sexta-feira, 2 de abril de 2010

Como os Governos corrompem a Ciência

Arthur Robinson é um investigador do Instituto de Ciência e Medicina do Oregon, nos Estados Unidos, que é reconhecido por ter criado uma petição, que se opõe à origem antropogénica do Aquecimento Global, e que já reuniu o suporte e assinaturas de mais de 31000 cientistas norte-americanos. Escreveu agora um documento onde realça a forma como os Governos corrompem a Ciência. Recomendo a sua leitura integral, destacando os seguintes excerptos:

Today, the "truth" seems surrounded by "lies," and those whom we have depended upon to tell the truth appear no longer to be reliable. Worst of all, many of our scientists whom we depend upon to know the truth are … silent.


At Caltech, in the 1950s and 1960s, intellectual honesty was rigorously taught – by example. There were no courses in this. The student was simply surrounded by people who always approached their work with complete honesty. Dishonesty in any action meant immediate expulsion from the campus by one's peers. Sadly, this is no longer the case at Caltech today.


Government funding has now become so pervasive that scientific institutions and the scientists who work in them are wary of offending government. Competition for government grants is fierce, and a competing scientist strives to offend no one – and to see that other scientists on his campus are similarly cautious.


Grantsmanship gradually became the most important "scientific" skill, and the amount of grant money a scientist commands is now, in most institutions, the most important parameter that determines his advancement. The new "scientist" rushes from meeting to meeting, furiously writes grant proposals, and strives to obtain news coverage of his latest "discoveries," while leaving the actual research to technicians and students.


When the Obama administration took office in Washington in 2009, one of its first acts was to greatly increase the funds for "grants" to academic science – a reward for political support during the election. The immediate result was that research in these institutions slowed almost to a halt, as the "scientists" furiously wrote additional grant requests to compete for tickets on the new gravy train.


Increasingly, good scientists are forced to lie about their work – pretending to do the work permitted, while actually (and illegally) using their laboratories and resources for "bootlegged" research in the areas that are important. Another common technique is to complete the work and then ask for funds to do it, thereby increasing the chance for a grant from bureaucrats anxious to fund "successful" research. These activities undermine the absolute honesty that science requires.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Plantas em casa e no escritório

Um leitor enviou-me um apontador para uma daquelas notícias disparatadas sobre o Ambiente. Eu também gosto de ter plantas em casa, mas Francisco Varatojo, director do Instituto Macrobiótico de Portugal, tem umas ideias mais radicais. Conforme pode ser visto nesta página, as vantagens são mais que muitas:

Ter plantas verdes em casa e no escritório ajuda a minimizar os efeitos negativos de ambientes com muitos equipamentos, sejam electro-domésticos, computadores ou outras fontes geradoras de campos electromagnéticos

O conhecimento dos efeitos das radiações e campos electromagnéticos não deve ser o forte do Varatojo. Ficaria admirado se ele adormecesse era com o telemóvel ao lado:

"Um dos problemas que vamos ter no futuro tem a ver com os campos electromagnéticos", refere, sustentando que a escala vai dos vulgares secadores de cabelo e aspiradores aos postes de alta tensão, passando pelas empresas com muitos computadores e equipamentos electrónicos. "Tudo tem influência na saúde", afirma ainda, referindo que não se deve dormir com uma tomada por trás da cabeça, "mesmo que não esteja lá nada ligado".

Aparentemente, há outras coisas estranhas que não escapam ao Francisco. Espero que não seja daqueles que tenha o telemóvel colado à orelha, quando conduz:

No dia a dia, há vários exemplos de que a maioria das pessoas não se apercebe. Usar o telemóvel no carro, por exemplo, é mais nocivo porque o aço do automóvel amplifica a carga: "O metal é um condutor de energia".

Eu gosto da minha casa, mas não imagino a dele. Do meu local de trabalho também, mas a máquina do café é melhor para nos manter acordados que o exercício de lavar a cara. Para o resto, espero que o Varatojo tenha um bocado de água benta:

Nas habitações assinala também as carpetes e detergentes como agentes de produtos químicos, sendo que a cozinha é a divisão com "maior poluição energética", devido ao elevado número de aparelhos. Nos quartos não devem estar televisores, nem vídeos e o ideal será desligar todos os aparelhos da ficha durante a noite. Além de tentar minimizar ao máximo tudo o que é electrónico, lavar a cara e as mãos no trabalho com água fria de duas em duas horas também ajuda, garante.

No resto do artigo continuam as bacoradas. Tudo a propósito de um workshop com um especialista espanhol. Não há nada como sacar mais uns cobres aos crentes!

quarta-feira, 31 de março de 2010

James Lovelock

James Lovelock é um daqueles cientistas malucos, muito adorado nos meios ambientalistas. É muito conhecido por ter formulado a hipótese de Gaia, hipótese que serviu de base ao recente filme de James Cameron, Avatar.

É, por isso, com consternação, que todos aqueles que o defenderam no passado, bem como as suas ideias, assistem à entrevista ao alarmista Guardian. Repare-se nalgumas pérolas:

I was utterly disgusted. My second thought was that it was inevitable. It was bound to happen. Science, not so very long ago, pre-1960s, was largely vocational. Back when I was young, I didn't want to do anything else other than be a scientist. They're not like that nowadays. They don't give a damn. They go to these massive, mass-produced universities and churn them out. They say: "Science is a good career. You can get a job for life doing government work." That's no way to do science.

Depois desta bela introdução, vejam o que Lovelock tem a dizer sobre a camada de ozono. Ele até tem algo a dizer sobre o assunto, porque foi o primeiro a descobrir a presença global de CFCs na atmosfera:

I have seen this happen before, of course. We should have been warned by the CFC/ozone affair because the corruption of science in that was so bad that something like 80% of the measurements being made during that time were either faked, or incompetently done.

E também tem uma dedicatória para todos aqueles que andam a "embelezar" os dados:

Fudging the data in any way whatsoever is quite literally a sin against the holy ghost of science. I'm not religious, but I put it that way because I feel so strongly. It's the one thing you do not ever do. You've got to have standards.

Sobre os modelos de computador, Lovelock também tem uma ideia formada:

I remember when the Americans sent up a satellite to measure ozone and it started saying that a hole was developing over the South Pole. But the damn fool scientists were so mad on the models that they said the satellite must have a fault. We tend to now get carried away by our giant computer models. But they're not complete models.
(...)
If you make a model, after a while you get suckered into it. You begin to forget that it's a model and think of it as the real world. You really start to believe it.

Vale a pena ler a entrevista no seu todo. Ele até deixa palavras de simpatia para os cépticos, sendo significativo o seguinte texto:

We do need scepticism about the predictions about what will happen to the climate in 50 years, or whatever. It's almost naive, scientifically speaking, to think we can give relatively accurate predictions for future climate. There are so many unknowns that it's wrong to do it.

Quem diria!?

terça-feira, 30 de março de 2010

Mais inspiração para Pedro Passos Coelho


Depois de termos aqui referido que Pedro Passos Coelho é inspirado por Steven Chu, há mais razões para Coelho continuar inspirado. Como se pode ver no video acima, em que Steven Chu fez uma apresentação no Laboratório Nacional de Oak Ridge, ele não consegue esconder o embaraço das descidas de temperaturas em algumas das décadas passadas:

It’s fair to say we don’t understand these ripples. We don’t understand the downward trend that occurred in 1900 or in 1940. We don’t fully understand the plateau that's happened over the last decade.

Mas o que entenderá este Secretário da Energia? De História não é de certeza, porque afirma que as temperaturas anteriores ao século passado foram basicamente estáveis. Ele nunca ouviu falar da Pequena Idade do Gelo, ou do Período Quente Medieval, só para enumerar dois períodos dos últimos mil anos. De manipulação sim, até porque o gráfico é aquele já desmascarado no âmbito do Climategate.

Todavia, estes desconhecimentos não o impedem de dizer que os períodos de Aquecimento são devidos aos Humanos. Será que os outros são devidos aos extra-terrestres? Definitivamente, o Pedro Passos Coelho tem cá uma fonte de inspiração!

Sol em Porto Santo

Porto Santo é uma ilha abençoada pelo Sol, e pelas suas magníficas praias. Agora também tem uns painéis solares. Segundo notícia de hoje, o parque fotovoltaico está concluído, e pronto a extorquir dinheiro aos contribuintes. O parque tem uma potência instalada de cerca de 2MW, conseguida à custa de 11136 painéis solares, que ocupam 70000 m2 de terreno, no sítio dos Linhares (junto à Quinta das Palmeiras).

O parque foi construído pela Nutroton Energias, dirigida pelo conhecido Marques Mendes, ex-líder do PSD. Para ele, este é um caso único na Europa. Para os entendidos, este parque estará colocado mais ou menos na 600ª posição das maiores centrais solares do Mundo. Com a inauguração prevista para 3 de Maio próximo, um estudo aponta para 1600 horas de exposição solar por ano, mas as contas são engraçadas, dado que isso dá aproximadamente 4 horas e 23 minutos por dia. Até o Marques Mendes refere um valor 25% superior, mas outros estudos apontam para 2400 horas por ano (50% superior), pelo que este valor de 1600 horas deve dar jeito a alguém!

Mas o que Mendes mais gosta é dos 320 euros por MWh, uma tarifa que está definida por lei! Para uma conta que os leitores percebem melhor, isso equivale a 32 cêntimos por kWh. Como Marques Mendes refere, a tarifa é garantida durante 15 anos, o que é sinónimo de um negócio bem rentável! Com o consumidor madeirense a pagar este ano 13.06 cêntimos por cada kWh, imaginem quem vai pagar a diferença!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Fora de controlo

A ironia do Aquecimento Global é que algo está fora de controlo! Como se pode ver pela imagem ao lado, que representa a extensão do gelo no Oceano Árctico, há qualquer coisa que não está bem... A extensão do gelo está este ano nos mais que máximos dos últimos seis anos! E quando nos anos anteriores estava a descer, parece que este ano ainda está com vontade de ir a valores ainda mais elevados.

Golpes de gelo

A propósito do post recente sobre a Sibéria congelada, um leitor enviou-me um apontador para mais uma notícia triste envolvendo as mortes pelo frio. Milana Kashtanova, de 21 anos, é a última vítima da queda de pontas de gelo (icicles) em São Petersburgo, na Rússia. Com o Inverno rigoroso, já morreram 5 pessoas desta forma, e foram feridas 147 pessoas

A morte de Milana ocorreu quando passava debaixo dum edifício no centro da cidade. Não se conhecem as causas directas, mas é habitual tais ferimentos resultarem da limpeza descuidada dos telhados, cobertos de gelo. Um habitante da cidade, Boris Ilinsky, adianta que "todos os dias, ao ir para a rua, é como de estivesse a entrar numa zona de guerra". Acrescentou que para além de ter que estar atento ao chão para não escorregar, tem que estar também a olhar para cima, para evitar as lanças de gelo.

Para Yury Osipov, responsável do comité da habitação de São Petersburgo, "as quedas de neve deste Inverno não têm precedentes, uma espécia de desastre natural". Prossegue com um "Infelizmente há vítimas". Com 13500 telhados cobertos de gelo na cidade, os operários têm que remover o gelo todas as semanas, para evitar blocos de gelo. São milhares de pessoas que por todas as cidades da Rússia fazem esta limpeza, pelo que o problema não é obviamente único de São Petersburgo. E todos anseiam pelo regresso do Aquecimento Global!