sábado, 9 de janeiro de 2010

Telemóvel a Coca Cola

O desejo de corresponder à insanidade mental dos ecologistas, leva as marcas a fazer de tudo para arranjar produtos "verdes". Agora foi a Nokia, que substituiu a bateria de um dos modelos de telemóvel, por ... Coca Cola!? O design é de Daizi Zheng, que como todos nós, sabe que as baterias são caras, consomem recursos escassos, são um problema no fim de vida, ou seja um grande problema para o ambiente. As suas bio baterias, essas são supostamente amigas do ambiente, ao gerarem electricidade a partir de hidratos de carbono (actualmente acúcares), utilizando enzimas como catalizador.

A utilização de Coca Cola no processo é um achado para aqueles que constatam as suas particularidades. Mas advogar que esta é uma solução verde não me parece correcto. Seria mais uma solução vermelha. Talvez Zheng não tenha contabilizado os custos ambientais de produzir a tão consumida bebida. Ou então, o que é que acontecerá ao dióxido de carbono, da Coca, no processo? Já agora, uma Coca Cola Light também funcionará? E depois, a garrafa deita-se no pilhão ou no vidrão???

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Import/Export de energia

No início da semana tinha dado uma vista de olhos à forma como se trabalha para aquecer em Portugal. Mas havia qualquer coisa mais que parecia não bater certo. Por isso fiz mais gráficos, para os primeiros seis dias deste ano, e eles estão na tabela abaixo. O que se observa é surpreendente, mesmo para um leigo como eu:
  • Na primeira coluna está o Diagrama de Carga da RNT (Rede Nacional de Transporte), dadas pela REN, nesta página. Reparem como a carga prevista pela REN é quase sempre superior à carga verificada!
  • Na segunda coluna estão os consumos efectivos e o mix de produção do SEN (Sistema Eléctrico Nacional), obtidos nesta página. Reparem na diferença entre a RNT e o SEN.
  • Na terceira coluna está a evolução da inportação/exportação de energia, dadas através da mesma página do SEN.
  • Na quarta coluna, está o preço do mercado diário de energia, dado nesta página. Reparem que quando o preço é baixo, ou nulo, Portugal tende a exportar, e quando é elevado, importamos...
Muitas perguntas brotam destes gráficos! Produz-se energia para deitar fora? Ou pagamos a alguém para consumir? Se sim, porque estamos a poupar nós? Ou então, porque se prevê consumir sistematicamente mais do que aquilo que consumimos, enquanto os espanhóis aqui ao lado não o fazem? Porque temos as albufeiras a produzir quando não são necessárias, sabendo que ainda não estão cheias? Porque se queima fuel quando estamos a exportar energia?

É melhor ficar-me por aqui, e esperar que a paranóia passe... Espero que seja apenas má gestão!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Igreja do Aquecimento Global

James Follett é um analista de negócio, dizendo-se empregado numa empresa de energias renováveis. Tem também jeito para o design... Mas isso é apenas a introdução para alguém que produziu um magnífico vídeo, e que merece ser divulgado! Só vi, para já, os primeiros 10 minutos, mas adorei (especialmente a música, dos Hell City Glamours)!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ciclista ressuscitada

O Reino Unido, um dos países, que por via do seu Governo autista, mais tem insistido na tecla do Aquecimento Global, teve uma visitinha da Mãe Natureza. Até o alarmista Guardian tenta encontrar palavras suaves, mas não há como esconder a triste realidade das escolas fechadas, aeroportos fechados, comboios praticamente bloqueados, carros atolados, e até o Metro com atrasos...

Mas os eco-xiitas lá do sítio tem sempre sugestões inovadoras para ultrapassar a neve, como ir de bicicleta para o emprego! Infelizmente, estas sugestões estupidificantes levam a problemas sérios, como o de Sarah Archdale, que utilizou essa estratégia, e ia morrendo. Despistou-se e ficou enterrada na neve, na estrada, e foi sendo coberta por ela... Valeu-lhe o facto do condutor Colin Dodds ter visualizado o farol da sua bicicleta, e tendo-a encontrado inconsciente, sem respirar, lhe devolver a vida, com ajuda de outro condutor!

Felizmente, ainda há finais felizes para sugestões estupidificantes...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Aquecimento Cultural

Quando tudo de maluco parecia já ter acontecido, há uma história ainda pior. No Reino Unido, a utilização de carvão é quase um pecado, pelo CO2 que liberta. Um saco de 20 quilos de carvão para aquecimento custa cerca de 5 libras, mas é supostamente necessário para aqueles lados, onde se esperam temperaturas fortemente negativas nos próximos dias.

Mas os pensionistas, aqueles que são mais afectados por estas políticas verdes loucas, que também varrem o reino de Sua Majestade, são dos poucos que ainda sabem fazer contas. E então descobriram que é muito mais barato queimar livros. É que um livro de 500 gramas, numa loja de caridade pode custar apenas 5p, ou seja 100 vezes menos que os 20 quilos de carvão, mas apenas 1/40 do peso do carvão comparável!

O aquecimento mais desejado é o das enciclopédias, pois são os livros que têm mais volume. As lojas livram-se dos stocks, e os pensionistas arranjam uma forma mais económica de se aquecerem! É que desde Janeiro de 2008, o gás subiu 40% e a electricidade 20%, enquanto o custo da cultura baixou...

A triste história de Peter Spencer

Já aqui nos referimos ao absurdo do que acontece na Austrália, a coberto de uma política comuna verde. Agora surge mais um exemplo, que está a ter finalmente uma grande cobertura na Austrália, mas que ainda é desconhecido no resto do planeta.

Peter Spencer é um agricultor australiano, que detém uma propriedade de 5385 hectares, que foi declarada um sumidouro de carbono. Em função disso, e doutros muitos casos semelhantes, a Austrália beneficia directamente em muitos biliões de dólares, no âmbito do protocolo de Kyoto.

Mas para Peter Spencer, nem sequer indeminização há! Nem sequer pode agora cultivar as suas terras... Por isso, entrou há 44 dias numa greve de fome, para chamar a atenção para este problema. Entrincheirou-se numa tenda, a meio de um torre de monitorização de vento, e já tem uma legião de seguidores.

A notícia está finalmente a chegar aos medias australianos, e esperemos que rapidamente a todo o Mundo! Ele exige uma explicação do primeiro ministro australiano, Kevin Rudd, que politicamente, se diz próximo dos pequeninos!

Espalhem a notícia, antes que sejamos todos nacionalizados (planetizados?) e comunizados a nível global!

Actualização: Resumo mais actualizado aqui.

Saldos de lâmpadas economizadoras

A lógica ecológica é muitas vezes perversa. A empresa energética alemã Npower, enviou 12 milhões de lâmpadas economizadoras, não solicitadas, para famílias do Reino Unido. Podem pensar que o objectivo é poupar-se energia, mas desenganem-se: a maioria nem chegará ao seu destino. Mas o objectivo último foi poupar uma multa estimada de 40 milhões de libras!

A prenda idiota de Natal surge como forma de cumprir as obrigações legais de corte de emissões de CO2. A Npower é a última a abusar deste truque, sendo que um estudo de Julho havia revelado que cerca de 200 milhões de lâmpadas economizadoras haviam sido enviadas ao abrigo do esquema CERT (Carbon Emissions Reduction Target).

Até o partido Verde lá do sítio criticou o envio. Lendo o seu comunicado, não se percebe muito bem porquê, até porque são estes idiotas dos poucos que defendem acerrimamente estas lâmpadas! Mais um monumental barrete...