terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pedintes gananciosos

O Bangladesh é um país que tem vindo a ganhar terreno ao mar, ao contrário das previsões dos alarmistas... Recentemente, apesar disto, tinha apresentado para Copenhaga uma factura de 5 mil milhões de dólares.

Agora, o ministro do Ambiente do Bangladesh, Hasan Mahmud, dobrou a parada. Agora já são 10 mil milhões de dólares, a ser pagos pelos países desenvolvidos, a título de compensação. E para que querem eles o Euromilhões climático: para dragar rios, construir diques, estradas e abrigos, e para plantar árvores ao longo da costa!!!

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1410198

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fim do Mundo

Há por aí um filme a anunciar o fim do mundo. Por isso, inicio aqui uma série de previsões da treta, efectuadas por algumas personagens supostamente importantes. E não podia deixar de começar pelo Príncipe Carlos, que anunciou há exactamente 18 meses que vinham aí uma série de desastres naturais, se não salvássemos as florestas tropicais. Estas, coitadas, continuaram a ser dizimadas, e? Vejamos as suas previsões:

Segundo as contas dele, ou acaba agora, ou em Julho de 2017... Mas não em 2012!

domingo, 15 de novembro de 2009

Batota com CO2

Os políticos actuais são especialistas na arte de batotar. São múltiplos os exemplos em que os números e as estatísticas são manipulados para dar a entender que tudo vai bem no Reino. Agora, Portugal teve a ideia peregrina de descontar o CO2 emitido pelos fogos florestais, que como já vimos é responsável por uma larga percentagem das emissões de CO2.

É claro que não são todos os fogos que se procuram isentar, mas apenas aqueles que são catastróficos. Ou seja, os que mais CO2 emitiram no processo! Para Nuno Lacasta, coordenador da Comissão para as Alterações Climáticas, "Trata-se de eventos extremos, que não podem ser atribuídos às actividades humanas". É claro que esta frase encerra uma falácia imediata, na medida em que a maioria dos fogos florestais, em Portugal, são de origem criminosa, e logicamente humana...

Ou seja, em vez de se procurar resolver o problema dos fogos florestais, e efectivamente diminuir uma das maiores parcelas de emissões de CO2, fazem-se contas de enganar. Isto demonstra claramente como toda esta discussão das emissões está inquinada, e tenho a certeza que Portugal não foi precursor nesta estratégia!

www.publico.clix.pt/Sociedade/portugal-quer-descontar-co2-de-fogos-florestais-catastroficos_1409615

sábado, 14 de novembro de 2009

Ainda os glaciares

Depois da notícia de que a diminuição dos glaciares dos Himalaias não é nada de extraordinário, um coro de vozes alarmistas se levantou, sobretudo na tentativa de descredibilizar ou mascarar o problema que este estudo criou.

O que estes alarmistas se esquecem de dizer é que estamos a assistir à diminuição dos glaciares, que aumentaram significativamente na Pequena Idade do Gelo, verificada há apenas uns séculos. Nos Alpes, em Fiesch e Fieschertal, as populações prometeram, em 1678 a Deus, levarem uma vida virtuosa, em troca de serem poupados do avanço do Aletsch, o maior glaciar dos Alpes. A prece foi enviada ao Papa, e desde 1862 efectuam uma procissão de cinco horas, a 31 de Julho. A isto chama-se um remédio Santo, não previsto na Religião do Aquecimento Global.

Mas estes episódios comoventes são apenas uma face da História. A análise dos glaciares sempre mostrou avanços e recuos ao longo da História. Os estudos detalhados de cientistas determinam que nos últimos milénios, vários foram os momentos em que os glaciares tinham recuado até onde hoje estão, ou até mais, conforme se pode ver na segunda imagem acima. Como se sabe, não era o CO2 que comandava o clima nesses períodos...

O último link abaixo, donde foi retirada a segunda imagem, é um exemplo de um artigo peer-reviewed, abundantemente citado, onde se reforça que a variabilidade natural do clima continua e continuará a existir, tal como no passado!

www.swissinfo.ch/por/capa/O_papa_pode_salvar_a_maior_geleira_dos_Alpes.html?siteSect=108&sid=11065792&cKey=1250026817000&ty=st
www.giub.unibe.ch/klimet/docs/climdyn_2005_Holzhauser_et_al.pdf

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os icebergs da Helena Geraldes

A classe dos jornalistas ambientais está cada vez mais estúpida. Prova é o artigo de Helena Geraldes, no Público de hoje. Esta Helena, que pelo menos não é loira, mas tem mestrado e tudo, está muito admirada com a notícia de que cientistas observaram icebergues brutais a caminho da Antárctida para a Nova Zelândia.

A notícia, que teve a cobertura de mais alguns estúpidos jornalistas ambientais, deve desaparecer rapidamente do radar, quando perceberem que este é o tipo de notícias que afunda o Aquecimento Global. Vejam primeiro alguns realces da notícia:
  • Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.
  • Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual.".
  • O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta.

Mas, se isto não fosse suficiente, a nossa Lena complementa:

Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro.

Alguém me envia por favor o email desta pseudo-jornalista, para eu lhe dar uma novidade em primeira mão: ele há icebergues enormes a caminho da Nova Zelândia, porque nunca como agora houve tanto gelo nos mares da Antárctida!

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409759

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Miragens verdes do deserto

Há quase dois anos, referia-me a uma ideia de criar uma "muralha verde" à volta do deserto do Sara. Prometeram-se barragens, plantação de árvores e múltiplos oásis... Já na altura previa a utopia da proposta. Dois anos, e certamente muitos milhões depois, já foram plantados 10 km dessa muralha, dos 7000 km previstos inicialmente. A esta velocidade, a coisa estará terminada lá para 3400 dC...

Ora, esta é a obra feita inacabada, que África pretende levar a Copenhaga. Para continuar a extorquir dinheiro aos outros! O projecto da Grande Muralha Verde será apresentado pelo presidente do Senegal, Abdulaye Wade, mas este esquece-se de mencionar que enquanto plantaram 10 km de floresta em dois anos, desaparecem 2 milhões de hectares (20.000 km2) apenas num ano!

Mas estas miragens da treta vão sendo alavancadas por mentes avariadas. Os media estão dando atenção a um artigo de há uns meses que Leonard Ornstein, um biólogo de uma faculdade de Medicina de Nova Iorque, juntamente com uns climatólogos da NASA, publicaram no "Journal of Climatic Change". Aí sugerem a plantação de eucaliptos nos desertos à face da Terra, nomeadamente no deserto do Saara. Para isso, criar-se-iam centrais de dessalinização de água do mar, com uma rede de canais obviamente muito maior que a do nosso Alqueva, e que permitiriam sugar literalmente o dióxido de carbono da atmosfera. Tudo por uns meros triliões de dólares...

Os leitores assíduos do blog sabem que eu até gosto muito dos eucaliptos. Mas, francamente! Nem sei por onde começar a desmontar isto... Já sei: mandem, por favor, estes cientistas da treta para um oásis primeiro! E não os deixem sair de lá...

www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g8H05Dc6aZK-FOqLToaNO198aleQ
www.guardian.co.uk/technology/2009/nov/04/forests-desert-answer-climate-change
www.springerlink.com/content/55436u2122u77525/fulltext.pdf

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cegonha brasileira

Nós aqui há uns anos tivemos uma cegonha, que fez das suas para os lados de Rio Maior. Os brasileiros tiveram ontem o seu (mais do mesmo) blecaute. E é ver os políticos a correr a tentar explicar o que não percebem! Alguns extractos de apenas algumas notícias brasileiras são perfeitamente elucidativas:

Nunca antes na história deste país houve um apagão tão, assim, convincente, não é? Lula chama para si a responsabilidade por tanta coisa positiva que nada teve ou tem a ver com ele, que talvez seja chegada a hora de responsabilizá-lo pelas coisas ruins também. (...) É claro que eu não sei o que aconteceu. Mas o Edison Lobão também não sabe. Só que ele é ministro das Minas e Energia, e eu não sou. Quando nomeado, afirmei que ele não sabia a diferença entre uma tomada e um focinho de porco.

A versão de que o mau tempo teria causado o problema havia sido desmentida pelo governo durante o dia. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que não foi essa a causa do blecaute. O secretário-executivo do ministério, Márcio Zimmermann, disse que "condições meteorológicas adversas" provocaram a queda de transmissão em três linhas de distribuição de Furnas. No entanto, Paulo Bernardo contou que conversou com o presidente da Itaipu, Jorge Samek, que lhe informou que a interrupção de energia foi causada por problemas em duas das cinco linhas de transmissão. "Eles pensaram que tinha sido o temporal que tinha derrubado linhas de transmissão, mas não foi. Se a linha estivesse danificada, não teria voltado às cinco da manhã", disse o ministro.

O que se seguiu? Acidentes, semáforos desligados, assaltos e falta de informação deixaram São Paulo mergulhada no caos desde as 22h15, quando a cidade ficou às escuras. O transporte público e o trânsito pararam.

Já agora, O Globo relata alguns dos apagões épicos, mas falta lá a nossa cegonha: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/11/11/eua-canada-italia-argentina-ja-registraram-longos-apagoes-914704474.asp

Preparem-se para um futuro assim, mas não por causa do Aquecimento Global...