| Eu não Reciclo. Vou ser insultado várias, porque poucos vão ler este artigo até ao fim. Em 20 anos apenas, apagaram a memórias do vasilhame, do farrapeiro, da compras por grosso, dos sacos de pano. Em 20 anos apenas, formataram pessoas a reciclar, a comprar e a reciclar. No final da década 80, no inicio da forte campanha à reciclagem, quando se comprava água ou um refrigerante, comprava-se a embalagem, e era possível, trocar por outra cheia ou vender a embalagem. As garrafas não tinham fim de vida, mas vida continua. Curioso, como em 20 anos, a vida da garrafa(agora de vido ou plástico), só tem uma vida. Sim, só tem uma vida, mas que nos dizem que vai ter nova vida, depois de um gasto energético brutal, isso já não o dizem. Há 20 anos, existiam garrafões de agua e de vinho em vidro, reutilizáveis. Agora existem garrafões de plástico recicláveis. Há 20 anos, existiam os farrapeiros, que nos compravam o papel e farrapos para a reciclagem. Hoje existem bidões que damos o papel ou cartão que pagamos, quando compramos um qualquer produto, porque isso é bom para o ambiente, mas o que não nos dizem é que para reciclar e lavar esse todo papel existe um gasto brutal de energia, água e lixívias para tornarmos a ter papel muito branco. Pois, em 20 anos, criaram-se mais embalagens de cartão e papel, que pagamos quando adquirimos um qualquer produtos, e depois entregamos aos bidões gratuitamente. Há 20 anos, o arroz, o feijão e outros produtos que tais comprava-se a grosso e levava-se um saco de pano. Agora existem muitas embalagem em plástico, para qualquer produto alimentar, que depois recicla-se, para isso basta colocar no bidão, porque é bom para o ambiente, mas não interessa as necessidades de energia para tal. Agora quem recicla é amigo do ambiente, quem não o faz um criminoso. Mas, eu não quero reciclar, quero ter vasilhames, sacos de pano e comprar a grosso e entregar o excesso de papel ao farrapeiro que me dá dinheiro. Agora pago 3 vezes, pela mesma embalagem, quando compro o produto, quando pago a taxa de resíduos na factura da água, e quando reciclo. Mas, eu só quero pagar a Taxa de lixo. Neste novo século as campanhas à reciclagem alargaram-se aos electrodomésticos e “novas tecnologias”, pois estas “coisas” duram pouco temo e se deitar-mo ao lixo fazem mal ao ambiente. Mas, eu quero aparelhos que durem muito tempo. Será que os aparelhos estão programados para durar pouco tempo? Eu, diria que sim. Mas, seguindo a lógica devo-me actualizar e entregar os desactualizados no bidão. Mas eu paguei por esse produto, e vão reutilizar esse material, então eu quero que me paguem. Neste novo século paga-se taxa na entrega de velhos pneus e óleos e pilhas, mas eu pago quando compro estes produtos, entrego-os e depois são reutilizados para fazer estradas, energia e novas pilhas. Eu, quero que me paguem quando entrego os meus pneus velhos e óleos usados e pilhas. Até parece que alguns lucram com isto, e até o ambiente. Mas as campanhas que mais me chateiam são a de recolha de rolhas e de material orgânico. Essas sim têm realmente ainda mais piada. No caso das rolhas o grupo Amorim em Associação com as grandes superfícies e até uma conceituada Associação Ambientalista, pedem para as pessoas entregarem as rolhas num qualquer Supermercado, pois em troca plantam sobreiros. Pois, não contam, é que por não terem tido um visão de sustentabilidade há 20 anos não plantaram sobreiros, não era preciso, havia muitos e dava para as encomendas. Não contam também, que o custo em água e energia para obter estilha de cortiça, a partir das rolhas é muito superior à da cortiça retirada directamente do sobreiro. Mas, porreiro para os amigos do ambiente, pois passam a pagar pela rolha, pela plantação de sobreiros que o Grande grupo não o fez, e pelos novos produtos resultantes da estilha. A compostagem está na moda, até nos dão embalagens para fazer em casa, mas pagas na mesma a Taxa de lixo na factura da água. Coisa estranha, então se eu seguir a regras todas da reciclagem, ainda pago uma taxa de recolha de resíduos. Pois, a reciclagem é amiga do ambiente, e tu és amigo da Lipor e da ValorSul e outras que tais. Mas, e os orgânicos que vão para o aterro? Já não vão estas empresas criam composto e vendem aos agricultores e agora em novas embalagens ao consumidor final em qualquer supermercado. Mas, então eu compro composto, do composto que dou? Sim, assim és amigo do ambiente e pagas 3 vezes, quando compras os produtos compostaveis, a taxa de resíduos na factura da água e depois quando compras composto ou sacos de terra. Agora, já posso ser insultado pois todos ganham, o ambiente (dizem), as autarquias e a empresas de recolha e triagem de resíduos (não o dizem), e ganhas tu (mentem). Eu quero é vasilhame, farrapeiros e saquinhos de pano e pagar a Taxa de resíduos na factura da água. Posso? |
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Eu vou passar a não reciclar!
Nas minhas deambulações pela net, descobri num site Verde, uma daquelas reflexões que todos fazemos, que abaixo transcrevo... Já tinha ideias para deixar de reciclar, mas agora acho que tenho uma motivação maior:
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
As contas da GEOTA e do PNBEPH
| The incentive for electric power availability alone will cost the State 3 400 M€ over the concession horizon, virtually covering initial investment cost. Just in the first 15 years the subsidy will amount 736 M€, far above the concession dues paid by the electric companies. In short, the infamous argument that dams were a “private investment” is a fraud. |
As contas para se chegar aos 3400 M€ são relativamente simples. Primeiro, foram contabilizados 2453MW de potência instalada nas novas centrais. Depois, foi considerado o valor de 20000€/MW, previsto na Portaria n.º 765/2010, de 20 de Agosto. Finalmente, multiplicando por 70 anos (valor médio de 65 e 75 anos) obtém-se o valor de 3434.2 milhões de euros.
A garantia de potência surge no Decreto Lei 264/2007, de 24 de Julho, o qual, no seu artigo 4º, adita o artigo 33º do Decreto Lei 172/2006, de 23 de Agosto. A referida Portaria n.º 765/2010 estabelece pois o regime dos serviços de garantia de potência, especificando os termos e condições da sua prestação, as entidades que podem participar na qualidade de prestadoras desses serviços e o respectivo regime de retribuição.
Particularmente importante neste contexto é saber quem são as entidades que podem participar. Tal é definido no artigo 10º, que define os centros electroprodutores abrangidos.
No nº 1 define-se que estão incluídos os centros "que disponham de uma potência instalada igual ou superior a 50 MW que tenham entrado em funcionamento industrial há menos de 10 anos e que não estejam sujeitos ao regime dos CMEC". Como é evidente, as barragens do PNBEPH não se incluem aqui, pois manifestamente não entraram ainda em funcionamento.
No nº 2 define-se que o "incentivo ao investimento é igualmente aplicável aos aumentos de capacidade instalada com potência reversível resultantes do reforço de potência de centros electroprodutores hídricos, cuja entrada em funcionamento industrial ocorra após a entrada em vigor da presente portaria, ainda que a entrada em funcionamento das instalações originais tenha ocorrido antes do período previsto no número anterior e mesmo que as instalações originais estejam sujeitas ao regime dos CMEC". Este número aplica-se que nem uma luva aos aumentos de potência que a EDP está a levar a cabo em Alqueva II (260MW), Venda Nova III (746MW), Salamonde II (207MW), e Paradela II (318MWh). Os aumentos de potência nas barragens do Douro, Miranda II (194MWh), Picote II (246MWh) e Bemposta II (191MWh), dado não serem reversíveis, não se enquadram. Também aqui, as barragens do PNBEPH não se incluem, pois o conceito de instalações originais nem sequer existe em nenhuma delas.
No nº 3, prevê-se que o Governo possa aplicar o regime de incentivo a novos projectos. Finalmente, no nº 4 do mesmo artigo 10º define-se que "compete ao membro do Governo responsável pela área de energia fixar, em cada caso, o montante, o prazo e a data a partir da qual o titular do centro electroprodutor beneficia do incentivo ao investimento". Tanto quanto se sabe, isso não foi feito para as barragens do PNBEPH.
Nestas circunstâncias, é portanto incorrecto dizer que as barragens do PNBEPH terão um custo de 3400 milhões, embora se possa admitir que no futuro tal possa acontecer, de acordo com o que está previsto no nº 3, do artigo 10º. Tal é revelado também por documento do próprio INAG.
Mas mesmo que assim não fosse, as contas da Geota e companhia continuariam engatadas, porque segundo o nº 3, do artigo 11º, a "remuneração correspondente ao incentivo ao investimento para centros electroprodutores que iniciem o seu funcionamento industrial a partir de 1 de Janeiro de 2011 é atribuída durante 10 anos, contados a partir da data de início do respectivo funcionamento industrial". E no nº 4, do mesmo artigo 11º, fazem-se limites adicionais de 10 anos:
| a) Para as instalações industriais que tenham entrado em funcionamento industrial após 1 de Julho de 2007, por um período de 10 anos a partir de 1 de Janeiro de 2011; b) Para as instalações industriais que tenham entrado em funcionamento industrial em data anterior a 1 de Julho de 2007, a partir de 1 de Janeiro de 2011 e até 1 de Julho de 2017. |
O que fica confirmado pela leitura da Portaria n.º 765/2010, é que os actuais aumentos de potência em curso nas barragens da EDP, vão beneficiar da garantia de potência. Contas que a GEOTA não faz, sendo que aliás prefere os aumentos de potência em curso, em detrimento das PNBEPH, como é visível num recente episódio do Biosfera. Os reforços de potência acima referidos totalizam 1531 MW, sendo que estes reforços custarão por ano cerca de 30.6 milhões de euros, quando estiverem em funcionamento, e a manter-se o valor actual de 20000€/MW.
Neste momento, segundo este documento da ERSE, na página 54 verificamos que apenas a barragem do Alqueva recebeu uma garantia de potência em 2011, cabendo o resto à produção termo-eléctrica. A partir de 2012, as contas vão ficar todavia mais complexas, conforme este outro documento da ERSE. O que interessa referir, e isso a GEOTA e as restantes organizações ambientais não o referem, é que as novas barragens, e a garantia de potência, só existem porque há energia eólica a mais e a más horas...
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Estudo DECO chumba híbridos
Um leitor fez-me chegar a notícia de um estudo comparativo efectuado pela DECO, e que saiu na Proteste do passado mês de Setembro. Resumidamente, o estudo diz o que os leitores do Ecotretas já sabem: os híbridos consomem bastante mais que os carros a gasóleo... Já o dissemos montes de vezes, nomeadamente neste artigo de há três anos atrás! Mas agora é a DECO que o diz..Segundo o estudo, que é aqui referido em detalhe, 100 euros permitem que um automóvel a gasóleo percorra cerca de 25% a mais, em quilómetros, conforme podem ver pela imagem. A notícia também está disponível aqui, mas rapidamente se percebe que a Religião Verde tolhe o pensamento dos jornalistas, que amenizam o problema com o facto de serem supostamente carros mais ecológicos...
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Príncipes em greve
Amanhã, os utilizadores de transportes públicos, terão mais um dia infernal, cortesia das greves previstas para o Metro de Lisboa, CP, Carris, Soflusa e Transtejo, e STCP. Não se sabe muito bem porque há greve, mas neste post evidenciava como são imorais, nomeadamente, os ordenados e regalias dos funcionários do Metropolitano de Lisboa, que em 2006 tinham o segundo nível salarial mais elevado da Europa!Sabemos que as melancias são os maiores advogados dos nossos transportes públicos. Mas quem pode confiar neste sistema de transportes, se estas pessoas têm mais olhos que barriga? Para que nos lembremos deles amanhã, deixo-vos os ordenados PRINCIPESCOS que os funcionários do Metropolitano de Lisboa recebem, bem como os subsídios, prémios e outros valores, que em 2007 já representavam um terço do ordenado, tendo o rácio entre subsídios e ordenados subido entre 2003 e 2007 cerca de 4.5 pontos percentuais! Nem quero imaginar em quanto já vão hoje...
Os dados abaixo são retirados deste documento do Tribunal de Contas. Infelizmente, os dados são apenas até 2007, pelo que agora estamos certamente muito pior! Como o leitor certamente desconhecerá o que são estes subsídios todos, mais abaixo extraímos as explicações do próprio Tribunal de Contas, sobre alguns dos subsídios/prémios/outros (realces da minha responsabilidade).
| 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Subsídio de Agente Único | 1075916 | 1119985 | 1150060 | 1159690 | 1219792 |
| Subsídio Quilometragem | 705321 | 803549 | 891081 | 884581 | 894286 |
| Subsídio Limpezas Técnicas | 496356 | 467714 | 455647 | 463602 | 447907 |
| Subsídio Ajuramentação | 56063 | 50036 | 63485 | 57434 | 53219 |
| Subsídio Acréscimo Função | 391018 | 465488 | 723455 | 927550 | 1279638 |
| Subsídio Salubridade | 69604 | 75352 | 95168 | 96597 | 95610 |
| Subsídio Função | 326801 | 305280 | 222940 | 222227 | 14881 |
| Subsídio Manobras | 35682 | 31041 | 64808 | 67145 | 69435 |
| Subsídio Transporte | 391983 | 418012 | 487591 | 557945 | 565694 |
| Subsídio de Turno | 535785 | 530250 | 513678 | 542117 | 547646 |
| Subsídio Trabalho Nocturno | 1432067 | 1450867 | 1444902 | 1475990 | 1516941 |
| Subsídio Isenção de Horário | 239398 | 255040 | 310772 | 405234 | 470337 |
| Subsídio Prevenção | 105340 | 108735 | 112096 | 210090 | 218016 |
| Subsídio Chefia | 871690 | 759655 | 757806 | 799948 | 821737 |
| Vencimento Carreira Aberta | 208173 | 272777 | 333379 | 373441 | 507473 |
| Outros Subsídios (Conservação, Formação, Telefone) | 80248 | 88959 | 90583 | 122313 | 53241 |
| Prémio de Desempenho | 240819,15 | 223125,84 | 221787,76 | 220924,59 | 269004,34 |
| Prémio de Performance | 132451,22 | 98386,03 | 112392,43 | 144337,99 | 176121,80 |
| Prémio de Assiduidade | 801932,89 | 783094,57 | 867150,83 | 819694,91 | 849685,30 |
| Prémio Assiduidade Trimestral | 0 | 55110,32 | 61416,52 | 55418,46 | 49572,91 |
| Trabalho Suplementar | 2236777 | 1568499 | 1146632 | 1023140 | 939873 |
| Feriados Trabalhados | 0 | 1026688 | 1168554 | 1128870 | 1405868 |
| Feriados | 392686 | 250027 | 364456 | 403440 | 392401 |
| Eventos e Feriados Especiais | 24088 | 48950 | 28723 | 40405 | 26197 |
| Descanso Compensatório | 64456 | 91091 | 72109 | 70025 | 58001 |
| Outras | 48814 | 64421 | 51993 | 25553 | 11237 |
| Total Subsídios+Prémios+Outros | 10.963.469,26 | 11.412.132,76 | 11.812.665,54 | 12.297.712,95 | 12.953.814,35 |
| Salário Base+Diuturnidades+ Anuidades+subsidio de férias, natal e refeição | 38.264.809 | 38.413.932 | 38.907.011 | 39.022.047 | 39.128.441 |
| Rácio Subsídios/Salários | 28,65% | 29,71% | 30,36% | 31,51% | 33,11% |
Subsídio Agente Único
| É um dos subsídios que mais pesa na estrutura dos subsídios visíveis no quadro anterior, 1.220 milhares de euros, em 2007. Porém, é um benefício pecuniário que, actualmente, nada tem que ver com o desempenho de funções, já que é atribuído indiscriminadamente a todos os que têm a categoria de maquinistas e maquinistas de manobras. Este subsídio é considerado remuneração de trabalho e integra os subsídios de férias e de Natal, logo, é auferido 14 meses. De acordo com as alegações prestadas pelo Presidente do CG do Metropolitano de Lisboa, o presente subsídio teve a sua origem em 1995 em consequência da redução da tripulação dos comboios a apenas um agente, implicando, assim, a extinção da categoria funcional do Factor. Desta forma, a Empresa pretendeu com a criação daquele subsídio, abonar os Maquinistas por assumirem na íntegra as funções antes atribuídas ao Factor. No entanto, já decorreram 14 anos daquela transição, bem como dos antecedentes históricos que estiveram na sua génese, pelo que considera-se que a Empresa deveria ponderar a continuidade desta contrapartida pecuniária adaptando-a aos conteúdos funcionais actuais dos Maquinistas. |
Subsídio Quilometragem
| Trata-se de um subsídio que é atribuído aos Maquinistas no exercício efectivo da função de condução, sendo este remunerado em ordem dos quilómetros percorridos (€0,13/Km). No entanto, a cláusula 29.º do Acordo de Empresa I é contraditória no seu conteúdo quando no seu n.º1 sublinha a atribuição do subsídio “aos maquinistas em serviço efectivo” (negrito nosso), mas no n.º2 refere que o subsídio é pagável no 13.º, 14.º mês, quando o trabalhador não executa quaisquer funções de condução. Em sede de contraditório, quanto a esta matéria, o Presidente do CG do Metropolitano de Lisboa refere que «(…) esta situação introduzia uma distorção indesejável quer na função, quer na eficácia do subsídio, pelo que nos termos do Novo Acordo o subsídio de quilometragem é pago exclusivamente em função dos quilómetros efectivamente percorridos, ou seja, 11 meses/ano» e, ainda, «(…) entendeu-se dar menor relevância económica ao subsídio de quilometragem, (…) o montante fixado é de €0,09/Km». Pese embora, em alegações, o Presidente do CG do Metropolitano de Lisboa tenha explicitado que o citado subsídio é «(…) calculado em função dos quilómetros efectivamente percorridos, o que lhe dá um carácter variável, pois é pago em função da quantidade de trabalho percorrido (…) e nessa medida deve considerar-se como um subsídio à produtividade», o facto é que todos os quilómetros percorridos são remunerados e não somente, como seria mais razoável, aqueles que o trabalhador executasse para além dos atribuídos no seu plano de trabalho. |
Subsídio Limpezas Técnicas
| São abrangidos por este subsídio todos os trabalhadores pertencentes à carreira Técnica/ Desenho/Administrativa e, ainda, à carreira de Manutenção. É atribuído a estes colaboradores um subsídio mensal no montante de 170,24€ e constitui remuneração 14 meses. |
Subsídio de Ajuramentação
| São beneficiários deste subsídio todos os que detêm a categoria de fiscais, sendo atribuído no mesmo montante e forma que o Subsídio Limpezas Técnicas, 170,24 euros durante 14 meses. |
Subsídio Acréscimo de Função
| É atribuído aos possuidores da categoria de Operadores de Linha e aos Agentes de Tráfego, num montante mensal de 170,24€, alongado a 14 meses. |
Subsídio de Salubridade
| À semelhança dos subsídios anteriores, são abrangidos pelo presente subsídio mensal os Oficiais de via, na quantia de 170,24€, pagável 14 meses. |
Subsídio Função e Manobras
| Trata-se de um subsídio atribuído aos trabalhadores que detenham a categoria de Técnicos Auxiliares, Técnicos Administrativos, Desenhadores, Projectistas, Técnicos-adjuntos, Coordenadores Técnicos, Técnicos principais, Operadores de estação, Oficiais, Auxiliares, Cobradores de tesouraria, fiéis de armazém, Secretários, Secretários de administração, Enfermeiros. Para os Maquinistas de Manobras, o subsídio de Função tem a designação de subsídio de manobras. O montante fixado era de 71,49€ mensais e, à similitude de todos os anteriores, este Subsídio Função e Manobras era pago 14 meses no ano. |
Subsídio de Transporte
| O Subsídio de Transporte é atribuído a todos os trabalhadores que iniciem ou terminem o serviço entre a 01h00 e as 07H00, correspondente ao quantitativo do subsídio de transporte em automóvel próprio, atribuído por quilómetro aos funcionários e agentes da Administração Pública. |
Subsídio de Turno
| Subsídio atribuído a quem está sujeito ao regime de turnos contínuos ou descontínuos com duas ou mais variantes de horário de trabalho em cada mês, cuja retribuição mensal ronda 50,26€. |
Subsídio de Trabalho Nocturno
| No disposto no Acordo de Empresa I, é considerado trabalho nocturno o prestado entre as 20h00 de um dia e as 08h00 do dia seguinte, o qual é remunerado com o acréscimo de 25% da retribuição a que dá direito o trabalho prestado durante o dia. Os maquinistas, maquinistas de manobras e operadores de linha são, entre outros, colaboradores cujo serviço prestado abrange o intervalo temporal acima identificado. Entre as alterações introduzidas pelo novo Acordo de Empresa, datado de Março de 2009, encontra-se a diminuição em uma hora do período de prestação de trabalho considerado nocturno, passando este a ser auferido a partir das 21h00. |
Subsídio Isenção de Horário de Trabalho
| Este subsídio é apenas recebido pelos Técnicos Superiores que o Conselho de Gerência entendia dever beneficiar. Enquadram-se neste critério, sobretudo, os Técnicos Superiores da área de Engenharia e, ainda, as Secretárias e os Motoristas do Conselho de Gerência. |
Subsídio Prevenção
| Trata-se de uma remuneração pecuniária compensatória pelo facto de o trabalhador ter o dever de se encontrar sempre localizável e à disposição da Empresa nos dias de descanso semanal e feriados, mediante a organização de escalas de prevenção, em regime de rotação. Ainda que o citado subsídio não esteja previsto no AE I, alguns dos colaboradores pertencentes a este Acordo de Empresa beneficiam desta componente salarial, por estarem integrados nas escalas de prevenção. |
Subsídio de Chefia
| O citado subsídio é aplicável a todos os titulares de funções de chefia existentes no Metropolitano. |
Vencimento Carreira Aberta
| Refere a Cláusula n.º5 do Regulamento de Carreiras do AE I que, “sempre que o trabalhador atinja o último grau de progressão na respectiva categoria, continuará a ter garantido a sua evolução, vertical ou horizontalmente de acordo com as regras emergentes do presente Regulamento de Carreiras.” O Presidente do CG do Metropolitano de Lisboa, em sede de contraditório e em consideração das novas regras insertas no novo Acordo de Empresa, referiu, quanto ao Vencimento de Carreira Aberta, a introdução de «(…) diversas alterações no seu regime que irão tornar bastante mais lenta a progressão profissional dos trabalhadores beneficiários do mesmo com a consequente diminuição dos respectivos custos. Com efeito, os trabalhadores passam a necessitar de 6 pontos, em vez dos anteriores 3, para obterem uma progressão na carreira relevante para efeitos deste regime». |
Prémio de Desempenho
| A sua atribuição é, exclusivamente, direccionada aos titulares de funções de chefia do AE I, segundo a classificação obtida no decurso da Avaliação e Gestão de Desempenho. |
Prémio de Performance
| Podem beneficiar do Prémio de Performance os trabalhadores licenciados e bacharéis e, portanto, ao abrigo do AE II. Este prémio encontra-se associado aos escalões resultantes da avaliação de desempenho anual cometida a este grupo de trabalhadores. |
Prémio de Assiduidade e Prémio de Assiduidade Trimestral
| Aos trabalhadores abrangidos pelo AE I é-lhes atribuído uma prestação pecuniária mensal, 63,73€, criando-se, assim, o “Prémio de Assiduidade”. Cumulativamente, a quem mantiver a assiduidade contínua, em cada trimestre, terá direito a um acréscimo de 25% do valor da totalidade do prémio mensal – Prémio de Assiduidade Trimestral. De referir, ainda, que «a sua atribuição está limitada aos trabalhadores do AE I, isto porque desempenhando a maioria destes trabalhadores funções essencialmente operacionais, a presença no local de trabalho constitui um aspecto determinante ou mesmo essencial da produtividade do trabalhador». Ora, se o objectivo dos Prémios é, de facto, premiar todos aqueles que, meritoriamente, não se ausentassem da Empresa, aquando do seu horário de trabalho, e, bem assim, diminuir o absentismo, o certo é que a sua atribuição não teve impactos visíveis ao nível da evolução da Taxa de Absentismo, a qual, em 2007, rondava os 8%, não se afastando muito dos valores atingidos nos anos precedentes. Ademais, a Unidade de Negócio Exploração Comercial, operacional por excelência, apresentou sempre, ao longo do quinquénio 2003-2007, taxas de absentismo acima da verificada para a Empresa no seu global. |
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sábado, 5 de novembro de 2011
Auto-de-fé dos cépticos
A Religião Verde é isso mesmo: uma Religião! Na senda da Inquisição da Igreja Católica, esta Religião moderna tem a mesma solução para os hereges do Aquecimento Global: a fogueira!Esta intolerância da nova Religião deverá dar que pensar a todos os crentes e cépticos! Como podem ver no vídeo abaixo,
Contra esta caça às bruxas está porém a Verdade! Para além do fanatismo extremático dos fundamentalistas e terroristas associadas à Al-Qaeda, temos que continuar a combater estes neo-terroristazecos da treta, associados à nova Religião Verde. Qualquer pessoa da Sociedade Moderna não pode ficar indiferente, sob pena de termos no futuro mais uns autos-de-fé na praça pública...
Actualização: O vídeo não é da WWF, sendo que o endereço referido no vídeo, www.climatechangeinitiative.com, redireccionava inicialmente para a Fundação de Bill Clinton, sendo que depois foi alterado para o site Climate Central. O autor do vídeo, Mike Gambino, parece estar de cabeça perdida a desfazer o que fez, a apagar os comentários do Youtube, etc., mas a Internet é uma coisa linda! Vejam os desenvolvimentos nos comentários do blog de Anthony Watts.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Quercus de cabeça perdida
A Quercus, com toda a sua insensibilidade social, queixou-se hoje nos Media, que a teta do negócio das emissões de CO2 vai deixar de alimentar as políticas das Alterações Climáticas... Fica evidente pelas últimas notícias que a chucha está a secar, pelo que a Quercus deve estar a pensar como é que vai deixar de snifar dos 2.1 mil milhões de euros que aparentemente estariam disponíveis para a Religião Verde entre 2013 e 2020...O Governo já veio desmentir a notícia, e dizer que vai aplicar tal dinheiro nas Energias Renováveis... O que não está correcto! O que estaria correcto era cortar nos elevados subsídios que essa energia recebe, como está a acontecer em diversos páises europeus. Ainda assim, aquele dinheiro dificilmente aparecerá. O protocolo de Kyoto já era, e os valores de negociação de CO2 continuam a cair a um ritmo alucinante!
Mas não há que nos preocuparmos muito. Estes tiros no pés por parte da Quercus são já insuportáveis para os Portugueses. Basta ler os comentários do Público, habitualmente infestado por melancias, para perceber que, mesmo estas, estão a acordar! E que estes ambientalistas se deviam preocupar é com os problemas que realmente nos afligem, como são os casos de poluição.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Protecção à fraude da microgeração
A página que o leitor descobriu, visível na imagem (clique para ver melhor), é relativa à energia solar e ao esquema da micro-produção, e promete um "lucro de 50 a 500 mil euros". Vejam a explicação deste instituto (realces da minha responsabilidade):
| A CE decidiu promover as energias renováveis, através dos DL 118-A/2010 e DL 34/2011, permitindo vender energia à EDP a um preço muito elevado. Por seu lado o Instituto do Cliente conseguiu para si os melhores preços, marcas e instaladores. |
As contas são efectuadas de seguida (realces não da minha responsabilidade):
| O retorno é de 15% a 25% durante 8 anos e de 10% a 15% nos seguintes 17 (sem qualquer investimento se usar crédito). Uma microgeração terá um rendimento de 50.000€ (65.000€ se a casa passar a A/A+). Numa minigeração o retorno será de 100.000€ a 500.000€ em 25 anos |
Ora vejam lá se isto não é uma grande "protecção"! Nem me dei ao trabalho de verificar se as contas estão certas ou não; a verdade é que o esquema da micro-geração é tão fraudulento, tão anti-social, que devia ser imediatamente terminado! Pelo menos, já levou uma grande machadada!
Etiquetas:
Energia Solar,
energias alternativas,
microgeração
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