sábado, 5 de março de 2011

A subida do petróleo

António Mexia fez esta semana umas declarações surpreendentes, atirando areia para os olhos dos portugueses, na tentativa que estes não se revoltem contra o preço que pagamos pela electricidade. O oportunista tentou ainda colar-se à subida do preço do petróleo, pois segundo ele, "a subida do preço da factura vai depender da evolução do preço do petróleo".

É extraordinário como este argumento continua a colar-se na boca dos grandes defensores das renováveis. A utilização do petróleo para produção de electricidade é residual em Portugal, e embora no passado a evolução dos preços do petróleo e gás natural tenham sido muito próximos, a verdade é que já não o é há alguns anos. Como se pode ver no gráfico acima, enquanto o petróleo sobe, o gás natural tem vindo a baixar!

A evolução é bem conhecida nos meandros internacionais. Por cá, este e outros aldrabões tentam convencer-nos que as renováveis serão o futuro, quando o gás natural teria sido a nossa salvação. Há provavelmente 200 anos de reservas (ou mesmo 250 anos segundo a IEA), e Portugal até havia tido essa visão há uns anos...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Economia Verde destrói empregos

A BBC referenciou neste artigo de ontem, um artigo sobre o balanço na criação do emprego, resultante da Economia Verde. Como é óbvio, os resultados apurados para a Escócia são muito semelhantes aos observados noutros países, como os que já referenciamos aqui e ali.

O estudo referenciado, elaborado pela Verso Economics, conclui que 3.7 postos de trabalho são destruídos, por cada emprego verde criado. Obviamente, o governo da Escócia diz que o estudo é enganador, e acena com 60000 novos postos de trabalho até 2020. Tal significa que essa política destruirá mais de 200 mil outros postos de trabalho. Quanto mais, pior!

O resumo executivo do estudo intitulado Worth the Candle? merece uma leitura atenta. Na Escócia e Reino Unido foram transferidos 330 milhões de libras por ano, sendo que o sector está completamente dependente dos subsídios. O esquema lá do sítio chama-se "Renewables Obligation" e custou aos Ingleses 1100 mil milhões de libras, com mais 100 milhões de libras aos Escoceses. E não estão contados diversos subsídios! Por isso, está na hora de malhar nesta Economia que nos destrói!

terça-feira, 1 de março de 2011

Quase boas ideias

Um leitor atento chamou-me a atenção para um artigo no DN, de João César das Neves. Atentemos nas primeiras palavras:

Com o Governo em cuidados paliativos, há que preparar a autópsia. As gerações futuras não podem desperdiçar as lições preciosas de tantas experiências desastradas. Tolices foram muitas e variadas; a mais paradoxal é a "quase boa ideia". O Governo de José Sócrates apresentou múltiplos projectos, programas e sugestões que pareciam mesmo excelentes. Não eram.

Depois, é evidente que as renováveis tinham que ser uma dessas "boas ideias". O que se segue é o malhar forte e feio nesta louca política governativa (realces da minha responsabilidade):

O mais espantoso porém foram os sucessos proclamados. A 17 de Janeiro, na Cimeira Mundial de Energia no Abu Dhabi, o senhor primeiro-ministro disse que Portugal é o "segundo país da Europa em energia eólica... líder mundial nesta área graças a reformas e investimentos nos últimos seis anos" (Lusa). Se tem assim tantas vantagens, porque hesitam os países ricos? Será que são todos parvos? Ou seremos nós os parolos que se atiraram à maluca para uma técnica da moda, sem pesar custos, medir inconvenientes, ponderar alternativas? A resposta está na monstruosa factura e no enorme défice tarifário que o Orçamento escondeu e agora rebenta. Mas parecia uma ideia tão boa!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ataque ciclista

Segundo uma notícia do Daily Mail, a utilização da bicicleta para deslocação para o trabalho, especialmente em situações de grande tráfego, potencia a ocorrência de ataques cardíacos. Tal é extensível aos restantes condutores, sujeitos ao stress do trânsito e também poluição. Mas nos casos dos ciclistas a probabilidade de um ataque cardíaco é maior, por via do esforço dispendido.

O estudo, conduzido por Tim Nawrot, da Universidade de Hasselt, na Bélgica, concluiu que a exposição ao tráfego representa 7.4% dos ataques cardíacos, enquanto o esforço físico representa 6.2%. A poluição atmosférica representa entre 5 a 7%, enquanto o consumo de álcool ou café contribui com 5%...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Espanha trava a fundo

A redução da velocidade máxima das autoestradas em Espanha, de 120 para 110Km/h, é uma daquelas medidas tipicamente de ditadura, muito ao gosto dos chuchalistas. A ideia é que os condutores são estúpidos, e por isso tem que ser implementado o pensamento do colectivo! A ideia é que andar a grande velocidade consome mais combustível, pelo que tem que se impôr um limite. A ideia na verdade não é nova, até por cá, como um dos primeiros posts do Ecotretas comprova...

Para mim, esta é uma medida completamente estúpida. E notem que sou um grande praticante do hypermiling. Mas a Sociedade moderna não resiste a uma diminuição da velocidade com que se move. Quem andar mais devagar, ficará para trás. O que é extraordinário é que em países onde a Economia progride, como é o caso da Alemanha, não há limites de velocidade nas auto-estradas! Porque será? Seria muito mais inteligente mostrar aos utilizadores as vantagens do hypermiling, mas não limitando as suas liberdades individuais.

Ler os jornais do país vizinho é naturalmente um fartote de riso! Neste artigo podemos ver que os custos da medida não são desplicentes, só para substituir as placas de alumínio, e outras. Porventura, as poupanças de combustível vão ser inferiores às novas caças à multa. E essas poupanças não vão ser visíveis para os condutores, porque a ganância das petrolíferas vai implicar uma subida de preços, para continuarem a manter números absurdos de lucros! Ou seja, isto só vai servir para o Estado engordar, ainda mais!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A História repete-se!

No Espectador Interessado, via Real Science, podemos ver que sempre existiram alterações climáticas. Há ligeiramente mais de 200 anos, Thomas Jefferson escrevia:

Está a ter lugar uma alteração no clima com toda a certeza. Quer o calor quer o frio estão a moderar-se a avaliar pelo que os homens de meia-idade se recordam, e as neves estão a tornar-se menos frequentes e menos intensas.

Uns anos depois, o mesmo Jefferson anunciava:

A neve é praticamente uma coisa do passado

Vejam mais nos seus escritos. O que dirão os grandes especialistas daqui a 200 anos? Que o calor será uma coisinha do passado? Espero que não!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Mexia apertado

Um leitor enviou-me um link para uma entrevista de José Gomes Ferreira, a António Mexia. A entrevista foi efectuada no programa "Negócios da Semana", da SIC Notícias. José Gomes Ferreira conseguiu apertar com António Mexia, com este a esquivar-se, a cada circunstância, das ferradelas do José. Este apenas limitou-se a perguntar o que o comum dos mortais pergunta sobre a sua factura! Alguns momentos marcantes da fuga para a frente de Mexia, incluem ao minuto 3:30 o anúncio de que as renováveis não tem nenhum sobrecusto hoje na factura em Portugal, enquanto aos 25:00 anuncia que para 2011 o sobrecusto das renováveis total é de 509 milhões de euros... Em que é que ficamos? Fica claro que se mistura tudo para enganar os Portugueses, incluindo confusões de custo com sobrecusto... Pelo meio vai insistindo que o Mibel tem o custo mais baixo na Europa, no mercado grossista da electricidade, facto que não beneficia os consumidores. Quem se safa no meio disto tudo, já sabemos quem é...