quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lista não-inglesa de sites cépticos

Durante estes últimos tempos, fui coleccionando links para sites cépticos do Aquecimento Global Antropogénico. Para uma lista de sites em inglês, a lista do site de Anthony Watts, Watts Up With That?, é a referência. Para sites noutras línguas, criei a página "SKEPTICAL VIEWS IN NON-ENGLISH COUNTRIES", com link permanente na parte superior direita do blog.

A lista actual, que reproduzo abaixo, inclui sites em 10 línguas, com quase 80 sites. A lista pode ser ordenada, carregando-se no cabeçalho da tabela. Observem também os links para tradução em cinco línguas, incluindo o português, através do Google Translate.

Actualização: Por razões de formatação da página principal, retirei a tabela. Ela está disponível no link acima.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desemprego Verde

O Primeiro Ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, prometeu a semana passada, em Seul, criar um milhão de empregos verdes nos próximos dez anos. O problema é que o vizinho ao lado, bem como nós, está a deitar fora os poucos empregos verdes que entretanto foram efectivamente criados. Segundo esta outra notícia de La Vanguardia, a verdade é que se perderam em Espanha 35 mil empregos nos sectores eólicos e fotovoltaico!

Na verdade, com uma subsidiação insustentável, todo o castelo de cartas se desmorona. Javier García Breva, antigo responsável de energia do PSOE, diz que Zapatero tem um discurso duplo: no estrangeiro é tudo rosas, enquanto em Espanha o cenário é negro... Não acham isto tão deja-vu? Segundo ainda o artigo de La Vanguardia, a culpa é do Regulador, do Ministério da Indústria, do Governo... Pelos vistos, nenhum deles sabe fazer contas! Agora há que cortar! Os projectos novos foram metidos na gaveta, e nos projectos existentes, já não se vai cumprir o contratado...

Segundo a Asociación de la Industria Fotovoltaica, desde 2008 perderam-se 30000 empregos (dos quais 90% eram temporários), enquanto que, segundo a Deloitte, em apenas 2009, se perderam 5000 postos de trabalho no sector eólico. Segundo Sergio de Otto, um analista do sector eléctrico, os fundos internacionais de investimento já não poem os pés em Espanha, tal o desprestígio gerado!

E enquanto em 2008 se criaram 2800 MW de potência fotovoltaica em Espanha, em 2009 foram uns impressionantes 5 MW! Por isso, quem mais se queixa, não são os desempregados! São os abutres do sector, sempre à procura de um bom subsídio. E isso fica claramente patente nas restantes opiniões do artigo...

domingo, 14 de novembro de 2010

Família modelo dos ecologistas

A família de Paula Sousa e Pedro Marques vai, certamente, passar a ser a família modelo dos ecologistas. Na página 18 do Expresso de ontem, Joana Bastos dá-nos a conhecer a família de Vila Franca de Xira:

A partir do próximo mês, quando Paula perder o subsídio de desemprego, vão prescindir da electricidade. "A água e o gás são mais importantes para fazer a comida", dizem.

Todo o artigo é muito emocianante. A verdade é que há muitas famílias como a de Sousa & Marques, que andam a passar dificuldades para suportar os prémios do Mexia, as subidas de energia por causa das renováveis, e a pagar taxas e taxinhas, como as que suportam a RTP. E a causar a emissão de gases de efeito de estufa... Esta família vai, portanto, aumentar a sua eficiência energética ao máximo, e os ecologistas admirarão esta decisão. No futuro, para estes, todos deveríamos ser como esta família!

Este é um cenário que só agora chegou ao Expresso. Neste artigo do Público de início de 2009 temos mais exemplos de pessoas que cortaram também nas suas emissões. Mas, parece que a fé das pessoas é outra... Mas tal como nos telemóveis, provavelmente vem ai o pre-pagamento da electricidade, tal como já existe noutros países (eg. Reino Unido). Assim, pensará o Mexia, continuará a haver justificação para a sua economia Verde...

sábado, 13 de novembro de 2010

Fraude Solar

Um estudo dos investigadores Andrew Macintosh e Debra Wilkinson, da ANU, uma Universidade Australiana, lançaram um estudo absolutamente demolidor para a política de subsidiação da energia solar na Australia. Resumidamente, 1.1 mil milhões de dólares australianos (cotação actual próxima do dólar americano) foram estoirados na subsidiação de painéis solares, não tendo feito praticamente nada pela redução nas emissões de CO2. Interessante é o facto do esquema ter beneficiado essencialmente os ricos!

Mas há muitas mais conclusões inconvenientes. Macintosh, que é Director Associado do Centro de Política e Direito Climático da ANU, não vê qualquer vantagem nestes subsídios em áreas onde o acesso a energia da rede é fácil. O programa de subsídios começou em 2000, com oferta de um desconto de $8000. Em Junho passado, o Governo terminou o programa em 24 horas, dado que o programa era claramente insustentável em termos financeiros. Dos apoios concedidos, 66% foram para a classe média alta. Nem sequer a indústria solar australiana beneficiou dos apoios, com a grande maioria dos painéis a serem importados da China.

Em termos práticos, os painéis reduziram as emissões em 0.015%, com cada tonelada de carbono poupada a ter um custo de $301, duas ordens de grandeza acima do seu custo. E tudo isto permite apenas a geração de 0.1% da electricidade total da Austrália... Em Portugal, o esbanjamento continua, porque a classe média-alta é cada vez mais pequena, e tem outras prioridades!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ecobolas

Um leitor habitual apontou-me para um post no De Rerum Natura, com mais uma exposição de uma treta dos ambientalistas. A Quercus, no seu degradante "Minuto Verde", fez mais um apelo à banha da cobra. Desta vez, Sara Campos, no vídeo abaixo, fala sobre as ecobolas, que supostamente substituem os detergentes na lavagem da roupa. As ecobolas são um produto comercial, como podem ver neste site, pelo que o que a Quercus está a fazer é publicidade encapotada, paga ainda por cima pelos contribuintes portugueses!

Entretanto, atentemos na explicação científica de David Marçal:

No site das bolas verdes há todo um chorrilho de disparates, como que "cerâmicas Alcalinas mantêm o pH próximo de 10". Portanto, de alguma maneira reduzem a concentração de iões hidrónio (H3o+) muito abaixo do nível de auto-dissociação da água, e fazem-no nada menos do que 1000 vezes (lavagens). Basta pensar no volume da água de 1000 lavagens (por mais ecológico que seja o programa) e na quantidade de base que teria que se adicionar para que o pH subisse para 10 (e o pH é uma escala logarítmica, ou seja cada alteração de uma unidade implica uma mudança de um factor de 10 na concentração) para perceber que essas ecobolas devem ser armas de destruição maciça.


Mas uma pesquisa rápida na Internet revela mais verdades por detrás das ecobolas. Neste site estão resumidas as verdades inconvenientes sobre as ecobolas. Aí descobrimos que este é, aliás, um esquema muito antigo, com pelo menos 13 anos. Daí até chegar à página do Wikipedia, foram uns segundos... Depois, também rapidamente se comprova que a estupidez está patenteada! Outras explicações científicas são rapidamente encontradas...

Se eu consigo descobrir tudo isto em 4 minutos, porque diabo nos anda a Quercus a aldrabar???

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O totalitarismo Climático

O totalitarismo (dos quais o comunismo e o fascismo são os melhores exemplos), há muito tempo que chegou aos domínios climáticos. Os leitores habituais do blog sabem que eu tenho exposto repetidamente os abusos que, a este nível, se cometem. O totalitarismo climático está associado ao autoritarismo imposto por uma comunidade científica muito conhecida, mas que são apenas peões movimentados pelos ideólogos da Nova Ordem Mundial. A ideologia associada, como em qualquer regime totalitário, está a ser massivamente divulgada pela comunicação social controlada. E estão presentes as outras características do totalitarismo, incluindo o culto de personalidade, o controle sobre a economia, a regulação e restrição da expressão, a vigilância em massa, etc.

Esta introdução é importante para compreendermos o que se está a passar neste momento. Passaram esta semana 72 anos sobre a Kristallnacht: em 8 e 9 de Novembro de 1938, as casas de Judeus alemães foram saqueadas, as lojas e vilas onde eles moravam, destruídas. 1668 sinagogas foram igualmente saqueadas, tendo sido incendiadas 267. Morreram 91 Judeus, enquanto cerca de 30000 homens Judeus foram levados para campos de concentração. O resto, como todos devem saber, é História...

O que se segue é um deja-vu histórico. As SS verdes alemãs, na impossibilidade de conterem o cepticismo climático que grassa na Alemanha, reverteram para as técnicas antigas. Parlamentares dos Verdes estão a tentar encostar o Governo à parede, procurando cunhar os cépticos, tal como efectuaram com os Judeus, marcados como se de gado se tratasse. Uma tradução em inglês está disponível no site NoTricksZone, de P. Gosselin.

Quando se pergunta se há "vozes dentro do Governo Alemão que questionem o Aquecimento Global Antropogénico", ou se atinge a credibilidade de cientistas como Fred Singer, o que se pretende é o silenciamento. Uma boa resposta, antes da do Governo alemão, foi dada por Luboš Motl. A tudo isto não é alheio a realização de uma conferência internacional de Energia e do Clima organizada pela EIKE (Europäisches Institut für Klima
und Energie), também referenciada na persecução. A conferência é uma autêntica lança em África, e será realizada em Berlim, em simultâneo com a cimeira de Cancún.

Se também é um dos que não quer o regresso do totalitarismo, mantenha-se atento. E vá passando a mensagem... Mas tenha medo, muito medo do que aí possa vir!!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

World Energy Outlook 2010

The IEA (International Energy Agency) launched yesterday the "World Energy Outlook 2010". Two major conclusions are making some hype in the Media: that "Copenhagen failure could cost US$1 trillion" and that "Oil Subsidies have reached $312 Billion in 2009". This last title is incorrect, as you'll see, but that's the Media we have. Others rejoice because "fossil fuel subsidies are five times greater than renewables"...

Why are fossil fuel subsidies so high? Lets start by seeing the relevant graph below, extracted from www.worldenergyoutlook.org/docs/weo2010/key_graphs.pdf Of the $312 Billion, approximately half of it is justified by subsidies in the Top 4 countries: Iran, Saudi Arabia, Russia and India. You'll probably notice that the first three are in the Top 4 oil producing nations: http://en.wikipedia.org/wiki/Petroleum


And when you read the Factsheet, you find the detailed composition of 312 Billion:

In 2009, oil products and natural gas were the most heavily subsidised fuels, attracting subsidies totalling $126 billion and $85 billion, respectively. Subsidies to electricity consumption were also significant, reaching $95 billion in 2009. At only $6 billion, coal subsidies were comparatively small.

So, only 40% of the subsidies are related to oil products, and not the whole, as some of the Media are hyping. To see in more detail where these subsidies are being used, we have to find somewhere else. The German Technical Cooperation (GTZ) has a worldwide compilation of international fuel prices (November 2008). You just have to look for the red countries below to find out that data from GTZ matches that of IEA:


Please click the images for a detailed view. When one reads the news above, most of us would imagine that it is the Western world that is subsidizing fossil fuels. But when you look better, it's exactly the other way around. An even better view for gasoline and diesel prices is given below (from the GTZ document referred above):


Now, you have to click these images, to get the details. Figure out where your country is. Mine is near the bottom, which is not good! Than try to locate those subsidy-dependent countries, mentioned above. Why should Venezuela's dictator, Hugo Chavez, cry out for more money, when in Venezuela one liter of gasoline costs only 2 US cents (8 US cents per gallon)? And why should President Mahmoud Ahmadinejad of Iran ask for money, when one liter of diesel only costs 3 US cents (11 US cents per gallon)? IEA has got a clue of what is going on, at least in Iran:

The country with the highest subsidies in 2008 was Iran at $101 billion, or around a third of the country’s annual central budget. Chronic under-pricing of domestic energy in Iran has resulted in enormous subsidies and a major burden on the economy that is forcing reliance on imports of refined products. Iran’s leadership came to agreement in 2010 on a sweeping plan for energy subsidy reform; however, steep economic, political and social hurdles will need to be overcome if Iran is to realize lasting reform.

And for Venezuela, it's just too easy to find it too. Chavez can't even deal with a multi-decade problem in his own country, but the fault is capitalism. While international journalists get surprised, it's a fuel tourism paradise for Colombian smugglers. There are other places in the world where this type of tourism is well known, and we Portuguese get to practice it a lot, in Spain. You can also find this problem discussed in the peer-review literature (PDF seems to be here).

It seems that I could go on, and on, with this document. The coal perspective is just too good to be true. The G20 meeting is just around the corner, and this document was clearly timed for it. And Cancun is only a few weeks away. Then, why should the western World be paying for a non-problem, when Iran is dedicating 20% of it's GDP to subsiding fuel costs? They alone wasted $100 Billion in 2008 in the process. And just guess where all that money comes from? So, why don't all these Greenies move to the Top 10 countries, in the first graph above, and get back some $200 Billion, for saving the planet?