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domingo, 11 de março de 2012

Previsões de petróleo

Rui Rodrigues, um dos autores do maquinistas.org, têm mantido comigo uma troca interessante de emails. Na sua boa vontade, chamou-me a atenção para um artigo que escreveu no Público, em vésperas das eleições legislativas de 2011. Obviamente, o seu objectivo na altura era ainda culpar o cavaquismo pela desgraça que sabemos herdada do Sócrates, e seus compinchas.

Rui Rodrigues referencia no artigo um obscuro, mas interessante livro designado "Energia 1995-2015. Estratégia para o Sector Energético", editado em Março de 2006 pela Direcção Geral de Energia, do então Ministério da Indústria e Energia. Dizia-se aí que o preço do petróleo seria de 23, 28 e 28 dólares, para os anos de 2000, 2005 e 2015, respectivamente. Note-se que as previsões não bateram certo com a evolução verificada.

Rui Rodrigues, infantilmente, prosseguiu com a premissa de que todos os erros da política de transportes derivavam dos dados nesse documento, como se alguém lhe tivesse dado a mínima importância. E como defensor da ferrovia, Rui Rodrigues critica então o maior investimento na rodovia.

Porque é esta abordagem infantil? Primeiro, porque quem mais estimulou as auto-estradas em Portugal, e mais concretamente as SCUTs, foram os governos do PS, e especialmente de António Guterres. Como se pode ver na imagem seguinte, com a evolução dos quilómetros de auto-estrada em Portugal, com dados do Eurostat (nota para a ausência de valores entre 2003 e 2005, mas irrelevante neste contexto), atribuir ao governo de Cavaco, aos seus ministros e secretários de estado, o desvario das PPPs, SCUTs e auto-estradas é, pura e simplesmente, ridículo!


Este raciocínio tem-se espalhado devagar, dada a sua infantilidade. Veja-se todavia o recente exemplo de António Cerveira Pinto, que lamentavelmente não faz a menor ideia de quem e como nos desgovernaram nos últimos 15 anos:

O cavaquismo tardio planeou a nossa euforia económica e felicidade cultural apostando num cenário macro-económico assente em futuros barris de petróleo a custarem, em 2015, 28 dólares!
Autoestradas, pontes e aeroportos, barragens inúteis e assassinas, estádios impagáveis e rotundas estúpidas, seriam o mato ideal para engordar as ratazanas e os populistas de serviço. Acontece que o dito ouro negro ultrapassou as 100 notas verdes e tudo indica que não só não voltará a ser barato, como será cada vez mais caro. Portugal, dada a ignara irresponsabilidade de economistas, engenheiros e políticos (e a sempre avidez das ratazanas), precisa de 120 milhões de barris de petróleo por ano para manter o seu imprevidente e inviável estilo de vida. Na previsão irrealista do último governo de Cavaco Silva e dos que lhe seguiram as pisadas, o país deveria estar a gastar em 2015 qualquer coisa como 3.360.000.000 de dólares em importações de petróleo. No entanto, a verdade dos factos em 2012 andará certamente acima dos $12.000.000.000!

Mas, enfim, eles ainda se poderiam gabar de ter descoberto que afinal o problema destes anos todos, não foi de quem nos efectivamente enterrou, mas sim uma previsão num livro obscuro, com tiragem limitada, e que praticamente ninguém terá lido! Para estes tretas, a recomendação de leitura pode ser muito diversa. Podem começar por estas previsões justamente de 1995. Noutro documento podemos igualmente ver como as previsões passadas, mesmo num cenário mais estável, não saíram grande espingarda. Muitos mais haverá na Internet...

Mas onde eles deveriam ir é ao International Energy Outlook de 2001, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, de onde retirei o quadro abaixo, da página 41 do documento (53 do PDF). Em pleno pântano de António Guterres, mais de cinco anos depois do obscuro livro de 1995, estão aqui visíveis as projecções do preço do petróleo até 2020 (clicar para ver melhor):


Note-se como entidades como a Standard & Poor's, a Agência Internacional da Energia, Deutsche Bank, e o próprio Departamento de Energia, dão valores inferiores aos da previsão portuguesa! Pasme-se! Para estas grandes instituições internacionais, o preço mais elevado do barril de petróleo que poderíamos esperar para 2020 seria de 28.42 dólares americanos!

De quem é a culpa afinal?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O animal feroz há 10 anos atrás

Um leitor enviou-me um link para um post do Aventar de há mais de um mês atrás. Ele versa um artigo do Público, de há 10 anos atrás, sobre um tal Ministro do Ambiente, José Sócrates. Embora ele felizmente já tenha partido, depois de deixar o País falido, é importante recordarmos com atenção todos os seus disparates passados. Para que não se repitam! Tenho a certeza que o animal feroz voltará a ensombrar-nos, a menos que seja levado a julgamento, como foi o caso do primeiro-ministro islandês, Geir Haarde. Nesse sentido, é importante ir documentando as suas proezas passadas, para assim protegermos as nossas gerações futuras!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aumento do IVA na electricidade

Tal como estava previsto no acordo com a Troika, a energia eléctrica vai aumentar, já em Outubro, passando o IVA dos 6% actuais para 23%. Enfim, uma medida necessária, dado o enorme défice que temos na área energética, e que deriva essencialmente da aposta nas renováveis do Pinóquio Sócrates. Mas cortar, cortar nas despesas das renováveis, isso nem pensar!

Como Pinto de Sá observou há uns meses, a convergência com os IVAs europeus evidenciará que a nossa electricidade é das mais caras da Europa, conforme a imagem dele abaixo claramente mostra. Ou porque pensam que os prémios do Mexia são tão grandes? Mas nem tudo é mau! Também os automóveis eléctricos vão passar a ser menos competitivos. E até as associações ambientalistas devemestão a regozijar, pois assim o enfoque será maior na poupança...

domingo, 19 de junho de 2011

Cervantizando

Em "A Causa foi Modificada" saiu esta semana um post em resposta a este post do Jugular, e a cujo autor, Tiago Julião Neves, já havíamos respondido aqui. O post em A Causa foi Modificada tem o título interessante de "Cervantizar o país", e dele extraio duas partes, com realces da minha responsabilidade:

A espaços, a ciência económica é como a ciência geofísica da previsão sísmica: compreende e conhece que as merdas vão acontecer, só não sabe dizer quando. Acresce que, neste caso, também não se sabe exactamente como. Daí que nos questionemos: porquê tentar adivinhar? O engenheiro José Sócrates e defensores como o Tiago Julião Neves, misteriosamente, afirmam não só que sabem quando vai acontecer (proximamente, muito proximamente), como como vai acontecer. E vai daí, hipotecam uma parte dos recursos deste abastado país numa raspadinha de contornos ecológicos erotizada com tecnologia de ponta e inovação.

Porque ao se comprar e subsidiar, por exemplo, uma torre eólica ou um painel solar com as tecnologias ineficientes de hoje, o que se está efectivamente a fazer é a impôr a um país pobre uma tecnologia mais cara do que as alternativas disponíveis, tecnologia essa que será ultrapassada no futuro próximo por outras que, então sim, transformarão o vento e o sol em energias rentáveis, tudo isto ao preço de ficarmos a pagar durante anos e anos em dominó os juros de termos pedido financiamento para uma tecnologia que entretanto ficou obsoleta. É bonito, não é? Mas, pergunto de outra maneira: porque não esperar?

Por esta altura o Tiago Julião Neves insiste no que me parece ser um argumento desmedidamente falacioso, para não dizer pior: a de que esta política tem a seu lado vantagens como "a geração de emprego, criação de riqueza, redução de importações, fomento de exportações, redução de emissões, apoio à inovação e desenvolvimento tecnológico". Mas esta merda faz algum sentido, caralhos ma'fodam? Não se poderá diagnosticar estas mesmas vantagens sempre que se injecta artificialmente (quero dizer: suprindo o seu deficit em relação ao respectivo mercado natural) dinheiro na criação de uma industria, qualquer que ela seja, desde a produção de patinhos de plástico amarelos até à produção de dildos de plástico vermelhos?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pegada de carbono da campanha do PS

Soube-se este fim de semana que as poucas pessoas que afinal se juntam para ouvir o Sócrates, têm uma pegada de carbono descomunal! Recrutados no Martim Moniz, e nos arredores de Lisboa, são enfiados nos autocarros, a troco de uns lanches, e enviados para os mais diversos comícios, para comporem o ambiente... Como o diz Carlos Botelho, no Cachimbo de Magritte, Sócrates é, realmente, uma personagem politicamente repugnante. Mais valia pegar nos poucos eleitores dispostos a votar Sócrates, e trazê-los até Lisboa. A pegada de carbono seria assim menor, e Sócrates não teria que andar a acelerar pelo país...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Eu também tenho um problema com o Sócrates!

O animal feroz, José Sócrates, foi encostado a um canto, por um empresário, numa conferência hoje do Diário Económico... José Sócrates disse que não gostou e ficou irritado! Pudera, pois um mentiroso compulsivo não gosta de ouvir, de forma tão clara, o desgoverno a que levou o País. Ele ainda falou das reformas, com a da Energia em segundo lugar, ao minuto 2:50, voltando a insistir ao minuto 4:50... Mas não perceberá ele que isso tem estado a afundar o País, nomeadamente na vertente da competitividade, como justamente invocou o empresário? Por entre mais uma série de barbaridades, nomeadamente a da crise internacional, das quais já quase todos sairam, e dos quais vamos ser o ÚNICO PAÍS DO MUNDO em recessão em 2012???

Não sei quem é o empresário, mas merece uma medalha, já! Também eu lhe digo, José Sócrates: O que vai mudar na sua política para voltar a fortalecer a competitividade do nosso País?

Actualização: O herói chama-se Peter Villax, e é presidente da Associação das Empresas Familiares e vice-presidente da Hovione.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bendito FMI!

O Expresso acabou de revelar o programa do FMI. Finalmente, um verdadeiro programa de Governo, que tem a ousadia de atacar alguns dos problemas eternos do nosso País. E também nos domínios da energia, onde ataca uma série de pontos que temos repetidamente exposto aqui no Blog. É provavelmente a maior derrota do nosso verde/rosa Sócrates:

Additional costs associated with electricity production under the ordinary regime
5.6. Take measures in order to limit the additional cost associated with the production of electricity under the ordinary regime, in particular through renegotiation or downward revision of the guaranteed compensation mechanism (CMEC) paid to producers under the ordinary regime and the remaining long-term power-purchase agreements (PPAs). [Q4-2011]

Support schemes for production of energy under the special regime (cogeneration and renewables)
5.7. Review the efficiency of support schemes for co-generation and propose possible options for adjusting downward the feed-in tariff used in co-generation (reduce the implicit subsidy) [Q4-2011]
5.8. Review in a report the efficiency of support schemes for renewables, covering their rationale, their levels, and other relevant design elements.[Q4-2011]
5.9. For existing contracts in renewables, assess in a report the possibility of agreeing a renegotiation of the contracts in view of a lower feed-in tariff. [Q4-2011]
5.10. For new contracts in renewables, revise downward the feed-in tariffs and ensure that the tariffs do not over-compensate producers for their costs and they continue to provide an incentive to reduce costs further, through digressive tariffs. For more mature technologies develop alternative mechanisms (such as feed-in premiums). Reports on action taken will be provided annually in Q3-2011, Q3-2012 and Q3-2013.
5.11. Decisions on future investments in renewables, in particular in less mature technologies,will be based on a rigorous analysis in terms of its costs and consequences for energy prices. International benchmarks should be used for the analysis and an independent evaluation should be carried out. Reports on action taken will be provided annually in Q3-2011, Q3-2012 and Q3-2013.

Actualização: As acções da EDPR seguem a cair 6%. Porque será? Mais cedo, ou mais tarde, a bolha teria que estoirar!
Actualização II: As acções da Semapa, Portucel, Galp, EDP e Altri também entraram em queda livre depois de se saber do plano do FMI... Será que a mama da co-geração ia durar para sempre???

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Apostar na miséria estética

O sociólogo Alberto Gonçalves tem na revista Sábado um artigo, em vídeo, que se disponibiliza abaixo, e que malha forte nas energias renováveis, especialmente nas eólicas. É mais um sinal claro de que a Sociedade, e especialmente os pensadores, começam a acordar do pesadelo Sócrates. É claro que estão atrasados, mas mais vale tarde do que nunca. Fiquem com um trecho da intervenção de Alberto Gonçalves:

O legado do engenheiro Sócrates não se limitou ao descalabro ético. Por via, das dúvidas, resolveu igualmente apostar na miséria estética. Felizmente para ele, infelizmente para nós, apostou como de costume com o dinheiro alheio...


quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Dark Economy - an inside perspective

Many of my international readers should know that Portugal is seeking a rescue package. The reason for the bailout? Strange as it may seem: a green economy that has gotten dark, so much darker... Portugal will be the ONLY country in the World, according to the IMF (check out Table 2.2), that will have a GDP negative growth in 2012! José Sócrates, Environment Minister between 1999 and 2002, and Prime Minister since 2005, is the person behind this tragedy. His green vision has brought Portugal some recognition amongst greenies, but mainly a dark future!

Almost everything imaginable in this Green promise has gone wrong. Murphy's law at its best:

Portugal was the first country with wave power in the world, at Aguçadoura; it broke down only two months later. Portugal has one of the biggest solar photovoltaic power stations in the World, at Amareleja, owned by Acciona, a Spanish company. The huge feed-in tariffs being paid for this solar energy is being sent to our neighbors...

Wind power has been a big bet. Big promises included green jobs, but the truth is that they are only a few thousands... The reality is that the more the wind blows, the poorer we get. This is true because wind feed-in tariffs are much higher than energy prices in the spot market.

With such a high share of wind energy, dam construction has started, so that they can be used for energy storage. A double cost, which would not be needed, if wind energy was not so big. But it doesn't stop here: gas power stations had to be paid for being in standby, rising even more the indirect costs of wind power.

Portugal has boasted that it exported electricity energy for the first time in 2010. The truth is that most of that energy was exported at zero cost, a strange concept with an easy explanation: when wind blows, especially at night, energy consumption is low; the same does occur also in Spain, so they don't need the energy. Spain exports it through France, and gets our excess energy for free. Once again, Portuguese consumers and taxpayers are subsidizing other richer countries...

It isn't no surprise that electricity prices are very high in Portugal. Despite slightly above the European mean value, the low income means that energy is comparably much more expensive in Portugal. And this is only half of the picture, as the KWh energy price accounts for only about 40% of the electricity bill, the rest being taxes and subsidies...

Gasoline and Diesel also have very high prices in Portugal, amongst the biggest in the World. The reason: multiple taxes and subsidies paid at the gas pump. All this has a great impact on the Economy, and is the main reason behind fuel tourism to Spain, where prices are much lower. In fact, they are so much lower, that near the border, people drive 50Km or more just to fill the tank!

Lately, things have gotten even worse. Sócrates is pushing for electric cars, but nothing in those cars is being made in Portugal. Once again, we are effectively paying for R&D being made somewhere else, without any advantage for the country. Despite being one of the countries with the highest lithium reserves in the World, no value is added in Portugal.

Portugal also has some well proven gas reserves. Despite that, they are not being explored, with tourism fears being invoked. My view is that Sócrates wouldn't go this way, as it is not green... And despite potential shale gas reserves being pointed out, no one talks about it in Portugal!

And I could continue. Talk about CO2 compensations sent to other countries, projects involving offshore wind or even more expensive solar energy. The truth is that the green promise has brought us a dark future. Remember this the next time someone tries to sell you a green economy...

domingo, 27 de março de 2011

A semana dos derrotados

Nesta semana em que os Portugueses iniciaram o processo de mandar Sócrates embora, Angela Merkel teve hoje uma derrota histórica na Alemanha. Curiosamente, a grande maioria das pessoas não sabe o que estes dois têm em comum: foram Ministros do Ambiente sensivelmente no mesmo período, durante a década de 90. Ambos ascenderam à liderança dos respectivos Governos em 2005, e têm nestes últimos anos prosseguido políticas que estão a levar à ruína os respectivos países. É claro que nós estamos muito piores! Vamos ver se alguém tem coragem para inverter isto...

terça-feira, 1 de março de 2011

Quase boas ideias

Um leitor atento chamou-me a atenção para um artigo no DN, de João César das Neves. Atentemos nas primeiras palavras:

Com o Governo em cuidados paliativos, há que preparar a autópsia. As gerações futuras não podem desperdiçar as lições preciosas de tantas experiências desastradas. Tolices foram muitas e variadas; a mais paradoxal é a "quase boa ideia". O Governo de José Sócrates apresentou múltiplos projectos, programas e sugestões que pareciam mesmo excelentes. Não eram.

Depois, é evidente que as renováveis tinham que ser uma dessas "boas ideias". O que se segue é o malhar forte e feio nesta louca política governativa (realces da minha responsabilidade):

O mais espantoso porém foram os sucessos proclamados. A 17 de Janeiro, na Cimeira Mundial de Energia no Abu Dhabi, o senhor primeiro-ministro disse que Portugal é o "segundo país da Europa em energia eólica... líder mundial nesta área graças a reformas e investimentos nos últimos seis anos" (Lusa). Se tem assim tantas vantagens, porque hesitam os países ricos? Será que são todos parvos? Ou seremos nós os parolos que se atiraram à maluca para uma técnica da moda, sem pesar custos, medir inconvenientes, ponderar alternativas? A resposta está na monstruosa factura e no enorme défice tarifário que o Orçamento escondeu e agora rebenta. Mas parecia uma ideia tão boa!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Canova e Rapagão

Pinto de Sá já tinha colocado no "A ciência não é neutra" a novidade, dada este fim de semana pelo Expresso, de que há apenas dois proprietários particulares com um carro eléctrico em Portugal: o Sr. Canova e o sr. Rapagão! Estes senhores serão certamente recordados aqui num futuro próximo, a menos que tenham assinado um contrato de confidencialidade, o que não me admiraria! É provável que quase todos os Portugueses não lhes sigam as pisadas, até porque os 5000 euros prometidos de subsídio parece que não apareceram! Mas ainda há quem acredite no Sócrates, nem que sejam um ou dois... Os outros, eu e os estimados leitores, pagamos a brincadeira!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Subida "expressiva" dos preços da electricidade

O lobby das renováveis está a começar a sentir o cerco. Num debate organizado pelo PSD, algumas verdades começam a vir à tona, embora alguns dados que surgiram hoje foram "enfeitados" para não parecerem tão maus... O presidente da ERSE, Vítor Santos, diz que se nada for feito para minimizar os sobrecustos associados às renováveis e à co-geração, haverá "impactos tarifários expressivos" na electricidade. Já o António Mexia, o presidente da EDP, que anda a roubar a todos os consumidores nacionais, admitiu que os sobrecustos com as renováveis, em 2011, serão de 509 milhões de euros. Para admitir este valor, é provavelmente porque ele será do dobro...

O mesmo sem vergonha diz que a dívida da EDP, de 17 mil milhões de euros, "não é preocupante". Tudo isto porque o valor da dívida face aos resultados operacionais não é muito elevado, ou nas palavras de Mexia "O que está em causa é o rácio e não o volume da dívida". Porque com um lucro anual de mil milhões, roubados aos consumidores, os agiotas estão felizes...

Enquanto isto é bem evidente, o nosso desGoverno e José Sócrates continuam a enterrar-nos, com a inauguração de mais um parque eólico, o Parque Eólico Terra Fria, em Montalegre. Porque há aqueles que não querem perceber que quanta mais energia eólica se produz, mais pobre ficamos!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ir de carrinho

Um leitor atento enviou-me um link para uma notícia, que refere que José Sócrates foi de carrinho eléctrico votar. Ele agora já não vota na Covilhã, pelo que não teve que recarregar pelo caminho... Na verdade, até dava jeito que ele votasse na Colvilhã: podia ir de carrinho, eléctrico, e não voltar! O País não precisa dele...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vendedor de automóveis

Que o nosso Primeiro Ministro anda feito vendedor, já ninguém tem dúvidas. Já o Henrique Neto dizia que "este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis". E foi isso, mais uma vez, o que o nosso Primeiro Ministro foi hoje. E porque todos, ou quase todos, os Portugueses estão cheios deste vendedor, inundaram-me a caixa de correio com múltiplas variantes, que explicam como isto dos carros eléctricos é uma gigantesca fraude para o nosso País.

Um dos leitores enviou-me um artigo da Auto Hoje, de 21 de Outubro, visível na imagem ao lado (com um clique torna-se legível). Imediatamente se destaca a matrícula espanhola do carro de testes, o que evidencia realmente como Portugal está na liderança, neste domínio. O jornalista depois é pormenorizado: o Leaf consegue andar 114.8 Km. Mas ele anota que depois de percorridos apenas 6.8 quilómetros, a autonomia tinha descido dos 160 Km para os 115 Km! E quando o jornalista se mete na A5 a caminho de Cascais, o carro é uma lesma e a autonomia desce para 47Km... No regresso pela Marginal, a bateria começou a ficar fraca... Pouco depois entra em funcionamento o modo tartaruga...

Depois, prometeu-se uma fábrica de baterias para Aveiro, para dar emprego a umas duas centenas de pessoas. Que começaria a ser construída até ontem (o Outono acabou), mas de cujo lançamento não ouvi falar. Seria muitíssimo mais interessante ver o Primeiro ministro a lançar mais uma empresa, do que a receber as chaves de um popó eléctrico. Mas parece que não fui o único a dar por ela, e um deputado do PSD até descobriu que serão provavelmente as empresas LG Chem e NEC a fabricar tais baterias... E parece que tem razão, pois eles andam-se a gabar desse grande negócio há já uns meses!

A maioria dos emails referencia a barbaridade da afirmação de José Sócrates, de que os carros eléctricos "não tem emissões". Ai se ele soubesse! Por tudo isto, nunca estive tão alinhado com as palavras do Henrique Neto:

Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis. Mas ele é primeiro-ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

Popós da treta

Um leitor atento enviou-me ontem a novidade, de que vão chegar hoje uns popós eléctricos! O Sócrates vai ficar todo inchado, e terá talvez que arranjar mais uns motoristas especializados neste domínio... Enquanto quase todos louvam as suas vantagens, os poucos informados divertem-se a malhar nos crentes. É claro que todos sabemos que eles poluem que se fartam, com a grande maioria a não imaginar que existem automóveis diesel melhor que veículos eléctricos. São muitas mais as verdades inconvenientes sobre os veículos eléctricos, muitas das quais já abordei na respectiva etiqueta sobre automóveis. Mas regressarei frequentemente a este tema, dado que haverá sempre montes de motivos para malhar; entretanto, fiquem com um dos vídeos de lançamento do Nissan Leaf, que já foi também desmontado de forma cruel no WattsUpWithThat.com.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Políticos não fazem bem ao ambiente

De vez em quando tropeço em artigos absolutamente estupidificantes! Como este, que saiu no Jornal de Notícias, intitulado "Políticos não fazem bem ao ambiente". A desconhecida cronista Paula Ferreira divaga sobre o insucesso de Cancún, não parecendo perceber o que por lá se passou. Depois passa ao ataque (realces da minha responsabilidade):

Não há tempo para mais hesitações. Nós, portugueses, estamos aí para o provar. Há poucos dias, milhares das pessoas da região centro ficaram praticamente sem nada, e ouvimos o insuspeito Filipe Duarte Santos explicar, de novo, aquilo que se sabe: fenómenos como o tornado que varreu Tomar e Ferreira do Zêzere serão cada vez mais frequentes.

Sim, todos os leitores do blog sabem que o físico Filipe Duarte Santos é insuspeito. E sabem que os tornados não são propriamente uma novidade. Mas estes tretas sabem muito bem que sempre foi assim; a diferença é que agora há televisão para relatar a coisa!

Mas a Paulinha reforça:

Como frequentes serão as inundações e os Verões tórridos. Afinal, de que estamos à espera para fazer alguma coisa antes que seja tarde? Os cidadãos parecem cada vez mais conscientes na defesa de formas de vida compatíveis com a natureza. Mas que adianta o gesto se os políticos ignoram essa realidade?

E a frequência do frio, que se sente por estes dias, por quase todo o Planeta? A tretas Paula tem razão: os políticos têm ignorado a realidade, e por isso é que os militares ingleses tiveram que sair dos quartéis (e vão continuar a sair) e por isso também que cá em Portugal bastou a queda de uns poucos centímetros de neve, para tudo parar. Só para citar dois pequenos exemplos.

E conclui com:

Mesmo quando não as ignoram - alguma da política energética do Governo de Sócrates é um bom exemplo disso - , há sempre alguém, tocado pelo populismo, pretende acabar com ela. Basta estar atento a uma certa corrente de opinião que questiona os subsídios às renováveis. O argumento é este: os portugueses que não beneficiam desses subsídios têm de os pagar. E será que não subsidiamos todos o petróleo? São os mesmos, afinal, que advogam, com poucos escrúpulos, que a crise é culpa dos beneficiários do rendimento social de inserção.

Tocado pelo populismo? Rebater esta religião é tudo menos popular! Mas as coisas estão a mudar, e devaraginho as pessoas começam a iluminar-se. Chegará também o dia para a Paulinha... E que argumento é aquele? Confesso que fiquei confuso, até porque o argumento insinua que quem não paga a energia é que beneficia? E do petróleo? Deve ser mais uma das que continua às escuras...

domingo, 12 de dezembro de 2010

171 euros por consumidor

Um leitor habitual enviou-me uma nota para mais um artigo inconveniente do Expresso, com direito a capa do caderno de Economia, tal como há duas semanas. O Expresso volta a ganhar assim um ex-leitor. A notícia referencia como cada consumidor irá pagar 171 euros pelas renováveis, em 2011. Segundo as contas do Expresso, a conta no próximo ano vai superar os 1000 milhões, para sustentar este vício do Sócrates.

O artigo desanca ainda na microgeração, cujos produtores recebem 8 vezes mais que o verdadeiro custo da electricidade ao consumidor, conforme se percebe pelo artigo interior, como podem ver ao lado. Ainda assim, o artigo peca por passar os argumentos daqueles sem razão, como os 800 milhões do Zorrinho, que são apenas 100 milhões, como desmontamos aqui. O artigo é, ainda assim, mais uma pedrada no charco!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Venda de banha da cobra

Um leitor habitual fez-nos chegar mais um apontador, que me faz sentir vergonha enquanto português. O nosso primeiro ministro esteve recentemente na Líbia, na cimeira entre a União Europeia e a União Africana. José Sócrates fez um discurso que pretende fazer chorar as pedras da calçada, mas que é de morrer de riso, tal a quantidade de asneiras que reflecte. Analisemos o início do discurso de venda de banha da cobra:

O binómio energia-alterações climáticas é um dos principais desafios que enfrenta a humanidade neste início do século XXI. Mas é também uma das maiores oportunidades, com um papel determinante no crescimento económico, na criação de emprego e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a médio e longo prazo.

Aqui, ele não se refere a Portugal, de certeza! Crescimento económico é uma miragem... Emprego verde, também nem vê-lo! Melhoria da qualidade de vida?

Os parceiros africanos podem beneficiar da experiência europeia no desenvolvimento de tecnologias e de quadros regulamentares que são apropriados à mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Apostar nesta área contribuirá, de forma especialmente eficaz, para a realização da nossa visão conjunta que projecta África como um continente de oportunidades, de desenvolvimento e de futuro.

O que ele quer dizer é que os Africanos podem comprar a sua banha da cobra... Mas eles não são estúpidos, como os portugueses! Então, quanto mais investimos, mais alterações climáticas há? Essas oportunidades são para o Mexia: depois de enganar os portugueses, quem enganará ele a seguir?

A estratégia portuguesa passa pela aposta inequívoca nas fontes de energia renovável - hídrica, eólica e solar. Desenvolvemos um plano nacional de barragens, temos o maior parque eólico em operação na Europa e um dos maiores parques foto-voltaicos do mundo. Estamos na vanguarda da promoção dos veículos eléctricos e respectivos sistemas de abastecimento. A modernização do sector energético português levou à capacitação das empresas e das pessoas que trabalham nesta área, criando emprego e gerando know-how indispensável à competitividade e à internacionalização. No curto espaço de 5 anos fizemos uma grande reforma neste domínio. E uma reforma de sucesso - Portugal é hoje considerado um dos dez países do mundo mais atractivos para o investimento em energia.

A aposta portuguesa funciona quando chove muito, como foi o caso deste ano! E Portugal é visto como atractivo, porque têm consumidores que pagam a energia e calam. Mas com as últimas notícias, Portugal vai descer neste ranking, de certeza, e ainda bem!

No primeiro semestre de 2010 foram evitadas, em média, importações de 100 milhões de euros mensais de combustíveis fósseis.

Será que eles também acreditam no que ele diz? É que a banha da cobra é fácil de desmentir... Talvez o Sócrates pense que uma mentira repetidamente dita passe a ser verdade?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Novas concessões penalizam consumidores

Um leitor habitual alertou-me para um artigo surpreendente, ainda por cima assinado pela Lurdes Ferreira, em que o alarmista Público chega à brilhante conclusão de que as novas concessões nas renováveis penalizam consumidores domésticos. Tudo em primeira página, como a imagem ao lado documenta. É claro que a Lurdes poderia ter proposto um título mais correcto, e esse seria: "Novas e antigas concessões nas renováveis penalizam consumidores, e toda a Economia". Mas há que dar pequenos passos de cada vez. E enfim, mais vale tarde do que nunca...

O que o Público diz estamos fartos de o dizer aqui. Da subida das tarifas que poderia ser uma descida. Da vergonha das novas concessões. Do défice tarifário gigantesco. Do esquema da garantia de potência. Dos esquemas do Manuel Pinho. Enfim, um artigo incompleto, é verdade, mas muito inconveniente!

E depois há o artigo do Carlos Zorrinho. A ensaiar uma monumental cambalhota, conforme este artigo. O problema porventura não é dele, mas da dupla Sócrates/Teixeira dos Santos, a verem onde conseguem extorquir mais uns cobres aos Portugueses, os actuais e os do futuro! E depois, sim há novidades. Como a desta outra notícia do Público, onde se constata que o fundo das eólicas foi o que pagou o pavilhão português na Expo de Xangai! Vale de tudo para salvar o planeta! E constatamos que, sem dúvida, estamos entregues à bicharada...