terça-feira, 6 de setembro de 2011

Desancando no Al Gore

Os leitores fieis, e os alarmistas, estão cientes que falta cerca de uma semana para se iniciar a palhaçada do Climate Reality. Nos últimos tempos, tenho andado a fazer a preparação para este evento, depois dos dois posts iniciais, sobre Cabo Verde e Rio de Janeiro.

Algum do material que preparei deverá ser suficiente para evidenciar a fraude deste Prémio Nobel. Se os leitores do blog tiverem sugestões adicionais, façam-nas chegar. Mesmo que sobre algum dos outros 22 locais onde o projecto se desenrolará. Ou sobre os temas que versa, como o são a subida dos mares ou as secas.

Os posts serão em inglês. Pelo facto peço desculpa aos leitores da nossa língua. O objectivo claro está será uma exposição internacional, que calculo que seja particularmente intensa a partir do primeiro post de amanhã. Que servirão como apontadores, que poderão distribuir pelos vossos contactos, para evidenciarem os disparates que a seita do Al Gore anda a pregar!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Custo lâmpadas economizadoras dispara

Era mais que previsível. O custo das lâmpadas está a disparar, e a culpa é das Políticas Verdes. E das companhias gulosas, como já aqui evidenciamos... Até a pobre DECO alinha no esquema!

O problema é que para fazer as lâmpadas economizadoras são precisos materiais raros. Nomeadamente, derivados de fósforo, e outros metais de terras raras. A China é responsável pela mineração de 97% de 17 desses metais raros, mas tem restringido as exportações, tendo provocado subidas de preço que ultrapassam os 1000%! A estratégia é clara por parte dos Chineses: rendição total do ocidente!

As subidas mínimas nas lâmpadas "novas" são de 20%, mas subidas superiores a 50% são observadas no Reino Unido. E subidas adicionais são esperadas ainda este ano. Com o término no final do mês de Agosto, da venda de lâmpadas incandescentes de 60W, a coisa só vai piorar!

É nisto que dão as decisões comunistas do planeamento centralizado de Bruxelas e companhia. Coagidos pelos alarmistas verdes. Estamos entregues à bicharada e daqui a un anitos à escravidão chinesa. Enfim, há alguns como Bjorn Lomborg, que ainda vão tendo alguns momentos de lucidez (realces da minha responsabilidade):

Porque é necessário, então, proibir as lâmpadas antigas? A razão é que o custo monetário é apenas um dos factores. Muitas pessoas consideram aborrecido que as CFL demorem tempo a "aquecer". Ou acreditam que a sua luz é "engraçada". Ou receiam que as lâmpadas se quebrem e libertem mercúrio. Para algumas pessoas, as lâmpadas eficientes podem causar ataques epilépticos e enxaquecas.
(...)
E em locais onde as lâmpadas são pouco utilizadas, as lâmpadas incandescentes podem ser mais baratas do que as lâmpadas eficientes.
(...)
Deixando de lado outras possíveis objecções a esta opinião, existe o problema de que assume que todas as lâmpadas incandescentes valem menos de 7 dólares por tonelada de CO2. Isto claramente não é verdade para quem sofre de enxaquecas ou de ataques epilépticos devido às novas lâmpadas, ou para quem está realmente preocupado com o mercúrio, ou para quem por outras razões prefere as lâmpadas incandescentes.

A solução deveria passar por melhorar a tecnologia - tornar as lâmpadas mais seguras, mais brilhantes, com um período de aquecimento mais rápido e capazes de poupar mais energia. Assim, mais pessoas irão trocar as suas lâmpadas.
(...)
Reduções reais nas emissões de carbono só vão ocorrer quando a tecnologia justifique que os indivíduos e as empresas alterem os seus comportamentos. As CFL e outros progressos permitem-nos avançar mas existem enormes obstáculos tecnológicos a superar antes que os combustíveis fósseis se tornem menos atractivos que as alternativas verdes.

É aqui que muitos decisores políticos estão errados. Os governos falam demasiado sobre a criação de um imposto sobre as emissões de carbono, e prestam pouca atenção à investigação e desenvolvimento, que poderia gerar os avanços necessários.

Limitar o acesso às lâmpadas "erradas" ou aos aquecimentos de exterior não é o melhor caminho. Só vamos resolver o aquecimento global se garantirmos que as tecnologias alternativas são melhores do que as opções actuais. Nessa altura, as pessoas vão optar por usá-las.

sábado, 3 de setembro de 2011

Férias em Albufeira

Não começaram bem estas merecidas férias do Ecotretas. É o que dá tirar férias em Setembro, quando o Aquecimento Global já é uma miragem. Bem, pelo menos a outra opção que tinha, Julho, não foi nada melhor! Mas para além do mau tempo, o que me surpreendeu foi a praia de Albufeira. Deu logo para perceber na quinta-feira que a praia não era a mesma, e que tinha sido intervencionada no início do ano, com as conversas que estabeleci. Mas foi só com a Internet que me apercebi do que havia verdadeiramente acontecido.

Neste documento da Câmara de Albufeira, verificamos que a justificação para a intervenção foi de:
  • Instabilidade das arribas, com faixas de risco na praia
  • Areal estreito em algumas zonas potencia riscos de ocupação e instabilidade
  • Ocupação intensa das praias do Peneco e Pescadores, ligeira das praias do Inatel e Alemães

Resumindo, as praias dos Pescadores, Peneco, Inatel e Alemães ganharam umas dezenas de metros. Estoiraram-se uns milhões de euros, mas o ROI é provavelmente garantido. Afinal, como sabemos, as melhores praias do Mundo até podem ser artificais. Enfim, há alguns pequenos inconvenientes, que urge ultrapassar. Mas que nos dão a garantia que o Homem consegue resolver, mesmo os grandes problemas! E pelo resultado, parece que o nível do mar desceu em Albufeira!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ida à maquina zero

As tretas são tantas, que é difícil eleger sobre que escrever! Os leitores enviam-me tantas sugestões (que aproveito para agradecer!), mas não posso elaborar sobre todas. A minha preferida de hoje é relativa à empresa de construção Japonesa, Maeda Corporation, que pediu aos seus 2700 empregados um corte de cabelo, muito curto e uniforme. Sim, o objectivo não é reduzir nos piolhos, mas cortar no consumo de energia! Vá lá, que o corte é diferente de homem para mulher...

O estúpido do A estúpida da porta-voz da empresa, Chizuru Inoue, reconhece que não sabe que poupança daí resultará... Eles acreditam que a utilização de secadores de cabelo diminuirá, e que será utilizada menos água no processo de lavagem. E conclui que se todos os funcionários da empresa o fizerem, daí resultará uma poupança enorme de energia! Bem como, será mais fácil de retocar o cabelo depois do trabalho, na construção civil...

Nesta ditadura Verde, o que se seguirá? Impedir que tomem banho depois de um dia de trabalho duro? Proibir os secadores de cabelo? Ou talvez taxá-los com uma taxa qualquer? Não! É o regresso do fasciscmo no seu melhor, em que o indíviduo perde o direito a sequer controlar o seu corpo...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Budas do Tua

É típico daqueles que não são ouvidos, gritarem "Lobo" cada vez mais alto. Foi isso que me fez lembrar este comunicado da Quercus, do mês passado, relativamente à barragem do Tua, que me foi enviada por um leitor. Os talibans verdes do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu, entenderam por bem fazer a seguinte comparação (realces da minha responsabilidade):

A destruição do Vale do Tua, do rio, da paisagem, da linha centenária, da identidade da região a que se junta ainda o património classificado pela UNESCO, é no seu conjunto semelhante ao que aconteceu em Março de 2001 às estátuas dos Buda de Baiyman, património da Humanidade igualmente destruído.

Estes idiotas não parecem sequer muito cultos. Os Budas são de Bamiyan (eu também não sabia soletrar, mas ao menos fui verificar...), e a observação dos detalhes no site da UNESCO, revela que a comparação com o Alto Douro (ou uma pequena parte do Alto Douro) é ridícula. Entretanto, Os Verdes também já pegaram no assunto...

Aliás, o problema da Quercus prende-se mais com a foz do rio Tua, uma paisagem nada representativa da protegida pela UNESCO. E que nada tem a ver com a beleza dos socalcos do Douro! O que aqueles terroristas da Quercus e de Os Verdes deveriam dizer é outra coisa! É que as barragens do Tua e outras só foram construídas por causa do excesso de energia eólica. Que poluem a paisagem do topo das nossas serras. Uma paisagem que os ecologistas um dia quererão classificar?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nilton diz que vai chover

No seu artigo de hoje do Diário Económico, Nilton refere:

O preço dos combustíveis deve subir hoje devido às preocupações do impacto do furacão Irene sobre as refinarias dos EUA. As perguntas são: é suposto pagarmos as preocupações dos Srs. do petróleo? E já agora, qual impacto? Pagar adiantado por algo que ainda não aconteceu é o mesmo que pagar o arranjo antes de bater com o carro. Se o Irene provar ser apenas uma tempestade com mau feitio e não um furacão a sério, devolvem-nos o dinheiro?

As más notícias para o Nilton é que ninguém lhe vai devolver dinheiro, pela passagem do furacãozinho. Que foi um valente flop, a que pessoalmente assisti em directo ontem de manhã na CNN. Os repórteres andavam literalmente à procura do furacão, mas não o encontraram... Filmavam as sarjetas, os bordos do rio Hudson, enfim, lá conseguiram mostrar uns charcos de água, umas árvores caídas, e um rio mais elevado no pico da maré alta.

Para mim, era evidente desde o início que o Irene não iria ser grande coisa. Afinal, nem sequer o nosso Instituto de Meteorologia lhe deu ouvidos, ao contrário do Emily de há menos de um mês atrás! Mas como o comandante Obama estava ao controlo, num centro de comando estratégico, não se podia dizer que este era uma tempestade tropical. Aliás, a NOAA foi aguentando o barrete enquanto podia, e ontem pelas 13 horas portuguesas, reafirmava tratar-se de um furacão, quando os ventos das estações meteorológicas nem metade do limite, para ser um furacão, atingiam! Enfim, o Irene é o primeiro furacão a atingir os Estados Unidos em três anos! E a lista dos furacões que já atingiram Nova Iorque no passado parece interminável... Nada pior para os alarmistas, que esperavam uma coisa histórica!

Mas voltando ao Nilton, e ao cómico da situação, deixo-vos quatro vídeos memoráveis. No primeiro, Tucker Barnes na reportagem a partir de Ocean City, nem se dá conta que está metido no meio da m*rda. No segundo, outro repórter é gozado à brava em directo! No terceiro vídeo temos um excerpto da emissão da CNN, e como Anderson Cooper se diverte desancando na ausência do prometido furacão! Mas o melhor é mesmo o quarto, visto no WUWT, e que é uma boa rábula à forma como os Media se aproveitam duns ventozitos da treta...


Actualização: Bónus vídeo número 5: este eu vi em directo e mostra como o Anderson Cooper dá conta de uma meteorologista:



Actualização II: Está confirmado que o Irene nunca foi um furacão quando chegou a solo firme.

domingo, 28 de agosto de 2011

Seca ... onde sempre existiram secas!

Filipe Duarte Santos é o tretas-mor do Ambiente em Portugal. Sempre que há uma oportunidade, o abutre aparece a reclamar a presa. Desta vez, a propósito da seca no chifre de África, o nosso especialista climático debitou o seguinte conjunto de aldrabices, num obscuro site comuna:

“Há indicações de que as secas naquelas regiões estão a se tornar mais frequentes e mais severas devido às alterações climáticas provocadas por algumas atividades humanas. Esta seca insere-se numa tendência, que se verifica por todo o mundo, de maior intensidade e frequências de secas nas regiões onde sempre existiram secas. Mas agora elas são mais prolongadas e mais severas”, disse.

Onde sempre existiram secas, há hoje secas? Até um parvalhão bêbado conseguia debitar uma conclusão destas! E agora são mais prolongadas porque duram dois anos??? E mais severas??? Bem, um sítio onde existiu seca durante duas décadas (não dois anos...) foi o Sahel.

Conforme já aqui referimos no blog, parece que tem chovido mais para aqueles lados. Um estudo recente, muito aprofundado, dá conta exactamente dos mesmos resultados... Será que esta chuva é também provocada pelas actividades humanas? O principal problema é que os Media continuam a dar cobertura a estes pseudo-cientistas da treta. Que nem sequer chegam aos calcanhares da minha avó, que sabia que não era possível esperar Sol na eira e chuva no nabal. É claro que continuará a haver secas em África, como sempre houve. Hoje no chifre, um dia novamente no Sahel... Tão prolongadas e severas como sempre foram. E tal como no passado, com os mesmos feiticeiros do tempo!