terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bosta de cavalo

Os ambientalistas radicais são isso mesmo: radicais. Não aceitam que as suas crenças sejam questionadas, e quem se mete com eles, leva! Neste caso, o alvo foi o Jeremy Clarkson, já aqui referido no passado.

Os ambientalistas não foram de modas, e invadiram a propriedade privada do apresentador televisivo de Top Gear. Neste caso, sete senhoras do "Climate Rush" despejaram seis sacos de bosta de cavalo na entrada da sua propriedade. Aparentemente, o apresentador é o responsável por toda a mer** que por aí há, isto na versão das próprias ambientalistas: "This is what you're landing us in"

É óbvio que os ambientalistas não gostam do Jeremy. Já escreveu no Sun: "What's wrong with global warming? We might lose Holland but there are other places to go on holiday,". Já catalogou os ramblers britânicos de "urban communists", e ciclistas como "Lycra Nazis". Não gosta de tubarões brancos, que deveriam ser comidos até à sua extinção, e fica excitado com a possibilidade de Birmingham ser coberto por um glaciar... Mas não há dúvidas que os seus programas são do mais divertido que há, nomeadamente a sequência gravada em Lisboa!

www.guardian.co.uk/environment/2009/sep/17/jeremy-clarkson-horse-manure-protest

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Modelos errados

Se alguma dúvida havia sobre a correcção dos modelos climáticos que por aí andam, a evolução do gelo no Árctico, neste ano de 2009, não deixa margens para duvidar da estupidez de tais modelos. Com base em dados de Julho, há menos de dois meses, 13 investigadores estimaram qual seria a extensão mínima do gelo Árctico em Setembro. Os métodos utilizados foram diversos, desde os referidos modelos, até métodos perfeitamente heurísticos.

Resumindo, a extensão mínima do gelo do Árctico foi este ano de cerca de 5.1 milhões de Km2. Nenhuma das previsões atingiu sequer este valor! Como se pode ver pela imagem resumida ao lado, os modelos foram os que se portaram de uma forma genérica pior, embora dois deles se tenham aproximado do valor final.

Num dia em que os valores de extensão de gelo já superaram os de 2005, temos todos que seriamente equacionar a fiabilidade dos estudos destes cientistas da treta. Não acertam uma!

www.arcus.org/search/seaiceoutlook/2009_outlook/august_report/downloads/pdf/panarctic/august_2009_sea-ice-outlook_full-report.pdf

sábado, 19 de setembro de 2009

A próxima bolha, que nunca o foi

As bolsas mundiais voltaram às subidas nos últimos meses, pois existe uma necessidade de maquilhar a verdadeira realidade actual. Para que as bolsas subam, é necessário um impulso da Economia, ou de algo que crie expectativas tais que, desencadeie vontade nas pessoas comuns de comprarem uma parte das empresas, que estão dispersas em Bolsa. Assim foi, por exemplo, no final da década de 90, com a emergência da Internet. Obviamente, a coisa subiu de tal forma excessiva, que estoirou, o que em Bolsa se costuma designar pelo rebentar da bolha...

Nos últimos tempos, foi criada a ideia de que as tecnologias verdes representavam essa expectativa. Como de costume, alguns apareceram a endrominar os restantes. Notavelmente, Al Gore, que já havia feito um papel egoísta por alturas da Internet, invocando inclusivamente a sua invenção... Em Portugal, como noutros países, aconteceram inclusivamente OPVs, como foi o caso da nossa EDP Renováveis.

Apesar de os investidores em EDP Renováveis estarem a um passo de poderem recuperar o seu investimento, ainde existe a ideia de que isto irá muito mais além. Mas os sinais da aldrabice há muito que existem. O que começa a existir agora é a percepção mais genérica entre o público de que andaram a ser enganados. Como se pode ver pelo artigo publicado na VER, no primeiro link abaixo, até os próprios jornalistas e opinion-makers estão finalmente a interiorizar a coisa...

No entanto, para os que seguem os mercados, há muito que a bolha começou a estoirar... Mas esta foi uma semana muito especial, com os inspectores das Nações Unidas a suspenderem o maior auditor dos projectos de energia limpa, questionando assim a legitimidade do mercado de carbono, avaliado em pelo menos 100 biliões de dólares.

Neste contexto, é interessante olhar para o valor dos CFIs (Carbon Financial Instruments) da CCX (Chicago Climate Exchange). Valiam mais de 7 dólares em 2008, mas daí para cá tem sido uma desgraça, conforme pode ser visto na imagem acima. Estavam a 25 cêntimos há uma semana, mas daí para cá cairam mais 20%, estando nos 20 cêntimos. É quase a estratégia 20-20-20, mas mais estilo tragédia...

www.ver.pt/conteudos/ver_mais_Actualidade.aspx?docID=877
http://wattsupwiththat.com/2009/09/19/carbon-offsets-lose-20-of-their-value-in-the-last-week-at-ccx/

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Energias renováveis simplexicadas




É preciso muita paciência para aturar políticos em campanha. Em Portugal, estas eleições legislativas acrescentam um conjunto de opinion-makers, com uma forte presença na Internet. Tal evidência foi muito bem apanhada pelo Henrique Santos no seu blog ambio, o qual tem toda a razão quando diz que felizmente as barbaridades à volta das questões do Ambiente tem sido poucas, porque infelizmente o debate tem sido pouco.

Os rosinhas do blog Simplex, com certamente uma passagem pelas Novas Oportunidades, e uma lavagem ao cérebro nas Novas Fronteiras, vieram defender aquilo que é supostamente uma das bandeiras do Governo: a política energética! E apresentam logo a abrir um gráfico, reproduzido em cima à esquerda, com uma subida notável em 2006, do peso da produção de energias renováveis na produção de electricidade. Para eles, esse é um claro sinal da validade desta Política.

Logo aí coloquei um comentário na posta, quando ainda não tinha comentário nenhum. Obviamente, foi censurado! Felizmente, outros voltaram à carga, e com a intervenção do Henrique, resolvi voltar também. Sabia que os números eram falsos, porque já aqui haviam sido abordados no início de Agosto, na sequência de uma notícia do Expresso.

Na sequência de uma investigação da Internet, foi possível recolher dados claros do site da DGEG (Direcção Geral de Energia e Geologia), referenciados no link abaixo. Os dados são igualmente do peso da produção de energias renováveis na produção de electricidade, mas só que são os reais, e observáveis no gráfico da direita acima... Os do Simplex, e os do Governo, são dados normalizados, tratados à luz da Directiva 2001/77/CE. Em 2008, o Governo diz 43.3%, mas o valor correcto é 27.8%. Também assim se percebe que, por exemplo, apesar de ter havido uma redução da produção de energias renováveis em mais de 11 pontos percentuais entre 2003 e 2004, nas estatísticas oficiais tenha havido uma subida de 34.6% para 35.3%...

www.dgge.pt/wwwbase/wwwinclude/ficheiro.aspx?tipo=1&id=3982

Nem tudo vai bem no reino da Dinamarca

A energia eólica tem muitas histórias engraçadas para contar. Em Portugal já se descascou alguma coisa, mas há ainda muito para descascar. Aqui ao lado em Espanha, a coisa já foi descascada. Curiosamente, a Dinamarca é outro reino eólico que vai nu... Coitado do Obama, que tem andado a dar estes dois países como exemplo: pode ser que ele agora se vire para Portugal...

Mas o que é que vai mal para aqueles lados do reino da Dinamarca? Quase tudo... Quando Copenhaga se potencia como um dos maiores fiascos da História Moderna, sai um estudo em que, literalmente, o castelo de cartas se desmorona completamente.

Para começar, o preço da electricidade doméstica é, de longe, o mais caro da Europa. Pior, o preço elevado que os consumidores domésticos dinamarqueses pagam serve para subsidiar o preço dos consumidores dos países vizinhos (Noruega, Suécia e Alemanha). Curiosamente, pagam 2.5 vezes o preço da electricidade que paga a indústria... Nos últimos anos, cerca de 916 milhões de euros foram assim extraídos dos bolsos das famílias do país. Esse subsídio foi exportado, sem que tivesse havida uma redução significativa no consumo de combustíveis fósseis e emissões de CO2.

É verdade que isso contribuiu para incrementar o negócio do vento na Dinamarca. Todavia, isso também foi feito à custa do contribuinte, com subsíduos anuais entre os 1.7 e 2.6 biliões de coroas dinamarquesas. O subsídio por posto de trabalho foi de 600.000 a 900.00 coroas dinamarquesas por ano, o que constitui entre 175% a 250% do salário de um trabalhador da indústria dinamarquesa!

Curiosamente, as partes este e oeste da Dinamarca não estão interconectadas em termos eléctricos, o que só se espera que aconteça em 2010. Supostamente, o país produz 19% da sua energia a partir das suas 5500 eólicas (uma por cada 1000 habitantes!). Mas também isso é falacioso... Em 2006 apenas 5% da energia foi produzida a partir das eólicas, com uma média de 9.7% nos últimos cinco anos. O que a Dinamarca tem é boas ligações aos seus vizinhos. Quando há muito vento, a Dinamarca exporta energia, porque não a consegue consumir. Mas quando essa energia é exportada, normalmente no Inverno, os seus vizinhos estão cheios de energia, sobretudo das barragens. E portanto pagam uma ninharia para enfiar a água de novo para cima nas barragens. Quando o vento não sopra, os dinamarqueses têm que importar energia, e aí pagam-na por várias vezes mais...

Resumindo, tentem ler o estudo no link abaixo. É assustador como eles estão a ficar cada vez mais pobres. Bem feita!

www.windaction.org/?module=uploads&func=download&fileId=1889

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Gelo do Árctico atinge mínimos de 2009


Chegou o momento do ano que todos os ambientalistas da treta anseiam. Aquele em que os níveis de extensão do gelo do Árctico atingem o seu mínimo. Mas o que é que está a acontecer este ano, em ano de reunião de todos esses tretas em Copenhaga? O desastre!

A extensão de gelo mínima deste ano é 500.000Km2 superior à do ano anterior! E quase 1.000.000Km2 superior à que se observara em 2007. O escândalo é tão grande, porque Ban Ki-Moon esteve lá há uns dias, e foi aldrabado pelos cientistas, que não lhe contaram onde o gelo estava há um ano!

O escândalo é maior ainda, porque os 500.000Km2 a mais de gelo este ano são mais de 35 vezes a dimensão da plataforma de Wilkins, na Antárctida, que se despreendeu este ano com grande alarido! O gelo a mais é da dimensão de Espanha, e representa um aumento de 23% relativamente ao valor de há dois anos atrás! A crescer a esta velocidade, todo o Atlântico norte estará coberto de gelo pelo ano 2030...

http://ocean.dmi.dk/arctic/icecover.uk.php
http://arctic-roos.org/observations/satellite-data/sea-ice/ice-area-and-extent-in-arctic
http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/

http://www.ijis.iarc.uaf.edu/en/home/seaice_extent.htm

Bebedeiras e Aquecimento Global

O disparate não tem limites! O climatologista Martin Mozny, do Instituto Hidrometeorológico da República Checa, referencia num artigo recente, que a qualidade da cerveja está em causa, por causa do Aquecimento Global!

Segundo Mozny, que não tem cara de bons amigos (pode ser que seja da pinga), a qualidade do lúpulo de Saaz, uma variedade que permite a produção da cerveja pilsner, tem diminuído em anos recentes, graças ao Aquecimento Global... Segundo ele, a concentração de ácidos alfa, responsável pela qualidade da pilsner, tem vindo a diminuir 0.06%/ano, desde 1954, o que conjugado com o registo das produções anuais, e do registo das temperaturas, dá o culpado referido...

www.newscientist.com/article/mg20327253.400-climate-change-depresses-beer-drinkers.html