sábado, 14 de agosto de 2010

Caluda

As tácticas utilizadas pelos promotores das energias alternativas, e neste caso específico, da energia eólica, dão que pensar. No estado do Oregon, nos Estados Unidos, o silêncio dos moradores está a ser comprado por $5000 cada. Patricia Pilz da Caithness Energy, uma empresa de Nova Iorque, entrega um cheque nesse valor a todos os residentes que aceitarem assinar um documento onde se lê que não se queixarão, no futuro, do ruído excessivo!

Alguns aceitaram alegremente o cheque. Incluindo George Griffith, de 84 anos de idade, que deverá estar mais interessado em apressar-se a aproveitar os cinco mil dólares. Outros recusam, criando um interessante cenário especulativo. Outros já avançaram para acções legais, até porque o estado do Oregon tem leis específicas que limitam o barulho permitido. Um dia, vai-se virar o bico ao prego, por aqueles lados...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As promessas falhadas de Patrick Barkham

Os leitores enviam-me histórias deliciosas. Como a de Patrick Barkham, um jornalista do alarmista Guardian, que prometeu no final de 2009, não comprar uma única peça de roupa durante todo o ano de 2010. Não estava motivado pela crise económica que vivemos, mas sim pelo desejo de cortar nas suas emissões de CO2... Para isso contava com o seu extenso guarda-roupa!

Durante seis meses, Patrick conseguiu aguentar a pressão! Ou quase, porque em Março teve que comprar uns boxers em segunda mão, que nem sequer lavou! Mas pouco depois, numa viagem ao País de Gales, deparou com mau tempo, e lá teve que comprar uma gabardine... E lá se foi a promessa!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tretas e mais tretas de incêndios

Os leitores mais habituais já terão estranhado a ausência de mais referências à problemática dos fogos florestais, que estão este ano de volta e em força, na minha opinião sobretudo por via do Inverno muito chuvoso que tivemos. As muitas tretas que se ouvem por aí esquecem que a grande maioria do território não está ainda em situação de seca, como o próprio Instituto de Meteorologia refere (realces da minha responsabilidade):

Em 31 de Julho de 2010 verifica-se o aparecimento de seca meteorológica fraca em alguns locais de Portugal Continental, mantendo-se, no entanto, um índice de “chuva fraca” na maior parte do Continente.

Desta forma, em termos de percentagem do território o ( índice de seca meteorológica PDSI ) apresenta a seguinte distribuição: 2% em chuva moderada, 53% em chuva fraca, 23% em situação normal e 21% em seca fraca e 1% em seca moderada.

Como facilmente se depreende da imagem acima, as plantinhas e o mato têm encontrado ingredientes para crescerem, facto que parece ter escapado à maior parte dos analistas na temática. Nada que fosse muito difícil de prever, dado o Inverno chuvoso que tivemos!

O melhor que os políticos conseguem fazer é comparar este ano com os de 2003 e 2005, em que grandes fogos existiram, mas com condições completamente distintas das de este ano. Rui Pereira, é um actor surdo no meio da tragédia. O ministro da Agricultura, António Serrano, não se lhe ficou atrás, e ontem propôs a "nacionalização" das propriedades mal cuidadas. Como pode um Ministro propôr isto, quando é o Governo que não cumpre, como se pode inferir, entre outras, pelo conteúdo da seguinte notícia (realces da minha responsabilidade):

São 23 os fiscais no Parque Nacional da Peneda-Gerês que agora passam os dias em casa, sem condições de vigiar mais de 280 mil hectares.
A falta de dinheiro tem justificado que a viatura fique parada e, consequentemente, que não haja fiscalização. As saídas eram feitas, ainda há meses, por transportes públicos, algo que já não acontece por falta o dinheiro, como confirmou à TSF o presidente do conselho directivo dos baldios de Vilar da Veiga.
(...)
Para além disso, até para sair de casa, a pé, os fiscais precisam de uma autorização do director do parque. Trata-se de uma prisão domiciliária, comentou à TSF, com ironia, um dos guardas.
(...)
O ano passado, o Ministério do Ambiente aprovou um plano de prevenção que previa uma vigilância feita por 23 pessoas e com meios, que nunca foram usados.
Só esta semana é que foi requisitada uma viatura para Castro Laboreiro, mas porque, em breve, o parque recebe a visita da Comissão Parlamentar da Agricultura.

Outros políticos são mais atinados. Um autarca do PS descreve como são afectas as prioridades nos combates aos incêndios (realces da minha responsabilidade):

"Estou desesperado. Quando vejo os meios a serem canalizados para uma área protegida em que está a arder mato e nós temos casas a arder há dois dias e ninguém nos manda apoio, gera indignação", afirmava o autarca do PS, José Maria Costa.

Destaque para o Henrique Pereira dos Santos, do blog Ambio, que tem feito um trabalho notável a desmascarar as tretas deste negócio do fogo. Temos tido divergências no passado, mas neste aspecto, ultrapassou-me na quantidade de tretas expostas! Finalmente, devemos lamentar as mortes humanas, que este devaneio dos políticos e outros responsáveis provocam...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Portugal & The New York Times

Portugal made it to the front page of the New York Times. Strangely, an incorrect vision of what is happening in Portugal was given. In this post, we will alert international readers to incorrect information given in the article. The article starts with something interesting:

Nearly 45 percent of the electricity in Portugal’s grid will come from renewable sources this year, up from 17 percent just five years ago.

The 17 percent figure is given through an Eurostat reference. More recent data from DGEG (Portuguese Institution that tracks energy statistics in Portugal) gives a different view. Considering data from page 6 of the above report, one can see in table "Quadro B.1", that 2005 was cherry-picked because of it's very low value. If 2001 (35.4%) was chosen, or 2003 (37.3%), the results wouldn't be so impressive!

Please remember that the values I've mentioned are real values, and that corrected values may appear, as European Directive 2001/77/CE values are given considering hydro electricity production. Now, these values are compared with 1997 values, when a lot of hydroelectricity was produced in Portugal. In the last 10 years, only 2003 surpassed the 1997 hydro production, so that year was the year with the biggest renewable energy sources production (in percentage: 37.3%). But when considering the directive values, it comes with one of the lowest values, with 33.9%. Getting confused? Take a look at the following graphs (originally shown here), where the graph on the left side represents the corrected version, being the right graph the real graph.



Now, the value for 2010 stands at 48.3% in May. If we dig into the statistics, the hydroelectricity produced in the first five months of 2010 is already bigger than the other years following 2003. And it is approaching the 1997 value. That means that the bigger percentage for this year will have to do essentially with rainfall, which fell in great quantity the past Winter, and little with political strategy.

The New York Times also comments on the fact that Portugal has become a net power exporter. That has in fact occurred, but at a high cost! Portugal has been exporting this energy when the wind is stronger, with it occurring when wind is also strong in Spain. A lot of this exported energy was exported at zero cost, which means Portugal is offering energy to other countries, while consumers/taxpayers are paying almost 93.74 euros per MWh for wind energy feed-in tariffs. According to my calculations, these exports have cost the country 50M euros, only in the first trimester of 2010. Indeed, if no wind energy existed, Portugal would have benefited 216M euros in the same first trimester.

Economic benefits have not been carefully studied, yet. Green jobs are few, and more related to construction. Even EDP Renováveis, a Portuguese company, which owns Horizon Wind Energy, did not consider job creation in Portugal, with it's record Vestas order, to much frustration of the Prime Minister, who couldn't avoid smiling for the NY Times interview. The NW Times is right on the energy costs, and they have had a very big impact on the Portuguese economy, which has been stalling for years...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pecados e Absolvição

Continuamos hoje uma série de posts sobre a doutrina do Aquecimento Global, iniciada a semana passada com o conceito de Fé. Hoje falaremos dos pecados e absolvição, nos domínios do Aquecimento Global.

Um pecado consiste numa desobediência, em pensamento ou acto, a um princípio teológico. Um dos principais princípios da Religião Alarmista é o das emissões de carbono, sobretudo o CO2, causarem o Aquecimento Global. E um dos pecados mais graves é contribuir para essas emissões. Tal como o pecado original, relacionado com o sexo, a Nova Religião concebeu o seu pecado principal como algo que a Humanidade não consegue evitar. Afinal, antes do sexo, o carbono é a base da vida, sendo o alimento base das plantas. Mas apelidado de gás poluente e tóxico, estão criadas as condições para todos pecarem...

Esta generalização do acto de pecar é crítica no passo seguinte, que consiste na absolvição, uma declaração de perdão dos pecados confessados, mediante emissão de penitência. No Aquecimento Global, os créditos de carbono, entre outros, cumprem esse papel. Em ambos os casos, o clero é o destinatário habitual destas indulgências, garantindo a sua existência, subsistência e domínio.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Que treta de Ludwig Krippahl

Ludwig Krippahl, professor auxiliar na Universidade Nova de Lisboa, mantém o blog Que Treta! Descobri-o há dois meses atrás, e pareceu-me um exercício interessante, para um investigador académico. Mas nos últimos dias, imbuído certamente pelo calor que faz, resolveu aderir à religião do Aquecimento Global. Num post de há uma semana, Ludwig até tinha consciência das suas limitações:

Tal como com a teoria da evolução, também as conclusões científicas acerca do aquecimento global são rejeitadas por uma franja extremista dedicada a atrapalhar quem tenta compreender o impacto que temos sobre o clima. Mas, ao contrário do que se passa com a teoria da evolução, não tenho nem conhecimento nem paciência para lidar com esses.

Ludwig sabe, que Galileu também constituía uma franja extremista. Como bom cientista, em vez de argumentos, começou o seu post de ontem, com um habitual ataque ad-hominem. Ludwig parte depois para uma dissecação de alguns posts recentes. Critica as notícias de frio na América do Sul, mas aceita certamente de bom grado o calor que faz em partes da Rússia. E fala da tendência global, certamente ignorando por completo que depois de uma Pequena Idade de Gelo, o natural é as temperaturas subirem...

De seguida parte para os atóis do Pacífico. O Ludwig deve desconhecer muita coisa da subida do nível dos mares, a começar por onde ele estava há 18000 anos atrás. Ele que gosta de tendências, devia ver era como é que a Natureza respondeu a subidas muito mais vertiginosas que a presente, há uns milhares de anos atrás.

E o deturpar das minhas palavras continua em relação ao post dos sacos plásticos. Ludwig acredita que eu critico os sacos reutilizáveis. Em nenhum momento do post isso é assim: o que eu critico são os ambientalistas, que defendem os sacos reutilizáveis, mas que se esquecem inconvenientemente de os mandar lavar. Talvez porque o resultado final das contas ainda favoreça os sacos plásticos, sobretudo para aqueles que compram sacos de plástico para enfiar o lixo...

A irracionalidade e irresponsabilidade que Ludwig me aponta, é aquela que certamente ele vê no seu espelho. Para Ludwig, tudo o que ele diz e defende são "evidências sólidas e conclusivas. E contra evidências só mesmo falácias." Típica visão do clero renascentista, que não queria saber do método científico...

domingo, 8 de agosto de 2010

Seis milhões de peixes mortos


Estima-se que seis milhões de peixes e outros animais tenham morrido nos últimos dias nos rios e lagos da Bolívia. De frio. A mortandade, que podem ver no vídeo acima, nunca foi de tão grande magnitude no passado, como os vários relatos do vídeo enfatizam. Recorde-se que esta vaga de frio está associada ao frio que relatamos anteriormente no Peru e Brasil, sendo que esta é necessariamente uma grande catástrofe ecológica. Da qual, os ecologistas fugirão a sete pés!