terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ilhas de Calor Urbano

O conceito de Ilha de Calor Urbano é bem conhecido dos leitores habituais do blog. O conceito é muito bem conhecido, até por aqueles que não sendo cientistas, observam com alguma atenção, um simples termómetro de carro, ao se aproximarem e afastarem dos grandes centros urbanos. Eu já encontrei diferenças de temperatura de 10ºC entre o centro de Lisboa e arredores, sendo especialmente visível durante a noite!

Este tema tem sido varrido para debaixo do tapete pelos alarmistas. Porque os seus termómetros estavam na maioria, há umas dezenas de anos, fora das cidades. E hoje estão dentro das cidades. Veja-se o caso dos termómetros de Lisboa, para se ter uma ideia! E claro, esses termómetros têm vindo a registar um aumento das temperaturas... Porque será?

Num paper de 1990, o Phil Jones do Climategate já andava a esconder o gato. Esse gato continuou a ser escondido em estudos subsequentes, com ligeiras alterações, como é o caso deste paper, também de Phil Jones, depois de múltiplas críticas de cépticos. Entretanto, tornou-se doutrina do IPCC.

Afinal, o gato está escondido, mas com o rabo de fora! Via o magnífico WattsUpWithThat, chegamos a este estudo da NASA, que aproxima o impacto da subida das temperaturas, por via das Ilhas de Calor Urbano, até uns impressionantes 9ºC! A apresentação que eles disponibilizam é igualmente arrasadora. Não deixem de ler, na totalidade, porque irão ser uma grande referência, daqui para a frente!

Falta de açúcar

Era evidente que mais cedo ou mais tarde iríamos chegar aqui. E a coisa vai piorar! Tenho vindo a referir os problemas dos biocombustíveis nesta tag. Mas com os problemas da falta de açúcar este fim de semana, regressei a este tema, porque certamente a maioria dos leitores ainda não percebeu porque falta açúcar nas prateleiras...

A maioria das notícias dá conta da subida dos preços internacionais, como justificação para a falta de açúcar. E é verdade, o preço do acúcar está em máximos dos últimos anos, conforme é visível no gráfico ao lado. Mas porque sobe? Por uma razão simples: porque em vez de se andar a produzir açúcar, anda-se a produzir etanol. E ainda se gabam disso nos foruns internacionais, como foi recentemente o caso do Brasil, em Cancún. Basta ver a página do Wikipedia dedicada à produção de etanol no Brasil, para perceber a dimensão do problema: só a área total plantada de cana de açúcar para produzir etanol é de 3.6 milhões de hectares, um pouco mais de um terço do território português!

Mas nós por cá, não nos podemos queixar, até porque sabemos contribuir para este problema do açúcar... Em vez de produzirmos beterraba, entregamos a produção a troco de uns cobres, conforme podem ver em muitos locais da Internet, como este. E se lerem o resto deste blog de Coruche, donde era a fábrica que fechou, percebe-se como a história está muito mal contada!

Actualização: Um leitor atento enviou-me uma nota de correcção, sobre a fábrica de Coruche, que efectivamente não fechou, mas apenas deixou de utilizar beterraba na produção, passando a refinar apenas ramas importadas. Mea culpa!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aquecimento Global em Minneapolis

O Aquecimento Global é, certamente, também o responsável pela queda do tecto insuflável do Metrodome de Minneapolis, no Minnesota, Estados Unidos. E notem que o digo, não por ironia, mas com convicção. É que, neste Mundo em que quase todos acreditam piamente no Aquecimento Global, não passava pela cabeça dos donos, dos projectistas, dos arquitectos, dos responsáveis políticos e administrativos lá do sítio, que voltasse a cair um nevão à antiga! Afinal, foi nesta mesma cidade que caiu uma ponte supostamente devido ao Aquecimento Global...

domingo, 12 de dezembro de 2010

171 euros por consumidor

Um leitor habitual enviou-me uma nota para mais um artigo inconveniente do Expresso, com direito a capa do caderno de Economia, tal como há duas semanas. O Expresso volta a ganhar assim um ex-leitor. A notícia referencia como cada consumidor irá pagar 171 euros pelas renováveis, em 2011. Segundo as contas do Expresso, a conta no próximo ano vai superar os 1000 milhões, para sustentar este vício do Sócrates.

O artigo desanca ainda na microgeração, cujos produtores recebem 8 vezes mais que o verdadeiro custo da electricidade ao consumidor, conforme se percebe pelo artigo interior, como podem ver ao lado. Ainda assim, o artigo peca por passar os argumentos daqueles sem razão, como os 800 milhões do Zorrinho, que são apenas 100 milhões, como desmontamos aqui. O artigo é, ainda assim, mais uma pedrada no charco!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Claes Johnson

Claes Johnson é um professor douturado de Matemática. Ele é um dos co-autores de "Slaying the Sky Dragon - Death of the Greenhouse Gas Theory". Até aqui nada de novo. O problema é que este livro refuta as teorias do Aquecimento Global. Bem como outro documento digital, Body and Soul, disponível no blog de Claes, e que recomendo vivamente (mais de 2000 páginas)! E é aqui que começa a saga de Claes. Quando alguém descobre que há análises matemáticas envolvendo as leis de Planck para radiação de corpo negro e as equações básicas da termodinâmica, que não batem certo com as teorias dos alarmistas carbónicos... E quando ele diz aos alunos que devem pensar por eles próprios, e não acreditarem em tudo, então o caldo está entornado... Acincalhado por meia dúzia de estudantes broncos, com cobertura dos Media, obrigam-no a retirar Body and Soul dos estudos, apesar de ser eleito por outros professores e adorado pelos alunos. Sigam as suas vivências e a forma como ele sobrevive a estes fascistas científicos, no blog dele.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Venda de banha da cobra

Um leitor habitual fez-nos chegar mais um apontador, que me faz sentir vergonha enquanto português. O nosso primeiro ministro esteve recentemente na Líbia, na cimeira entre a União Europeia e a União Africana. José Sócrates fez um discurso que pretende fazer chorar as pedras da calçada, mas que é de morrer de riso, tal a quantidade de asneiras que reflecte. Analisemos o início do discurso de venda de banha da cobra:

O binómio energia-alterações climáticas é um dos principais desafios que enfrenta a humanidade neste início do século XXI. Mas é também uma das maiores oportunidades, com um papel determinante no crescimento económico, na criação de emprego e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a médio e longo prazo.

Aqui, ele não se refere a Portugal, de certeza! Crescimento económico é uma miragem... Emprego verde, também nem vê-lo! Melhoria da qualidade de vida?

Os parceiros africanos podem beneficiar da experiência europeia no desenvolvimento de tecnologias e de quadros regulamentares que são apropriados à mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Apostar nesta área contribuirá, de forma especialmente eficaz, para a realização da nossa visão conjunta que projecta África como um continente de oportunidades, de desenvolvimento e de futuro.

O que ele quer dizer é que os Africanos podem comprar a sua banha da cobra... Mas eles não são estúpidos, como os portugueses! Então, quanto mais investimos, mais alterações climáticas há? Essas oportunidades são para o Mexia: depois de enganar os portugueses, quem enganará ele a seguir?

A estratégia portuguesa passa pela aposta inequívoca nas fontes de energia renovável - hídrica, eólica e solar. Desenvolvemos um plano nacional de barragens, temos o maior parque eólico em operação na Europa e um dos maiores parques foto-voltaicos do mundo. Estamos na vanguarda da promoção dos veículos eléctricos e respectivos sistemas de abastecimento. A modernização do sector energético português levou à capacitação das empresas e das pessoas que trabalham nesta área, criando emprego e gerando know-how indispensável à competitividade e à internacionalização. No curto espaço de 5 anos fizemos uma grande reforma neste domínio. E uma reforma de sucesso - Portugal é hoje considerado um dos dez países do mundo mais atractivos para o investimento em energia.

A aposta portuguesa funciona quando chove muito, como foi o caso deste ano! E Portugal é visto como atractivo, porque têm consumidores que pagam a energia e calam. Mas com as últimas notícias, Portugal vai descer neste ranking, de certeza, e ainda bem!

No primeiro semestre de 2010 foram evitadas, em média, importações de 100 milhões de euros mensais de combustíveis fósseis.

Será que eles também acreditam no que ele diz? É que a banha da cobra é fácil de desmentir... Talvez o Sócrates pense que uma mentira repetidamente dita passe a ser verdade?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coup d'état em Cancún?

Via Espectador Interessado, chegamos a mais um alerta de Christopher Monckton, que está neste momento em Cancún. Tendo por base as piores estratégias burocráticas, parece estar a preparar-se um golpe de teatro. Um documento da ONU circula no sentido de ser aceite pelos países desenvolvidos, que representará uma capitulação às exigências dos restantes países.

O Governo Mundial não tardará muito! Sob o espectro do Aquecimento Global, existem duas opções em cima da mesa, conforme poderão constatar na página 16 do PDF da proposta da ONU:

Option 1: Developed country Parties commit, in the context of meaningful mitigation actions and transparency on implementation, to a goal of mobilizing jointly USD 100 billion dollars per year by 2020 to address the needs of developing countries;
Option 2: Developed country Parties and other parties included in Annex II to the Convention commit to provide 1.5% of their GDP per year by 2020 to address the needs of developing countries;

A primeira opção significa um balúrdio de dinheiro. Na segunda opção, e para o caso português, as contas são fáceis de fazer: O valor do PIB português é de cerca de 160 mil milhões de euros, pelo que 1.5% é qualquer coisa como o valor de 5 submarinos por ano, só para nós portugueses!!! Se quiserem fazer as contas de outra maneira, considerem que o PIB per capita é de cerca de 15000 euros. Tal significa que cada português, criança ou velhinho, terá que arrotar 225 euros por ano para este peditório... Mas pode ser que, com a força de todos nós, os nossos e outros submarinos torpedeiem estes burocratas de Cancún!