quinta-feira, 9 de junho de 2011

Seca na Austrália?

A Austrália é um dos países do Mundo onde há mais doentes afectados pelo vírus do Aquecimento Global. Temos falado de casos muito tristes, entre os quais os de Liam Sheahan e os de Peter Spencer. Histórias ainda mais tristes incluem os da familia Thompsons.

Tudo porque um quantos pastores da Religião Verde espalharam, há uns anos atrás, uma série de visões aterradoras do futuro. Entre esses, Tim Flannery foi talvez o mais alarmista, prevendo que a Austrália se transformaria num imenso deserto, praticamente sem água. Pois bem, há mais um dado a confirmar quanto este tretas estava errado. Lá, como cá, em vez de seca, há chuva a mais, conforme se pode verificar pela imagem acima. O que não o impede de continuar a espalhar as suas mentiras por aí!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Defending a skeptic PhD

The idea that there is an almost unanimity of support of AGW (Anthropogenic Global Warming) in the scientific community, was one of the early responses to skepticism in this field. About a year ago, Anderegg et al., even published a paper with such claims as "97–98% of the climate researchers most actively publishing in the field support the tenets of ACC outlined by the Intergovernmental Panel on Climate Change". Several lists do exist 1, 2, 3, of many highly regarded scientists who are, for some or more reasons, skeptic of several of the AGW arguments. Most of the lists are poorly compiled though, and can impact the people involved.

Most of the skeptics that do appear in these lists are usually established scientists, who are renown for their work. But if you're struggling for a career, depend on grants, or are yet studying, being a skeptic is not the easy way to move forward...

But this is what Daniela de Souza Onça has done. She has defended her PhD thesis earlier this year, at the University of São Paulo, in Brazil. The abstract for the thesis reads:

This research aims to gather scientific proofs and evidences against anthropogenic global warming hypothesis and to elucidate its meaning in the present. We argue that climate is in a permanent transformation, not resuming itself to a product of atmospheric carbon dioxide concentration variations and that worries about climatic changes are not new but, despite this, our ignorance on the functioning of the climate system is still challenging. We conclude that anthropogenic global warming hypothesis is not consensual and exerts nowadays the function of late capitalism legitimating ideology, perpetuating social exclusion transvestiting itself as a commitment to future generations.

The thesis is in Portuguese, but seems a very complete document. I have not read it fully, as it is a very long document. But a lot of interesting stuff is there, including some new stuff I had not found elsewhere. What I do know is that Daniela revealed a lot of courage to go forward with such a PhD. Don't know if it was first of a kind, but I sure hope more students will follow her steps! If you want to contact her, you can easily find her email in page 7 of the thesis's PDF.

Daniela de Souza Onça é que sabe!

Via Valterlucio COMENTA, tomei conhecimento da que é, porventura, a primeira tese de doutoramento a desancar na teoria do Aquecimento Global! A autora, Daniela de Souza Onça, merece desde logo os parabéns do Ecotretas, não só pela sua audácia, mas sobretudo pelo conteúdo científico da sua tese, que foi defendida no início deste ano de 2011.

Mas o mais importante é mesmo a sua tese! Para todos nós de língua portuguesa, do Brasil a Timor, somos uns privilegiados podermos dispor de um documento de mais de 500 páginas a enquadrar toda esta ideologia. Não deixem de dar uma vista de olhos, porque estão lá imensas pérolas, algumas das quais iremos colocando aqui nos próximos tempos... Entretanto, fiquem com o texto que ela escolheu para a contracapa, a muita apropriada letra da música Here Comes the Sun, dos Beatles:

Here comes the sun
Here comes the sun and I say
It's all right

Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun and I say
It's all right

Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun and I say
It's all right

Sun, sun, sun, here it comes...

Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun, and I say
It's all right
Here comes the sun, here comes the sun

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Verdades Inconvenientes do Envisat

Os dados do nível do mar são calculados de muitas formas. No Ecotretas tenho seguido essencialmente os dados dos marégrafos, dados pela Universidade do Hawaii, e dos dados por satélite, da Universidade do Colorado. Agora, via Real Science, descobri que há outro satélite que também mede o nível do mar, e que traz ainda mais Verdades Inconvenientes.

O satélite é europeu e designa-se Envisat. No site da AVISO é possível observar os gráficos do Envisat, bem como dos outros satélites já nossos conhecidos, como é o caso do Jason. A imagem ao lado, que revela que nunca o nível do mar esteve tão baixo nos últimos sete anos, retira apenas das configurações por defeito o ajuste isostático, esse truque sujo utilizado pelos padres do Aquecimento Global. Para os mais interessados nos detalhes entre o Envisat e o Jason, não deixem de ver este documento sobre a calibração cruzada dos dois satélites. Compreende-se por isso, cada vez mais, a necessidade de esconder este declínio, pois sendo a subida dos mares o receio que mais é utilizado para assustar as pessoas, um declínio acentuado dos níveis dos mares acabaria, para sempre, com esta religião...

domingo, 5 de junho de 2011

Rosas de uma companhia verde

Quando esta semana vi a notícia da oferta de flores ao sindicato da TAP, lembrei-me logo do post que fiz sobre o CEO da Ryanair. Como nunca voei em Ryanair, porque infelizmente só voa a partir do Porto e de Faro, fui investigar um bocadinho mais esta companhia. O que descobri foi um conjunto de Verdades Inconvenientes!

Primeiro, um enquadramento, que eu desconhecia. A TAP tinha em 2009 56 aviões e 13397 funcionários. No mesmo ano, a Ryanair tinha 6369 funcionários, para 181 aviões. Com menos de metade de funcionários, a Ryanair tem mais do triplo de aviões! De que se queixarão os sindicatos da TAP? De contribuirem para o enterro do País?

Depois, descobri uma companhia que é verde, o que seria de esperar numa companhia irlandesa. São várias as técnicas que utiliza para minimizar o consumo de combustíveis, fazendo-nos recordar que também o hypermiling tem os seus adeptos nos céus. Todos os seus aviões são extremamente recentes, e dos mais eficientes da Boeing. Todos já têm winglets, mas outras técnicas permitiram uma redução superior a 55% no consumo de combustíveis e emissões, no período entre 1998 e 2007.

Medidas mais extravagantes até podiam ter vindo dos ambientalistas, mas não! Ideias como viajar de pé, uma ideia original dos Chineses que referi aqui, cobrar mais a clientes mais pesados, ou pela ida à casa de banho, são tipicamente verdes. Mas, aqui a lógica é mais empresarial, e não propriamente a pensar nas malditas emissões... Talvez os Verdes possam considerar esta a sua companhia!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como se enterra um país

Um leitor informou-me que o Ecotretas tinha sido referenciado num post do Jugular. Tudo por causa de um post, e de uma troca de argumentos no Jugular, que não caiu bem ao Tiago Julião Neves. Vai daí, convocou o pseudo-conhecimento científico da pandilha que nos vai enterrando (Ver último parágrafo do post), e lá foram papagueando o habitual! Tudo isto merece ser, mais uma vez, desmascarado:

  • Sobre o gás shale
    Tiago foge à pergunta gracejando que "o shale gas que está ali a brotar do sofá da sala". Efectivamente, o gás é potencialmente mesmo muito, e daí a sua tentativa de esconder o elefante por debaixo do tapete!

  • Sobre a necessidade das novas barragens
    Tiago aborda a "valia intrínseca relacionada com a produção própria e com a gestão das bacias hidrográficas onde estão inseridas". Eu até sou a favor das barragens, mas estas novas barragens aparecem apenas para armazenar a energia eólica em excesso, que ocorre em maior quantidade durante a madrugada... Acresce que o saldo energético das barragens será praticamente nulo, ou mesmo negativo, pois Pinto de Sá assume uma eficiência da bombagem superior à observada na prática. Tiago termina a justificação com o facto das barragens estarem concluídas entre o final de 2015 e 2018, relacionando isso também com a perca das tarifas feed-in a partir de 2020. O que Tiago não entende, ou não quer assumir, é que até lá, as eólicas continuam a mamar as valentes tarifas feed-in, e que as barragens surgem justamente a pensar no período pós 2020... E aí serão barragens de suporte às eólicas. Sem eólicas, não precisaríamos delas para nada!

  • Sobre a Garantia de Potência
    Tiago dá uma aula de História sobre CAE, CMEC, etc. Mas o que ele esconde é que há muitos momentos em que as eólicas não estão lá, e é preciso continuar a fornecer energia... Ou seja, pagamos um preço absurdo pelo preço da energia eólica, temos que construir barragens para armazenar e desperdiçar essa energia caríssima, e ainda temos que pagar às térmicas para não produzirem nesses momentos. É o 3 em 1 da nossa desgraça!!!

  • Sobre as eólicas à noite
    Já acima nos referimos a um e outro post que fizemos sobre a inconveniência das eólicas produzirem essencialmente de madrugada... A valores médios de períodos significtivos, Tiago contrapõe o passado dia 19 de Janeiro. Tiago devia saber que a análise de um único dia é burrice... E ainda aborda a diferença entre noite e madrugada! Francamente Tiago! Fala finalmente de uma diferença de apenas 5%, mas como economista, Tiago deveria saber que mais 5 pontos percentuais relativamente a 25%, representam uma percentagem superior de 20%...

  • Sobre o custo zero das exportações
    Tiago refugia-se em valores médios e valores anuais, para esconder a coisa. Mas os números concretos, observados todos os períodos do ano de 2010, dizem coisas bem diferentes! Dos períodos horários em que a energia exportada se verificou a custo zero, contam-se 257 períodos, correspondentes a cerca de 3% do ano. Importações a custo zero verificaram-se em 75 períodos. Números mais impressionantes podem-se verificar nas quantidades de energia: em exportações a custo zero, exportamos cerca de 174 GWh, enquanto as importações a custo zero somaram 27 GWh. Se ainda quisermos olhar para as trocas a tarifas mais baixas, inferiores a 10€/MWh, vemos que exportamos 277 GWh, enquanto importamos quase 92 GWh. Também aqui se nota um aumento da nossa desgraça, embora o rácio entra as exportações e importações diminua...

  • Sobre a exportação a preços ridiculamente baixos
    Na verdade, parte da resposta está no ponto anterior. E também há que atender à hidrologia, como é referido. O problema neste caso é que a gestão dos recursos energéticos nacionais ainda complicou mais a coisa. Em vez de turbinar, andou-se a bombar. Para depois descarregar, como oportunamente expus, repetidamente!
    Depois, Tiago continua invocando uma série de banalidades, conhecidas, para fugir verdadeiramente à seringa. Para que Tiago perceba bem o que está em causa, nomeadamente com a energia eólica, vejamos os três gráficos abaixo. Cada um dos pontos representa um período de uma hora do ano, estando os gráficos ordenados por ordem crescente de preço, visível em termos da sua evolução no primeiro gráfico. No segundo gráfico vemos a evolução da produção de energia eólica para os mesmos períodos, enquanto no terceiro gráfico temos a correspondente produção através de gás natural, nos mesmos períodos horários. Em ambos os casos, o eixo dos yy são valores de produção de energia, em MWh.
    Resulta muito fácil perceber que há uma correlação visível entre o gás natural e o preço, mas o que se observa para a produção eólica é exactamente o inverso! Ou seja, há muita maior probabilidade de estarmos a produzir energia eólica quando o preço é baixo, e quando o preço é elevado, o vento sopra bastante menos! Causa ou consequência, Tiago?


  • Sobre as vantagens competitivas de ter um preço de energia barato
    Tiago é daqueles que pensa que a energia até está barata... Especialmente para as empresas! Tiago deve saber que o gato escondido tem o rabo de fora. Como Pinto de Sá claramente evidenciou neste post, relativamente à questão do IVA. Mesmo não considerando o IVA, a nossa posição não é famosa. E provavelmente andamos a engrupir a Europa, como é costume...

Já depois de ter escrito a sua prosa, ficamos a saber nos comentários que Tiago tenta a abordagem do nuclear. Esquece-se, ou não quer saber, que o Ecotretas não é favorável ao nuclear em Portugal. Mas ainda mais surpreendente é o Tiago assumir que a resposta é "de alguém que percebe mais de energia do que eu e arrisco a dizer bastante mais do que você", e novamente nos comentários referir que "o mérito deste post é 90% de um amigo que se deu ao trabalho de desmontar as teorias mirabolantes do ecotretas.". Só por isto, está tudo dito!!! Tiago e o amigo fazem parte desta pandilha que têm vindo a enterrar o País!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Radiações e Cancro

A pretensa novidade começou a circular por aí, ontem. Numa conferência realizada em Lyon, em França, um grupo de cientistas sob os auspícios da Agência Internacional para a Investivação sobre o Cancro , determinou que os nossos amigos telemóveis são agentes possivelmente cancerígenos para os humanos.

Para quem tem seguido este tema há alguns anos, nada disto é novo. Bem como as sucessivas tentativas de esconder o problema. As pressões são tão grandes que até as Verdades Inconvenientes desaparecem da Internet, praticamente sem deixar rasto... Mas para este problema, há quase sempre o Arquivo da Internet.

A melhor referência, que já conheço há quase uma década, já só pode ser consultada nesta cópia aqui. Esta compilação é absolutamente assombrosa, sendo muito difícil encaixar toda a informação aí referida. E para aqueles que acham que isto é pouco, há ainda do mesmo autor, um documento sobre as influências na saúde dos campos electro-magnéticos e das linhas de transporte de energia. Guardem uma cópia, esqueçam o que Fukushima pode fazer pela vossa saúde, e protejam-se...