O Expresso divulgou ontem um conjunto de fotos notáveis sobre os buracos que inundam a Arrábida. Os mesmos são resultantes das pedreiras comuns na zona. Infelizmente, elas são necessárias, mas o seu impacto deveria ser sempre minimizado. Em termos paisagísticos, elas são apenas muitas vezes visíveis a partir do ar, mas isso muitas vezes é o que interessa menos. Como se pode ver pela sequência de fotos, o levantamento de poeiras é um problema sério. E outros problemas ainda mais sérios certamente se levantarão. Em vez de andarem entretidos com o dióxido de carbono, os ecologistas deveriam procurar imagens fortes como estas. Porque uma imagem vale por mil palavras...
domingo, 5 de setembro de 2010
Os buracos da Arrábida
O Expresso divulgou ontem um conjunto de fotos notáveis sobre os buracos que inundam a Arrábida. Os mesmos são resultantes das pedreiras comuns na zona. Infelizmente, elas são necessárias, mas o seu impacto deveria ser sempre minimizado. Em termos paisagísticos, elas são apenas muitas vezes visíveis a partir do ar, mas isso muitas vezes é o que interessa menos. Como se pode ver pela sequência de fotos, o levantamento de poeiras é um problema sério. E outros problemas ainda mais sérios certamente se levantarão. Em vez de andarem entretidos com o dióxido de carbono, os ecologistas deveriam procurar imagens fortes como estas. Porque uma imagem vale por mil palavras...
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sábado, 4 de setembro de 2010
A corrida mais louca do Mundo
Louis Palmer organizou a Zero Race, uma corrida louca à volta do Mundo. Quatro "carros" eléctricos movidos a energia solar procurarão dar a volta ao Mundo, passando inclusivamente por Portugal, conforme se pode ver no mapa do percurso, disponível ao lado. Numa corrida que já vai a 20%, os abandonos já começaram. Há uns dias houve umas explosões, enquanto a chuva vai fazendo também estragos... E as peripécias que eles próprios relatam são tantas que nem dá para acreditar! Mas os jornalistas pelo caminho vão engolindo as aldrabices do costume. Veremos como é quando chegarem cá, se chegarem...
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Diesel melhor que veículos eléctricos?
Saiu agora um estudo de investigadores suiços, do EMPA, publicado na Environmental Science & Technology, que equaciona os efeitos ambientais dos carros eléctricos e das suas baterias, em comparação com automóveis movidos por combustíveis fósseis. Uma das suas conclusões é a de que a origem da energia eléctrica utilizada para carregar as baterias é determinante no impacto total. Nas suas contas, para um cenário de 150000 Km, com um mix de energia atómica, carvão e hidroeléctrica, como é comum na Suiça, o impacto do consumo é três vezes superior ao do custo ambiental imputável ao fabrico das baterias. Estas representam 15% do impacto ambiental ao longo da vida útil do automóvel, sendo que a extracção do lítio é responsável por 2.3%. Alguns dos outros passos no fabrico das baterias está evidenciado na imagem acima.
O problema do estudo está todavia no valor de consumo que é considerado para efeitos de comparação com os automóveis movidos por combustíveis fósseis. Segundo o estudo, os automóveis com consumo inferior a 3.9 litros/100Km serão mais verdes que os veículos eléctricos:
| A break even analysis shows that an ICEV would need to consume less than 3.9 L/100km to cause lower CED than a BEV or less than 2.6 L/100km to cause a lower EI99 H/A score. Consumptions in this range are achieved by some small and very efficient diesel ICEVs, for example, from Ford and Volkswagen. |
Automóveis destes já se vendem em Portugal. Como o Volkswagen Golf Bluemotion, ou o Ford Fiesta Econetic, passe a publicidade...
Nota: O título foi corrigido, substituindo-se a designação híbridos por veículos eléctricos.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Neve em Agosto
Enquanto nós por cá beneficiamos ainda de um calor bastante razoável (e que eu espero se vá mantendo), por outras paragens, parece que vamos directos para o Inverno. Segundo as estimativas da NOAA, vai haver frio a valer. Na verdade, a neve já recomeçou a cair em Agosto. Tal aconteceu por exemplo na Escócia. Nos Alpes, a coisa é ainda mais escandalosa, com algumas estações de esqui a pensarem abrir já no próximo fim de semana... Em algumas estâncias caiu mais de meio metro de neve! Como a imagem acima (de hoje) documenta, algumas estão mesmo já prontinhas...
Noutros locais, outros sofrem das agruras do tempo. Como é o caso dos activistas da Greenpeace que tomaram de assalto a plataforma Stena Don. Como se pode ler nos diários da própria organização, não há dúvidas sobre as razões que os levaram a abandonar o protesto:
| Well, that was dramatic. Yesterday afternoon, the seas started churning and our huge banner on the oil rig was twisting and flapping as a gale blew up. (...) The weather forecast on the screen on the bridge looked ominous – lots of grim symbols over the coast west of Greenland – while a quick duck outside had my eyes watering with the cold. (...) But now a freezing gale has stopped us. Anybody who saw the images of our camp under the rig will appreciate how harsh the conditions were last night for the guys. (...) Last night was freezing and now the sea below us is churning and the wind is roaring. |
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O mártire James Lee
É a notícia das últimas horas. James J. Lee tomou reféns no edifício da Discovery Communications, responsável nomeadamente pelo Discovery Channel. Este mártire, um discípulo do Al Gore, tem um manifesto na Web, que é absolutamente repugnante ler! E donde veio a iluminação dele?| Lee said at the time that he experienced an "awakening" when he watched former Vice President Al Gore’s environmental documentary "An Inconvenient Truth." |
Sigam as actualizações no blog do Anthony Watts...
Actualização: Não devemos deixar de meditar como este caso pode ser a materialização do endoutrinamento do profeta Gore:
- "If you're a young person looking at the future of this planet and looking at what is being done right now, and not done, I believe we have reached the stage where it is time for civil disobedience..."
- "Civil disobedience has an honourable history, and when the urgency and moral clarity cross a certain threshold, then I think that civil disobedience is quite understandable, and it has a role to play."
- "Around the world, when politicians fail to act to solve the climate crisis, people are taking action (...) It is my hope we see activism like this here in the United States."
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Bjorn Lomborg
Anda por aí uma notícia, propagada aparentemente pela LUSA, de que Bjorn Lomborg advoga a criação de um fundo de 100 biliões de dólares por ano, para salvar o planeta do Aquecimento Global. Estas notícias tentam sobretudo transmitir a ideia de que Lomborg é um céptico convertido aos alarmistas...Mas Bjorn Lomborg não é um céptico sequer. Ele é um cientista político, bem falante, como já nos referimos aqui. É um vegetariano, esquerdista e homossexual assumido, sendo que antes de ser conhecido nunca tinha publicado um artigo científico sequer nas áreas do Ambiente, e até era apoiante da Greenpeace, com o objectivo de salvar o Mundo. E acredita piamente no Aquecimento Global, conforme afirmou no seu livro "Cool It" de 2007: "Global warming is happening. It's a serious and important problem..."
Um dia, Lomborg viu na Wired um artigo sobre Julian Simon, a quem já aqui nos referimos no blog. Lomborg, que também era professor de Estatística na altura, nem queria acreditar na história. E deu uma tarefa aos seus alunos: eles analisariam o trabalho do economista de direita, Julian Simon, e "provariam" que ele havia manipulado e distorcido os dados estatísticos, por forma a provar que o Mundo não estava efectivamente a ficar melhor da perspectiva ambiental, conforme Simon advogava.
Para grande surpresa de Lomborg, os seus alunos provaram o contrário: que Simon havia tratado correctamente os dados! Os alunos provaram ainda que quem havia manipulado os dados eram essencialmente as ONGs, que Lomborg tanto admirava! Daí até escrever o livro "The Skeptical Environmentalist" foi um passo. O livro desencadeou a fúria dos ecologistas, e ele foi agredido, investigado e julgado, mas sobretudo vítima de inúmeros ataques ad-hominem nos Media e na Internet.
Até Pachauri detesta o homem. Numa entrevista de 20 de Abril de 2004, ao jornal dinamarquês Jyllands-Posten, Pachauri comparou Lomborg a Adolf Hitler:
| What is the difference between Lomborg’s view of humanity and Hitler’s? You cannot treat people like cattle. You must respect the diversity of cultures on earth. Lomborg thinks of people like numbers. |
No dia seguinte, as reacções aos termos de Pachauri foram de condenação, embora Lomborg levasse na mesma tabela. Do episódio pouco reza a história... Pachauri negou depois a responsabilidade por tais afirmações, mas o repórter Lars From, do jornal dinamarquês confirmou as afirmações.
Resumindo, Bjorn Lomborg é uma voz muito inconveniente. Mas numa altura em que o IPCC está debaixo de fogo, esta notícia serve para divergir as atenções. Na verdade, nem sequer os ecologistas querem acreditar, mas que dá jeito, dá!
Actualização: Surpreendentemente, depois de o comparar a Hitler, Pachauri agora até o incentiva: "This book provides not only a reservoir of information on the reality of human-induced climate change, but raises vital questions and examines viable options on what can be done"
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A borboleta e a energia eólica
Entretanto saiu mais um estudo na "Atmospheric Chemistry and Physics" que evidencia a questão. Em "Weather response to a large wind turbine array", Barrie et al., simularam o impacto de um gigantesco parque eólico, tendente a ocupar 23% da área dos Estados Unidos. Esta é claramente uma área sobre-dimensionada, com o estudo a deixar claramente subentendido que essa área não será atingida rapidamente.
O estudo revela, nessas circunstâncias, um impacto significativo ao nível das anomalias atmosféricas, especialmente do Atlântico Norte, como facilmente se observa nas conclusões do estudo:
| The study presented here depicts a strong downstream impact caused by a large surface roughness perturbation in a GCM. We have assumed that the active control of turbine orientation could produce a time-dependent change in surface roughness. Atmospheric anomalies initially develop at the wind farm site due to a slowing of the obstructed wind. The anomalies propagate downstream as a variety of baroclinic and barotropic modes, and grow quickly when they reach the North Atlantic. |
Sabendo-se das grandes dimensões dos parques eólicos de Portugal e Espanha, poder-se-á facilmente perguntar como isto nos afecta? Como ninguém parece ter querido abordar esta questão, o Ecotretas vai procurar descobrir...
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