segunda-feira, 31 de março de 2008

Paródia do Vento

O espectáculo triste dado a semana passada pelo José Sá Fernandes, na Câmara de Lisboa, não pode passar aqui despercebido. No âmbito do evento "Wind Parade", o vereador propôs a instalação de 15 micro-turbinas (apenas quatro andares de altura...) pela cidade de Lisboa. A instalação vai ser temporária (era para não ser) e apenas durará seis meses!

Para além da óbvia falta de um estudo de impacto ambiental (a Quercus apoiou estupidamente a ideia sem se lembrar que nos outros casos costuma pedi-los), e sobretudo do comportamento anti-democrático do proponente, pode-se perguntar simplesmente qual o objectivo maroto que estará por trás desta trapalhada?

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=335266&visual=26
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=325226

domingo, 30 de março de 2008

Science et Vie arrasa energias verdes...

A edição deste mês da Science et Vie é arrasadora para as energias ditas verdes. O dossier negro desanca nas energias alternativas, e apresenta algumas das suas verdades inconvenientes. Como a necessidade de utilização de 360 toneladas de betão para a instalação de um Gigawatt de Energia Eólica. Ou então, na necessidade de 18700 hectares de ventoinhas para produzir tanta energia (1.5 GW) quanto uma central nuclear produz em apenas 10 hectares.

Não percam o artigo por nada deste mundo...

www.science-et-vie.com/AnciensSV/1086.asp

Eólica cria problemas...

A energia eólica tem muitos problemas associados, mas pouco se fala dos problemas de instabilidade que cria nas redes de transporte de energia eléctrica. À medida que a importância da energia eólica vai aumentando, assim vão os problemas a ela associados. Isso acontece, ou porque há vento a menos, ou mesmo quando há vento a mais. Ou quando ele varia muito rapidamente, como aconteceu recentemente no Texas, onde por pouco não houve um corte total de energia...

www.reuters.com/article/domesticNews/idUSN2749522920080228?feedType=RSS&feedName=domesticNews&rpc=22&sp=true

sexta-feira, 28 de março de 2008

Gelo a desintegrar-se

Os apologistas do pânico andam felizes estes dias. Um placa de gelo despreendeu-se na Antárctida. Mais concretamente, na plataforma de Wilkins, este novo icebergue, com várias centenas de Km2, separou-se da plataforma mãe.

O problema é que nunca, nos últimos trinta anos, houve tanto gelo como este ano na Antárctida. A anomalia foi de quase dois milhões de Km2, relativamente à média de 1979 a 2000. Ora, isso quer dizer que o gelo a mais este ano dava para fabricar 3500 icebergues do tipo daquele que se despreendeu esta semana!

Não será que esses apologistas percebem que quanto mais gelo há, mais icebergues haverá?

http://dn.sapo.pt/2008/03/27/ciencia/placa_gelo_wilkins_esta_colapso_imin.html
http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/IMAGES/current.anom.south.jpg

Filmes da treta

Passou nesta semana na RTP o filme "The Flood". Um exemplo excelente da utopia que por aí grassa. Fiz um esforço enorme para engolir a quantidade de aberrações por minuto que o filme tem. Desisti. Tão aberrante como o "The Day After Tomorrow". O que vale é que todos sabemos que no cinema e na televisão a ficção cada vez mais louca é o que está a dar...

www.metro.co.uk/metrolife/article.html?in_article_id=58970&in_page_id=9
http://tv1.rtp.pt/EPG/tv/epg-janela.php?p_id=22934
www.imdb.com/title/tt0319262/

sábado, 22 de março de 2008

Barragens tem mais uma vantagem

Há muito que me perguntava qual seria o contributo que a água retida nas barragens tinha na subida do nível da água dos mares. Obviamente, grande parte da água que hoje está nas barragens, estaria no mar se não as houvesse. Igualmente interessante seria saber qual o contributo das águas subterrâneas, com múltiplos factores a poderem contribuir para variações positivas e negativas ao longo das últimas décadas.

Na vertente das barragens, investigadores de uma Universidade de Taiwan calcularam, e publicaram na Science, que o nível dos mares seria 3cm mais elevado, não fossem as barragens existentes. As actuais barragens armazenam 10800 Km3 de água, e se não existissem, o nível de subida dos mares seria de cerca de +2.46 mm/ano nos últimos 80 anos.

Apesar de existirem referenciadas 126 barragens portuguesas, falta lá o Alqueva! Será que poupa mais um milímetro?

www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/1154580v1?maxtoshow=&HITS=10&hits=10&RESULTFORMAT=&fulltext=dams&searchid=1&FIRSTINDEX=0&sortspec=date&resourcetype=HWCIT
www.sciencemag.org/cgi/data/1154580/DC1/1

Cientistas à procura do calor perdido

No que é o estudo talvez mais completo sobre a associação dos mares ao problema do Aquecimento Global, os cientistas confessam que andam completamente baralhados com os resultados recolhidos. A teoria diz que os oceanos estão a aquecer, por via do Aquecimento Global, e que por isso estão a expandir, levando à subida do nível dos mares. Para isso também contribuirá o derreter da neve e gelo no mundo.

A prática, dada por um conjunto de 3000 robots científicos é estonteante: a temperatura dos mares desceu muito ligeiramente. O que estará a acontecer? Será que alguém anda a fazer as contas mal?

www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=88520025
www.argo.ucsd.edu