Na RTP-N estreou hoje o Futuro Comum. Um debate sobre questões do ambiente, com convidado residente o Professor Viriato Soromenho Marques, e com presenças adicionais de Filipe D. Santos e Francisco Ferreira. Estava-se mesmo a ver no que ia dar o programa...
O programa começou praticamente com uma lei: todas as questões sobre as alterações climáticas são leis que já não estão em discussão pública! As barbaridades continuaram com afirmações como as do Filipe D. Santos: "clima é algo bem definido em ciência".
O Francisco Ferreira continuou com "ondas de calor que têm vindo a aumentar nos últimos anos" e que "alguma coisa está a mudar". O "ártico teve o seu maior degelo" este ano, mas a convicção é de que o clima se define com tendências de 30 anos...
Desisti de ver. Programas destes são um extremo mau contributo para o esclarecimento público. É vergonhoso que a televisão pública (RTP) tenha este comportamento e que a Fundação Calouste Gulbenkian alinhe nisto...
http://tv1.rtp.pt/EPG/tv/epg-janela.php?p_id=23610&e_id=&c_id=7
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Voo a biocombustível
Toda a gente já percebeu que os biocombustíveis são uma alternativa péssima ao petróleo. Porque é mais poluente. Porque fazer um litro custa mais de um litro de petróleo. Porque encarece os alimentos.
No passado Domingo, um 747 da Virgin Atlantic fez um voo entre Londres e Amsterdão parcialmente movido pela primeira vez a biocombustíveis. Os ecologistas já vieram a terreiro dizer que a ideia é péssima.
Todavia a ideia tem pernas para andar. Por uma única razão: porque a indústria aeronáutica não tem combustível alternativo ao petróleo. Os aviões nunca poderão ser movidos a energia eléctrica, eólica, nuclear, solar, ou outra coisa qualquer, tanto quanto é a visão da tecnologia actual. A única possibilidade mais próxima é o regresso aos Zeppelins. Assim sendo, esta poderá ser mesmo a única alternativa, o que não é o caso de outros transportes terrestres.
http://blog.wired.com/cars/2008/02/virgin-atlantic.html
No passado Domingo, um 747 da Virgin Atlantic fez um voo entre Londres e Amsterdão parcialmente movido pela primeira vez a biocombustíveis. Os ecologistas já vieram a terreiro dizer que a ideia é péssima.
Todavia a ideia tem pernas para andar. Por uma única razão: porque a indústria aeronáutica não tem combustível alternativo ao petróleo. Os aviões nunca poderão ser movidos a energia eléctrica, eólica, nuclear, solar, ou outra coisa qualquer, tanto quanto é a visão da tecnologia actual. A única possibilidade mais próxima é o regresso aos Zeppelins. Assim sendo, esta poderá ser mesmo a única alternativa, o que não é o caso de outros transportes terrestres.
http://blog.wired.com/cars/2008/02/virgin-atlantic.html
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biocombustíveis
64.5% e contando...
A análise dos artigos anteriores permite começar a fazer uma distribuição dos culpados nas emissões de CO2 a nível mundial, na perspectiva dos múltiplos estudos que surgem nos media. Ainda nem se começou a contar a sério é já vamos em 64.5% ...
Fogos florestais: 30%
Pecuária: 18%
Respiração Humanos: 8%
Navios: 4.5%
Aviação: 2%
Computadores e Internet: 2%
Fogos florestais: 30%
Pecuária: 18%
Respiração Humanos: 8%
Navios: 4.5%
Aviação: 2%
Computadores e Internet: 2%
Contribuição dos navios
Um estudo recente determina que afinal é pior andar de barco que de avião. De acordo com um estudo recente, o contributo da frota mundial de navios é de 4.5% para as emissões globais de CO2.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1319485&idCanal=92
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1319485&idCanal=92
domingo, 24 de fevereiro de 2008
O menino e a menina
O Tomás de Montemor, na sua crónica semanal no Notícias Magazine, fala esta semana sobre o "El Niño" e "La Niña". O artigo surge claramente orientado para justificar as desgraças do tempo que tem ocorrido, nomeadamente como ele refere, na China.
O problema é que os efeitos dos meninos se faz sentir mais no hemisfério Sul. Em vez de referir o impacto na China, seria mais correcto referenciar o problema da seca no Chile, por exemplo. O problema é que isso é inconveniente, dado que falar de seca num contexto das notícias de desgraças do hemisfério Norte, seria visto como uma contradição.
Mas as contradições para os chamados especialistas são maiores. Agora que se procura desvalorizar as descidas das temperaturas por causa da rapariguinha, esquecemo-nos de nos lembrar que as maiores temperaturas de que há registo ocorreram em 1998, precedido do maior rapazinho de que há memória!
A parte do artigo do Tomás de que gosto mais, é a parte final. Diz que "Os mecanismos que regulam e mantêm tanto o El Niño como La Niña ainda são mal compreendidos". Todavia, ele é do conhecimento geral há mais de 80 anos. O que mais me surpreende é ser melhor conhecido o efeito do CO2 no clima...
Para mim, não há dúvidas. O impacto causado pelos dois miúdos no clima é maior do que o do homem!
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=327876&visual=26
O problema é que os efeitos dos meninos se faz sentir mais no hemisfério Sul. Em vez de referir o impacto na China, seria mais correcto referenciar o problema da seca no Chile, por exemplo. O problema é que isso é inconveniente, dado que falar de seca num contexto das notícias de desgraças do hemisfério Norte, seria visto como uma contradição.
Mas as contradições para os chamados especialistas são maiores. Agora que se procura desvalorizar as descidas das temperaturas por causa da rapariguinha, esquecemo-nos de nos lembrar que as maiores temperaturas de que há registo ocorreram em 1998, precedido do maior rapazinho de que há memória!
A parte do artigo do Tomás de que gosto mais, é a parte final. Diz que "Os mecanismos que regulam e mantêm tanto o El Niño como La Niña ainda são mal compreendidos". Todavia, ele é do conhecimento geral há mais de 80 anos. O que mais me surpreende é ser melhor conhecido o efeito do CO2 no clima...
Para mim, não há dúvidas. O impacto causado pelos dois miúdos no clima é maior do que o do homem!
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=327876&visual=26
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El Niño/La Niña
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética
O Plano supra referido (demasiado extenso para ser repetidamente referido) é uma anedota sublime. É tão fácil arranjar-se pontas por onde lhe pegar. Vamos começar por uma. Tendo em vista a eficiência energética, o Governo propõe GPSs, computadores de bordo e cruise-controls para os automóveis (ou 20% deles).
Como começar? Pelos 20%, claro. Que deve ser o parque automóvel do estado e amigos. Assim moderniza-se a frota.
Se fôr pelos GPSs e computadores de bordo, é fácil perceber que o consumo de energia será ainda maior. Esses equipamentos consomem todos energia...
Os cruise-controls, esses já nem se fala. Toda a gente sabe que eles consomem mais que uma condução eficiente... E então nas estradas portuguesas, nem se fala!
www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MEI/Comunicacao/Programas_e_Dossiers/20080221_MEI_Prog_Eficiencia_Energetica.htm
Como começar? Pelos 20%, claro. Que deve ser o parque automóvel do estado e amigos. Assim moderniza-se a frota.
Se fôr pelos GPSs e computadores de bordo, é fácil perceber que o consumo de energia será ainda maior. Esses equipamentos consomem todos energia...
Os cruise-controls, esses já nem se fala. Toda a gente sabe que eles consomem mais que uma condução eficiente... E então nas estradas portuguesas, nem se fala!
www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MEI/Comunicacao/Programas_e_Dossiers/20080221_MEI_Prog_Eficiencia_Energetica.htm
Arrefecimento global causa acidente de aviação
As análises ao recente acidente na aterragem de um avião em Heathrow são surpreendentes. O acidente deve ter sido causado por problemas de excesso de frio na viagem entre Pequim e Londres.
Outros pilotos na mesma rota descreveram a necessidade da descida em termos de altitudes, para aquecimento do combustível. Relatos de pilotos experientes apontam para as temperaturas mais baixas dos últimos 25 anos...
www.aviation-safety-security.com/current-newsletter/articles/crash-may-stem-from-sustained-exposure-to-extreme-cold-we.html
Outros pilotos na mesma rota descreveram a necessidade da descida em termos de altitudes, para aquecimento do combustível. Relatos de pilotos experientes apontam para as temperaturas mais baixas dos últimos 25 anos...
www.aviation-safety-security.com/current-newsletter/articles/crash-may-stem-from-sustained-exposure-to-extreme-cold-we.html
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Arrefecimento Global,
aviação
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