quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eólicas de destruição maciça

Este post do NoTricksZone, de há uns dias atrás, revela como a energia eólica se está a tornar indesejável, mesmo para os ecologistas. Eles finalmente estão a acordar para os efeitos secundários da construção de parques eólicos!

No Vermont, nos Estados Unidos, o estado decidiu tornar-se mais Verde. E vai daí apostou nos parques eólicos. Com eles vieram a dinamite para explodir com a pedra lá do sítio, para abrir caminhos para os valentes camiões. Entretanto, teve que se deflorestar a área, não só por causa dos caminhos, mas porque incomodam as ventoinhas! Tudo aquilo que um bom ecologista, despreza! Enfim, os de lá do sítio criaram um site, onde dão conta da destruição que por lá grassa... O vídeo abaixo, é apenas um dos muitos da destruição presenciada por esses activistas, mas que é apenas um deja-vu daquilo que já aconteceu nos montes portugueses. O problema é a declaração que acompanha o vídeo, como podem constatar, e cujas contradições P Gosselin explorou no primeiro link acima.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O circo de Durban

Começou este semana o circo de Durban. A classificação não é minha, mas do principal negociador norte-americano europeu, Artur Runge-Metzger, que considerou o evento um circo viajante. Não admira, pois são mais de 15 000 os palhaços que vão estar presentes nessa cidade da África do Sul...

A palhaçada vai durar uns eternos 12 dias, nos quais se tentará negociar mais umas extorsões de dinheiros, para continuar a sustentar circos futuros. Mas desta vez, a coisa vai correr ainda pior que nos anteriores circos de Copenhaga e Cancun, dado que parece que apenas a União Europeia, e alguns indignados parecem ainda levar a sério esta palhaçada. Na verdade, os Estados Unidos, Rússia, Canadá, China, Japão, e muitos outros países, têm todas as razões para boicotarem, de uma forma ou doutra, as pretensões irrealistas que se foram amontoando ao longo dos últimos anos...

Mas, o que me custa mais é perceber como 15 000 palhaços não compreendem que esta festa parola vai contra os seus princípios mais básicos. Quase todos eles se deslocaram meio-mundo, em vorazes aviões, produzindo assim milhares de toneladas de CO2, para assistirem a este festim. De Portugal, é dada como certa a presença dos seguintes artistas:

NamePositionOrganization
H.E. Ms. Assunção CristasMinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Nuno Sanchez LacastaCoordinator Climate Change CommissionMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Alexandra Ferreira de CarvalhoDirector for the Office for International AffairsOffice for International Affairs Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Madalena Callé LucasAdvisor to the Minister Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Miguel Moreira da SilvaAdvisor to the MinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Daniel FonsecaPress Advisor to the MinisterMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
H.E. Mr. João Nugent Ramos PintoAmbassadorDiplomatic Mission of Portugal to South Africa
Mr. Elias António de SousaConsulConsulate of Portugal to Durban
Mr. António Vasco Alves MachadoDirectorate-General for Technical and Economic AffairsMinistry of Foreign Affairs
Mr. João Carlos Bezerra da SilvaDirectorate-General for Technical and Economic AffairsMinistry of Foreign Affairs
Ms. Maria do Carmo FernandesPortuguese Institute for Cooperation and Development AssistanceMinistry of Foreign Affairs
Mr. Eduardo Jorge Ferreira SantosSenior Officer, Climate Change CommissionClimate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Pedro Martins BarataSenior Adviser, Climate Change CommissionClimate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Mr. Paulo José Tavares CanaveiraClimate Change CommissionMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Ana Cristina da Silva CarreirasPolicy Officer Climate Change Commission Ministry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Elsa LopesOffice for International AffairsMinistry for Agriculture, Sea, Environment and Spatial Planning
Ms. Marisa Isabel Santos MatiasMember - European ParliamentEuropean Parliament
Ms. Maria da Graça Martins da Silva CarvalhoMember, European ParliamentEuropean Parliament
Mr. Francisco Manuel Freire Cardoso FerreiraDirectorQuercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
Mr. Manuel Alexandre Gomes Mota Pinto de Abreu

Ms. Maria Constança Marques Stracquadanio
International Air Transport Association
Mr. António Leitão AmaroPortuguese ParliamentPortuguese Parliament
Mr. Fernando Manuel JesusMemberPortuguese Parliament

Nota particular para a inclusão de Francisco Ferreira, da Quercus, que vai à boleia dos contribuintes. Eles nem sequer escondem:

A Quercus fará parte da delegação oficial de Portugal como organização não governamental de ambiente e estará presente entre 1 e 10 de Dezembro através do Vice-Presidente, Francisco Ferreira.

E quanto é que custa a festa? Bem, para além do tempo perdido, uma viagem de ida e volta, de Lisboa para Durban, via a nossa TAP, não parece custar menos de 2000 euros por pessoa. Isto em classe económica. Noutras companhias internacionais, o custo parece ser mais baixo. Em termos de alojamento, segundo o site oficial de marcações do COP17, a permanência mínima é de 11 noites, mas já não há nada! Para estes artistas, os hoteis sul-africanos prepararam um roubinho à maneira, mas como são os contribuintes que pagam, nós que nos desenrasquemos! Como é óbvio, está tudo cheio, tendo sido vendidas pelo menos 160 000 dormidas...

Para terem o custo total, é só fazer umas contas de multiplicação. Muito dinheiro, para nada! Nem sequer para tomarem banho na praia, o melhor que se pode fazer em Durban...

Actualização: Os palhaços ainda vão a caminho, mas já se lamentam...

domingo, 27 de novembro de 2011

Emprego zero

No jornal Diário Económico da passada sexta-feira, saiu um suplemento sobre as 250 maiores empresas do distrito de Leiria. Fui ver as tabelas das maiores e melhores empresas, para verificar quem eram. E surpresa das surpresas, a "PECF - Parque Eólico de Chão Falcão, Lda." ([1] [2] [3]) ocupava a sexta posição na tabela das empresas com maiores VAB, e em oitavo nas empresas com maiores resultado líquido. Nos restantes indicadores não marcava presença, pelo que fui ver a listagem completa, que abaixo se observa, para chegar a algumas brilhantes conclusões. A principal das quais é que a "PECF - Parque Eólico de Chão Falcão, Lda." não tem um único trabalhador!!!


Ontem, na revista das "1000 Maiores", do Expresso, que inclui publicidade lastimável à EDP (eg. notícia reciclada da Windfloat), o cenário descoberto foi o mesmo. Um conjunto de empresas que sugam os contribuintes e os consumidores, no âmbito dos CIEG, e que ninguém empregam, com a pequeníssima excepção da EDP Renováveis:

RankNomeVN 2010VN 2009VN 2008ACTIVOC. PROP.R. LIQN. EMP
186ENERPULP14404811406910921121849402139610
218EDP RENOVÁVEIS1255319816974641755714720133390863
295SINECOGERACAO997772043409041914096109460
477EUROPA&C ENERGIA VIANA652034970954218441991058870181
583VENTOMINHO56277499973042233378414700135611
737IBERWIND II PRODUÇÃO45370408340381030389-11324-3810
753SPCG - SOC. PORT. DE CO-GERAÇÃO ELÉCTRICA44445151680899467600856442
994SOPORGEN3466841472026352772912770

Com esta ilusão da Economia Verde, temos assim a prova provada do que já repetimos ad nauseam. Que a Economia Verde não gera empregos e mata tudo o que está à sua volta! É para isto que servem os subsídios, e aquela componente que supera os 50% da factura eléctrica... Felizmente, as restantes empresas da área da energia vão contribuindo com verdadeiro emprego...

sábado, 26 de novembro de 2011

A antiga barragem do Lindoso

Uma das coisas que me faz confusão hoje em dia, é a rapidez com que a História é apagada. Como os leitores sabem, sou um grande adepto de tudo o que a História passada nos tem para contar, e é por isso que, por exemplo, a variabilidade climática actual não é, para mim, nada de especial, quando comparada com eventos climáticos dos últimos séculos/milénios.

No início deste mês, tropecei neste documento da REN, e observei alguma da História das primeiras barragens portuguesas. De todas elas, a que mais me marcou foi a da Barragem do Lindoso, entretanto substituída pela barragem do Alto Lindoso, uma das barragens de referência em Portugal. Fiz umas pequenas pesquisas na Internet, e o melhor que consegui foi obter alguma informação sobre a central hidroeléctrica, vários quilómetros a jusante. Procurei mais, e nada???

Decidido a encontrar algo que desapareceu há pouco mais de 20 anos, encontrei finalmente esta referência, Lima Internacional: Paisagens e Espaços de Fronteira, tese de Doutoramento de Elza Carvalho, na Universidade do Minho. Deste documento retirei a imagem que coloquei no post anterior, e que abaixo está enquadrada com uma imagem da actual barragem. As duas foram calibradas pelo topo dos montes distantes, sendo ligeiramente distintas na parte frontal, pelo facto das fotografias não terem sido tiradas exactamente do mesmo local:


Três leitores foram capazes de a identificar. O primeiro preferiu ficar anónimo, tendo sido ainda identificadas por Pedro Pais e Jorge Pacheco de Oliveira. Em comum, nenhum dos três a afirmou ter conhecido, sendo que um dos três leitores referiu tê-la identificado pelo estilo de terreno.

A história do encouramento do Lindoso remonta ainda aos tempos da Monarquia, quando Justino Antunes Guimarães e Jesús Palacios Ramilo, apresentaram em 11 de Maio de 1905 o anteprojecto para a exploração hidráulica do salto de Lindoso. Em 1907, D. Carlos I autorgou a concessão do aproveitamento hidroeléctrico, através do alvará de concessão do Aproveitamento hidroeléctrico no rio Lima, de 14-2-1907, publicado no Diário do Governo nº 40 de 20-2-1907. O alvará autorizava a derivação de um caudal de 7000 litros/segundo, por um período de 99 anos, com uma exigência de que as obras começassem num período de um ano, e que fosse terminada em quatro anos. A concessão foi transmitida à Sociedade Anónima Electro del Lima no ano seguinte, constituída em Madrid a 19 de Maio de 1908.

O projecto inicial previa a instalação de 14000 cavalos em 7 grupos, cuja potência alcançaria os 12000 cavalos durante 10 meses, e somente 4510 cavalos no Verão. A represa teria uma altura de apenas 5.8 metros, e o canal de derivação prolongar-se-ía por 420 metros. As obras começaram a 16 de Setembro de 1908, mas dificuldades várias, incluindo a morte de um dos accionistas iniciais, retardaram a construção. A construção do canal de derivação (início visível do lado esquerdo do rio, nesta e noutra foto), entretanto prolongado, resultou em diversos problemas com a população, sobretudo devido a questões de nascentes de água, um tema "quente" na altura. A Primeira Guerra Mundial trouxe dificuldades óbvias, embora trabalhassem na altura entre 500 e 1000 trabalhadores nas obras. Em 2 de Abril de 1921 deram-se por concluídas as obras, com a instalação dos geradores Escher Wyss da General Electric, com uma potência de 8750 kVA, na central hidroeléctrica, cuja imagem é visível abaixo, retirada daqui. Em 10 de Abril de 1922 a energia chega finalmente à central do Freixo, no Porto.


Entre 1923 e 1924 a barragem foi sobrelevada, da altura de 5 metros para uma altura de 22.5 metros. Tal permitiu a constituição de uma albufeira de 750 000 m3, 0.2% do volume máximo da actual barragem do Alto Lindoso. O progressivo aumento do consumo da electricidade obrigou a aumentos sucessivos do canal, das linhas, e da própria central hidroeléctrica e da câmara de carga (visível abaixo, foto retirada daqui), contribuindo para um significativo desenvolvimento local, na localidade de Paradamonte, que distinguia a aldeia de todas as outras em redor. Tais ampliações terminaram em 1951, quando foi montado o último grupo gerador, de 40 000 kVA, que permitiu alcançar uma potência de 92 500 kVA. Algumas imagens dos geradores antigos estão disponíveis aqui, sendo ainda este percurso de geocaching uma referência interessante.


No final da década de 1980 iniciou-se a construção da barragem do Alto Lindoso, que obrigou à destruição da antiga barragem. Algumas imagens dessa ocasião estão disponíveis nos seguintes links: [1] [2] [3]. Na imagem seguinte podemos vê-la ainda, já com as obras necessárias à construção da barragem do Alto Lindoso.


Esta página manter-se-á aberta a edição, por forma a documentar outra informação que entretanto venha a recolher. Se o leitor tiver acesso a mais informação, faça o favor de a enviar. Em particular, uma imagem próxima da barragem seria muito interessante. Mais formidável seria uma imagem da barragem numa situação de cheia, mas creio que isso já é pedir de mais! Ainda assim, o objectivo é tentar manter viva uma recordação histórica que se perdeu há pouco mais de 20 anos...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Carbon trading in crash mode

It's nothing new. It started over a year ago, when US carbon trading crashed. Two weeks later, it closed. Now, it's our turn in Europe. It had already started earlier this Summer. But now, as can be seen in the left graphic, obtained from Bloomberg, carbon prices are diving even more! And this is yesterday's graph, as today, as I write, it is diving another -10.773% to € 7.040.

I've been monitoring this for weeks, and today it has set it's minimum value for at least the last five years, which was for € 7.96, on the close of Feb 12, 2009, as can be seen in the graph below (from Bloomberg). The dive seems clearly related to the Climategate 2.0 revelations, since it closed at € 9.04 on Tuesday, diving more than 20% since then. These are definitely good news for Durban...

For more insight on the issue, the following news might be interesting:
Update: 16:30 CET The minimum price was reached slightly after this post was published, at € 6.95, but has been recovering since then, halving the loss.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Veneza a afundar-se?

Um leitor habitual enviou-me uma notícia deveras interessante sobre Veneza. Esta é uma cidade lindíssima, à qual já me havia referenciado no passado. Veneza é igualmente uma espinha atravessada na garganta dos alarmistas, e percebe-se melhor porquê no artigo.

Veneza afundou-se 23 centímetros desde 1897, dos quais apenas 9 cm se ficaram a dever à subida dos mares, enquanto o restante se ficou a dever essencialmente a um processo de subsidência. Os ambientalistas sabem portanto que não podem apontar este exemplo, pois na verdade o problema é mais da descida do que da subida! Tal descida ficou essencialmente a dever-se à extracção de águas subterrâneas, entre 1920 e 1970, sendo que foi aí que se verificou uma maior subida do nível do mar, conforme pode ser observado através dos dados da estação de Punta della Salute, donde foi retirado o gráfico que podemos ver abaixo. Desde a década de 1970, nota-se como a subida foi claramente reduzida. O maior nível de cheias foi atingido em 1966, e diversos artigos científicos descrevem o processo. Curiosamente, as notícias em sentido contrário têm pouca divulgação.


Mas o que mais me surpreendeu na notícia acima é que Veneza se preparava para ser mais um local de propaganda da Religião Verde. Um congresso marcado para 14 e 15 de Novembro foi cancelado, e isso deixou alarmistas como Stefan Rahmstorf chateados. Este Stefan é o mesmo a que nos havíamos referido ainda apenas há uns dias. Ele refere que ía apresentar aí os seus novos dados, claro ainda mais alarmistas que o cenário anterior, mesmo a tempo de Durban. O problema dele é que o rácio de subida é cada vez menor, como as mais recentes medições de satélite o demonstram...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Jornalistas climáticos na mó de baixo

Um leitor trouxe-me ao conhecimento mais um daqueles eventos sui-generis da Religião Verde. Este intitulou-se "As alterações climáticas nos media e na opinião pública", e decorreu no passado dia 21, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Da leitura do notícia do alarmista Público, o único que referenciou o evento, depreende-se que estiveram lá os actores e responsáveis pelas notícias hard-core do alarmismo climático em Portugal, quase todos já conhecidos dos leitores habituais do Ecotretas.

As constatações foram de lamento. Queixam-se que a Sociedade não os ouve! Luísa Schmidt, investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa queixa-se de que as alterações climáticas "são um assunto demasiado distante das pessoas, uma questão de grandes acordos internacionais que é decidida longe e com poucos reflexos a nível nacional". As lamúrias continuam com um "vivemos um momento extremamente complicado, quando a crise económica obscurece tudo". Do que ela não se queixa é do dinheirinho que recebe para dizer estas barbaridades...

Anabela Carvalho, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, também se queixa: "A escala regional e local têm referências praticamente ausentes" nos jornais. Pudera, pois os jornalistas funcionam melhor com copy&paste dos evangelhos da Religião Verde, do que puxando pela cabecinha! O que ela anda realmente a fazer é a publicitação do seu recente livro, editado em Setembro de 2011. O seu livrinho foi até financiado por um projecto de investigação, dotado de 30 000 €, pago portanto por todos nós...

Mas realmente, do que interessa, não falam eles... Alguém viu alguma referência ao Climategate 2.0 em Portugal? Eu nãoSó surgiu tardiamente no Público, apesar da ampla cobertura internacional (1, 2, 3). Depois, queixem-se que ninguém lê os jornais!