sábado, 31 de julho de 2010
Conversa da Treta
No dia em que o actor António Feio foi a enterrar, referencio aqui um post de há um ano atrás, em sua homenagem. Não deixem de ver o vídeo na íntegra, e apreciar as tretas da ecologia, pelo António Feio e José Pedro Gomes.
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Ecologistas
Obras da treta em Foz Côa
Primeiro prometeram-se mundos e fundos. 200000 visitantes anuais tornaram-se em apenas 16592 visitantes mais de 10 anos depois, em 2007. A população obviamente não compreende o barrete. Infra-estruturas de acesso estão quase como que há 15 anos, e é bem provável que o visitante enjoe duas vezes no processo, primeiro nas curvas antes de chegar, e depois ao ver as gravuras... No meio disto tudo, os novos autarcas entenderam que até era interessante fazer uma mini-hídrica (Catapereiro), mas planeamentos da treta obviamente nem para pagar ao banco dão... Para além da parede da mini-hídrica, os autarcas que entretanto já foram despedidos, pareciam especialistas em outros muros da treta! Mesmo a actual Ministra da Cultura revela a insensatez de outros tempos, na forma como defende a barragem do Tua...
Tudo isto nos vem à memória, no dia em que o nosso Socras declarou que "este museu é a gravura que nós deixamos às futuras gerações". Depois de se enterrarem 18 milhões de euros neste mamarracho, vou ficar de olho nas estatísticas de visitantes, que terão que pagar 5 euros para verem não sei o quê... Daqui a umas centenas de anos, tal como hoje, nada recordará o estado de embriaguez mental dos autores de ditas gravuras!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A estupidez dos fogos
O tema dos fogos florestais é recorrente no Verão, neste blog. Há muito que os especialistas defendem que o combate aos fogos florestais não é a solução para este problema. Outros, constatam o óbvio, como Henrique Sousa, que constata a estupidez disto tudo. Aparentemente a brincadeira custa 300 milhões de euros por ano! Até alarmistas como o Henrique Pereira dos Santos tem massacrado a corrente oficial dos Media, com sucessivos posts elucidativos (1)(2)(3).Em vez de alertarem para o verdadeiro problema, os Media andam entretidos a contar bombeiros. Enquanto a PJ investiga o óbvio, o exército manda cerca de 150 militares para o teatro de operações. Como esta política falhada não leva a lado nenhum, mandamos vir estrangeiros, nomeadamente italianos. E esperamos que o vento leste afrouxe, o que está já a acontecer...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Estado da floresta
Um leitor atento enviou-me um artigo do Expresso, de há mais de dois anos, mas que vale a pena ler na íntegra. É uma análise ao estado da nossa floresta, que se tem agravado ano após ano. Atententemos nas palavras de Paulo Fernandes, presidente da Altri:| Após os incêndios, por exemplo, muita gente não replanta. Tenho a certeza que a indústria da celulose estava disponível para replantar se houvesse condições. |
| O Estado tem terras em baldio e não tem capacidade de investimento. O ministro da Agricultura tem dito que vai concessionar as florestas do Estado. Isso seria fantástico, porque o Estado não tem dinheiro para investir, o que tem é o que já lá está. Se arde não planta. |
| As folhas da árvore, a casca, o cepo e o resto dos resíduos florestais são aproveitados para fazer biomassa. Nós não perdemos nada. Temos um ciclo integrado. Antigamente a casca ficava na floresta e alimentava fogos. Hoje temos uma filosofia que é integrar o ciclo todo da floresta. |
| Temos agora um grande problema na floresta que é o nemátodo, e que o Governo devia ver como uma oportunidade. A área do nemátodo é tão grande que se devia olhar e dizer: temos aqui 300 mil hectares, vamos fazer 100 mil de eucalipto, 100 mil em pinheiro bravo e mais 100 nas folhosas de baixo crescimento. vamos ordenar este território. |
| Não podemos ficar de braços cruzados. O que não pode acontecer é o que acontece agora: baldios e áreas queimadas abandonadas. E se agora a área de floresta com nemátodo também não for plantada, é um descalabro. |
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Pitões frescas
Se há uma coisa que não gosto é de cobras! Grandes ou pequenas. Por isso, foi com satisfação que vi esta notícia da BBC. Parece que o Inverno rigoroso com que a Mãe Natureza contemplou a Flórida no início deste ano, contribuiu para travar o avanço das pitões nesse estado. É que elas tinham fugido, ou sido libertadas, naquele estado, tendo-se tornado obviamente indesejáveis, e até um perigo para a biodiversidade da zona. Nem os jacarés estão a salvo!Mas o frio trazido pela Mãe Natureza neste Inverno terá morto centenas destas criaturas, que frequentemente ultrapassam os 3 metros de cumprimento. Investigadores colocaram transmissões de rádio e sensores de temperatura em 10 pitões. No tocante às temperaturas, as pitões, nada habituadas ao gelo que se abateu sobre a Flórida, chegaram a ser inferiores a 5ºC. Das 10 pitões com telemetria, nove foram encontradas mortas. Adicionalmente, os investigadores encontraram mais 40 pitões mortas, e 59 ainda vivas, o que sugere uma mortalidade global muito significativa...
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Arrefecimento Global
terça-feira, 27 de julho de 2010
Tim Flannery exposto
Já aqui falamos dos azares que rodeiam os pseudo-adivinhos como Tim Flannery. Eles bem queriam enfiar a cabeça num buraco, como o faz a avestruz, mas tem que ser chamados à razão!Foi o que lhe aconteceu numa entrevista numa rádio australiana, no mês passado. Se não quiserem ouvir, podem ver a transcrição aqui. A conversa decorreu com Andrew Bolt, que havia exposto o tretas Flannery neste post, com a transcrição das suas previsões aberrantes. Duas das mais aberrantes incluem:
- The water problem is so severe for Adelaide that it may run out of water by early 2009.
- A recent survey of Arctic specialists indicated that the majority consider a loss as great as that of 2007 to be unlikely, yet by June 2008 signs of a great melt were emerging (...) this may be the Arctic's first ice-free year.
A qualidade destes tretas mede-se pela forma desplicente como respondem às perguntas. Veja-se como Flannery responde às afirmações que produziu relativas à subida do nível dos mares, de 25 metros:
| Bolt: You warn about sea level rises up to an eight-storey building. How soon will that happen? Flannery: Asking that question is it’s a bit like asking a stock analyst when the next stock market crash is going to happen and how big it’s going to be. No one can. We can all see the underlying weakness in the market in the months before the crash.. Bolt: Thousands of years? Flannery: Could be thousands of years. Bolt: Tens of thousands of years? Flannery: Could be hundreds of years. Bolt: Hundreds of years? Flannery: It could be hundreds of years. The thermo- dynamics of ice sheets are very, very difficult to predict., but what we do know when we look back is the fossil record is that when the world is a degree or two warmer than it is now seal levels rise very significantly - between four and 14 metres above where they are. We can’t say how long it takes for that rise to happen because the fossil record just isn’t good enough, it isn’t accurate enough… |
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Ideias loucas
Na área da resposta climática, as ideias existentes são das mais loucas que é possível imaginar. Enterrar o carbono, sulfatar a atmosfera, ou mesmo utilizar os icebergs que andam por aí à solta, são ideias estúpidas recorrentes... Por isso, foi com surpresa que vi, em casa de um amigo, a revista Super Interessante deste mês. O título é sugestivo: O porta-aviões de gelo e outros DISPARATES DA CIÊNCIA".Aí descobri o projecto Habakkuk, da segunda guerra mundial, e que visava construir um porta-aviões de gelo, possivelmente a partir de vários icebergs! O projecto foi obviamente um fiasco, sobretudo porque a década de 1940 foi uma das mais quentes de sempre, e havia falta de matéria prima. Na verdade, como os Aliados descobriram para o final da guerra, as ilhas dos Açores eram bastante mais fiáveis...
Recomendo-vos a leitura da revista, porque tem muitos mais fiascos interessantes! E que nos deixam a pensar como os supostos cientistas de hoje estão na Lua, e não neste planeta...
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