sábado, 19 de novembro de 2011

História do Clima da Terra

Antón Uriarte é um geógrafo espanhol, que tenho referenciado no Ecotretas, e cujo blog CO2 está incluído na lista de blogs de cépticos internacionais. Antón editou uma compilação online da História do Clima da Terra, e que é de leitura obrigatória para todos aqueles que desejam saber como foram as Alterações Climáticas do passado. Mesmo sendo em Espanhol, a sua leitura é muito fácil.

Abaixo se reproduzem a lista de capítulos do livro, para referência rápida dos leitores. Adicionalmente, abaixo encaixo um vídeo onde ele explica diversas questões associadas ao CO2.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dinheiro pela sanita abaixo

O Diário Económico avançava hoje que as Famílias em Portugal vão ter a electricidade mais cara da Europa. Como os leitores sabem, a nossa energia ainda não é a mais cara da Europa, pelo que foi necessário ler a notícia impressa para perceber que o Secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, proferiu tal declaração enquadrada de outra forma, e que o nosso "verde" DE destacou de forma distinta:

estes diferimentos não serão suficientes para impedir que Portugal, em 2012, fique em quarto lugar no "ranking" de preços do segmento doméstico mais elevados da Europa e, corrigida a paridade do poder de compra, o custo da electricidade no sector doméstico é já mesmo o mais elevado

Como chegamos aqui também os leitores do Ecotretas já sabem. Como vamos sair é uma conversa diferente! Ainda ontem, o mesmo Henrique Gomes dava o mote, também no Diário Económico: É preciso eliminar os apoios excessivos à produção energética. Tal como se discute aqui ao lado em Espanha, onde o próprio presidente da Iberdrola, José Ignacio Sánchez Galán, avançou com um diagnóstico claro: El español es uno de los sistemas eléctricos donde el apoyo a las renovables supone un mayor coste por MWh total producido en el sistema. Mas isso tudo deve estar para mudar no próximo fim de semana, com o regresso do PP ao poder.

Com estes dados em cima da mesa, não tardará muito para que deixemos (contribuintes e consumidores) de deitar dinheiro pela sanita das renováveis abaixo, que é efectivamente o que estamos a fazer com esta política...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Ambiente nas mãos da máfia verde

A capa de hoje do Jornal I não deixa dúvidas: Negócios de milhões nas mãos da máfia verde. O Jornal I junta-se assim a um cada vez maior número de Media (eg. TVI, TVI, SIC) que descobriram as Verdades Inconvenientes que se escondem atrás do Ambiente e da Ecologia.

A Religião Verde contra-atacou imediatamente. No blog Ambio, Henrique Pereira dos Santos (ex Vice-Presidente do Instituto de Conservação da Natureza), logo de manhazinha, escreveu uma carta aberta para a jornalista. Com ameaças veladas claras, como se verifica pelas linhas seguintes:
  • O que gostaria de lhe perguntar com esta carta é se dorme bem de noite.
  • Se consegue olhar as pessoas comuns olhos nos olhos depois de escrever, o que é o menos, e publicar, o que é extraordinário
  • Francamente, acha normal o que escreveu?
  • É que quando os transitórios donos do poder já de lá tiverem saído, a Senhora ainda terá de escrever para jornais.
  • (...) a conduzem a parvoíces como as que escreveu que, infelizmente para si, só a prejudicam.

Infelizmente, esta perseguição a quem se mete com a Religião Verde está em alta. No outro dia referia como os alarmistas gostariam de realizar uns autos-de-fé. No passado fim de semana, eu próprio fui expulso do Facebook. Em termos internacionais, há ainda o caso da jornalista alemã Irene Meichsner, premiada em jornalismo científico, e que no rescaldo do Climategate, escreveu umas verdades inconvenientes sobre o IPCC. Foi assediada e achincalhada por um dos mais reconhecidos alarmistas alemães, Stefan Rahmstorf. A jornalista levou-o a tribunal, e ganhou a causa...

Esperemos que Isabel Tavares mantenha a coragem que revelou, e que não se veja obrigada a seguir as pisadas de Irene Meichsner.

Hidroelectricidade em Portugal

De vez em quando tropeço em documentos que são verdadeiramente interessantes. Este chama-se Hidroelectricidade em Portugal e foi publicado pela REN em 2002. O documento tem algumas pérolas, nomeadamente a vertente histórica, incluindo a fase inicial da produção de hidroelectricidade em Portugal, e que o documento encaixa entre o final do século XIX e 1930. O documento tem algumas imagens de centros produtores que hoje já não existem, ou que estão escondidos por esse Portugal fora, quase autênticos monumentos históricos. A da imagem não está incluída, ficando aqui o desafio ao leitor para a tentar identificar (clique para ver melhor)! A quem a identificar será dada uma menção honrosa, por parte do Ecotretas, num post subsequente.

O documento revela ainda aspectos como o da importância do aproveitamento do sistema do Douro, ou como fazer a expansão da componente hidroeléctrica do sistema electroprodutor a longo prazo. Um documento de consulta importante, especialmente num momento em que muita gente fala do assunto, mas não entende, ou não quer entender, a sua importância.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As ecobolas da Worten

No outro dia entrei numa Worten e fiquei chocado quando tropecei numas ecobolas. Para aqueles lados, as ecobolas chamam-se Ecogenie, e custam a módica quantia de 14.90€. Para além das ecobolas da roupa, há também para a loiça, igualmente da marca Ecogenie.

Apesar de já termos aqui exposto estes produtos fraudulentos, é impressionante verificar que eles continuam a serem impingidos aos consumidores!

sábado, 12 de novembro de 2011

Facebook acabou

O Ecotretas foi expulso do Facebook! As teias dos lobbies Verdes andam por aí... Tinha efectuado uns comentários sobre o Programa das Novas Barragens, a propósito das contas engatadas da GEOTA, e voilá! Parece que a desculpa foi a de que o nome verdadeiro não era o que estava no Facebook, como se não existissem montes de perfis iguais...

Para mim o Facebook acabou! Serve de aviso para todos vós: quem se mete com a Nova Ordem Mundial, leva. Ainda a semana passada tinha visto esta notícia do Expresso, como a CIA anda a espiar Twitter e Facebook. Assim, começo a acreditar mais nas teorias da conspiração que por aí circulam, mas a maneira mais fácil de os derrotar, é ignorá-los! Passem a palavra, e deixem de utilizar um sistema que vos pode dar um pontapé, sem qualquer aviso prévio, como foi o meu caso!

Actualização: Quero agradecer as várias mensagens de apoio que recebi. Especialmente aqueles que estão a difundir a mensagem no próprio Facebook.
Actualização II: Aqueles que pensam que o Facebook é benigno, vejam como Julian Assange, criador do WikiLeaks, diz que «toda a gente deveria saber que quando acrescenta amigos no Facebook, está a trabalhar de graça para as agências de inteligência dos EUA e a criar esta base de dados». Aqueles que quiserem continuar a alimentar a Base de Dados, que continuem a utilizar o Facebook; aqueles que priveligiam a sua privacidade, retirem-se...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Eu vou passar a não reciclar!

Nas minhas deambulações pela net, descobri num site Verde, uma daquelas reflexões que todos fazemos, que abaixo transcrevo... Já tinha ideias para deixar de reciclar, mas agora acho que tenho uma motivação maior:

Eu não Reciclo.

Vou ser insultado várias, porque poucos vão ler este artigo até ao fim.

Em 20 anos apenas, apagaram a memórias do vasilhame, do farrapeiro, da compras por grosso, dos sacos de pano.

Em 20 anos apenas, formataram pessoas a reciclar, a comprar e a reciclar.

No final da década 80, no inicio da forte campanha à reciclagem, quando se comprava água ou um refrigerante, comprava-se a embalagem, e era possível, trocar por outra cheia ou vender a embalagem.

As garrafas não tinham fim de vida, mas vida continua. Curioso, como em 20 anos, a vida da garrafa(agora de vido ou plástico), só tem uma vida. Sim, só tem uma vida, mas que nos dizem que vai ter nova vida, depois de um gasto energético brutal, isso já não o dizem. Há 20 anos, existiam garrafões de agua e de vinho em vidro, reutilizáveis. Agora existem garrafões de plástico recicláveis.

Há 20 anos, existiam os farrapeiros, que nos compravam o papel e farrapos para a reciclagem. Hoje existem bidões que damos o papel ou cartão que pagamos, quando compramos um qualquer produto, porque isso é bom para o ambiente, mas o que não nos dizem é que para reciclar e lavar esse todo papel existe um gasto brutal de energia, água e lixívias para tornarmos a ter papel muito branco. Pois, em 20 anos, criaram-se mais embalagens de cartão e papel, que pagamos quando adquirimos um qualquer produtos, e depois entregamos aos bidões gratuitamente.

Há 20 anos, o arroz, o feijão e outros produtos que tais comprava-se a grosso e levava-se um saco de pano. Agora existem muitas embalagem em plástico, para qualquer produto alimentar, que depois recicla-se, para isso basta colocar no bidão, porque é bom para o ambiente, mas não interessa as necessidades de energia para tal.

Agora quem recicla é amigo do ambiente, quem não o faz um criminoso. Mas, eu não quero reciclar, quero ter vasilhames, sacos de pano e comprar a grosso e entregar o excesso de papel ao farrapeiro que me dá dinheiro.

Agora pago 3 vezes, pela mesma embalagem, quando compro o produto, quando pago a taxa de resíduos na factura da água, e quando reciclo. Mas, eu só quero pagar a Taxa de lixo.

Neste novo século as campanhas à reciclagem alargaram-se aos electrodomésticos e “novas tecnologias”, pois estas “coisas” duram pouco temo e se deitar-mo ao lixo fazem mal ao ambiente. Mas, eu quero aparelhos que durem muito tempo. Será que os aparelhos estão programados para durar pouco tempo? Eu, diria que sim. Mas, seguindo a lógica devo-me actualizar e entregar os desactualizados no bidão. Mas eu paguei por esse produto, e vão reutilizar esse material, então eu quero que me paguem.

Neste novo século paga-se taxa na entrega de velhos pneus e óleos e pilhas, mas eu pago quando compro estes produtos, entrego-os e depois são reutilizados para fazer estradas, energia e novas pilhas. Eu, quero que me paguem quando entrego os meus pneus velhos e óleos usados e pilhas. Até parece que alguns lucram com isto, e até o ambiente.

Mas as campanhas que mais me chateiam são a de recolha de rolhas e de material orgânico. Essas sim têm realmente ainda mais piada.

No caso das rolhas o grupo Amorim em Associação com as grandes superfícies e até uma conceituada Associação Ambientalista, pedem para as pessoas entregarem as rolhas num qualquer Supermercado, pois em troca plantam sobreiros. Pois, não contam, é que por não terem tido um visão de sustentabilidade há 20 anos não plantaram sobreiros, não era preciso, havia muitos e dava para as encomendas. Não contam também, que o custo em água e energia para obter estilha de cortiça, a partir das rolhas é muito superior à da cortiça retirada directamente do sobreiro. Mas, porreiro para os amigos do ambiente, pois passam a pagar pela rolha, pela plantação de sobreiros que o Grande grupo não o fez, e pelos novos produtos resultantes da estilha.

A compostagem está na moda, até nos dão embalagens para fazer em casa, mas pagas na mesma a Taxa de lixo na factura da água. Coisa estranha, então se eu seguir a regras todas da reciclagem, ainda pago uma taxa de recolha de resíduos. Pois, a reciclagem é amiga do ambiente, e tu és amigo da Lipor e da ValorSul e outras que tais. Mas, e os orgânicos que vão para o aterro? Já não vão estas empresas criam composto e vendem aos agricultores e agora em novas embalagens ao consumidor final em qualquer supermercado. Mas, então eu compro composto, do composto que dou? Sim, assim és amigo do ambiente e pagas 3 vezes, quando compras os produtos compostaveis, a taxa de resíduos na factura da água e depois quando compras composto ou sacos de terra.

Agora, já posso ser insultado pois todos ganham, o ambiente (dizem), as autarquias e a empresas de recolha e triagem de resíduos (não o dizem), e ganhas tu (mentem).

Eu quero é vasilhame, farrapeiros e saquinhos de pano e pagar a Taxa de resíduos na factura da água. Posso?