quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Scf Baltica and the Northern Sea Route

Typical interest gathers around this time of the year, regarding the Northern Sea Route and Northwest Passage. From the Northwest passage, we will be hearing about it soon, as conditions are getting better, despite some surprise from the adventurers:

Later the same evening, on receiving the daily ice chart, we came face to face with the sombre reality. For some unforeseeable reason, the ice further north had shifted and blocked Franklin Strait. And in Larson Sound, it had also moved eastward and was now less than fifteen miles off the shore. This will keep us in Gjoa Haven for a little longer but hopefully not too long!

Meanwhile, in the Northern Sea Route, the big news seems to be the fact that Scf Baltica is making it's way through. The article is clear about the difficulties it has encountered:

Russian television has shown the tanker making cautious progress through chunky sheets of ice in the wake of the steel-rimmed ice breakers, as a polar bear loped across ice floes within shouting distance of the ships.

Baltica left Murmansk on August 14th, followed by the nuclear ice breakers "Rossiya", "Taymyr" and "50 years of Victory". Baltica has already arrived at Pevek, in the Chukotka Peninsula, and no more ice will delay its route to China.

Ship tracking sites like http://www.sailwx.info/ give interesting information. One can see that Scf Baltica has gone undercover since July 15th. One can also track Taymyr, Rossiya and 50 years of Victory, all of them in the northern seas. In the image below, obtained from http://www.sailwx.info/shiptrack/shiplocations.phtml, August 25th, 16:00 UTC, only the nuclear ice-breakers are mapped in the Kara, Laptev and East Siberian Sea:


The temperatures given by the ships are also very interesting. All the three icebreakers are experiencing near freezing temperatures, although Rossiya registered 12.7ºC on August 21th, 6AM.

These media stunts have occurred in the past, and created a lot of confusion. But the whole truth is never told or remembered. In mid July, two Russian tankers collided with each-other, carrying diesel-fuel somewhere along the North East Passage. The passage also involves sailing around Novaya Zemlya, a major nuclear testing site in the Cold War. Most important, this route, that has been opened since 1932, is only navigable with mighty nuclear icebreakers during a few weeks of August and September...

Finally, the price tag in completely unknown. How much do three nuclear icebreakers cost? And how about insurance for the ships? Not counting on what Russia hopes to tax this shipping in the future...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mais taxas na electricidade

A notícia de hoje do Diário Económico, relativa à subida de um ponto percentual no custo da energia eléctrica, só deverá surpreender os incautos. Os leitores habituais já sabem que a energia terá que subir ainda mais, sobretudo por via do enorme défice tarifário. Este está a ser agravado pelo custo da energia eólica, que conjuntamente com a energia solar, representou um custo acrescido de 367 milhões de euros, na primeira metade de 2010.

É claro que o editorial do DE tenta desculpabilizar o Governo, e culpar Espanha. Mas o problema, lá como cá, é o excesso de eólicas, e a sua fraca produção em muitos momentos ao longo do ano. Na imagem acima podem ver a produção eólica num desses dias, 26 de Junho de 2010, podendo essa informação ser consultada também no site da REN. Nesse dia, entre as 10 e as 11 horas produziu-se 8.8 MWh de energia eólica, o que correspondeu a 0.16% do consumo de electricidade nessa hora. Nesse dia, como em tantos outros, foram aquelas centrais "más", que geram CO2, que permitiram que houvesse electricidade neste país...

O clima de António Mendonça


Ouvi hoje surpreso, na SIC, o Ministro dos Transportes e Obras Públicas, António Mendonça, a responsabilizar o clima, pelo terrível acidente de ontem na A25. Quando se trata de um jornalista, até perdoamos a sua ignorância. Agora um Ministro, confundir tempo com clima? Só faltava dizer que se tratou das alterações climáticas...

É claro que as pessoas, de tanto ouvirem falar em alterações climáticas, já não sabem distinguir o clima da meteorologia. É recorrente. Mas António Mendonça não esteve sozinho. Raquel Leal, directora de comunicação do INEM, também culpou o clima pelas dificuldades nas operações de resposta...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cobarde Cameron

James Cameron é um realizador de cinema muito conhecido. Há uns meses, resolveu disparatar em todas as direcções:

"That's right," Cameron said. "I want to call those deniers out into the street at high noon and shoot it out with those boneheads."
Turning more serious, he added: "Anybody that is a global warming denier at this point in time has got their head so deeply up their a** I'm not sure they could hear me."

Os representantes de Cameron desafiaram há umas semanas Marc Morano, Ann McElhinney e Andrew Breitbart, para um debate na conferência AREDAY, uma conferência sobre a economia verde... Os cépticos não se intimidaram. Cameron queria que esse debate fosse efectuado no final da conferência, e fosse transmitido em directo na Internet. Cameron estava até entusiasmado com a presença dos Media, naquilo que antevia fosse uma goleada...

Morano e companhia aceitaram as condições. Mas Cameron começou a mudar de ideias. Primeiro quiseram mudar a equipa deles; Morano et al. não se importaram. Mudaram o formato do debate. Proibiram as filmagens do lado dos cépticos, e estes acabaram por concordar. Depois, proibiram o vídeo, e mais à frente Cameron baniu a presença dos Media. Depois, até tentou banir a audiência, permitindo apenas a presença dos conferencistas. Não haveria também transmissão na Internet.

Sábado, um dia antes do debate, o cobarde e hipócrita Cameron cancelou o debate. Morano ainda ia a voar para a conferência. Morano ainda fez uma apresentação que era suposto durar 90 minutos, mas os trigloditas alarmistas boicotaram a sua apresentação. O nível desceu ao ponto do relato seguinte:

One participant confused carbon dioxide with carbon monoxide. She suggested I kill himself by driving my car into my garage and then close the doors with the engine running. I twice attempted to explain to the ARDAY conference participant that there was a difference between carbon dioxide -- a harmless trace essential gas we exhale from our mouth-- and toxic carbon monoxide, but to no avail. I sadly shook my head and told the audience: "Wow, what a warm welcome I have gotten here."

Actualização: Notícia em desenvolvimento no Watts Up With That.
Actualização 2: Começam a ser conhecidos os contornos das cambalhotas dos representantes de Cameron.

domingo, 22 de agosto de 2010

Grandes incêndios florestais

As recentes referências aos fogos florestais ocorridas na Rússia, levou-me a pesquisar os grandes incêndios florestais da História. A lista abaixo não permite uma correlação com o Aquecimento Global, como facilmente se percebe. Aliás, já houve a preocupação dos cientistas afastarem tal relação. Lá, como cá, é a incompetência da gestão florestal que nos continua a levar a lado nenhum... Entretanto, se descobrir novas entradas, a lista será completada:

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mais pseudo-ciência de mamutes

Saiu mais uma barbaridade sobre mamutes. Num recente estudo publicado na "Quaternary Science Reviews", com o título "Last glacial vegetation of northern Eurasia", Allen et al., argumentam que foram as alterações climáticas que levaram à extinção dos mamutes. Tudo, claro, baseado em modelos computacionais complexos...

A mensagem subliminar é clara: se aqueles simpáticos herbívoros morreram porque o planeta ficou mais quente, então por exemplo, os ursos polares não terão qualquer hipótese... Nós, por cá, temos jornalistas ávidos destas notícias. Filomena Naves, do Diário de Notícias, lançou imediatamente cá para fora a notícia: "Aquecimento da Terra ditou fim dos mamutes". Mas será que esta jornalista já não se lembra da última notícia com que nos brindou sobre mamutes? Pois é, foi há menos de três meses, e na altura o título foi "Extinção de herbívoros causou arrefecimento" a que nos referimos aqui.

Mas há mais estudos da treta sobre mamutes nas últimas semanas. Doughty et al., em "Biophysical feedbacks between the Pleistocene megafauna extinction and climate: The first human-induced global warming?" argumentam que os mamutes deixaram de comer bétulas, conclusão calculada a partir de um proxy de pólen. Em função disso, as bétulas prosperaram, o albedo aumentou, o calor aumentou e os mamutes morreram...

Resumindo, umas fogueiras dos homens das cavernas devem ter aquecido o Planeta; em função disso, os mamutes começaram a morrer (provavelmente no espeto), deixaram de comer bétulas e depois disso deixou de haver gases na atmosfera, e depois veio o arrefecimento? Não há pachorra para estes cientistas e jornalistas...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ainda o custo das eólicas e da solar

A propósito do post de anteontem, relativo ao custo das renováveis no segundo trimestre, Henrique Sousa, do blog HorAbsurda.org, fez hoje um post equacionando algumas das minhas afirmações. O Ecotretas adora esta troca de argumentações, porque o resultado final é ainda melhor! Aliás, recomendo vivamente este blog e congratulo o seu autor, pela natureza extremamente pedagógica que apresenta!

Em primeiro lugar, há que reconhecer que o título do post de anteontem é erróneo. As renováveis são mais que as eólicas e solar, e inclui nomeadamente as hídricas, que nada tinham a ver com o conteúdo do post. Por isso, o custo referenciado é relativo à produção de energia solar, mas sobretudo eólica.

Henrique Sousa equaciona sobretudo o conceito de custo. O custo que eu mencionei não é o custo de produção para os promotores, mas o custo deste modelo de tarifas feed-in, que são claramente um custo para os consumidores/contribuintes portugueses. A ser pago com juros elevados! Disto ninguém tenha dúvidas.

Da análise do post, e dos comentários de Jorge Pacheco de Oliveira, ressalta também interessante concluir que os números que apresento confirmam as previsões efectuadas para o défice tarifário de 2010, que segundo as contas da ERSE apontam para um valor de 700 milhões de euros.