terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Contas das novas barragens

Nos últimos meses tenho dedicado algum do tempo reservado ao blog a desmontar as contas das várias organizações ambientalistas (GEOTA, FAPAS, LPN, Quercus, CEAI, Aldeia, COAGRET, Flamingo, SPEA, MCLT) sobre o PNBEPH. Já observei como eles têm vindo a inflacionar o bicho papão dos custos, que começou (tanto quanto eu sei) em 7000 milhões de euros há um ano atrás, e que já vai quase no triplo.

Desse valor, a parte da potência garantida já foi completamente desmontada: em vez dos 3400 milhões previstos pelos ambientalistas, o custo actual é 0. ZERO! Erro pequeno. É claro que, como aliás afirmo no artigo do link anterior, se o Governo entender mudar isso no futuro, atribuindo-lhes a garantia de potência (que recorde-se não está garantida, passe o pleonasmo), essas contas poderão ser alteradas.

Mas o resto dos milhares de milhões continuava a ser uma incógnita... Aliás, em nenhum documento publicamente disponível, as organizações ambientalistas explicavam como chegaram aos números, que crescem à vontade do freguês. Compreende-se: cada vez que chutam um número, topa-se o seu analfabetismo! Mas numa troca de emails com alguns dos compadres do Daniel Conde, a propósito da barragem do Tua, topei que este peão havia dado com a língua nos dentes, ou melhor no Facebook. Desta página, de 13 de Outubro, retiram-se as seguintes contas, explicadinhas de forma simples:

Ora bem, segundo percebi das contas - que aqui se publicam a pedido de algumas pessoas - a dezena e meia de milhares de milhões de euros de encargos com o PNB vêm de duas componentes:

1 - A remuneração da electricidade produzida, a € 110 p...or cada MW (preço médio de venda à rede), e esperando-se uma produtividade de 1676 GW/h por ano, dá 184 milhões de euros por ano;

2 - A remuneração da potência (perceberam a marosca da potência instalada na peça?), é paga a 20 mil euros por MW por ano, estando prevista uma potência instalada de 2453 MW, o que dá uma soma anual de 49 milhões de euros;

3 - Tudo somado dá uma autêntica renda do Estado (o Estado somos nós, entenda-se) de 233 milhões de euros por ano, o que ao cabo dos horizontes de concessão de 65 anos destas barragens, dá a soma de mais de 15 mil milhões de euros, que TODOS, repito, TODOS teremos de pagar.

Mas nada temam: o lucro esperado das concessionárias é de cerca de 8 mil milhões de euros. Tipo a Ponte Vasco da Gama, que se "pagaria por ela própria" enquanto PPP, mas que já arrecadou uns generosos milhões do Estado.

Mas isso são outras coisas...

Fiquei banzado! Então eles consideraram um custo da barragem o preço da energia que ela vai produzir? Ainda por cima referenciado a um custo próximo do pago pelo consumidor??? E tudo isto é uma renda do Estado, porque o Estado somos nós??? É claro que todos vamos pagar o custo da energia. Mas se não for o MWh da futura barragem do Foz-Tua, será o MWh da central nuclear de Almaraz, ou então das magníficas “ventoinhas” por tudo quanto é monte e linha de horizonte deste País!

Neste jogo de xadrez, as declarações do peão serão provavelmente sacrificadas. Mas isso não ilibirá a Geota e companhia de explicarem verdeiramente as suas contas, o que nunca fizeram! Como esta discussão foi a que me expulsou do Facebook, preservam-se as afirmações do peão, na imagem acima, antes que sejam destruídas pela Religião Verde...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Já (quase) não nos falta nada

O título deste post é o título do Editorial, de Sandro Mêda, da Autohoje desta semana. Sandro dá-nos uma visão equilibrada de como os nossos políticos tinham as prioridades erradas. E como o Canadá está a ver bem as coisas, perante a hipocrisia da China. Comparem este texto, disponibilizado abaixo com realces da minha responsabilidade, com o discurso das grandezas do Basílio Horta, num artigo de opinião do Diário Económico de ontem, para perceberem as diferenças entre a realidade e a utopia:

Foram notícia a saída do Canadá do tratado de Quioto e a crítica da China a essa decisão. A surpresa vem, segundo os analistas, do Canadá, tendo uma sociedade evoluída, abandonado um programa que “salvaguarda” o planeta; e também da China por se atrever a criticar a atitude recusando-se ela própria a integrar o grupo. Não me surpreendeu nenhuma das posições. Pelo contrário, considero-as coerentes com a forma de estar na vida de cada país: o Canadá, perante a óbvia conclusão de que as medidas do tipo Quioto só serão efectivas quando perderem a hipocrisia e passarem a ser universais, decidiu, em tempos de crise e perante países que alegam estar em desenvolvimento - qual não gostaria de estar, e os que estão em regressão, como Portugal, que tipo de condescendências deveriam ter? - para não cumprirem quaisquer regras, optou por distribuir os resíduos do seu desenvolvimento por todo o planeta, como tantos outros fazem, em vez de os concentrarem na sua população, com brutais impostos ou prejuízo da qualidade de vida; e os chineses limitaram-se a seguir a filosofia “façam o que eu digo e não o que eu faço, senão não ganham dinheiro connosco”. O que os analistas esperavam era uma atitude à portuguesa: na posição do Canadá, aumentar a colecta e perseguir os automóveis; na da China, emitir opinião apenas se estivesse alinhada com a de todos os outros.
E por sermos assim, tão pseudo-altruístas, temos empresas que fizeram planos e estratégias que são arrasadas por portagens de última hora e alterações constantes na fiscalidade automóvel. Temos milhões de euros gastos em 1300 postos de carregamento para 200 carros eléctricos. Temos proibições de circulação a carros velhos, sem fazermos nada para que se troquem por novos. Temos tudo para não sermos nada.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pachauri openly defends killing skeptics

When leaders are unable to deal with reality, they just get the critics sent somewhere else. 500 years ago, the Inquisition would do that burning the infidels at the stake. Some decades ago, Hitler was sending the Jews to concentration camps. This week, Pachauri has gotten to the next level: send the climate skeptics to outer space!

Grist.org has gotten so enthusiastic with the idea that they have previewed the future with the image on the left! The unforgivable phrase from Pachauri was given to the audience of the "Extreme Climate Risks and California's Future" conference, organized by California's Governor, Jerry Brown. According to Grist, what happened was:

More laughter came when Pachauri joked that Branson could give climate deniers tickets on the aviation mogul's planned flights into outer space. "Perhaps it could be a one-way ticket," Pachauri said, smiling, "though I'm not sure space deserves them."

It is time for this man to step down! And to apologize for what he has said. One cannot accept that the IPCC is being run by someone that openly suggests people being killed! These are unacceptable terms, and not even suitable for the baddest of criminals. But given what has happened in Durban, this is only one of the first demonstrations on how this Green Religion is feeling!

Update: Grist.org has corrected the news. Revkin, from NY Times, has also weighed in, and agrees that Pachauri should step down... The video is also available online now, but not at the time this post was published. The two relevant parts are visible below:

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ar puro da Guarda

Ao ver um dos noticiários das 13 de hoje, nem queria acreditar numa das notícias que passou! Falava-se da venda de "ar puro da Guarda", mas como estava ocupado, não pude ouvir com atenção a notícia...

Agora fui investigar, e atribuo a ela a Ecotreta de 2011 (menção agora instituída!). Então não é que se lembraram de enfrascar um bocado do ar puro da Guarda, e vendê-lo??? A um preço de 5 euros por frasco, tenho a certeza que ninguém de juízo comprará tal embuste!

O embuste é da responsabilidade do Teatro Municipal da Guarda e da empresa municipal Culturguarda! É para estas brincadeiras que afinal servem os nossos impostos??? Parece que para aqueles lados muita gente não tem mais nada de útil para fazer...

Segundo o director artístico do TMG, Américo Rodrigues, o produto inclui ainda «aroma de queijo da Serra da Estrela, essência de morcela e fragrância de giesta». O mesmo vendedor de banha da cobra, recordemos pago pelos contribuintes, refere que os principais destinatários da fraude são os emigrantes, que poderão abrir os frascos "quando sentirem um forte apelo das raízes ou uma forte saudade", mas também pode "ser utilizado livremente", sempre que o comprador "estiver em contacto com focos de poluição e se sentir deprimido ou com saudades da Guarda". Os mesmos aldrabões sugerem que no momento de abrir o frasco, o utilizador deve "inalar profundamente até sentir os pulmões vibrarem de emoção" e alertam para suspender o seu uso caso "lhe provocar um desejo intenso de voar".

Haveria ainda mais embuste a desmontar, como a da investigação do cientista russo associado, e o prémio "The Best Air in the World". Na pesquisa pela qualidade de ar das cidades, um bom recurso parece ser este, da Organização Mundial da Saúde. Nem uma referência à Guarda! Mas tem um bom mapa da qualidade do ar a nível do planeta. Não se fica surpreendido com os resultados:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Barragem do Tua

As discussões à volta da barragem do Tua estão ao rubro. Os ecologistas propagam cada vez mais mentiras, mas pasme-se! Em vez de corrigirem as suas contas, estão a inflacioná-las! Estes tretas não têm perdão, como já evidenciei no passado: Há um ano, em Dezembro de 2010, anunciavam um custo de 7000 milhões de euros. Em Abril de 2011, subiram a parada para 15 mil milhões. Em Agosto de 2011 subiram a parada para 16 mil milhões. Agora, falam em valores entre os 16 mil e 20 mil milhões... A inflação só vai parar quando conseguirem parar o processo de construção, ou então forem completamente desmascarados pelos Media, que teimam em não querer sequer equacionar as contas...

Há uns dias, 20 ecologistas da treta fizeram uma manifestação em Lisboa, para propagandear estas mentiras. No feriado de 1 de Dezembro, também uma multidão de 20 pessoas se manifestou pela linha do Tua. Entre os 20 palhaços incluíam-se o pretendente ao trono, duque de Bragança, o aldrabão João Joanaz de Melo, e o pobre coitado Daniel Conde, cujas prestações podem ver no seguinte vídeo (vejam especialmente a partir do minuto 3:24, e a ligação ao TGV espanhol):



Daniel Conde avança com um número de 70000 passageiros em 2010, mas rapidamente depressa percebemos que a maioria devem ser alunos da escola, os quais provavelmente prefeririam um autocaro bem mais rápido. Como dizia o Ministro dos Transportes anterior, quase mais vale dar um carro a cada um dos passageiros, o que os alunos não veriam certamente com mau grado...

Agora, vem-se com a ameaça da UNESCO, entretanto já desmentida. Faz-me lembrar a treta dos rabiscos de Foz-Coa. Mas como é preciso alarmar ainda mais, e como a recente estupidez da comparação com os Budas de Bamiyan não resultou, isto não irá parar! Mas há outras visões muito interessantes, e dessas, a de pintar a barragem parece-me uma das mais interessantes... Aposto que seria um boa razão para ver uma pintura gigante ao vivo, e talvez trouxesse mais turistas que a própria Linha do Tua!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O céptico Pacheco Pereira

Por esta não esperava. Na leitura dos argumentos dos alarmistas tropecei hoje no céptico Pacheco Pereira? Confesso que nunca me tinha dado conta que ele era um céptico! Da leitura do seu recente artigo no Público, de 10 de Dezembro, a primeira ideia que me veio à cabeça era se o Pacheco Pereira não seria um Cristão Novo, convertido por uma quantas circunstâncias... Como estava enganado! Ele até começou a escrever heresias antes do Ecotretas!

De uma série de artigos do blog Abrupto, do Pacheco Pereira, retirei algumas pérolas, como ele sabe escrever. Nos quadros seguintes abaixo destaco algumas dessas, com o devido link e destaques da minha responsabilidade. É pena ele utilizar pouco as etiquetas do Blogger, mas vai passar a engordar a lista dos blogs cépticos em Português, que mantenho do lado esquerdo, bem como a Lista Internacional. Vamos ver se ele acrescenta essa etiqueta a mais artigos. Mais um pró clube!

http://abrupto.blogspot.com/2011/12/estragar-o-pouco-que-resta-eu-sou-o.html
Eu sou o último dos ecologistas, "verdes", ou coisa semelhante. Sempre tive uma grande desconfiança com as posições ecologistas e um enorme cepticismo quanto ao pano de fundo dos seus argumentos. Não fui muito sensível às "gravuras que não sabiam nadar". Sou céptico quanto aos movimentos, discursos e demagogias sobre o "aquecimento global", transformados numa vaga ideologia anti capitalista e anti-industrial, que ignora que o nosso modelo de desenvolvimento, predador que seja, e é, garante apesar de tudo um mínimo de qualidade de vida para biliões de pessoas que nunca conseguiriam aceder a esse limiar sem estragar parte da natureza quase sempre sem conta, peso, nem medida. Desconfio da retórica catastrofista com o "aquecimento global" e estou muito do lado de Bjorn Lomborg nos seus argumentos contra a demagogia ambientalista que se tornou um discurso politicamente correcto nos últimos anos, nos países simultaneamente mais ricos e nos únicos que podem controlar alguma coisa a predação da natureza, exactamente porque são ricos e podem pagar esse luxo que China, Índia e Brasil não podem.

http://abrupto.blogspot.com/2009/12/coisas-da-sabado-ambiente-e-pancadaria.html
Por que razão a nobre, elevada, consciente, responsável, séria, causa de impedir que o planeta entre numa catástrofe sem saída provocada pelas alterações climáticas, no dizer dos seus organizadores, junta como um magneto a maior colecção de grupos anarquistas, extremistas, de direita e de esquerda, que há no planeta? Por que razão a mesma nobre causa provoca cenas de pancadaria deliberadas e instigadas pelos próprios grupos de manifestantes, com a polícia dinamarquesa, que não é propriamente uma polícia especialmente repressiva, num país particularmente intolerante?

http://abrupto.blogspot.com/search/label/Verdeuf%C3%A9mia
Esta velha questão volta sempre, mas volta porque tem implícita um problema que é uma incomodidade para muitos: se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo? E não haveria prisões e barrreiras policiais? E preciosismos jurídicos para explicar por que não houve detenções? E não teriamos já tido o PM com declarações veementes sobre a ordem pública e os energúmenos nazis?

http://abrupto.blogspot.com/2007/03/aproveitem-os-ltimos-anos-de-paisagem.html
À sua volta há uma nova espécie, ou melhor a transmutação de uma velha espécie, o ecologista reconvertido aos negócios do ambiente, nas “energias renováveis”, “limpas”, que todos proclamam ser um dos maiores negócios dos próximos anos abundantemente financiado pela UE e pelo Estado português. Isto significa que os ecologistas portugueses, não todos, mas os mais vocais, deixaram de protestar mesmo que simbolicamente contra os efeitos perversos destas novas “indústrias limpas”, logo quando eles começam a revelar-se um pouco por todo o lado, na tarefa de tornar Portugal mais feio e caótico.


http://abrupto.blogspot.com/2007/02/lendo-vendo-ouvindo-tomos-e-bits-de-2_02.html
No noticiário da SIC das 20 horas uma peça muito pouco rigorosa sobre o aquecimento global, que incluía a afirmação de que os efeitos do aquecimento são idênticos aos de uma lareira numa sala fechada que "aquece tanto que até se pode morrer" (mais ou menos estas palavras). A não ser que a lareira pegue fogo à casa, morre-se é devido a envenenamento por monóxido de carbono e não pelo calor. Não pode ser...

http://abrupto.blogspot.com/2007/01/coisas-da-sbado-um-olho-cego-e-outro.html
A Quercus protestou contra a instalação de uma unidade de aquacultura da Pescanova numa zona protegida pela rede Natura, chamando a atenção para que o mesmo projecto tinha sido impedido em Espanha. Provavelmente tem razão, e é bom que a Quercus ou qualquer outro grupo ambientalista mantenha um olho aberto face à destruição acelerada do nosso ambiente. Só que uma passagem pelo sítio da Quercus na Rede e uma leitura do seu balanço do melhor e do pior de 2006 mostra como há um outro olho firmemente fechado, quando não cego de todo: aquele que não vê a rápida desaparição da nossa paisagem natural com a colocação de aerogeradores, as “ventoinhas” por tudo quanto é monte e linha de horizonte ainda bravio.

Percebe-se infelizmente porquê: trata-se de um grande negócio, um dos grandes negócios dos dias de hoje, fortemente subsidiado, movendo interesses cada vez mais alargados – empresas multinacionais, autarquias, grupos empresariais, e … ecologistas – e que alastra com a mesma velocidade rapace de outros que o precederam. A velocidade das eólicas é semelhante na sua imposição de situações”económicas” de facto à construção civil, ao urbanismo selvagem, às suiniculturas no tempo em que davam dinheiro fácil.


[De um leitor]
http://abrupto.blogspot.com/2007/01/o-abrupto-feito-pelos-seus-leitores_15.html
Neste domingo, depois de um passeio que se prolongou da Serra da Lousã ao Bigorne, em Castro D'Aire, percebi que o aquecimento global não só está a favorecer a actividade das aranhas como também desenvolve as antenas de outros insectos.

A Inquisição dos cépticos

Eles andam aí! A intimidação está a atingir níveis que vão deixar a Inquisição esquecida nos manuais da História!

Roger Tallbloke, que escreve o blog Tallbloke's Talkshop, foi alvo de uma investida da Polícia. Levaram-lhe os dois computadores mais novos. A razão parece ter sido o facto de ter sido o primeiro a relatar o Climategate 2.0. Felizmente, parece que lhe vão devolver os computadores. Como é fácil de imaginar, o objectivo não é apanhar o herói do Climategate, mas sim os mensageiros... Na verdade, os dados de acesso do autor do comentário inicial do Climategate não estão no computador de Tallbloke, mas sim no Wordpress.

Já no outro dia referia que o regresso dos cães raivosos não vai ser bonito... E os métodos não vão diferir muito de há 500 anos... Felizmente, os tempos são outros, e as notícias das atrocidades correm muito mais depressa!