segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Extinção em massa?

Um dos nossos académicos alarmistas, o Miguel Araújo, conseguiu que um artigo para o qual contribuiu fosse publicado na revista Nature. O Miguel, contribuinte assíduo do blog ambio, bem como os seus co-autores, utilizam uma estratégia bem conhecida de publicação cruzada, associada à empolação dos factos, que tenho referenciado várias vezes no passado. Agora, segundo o papaguear do alarmista Público, a Terra estará a viver a sexta extinção em massa por causa das alterações do clima...

O grande problema destes tristes cientistas é que não se comprometem. Apenas anunciam uma desgraça de perspectivas históricas, e é isso que lhes garantiu a publicação. E que seca as publicações seguintes, pois agora que isto foi definida como a sexta maior extinção de sempre, a próxima terá de ser de cinco para baixo! Eles não dizem qual o número de espécies que irá desaparecer. Falam de extinção de espécies, mas esquecem-se de dizer se aparecerão novas espécies, por exemplo. O azar de Miguel Araújo é tanto, que no mesmo dia em que saía o artigo do Público acima, saía outra notícia no mesmo jornal alarmista, a anunciar "Duas novas espécies de plantas descobertas em Espanha".

Na verdade, também em Portugal se vão descobrindo mais espécies. Alguns exemplos rápidos podem ser vistos aqui e ali. Mas estas notícias não aparecem nos jornais ou nas revistas de maior prestígio... Isso está reservado para os alarmistas...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chuchalistas

O Expresso publicou este fim de semana um artigo de Jorge Oliveira, que tem contribuído significativamente para o Ecotretas. O artigo intitula-se "A fraude global", e aborda a relação política entre o Aquecimento Global e o socialismo. Jorge Oliveira começa por abordar o sucesso das previsões de Piers Corbyn sobre o Met Office. Jorge Oliveira enquadra de seguida o problema:

Com efeito, há fortes razões para não acreditar nas teses do global warming propaladas por Al Gore, pelo IPCC e pelos alarmistas seus seguidores. Uma teoria que se suporta, de forma obsessiva, num componente residual da atmosfera (o teor em volume do dióxido de carbono é inferior a 0,04%...) para justificar quer as ondas de calor, quer as vagas de frio, arrisca-se a não ser uma teoria, mas sim um embuste.

Jorge Oliveira faz a ponte da pseudo-ciência para a política. A influência das melancias (verdes por fora, vermelhas por dentro) é bem conhecida (realces da minha responsabilidade):

Uma teoria que alimenta um dos mais insidiosos ataques à economia dos Estados Unidos apenas pode subsistir se for patrocinada por um poderoso adversário. Esse adversário existe e chama-se socialismo, a ideologia política com maior implantação no mundo ocidental e visceralmente avessa ao livre pensamento e à liberdade de expressão vigentes nos Estados Unidos e países anglo-saxónicos, nos quais, apesar de igualmente implantada, tem muito menor sucesso.

Interessante é atentar como Jorge Oliveira consegue enquadrar várias das vertentes da Religião Verde com as políticas chuchalistas, que nos vão chuchando até ao tutano:

Por isso não surpreende que o socialismo tenha adoptado o global warming como uma das suas bandeiras. Uma tese com aura científica, que procura comprometer o sucesso económico dos Estados Unidos, que tem o poder de amedrontar as populações, assim permitindo condicionar a vida e as decisões dos cidadãos, que serve de pretexto para negociatas com as energias renováveis e para o infame comércio de direitos de emissão de dióxido de carbono, faz o pleno para os socialistas. Dificilmente prescindirão de tal recurso.

O que mais me impressionou no artigo de Jorge Oliveira foi a sua oportunidade. Umas horas depois da saída do Expresso, chega-nos a notícia de que a Câmara dos Representantes votou favoravelmente o término do financiamento dos EUA ao IPCC. Uma notícia que dificilmente verão nos Media portugueses, tal como Jorge Oliveira antecipa no seu parágrafo final...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ratoeiras energéticas

A Scientific American publicou uma notícia chocante sobre a qualidade das instalações de energia solar, neste caso nos Estados Unidos. No artigo, Corey Asbill, da Universidade do Novo México, alerta não só para o potencial de falhas dos sistemas, mas sobretudo para situações potencialmente letais.

Asbill , que é um engenheiro electrotécnico, percorre os Estados Unidos oferecendo os seus conhecimentos. Muitas das comunicações que faz são justamente aos instaladores que fazem asneiras. No link acima, ele mostra fotografias das habilidades que têm descoberto. Desde fios de electricidade com os códigos de cores errados, até à ausência de uma etiquetagem incorrecta, tudo ele tem descoberto.

Cá, pelo nosso burgo, nem quero imaginar como seja. Com a habilidade de desenrascar que nos é conhecida, muitas das instalações que há por aí devem ser ratoeiras mortais. Tenham cuidado, especialmente na altura de improvisarem...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Animais do zoo também morrem de frio

Um leitor enviou-me um link para uma notícia do IOL que refere a morte de mais de 30 animais num zoo do estado de Chihuahua, no norte do México. Numa notícia do dia seguinte, a CNN já contabilizava a morte de 65 animais nesse mesmo zoo. Nesta notícia verificamos que as temperaturas atingiram os -15ºC, bem como o facto de terem morrido cerca de 10% dos animais desse zoo.

Noutros locais, as notícias são semelhantes. No zoo de Tulsa, no estado de Oklahoma, depois de uma morte de uma girafa o ano passado, felizmente este ano tomaram medidas contra o arrefecimento global. Em Hanói, no Vietname, fazem-se fogueiras, com muito CO2, para manter os animais aquecidos. Na China, também morreram vários animais o ano passado. Na Índia há igualmente vários relatos, como em Ranchi, onde foi preciso ligar os aquecedores para manter os animais vivos, enquanto em Nainital e Patna os animais estão a ser alimentados de forma especial, por forma a resistirem às agruras deste Inverno...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

À beira de um ataque de nervos

Os ecologistas estão à beira de um ataque de nervos. A Sociedade começa a perceber que os seus investimentos na energia verde são uma utopia, sem retorno. No Reino Unido percebeu-se, menos de um ano depois, o que até o Monbiot dizia: que os subsídios à produção de energia solar estão a sugar mais subsídios do que a energia que produzem. A imagem que acompanha esse artigo é elucidativa: nem vale a pena pensar como se colocam os painéis; o importante são as tarifas muito atractivas! O resultado é que o Governo Inglês vai rever essas tarifas, o que levou ao pânico os verdinhos...

Ainda mais determinado, o governo Holandês reduziu as suas metas para a produção de 20% de energia renovável, ao mesmo tempo que deu também uma machadada nos subsídios para a energia eólica e solar, de um total anual de 4000 milhões de euros, para menos de metade, 1500 milhões de euros. Ao mesmo tempo, resolveu avançar com uma nova central nuclear, a primeira em quase 40 anos...

Um dia, a Revolução vai chegar até nós... Já devia ter chegado!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Rapagão é um aldrabão!

No início da semana falava sobre os dois portugueses já aldrabados com os carros eléctricos. Mas olhando para uma notícia do Público, onde se vê mais detalhe da história, podemos chegar à conclusão que nos andam a aldrabar. Vejamos um dos parágrafos da notícia (realces da minha responsabilidade):

É que a poupança em combustível pode atingir as centenas de euros mensais. "Costumava gastar à volta de 600 euros em diesel todos os meses. Agora, desde que comprei este carro, nem me lembro disso", explica José Rapagão, 62 anos, que mora em Lisboa e todos os dias cumpre o trajecto de ida e volta até ao Carregado, onde se situa a sua loja. Todas as noites carrega a bateria do i-MiEV e nunca teve problemas de autonomia.

A notícia continua com o seguinte parágrafo (realces da minha responsabilidade):

"Ando mais ou menos 150 quilómetros por dia, sempre com este carro. Tenho o cuidado de andar devagar, para não estragar a média, mas, se o deixarmos, ele vai aos 130 km/h com facilidade. Para evitar exageros, não sigo pela auto-estrada [a A1], vou pela estrada nacional." Uma breve interrupção para consultar o painel de bordo e José Rapagão anuncia que já fez 1433 quilómetros.

Vamos a contas! Na reportagem do Expresso, o Rapagão diz que tem o carro "vai fazer um mês". Como já fez 1433 quilómetros, isso dará uma média ligeiramente superior a 48 quilómetros por dia. Muito inferior aos 150 quilómetros por dia que ele refere. Com um consumo de 6 litros por 100 Km, que será o razoável para o tipo de percurso que o Rapagão faz, e a 1.40€ por litro de gasóleo, o custo mensal com combustível, para fazer esses 1433 quilómetros, seria de cerca de 120 euros. Muito longe dos 600 € badalados pelo Rapagão! Ou então, feitas de outra maneira, será que o carro dele tinha um consumo de cerca de 29.9 litros por 100Km?

Por isso, tudo isto é, concerteza, uma grande aldrabice. Ele que continue a ir pela estrada nacional: assim, contribui de uma forma positiva para com os restantes, libertando a A1 para quem dela efectivamente precisa...

Actualização: Um leitor chama-me a atenção para o facto do Público referir três semanas como o tempo em que os eléctricos estão na posse dos seus donos. Para além da discrepância com o Expresso, as contas mantêm-se engatadas: A média diária sobe para 68Km, ainda menos de metade do que anuncia o Rapagão. O custo mensal que teria com gasóleo sobe para os 172 euros, pouco mais de um quarto do que ele dizia gastar...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bomba de neve

Na Coreia do Sul verificou-se a maior tempestade de neve nos últimos 100 anos! Ouviram nas notícias? Provavelmente não... 12000 soldados foram mobilizados para ajudar, na sequência da queda de mais de 60 cm de neve, que os locais consideraram uma bomba de neve. Os civis mobilizados foram muitos mais. O rio Han congelou pela primeira vez em muitos anos. Centenas de casas colapsaram sob o peso da neve. É apenas mais um exemplo do arrefecimento global...