quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dificuldades no mar de Okhotsk

O blog eureferendum.blogspot.com tem divulgado de forma muito interessante uma não notícia, para a quase totalidade dos media ocidentais, com poucas excepções. No mar de Okhotsk, no extremo oriente, vários navios russos foram apanhados pelo gelo. Entre eles, encontrava-se o Sodruzhetsvo, um navio de 32 mil toneladas, que pode ter uma tripulação de 520 pessoas!

A crise chegou a ser significativa. Duas semanas depois, ainda não acabou! Mesmo para os russos, que tem a melhor tecnologia quebra-gelos, esta situação revelou-se muito complexa. Tal como situações extremas verificadas há cerca de três décadas atrás, conforme podem ver neste excelente documento.

Mas esta notícia não passa, porque ela revela uma Verdade Inconveniente. Não vá o Zé Povinho mundial ficar com ideias...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mais exportação a custo zero

No ano passado fartamo-nos de malhar nas exportações de energia eléctrica a custo zero. Este ano vai pelo mesmo caminho. Veja-se o exemplo do passado 8 de Janeiro, abaixo (REN e OMEL), em que se inflecte rapidamente da exportação para a importação. Enquanto soprava vento, exportamos basicamente a 0 euros por MWh, enquanto pagamos a mais de 90 euros aos eólicos. Quando o vento acabou, passamos a importar a custos bem elevados! Para que precisamos das eólicas, nestas circunstâncias?

A Greenpeace é que era

Já no passado nos havíamos referido a Patrick Moore, um dos co-fundadores, e ex-líder da Greenpeace. Saiu agora um livro seu, Confessions of a Greenpeace Dropout, onde fala um pouco da sua experiência. De um jornal da sua terra, Vancouver, Canadá, recolhemos os seguintes excerptos, sobre os quais qualquer ecologista da treta deve meditar:

I joined Greenpeace before it was even called by that name. The Don't Make a Wave Committee was meeting weekly in the basement of the Unitarian church in Vancouver.

In the early days we debated complex issues openly and often. It was a wonderful group to engage with in wide-ranging environmental policy discussions. The intellectual energy in the organization was infectious. We frequently disagreed about specific issues, yet our ultimate vision was largely shared. Importantly, we strove to be scientifically accurate. (...) Despite my efforts, the movement abandoned science and logic somewhere in the mid-1980s, just as society was adopting the more reasonable items on our environmental agenda.

The collapse of world communism and the fall of the Berlin Wall during the 1980s added to the trend toward extremism. The Cold War was over and the peace movement was largely disbanded. The peace movement had been mainly Western-based and anti-American in its leanings. Many of its members moved into the environmental movement, bringing with them their neo-Marxist, far-left agendas. To a considerable extent the environmental movement was hijacked by political and social activists who learned to use green language to cloak agendas that had more to do with anti-capitalism and anti-globalization than with science or ecology.

A lot of environmentalists are stuck in the 1970s and continue to promote a strain of leftish romanticism about idyllic rural village life powered by windmills and solar panels. They idealize poverty, seeing it as a noble way of life, and oppose all large developments. James Cameron, the multimillionaire producer of the most lucrative movie in history, Avatar, paints his face and joins the disaffected to protest a hydroelectric dam in the Amazon.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Coche vs. Carro eléctrico

Num dia em que o nosso primeiro-ministro foi às arábias vender o carro eléctrico, que de português nada tem, vale a pena meditar sobre um teste efectuado pela BBC, pelo repórter Brian Milligan, que conseguiu chegar de Londres a Edinburgo, num carro eléctrico, em quatro dias!!!

Hoje em dia, num carro normal, é de esperar uma viagem em pouco mais de 7 horas. O Top Gear, em chassos velhos, conseguiu em 8 horas... Para uma perspectiva histórica, o site eureferendum.blogspot.com dá-nos a indicação de que a viagem, por coche, em 1830, fazia-se em dois dias!

Ou seja, levou o dobro do tempo a fazer a viagem de carro eléctrico, quando comparado com um coche do século XIX...

As Verdades Inconvenientes das cheias da Austrália

Quando há cerca de uma semana fiz o primeiro post sobre as inundações da Austrália, uma das primeiras coisas que me ocorreu foi o falhanço na gestão das barragens, que na Austrália foram construídas na sequência das cheias da década de 1970. Veio-me à memória a gestão do nosso Alqueva, que no ano passado, motivou o célebre post do padroeiro.

Lá, como cá, as motivações políticas e da Religião Verde, não estão ao serviço do povo. Um blogger australiano observou que os responsáveis da SEQ Water, permitiram que a barragem de Wivenhoe fosse enchendo, pese as previsões de chuvas fortes. Até que quando chegaram aos 191%, tiveram que começar a descarregar com força. Foram essas descargas tardias que efectivamente provocaram as cheias na Austrália... Pior do que isso, as chuvas fortes haviam começado semanas antes, e prosseguem um rumo claro, com inundações agora mais a sul.

Resumindo, aquilo que alguns dizem provocado pelo Aquecimento Global, foi mais uma vez, uma tragédia provocada pela falta de planeamento e crença na Religião Verde. Tivessem os recursos sido utilizados correctamente, não se interiorizando as ideias de Flannery et al., nenhum mal teria vindo à Austrália nesta semana que passou... Por isso, são os políticos e estes cientistas da treta, que têm que ser responsabilizados! Especialmente, a esverdeada religiosa obsessiva Anna Bligh, primeira ministra de Queensland, que parece ter ordenado a não libertação das águas em excesso, por se tratarem de um recurso precioso...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Inundações no Brasil

Ainda sobre a catástrofe que se abateu sobre o Brasil, vários leitores me apontaram a excelente cobertura que se está a fazer no METSUL, e que de forma muito merecida teve eco internacional, nomeadamente no WattsUpWithThat. Da leitura atenta das últimas publicações do METSUL, percebe-se que a Natureza sempre despejou inundações no Rio de Janeiro. Mais, a recolha histórica recolhidas pelo METSUL, e que reproduzo abaixo, confirma que este é um fenómeno que se repete desde que há registos neste país irmão! Deixo-vos três exemplos, retirados do METSUL, do século XIX, XX (1967) e XXI (todos os anos! cliquem para ver os detalhes):

sábado, 15 de janeiro de 2011

O tempo não é mágico!

Há menos de um ano atrás, falavamos sobre a magia do tempo. Agora, um leitor alertou-me para o facto de que ainda se mantém em vigor o convénio assinado com a Fundação Cacique Cobra Coral, que havia sido assinado poucos dias depois de um temporal no Brasil, em Março do ano passado...

É impressionante que estes abutres se aproveitem das infelicidades dos outros para manterem o seu estatuto. Para além das confusões entre clima e tempo, tão habituais nestas circunstâncias, os aldrabões da Religião Verde querem nos fazer crer que isto foi resultado do Aquecimento Global? O problema da seita é que estava mais frio do que é habitual, em todo o Brasil, como a imagem acima evidencia! O problema nestas circunstâncias, quer na Austrália, quer no Brasil, quer na Madeira o ano passado, é os habituais culpados fugirem a sete pés, por permitirem a construção onde não deviam e por pensarem que o Aquecimento Global apagaria o clima do passado... São os políticos, e também os cientistas do Aquecimento Global, os responsáveis por muitas destas mortes. E também os medium, e todas as pessoas que acreditam que o tempo pode ser controlado por nós, ou pelos feiticeiros!