares americanos!
De quem é a culpa afinal?
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O animal feroz há 10 anos atrás
Um leitor enviou-me um link para um post do Aventar de há mais de um mês atrás. Ele versa um artigo do Público, de há 10 anos atrás, sobre um tal Ministro do Ambiente, José Sócrates. Embora ele felizmente já tenha partido, depois de deixar o País falido, é importante recordarmos com atenção todos os seus disparates passados. Para que não se repitam! Tenho a certeza que o animal feroz voltará a ensombrar-nos, a menos que seja levado a julgamento, como foi o caso do primeiro-ministro islandês, Geir Haarde. Nesse sentido, é importante ir documentando as suas proezas passadas, para assim protegermos as nossas gerações futuras!
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Aumento do IVA na electricidade
Tal como estava previsto no acordo com a Troika, a energia eléctrica vai aumentar, já em Outubro, passando o IVA dos 6% actuais para 23%. Enfim, uma medida necessária, dado o enorme défice que temos na área energética, e que deriva essencialmente da aposta nas renováveis do Pinóquio Sócrates. Mas cortar, cortar nas despesas das renováveis, isso nem pensar!
Como Pinto de Sá observou há uns meses, a convergência com os IVAs europeus evidenciará que a nossa electricidade é das mais caras da Europa, conforme a imagem dele abaixo claramente mostra. Ou porque pensam que os prémios do Mexia são tão grandes? Mas nem tudo é mau! Também os automóveis eléctricos vão passar a ser menos competitivos. E até as associações ambientalistasdevem já estão a regozijar, pois assim o enfoque será maior na poupança...
Como Pinto de Sá observou há uns meses, a convergência com os IVAs europeus evidenciará que a nossa electricidade é das mais caras da Europa, conforme a imagem dele abaixo claramente mostra. Ou porque pensam que os prémios do Mexia são tão grandes? Mas nem tudo é mau! Também os automóveis eléctricos vão passar a ser menos competitivos. E até as associações ambientalistas
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domingo, 19 de junho de 2011
Cervantizando
Em "A Causa foi Modificada" saiu esta semana um post em resposta a este post do Jugular, e a cujo autor, Tiago Julião Neves, já havíamos respondido aqui. O post em A Causa foi Modificada tem o título interessante de "Cervantizar o país", e dele extraio duas partes, com realces da minha responsabilidade:| A espaços, a ciência económica é como a ciência geofísica da previsão sísmica: compreende e conhece que as merdas vão acontecer, só não sabe dizer quando. Acresce que, neste caso, também não se sabe exactamente como. Daí que nos questionemos: porquê tentar adivinhar? O engenheiro José Sócrates e defensores como o Tiago Julião Neves, misteriosamente, afirmam não só que sabem quando vai acontecer (proximamente, muito proximamente), como como vai acontecer. E vai daí, hipotecam uma parte dos recursos deste abastado país numa raspadinha de contornos ecológicos erotizada com tecnologia de ponta e inovação. |
| Porque ao se comprar e subsidiar, por exemplo, uma torre eólica ou um painel solar com as tecnologias ineficientes de hoje, o que se está efectivamente a fazer é a impôr a um país pobre uma tecnologia mais cara do que as alternativas disponíveis, tecnologia essa que será ultrapassada no futuro próximo por outras que, então sim, transformarão o vento e o sol em energias rentáveis, tudo isto ao preço de ficarmos a pagar durante anos e anos em dominó os juros de termos pedido financiamento para uma tecnologia que entretanto ficou obsoleta. É bonito, não é? Mas, pergunto de outra maneira: porque não esperar? Por esta altura o Tiago Julião Neves insiste no que me parece ser um argumento desmedidamente falacioso, para não dizer pior: a de que esta política tem a seu lado vantagens como "a geração de emprego, criação de riqueza, redução de importações, fomento de exportações, redução de emissões, apoio à inovação e desenvolvimento tecnológico". Mas esta merda faz algum sentido, caralhos ma'fodam? Não se poderá diagnosticar estas mesmas vantagens sempre que se injecta artificialmente (quero dizer: suprindo o seu deficit em relação ao respectivo mercado natural) dinheiro na criação de uma industria, qualquer que ela seja, desde a produção de patinhos de plástico amarelos até à produção de dildos de plástico vermelhos? |
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Bendito FMI!
O Expresso acabou de revelar o programa do FMI. Finalmente, um verdadeiro programa de Governo, que tem a ousadia de atacar alguns dos problemas eternos do nosso País. E também nos domínios da energia, onde ataca uma série de pontos que temos repetidamente exposto aqui no Blog. É provavelmente a maior derrota do nosso verde/rosa Sócrates:| Additional costs associated with electricity production under the ordinary regime 5.6. Take measures in order to limit the additional cost associated with the production of electricity under the ordinary regime, in particular through renegotiation or downward revision of the guaranteed compensation mechanism (CMEC) paid to producers under the ordinary regime and the remaining long-term power-purchase agreements (PPAs). [Q4-2011] |
| Support schemes for production of energy under the special regime (cogeneration and renewables) 5.7. Review the efficiency of support schemes for co-generation and propose possible options for adjusting downward the feed-in tariff used in co-generation (reduce the implicit subsidy) [Q4-2011] 5.8. Review in a report the efficiency of support schemes for renewables, covering their rationale, their levels, and other relevant design elements.[Q4-2011] 5.9. For existing contracts in renewables, assess in a report the possibility of agreeing a renegotiation of the contracts in view of a lower feed-in tariff. [Q4-2011] 5.10. For new contracts in renewables, revise downward the feed-in tariffs and ensure that the tariffs do not over-compensate producers for their costs and they continue to provide an incentive to reduce costs further, through digressive tariffs. For more mature technologies develop alternative mechanisms (such as feed-in premiums). Reports on action taken will be provided annually in Q3-2011, Q3-2012 and Q3-2013. 5.11. Decisions on future investments in renewables, in particular in less mature technologies,will be based on a rigorous analysis in terms of its costs and consequences for energy prices. International benchmarks should be used for the analysis and an independent evaluation should be carried out. Reports on action taken will be provided annually in Q3-2011, Q3-2012 and Q3-2013. |
Actualização: As acções da EDPR seguem a cair 6%. Porque será? Mais cedo, ou mais tarde, a bolha teria que estoirar!
Actualização II: As acções da Semapa, Portucel, Galp, EDP e Altri também entraram em queda livre depois de se saber do plano do FMI... Será que a mama da co-geração ia durar para sempre???
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domingo, 27 de março de 2011
A semana dos derrotados
Nesta semana em que os Portugueses iniciaram o processo de mandar Sócrates embora, Angela Merkel teve hoje uma derrota histórica na Alemanha. Curiosamente, a grande maioria das pessoas não sabe o que estes dois têm em comum: foram Ministros do Ambiente sensivelmente no mesmo período, durante a década de 90. Ambos ascenderam à liderança dos respectivos Governos em 2005, e têm nestes últimos anos prosseguido políticas que estão a levar à ruína os respectivos países. É claro que nós estamos muito piores! Vamos ver se alguém tem coragem para inverter isto...
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terça-feira, 1 de março de 2011
Quase boas ideias
Um leitor atento chamou-me a atenção para um artigo no DN, de João César das Neves. Atentemos nas primeiras palavras:| Com o Governo em cuidados paliativos, há que preparar a autópsia. As gerações futuras não podem desperdiçar as lições preciosas de tantas experiências desastradas. Tolices foram muitas e variadas; a mais paradoxal é a "quase boa ideia". O Governo de José Sócrates apresentou múltiplos projectos, programas e sugestões que pareciam mesmo excelentes. Não eram. |
Depois, é evidente que as renováveis tinham que ser uma dessas "boas ideias". O que se segue é o malhar forte e feio nesta louca política governativa (realces da minha responsabilidade):
| O mais espantoso porém foram os sucessos proclamados. A 17 de Janeiro, na Cimeira Mundial de Energia no Abu Dhabi, o senhor primeiro-ministro disse que Portugal é o "segundo país da Europa em energia eólica... líder mundial nesta área graças a reformas e investimentos nos últimos seis anos" (Lusa). Se tem assim tantas vantagens, porque hesitam os países ricos? Será que são todos parvos? Ou seremos nós os parolos que se atiraram à maluca para uma técnica da moda, sem pesar custos, medir inconvenientes, ponderar alternativas? A resposta está na monstruosa factura e no enorme défice tarifário que o Orçamento escondeu e agora rebenta. Mas parecia uma ideia tão boa! |
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Canova e Rapagão
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Subida "expressiva" dos preços da electricidade
O mesmo sem vergonha diz que a dívida da EDP, de 17 mil milhões de euros, "não é preocupante". Tudo isto porque o valor da dívida face aos resultados operacionais não é muito elevado, ou nas palavras de Mexia "O que está em causa é o rácio e não o volume da dívida". Porque com um lucro anual de mil milhões, roubados aos consumidores, os agiotas estão felizes...
Enquanto isto é bem evidente, o nosso desGoverno e José Sócrates continuam a enterrar-nos, com a inauguração de mais um parque eólico, o Parque Eólico Terra Fria, em Montalegre. Porque há aqueles que não querem perceber que quanta mais energia eólica se produz, mais pobre ficamos!
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