quinta-feira, 6 de maio de 2010

Minha casinha

O Al tem uma casinha nova. Custou 8875000 dólares, coisa pouca, para quem especula, à custa de todos nós, nas alterações climáticas. Esta é apenas a sua quarta casinha luxuosa, desta vez na zona de Montecito, perto de Santa Barbara, na Califórnia. A casa tem vista para o mar (mesmo quando ele vier a subir), tem uma piscina jeitosa, spa, e com pasme-se seis lareiras! Com esta nova casa, nem quero imaginar quanto cresceu a pegada ecológica, mas alguém liga a isso?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Copenhaga como realmente foi


Já tinha visto a versão em alemão, mas com subtitles é muito melhor! O mais elucidado parece ser Barack Obama, aos 6:30 do vídeo, quando já preparava as suas férias no quentinho Hawai:

"We're not staying until tomorrow. I'm just letting you know. Because all of us obviously have extraordinarily important other business to attend to."

Neve em Maio

Não se deve misturar clima com meteorologia, mas com a vontade com que os alarmistas saltaram cá para fora, com os últimos dias de calor, a Mãe Natureza resolveu, mais uma vez, responder! No norte e este de Espanha, depois de um interregnozinho, a neve regressou! A cota de neve chegou a baixar aos 700 metros, causando naturais complicações.

Contrapondo-se à Natureza, a AEMET lá teve que arranjar uma explicação, assegurando até que isto é habitual, pelo próprio porta-voz da agência, Ángel Rivera:

«La nieve en mayo no es un fenómeno extraño, aunque ahora nos parezca que no ha nevado nunca»

Mas pensando bem, talvez lá também se aplique o provérbio: "Em Maio, as cerejas come-as a velha ao borralho."

terça-feira, 4 de maio de 2010

A mudança está próxima










Rajendra Pachauri esteve recentemente em Portugal, como havia aqui referido há pouco menos de duas semanas. Para quem seguiu o evento, não há como realçar a introdução inicial de Teresa Gouveia, administradora da Fundação Calouste Gulbenkian, que segundo este excelente post de Manuel Brás, "fez uma introdução prudente e cuidadosa, próxima do realismo". O resto da conferência foi, na verdade, maçador...

Tal como previra, os jornalistas portugueses foram apenas ao beija-mão, com uma notável excepção. No suspeito Público, Ricardo Garcia, fez uma entrevista que considero adequada, com o tipo de perguntas que eu faria:
  • Há três anos o IPCC ganhou um Prémio Nobel. Agora, temos o climategate, erros nos relatórios do IPCC, acusações contra si. O que está a acontecer?
  • Voltando ao erro sobre os glaciares. Foi um erro maior...
  • Mas isto fez manchetes...
  • Como podemos ter a certeza de que não há outros erros como este nos relatórios do IPCC?
  • Alguma vez considerou renunciar à presidência do IPCC?
  • O que tem a dizer sobre as acusações de conflito de interesses de que tem sido alvo?
  • Uma das acusações é a de que está a usar o seu prestígio como presidente do IPCC para conseguir apoios para o seu instituto [TERI] e para as organizações para as quais trabalha como consultor. Não há aí um conflito de interesses?
  • Tem dito que o cepticismo crescente em relação às alterações climáticas é um mero lampejo que irá passar. Por que acredita nisso?
  • Os inquéritos mostram que a mensagem dos cépticos, antes mais restrita a alguns pontos do mundo, está a espalhar-se, especialmente na Europa, tradicionalmente mais consciente do problema das alterações climáticas. Isso preocupa-o?
  • Os cépticos são ouvidos dentro do IPCC?
  • O que pergunto é se os seus argumentos são avaliados integralmente para saber se são verdadeiros ou não?
  • Há hoje uma exigência muito maior pela responsabilização da ciência das alterações climáticas. Isto não torna mais difícil o trabalho para o próximo relatório do IPCC?
  • E o que haverá de novo?
  • Por exemplo?
  • O processo do IPCC é muito longo, o lapso de tempo entre o último e o penúltimo relatórios foi de sete anos. Há alguma maneira de o encurtar?
  • Para a política, não é necessário uma espécie de avaliação intermédia?
  • Uma das missões do IPCC era a de esclarecer o que é que seria uma contribuição humana "perigosa" para o clima. Mas ainda não chegou a esta conclusão. Chegará algum dia?
  • Então faz algum sentido dizer que um aumento de dois graus na temperatura média global é razoável?
  • Está frustrado em relação à cimeira climática de Copenhaga?
  • Mas costuma dizer que não há tempo a perder...
  • Mas Copenhaga representou um atraso...
  • Nos Estados Unidos, um forte lobby está a bloquear uma lei climática no Senado. Isto é a sociedade a não fazer o seu papel? Isto pode mudar?
  • Se tivesse de apontar três medidas para os cidadãos na luta contra as alterações climáticas, quais seriam?
  • Já sugeriu uma vez que nos hotéis deveria haver contadores de electricidade nos quartos...
  • E quanto a ser vegetariano, como é o seu caso?
  • Dado que viaja muito, como lida com a sua pegada carbónica?
  • Podia ter feito uma videoconferência...
  • Mas faz alguma coisa para compensar as suas emissões de CO2?
  • Compra créditos de emissões para compensar as suas viagens aéreas?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ursos polares com alta tecnologia

Muitos ecologistas temem que o urso polar possa desaparecer por causa do suposto Aquecimento Global. Ele é o "coitadinho" dos alarmistas, mas ele de coitadinho tem muito pouco. Deixo aos leitores exemplos recentes das capacidades destes animais notáveis. Na imagem ao lado, podem ver o urso cioso da sua privacidade, que perante uns turistas da natureza, intrometidos no território doutrém, resolveu levar para os ursinhos umas fotos digitais, a máquina digital, e o respectivo tripod.

No segundo exemplo, vários relatos de pesssoas no terreno confirmam que, ou se mantêm estáveis os números destes animaizinhos perigosos, ou que os mesmos estão mesmo a aumentar. Estes valores são obtidos no terreno, e não dos números expelidos por um qualquer simulador de computador. Os relatos incluem igualmente observações de mães ursos com 3 ursinhos, em vez do tradicional um ou dois, devido essencialmente à grande quantidade de focas, que tem possibilitado uma boa alimentação aos ursos polares.

De desconfiar são os argumentos apresentados pelos caçadores, os quais têm contribuído muito mais para a morte dos ursos polares, que o Aquecimento Global. E que têm andado activos este ano, como é o caso de David Kuptana, que abateu um urso híbrido de segunda geração, filho de ursa polar também híbrida, e de um urso pardo. Preparem-se para ouvir isto nas notícias, porque a culpa será do Aquecimento Global, e não da teoria evolutiva de Darwin.

Isto do urso polar, é pois, uma coisa para machos, conforme pode ser visto nesta notícia recente, relativa ao primeiro ministro russo, Vladimir Putin, a colocar mais tecnologia nos ursos polares russos. Mas neste exemplo, como em tantos outros, a associação ao "coitadinho" do urso polar é apenas para a fotografia. Os interesses são obviamente outros...

domingo, 2 de maio de 2010

Jogar na antecipação

Vale a pena ler o mais recente post de Henrique Pereira dos Santos (HPS), no blog ambio. Tudo a propósito das contas que efectuei relativamente aos dois terços do Alqueva que foram pelo Guadiana abaixo.

No post, HPS (ou alguém por ele) fez finalmente uns gráficos catitos, misturou os vários conceitos relativos à barragem do Alqueva, no sentido de confundir o leitor do seu blog, e o levar a acreditar que as contas que eu fiz estavam mal feitas. Curiosamente, não rebate um dos únicos números que eu apresentei.

Mas, com esta gente, não há nada como jogar na antecipação. Fui o que fiz, no link referenciado, e que resume o post do HPS:

Mas o HPS pode argumentar que nem toda a energia potencial seria aproveitada, porque não há tantos dias num trimestre. Resumindo, o valor real mais concreto é de um desperdício de produção de cerca de 200 GWh (entre o máximo teórico para o trimestre e o efectivamente produzido no primeiro trimestre), a que se deve somar os tais 34 GWh desperdiçados na bombagem. Ora isso dá para quase dois dias de consumo de energia eléctrica em Portugal

Afinal o roubo eólico é ainda maior

A crítica principal que tem sido feita aos posts sobre quanto custam as eólicas e o impacto do desperdício na exportação de energia, é a de que os custos da energia eólica estão a baixar.

O valor que está em causa é o do valor médio do ano de 2009, 93.74 €/MWh. Este valor, conforme podem ver no link apresentado, é de Fevereiro de 2010, e é portanto extremamente recente. Procurar valores mais actuais nem sequer se revelou difícil, e na página da ERSE sobre a Informação Mensal sobre a Produção em Regime Especial podemos ver no relatório mais recente, relativo a Março de 2010, queo valor actual é de 97.20 €/MWh, um aumento de 3.69% relativamente aos valores do ano anterior, que temos aqui utilizado!

NOTA: Um leitor atento chama-me a atenção para o facto dos valores serem ajustados no final do ano, em função da produção global do ano. A este tema voltarei com novo post.