sábado, 15 de maio de 2010

Clima económico

No blog de Antón Uriarte observei um interessante mapa do clima económico da Europa. Como podem ver na imagem ao lado, retirada da edição online do Finantial Times, e como oportunamente Antón refere, o país que mais carvão queima na Europa (a Polónia) é o que mais está a crescer. Recorde-se que aí o carvão representa mais de 90% do total de energia produzida. E aqueles países, como Espanha, que investiram forte no solar e nas eólicas, são daqueles que pior estão.

Com as contas que anteriormente fiz, se não tivessemos as eólicas, não precisavamos de estar a apertar o cinto! Extrapolando as contas do primeiro trimestre, a poupança seria este ano de cerca de 800 milhões de euros... Raios p%#$&m a economia verde!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Inconveniência eólica

Há aquelas pessoas que não enxergam! Henrique Pereira dos Santos (HPS) é uma dessas pessoas. Na lista de correio electrónica ambio, de acesso restrito, HPS enviou hoje um email, em resposta a outro e-mail de Raquel Leitão, que incluía o seguinte extracto (destaquei resposta do HPS):

“Há mais vento à noite”

Tenho ouvido este argumento vezes sem conta, mas nunca vi a sua demonstração
(não estou a dizer que não exista, estou simplesmente a dizer que gostava de
ver, para ter a noção do que isto significa na realidade).

Lá porque é restrita, não quer dizer que o Ecotretas não veja! Obviamente, HPS continua a não querer fazer contas/gráficos muito fáceis. Por isso, peguei nos dados publicamente disponíveis, e que serviram de base para a contabilização do custo da energia eólica no primeiro trimestre, e produzi o gráfico ao lado, em menos de 5 minutos. Ele mostra como no primeiro trimestre existiu sobretudo produção de energia eólica durante a madrugada, o que serviu sobretudo para exportá-la a custo zero, ou valores próximos. Quando ela era realmente necessária, o vento inconvenientemente eclipsou-se!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Padroeiro dos meteorologistas

Henrique Pereira dos Santos, há pouco mais de uma semana atrás, no blog Ambio, proferia este comentário:

Seconseguires provar este teu parágrafo passas a ser o padroeiro dos meteorologistas de certeza:
"No início de Janeiro, era evidente que a barragem ia encher. Devia ter-se iniciado o turbinar, e não activar o bombar. Isso teria permitido evitar as descargas que se fizeram entre 12 e 17 de Janeiro. Passado esses dias, devia ter-se continuado a turbinar, para depois encaixar as águas, que começaram a ser descarregadas outra vez a 17 de Fevereiro."

Eu não tenho interesse nenhum em ser o padroeiro dos meteorologistas, mas pelo menos vou passar a sê-lo para o HPS. Uma pesquisa rápida revela que, mesmo antes de Janeiro, havia alertas de elevada precipitação, um pouco por todo o lado nos media. Isto deveria ser suficiente para já saber, em Dezembro, que vinha aí chuva, e em quantidade! Mas o HPS pode argumentar que isto não era suficiente para constituir uma previsão, e começar desde logo a turbinar.

O que o HPS precisa é de previsões a sério. Como a imagem ao lado, obtida a partir do site da NOAA, facilmente mostra, as previsões de médio prazo eram claramente de muita chuva para o início de 2010. A imagem é apenas de um dos cenários previstos, com todos os restantes a convergirem nesse domínio.

Mas os verdadeiros artistas da meteorologia são, muitas vezes, os amadores. Como se pode ver neste forum sobre meteorologia, já há muito que era previsível que viria aí chuva, em quantidade. HPS pode não os conhecer, mas os verdadeiros padroeiros disseram (realces da minha responsabilidade), nas respectivas datas:

irpsit 10-11-09
Um Novembro relativamente quente/seco seguido dum Inverno bem chuvoso, e com temperaturas abaixo da média.
Para a Europa um Inverno frio e com muita neve.
São estas as previsoes do Joe Bastardi no www.accuweather.com

Aurélio: 23-11-09
mais uma excelente actualização dos modelos que apontam para uma anomalia de pressão e precipitação para o sul da Europa e em especial para a PI em especial o tão carenciado centro e sul de Portugal !!
O actor da proeza foi o IBIMET que indica uma forte anomalia de precipitação e pressão para a PI e em particular o tão carenciado centro e sul de Portugal !!
Neste momento já existe goleada do tipo Benfica - V. SEtubal a favor da chuva !!
"Morreria de desgosto" se as coisas se invertessem
Os cenários são tão bonitinhos como nunca tinha visto esta década ainda

algarvio1980: 23-11-09
Realmente, os modelos estão tão bons tão bons. tão bons se não se concretizar só pode ser o suicídio Aurélio. Que venha os 400 mm em Dezembro ou Janeiro como nos velhos tempos. Se for mentira vão sentir a ira dos algarvios não vai haver modelo que vá resistir à nossa ira.

É ainda mais engraçado ler, no thread referenciado, que as previsões das organizações alarmistas (leia-se Met Office, etc.) saem quase sempre furadas. Recordemos que no caso específico do Met Office, as previsões são mesmo ao contrário, às quais já nos referimos anteriormente, aqui, ali, e acolá!

terça-feira, 11 de maio de 2010

As verdades da ciência climática

Hubert Lamb foi o fundador da CRU (Climatic Research Unit), em 1971, da Universidade de East Anglia, a Universidade no centro do Climate Gate. Lamb foi considerado como o "Homem do Gelo", pela sua defesa da teoria do Arrefecimento Global, na década de 1970. Como se pode ver no artigo de jornal ao lado, as suas previsões iniciais, como a dos grandes cientistas climáticos, eram um autêntico desastre!

Talvez Lamb tenha tido consciência dos disparates. E depois de um Verão quentinho no Reino Unido, ele achou que estava na hora de mudar o rumo 180º. Conforme pode ser visto num livro sobre a história da Universidade, não há dúvidas que ele era um troca-tintas:

Professor Lamb came to Norwich as "the ice man", attracting much attention for his prophecy of world cooling and a future ice age within 10,000 years. Within a few years in Norwich, in which the heat wave of 1975-76 had intervened, he had switched to warning of global warming with dire predictions of forest and crop belts being shifted, melting ice caps and drowned cities.

Mas, o que pode fazer um cientista mudar tão rapidamente de opiniões? Os dados, o tempo, etc.? Não, a explicação é muito mais simples, e retirada também do livro acima referenciado:

A holocaust within a century was an even more exciting prospect than an ice age in ten millennia and it all helped to shape contemporary attitudes to global warming.

Como percebemos recentemente com o ClimateGate, os seus discípulos apreenderam a dominar esta pseudo-ciência com o seu mestre!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Contas aos subsídios

Um leitor atento enviou-me um link para uma notícia do Publico de hoje, que é mais um avanço no jornalismo de investigação no domínio da subsidiação da energia. A notícia, com o título sugestivo "Contas da luz pagam mais subsídios do que gasto de energia" tem por base dados da ERSE, que eu não consegui encontrar com o detalhe referenciado na notícia. A fonte mais provável é o documento da ERSE, "TARIFAS E PREÇOS PARA A ENERGIA ELÉCTRICA E OUTROS SERVIÇOS EM 2010". Enquanto não esmiuçamos mais estes dados, ficam algumas referências extraídas da notícia do Público:

Por cada euro pago na factura eléctrica de cada um dos cinco milhões de consumidores domésticos, 31 cêntimos destinam-se a pagar a energia consumida e o seu fornecimento, 27 cêntimos vão para o uso de redes e gestão do sistema e 42 cêntimos servem para custear um bolo crescente de subsídios a várias entidades.

A Produção em Regime Especial (PRE) constitui o principal grupo subsidiado (6,51 cêntimos) e o mais polémico. Lá dentro, encontram-se a energia eólica, sendo esta que detém o maior peso com 3,3 cêntimos, embora o bolo da PRE inclua também energias fósseis.

Os 31 cêntimos que restam destinam-se a pagar as rendas da EDP aos municípios, os sobrecustos com a convergência tarifária das regiões autónomas da Madeira e Açores e outras acções tão diversas como a gestão das faixas de combustível e os próprios terrenos das centrais eléctricas.

sábado, 8 de maio de 2010

Os Ecotretas

Há muito tempo que este post vem sendo pensado. Até agora, o Ecotretas foi feito no singular. Para ele muito têm contribuído alguns leitores, com sugestões notáveis. Mas também as propostas vão-se aglomerando... A troca de ideias com os blogs referenciados ao lado, em cada vez maior número, também tem sido muito profícua, e penso que todos os Internautas beneficiam desta exposição, cada vez maior, das tretas ecológicas!

Porque os cerca de 10000 leitores mensais querem certamente mais, considero a hipótese de passar do singular para o plural! São muitas as ideias que grassam. E é assim, porque são muitas as tretas a que se assiste... Os desafios são constantes, desde as provocações de entronização, até aos contributos dados já a nível internacional. Mas são demais para uma única pessoa, onde as obrigações pessoais e profissionais não podem deixar de ter toda a prioridade.

Nesse sentido, lanço este post, para obter dos leitores o seu feed-back. Se acha que tem algo a contribuir na exposição das tretas ecológicas, envie-me um e-mail (endereço no canto superior esquerdo). Conte-me como gostaria que o Ecotretas evoluísse? Desde aspectos há muito solicitados, como o caso dos comentários, mas para os quais não tenho tempo de moderação, até à elaboração de artigos de qualidade científica, na senda de alguns estudos inovadores anteriormente efectuados, muito pode ser aperfeiçoado.

Conte-me também como poderia contribuir! Para desmascarar estas tretas é preciso ter alguns conhecimentos; afinal, para expôr tretas como a demonstração do lado, é preciso ter alguns conhecimentos científicos. Mas não precisam de ser matemáticos, até porque no Ecotretas valorizo muito a História, por exemplo!

Todas as contribuições serão anónimas. Em função delas, elaborarei outro post, sobre para onde poderá seguir o Ecotretas.

Obrigado a todos!

As Alterações Climáticas secretas

Descobri na net um documento já do ano passado, mas que nos dá que pensar. A CIA, essa mesma, elaborou um documento em 1974 sobre as alterações climáticas. O sumário inicial não deixa dúvidas sobre o resto do documento:

The western world’s leading climatologists have confirmed recent reports of a detrimental global climate change. The stability of most nations is based on a dependable source of food, but this stability will not be possible under this new climate era. A forecast by the University of Wisconsin projects that the Earth's climate is returning to that of the neo-boreal era (1600-1850) - an era of drought, famine, and political unrest in the western world.

É claro que a previsão foi errada. Mas a análise que o documento faz, até em termos históricos, é que é a parte mais interessante. Ficamos a saber que o Aquecimento Global até nos traz paz e sossego, porque a alimentação dos povos está assegurada:

Climate has not been a prime consideration of Intelligence analysis because, until recently, it has not caused any significant perturbations to the status of major nations. This is so because during 50 of the last '60 years the Earth has, on the average, enjoyed the best agricultural climate since the eleventh century. An early twentieth century world food surplus hindered U.S. efforts to maintain and equalize farm production and incomes. Climate and its affect on world food production was considered to be only a minor factor not worth consideration in the complicated equation of country assessment. Food production, to meet the growing demands of a geometrically expanding world population, was always considered to be a question of matching technology and science to the problem.

E eles até reconhecem uma das receitas para o sucesso de nós, Portugueses, há mais de 500 anos atrás. Deve ser o primeiro documento de Americanos onde vejo esta verdade, tão pouco conhecida, exposta:

The governments and people of northern Europe once struggled to survive in an environment of persistent crop failure and declining population. On the other hand, Spain, Portugal, and Italy enjoyed a golden age. Their climate assured them of a reliable base for food production. The German states, Russia, the other Slavic nations, and to a certain extent even England and France, lived in the twilight of permanent winter.

O documento é extraordinário. Recomendo a sua leitura integral, para aqueles que pensam que o Aquecimento Global é mau. Eu, depois de ler as desgraças advindas do Arrefecimento Global, quero é calorzinho!