domingo, 21 de março de 2010

Ciclo Energia e Ambiente - Os grandes Desafios em Portugal

Inicia-se no próximo dia 23 o Ciclo Energia e Ambiente - Os grandes Desafios em Portugal. A primeira sessão realiza-se depois de amanhã, terça-feira, pelas 19:00, e versa o tema "A Conferência de Copenhaga e o Climategate". A sessão conta com os oradores João Corte Real (Universidade de Évora) e Virgílio de Azevedo (jornal Expresso), é moderado pelo Professor José Delgado Domingos, e realiza-se na Livraria Almedina do Atrium do Saldanha. O evento é organizado pela Livraria Almedina e a Lisboa E-Nova, estando disponível neste link o programa completo. As quatro conferências e as respectivas datas são as seguintes:
  • A Conferência de Copenhaga e o Climategate (23 de Março, às 19:00 horas)
  • Política Energética e as Entidades Reguladoras (30 de Abril, às 19:00 horas)
  • Aquecimento global, Incerteza e Ciência Pós-Normal (25 de Maio, às 19:00 horas)
  • Energia e o Programa das Barragens em Portugal (15 de Junho, às 19:00 horas)

Anotem nas V/ agendas...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Limpar Portugal

A partir da excelente iniciativa que é o Limpar Portugal, na qual vou participar, Henrique Pereira dos Santos, do excelente blog ambio, equaciona as razões de falhas de mobilização do movimento ambientalista:

Esta iniciativa é o resultado do esforço de três amigos (três praticantes de todo o terreno) em meia dúzia de meses.
(...)
O que isto parece querer dizer é que a sistemática invocação da impossibilidade de mobilizar pessoas como explicação para a fragilidade do movimento ambientalista em Portugal parece carecer de demonstração.
O que me parece é que o movimento ambientalista ficou preso nos fantasmas ideológicos dos mais activos e barulhentos dos seus dirigentes e membros. O que torna o movimento ambientalista hostil a praticantes de todo o terreno, a caçadores, a empresas e seus quadros, a comedores de carne compulsivos, a gastadores de combustiveis fósseis, enfim, a todos os que não cabem na estreita definição do verdadeiro ambientalista.

Curiosamente, um artigo saído recentemente, dos psicólogos canadianos Nina Mazar e Chen-Bo Zhong, intitulado "Do Green Products Make Us Better People", ajuda a compreender as perplexidades do Henrique. Note-se o abstract do paper, com realces da minha responsabilidade:

Consumer choices not only reflect price and quality preferences but also social and moral values as witnessed in the remarkable growth of the global market for organic and environmentally friendly products. Building on recent research on behavioral priming and moral regulation, we find that mere exposure to green products and the purchase of them lead to markedly different behavioral consequences. In line with the halo associated with green consumerism, people act more altruistically after mere exposure to green than conventional products. However, people act less altruistically and are more likely to cheat and steal after purchasing green products as opposed to conventional products. Together, the studies show that consumption is more tightly connected to our social and ethical behaviors in directions and domains other than previously thought.

Por isso, não admira que os ecologistas verdes nos queiram impôr as suas ideias, supostamente superiores. Como o artigo o refere, o que eles nos querem é enganar e roubar! Por isso, interessa estar ao lado do comum dos mortais, como neste caso o Nuno, o Paulo e o Rui: Vamos limpar Portugal!

Minerais para verdes


Tudo o que de boa tecnologia existe para resolver os supostos problemas dos verdes, tem na verdade uma história muito triste por detrás. E muito negra! Para que a economia verde seja uma relidade, existe uma outra realidade sinistra oculta na China. Dêem uma vista de olhos ao vídeo, e vejam como nasce um Prius ou uma ventoinha eólica...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Apostar no ambiente

Paul Ehrlich é um dos maiores tretas do movimento ambientalista, e parece até ter ressucitado recentemente, provavelmente por via do aniversário do dia da Terra. Para além de ter previsto quase tudo de forma errada, Paul Ehrlich cometeu um erro estratégico verdadeiramente estúpido: resolveu apostar no ambiente!

A história completa conta-se em poucos minutos. Resumindo, um economista americano, Julian Simon, resolveu apostar como Ehrlich estava errado na evolução da escassez e respectivos preços de matérias primas consideradas escassas. Simon desafiou Ehrlich a escolher 5 metais, tendo sido escolhidos o cobre, crómio, níquel, estanho e tungsténio. A aposta consistiu em comprar virtualmente 200 dólares de cada um dos metais, aos preços de 1980. Se o preço 10 anos depois (1990) fosse superior, Simon cobriria a diferença a Ehrlich , enquanto que se o valor fosse inferior, Ehrlich pagaria a diferença a Simon.

Em 1990, todos os cinco metais, sem excepção, tinham descido de preço! Aliás, continuaram a descer nos anos subsequentes, como pode ser visto pelo gráfico acima. Ehrlich, em Outubro de 1990, passou um cheque de $576.07 a Simon...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Evidente, meu caro Watson

Um leitor enviou-me um link muito interessante para um site que colecciona as supostas desgraças atribuíveis ao Aquecimento Global e às Alterações Climáticas. O site é www.hootervillegazette.com/causedby. O site é mais organizado que o www.numberwatch.co.uk/warmlist.htm, que havia referenciado nos princípios deste blog.

A leitura deste site mais recente permite-nos encontrar exemplos evidentes das consequências do Aquecimento Global e das Alterações Climáticas. Entre outras, as seguintes consequências parecem-me evidentes:

terça-feira, 16 de março de 2010

José Trocas-te


Hoje de manhã havia referenciado
a apresentação que José Sócrates faria hoje sobre a Estratégia Nacional para a Energia. Eu sei que o primeiro-ministro se embrulha nisto da energia e alterações climáticas; todavia, nem imaginava que fosse possível apresentá-lo como ele é neste domínio: José Trocas-te...

O conhecido boneco da Contra-Informação, da RTP, não teria certamente esta política. O verdadeiro conta o emprego criado, mas não o destruído. Ele promete energia solar em quantidades 10 vezes superior, mas esquece-se de incorporar as últimas tendências. Segundo o Expresso, para além de tudo o resto, a diferença desta vez "é que em vez de entusiasmo acrescentou raiva, muita raiva, às palavras do seu discurso". Por isso, do dia de hoje rezará certamente apenas a seriedade do speaker, e não o plano Novas Energias...

O wake effect das eólicas

Um leitor enviou-me uma imagem que complementa o artigo de hoje de manhã. A imagem, do parque eólico Horns Rev, permite visualmente alcançar o impacto local das eólicas. Reparem como as torres eólicas a partir da primeira linha estão alinhadas de forma a não tirarem sequer partido do vento. Mechali et al., no paper "Wake effects at Horns Rev and their influence on energy production" estudaram a ineficiência do alinhamento, e dele resulto o segundo gráfico acima, que efectivamente mostra uma perca muito significativa da primeira turbina para as restantes...