quarta-feira, 11 de março de 2009

A Galp chupa-chupa

O time lag beneficiou este ano, de forma muito substancial, os lucros da Galp Energia. Foram só 105 milhões de euros durante 2008. A sua aposta na responsabilidade social e ambiental, como é referenciada no primeiro link abaixo, é afinal uma fantochada, como o texto do segundo link claramente evidencia. O texto, de Domingos Amaral, que saiu hoje no Correio da Manhã, tem tantas pérolas, que apenas evidencio algumas:

-para eles era apenas uma forma esperta de ganhar mais dinheiro à custa do mexilhão. De cada vez que iam às bombas atestar, os portugueses pagavam sempre mais do que deviam.
-O preço do petróleo a descer a pique e nas bombas aquela teimosa resistência à descida, aquela sacanice tão típica de grande empresa que se está nas tintas para nós.
-O exemplo que a Galp deu ao País foi o de uma empresa insensível e predadora, que só se interessa em "maximizar o lucro"
-e não olhar para os consumidores apenas como malta a quem vamos chupar o dinheirinho o mais possível. Infelizmente, foi isso que fez a Galp. Chupou, chupou, chupou até mais não poder.

www.galpenergia.com/Galp+Energia/Portugues/a+Galp+Energia/Tecn_desenvolvi/Desenvolvi_Sustentavel/Desenvolvimento_Sustentavel.htm
www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=F3876421-5F73-4A82-9A25-BBD1E75AD45B&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093

domingo, 8 de março de 2009

Conferência Internacional de Alterações Climáticas

Começa hoje em Nova Iorque, e decorre até terça-feira, a Conferência Internacional de Alterações Climáticas, promovida pelo "The Heartland Institute". É a maior reunião de cépticos do Aquecimento Global, e vão debater o tema "Aquecimento Global: Alguma vez foi realmente uma crise?" Está prevista a presença de 800 cientistas, economistas, legisladores, activistas políticos e representantes dos media.

Entre os oradores encontram-se Vaclav Klaus, presidente da República Checa, o ex-astronauta Jack Schmitt (o último homem vivo a caminhar sobre a Lua), Stephen McIntyre e Anthony Watts (bloggers que arrasaram o Hockey Stick e as medições de temperaturas americanas), Roy Spencer, entre muitos outros. As qualificações dos apresentadores são surpreendentes, com muitos investigadores académicos, contando-se muitos doutorados entre os oradores.

Para mais pormenores, não há como ver o programa no link abaixo. Se fôr como no ano passado, mais tarde estarão disponíveis podcasts das intervenções.

www.heartland.org/events/NewYork09/newyork09.html

sábado, 7 de março de 2009

Salsando ao som de frio

O frio faz notícia em praticmente todos os países do mundo. Mas há alguns onde pensava que não havia notícias do Arrefecimento Global. Mas enganei-me; devem ser sinais dos tempos... Em Cuba, foi notícia a entrada no país da frente fria número 25 deste Inverno! Pelo teor da notícia abaixo, está-se mesmo a ver que eles também imploram pelo regresso do Aquecimento Global....

Com esta frente fria do passado fim de semana, o actual Inverno passa a ser um dos mais activos desde o Inverno de 1916-1917. Desde então, o pais foi apenas 14 vezes afectado por um número superior de frentes frias. As últimas vezes aconteceu em 1987-1988 e 1997-1998, com 26. No entanto, como estamos ainda no começo de Março, é de esperar estatisticamente mais umas cinco, ficando próximo do recorde de 35, em 1976-1977. Vale a pena recordar que o valor médio de frentes frias por Inverno é de cerca de 20.

Com temperaturas próximos de zero, os cubanos não dançam salsa. Tiritam de frio!

www.cuba.cu/noticia.php?actualidad&id=1427

sexta-feira, 6 de março de 2009

Aquecimento Global à espera

Os media começam lentamente a aperceber-se que a bota não bate com a perdigota. Agora foi o Discovery Channel a achar que, no meio de tanta neve este Inverno, o Aquecimento Global até pode ser desejável! Referenciando um estudo da Geophysical Research Letters, adianta a hipótese de o Aquecimento Global ficar à espera durante décadas!

Constata, e com razão, que as temperaturas não sobem desde 2001, apesar dos constantes aumentos dos gases de estufa. Como refere Kyle Swanson, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, "Isto é algo que não vemos desde 1950", acrescentando que "os eventos de arrefecimento desde então têm tido causas firmes, como erupções ou La Ninas de grande magnitude. Este arrefecimento actual não tem."

São cada vez mais aqueles que são capazes de fazer raciocínios simples, e não irem na onda da ilusão...

http://dsc.discovery.com/news/2009/03/02/global-warming-pause.html

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aventureiros à solta

Andam mais aventureiros à solta. Mais britânicos, que partindo do Canadá, procuram descobrir quão rapidamente está o gelo do Árctico a derreter. O explorador Pen Hadow lidera a equipa, que planeia realizar uma viagem de 1000Km. Deve estar terminada em Maio, e seguirei estes loucos assim como segui loucos falhados anteriormente...

Quatro dias após serem largados, já percorreram 16Km, mas já sofreram das agruras típicas do Árctico. 50 graus negativos, total escuridão durante quase todo o dia, com o equipamento a não funcionar. O combustível utilizado verte-se por toda a tenda, e parece que o elemento feminino tem que ter a bomba de combustível sempre junto ao corpo, para que o equipamento não congele. Qual mãe kanguru!

Leiam os posts deles para perceber como é provável que o Árctico fique sem gelo nos próximos tempos. Os mais recentes tem títulos sugestivos como "Brutal", "Cold", "Restless" e "Fractures".

http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/7917266.stm
www.catlinarcticsurvey.com

segunda-feira, 2 de março de 2009

O efeito Gore em Washington


Hoje é o dia da manifestação do "Capitol Climate Action", tornado célebre pelo Jim Hansen, que incentivou à participação neste acto de desobediência civil. Todavia, a manifestação foi antecedida do célebre efeito Gore. Este efeito determina que sempre que há uma manifestação a favor do Aquecimento Global, há uma reacção fria da Mãe Natureza. Ou dos Deuses. Ou de outra coisa qualquer.

A verdade é que este efeito manifestou-se outra vez hoje. Caiu o maior nevão deste Inverno em Washington, como pode ser observado no filme acima, do Washington Post. Especialmente de partir o coco a rir são os 15 segundos a seguir aos 40 segundos de filme, quando uma das participantes na manifestação de hoje, enuncia o significado do efeito Gore pelas suas próprias palavras. Mas este é apenas o exemplo mais recente do efeito Gore, sendo que existem muitos outros exemplos históricos, consultáveis no primeiro link abaixo.

http://en.wikipedia.org/wiki/Gore_Effect
www.capitolclimateaction.com

domingo, 1 de março de 2009

Nature aldrabada

Não é a primeira vez que aqui referimos como as revistas da especialidade são aldrabadas. A Nature é uma das predilectas, tantas são as aberações que publica. Na edição número 7228, de 22 de Janeiro, a capa da revista chamava a atenção para o aquecimento da Antárctida. A notícia propagou-se à velocidade da luz pelos media...

Como já é habitual nestes estudos, a análise da veracidade da publicação não foi efectuada. Os dados em que se baseia a publicação não foram disponibilizados, e coincidência, o autor retirou-se para a Antárctida... Felizmente, Steve McIntyre entrou mais uma vez em cena para desmascarar estes pseudo-cientistas da treta!

O que ele descobriu encontra-se naturalmente no seu blog Climate Audit. Todavia, para os comuns dos mortais, o resumo efectuado no blog do Anthony Watts é bem mais acessível. O que daí se depreende é confrangedor!

Steig et al utilizaram basicamente dados da península da Antárctida e plataforma de gelo de Ross, onde se sabe ter havido Aquecimento nas últimas décadas. A península é geograficamente isolada do Continente, menos de 5% da área total, mas isso não os impediu de utilizar 15 das estações situadas nessa península, que corresponderam a 35% dum total de 42 estações do estudo! Comparativamente, apenas 3 estações se situam no interior da Antárctida... Como se isso não fosse mau, usaram estações à mesma latitude da ponta mais a sul do continente sul-americano, estações essas que não cabem no mapa da capa da Nature!

O estudo prossegue com a tentativa de encaixar todos os dados anteriores a 1980 em três tendências. Isso equivale a representar a evolução das temperaturas depois de 1957 com apenas três cores. No estudo de correlação entre estações, verificaram-se correlações quase totais entre estações situadas a quase 4000Km de distância entre si, um enorme disparate. Depois da análise toda, Steig utiliza uma simples média das 63 séries temporais das estações meteorológicas AWS, esquecendo-se convenientemente que uma percentagem muito significativa delas estão aglomeradas na península e plataforma de gelo de Ross.

Para todos os leitores interessados na matéria, não há como recomendar a leitura do resumo, referenciado no segundo link abaixo.

www.nature.com/nature/journal/v457/n7228/abs/nature07669.html
http://wattsupwiththat.com/2009/02/28/steigs-antarctic-heartburn/