domingo, 17 de abril de 2011

Vai mais uma taxinha ao gasóleo?

Os impostos e taxas sobre combustíveis são uma das formas mais rápidas dos estados engordarem... Ainda há pouco tempo fizemos a previsão do gasóleo a 3.50€/litro em 2020. Todavia, esquecemo-nos que em cima das taxas a taxinhas actuais, que os políticos se lembrariam de somar mais!

Segundo o Correio da Manhã de hoje, Bruxelas propõe-se subir o preço do gasóleo em 15%, entre 2013 e 2018! Tudo isto invocando o CO2 como culpado, que ainda serve para desculpar a necessidade de aumento da gordura burocrata! Segundo a proposta da Comissão, "o objectivo é eliminar as distorções entre as diferentes fontes de energia, como é o caso da gasolina e do gasóleo". Na verdade, a consequência será um agravamento da competitividade europeia face às restantes economias! Como o refere o ACP claramente no artigo, adiantando que a proposta de directiva da Comissão Europeia "não só não resolve qualquer problema de mobilidade e ambiente como ameaça causar danos irreparáveis à economia".

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Dark Economy - an inside perspective

Many of my international readers should know that Portugal is seeking a rescue package. The reason for the bailout? Strange as it may seem: a green economy that has gotten dark, so much darker... Portugal will be the ONLY country in the World, according to the IMF (check out Table 2.2), that will have a GDP negative growth in 2012! José Sócrates, Environment Minister between 1999 and 2002, and Prime Minister since 2005, is the person behind this tragedy. His green vision has brought Portugal some recognition amongst greenies, but mainly a dark future!

Almost everything imaginable in this Green promise has gone wrong. Murphy's law at its best:

Portugal was the first country with wave power in the world, at Aguçadoura; it broke down only two months later. Portugal has one of the biggest solar photovoltaic power stations in the World, at Amareleja, owned by Acciona, a Spanish company. The huge feed-in tariffs being paid for this solar energy is being sent to our neighbors...

Wind power has been a big bet. Big promises included green jobs, but the truth is that they are only a few thousands... The reality is that the more the wind blows, the poorer we get. This is true because wind feed-in tariffs are much higher than energy prices in the spot market.

With such a high share of wind energy, dam construction has started, so that they can be used for energy storage. A double cost, which would not be needed, if wind energy was not so big. But it doesn't stop here: gas power stations had to be paid for being in standby, rising even more the indirect costs of wind power.

Portugal has boasted that it exported electricity energy for the first time in 2010. The truth is that most of that energy was exported at zero cost, a strange concept with an easy explanation: when wind blows, especially at night, energy consumption is low; the same does occur also in Spain, so they don't need the energy. Spain exports it through France, and gets our excess energy for free. Once again, Portuguese consumers and taxpayers are subsidizing other richer countries...

It isn't no surprise that electricity prices are very high in Portugal. Despite slightly above the European mean value, the low income means that energy is comparably much more expensive in Portugal. And this is only half of the picture, as the KWh energy price accounts for only about 40% of the electricity bill, the rest being taxes and subsidies...

Gasoline and Diesel also have very high prices in Portugal, amongst the biggest in the World. The reason: multiple taxes and subsidies paid at the gas pump. All this has a great impact on the Economy, and is the main reason behind fuel tourism to Spain, where prices are much lower. In fact, they are so much lower, that near the border, people drive 50Km or more just to fill the tank!

Lately, things have gotten even worse. Sócrates is pushing for electric cars, but nothing in those cars is being made in Portugal. Once again, we are effectively paying for R&D being made somewhere else, without any advantage for the country. Despite being one of the countries with the highest lithium reserves in the World, no value is added in Portugal.

Portugal also has some well proven gas reserves. Despite that, they are not being explored, with tourism fears being invoked. My view is that Sócrates wouldn't go this way, as it is not green... And despite potential shale gas reserves being pointed out, no one talks about it in Portugal!

And I could continue. Talk about CO2 compensations sent to other countries, projects involving offshore wind or even more expensive solar energy. The truth is that the green promise has brought us a dark future. Remember this the next time someone tries to sell you a green economy...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Que grande seca

Um dos grandes alarmismos dos ecologistas da treta é a seca. Um tema que temos abordado repetidamente ao longo dos últimos anos. Particularmente relevante foi a criação, pelo Instituto de Meteorologia, do Observatório de Secas. Tudo isto baseado nas afirmações dos tretas-mor, como é o exemplo de Filipe Duarte Santos ("Períodos de seca deverão ser mais frequentes no futuro").

No dia em que o FMI começou a tratar da nossa saúde, ficamos a saber pela TSF que pelo menos a seca acabou (realces da minha responsabilidade):

A TSF conversou com o presidente do Instituto Nacional da Água, Orlando Borges, que explicou que a elevada precipitação nos últimos anos contribuiu para que o nível de armazenamento das barragens superasse o valor médio.
O que acontece pela primeira vez deste a seca de 2005, dispensando as autoridades, que vigiam o caudal das barragens, de emitirem qualquer orientação para a gestão das albufeiras.
Em alguns casos, o nível de armazenamento atinge mesmo os 80 a 90 por cento. Por isso, Orlando Borges revela a sua satisfação.

Por isso, há mais uns Observatórios e uns tretas que podem ser dispensados... A bem do País!

sábado, 9 de abril de 2011

Mais do mesmo

Esta tarde, em casa de um amigo, vendo a Visão de 10 a 16 de Março passado, verifiquei as propostas que o PSD supostamente vai avançar. Na área do Ambiente, a única aposta parece ser a de "apostar no turismo de natureza, cultural, e ecoturismo e estudar o paradigma da Nova Zelândia e da Austrália para os Açores e Alentejo". Estudar? Francamente! Mas o que deita tudo a perder nestas propostas é mesmo a penúltima:

Apostar nas eólicas offshore [em mar alto] dando concessões a empresas nacionais e estrangeiras.

Já tínhamos observado que Pedro Passos Coelho tem fortes interesses neste domínio... E neste domínio a sua estratégia parece ser a de prosseguir a mesma estratégia explosiva do Socras: arrecadar dinheiro agora, e deixar os contribuintes/consumidores pagar com juros depois! Se a eólica offshore não é viável em regiões com potencial de vento muito forte, como o esperam que seja ao largo da costa portuguesa, onde a intensidade do vento é muito menor, como a imagem acima documenta?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mentir compulsivamente até ao fim

Andou todos estes anos a fazer porcaria! Não só na área de intervenção da Ecologia, como em todas as outras, mas que aqui sistematicamente expusemos. É preciso agora começar a limpar a trampa daquele que nos andou sistematicamente a enganar. Mentir compulsivamente é uma doença, mas para isso há tratamento! Só espero que ele fosse coerente, e se fosse embora de vez, como ele próprio afirmou. Mas é preciso preservar a imunidade parlamentar, porque toda a verdade virá sempre à tona...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eólicas não são renováveis?

Axel Kleidon, do Instituto Max Planck, da Alemanha, saiu-se com uma teoria verdadeiramente céptica... A de que a energia eólica e das ondas não é verdadeiramente renovável! Utilizando as leis da termodinâmica, Miller, Gans e Kleidon conclui que a utilização da energia eólica em grande escala causará mais problemas do que aqueles que resolve...

Quando a energia que chega do Sol atinge a Terra, alguma dela provoca os ventos e as correntes oceânicas. A restante é dissipada como calor, e dificilmente é aproveitada. Aplicando as leis da termodinâmica, Kleidon afiança que um maior apoveitamento da energia eólica gerará uma grande quantidade de percas ... de calor! Ele continua com a observação de que os parques eolicos seráo os primeiros afectados!

Nada disto é novo para mim. A compreensão das leis da termodinâmica permite um conjunto de conclusões muito simples! Já o havia observado antes. Via Plaza Moyua, temos ainda acesso chegamos a um artigo da IEEE Spectrum, cuja digitalização incluo abaixo, e que dá uma visão negra da Energia Verde das eólicas, incluindo problemas entre países...

sábado, 2 de abril de 2011

O BPI é que sabe

Confesso que não estava à espera. Que um Banco malhasse na política energética do governo. O BPI lançou esta semana um estudo em que analisa as propostas chuchalistas, nomeadamente no domínio das energias renováveis. Podem ver uma apresentação do estudo aqui, com o documento completo aqui, que fica como uma referência! Entretanto, deixo aqui as três conclusões do estudo, nada novidade para os leitores do blog (realces da minha responsabilidade):

A tecnologia fotovoltaica não é actualmente minimamente competitiva com as restantes tecnologias de produção de electricidade, pelo que os investimentos previstos, de cerca de 1.344 MW e 4,7 mil milhões de euros, não devem ser efectuados, pelo menos até que esta tecnologia atinja uma maior maturidade tecnológica.

Os investimentos previstos na central termoeléctrica a gás natural de Sines (830 MW) e em centrais hídricas (considerando tanto a nova potência, como os reforços de potência) são suficientes para fazer face ao consumo de electricidade estimado em ponta até 2020, pelo que o investimento previsto na central termoeléctrica de Lavos, com 830 MW de potência instalada e 540 milhões de euros de investimento, não deve ser implementado.

Dado o actual contexto de endividamento e de mercados financeiros, o investimento previsto em nova potência eólica, ascendente a 2.619 MW de potência instalada e a 3,4 mil milhões de euros, deve ser adiado.