sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Alarmistas congelados


Alguém tem reparado nos alarmistas, ultimamente? Será que estão em hibernação? Se forem como o Punxsutawney Phil, voltaram para as respectivas tocas, para mais 6 semanas de sono. Entretanto, o resto do Planeta vai-se aquecendo com o gozo de malhar na teoria do Aquecimento Global. São os cartunistas, os cantores, e muitos mais.

Por isso, vale a pena ler este artigo de opinião, num jornal australiano. Alguns excerptos, para abrir o apetite:

But now, even the most aggressive alarmists have gone quiet or softened their rhetoric and people who sat on the fence have morphed into wise owls.

But, when even the British left-leaning, warmist-friendly Guardian newspaper has begun to investigate the fraud involved in "sexing up" climate change science, it's clear the collapse of the Intergovernmental Panel on Climate Change's credibility and the holes in the case for catastrophic man-made climate change can no longer be ignored.

Australia's Chief Scientist, Professor Penny Sackett, who just three months ago was telling us that we had only five years to stop catastrophic global warming, is similarly less gung-ho these days.

Funny, proponents of the theory of catastrophic man-made climate change never expressed concern about the "confusion", aka politicisation of science, when it was running their way.

Blows to the climate alarm case keep coming, from fraudulent claims about melting glaciers, increased hurricanes and drought, dying Amazon rainforest, disappearing polar bears and the flooding of half of Holland.

Because it was in a good cause it was somehow OK for the United Nations' lead climate change body to slant science, cherry-pick data, and base claims on such flimsy references as Greenpeace and WWF propaganda, a student's master's thesis and anecdotes in Climber magazine.

This sort of ''noble cause'' corruption appears to have permeated climate change science, and set back the legitimate cause of fighting pollution. The dishonesty will have only ensured a generation of people will no longer trust environmental warnings.

Entretanto, aproveitemos mais um fim de semana e um Carnaval congelado aqui para os nossos lados...

Novas regras para o IPCC


O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, não tem saída. Já está tão envolto em contradições, que já não se sabe se o que diz é a sério ou não, como é o exemplo do vídeo acima, bem provocado pela jornalista Sandra León . Depois de ter dito que o IPCC não ía buscar conclusões aos jornais, agora é o vale tudo, desde que seja autêntico... Vejam as imagens, com a transcrição abaixo, retirada do EU Referendum:

Well. There are no errors. There is one error which we have acknowledged which was in respect of melting of the Himalayan glaciers.

Let me emphasise that the others are not errors and it is perfectly valid to use non-peer reviewed literature provided we look at the source of information that is contained in that non peer-reviewed literature and make sure that it's authentic.

You must realise that there are some parts of the world where you really don't have published research material. And therefore it's been the practice of the IPCC to use non peer-reviewed literature. With, of course, a lot of caveats and careful authentication of the source of that information.

And, what you're pointing out is really not correct. We have investigated these so-called errors. They're not errors and we are absolutely certain that what we have said over that can be substantiated on the basis of scientific information.

Except for the case that I mentioned, the Himalayan glaciers where it was said the glaciers would melt, would vanish by 2035 and that error we have acknowledged and have put a note on the IPCC website which I would request you to look at carefully.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma casa branca para o Al Gore


Muitos leitores têm-me feito chegar notícias sobre a dimensão da tempestade de neve que nos últimos dias tem afectado a costa leste dos Estados Unidos. A coisa está tão branca que foram batidos recordes históricos da maior queda de neve num Inverno, na região de Baltimore-Washington, e que remontavam a 1898-99. Até o Obama está impressionado, e chamou a esta tempesatade um Snowmageddon...

Mas a parte que achei mais interessante foi o cancelamento de sessões no Senado envolvendo os impactos do Aquecimento Global! O gozo é geral, e anoto aqui as provocações mais interessantes:

Jim DeMint: It's going to keep snowing in DC until Al Gore cries "uncle"
Mitch McConnell: Where’s Al Gore when we need him?

Mas Al Gore tem razões para estar contente. Tem uma casa nova. Cortesia dos netinhos do Jim Inhofe!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Concorrência acelerada

O presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Manuel Sebastião, esteve ontem novamente na Assembleia da República, para reafirmar que não existem indícios de cartel nos combustíveis. Manuel Sebastião fez uma apresentação, sendo que uma das principais linhas de argumentação foi a de que os painéis de combustível ao longo das auto-estradas veio pressionar a concorrência, para além de contribuir para que os consumidores estejam mais bem informados.

Não rezam as crónicas que os deputados tenham questionado as suas conclusões... Aliás, em bom abono de verdade, tenho-os em menor consideração que a Autoridade da Concorrência. Já havíamos aqui referenciado no passado que os painéis não levaram a lado nenhum. Por isso interessa esmiuçar novamente esta infeliz argumentação.

A forma mais fácil é começar no comparador de preços online da DGEG. Selecciona-se o tipo de combustível, neste caso gasóleo, para comparar directamente com os slides do Sebastião, seleccionando igualmente como tipo de posto a auto-estrada. O resultado de hoje está na imagem ao lado, devendo clicá-la para observar o detalhe. Note-se que nesta data os preços não diziam apenas respeito ao dia de hoje.

Depois, é só comparar com os slides do Sebastião. No slide 121, há uma diferença substancial nos preços de gasóleo praticados ao longo das auto-estradas portuguesas, referenciado no mínimo em 5.5 cêntimos entre 25 e 29 de Janeiro. A escolha do gasóleo não é despropositada, como se verá de seguida, sendo que se se estudasse a gasolina, os resultados não seriam tão evidentes...

Nos dados recolhidos hoje, a diferença é realmente de 5.5 cêntimos, mas se excluirmos os postos da A25 (Vilar Formoso, Mangualde e Viseu, porque será?), então a diferença é de apenas 3.5 cêntimos! A A25 é muito importante neste contexto porque é por onde circulam mais camiões para Espanha/Europa. Com depósitos brutais, os camiões (e mesmo os particulares) sabem que podem atestar do outro lado da fronteira, pelo que deste lado os postos têm que fazer um esforço para não ficarem sem clientes. Aliás, isso é igualmente visível fora das auto-estradas. .

Depois há o argumento no slide 134, em que se diz que "uma amostra significativa não pode ser substituída pela simples observação de imagens instantâneas dos painéis que vou vendo quando me desloco numa autoestrada". Devia dizer que é proibido parar para tirar uma foto e partilhá-las depois na Internet! Mas para isso serve o site da DGEG. Para ver esses dados quase em tempo real e provar que as estatísticas da AdC são insuficientes!

Mas vamos a factos. Vejamos os postos da A1:
  • GALP AVEIRAS: 1.124€
  • BP SANTARÉM: 1.124€
  • REPSOL LEIRIA: 1.124€
  • GALP POMBAL: 1.124€
  • BP MEALHADA: 1.124€
  • REPSOL ANTUÃ: 1.099€

Não há dúvidas que todos os postos, com a notável excepção da estação de Antuã, têm o mesmo preço. A Antuã voltaremos. E se observarem a imagem ao lado com atenção, vão ver que o preço apresentado para estas estações da A1 são as mais elevadas em todas as auto-estradas do país. Como justificará a AdC que na principal auto-estrada do país se pratiquem os preços mais elevados? Será regido pela oferta/procura?

Portanto, a AdC primeiro disse que os paineis serviriam para aumentar a concorrência. Agora justifica os preços iguais nos painéis com a seguinte tirada:

A recomendação da AdC tem por base a conclusão de que informar atempadamente e de maneira prática os consumidores sobre os preços praticados em cada momento pelos diversos operadores num mercado relevante aumenta a transparência e reforça a concorrência nesse mercado em benefício dos consumidores.

Se algum deputado ler esta análise, é melhor começar a pensar em chamar novamente o Sebastião...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O El Nino Chavez

Hugo Chavez é sempre alvo das atenções, pelas piores razões. Agora declarou o estado de emergência no sector eléctrico, depois de há duas semanas ter tomado outras medidas ambientalistas.

Hugo Chavez queixa-se do El Nino, que terá causado menos chuva para aqueles lados, e que ele considera que seja um produto das alterações climáticas que estão a atingir o planeta. No processo demitiu o Ministro da Energia e anda agora num frenesim para comprar geradores eléctricos! E o seu ministro do petróleo é que sabe: depois de uma ronda pela Rússia, China e Japão, Rafael Ramirez regressou ao país para anunciar que uma empresa chinesa vai construir novas centrais, num total de 2.7 GW. Mas não são de carvão, porque Chavez não tem; antes, serão alimentadas a diesel, gás natural e fuel!!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dinheiro sujo

Os alarmistas costumam respoder aos argumentos dos cépticos com a tirada baixa de que estes são financiados pelas empresas petrolíferas. O projecto ExxonSecrets da Greenpeace é, aliás, um bom exemplo dos ataques, sem ciência à mistura...

A maioria dos cépticos aliás, como eu, nunca viram financiamento seja de quem fosse. Acreditamos que a verdade não é muitas vezes a transmitida pelos supostos cientistas, quanto mais políticos, e eu não preciso de ser pago para dizer isso!

Agora veio a lume mais um escândalo do Rajendra Pachauri. O maior patrocinador da TERI é afinal a BP India. Para além de providenciar 6 milhões de libras, pagou o jantar e as bebidas de um evento publicitando a obra pornográfica de Pachauri. A BP até acha legítimo o patrocínio do jantar, até porque a associação com Pachauri é longa!

Mas a BP é apenas mais conhecida dos ocidentais. O livro "Return to Almora" foi lançado em Mumbai por Mukesh Ambani, que é apenas o homem mais rico da Índia, patrão da Reliance Industries, um conglomerado de petróleo e gás. As relações aqui também são muito interessantes, com a TERI a atribuir prémios de volta...

Da próxima vez que ouvirem falar que a indústria petrolífera anda a financiar os cépticos, lembrem-se de Rajendra Pachauri.

Actualização: No Falar do Tempo, surgiu um post pouco depois que complementa com mais informação sobre financiamentos...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Leituras da treta

O jornal i é um dos piores jornais que tenho visto nos últimos tempos. Refiro-o aqui porque um leitor atento mandou-me mais uma referência para uma entrevista, sem pés nem cabeça, do referido jornal a Klaus Hasselmann, que tem recebido uns prémios por umas ideias loucas. Vejamos primeiro em que consistem:

É simples. Funciona do mesmo modo que um polícia quando consegue encontrar uma impressão digital concreta num conjunto de impressões. A meados da década de 1990, concluímos que a probabilidade de explicar o aquecimento observado ao longo dos últimos 30 anos através da variabilidade natural do clima era inferior a 5%.

Ena! Se assim é, como é esta teoria tão obscura? Porque é impenetrável, como podem confirmar com o extracto a seguir:

A chave são os dados relativos à superfície terrestre - e não tanto as temperaturas oceânicas - porque são os registos mais antigos que temos. Mas também são importantes os dados sobre as distribuições da temperatura vertical e outros indicadores, como a extensão do gelo no Árctico, o nível do mar, a frequência das tempestades, etc. Contudo, nestes dados adicionais é mais difícil determinar a variabilidade natural dos níveis e demonstrar, com índices elevados de confiança estatística, que as mudanças observadas são de facto induzidas pelo homem.

Mas a qualidade do cientista percebe-se pela referência seguinte. Também a Igraja Católica esperava que os Copérnicos e Galileus desaparecessem, mas isso não aconteceu...

Na comunidade científica, ninguém tem dúvidas sérias sobre a origem humana das alterações climáticas. De facto, ninguém tinha dúvidas mesmo antes de os sinais serem estatisticamente detectáveis, porque os fundamentos físicos subjacentes são convincentes. A maioria dos cépticos age impelida por interesses corporativos e deve ter a mesma consideração que as pretensões iniciais da indústria do tabaco, quando afirmava que os perigos de fumar não são reais. [O primeiro-ministro britânico] Gordon Brown acertou ao comparar os cépticos climáticos com aqueles que ainda crêem que a Terra é plana. Como se pode convencer estes incrédulos? Não se pode, mas acabarão por desaparecer gradualmente.

Não vão desaparecer, não! E o problema é que somos cada vez mais...