sexta-feira, 28 de maio de 2010

Verdades sobre carros eléctricos

Os portugueses que já ouviram falar do carro eléctrico, andam a sonhar com um futuro risonho, com muitos descontos, e gasosa quase de borla. É isso o que os políticos mentirosos andam a prometer! À medida que se vai descobrindo a verdade, vamos ficar a saber que todos estes actores que andam a engordar à nossa custa, não vão querer obviamente fazer dieta...

As noticias que saíram ontem no Diário Económico são um exemplo. Vejamos apenas o início:

As empresas que queiram disponibilizar aos seus clientes postos de carregamento para carros eléctricos terão de pagar três mil euros por cada coluna central de abastecimento. Isto no caso dos postos que fazem os carregamentos mais lentos, conforme revelou a Efacec, empresa que criou estes equipamentos eléctricos.

Estão a ver como não vai ser ligar o carro na ficha eléctrica? Nã, nã! Estas tomadas vão ser especiais de corrida:

O investimento necessário para ter postos de carregamentos, contudo, não se fica por aqui. A esta coluna central terão de ser ligadas várias saídas de carregamento, semelhantes a tomadas - cada uma, adianta a Efacec, vai custar 1.500 euros.

Mas ainda se pode pensar que o custo é para o sistema de meter as moedinhas, a gestão, etc? Nã... Para os particulares também vai haver tomadas especiais:

A Siemens vai produzir sistemas de carregamento para veículos eléctricos a instalar nas habitações, no âmbito do programa de mobilidade eléctrica (MOBI.E) que está a ser desenvolvido pelo Governo, anunciou esta sexta-feira o presidente do grupo em Portugal.

Será que ainda vamos ter saudades das bombas de abastecimento?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Francelhos da RAVE

O blog ambio têm-nos surpreendido por uma visão cada vez mais realista, do Ambiente e Sociedade em que vivemos. Num post de hoje, reflecte sobre a realidade do francelho (um pequeno falcão). No post faz-se referência a um artigo do Público de hoje, que se congratula pelo nascimento de umas quantas crias de francelho em cativeiro.

Como Henrique Pereira dos Santos aborda, o problema nem é este. O problema é que a brincadeira custa 250.000 euros!!! E quase todo esse dinheiro vem dos nossos impostos... Até a RAVE apoia, provavelmente esperando que o falcão possa ajudar, imagino eu, na caça dos ratos da linha de alta velocidade? Uma enorme estupidez, quando o próprio artigo do Público refere que "a colónia mais próxima de Évora tem 42 casais e fica numa propriedade privada, a oito quilómetros do centro da cidade".

Metano às toneladas e megadigestões

Os leitores habituais sabem que eu costumo gozar com as causas dos Aquecimentos Globais do passado. A mais habitual foi a de que as fogueiras dos Homens das Cavernas foram as responsáveis pelo Óptimo Climático do Holoceno... Mas há outras teorias, estas de cientistas estúpidos. Veja-se o caso do seguinte estudo de Felisa A. Smith, et al., referenciado ante-ontem no DN:

Há 12 500 anos, a chegada do 'Homo sapiens' ao Novo Mundo levou à extinção de grandes herbívoros, como os mastodontes ou os mamutes, diminuindo as emissões de metano.

Ou seja, os homens das cavernas não fizeram fogueiras, mas mataram os grandes herbívoros, e reduziram assim as emissões de metano? Grande combinação! Note-se o entusiasmo da jornalista Filomena Naves:

Há 13 400 anos o continente americano era um paraíso para mais de uma centena de espécies de herbívoros gigantes, que produziam metano às toneladas com as sua megadigestões.

E eu a pensar que se ía falar da Europa, Ásia ou África... Mas não! Os culpados foram os Índios Americanos:

Mas, com a chegada dos primeiros Homo sapiens ao Novo Mundo por essa altura, isso mudou. A caça intensiva que a espécie humana fez a esta megafauna contribuiu para o seu desaparecimento. E a quebra na produção de metano que isso implicou ter-se-á repercutido também numa alteração climática abrupta (de arrefecimento súbito do planeta) que então ocorreu (durou um milénio) e ficou conhecida por Younger Dryas.

Vejam lá o que os humanos podem fazer! Hoje somos biliões e não conseguimos aquecer o planeta como deve ser. Mas há uns milhares de anos, para aqueles lados eram certamente menos de um milhão (valor provável para todo o planeta na altura), e conseguiram ter um impacto maior que nós, no presente??? Francamente!

Mas como não conseguem provar a influência antropogénica no clima actual, prova-se no passado:

De acordo com os investigadores, a influência dos seres humanos no clima terá assim começado bem antes do recente capítulo da revolução industrial, com as suas emissões de gases com efeito de estufa devido à queima dos combustíveis fósseis.

Não tive ainda oportunidade de ler o artigo original, mas é certamente um óptimo exemplo da Ciência da Treta que os cientistas do nosso planeta produzem! Não devem ter visto o Manny na Idade do Gelo...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pobres Italianos

Depois dos estudos que revelam a catástrofe que representa a Economia Verde em Espanha, Dinamarca e Alemanha, um leitor atento indicou-nos uma nova direcção. Um novo estudo, agora sobre a realidade italiana, é uma nova machadada nos defensores da Economia Verde. Da autoria de Luciano Lavecchia e Carlo Stagnaro, membros do Instituto Bruno Leoni, o estudo desanca essencialmente na componente do emprego associado repetidamente à Economia Verde.

No caso de Itália, as conclusões são ainda mais dramáticas, até porque aquele país nem é produtor de tecnologias nesta área, nem tão pouco exportador. Numa conclusão que não surpreende, dadas as características do país, a mesma quantidade de capital utilizada para criar um emprego verde, daria para criar 6.9 empregos na indústria ou 4.8 empregos na economia em geral!

Pobres italianos, também!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mais pobres 8 milhões no primeiro trimestre

Há quase um mês havia calculado quanto haviam custado as eólicas, aos Portugueses, durante o primeiro trimestre de 2010: cerca de 216 milhões de euros!!! Na altura não calculei o custo do fotovoltaico, porque sabia ser um valor claramente inferior. Tal deve-se essencialmente à potência instalada, e logo a energia produzida, ser muito inferior à da energia eólica.

Mas as contas não são difíceis de fazer. Foram produzidos no primeiro trimestre cerca de 26.5 GWh a partir de sistemas fotovoltaicos. Ao preço médio de 2009, uns incríveis 327.4 €/MWh, a factura foi de uns impressionantes 8672367.64 €. A mesma energia, comprada no OMEL, teria custado apenas 669649.82 €, mais de 10 vezes mais barato!!!

Se o negócio eólico foi mau, o solar é muito pior. Produziu-se mais 108 vezes de energia eólica que de energia solar, mas o sobrecusto da eólica foi de apenas 27 vezes. A isto há que acrescer que a maioria da produção solar se verifica na central da Amareleja, o que significa que estes subsídios vão maioritariamente para o bolso dos Espanhois...

domingo, 23 de maio de 2010

Morte dos termómetros

Já nos referimos aqui ao facto das temperaturas não serem de confiança. São multiplos os problemas associados, sendo que JoNova arranjou uma forma interessante de confirmar como tem desaparecido a grande maioria das estações meteorológicas, que contam para efeitos do GHCN. O artigo completo está aqui, sendo que uma animação ainda mais completa, desde 1701 até hoje, está disponível aqui.

Actualização: Perante um dúvida de um leitor, deve notar-se que a maioria das estações meteorológicas ainda existe, mas que não são contabilizadas nos valores médios globais pelo referido GHCN.

sábado, 22 de maio de 2010

Neve fresquinha nos Alpes

Enquanto aqui em Portugal continuamos com muito calorzinho, a época de esqui continua na Europa central e de norte. Quando há alguns anos muitos auguravam o fim dos desportos de Inverno, poucos pensavam que em meados do mês de Maio continuassem vários estações abertas, um pouco por toda a Europa central e do norte. Nalgumas estações está mesmo a cair neve fresca, com temperaturas entre os -5 e -10ºC!