O provérbio está escrito ao contrário, mas é assim que se aplica, em cada vez mais cenários dos movimentos ambientalistas. No caso dos reaccionários membros do Climate Camp, entre outras barbaridades, há uma clara rejeição a voar de avião. Por isso, foi com grande perplexidade que essa comunidade descobriu que dois dos seus membros tinham ido pregar as suas ideias para a Bolívia, com uma viagem aérea de ida e volta de 19000 quilómetros. É claro que os beneficiados andam a justificar-se, e parece pelas suas declarações que gostaram da experiência. Espero que não lhe tomem o gosto...
terça-feira, 18 de maio de 2010
Descobrem-se as verdades, zangam-se as comadres
O provérbio está escrito ao contrário, mas é assim que se aplica, em cada vez mais cenários dos movimentos ambientalistas. No caso dos reaccionários membros do Climate Camp, entre outras barbaridades, há uma clara rejeição a voar de avião. Por isso, foi com grande perplexidade que essa comunidade descobriu que dois dos seus membros tinham ido pregar as suas ideias para a Bolívia, com uma viagem aérea de ida e volta de 19000 quilómetros. É claro que os beneficiados andam a justificar-se, e parece pelas suas declarações que gostaram da experiência. Espero que não lhe tomem o gosto...
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Os pardais do Barão de S. João
No fim de semana foi inaugurado o Parque Eólico do Barão de S. João. Como de costume, a intoxicação foi extensa. No artigo do Público linkado atrás, a quantidade de asneiras é impressionante, destacando as três seguintes:- "Os estudos apontam para um cenário de produção de 153 gigawatts por hora": Obviamente, o jornalista não percebe muito de medidas!
- "Para uma cidade que em 2008 tinha pouco mais de 28 mil habitantes, (...), o parque ontem inaugurado é quase uma promessa de uma população inteiramente abastecida com energia renovável.": Como será nos dias sem vento?
- "contando a partir de agora com aquele que é o maior parque eólico do país, segundo descreveu o ministro da Economia, Vieira da Silva, durante a inauguração.": Com 25 aero-geradores, fica longe de todos os que já reclamaram no passado o mesmo título.
Mas há coisas ainda piores! Parece que há tecnologias como GPS e radars envolvidas, para proteger as aves migratórias. Parece que elas estão preparadas para travar "as gigantescas pás sempre que se aproxima uma águia, cegonha, abutre ou um simples pardal". Talvez lá para o Verão passe por lá e largue um pombo, para ver se funciona mesmo... Para "Miguel Repas, da empresa STRIX, responsável pelo desenvolvimento desta nova tecnologia para parques eólicos, calcula que os aerogeradores deverão parar cerca de 150 horas por ano".
Também a história deste parque é sinistra. Henrique Pereira dos Santos conta-a de uma forma desconcertante, e de quem lidou directamente com os vários interessados. Parte da história relatada pelo HPS está devidamente relatada nas páginas 53 e seguintes, desta edição do Diário da República.
Dá para perceber como o caldo está todo entornado! Ainda mais interessante é perceber que são espanhóis os interessados, que o cluster eólico nacional nada beneficia dele, que as tarifas continuam a não ser referenciadas, e que quem sai mais prejudicado são os consumidores/contribuintes, em vez dos pardais.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
A população de signatários da carta aberta publicada na Science
Já nos referimos aqui várias vezes ao blog "Falar do Tempo". Tem-se revelado por uma actualização constante dos temas envolvendo o Clima, em termos nacionais e internacionais. Num trabalho de investigação notável, o blogger investigou a vergonha dos signatários da carta aberta publicada na Science. A história ficou sobretudo conhecida pela barraca originada pela falsificação das imagens utilizadas no artigo.Na análise efectuada, Falar do Tempo categoriza os signatários em função de vários parâmetros. Na imagem ao lado constatamos que a maior parte deles não têm credenciais no âmbito do domínio climático. Nós também os temos por cá, bastando lembrar-nos do filósofo Viriato Soromenho Marques, ou da socióloga Susana Fonseca, actual presidente da Quercus. Muitos têm a lata de dizer que os cépticos não têm qualificações, mas não olham para o seu umbigo! E este é apenas um dos muitos aspectos interessantes da análise. Vejam o resto das conclusões detalhadas em http://tinyurl.com/NASsigs.
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domingo, 16 de maio de 2010
Inconveniência eólica II
Vem isto a propósito de um contributo enviado por um leitor interessado. Ele apontou-me para o documento "Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico". Se os assíduos provocadores do Ambio não gostaram da minha linguagem, o que acharão eles do seguinte (in pag 23/24 do documento, com realces da minha responsabilidade):
| A produção eólica varia igualmente ao longo do dia, tendendo a ser maior durante a noite do que durante o dia. Na figura 1.2.5 apresenta-se a produção horária média observada em 2005, 2006 e 2007 nas segundas semanas dos meses de Janeiro e Junho. Como se pode verificar, nota-se que a produção eólica tende a ser maior durante a noite, quando os consumos são menores, tendendo a reduzir-se durante o dia, quando os consumos são maiores. Esta excentricidade da produção diária, ligada à variabilidade de dia para dia coloca evidentes problemas à gestão da rede de transporte, uma vez que implica a existência de equipamentos geradores de reserva capazes de, rapidamente, poderem entrar ou sair de serviço de forma a complementarem a produção eólica. Tal rapidez dificilmente poderá ser igualada pelos equipamentos térmicos actualmente utilizados, os quais têm tempos de arranque e paragem longos e reduzida flexibilidade de variação da produção. |
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sábado, 15 de maio de 2010
Clima económico
No blog de Antón Uriarte observei um interessante mapa do clima económico da Europa. Como podem ver na imagem ao lado, retirada da edição online do Finantial Times, e como oportunamente Antón refere, o país que mais carvão queima na Europa (a Polónia) é o que mais está a crescer. Recorde-se que aí o carvão representa mais de 90% do total de energia produzida. E aqueles países, como Espanha, que investiram forte no solar e nas eólicas, são daqueles que pior estão.Com as contas que anteriormente fiz, se não tivessemos as eólicas, não precisavamos de estar a apertar o cinto! Extrapolando as contas do primeiro trimestre, a poupança seria este ano de cerca de 800 milhões de euros... Raios p%#$&m a economia verde!
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Inconveniência eólica
| “Há mais vento à noite” Tenho ouvido este argumento vezes sem conta, mas nunca vi a sua demonstração (não estou a dizer que não exista, estou simplesmente a dizer que gostava de ver, para ter a noção do que isto significa na realidade). |
Lá porque é restrita, não quer dizer que o Ecotretas não veja! Obviamente, HPS continua a não querer fazer contas/gráficos muito fáceis. Por isso, peguei nos dados publicamente disponíveis, e que serviram de base para a contabilização do custo da energia eólica no primeiro trimestre, e produzi o gráfico ao lado, em menos de 5 minutos. Ele mostra como no primeiro trimestre existiu sobretudo produção de energia eólica durante a madrugada, o que serviu sobretudo para exportá-la a custo zero, ou valores próximos. Quando ela era realmente necessária, o vento inconvenientemente eclipsou-se!
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Padroeiro dos meteorologistas
Henrique Pereira dos Santos, há pouco mais de uma semana atrás, no blog Ambio, proferia este comentário:| Seconseguires provar este teu parágrafo passas a ser o padroeiro dos meteorologistas de certeza: "No início de Janeiro, era evidente que a barragem ia encher. Devia ter-se iniciado o turbinar, e não activar o bombar. Isso teria permitido evitar as descargas que se fizeram entre 12 e 17 de Janeiro. Passado esses dias, devia ter-se continuado a turbinar, para depois encaixar as águas, que começaram a ser descarregadas outra vez a 17 de Fevereiro." |
Eu não tenho interesse nenhum em ser o padroeiro dos meteorologistas, mas pelo menos vou passar a sê-lo para o HPS. Uma pesquisa rápida revela que, mesmo antes de Janeiro, havia alertas de elevada precipitação, um pouco por todo o lado nos media. Isto deveria ser suficiente para já saber, em Dezembro, que vinha aí chuva, e em quantidade! Mas o HPS pode argumentar que isto não era suficiente para constituir uma previsão, e começar desde logo a turbinar.
O que o HPS precisa é de previsões a sério. Como a imagem ao lado, obtida a partir do site da NOAA, facilmente mostra, as previsões de médio prazo eram claramente de muita chuva para o início de 2010. A imagem é apenas de um dos cenários previstos, com todos os restantes a convergirem nesse domínio.
Mas os verdadeiros artistas da meteorologia são, muitas vezes, os amadores. Como se pode ver neste forum sobre meteorologia, já há muito que era previsível que viria aí chuva, em quantidade. HPS pode não os conhecer, mas os verdadeiros padroeiros disseram (realces da minha responsabilidade), nas respectivas datas:
irpsit 10-11-09
| Um Novembro relativamente quente/seco seguido dum Inverno bem chuvoso, e com temperaturas abaixo da média. Para a Europa um Inverno frio e com muita neve. São estas as previsoes do Joe Bastardi no www.accuweather.com |
Aurélio: 23-11-09
| mais uma excelente actualização dos modelos que apontam para uma anomalia de pressão e precipitação para o sul da Europa e em especial para a PI em especial o tão carenciado centro e sul de Portugal !! O actor da proeza foi o IBIMET que indica uma forte anomalia de precipitação e pressão para a PI e em particular o tão carenciado centro e sul de Portugal !! Neste momento já existe goleada do tipo Benfica - V. SEtubal a favor da chuva !! "Morreria de desgosto" se as coisas se invertessem Os cenários são tão bonitinhos como nunca tinha visto esta década ainda |
algarvio1980: 23-11-09
| Realmente, os modelos estão tão bons tão bons. tão bons se não se concretizar só pode ser o suicídio Aurélio. Que venha os 400 mm em Dezembro ou Janeiro como nos velhos tempos. Se for mentira vão sentir a ira dos algarvios não vai haver modelo que vá resistir à nossa ira. |
É ainda mais engraçado ler, no thread referenciado, que as previsões das organizações alarmistas (leia-se Met Office, etc.) saem quase sempre furadas. Recordemos que no caso específico do Met Office, as previsões são mesmo ao contrário, às quais já nos referimos anteriormente, aqui, ali, e acolá!
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