quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O falhanço solar

Está à vista o resultado da aposta estupidificante na energia solar. Não é que eu não acredite na energia solar; o que eu não acreditei, nem acredito, é que uma energia produzida de forma ineficiente e cara, pudesse vingar à custa da massificação! A energia solar continua a ser excessivamente cara, e com uma eficiência reduzidíssima, quase sempre bastante abaixo dos 20% em cenários de produção, embora em laboratório já se consigam mais de 40%.

Assim, estão à vista os resultados desta desastrosa aposta. Em Portugal, um dos exemplos mais emblemáticos é o do Barão Vermelho, ao qual já nos havíamos referido aqui e ali. Ontem, via Correio da Manhã, ficamos a saber que, obviamente, a fábrica que devia estar pronta a funcionar há quase dois anos, ainda nem sequer começou a ser construída. Agora, há um novo prazo para meados do próximo mês, dado pela Câmara. Mas entretanto, a cambada já bazou, sendo que o melhor a fazer, neste caso, é uma visita regular ao blog Cidadãos por Abrantes, que segue a par e passo o tema, como a imagem acima documenta...

Nada que nos surpreenda! Há uns meses foi o caso da Solyndra. Ontem foi o caso da BP. Está tudo a cair como um castelo de cartas. Na Alemanha a situação é a mesma há meses, mas cada dia que passa há novidades! É óbvio que há muita gente a estrabuchar, e por cá só faltava conhecer a quem vai o Governo vender a EDP, para começar a cortar a seguir...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O frenesim das baratas tontas

Como seria de esperar, os alarmistas andam em actividade frenética, porque sabem que depois de Durban, provavelmente terão de hibernar por uns tempos. Por cá, Filipe Duarte Santos é como uma barata tonta, tal é a enxorrada de meias verdades, e mentiras descaradas, que profere!

Por altura da reunião em Sintra, do XI Congresso Mundial da Organização das Cidades Património Mundial, sob o tema das alterações climáticas nos locais classificados pela UNESCO, o conhecido alarmista português, disparatou em todas as direcções! O disparate é tanto que até mete dó! Para ele, o Alto Douro Vinhateiro está em perigo, por causa dos incêndios... O problema é que são normalmente os matos e as florestas que ardem, e não os campos de vinha! Aliás, como já vimos, o vinho do Porto adora o CO2! Depois, o centro histórico de Évora também vai ter problemas de abastecimento de água. Os arredores, esses fica-se na dúvida... Depois, o mar vai subir, e para ele Veneza é um caso exemplar, quando todos os restantes alarmistas fogem de Veneza, como o Diabo foge da cruz! E depois dá a calinada final, dizendo que no final do século o nível do mar terá subido mais de um metro. Na verdade, a estimativa máxima da Bíblia do IPCC é de 59cm... E na realidade, como sabemos, não sai da cêpa-torta!

Uns dias depois, lá estava ele a ludibriar a Associação Portuguesa de Seguradores. Parece que são eles a pagar o estudo, mas eu cá tenho as minhas dúvidas; no mínimo, pagará quem tem seguros, ou seja, todos nós... Um estudo realizado por 15 investigadores, durante 3 anos, de várias entidades da Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Aveiro chegaram, aparentemente, à brilhante conclusão que a costa desde Viana do Castelo até Peniche, está em perigo! Especialmente, dizem eles, em locais como a Praia da Vagueira e Praia da Cortegaça... Mas, os leitores do Ecotretas sabem que o avanço do mar para aqueles lados, vem dos tempos da Pequena Idade do Gelo... Mas os estudos supostamente incorporam cenários climáticos futuros, ou seja mais advinhice, num contexto de "fenómenos meteorológicos extremos mais intensos", daqueles que estes investigadores da treta já não se lembram...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Contas das novas barragens

Nos últimos meses tenho dedicado algum do tempo reservado ao blog a desmontar as contas das várias organizações ambientalistas (GEOTA, FAPAS, LPN, Quercus, CEAI, Aldeia, COAGRET, Flamingo, SPEA, MCLT) sobre o PNBEPH. Já observei como eles têm vindo a inflacionar o bicho papão dos custos, que começou (tanto quanto eu sei) em 7000 milhões de euros há um ano atrás, e que já vai quase no triplo.

Desse valor, a parte da potência garantida já foi completamente desmontada: em vez dos 3400 milhões previstos pelos ambientalistas, o custo actual é 0. ZERO! Erro pequeno. É claro que, como aliás afirmo no artigo do link anterior, se o Governo entender mudar isso no futuro, atribuindo-lhes a garantia de potência (que recorde-se não está garantida, passe o pleonasmo), essas contas poderão ser alteradas.

Mas o resto dos milhares de milhões continuava a ser uma incógnita... Aliás, em nenhum documento publicamente disponível, as organizações ambientalistas explicavam como chegaram aos números, que crescem à vontade do freguês. Compreende-se: cada vez que chutam um número, topa-se o seu analfabetismo! Mas numa troca de emails com alguns dos compadres do Daniel Conde, a propósito da barragem do Tua, topei que este peão havia dado com a língua nos dentes, ou melhor no Facebook. Desta página, de 13 de Outubro, retiram-se as seguintes contas, explicadinhas de forma simples:

Ora bem, segundo percebi das contas - que aqui se publicam a pedido de algumas pessoas - a dezena e meia de milhares de milhões de euros de encargos com o PNB vêm de duas componentes:

1 - A remuneração da electricidade produzida, a € 110 p...or cada MW (preço médio de venda à rede), e esperando-se uma produtividade de 1676 GW/h por ano, dá 184 milhões de euros por ano;

2 - A remuneração da potência (perceberam a marosca da potência instalada na peça?), é paga a 20 mil euros por MW por ano, estando prevista uma potência instalada de 2453 MW, o que dá uma soma anual de 49 milhões de euros;

3 - Tudo somado dá uma autêntica renda do Estado (o Estado somos nós, entenda-se) de 233 milhões de euros por ano, o que ao cabo dos horizontes de concessão de 65 anos destas barragens, dá a soma de mais de 15 mil milhões de euros, que TODOS, repito, TODOS teremos de pagar.

Mas nada temam: o lucro esperado das concessionárias é de cerca de 8 mil milhões de euros. Tipo a Ponte Vasco da Gama, que se "pagaria por ela própria" enquanto PPP, mas que já arrecadou uns generosos milhões do Estado.

Mas isso são outras coisas...

Fiquei banzado! Então eles consideraram um custo da barragem o preço da energia que ela vai produzir? Ainda por cima referenciado a um custo próximo do pago pelo consumidor??? E tudo isto é uma renda do Estado, porque o Estado somos nós??? É claro que todos vamos pagar o custo da energia. Mas se não for o MWh da futura barragem do Foz-Tua, será o MWh da central nuclear de Almaraz, ou então das magníficas “ventoinhas” por tudo quanto é monte e linha de horizonte deste País!

Neste jogo de xadrez, as declarações do peão serão provavelmente sacrificadas. Mas isso não ilibirá a Geota e companhia de explicarem verdeiramente as suas contas, o que nunca fizeram! Como esta discussão foi a que me expulsou do Facebook, preservam-se as afirmações do peão, na imagem acima, antes que sejam destruídas pela Religião Verde...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Já (quase) não nos falta nada

O título deste post é o título do Editorial, de Sandro Mêda, da Autohoje desta semana. Sandro dá-nos uma visão equilibrada de como os nossos políticos tinham as prioridades erradas. E como o Canadá está a ver bem as coisas, perante a hipocrisia da China. Comparem este texto, disponibilizado abaixo com realces da minha responsabilidade, com o discurso das grandezas do Basílio Horta, num artigo de opinião do Diário Económico de ontem, para perceberem as diferenças entre a realidade e a utopia:

Foram notícia a saída do Canadá do tratado de Quioto e a crítica da China a essa decisão. A surpresa vem, segundo os analistas, do Canadá, tendo uma sociedade evoluída, abandonado um programa que “salvaguarda” o planeta; e também da China por se atrever a criticar a atitude recusando-se ela própria a integrar o grupo. Não me surpreendeu nenhuma das posições. Pelo contrário, considero-as coerentes com a forma de estar na vida de cada país: o Canadá, perante a óbvia conclusão de que as medidas do tipo Quioto só serão efectivas quando perderem a hipocrisia e passarem a ser universais, decidiu, em tempos de crise e perante países que alegam estar em desenvolvimento - qual não gostaria de estar, e os que estão em regressão, como Portugal, que tipo de condescendências deveriam ter? - para não cumprirem quaisquer regras, optou por distribuir os resíduos do seu desenvolvimento por todo o planeta, como tantos outros fazem, em vez de os concentrarem na sua população, com brutais impostos ou prejuízo da qualidade de vida; e os chineses limitaram-se a seguir a filosofia “façam o que eu digo e não o que eu faço, senão não ganham dinheiro connosco”. O que os analistas esperavam era uma atitude à portuguesa: na posição do Canadá, aumentar a colecta e perseguir os automóveis; na da China, emitir opinião apenas se estivesse alinhada com a de todos os outros.
E por sermos assim, tão pseudo-altruístas, temos empresas que fizeram planos e estratégias que são arrasadas por portagens de última hora e alterações constantes na fiscalidade automóvel. Temos milhões de euros gastos em 1300 postos de carregamento para 200 carros eléctricos. Temos proibições de circulação a carros velhos, sem fazermos nada para que se troquem por novos. Temos tudo para não sermos nada.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pachauri openly defends killing skeptics

When leaders are unable to deal with reality, they just get the critics sent somewhere else. 500 years ago, the Inquisition would do that burning the infidels at the stake. Some decades ago, Hitler was sending the Jews to concentration camps. This week, Pachauri has gotten to the next level: send the climate skeptics to outer space!

Grist.org has gotten so enthusiastic with the idea that they have previewed the future with the image on the left! The unforgivable phrase from Pachauri was given to the audience of the "Extreme Climate Risks and California's Future" conference, organized by California's Governor, Jerry Brown. According to Grist, what happened was:

More laughter came when Pachauri joked that Branson could give climate deniers tickets on the aviation mogul's planned flights into outer space. "Perhaps it could be a one-way ticket," Pachauri said, smiling, "though I'm not sure space deserves them."

It is time for this man to step down! And to apologize for what he has said. One cannot accept that the IPCC is being run by someone that openly suggests people being killed! These are unacceptable terms, and not even suitable for the baddest of criminals. But given what has happened in Durban, this is only one of the first demonstrations on how this Green Religion is feeling!

Update: Grist.org has corrected the news. Revkin, from NY Times, has also weighed in, and agrees that Pachauri should step down... The video is also available online now, but not at the time this post was published. The two relevant parts are visible below:

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ar puro da Guarda

Ao ver um dos noticiários das 13 de hoje, nem queria acreditar numa das notícias que passou! Falava-se da venda de "ar puro da Guarda", mas como estava ocupado, não pude ouvir com atenção a notícia...

Agora fui investigar, e atribuo a ela a Ecotreta de 2011 (menção agora instituída!). Então não é que se lembraram de enfrascar um bocado do ar puro da Guarda, e vendê-lo??? A um preço de 5 euros por frasco, tenho a certeza que ninguém de juízo comprará tal embuste!

O embuste é da responsabilidade do Teatro Municipal da Guarda e da empresa municipal Culturguarda! É para estas brincadeiras que afinal servem os nossos impostos??? Parece que para aqueles lados muita gente não tem mais nada de útil para fazer...

Segundo o director artístico do TMG, Américo Rodrigues, o produto inclui ainda «aroma de queijo da Serra da Estrela, essência de morcela e fragrância de giesta». O mesmo vendedor de banha da cobra, recordemos pago pelos contribuintes, refere que os principais destinatários da fraude são os emigrantes, que poderão abrir os frascos "quando sentirem um forte apelo das raízes ou uma forte saudade", mas também pode "ser utilizado livremente", sempre que o comprador "estiver em contacto com focos de poluição e se sentir deprimido ou com saudades da Guarda". Os mesmos aldrabões sugerem que no momento de abrir o frasco, o utilizador deve "inalar profundamente até sentir os pulmões vibrarem de emoção" e alertam para suspender o seu uso caso "lhe provocar um desejo intenso de voar".

Haveria ainda mais embuste a desmontar, como a da investigação do cientista russo associado, e o prémio "The Best Air in the World". Na pesquisa pela qualidade de ar das cidades, um bom recurso parece ser este, da Organização Mundial da Saúde. Nem uma referência à Guarda! Mas tem um bom mapa da qualidade do ar a nível do planeta. Não se fica surpreendido com os resultados:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Barragem do Tua

As discussões à volta da barragem do Tua estão ao rubro. Os ecologistas propagam cada vez mais mentiras, mas pasme-se! Em vez de corrigirem as suas contas, estão a inflacioná-las! Estes tretas não têm perdão, como já evidenciei no passado: Há um ano, em Dezembro de 2010, anunciavam um custo de 7000 milhões de euros. Em Abril de 2011, subiram a parada para 15 mil milhões. Em Agosto de 2011 subiram a parada para 16 mil milhões. Agora, falam em valores entre os 16 mil e 20 mil milhões... A inflação só vai parar quando conseguirem parar o processo de construção, ou então forem completamente desmascarados pelos Media, que teimam em não querer sequer equacionar as contas...

Há uns dias, 20 ecologistas da treta fizeram uma manifestação em Lisboa, para propagandear estas mentiras. No feriado de 1 de Dezembro, também uma multidão de 20 pessoas se manifestou pela linha do Tua. Entre os 20 palhaços incluíam-se o pretendente ao trono, duque de Bragança, o aldrabão João Joanaz de Melo, e o pobre coitado Daniel Conde, cujas prestações podem ver no seguinte vídeo (vejam especialmente a partir do minuto 3:24, e a ligação ao TGV espanhol):



Daniel Conde avança com um número de 70000 passageiros em 2010, mas rapidamente depressa percebemos que a maioria devem ser alunos da escola, os quais provavelmente prefeririam um autocaro bem mais rápido. Como dizia o Ministro dos Transportes anterior, quase mais vale dar um carro a cada um dos passageiros, o que os alunos não veriam certamente com mau grado...

Agora, vem-se com a ameaça da UNESCO, entretanto já desmentida. Faz-me lembrar a treta dos rabiscos de Foz-Coa. Mas como é preciso alarmar ainda mais, e como a recente estupidez da comparação com os Budas de Bamiyan não resultou, isto não irá parar! Mas há outras visões muito interessantes, e dessas, a de pintar a barragem parece-me uma das mais interessantes... Aposto que seria um boa razão para ver uma pintura gigante ao vivo, e talvez trouxesse mais turistas que a própria Linha do Tua!!!