domingo, 30 de novembro de 2008

Arrefecimento Global começou em 2008?

O Expresso teve uma tirada muito oportuna, com a Revista deste fim de semana dedicada ao Arrefecimento Global. Talvez a sequência de artigos mais arrojada contra a corrente do Aquecimento Global, nos media portugueses, nos últimos anos! Considerando o tempo que leva a produzi-la, não se pode dizer que tenha sido pensada para coincidir com o mau tempo deste fim de semana. Que é o horror para os alarmistas! Mesmo assim, o Virgilio Azevedo é cauteloso:

"É uma provocação em tempo de aquecimento global e de degelo no Árctico, mas em 2008 a neve estragou as festas do ano novo chinês em Fevereiro e cobriu Londres em Outubro , o Verão fresco invadiu Portugal e o Sul da Europa."

"Afinal, o planeta Terra está a aquecer ou arrefecer? A pergunta parece disparatada quando a maioria dos estudos científicos aponta para o degelo do Árctico, para o aquecimento global e para as causas antropogénicas - o dióxido de carbono proveniente das actividades humanas - como explicação para esse aquecimento."

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/469310

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Rajadas Eólicas

A Energy Tribune publicou um artigo demolidor sobre a energia eólica. Com um enfoque especial na situação do Reino Unido, o artigo enumera as verdades inconvenientes deste tipo de energia, muitas das quais aqui já referidas. O enfoque está claro nos altos custos de construção e manutenção, fiabilidade extremamente volátil e um apetite voraz pelos subsídios dos contribuintes.

Em princípio, o Reino Unido tem só vantagens. É o país da Europa com mais vento. Tem uma das maiores costas, e por isso até pode produzir off-shore. Tem uma rede de transmissão estabelecida há muito. Resumindo, se não tiver sucesso aí, dificilmente terá noutros locais...

Mas tudo isto tem muitos inconvenientes. O pagamento de subsídios ultrapassou no último ano fiscal 1 bilião de dólares, que subirão até 6 biliões em 2020. No último ano, o preço do gás e da electricidade subiram 29.7%! E isto com uma produção de apenas 1.3%.

Mas há pior. Na publicação Energy Policy, os peritos Jim Oswald et al., concluíram que a energia eólica não dispensa, naquele país, as centrais a gás natural. Obviamente, o factor de carga é determinante, com os parques eólicos do Reino Unido a atingirem em 2006 apenas 27.4% do seu potencial. As piores apenas atingiram 7%! O Retorno de Investimento é por isso um desastre, mas tal é obscurecido pelo elevado nível de subsídios. Por isso paga-se a energia e os subsídios.

Curiosamente, os problemas envolvendo a indisponibilidade do vento colocam problemas muito maiores que os pensados até hoje. Para isso, são precisos mecanismos de backup. Mas como essas centrais de backup terão menor produção, então o investimento far-se-á em centrais de custo baixo de investimento ($/kW). Essas centrais serão menos eficientes que as actuais, as quais serão menos resilientes e acabarão por emitir mais gases de efeito de estufa. O ligar/desligar destes equipamentos criará também dificuldades em toda a infra-estrutura, quer de transporte de gás, quer do próprio material das centrais. Assim, mais terão que ser construídas, para funcionarem como backup das de backup...

Um desastre!!!

www.energytribune.com/articles.cfm?aid=1029

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Inversamente proporcional

Os gases com efeito de estufa atingiram valores record em 2007, segundo o último relatório distribuído pela Organização Mundial Meteorológica. O relatório menciona ainda que os gases supostamente responsáveis pelo buraco de ozono tem estado a diminuir lentamente.

Mas se os gases com efeito de estufa estão a aumentar, também deviam estar a subir as temperaturas. E não estão! E se os CFCs estão a diminuir, porque tem o buraco de ozono atingido dimensões históricas nos últimos anos? Porque é que a evolução é inversamente proporcional???

www.wmo.int/pages/prog/arep/gaw/ghg/documents/ghg-bulletin-4-final-english.pdf

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Temperaturas deslocadas

Primeiro, sairam as temperaturas médias do mês de Outubro, a nível global. Aí, é claramente visível que Portugal é uma das zonas do planeta onde claramente a temperatura é inferior à normal.

Depois, a Agência Estatal de Meteorologia, de Espanha, gerou o gráfico para Espanha, verificando-se junto à fronteira superfícies de valores normais, e sobretudo na zona da fronteira centro e norte, valores claramente inferiores ao normal. Foram batidos vários recordes históricos de temperaturas mínimas do mês...

Muito tempo depois saiu o gráfico português. Surpresa das surpresas, Portugal registou valores normais, com excepção de duas pequenas faixas. As discrepâncias são tantas, que algo está mal. As fronteiras com Espanha devem ter uma barreira térmica, e devemos já estar noutro planeta, qual jangada de pedra!



www.aemet.es/documentos/es/elclima/datos_climat/resumenes_climat/mensuales/2008/res_mens_clim_2008_10.pdf
www.meteo.pt/pt/oclima/acompanhamento/index.jsp?selTipo=m&selVar=tt&selAno=-1

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ladrões com preocupações ambientais

Depois de ontem termos falado aqui de painéis solares no cemitério, confesso que pensei logo nos ladrões de cemitérios. Não é que se descobre que eles realmente andam de olho neles. E onde andam mais activos? Na Califórnia, claro!

Os caríssimos painéis são uma tentação interessante. E aposto que os ladrões não querem baixar a sua pegada de carbono. Os donos, esses, coitados, são enganados duas vezes! A ideia de que os vendedores da tecnologia estão envolvidos, e a quererem ganhar múltiplas vezes, é constatada por alguns roubos mais profissionais. E agora ainda conseguem vender tecnologia de videovigilância, a qual acaba também por consumir parte da energia, e assim justificar menos o investimento.

Ai, se eles descobrem onde fica a Amareleja...

www.nytimes.com/2008/09/24/technology/24solar.html?_r=1

domingo, 23 de novembro de 2008

Desenvolvimento insustentável

Ele há formas de desenvolvimento insustentável que não lembram nem ao Diabo. Neste caso, em Santa Coloma de Gramenet, perto de Barcelona, os mortos devem estar a dar voltas no túmulo. Foram instalar-lhes paineis solares em cima, com o objectivo de poupar 62 toneladas de emissões de CO2 por ano e produzir energia para cerca de 145 famílias! Esta pequeníssima poupança teve um custo de 720.000 euros, pelo que cada tonelada do primeiro ano custa apenas 10.000 euros, ou cerca de 5000 euros por família.

Esta notícia lembra-me uma queixa que me chegou de um leitor atento. Segundo as suas palavras, passou um ano a tirar um curso de Energias Renováveis (seis meses de curso mais seis meses à espera do diploma), com um ordenado potencial prometido de 1500 euros/mês. Passado o curso, ganha menos de metade, e limita-se a instalar paineis contra aquilo que apreendeu, mas da forma que o patrão manda. As aberrações relatadas são as expectáveis.

Não sei se se lembram, mas há umas décadas apareceram por aí uns mamarrachos nos telhados. Tinha um vizinho que tinha um. Ainda lá está a apodrecer...

www.elpais.com/articulo/cataluna/Santa/Coloma/instala/placas/solares/cementerio/elpepuespcat/20081120elpcat_1/Tes

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Chacina de baleias narval

Ele há situações que merecem a nossa compaixão. Baleias narval estão a ser chacinadas no árctico canadiano, porque ficaram presas no gelo. Pasme-se: este episódio está a acontecer porque os narvais foram cercados pelo gelo. Mas donde virá tanto gelo? Será do aquecimento global???

www.reuters.com/article/environmentNews/idUSTRE4AK7HL20081121